Holding Skies
5 Pegs, Meu Centro Terapeuta Ambulante
Notas iniciais
Se ainda estiverem ai eu realmente espero que gostem.
Boa leitura
☺
Perdão
☺²
Capítulo Quatro: Pegs, Meu Centro Terapeuta Voador
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Comi os bolinhos totalmente sozinha. Realmente estava com saudades daquilo então não demorei para acabar e me arrastar dali com a cesta vazia, pensando no que diria a Lika por não ter dado a Ash para experimentar aqueles bolinhos deliciosos, não falaria que tinha surtado. Eu estava pretendendo achar Pegs e ficar ao pé da laranjeira de Lika o resto da tarde, mas Viollet me achou primeiro.
Ficamos quase duas horas, talvez três— não sei— treinando. A filha de Dioniso só parou quando eu realmente não consegui levantar mais do chão, meus pulmões estavam ardendo, as articulações dos meus dedos estavam tão doloridas que eu mal seguraria uma caneta sem que meus dedinhos berrassem. Eu simplesmente não me acostumava com a empunhadura de uma espada, do peso de uma espada, simplesmente não era apara mim.
Um lança de duas pontas sim, ah sim. A lança era leve, as pontas de metal equilibravam o peso de um jeito perfeito, o couro preto da haste era rígido o suficiente para deixar minha mão firme, e macio o suficiente para não machucar minha mão como a espada fazia. Tentei explicar isso para ela, mas Viollet apenas disse:
—Não seja fraca, Sury, você é uma caçadora agora. Tem que saber lutar com tudo. — Fui para o chalé logo depois, tomar um banho quente e tirar todas aquelas folhas secas, grama e terra do meu cabelo e das minhas costas. Outra vez passei direto pelo espelho do banheiro.
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Sai do chalé prateado enfiando minhas mãos nos bolso do casaco quando Will correu na minha direção, sorrindo ele parou na minha frente com o sorriso branco cintilando no sol fraco de outono, seus cabelos caíram na frente dos seus olhos.
—Sury, hey!
—Ah, oi. Foi mal ter saído mais cedo, tinha que pensar um pouco.
—É, eu percebi as indiretas e os olhares entre você o Gray. —abaixei a cabeça, tinha como aquela historia ficar mais patética? Solace riu um pouco e apertou minha mão— Hey relaxa. Ele é que é o idiota da historia, não teve consideração por você.
Sorri e apertei sua mão de volta, levantando os olhos para seu rosto sorridente e compreensivo.
—Valeu, Will, você é demais.
—Estou do lado que acho certo... E também sempre fico do lado das garotas, ainda mais quando são bonitas. —Lhe dei um soco no ombro, ele riu. Nem todo clichê é ruim a final de contas, Will Solace era ótimo.
—Você um idiota às vezes.
—É só ignorar esse meu lado, preste atenção no meu lado bonito e charmoso— lhe dei mais um soco no ombro ele riu—. Mas é outra coisa, a garota que você tirou da água mais cedo, ela está acordando. Eu já mandei avisar ao Quíron, mas sei lá, achei que queria saber dela, talvez.
—Ah! Claro, vamos lá então. Já descobriu alguma coisa dela? —Will colocou as mãos nos bolsos do casaco verde e deu de ombros balançando a cabeça para os lados, suspirei e lhe passei a cesta enquanto corríamos até a Enfermaria.
—Vamos ver o que eu acho.
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.Narradora.
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Sua cabeça estava pulsando, não como antes, mas ainda parecia que seu cérebro estava dentro de uma caixa de som. Zoe conhecia a sensação de estar de ressaca, ah e como conhecia, mas aquela ali era pior. Parecia que seu cérebro estava sendo espetado com agulhas ferventes a cada tum do seu coração. Ela mexeu um pouco as mãos sentindo as articulações dos seus dedo gemerem pelo frio. Respirou fundo e começou a abrir os olhos.
Certo, aquilo é um teto. Por que há um teto em cima de mim? Eu estava... Lutando com uma serpente marinha gigante perto da ponte do Brooklyn... Meu Deus onde eu estou? Pensou a garota com dores de cabeça, ela podia estar em qualquer lugar.
—Ah, você conseguiu abrir os olhos, isso é bom. —Zoe reconheceu muito vagamente aquela voz, girou o pescoço para esquerda, estalou outra vez, mais um gemido de dor. Era uma garota, estava sentada do seu lado, seu cabelo estava molhado, pingava onde quer que ela estava deitada.
—É... Onde diabos eu estou? —indagou levantando a mão e cobrindo um dos olhos da luz fraca que vinha da porta. —Não me lembro de quase nada, só deu uma serpente gigante me arrastar para a água... Depois eu consegui cortar a cabeça dela com esse anel que eu ganhei que eu não sei como virou uma espada. Quebrei minha perna quando bati em um tronco flutuante depois...
—Eu tirei você d’água. —a garota não estava sorrindo, mas não parecia achar que ela era louca com toda aquela historia, o que era preocupante— Não, eu não costumo pular no oceano no meio do outono, mas estava passando por lá. Sua perna também está boa, cuidei disso.
—Minha perna...? —okey, minha perna não está mais quebrada.— Certo, onde eu estou e como diabos minha perna já está boa?
—Eu cuidei disso. Filha de Asclépio, longa história... Espera, você não sabe do que eu estou falando não é? Uau... Bem, como explicar sem que você ache que eu sou louca...?
—Eu lutei contra uma serpente gigante e você é a louca? —A garota riu um pouco, o que devia ser bom já que ela estava com os olhos verdes meio vermelhos e inchados. Chorando logicamente.
—Vamos ver... Você prefere o tratamento de choque ou que eu vá com mais calma.
—Acabe com isso.
—Você é uma semideusa, filha de um deus grego. É, Zeus e essas coisas. Eles estão desde de sempre então... —ela deu de ombros— Você está em Acampamento onde os meios-sangues, nós, somos treinados para lutarem contar os monstros que nos querem para lanchinho da tarde, acho que já viu eles não é? Mulheres com pernas de cobras, gigantes canibais, os Lestrigões... Coisas assim. Ah! Você tem dislexia e TDAH e... Agradeça aos Deuses por você está viva.
—Que... Droga é essa?
—A verdade, eu sei que é estranho, mas...
—Não. Quer dizer, sim, mas eu já tinha visto umas coisas. Estava tirando umas fotos uma vez no Central Park no começo da primavera e eu juro por Deus que o garoto que passou atrás das arvores tinha pernas de burro na hora que eu tirei a foto.
—Bodes. É, são sátiros, são bem legais, às vezes trazem alguns meios-sangues para cá. Mas fique calma, as coisas vão ficar mais estranhas. —Zoe gemeu e se sentou no percebeu ser uma maca bem confortável. Suspirou e olhou para os lados. Um enfermaria, havia pouquíssimas pessoas, um garoto gemia não muito longe falando algo sobre explodir a cabeça de tal de Connor Stoll por ter feito uma garota chamada Valerie Stark ter lhe enfiado as “garras” no ombro.
—As coisas podem ficar mais estranhas? —Resmungou. A garota sentada do seu lado riu com mais vontade, ficando quase corada e tocou seu braço, lhe olhando com sarcasmo e diversão, como se Zoe fosse uma garotinha de cinco anos perguntando por que o mundo era cruel.
—Tudo pode piorar querida, você é uma meio-sangue. —Profetizou, não como se fosse algo trágico como deveria ser, mas como algo costumeiro, que Zoe com o tempo ia notar e aceitar.
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—Então... Você aposta em quem? —Joan olhou para Púlox por trás dos óculos, entediada, depois olhou para Connor que subia a parede de escalada tentando não cair nas garras de Valerie que estava ao pé da rocha esperando que ele caísse e ela pudesse destroçá-lo.
—Bem, Connor está desesperado, mas ele vai cair a Valerie vai fazer pedacinhos dele... De novo. Seria uma aposta por tempo ou para ver quem ganha? —Púlox sorriu. Ela era inteligente... Então por que não saia com ele de uma vez? Por que toda essa negação?
Ele deu seu melhor sorriso.
—O que você quiser. —Joan revirou os olhos e abriu a boca para falar alguma coisa, mas Velkan apareceu ali do seu lado mastigando um chiclete distraído, mas sugando toda a atenção de Viatori para ele. Joan prendeu a respiração e ficou dando um sorriso bobo para ele, que nem ao mesmo a notava direito.
—Apostem o tempo. Minha irmã vai pegar ele, só resta saber quando. —ele olhou para os dois com a insinuação de um meio sorriso, o que fez Joan tentar conter um suspiro, falhando consideravelmente— Dou dez pratas que ele cai nos próximos três segundos.
—Dez pratas nos próximos cinco. —Disse Púlox, olhando para o garoto pendurado a uns quatro metros do chão, tentando alcançar o topo, se equilibrar em uma mão em uma pedra, desviar da lava e não cair e cai nas mãos da gótica com suas garras de Freddy Krueger.
—Dez também, nos próximos três minutos. — Joan estendeu a mão com os dez dólares, os dois garotos colocaram mais dez lá, Joan sentiu a mão formigar quando sentindo os dedos gelados e longos de Velkan na sua mão. O filho de Éris deu um sorriso de canto e deu alguns passos para trás para pegar velocidade depois correu lançando com rapidez e precisão uma adaga na direção do filho de Hermes pendurado.
A adaga pegou perto da mão de Connor, que, por impulso saltou a pedra e...
—Um, dois, três e... Deem-me o dinheiro. — Velkan estendeu a mão com um sorrindo. Joan resmungou e lhe deu as trintas pratas, ainda vermelha por ele ter tocado na sua mão. O Stark apenas soltou uma risada curta e colocou a grana nos bolsos, se preparou para ir embora, mas voltou.
—Joan... O Derek ainda tem o Call Of Duty? Ele ainda está vendendo? — Púlox viu a garota sorrir abobada, o que fez o loiro revirar os olhos irritados e cruzar os braços no peito, resmungando algo sobre pessoas sem noção de certo e errado, ridículo e perfeito, de bonito e aberração. Não que Joan realmente tivesse prestando atenção, amava demais aquele sorriso para se importar ou notar qualquer outra coisa.
—Está.
—Ótimo, pega essa grana e compra dele. —Velkan colocou o dinheiro de volta na mão da garota de cabelos azuis, notou outra vez mais cor vir a suas bochechas e seus olhos pretos brilharem de um jeito diferente. Aquilo era tão... Divertido, o jeito como ela reagia intensamente às coisas mais estúpidas que ele fazia, como quando ele sorria, ou lhe olhava de cima, Joan encolhia os ombros, seus olhos começavam a brilhar e soltava um pequeno suspiro.
— Depois leva lá no chalé... Quem sabe a gente joga depois? —Como ele previu Joan estava cintilando de alegria, assentiu com força, o cintilar do preto dos seus olhos ficava mais visíveis graças suas lentes para miopia.
—Você está... Convidando-me para sair? — Ela guinchou. Divertido. Aquilo era extremamente divertido e a irritação de Púlox ajudava a deixar as coisas mais legais para Velkan que notou o loiro se voltar para a conversa com olhos arregalados.
Divertidíssimo.
Velkan, testando sua influencia sobre a menina estendeu sua mão e tocou o ombro dela, a medida ficou mais vermelha, se aproximou e lhe sussurrou ao pé do ouvido como vira Púlox fazendo algumas vezes com outras garotas.
—Talvez... Venha conferir mais tarde. —A menina quase se derreteu, o filho de Éris não tinha muito interesse em ter algum tipo de relacionamento, mas era quase engraçado ver como a garota reagia as mínimas coisas. Ele se afastou a olhando de cima outra vez.
E Joan não era tão estúpida como a maioria das garotas.
—Então... Vai estar lá?
—Claro! Quer dizer... Vou sim. — Joan levou tempo para se recuperar, mas conseguiu sorrir quando o gótico se afastou com o sorriso e foi em direção à irmã lhe falou alguma coisa e saiu indo em direção as forjas. Ele havia dito a ela que fazia alguns dias que havia encomendado a Lannister algumas armas, mas não dissera o quê.
Mas o que importava? Velkan Stark tinha lhe convidado para sair! Falado ao pé do seu ouvido, seu coração estava inchado no peito e como tinha aprendido a ignorar o filho de Dionísio nada podia lhe tirara a sensação de ser um balão de Helio, flutuando solto pelo céu.
Mas Púlox estava muito atento a ela. Era estranho, para não dizer horrível, ver uma garota por quem ele estava dando varias chances e ela simplesmente ignorar e ficar vidrada em um garoto estranho que usara SEU truque para lhe deixar naquele estado. Onde estavam as antigas garotas? Aquelas que realmente sabiam a diferença entre um cara boa pinta loiro dos olhos azuis e um pálido magricela, gótico e com a maior cara de megalomaníaco?
E o pior era que ele sentiu que Velkan não estava nem perto de sentir o que Joan estava sentido. Ela era apaixonada por ele, isso estava na cara e Velkan simplesmente estava curioso no modo que a garota de cabelos azuis agia. Era meio parecido com o estado de Valerie e Connor, mas de um jeito mais... Frio.
Valerie, na opinião analítica de Púlox, não sabia expressar seus sentimentos com outra coisa que não fosse violência e/ou indiferença. Havia notado aquilo nos últimos dois meses. Valle lidava com a saudade de Sury com brutalidade, empurrando Karen Sallin de barrancos, quebrando braços e pernas na captura a bandeira, esquartejando bonecos de palha na arena e sendo grossa com todos. Mas quando as coisas chegavam a Connor...
Bem, talvez quase ninguém tivesse notado, mas ela realmente não causava danos... Mortais a ele, quer dizer, quebrar braços e torcer pulsos? Claro. Um pouco asfixia? Com certeza. Queimaduras de segundo graus? Com toda a certeza, mas nada como arrancar braços ou decepar cabeças como quase havia feito com uma garota do chalé sete a duas semanas por ter falado alguma piada de mal gosto de Éris. Púlox encarava aquilo como seu jeito violento e estúpido de mostrar que... Gostava dele.
Valerie Stark gostando de outro ser humano que não irmão.
O loiro estremeceu da cabeça aos pés. Ele passara tanto tempo acreditando que filhos de Éris tinham uma pedra no lugar do coração que aceitar que Valerie Stark, a mais violenta e cabeça quente deles pudesse gostar de alguém ia contar os alicerces do mundo. Mas parecia bem provável. Com Velkan a coisa era mais... Bizarra.
O filho de Dionísio já conversara algumas vezes com Kyle sobre isso e os dois concordaram. Velkan era mais esquisito que a própria irmã. O garoto era quase tão calado quanto uma estatua, nunca tinha nada a dizer sobre assuntos em geral, observava a todos como um tigre estudando uma presa. Ele já ouvira boatos que Velkan era a parte pensante daquela dupla, que, tudo o que Valerie fazia no impulso, não era nada o que o próprio garoto poderia fazer.
Eles moravam em Detroit, o que já dizia muito das companhias dele fora do acampamento. De qualquer jeito, Púlox podia imaginar o garoto caminhando sem fazer barulho nas ruas violentas da cidade com uma gangue esquisita de vampiros, matando por gosto e por dinheiro. Não era por que Púlox estava criando uma rixa com ele.
Todos concordavam. Velkan Stark poderia muito bem ter dado as ideias para fazer a franquia dos “Jogos Mortais”, não tinha como prever do que sairia daquela cabeça e seus cabelos pretos lambidos. E por mais que ele odiasse admitir, nunca entraria numa briga contar Velkan por própria conta e risco.
Na verdade, talvez ninguém, em sã consciência entrasse em uma briga com Velkan Stark.
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—É só segurar mais firme o punho, o polegar aqui. Isso. Agora, nunca fique de guarda baixa. Vamos. De novo. —Danna correu na sua direção, atacando pela direita, mas foi bloqueada com facilidade. A filha de Hebe girou para esquerda e soltou uma sequencia rápida de sete estocadas, uma delas rascou a camisa de Seth que deu um sorriso parando a luta e batendo leves palmas.
Danna deu alguns saltinhos e uma risada doce, balançando os ombros para os lados como uma criancinha feliz pelo elogio, segurando a espada em ambas as mãos. Danna Williams era uma garota adorável em quase todos os sentidos.
—Isso, está melhorando. Você está pegando o jeito, agora tente ir com mais força, não tenha medo de me machucar Dan, você tem que treinar para valer, vai lutar pra valer lá fora. —Ela assentiu e partiu para o ataque outra vez, dessa vez de um jeito mais complexo e melhor. A garota pressionou Seth a ir para trás e defender um ataque alto com a espada na mão direita, mas com a esquerda, escondida na cintura ela atacou com uma adaga.
Danna, não querendo feri-lo de forma alguma, apenas lhe acertou as costelas com o punho da adaga. Estranhou no exato momento que ele caiu com aquele ataque simples e ligeiramente previsível. A garota se ajoelhou do lado dele, lhe puxando pelos ombros para cima e para si. Queria beijá-lo, queria sim, mas ele desviou olhando confuso para alguma coisa atrás dela.
Ela se virou um pouco e viu Quíron uma garota que não conhecia e a caçadora, Sury em algo que ela reconheceu como um tour pelo Acampamento. Danna mordeu os lábios para não resmungar. Por mais que ele dissesse que estava tudo bem, toda vez que ela aparecia ele ficava distraído, irritado e começava a disfarçar.
—Ham, eu vou... Eu já vou. —Seth se sentiu mal pela menina, ela era uma boa garota, doce, divertida e realmente parecia querer e poder ficar ao seu lado, mas ele simplesmente não queria ficar sério com ninguém. Sua solteirice sempre fora seu maior trunfo, e pretendia permanecer assim.
Pelo menos a ideia era essa. O moreno se levantou batendo na blusa e na calça jeans, tirando a terra e algumas folhas secas das roupas, caminhou até o centauro e as duas garotas curioso para saber quem era menina.
—Lá, é o Anfiteatro, algumas vezes temos algumas apresentações, ou mesmo quando um herói morre, queimamos sua mortalha ali. —A recém-chegada franziu as sobrancelhas bem feitas, os olhos verdes dourados confusos.
—Mortalha?
—É. Quando um herói morre, seu chalé fez uma mortalha, é um... Tecido cerimonial, o morto é enrolado nele e dois é queimado em uma pira de palha e madeira, se coloca duas dracmas nos seus olhos para o barqueiro... Algo assim. —Respondeu Sury afastando os olhos para o lado.
Seth imaginou que aquilo fosse difícil, falar de enterros com a irmã e a mãe morta. Estava escrito na testa da morena que ela simplesmente não tinha ideia de como lhe dar com isso. Carpe ficava nervosa e inquieta, abrindo e fechando as mãos para se acalmar. Sury achou o olhar do filho de Hades quando ele estava a menos de três metros do grupo.
A garota apertou os olhos para um segundo e virou o rosto para a esquerda, onde magicamente, salvando ambos de mais uma briga estúpida e sem motivo, Pegasus aparecia para salvar a pátria, trotando de encontro à filha de Asclépio para pressionar a cabeça contra seu rosto para receber um beijo e um abraço.
Gray quase sentiu inveja. Carpe sempre era toda sorrisos para o cavalo, lhe beijava, acariciava e conversava com ele como se eles realmente... Pudessem se comunicar; talvez esse fosse o ponto mais perturbado sobre ela, não por estar prestes a morrer a qualquer momento, por não ter o direito de estar viva, disso havia muito. Todos os semideuses são assim, talvez não na mesma intensidade, mas era verdade.
O que realmente fazia Seth Gray achá-la um pouco estranha demais era aquilo ali. Aquela relação estranha e saudável que tinha com o alazão. O jeito que eles simplesmente não pareciam precisar de outras pessoas para se completarem, simplesmente sabiam como agir juntos. Não era uma relação cavalo e cavaleiro. Era algo que você tinha com seu melhor amigo, com alguém que você confia e entende.
—Sury, por que leva Pegasus para os estábulos? Ele parece precisar de um banho quente e ser escovado assim como os outros pégasos. —O cavalo se empinou relinchando feliz com ideia, Gray engoliu a seco. Ele era enorme, os cascos cintilavam no sol fraco, por um segundo o moreno afogou o impulso de puxar Sury para ele. Como ela ficava tranquila com Pegasus empinando e descontrolado bem ao seu lado ele não sabia.
Seu instinto dizia que se um casco pegasse nela... A coisa não seria boa. Talvez, ele quisesse puxar ela para perto para outros motivos, mas... E daí, certo?
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.Sury Carpe.
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Montei em um Peg serelepe, me deitei agarrada ao seu pescoço enquanto ele andava com me carregando para os estábulos. Eu simplesmente queria ficar um tempo com ele, Pegs tinha o dom de me deixar mais calma. Assoprei os fios longos e pratas da sua crina. A ponta da sua calda quase arrastava no chão e sua crina era longa cortina fina e lisa de prata em fios, no momento, ainda meio sujos, mas nada que realmente não fosse um problema.
Não estava pretendendo me molhar, então assim que chegamos aos estábulos tirei minha touca e meu casaco e deixei em cima de uma mesa cheia de equipamentos de equitação. Não que eu realmente acreditasse que eu não fosse me molhar, mas naquele frio, eu não queria arriscar molhar meu casaco nem minha touca. Não sabia se caçadoras ficavam doentes, mas não queria arriscar ficar fraca. Não naquelas situações
O estábulo era bem limpo apesar de tudo, os pégasos que estavam ali, bufavam em suas baias, relaxados e quentinhos por algumas bolinhas de fogo que estavam penduras pelas paredes, nas vigas do teto. Era bem parecido com uma decoração natalina, mas não havia grinaldas e coisas assim.
Desmontei assim que entramos no lugar, os cavalos relincharam e baixaram as cabeças para Pegs que bateu rapidamente as asas, saudando-os com elegância do grande Alazão do Olímpio. Acariciei o pescoço dele orgulhosa. O estábulo era um imenso celeiro com uma porta em cada ponta, na parte de trás havia um espaço onde eles cuidavam dos cavalos, com vários pequenos cercados do tamanho de um banheiro com mangueiras sabão, toalhas, escovas para cavalos e essas coisas.
Pegs entrou no cercado por conta própria, achando um pequeno note de torrões de açúcar. Liguei a mangueira com calma, testando a temperatura na minha mão e... Estava mesmo morna. De onde Hades eles tiravam água morna em um acampamento grego eu não faço ideia, mas era bom.
—Eu não vou me surpreender com mais nada. Água quente para cavalos. Vou tirar essas ataduras dos seus garrões, okey? — Me abaixei tirando as duas últimas ataduras que estavam no corpo do pégaso. Eu as havia deixado lá só por segurança, a pele não estava mais ferida, mas Ash havia me ensinado que podia estar bem por fora, mas por dentro ainda podiam estar em recuperação e como aquela parte havia era osso, eu as deixei bem apertadas.
Desenrolei as ataduras da metade de baixo das patas traseiras dele e as pendurei no cercado atrás de mim, peguei a mangueira e comecei a molhar Peg, enquanto passava com a outra mão um sabão que havia achado.
—Quer ajuda?— Percy Jackson disse enquanto direcionava um pégaso preto pelas rodeadas para um dos cercados. Sorri.
—Seria ótimo, Jackson, são muitos. —Ele assentiu sorrindo, estava de bermuda também e uma camisa sem mangas, preparada para dar banho muitos cavalos alados, ele tirou a rédea do pégaso e ligou a mangueira já o molhando também, como se fizesse isso a vida toda.
Peg foi um bom garoto até que eu pedi, na minha inocência para que ele levantasse asas para que eu pudesse ensaboar abaixo delas, mas eu havia em esquecido que as penas dele já estavam molhadas ou seja, seis metros de plumas brancas e úmidas lamberam a frente do meu corpo.
—Okey. A mancada foi minha. —Confessei enquanto Pegs e Blackjack, o pégaso de Percy relincharam e cavaram o chão com os cascos, rindo de mim. Mas Jackson fez algo legal por mim. Secou-me com seu poder útil sobre a água, acabando com a graça dos equinos palhaços ali.
—Valeu, Percy.
—De nada... E nem pense nisso Blackjack! —Berrou o filho de Poseidon ameaçando mortalmente o cavalo com um sabão cheio de espuma. O garanhão apenas bufou e agarrou a mangueira tentando sem conseguir molhar o garoto, mas com certeza o estava irritando.
Ri e olhei de canto para Pegasus que relinchou e bufou no meu rosto. Não ele não fez, mas por um único motivo: Ele estava gostando do banho quente. Continuei meu trabalho por meia hora antes de Percy conseguir controlar o garanhão negro que relinchava feliz com a sua brincadeira.
Depois de quatro horas dando banho em Peg eu me sentia estupidamente bem. Estava terminando de enxugar ele com a ultima toalha seca que eu havia encontrado, já que não havia secadores de cabelo para usar.
Suspirei e me afastei um pouco.
—Brilhante feito uma perola. Vamos vou desembaraçar sua crina. —Pegs me obrigou a montar em suas costas e foi me levando rápido ansioso por mais um mimo que eu dava a ele— Percy, vai precisar de ajuda, depois?
—Não, Grover e Júniper estão vindo logo ali.
—Ah, okey. —Entramos em uma baia vazia. Desmontei e procurei uma escova e só a cheia a de cavalo mesmo, dei de ombros e me virei para ele. Peg bufou nos meus cabelos e se aproximou. Aquilo devia ser terapia, pentear Pegasus foi simplesmente a melhor coisa que eu poderia ter feito.
Com toda a certeza devíamos a Poseidon aquilo, quer dizer, Peg estava quase ronronado, mastigava o feno limpo com lerdeza com os grandes olhos fechados,e eu sorria, acompanhando o movimento da escova ao longo do seu pescoço musculoso.
—Você realmente gosta dele, não é? — Suspirei e tentei ignorar a voz irritante.
—O que você quer Sallin?
—Nada, vim lhe fazer uma visita. —Girei para ela e lhe medi com os olhos, os cabelos chapados continuavam sem se mexer nem um pouco, mesmo no vento, infelizmente seu nariz continuava reto e arrebitado, como se eu nunca tivesse lhe batido.
—Tenho uma ideia melhor, por que você não se mata?
—E você, por que não faz um favor para todo mundo e se entrega para os Titãs? —um frio subiu na minha espinha, ela se fez de inocente por um segundo— Oh! Falei algo errado? Que se dane então. Você não fez nada certo desde que veio para cá. Por que simplesmente não corre para os monstros? Eles querem você, nos não.
—Cale a boca, Karen. Antes que eu cale pra você. — Ele cruzou os braços no peito.
—Vamos, Sury. Encare a realidade, garota. O que você fez de fantástico a vida toda? Ressuscitou um cara? O traidor do Olímpio? Com tantas pessoas para trazer de volta. Charles Beckendorf e Silena Beauregard... Por que o cara que quis destruir tudo.
Dei dois passos para ela, com os punhos serrados.
—Ele queria tentar de novo. Eu também. Você não é tão estúpida, Sallin, Quíron já deve ter explicado isso para o seu cérebro de ciclope. —Mais uma palavrinha, só mais um insulto e eu teria a desculpa perfeita para esmagar a cabeça dela com uma ferradura. Ash tinha feito meu senso de compaixão e piedade crescer com nossas conversas e...
—Ah é. Explodiram a cabeça da vadia da sua irmã e a sua mamãe havia morrido antes... Claro. Tocante. Você é tão fraca, cresça Carpe. Faça um favor para todos e atire na sua própria cabeça, sim? —Sorri.
—Obrigada, Karen, muito obrigada.
—Pelo quê posso saber?
—Por me dar a desculpa para fazer isso! — Corri e lhe dei gancho forte no queixo, e ela me deu uma rasteira, montando na minha barriga, acertou uns quatro socos. Reviramos no feno sete vezes, entre socos e arranhões. Eu sentia o rastro das unhas dela no meu rosto e via quatro linhas vermelhas atravessadas no rosto dela. Ficamos assim tempo suficiente para Pegs se aproximar e empinar, abrindo as asas e relinchando.
Karen se jogou para trás se olhos arregalados. Tensa. Tentei me levantar para avançar nela, mas Peg caiu com força nos quatro cascos, perto demais de mim, bem rente a minha cabeça. Repreendendo-me engoli a seco, percebendo pela primeira vez que ele era mais forte do que parecia, os cascos esmagariam minha cabeça sem que ele precisasse fazer muita força.
Ele abaixou o focinho, para mim, os olhos pretos me mandando uma mensagem tão clara que chegava a ser ofensiva. Não seja babaca e pare de rolar no feno. Me sentei cruzando os braços, fios de feno voaram do meu cabelo.
—Eles podem até se preocupar com você, mas você sabe que... Se você não tivesse viva eles não estariam em perigo, não é? Principalmente Miguel. Ele deixou o exercito de Cronos, aposto que ele vai sofrer mais. O imagino sendo torturado e...
Pegs relinchou e deu um rápido galope até a porta da baia a espantando como um cachorro a um gato, enquanto eu engolia as palavras de Karen a seco. As lágrimas já caiam, minha garganta estava fechada. Era verdade.
—Peg... Eu sou uma vadia, não sou? Eu... Vou acabar matando todo mundo. —O cavalo se virou bufando tristonho, me contornou e se deitou as minhas costas. Abracei meus joelhos e voltei a chorar. Deuses, onde estava meu orgulho próprio? Ainda nem estava ficando escuro lá fora e já era a terceira vez que eu chorava em um dia.
—Opa... Sury? Hey o que foi? —Gray tentou se aproximar. O que diabos ele fazia nos estábulos? Mas o mundo realmente estava querendo acabar com o meu emocional que nunca foi lá grandes coisas, qual era a possibilidade da gente se encontrar três vezes? Gemi e levantei a cabeça ele trazia um pégaso baio nas rédeas.
Funguei, passando uma das mãos nos olhos. Lhe encarei, me perguntando por que, pelo Tártaro, eu não podia ter uma vida normal. Mesmo para um meio-sangue eu não conseguia fazer nada direito. Lembrei-me do sonho que Cronos me mostrar. Mamãe viva, Seth... Comigo, tudo no cumulo da perfeição e a parte triste era que: O sonho era tão distante que me dava sono.
—Nada, Gray. Só pensando na vida. —Me levantei fungando mais e tentando tirar um pouco do feno dos meus cabelos. Pegs também se levantou bufando na lateral do meu rosto. Reconfortante, sorri um pouco e passei os dedos na sua crina.
—Pensar na vida fez você chorar? —Soltei uma risada amarga, passando por ele para pegar meu casaco e touca— Não estou tão ruim assim então. —Me virei para ele irritada, meti meus braços pelo casaco e coloquei minha touca.
—Você realmente é um babaca. —Puxei meus fones e ir embora, mas ele agarrou meu cotovelo, parecendo quase arrependido. Por que ele tinha que ser bonito mesmo? Ah é, claro, as Parcas me odeiam.
—Foi mal... Então... Me diz o que foi, okey? —Ele sorriu como se realmente se importasse. Oh meus deuses, por quê? Por que vocês me odeiam tanto?! É um pergunta retórica, eu sabia bem a resposta. Não respondam.
—Não estou com humor para conversas profundas, mas tenho uma ideia melhor... —me aproximei do seu ouvido— Por que não vai comer a Danna para passar o tempo?
Como esperado ele me largou, irritado. Balancei a cabeça uma vez com uma cara enjoada —eu realmente estava ficando zonza demais— e me virei para ir embora, Peg já estava lá fora me esperando, relinchando baixo como se estivesse quase farto daquelas briguinhas estúpidas.
Não tanto quanto e eu estou apostando dez pratas nisso.
—Esse mau humor todo é falta de sexo? —Dei de ombros enquanto montava.
—Acostume-se com a ideia que eu não posso mais transar. Arranje outra. Me traçar? Você não vai mais. —Ele bateu na cabeça assentindo, tirando graça da minha cara.
—Claro! Você se castrou para sempre, é mesmo. Pelo seu pai. É, claro. — Puxei levemente a crina de Pegs e me virei para ele. Não tinha mais lágrimas. Eu não choraria por um garoto sendo um idiota. Choraria pelo o quê era realmente importante: Minha família. Pegasus bufou e se aproximou dele, irritado também.
—É, Gray. Fiz isso pelo meu pai. Faria de novo se tivesse que fazer. Vocês podem dizer como é difícil ter um pai deus de tudo mais, mas vocês os renegam tanto quanto eles fazem. Ash e eu não. Estamos juntos nessa, acho que você nunca tentou se aproximar de Hades. Tente ter um pai deus por perto, Seth, não é fácil. Ele quebra regras por mim, ele quebrou seu juramento por mim e Blythe. Diga o que quiser, mas Hades avisou sua mãe que você era meio-sangue. Ele tentou ajudar.
Eu sabia muito bem que o quê eu estava dizendo era muito duro. Mas eu estava com aquilo entalado na garganta havia taanto tempo. Os deuses eram diferentes, não podiam estar sempre, todos tinham sua parcela de culpa nessa relação estupidamente complicada. Eu e Ash sabíamos muito bem disso.
Nós só estávamos tentando fazer dar certo.
—Eles são tão monstros como nós. Eles refletem a sociedade não é? Pense nisso antes de falar de mim e do meu pai. Hades é um deus maior, seu idiota. Acha que ele pode passar o dia de Ações de Graças com você sempre? Ele comanda o Mundo Inferior! —ele me fuzilou com os olhos— Veja por todos os lados antes de julgar alguém.
—Siga seus próprios conselhos, Carpe. Seu papai sempre esteve ai por você quando você descobriu a verdade, mas e aqueles que nunca sequer o viram? Como você disse: Veja por todos os lados antes de julgar alguém. —Nos encaramos por um segundo. Ele suspirou e deu de ombros fechando os olhos por um segundo. Mordiscou o lábio inferior, mexeu nos cabelos, olhou para mim de novo e depois desviou os olhos, suspirando outra vez.
—Pelo Tártaro...
—O quê? —Pegs se mexeu avisando que aquilo poderia acabar mal, só apertei meus dedos contra sua crina. Seth me deu um sorriso de canto e acariciou o pescoço do pégaso baio.
—Estava pensando quando começamos a nos odiar. —Franzi o cenho. Eu não o odiava. Estava com raiva dele e irritada por sabe se lá o que e estressada por tudo o que estava acontecendo. Mas não odiava ninguém. Odiava minha vida e agora Karen Sallin. Não, eu não a odiava antes, apenas... Tinha uma grande antipatia pelo fato dela teimar em respirar. Mas a branquela tinha me feito mudar meu conceito.
—Eu não odeio você — ele levantou o rosto, com um sorriso — Estou com raiva de você, mas não te odeio. Odiar é uma palavra muito forte. —Como amor, eu acho... Dei de ombros para o sorriso dele. O moreno suspirou e acariciou o lombo do cavalo.
—Nisso eu concordo. —ele riu e pegou as rédeas do cavalo o puxando para uma baia, e depois me olhou— Me dá uma ajuda? Não sei direito como lidar com cavalos com asas. —Era uma oferta de paz. Algo, no fundo da minha mente me disse que eu deveria dar meia volta e cortar aquilo ali, aceitar meu destino e pronto. Mas eu desmontei e dei algumas tapinhas na garupa de Peg que apenas bufou um risinho.
Sempre indo pelo caminho mais difícil.
—Essa sou eu, né? Pode ir, garoto, nos vemos depois. —Ele lambeu meu rosto e saiu galopando para algum lugar. Seth estava sorrindo. Pus-me do lado dele, peguei as rédeas e puxei o cavalo para frente enquanto ele fechava a portinha da baia.
Comecei a tirar as rédeas do pégaso com calma, que por caso era muito bonito. A crina e a calda eram negras, assim como um pouco do focinho e os garrões das pernas, enquanto o resto era de um belo tom de caramelo. Assim que tirei as rédeas o cavalo balançou a cabeça e o pescoço abrindo e fechando a boca.
—Bem melhor em garoto? Vou tirar o resto tudo bem? —Fiz meu trabalho com calma.
—Você tem jeito com cavalos, não é? —Indagou encostado na porta da bia, os braços cruzados no peito. Olhei para ele por um segundo e franzi o cenho antes de voltar ao trabalho, desafivelando a sela na barriga do cavalo relaxado.
—Não exatamente. Acho que algo haver com o fato que o Pegs confia em mim, e também só sei lidar com isso por que aprendi na equitação de pégasos, o resto foi por que tinha que cuidar do Alazão do Olímpio, sabe? E... Pronto. Agora é só escovar ele. Pendura as rédeas e a selas ali e pega aquelas duas escovas.
Ele fez o que mandei e me entregou uma das escovas.
—Essa parte é a mais fácil. É só escovar ele, como faz carinho em um gato, da garganta à garupa. —E foi o que fizemos por um bom tempo. Ficamos calados por três segundos antes de ele puxar conversa. Uma conversa agradável, rimos juntos por um bom tempo. Não foram só sorrisos, por que, por algum motivo estúpido toda vez que nossas mãos se esbarravam ou ficávamos muito tempo calados o assunto evaporava, ele me encarava e por conta do juramento idiota eu desviava os olhos e depois de alguns segundos começávamos um assunto diferente.
Quando finalmente terminamos de escovar o pégaso, dei um tchau sem graça, dei a volta no cavalo e comecei a destrancar a porta da baia.
—Isso não vai pra frente meesmo. — Resmungou atrás de mim. Parei antes de sair da baia, cocei minha nuca. Não, aquilo não ia para frente, nós tínhamos estragado o que poderia ser uma boa amizade na noite que havíamos dormido juntos, ou mesmo antes. Agora não dava mais.
Virei-me para ele.
—É... Não vai. —Uma voz no fundo da minha cabeça me disse para retirar as palavras, mas não fiz. Acho que era melhor, eu não gostava de enrolação e eu tinha acabar com aquele chove e não molha idiota. Devia isso ao meu pai, eu acho.
Gray suspirou e bagunçou os cabelos, dando um sorriso curto, como se já esperasse por isso. Andou até parar bem na minha frente, segurou meu rosto com uma das mãos que escorregou para minha nuca enquanto colocava a outra no bolso, tentei resistir ao instinto de fechar os olhos, mas não conseguir. Era adrenalina pura e, de algum jeito, me deixava relaxada.
Eu podia sentir seu sorriso nos meus ossos, só não tenho certeza que era um bom sorriso.
Senti seus lábios raspando os meus.
—Não, — falei rápido e sentindo-o hesitar por um segundo, abri meus olhos e tirei sua mão do meu cabelo — sem baixaria. Sem o clichê beijo de despedida. Você é mais legal que isso, até eu sou mais legal que isso.
Nunca na minha vida ri tão sem vontade. Gray só repuxou um sorriso impassível e apertou meu dedos por um segundo antes de me largar.
—Tem razão, eu sou foda demais pra isso. — Em uma tentativa estúpida de descontrair, fiz uma péssima apresentação de quem está sufocando, o garoto franziu as sobrancelhas.
—Seu ego... Falta de oxigênio. —Falei engasgando. Ele deu uma risada tão fraca que mal ouvi.
Deuses como EU SOU IDIOTA!
—Vai pro inferno, Sury.
—Considerando que foi você que disse, eu deveria ter medo? —Impliquei me encostando-se a uma das paredes da baia. Mas uma vez ele deu uma risada sem vida e se aproximou de novo. Só que dessa vez só para em dar um beijo na bochecha. O lugar esquentou e formigou, resistir a tentação de passar os dedos no lugar ou simplesmente puxá-lo pra mim.
—Você não precisa ter medo de mim. — Seth deu alguns passos para trás para logo depois se afastar de vez, só levantando dois dedos por cima do ombro. Como um “até logo, nós nunca tivemos nada!”.
E no exato momento que ele realmente sumiu da minha vista, escorreguei para o feno em um baque surdo, gemendo de raiva, birra e aquela coisa que estava fazendo meus olhos ficarem molhados demais ultimamente.
—Hum, por que, oh, por quê?! Por que vocês me odeiam tanto!? —Clamei gritando para o teto dos estábulos. Eu tinha que estragar tudo, tinha que fazer papel de trouxa na frente dele, mas quê droga! Talvez isso fosse mal de garota, bancar a estúpida justamente na hora que não deve. Que merda!
—Carpe?
—O QUE?! —Berrei pra a pobre Viollet que não tinha nada haver com isso. Ela apenas bufou.
—A virgem eterna tá procurando você, deve tá no chalé de vocês. —Resmungou me olhando ficar de pé e tirar o feno da minha roupa— Você o Gray brigaram de novo?
—Não — suspirei longamente —, pelo contrario nos acertamos de vez. —Então ela disse a única frase que explicava tudo o que eu estava sentindo naquele momento. No meio de toda aquela confusão que estava me apertando o coração.
Vineyard disse:
—Hum, que merda hein?
—Acho que isso define tudo. Vamos logo.
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(http://www.polyvore.com/cgi/set?id=75296788&.locale=pt-br)
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No fim Thalia só disse que queria saber onde eu estava e eu não iria ao Conselho, mesmo sendo uma caçadora e também pelo fator que eu era a mercadoria de troca, então era bom, que, pelo menos por hora eu ficasse fora do meio do jogo.
Bati a porta do chalé com a cabeça pulsando. Coloquei os fones e fui recebida por Paramore, suspirei e esfreguei o rosto sem saber direito o que fazer coma confusão que a minha cabeça estava. Esfreguei a testa e senti Thalia tocar meu ombro.
—Hum?
—Vou falar com a Annabeth, vê se não vai fazer besteira por ai nem sair do Acampamento — revirei os olhos e dei de ombros.
—Eu mesmo não. Até por que pra onde eu iria? — Thalia me olhou com o olhar mais compreensivo, ela também não tinha uma mãe pra voltar ou coisa do tipo então ela só abriu um sorrisinho e foi atrás da amiga e eu me dirigi até o chalé de Hermes, mas parei quando estava há uns poucos metros de lá, Velkan estava lá com a princesinha de cabelos azuis. A pobre geek estava aponto de sair flutuando em um balão em forma de coração enquanto Velkan falava qualquer coisa com o rosto inexpressivo de sempre.
Meu queixo fez um barulho molhado quando despencou no chão. Meus Deuses. Velkan estava em um encontro, ou seja lá o que diabos fosse aquilo, quer dizer, ninguém ficava tãão próximo dele assim quer dizer, se Joan esticasse a mão poderia tocar no magrinho.
—Susu, amor da minha vida, o que foi? Viu um sátiro de vesti — pulei em cima dele desesperada, tapando sua boca desesperada. Miguel arregalou os olhos para mim sem entender nada.
—Shiiiiiiiiiu! Cala a boca, Miguel, por favor! Talvez seja a primeira interação com o sexo oposto do Velkan fora eu e as meninas. Miguel arregalou os olhos também para aquilo e tirou minhas mãos da sua boca, colando os ombros com os meus ficamos olhando os dois conversando.
Em algum momento eles começaram a se despedir e Joan, com um tique nervoso de ficar girando o pé assentiu corada e encarou-o por um segundo e lhe beijou. Soltei um grito mudo e comecei a pular em um acnto enquanto Miguel parecia estar paralisado. Velkan apenas lhe segurou pela cintura e deu um tchau e se virou para ir embora. Assim que nos viu, eu e Killian demos um passo para trás, mas o Stark apenas se aproximou de nos e parou ali, com o rosto vazio.
—Rachel está procurando você, Sury.
—Hum... Ela está? — minha voz estava tão fina que mal parecia humana. Ele assentiu e ergueu uamá sobrancelha e meteu as mãos nos bolsos da jaqueta.
—Perguntem antes que explodam — disse seco. Então uma chuva de perguntas saiu da garganta de Miguel, uma mais demente que a outra. Saiu desde “você já transou com ela?” a “Você tá pegando a garota que o Púlox é afim?! Cara eu te amo!”.
E Velkan só olhava para Miguel como se o garoto como se ele fosse uma coisa marrom presa na sola do seu sapato. Depois que ele parou de perguntar o gótico se virou para mim esperando minhas perguntas. Eu tinha que ter cuidado, havia uma veia desconhecida pulsando no pescoço dele e se os boatos estivessem certos, Velkan Stark iria me empalar se eu falasse alguma coisa errada.
Respirei fundo e procurei a pergunta mais inofensiva.
—Como vocês se conheceram? Não parecem ter muito em comum — minha voz continuava esganiçada, como se eu tivesse engolido um gato. Velkan suspirou estalou o pescoço, a aveia parou de pulsar um pouco. Okey, algumas horas de vida acrescentadas.
—Um pouco depois que você foi recrutada. Ela mora em Detroid também, mas no Sul. Joan... Sei lá ela aveio falar comigo quando estava dando aula de esgrima, tinha achado um desenho que eu havia perdido a uns dias — ele deu de ombros. — Ele gosta de vídeo game, começamos a conversar.
Okey, isso é bem normal... Certo, tem alguma coisa errada.
Cocei a nuca
—Entendi... Mas e ai? Quando vocês começaram a... Ficar?
—Não começamos — disse simplesmente. — Ela me beijou, só isso.
—Foi seu primeiro beijo? — a veia pulsou e Velkan deu uma olhada de congelara alma apara Miguel que se encolheu do meu lado, agarrando meu ombro. Suspirei.
—Não Miguel, tenho dezenove sou idiota. — e isso levantava um pergunta: Velkan era virgem?
—Claro, claro... Mas, sabe acho que o Púlox vai dar uma surtada legal, você sabe né? — O sorriso que apareceu no rosto dele foi como se... Bem, sabe como Freddy Krueger sorri para as vitimas quando ele brinca nos sonhos dela, foi quase assim, só que pior. Pobre Púlox, pobre Joan, quer dizer, eu realmente esperava que ela pudesse mudar a cabeça de Velkan que ele não parecia a muito interessado no amor platônico da menina.
Velkan só estava irritando Púlox.
Eu abri a boca para perguntar o que exatamente ele estava planejando, quando ouvi Rachel gritando meu nome e correndo na nossa direção. Arregalei os olhos e me virei, ele parou na minha frente ofegando, os olhos verdes arregalados e confusos.
—Oi, o que foi Rachel?
—Eu tive uma visão com a sua irmã eu acho, Sury.
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No fim Thalia só disse que queria saber onde eu estava e eu não iria ao Conselho, mesmo sendo uma caçadora e também pelo fator que eu era a mercadoria de troca, então era bom, que, pelo menos por hora eu ficasse fora do meio do jogo.
Bati a porta do chalé com a cabeça pulsando. Coloquei os fones e fui recebida por Paramore, suspirei e esfreguei o rosto sem saber direito o que fazer coma confusão que a minha cabeça estava. Esfreguei a testa e senti Thalia tocar meu ombro.
—Hum?
—Vou falar com a Annabeth, vê se não vai fazer besteira por ai nem sair do Acampamento — revirei os olhos e dei de ombros.
—Eu mesmo não. Até por que pra onde eu iria? — Thalia me olhou com o olhar mais compreensivo, ela também não tinha uma mãe pra voltar ou coisa do tipo então ela só abriu um sorrisinho e foi atrás da amiga e eu me dirigi até o chalé de Hermes, mas parei quando estava há uns poucos metros de lá, Velkan estava lá com a princesinha de cabelos azuis. A pobre geek estava aponto de sair flutuando em um balão em forma de coração enquanto Velkan falava qualquer coisa com o rosto inexpressivo de sempre.
Meu queixo fez um barulho molhado quando despencou no chão. Meus Deuses. Velkan estava em um encontro, ou seja lá o que diabos fosse aquilo, quer dizer, ninguém ficava tãão próximo dele assim quer dizer, se Joan esticasse a mão poderia tocar no magrinho.
—Susu, amor da minha vida, o que foi? Viu um sátiro de vesti — pulei em cima dele desesperada, tapando sua boca desesperada. Miguel arregalou os olhos para mim sem entender nada.
—Shiiiiiiiiiu! Cala a boca, Miguel, por favor! Talvez seja a primeira interação com o sexo oposto do Velkan fora eu e as meninas. Miguel arregalou os olhos também para aquilo e tirou minhas mãos da sua boca, colando os ombros com os meus ficamos olhando os dois conversando.
Em algum momento eles começaram a se despedir e Joan, com um tique nervoso de ficar girando o pé assentiu corada e encarou-o por um segundo e lhe beijou. Soltei um grito mudo e comecei a pular em um acnto enquanto Miguel parecia estar paralisado. Velkan apenas lhe segurou pela cintura e deu um tchau e se virou para ir embora. Assim que nos viu, eu e Killian demos um passo para trás, mas o Stark apenas se aproximou de nos e parou ali, com o rosto vazio.
—Rachel está procurando você, Sury.
—Hum... Ela está? — minha voz estava tão fina que mal parecia humana. Ele assentiu e ergueu uamá sobrancelha e meteu as mãos nos bolsos da jaqueta.
—Perguntem antes que explodam — disse seco. Então uma chuva de perguntas saiu da garganta de Miguel, uma mais demente que a outra. Saiu desde “você já transou com ela?” a “Você tá pegando a garota que o Púlox é afim?! Cara eu te amo!”.
E Velkan só olhava para Miguel como se o garoto como se ele fosse uma coisa marrom presa na sola do seu sapato. Depois que ele parou de perguntar o gótico se virou para mim esperando minhas perguntas. Eu tinha que ter cuidado, havia uma veia desconhecida pulsando no pescoço dele e se os boatos estivessem certos, Velkan Stark iria me empalar se eu falasse alguma coisa errada.
Respirei fundo e procurei a pergunta mais inofensiva.
—Como vocês se conheceram? Não parecem ter muito em comum — minha voz continuava esganiçada, como se eu tivesse engolido um gato. Velkan suspirou estalou o pescoço, a aveia parou de pulsar um pouco. Okey, algumas horas de vida acrescentadas.
—Um pouco depois que você foi recrutada. Ela mora em Detroid também, mas no Sul. Joan... Sei lá ela aveio falar comigo quando estava dando aula de esgrima, tinha achado um desenho que eu havia perdido a uns dias — ele deu de ombros. — Ele gosta de vídeo game, começamos a conversar.
Okey, isso é bem normal... Certo, tem alguma coisa errada.
Cocei a nuca
—Entendi... Mas e ai? Quando vocês começaram a... Ficar?
—Não começamos — disse simplesmente. — Ela me beijou, só isso.
—Foi seu primeiro beijo? — a veia pulsou e Velkan deu uma olhada de congelara alma apara Miguel que se encolheu do meu lado, agarrando meu ombro. Suspirei.
—Não Miguel, tenho dezenove sou idiota. — e isso levantava um pergunta: Velkan era virgem?
—Claro, claro... Mas, sabe acho que o Púlox vai dar uma surtada legal, você sabe né? — O sorriso que apareceu no rosto dele foi como se... Bem, sabe como Freddy Krueger sorri para as vitimas quando ele brinca nos sonhos dela, foi quase assim, só que pior. Pobre Púlox, pobre Joan, quer dizer, eu realmente esperava que ela pudesse mudar a cabeça de Velkan que ele não parecia a muito interessado no amor platônico da menina.
Velkan só estava irritando Púlox.
Eu abri a boca para perguntar o que exatamente ele estava planejando, quando ouvi Rachel gritando meu nome e correndo na nossa direção. Arregalei os olhos e me virei, ele parou na minha frente ofegando, os olhos verdes arregalados e confusos.
—Oi, o que foi Rachel?
—Eu tive uma visão com a sua irmã eu acho, Sury.
Notas finais
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Bem o caso é que eu realmente quero terminar a saga da Sury e é possível que eu demore para voltar a um ritmo legal, mas eu não vou parar até acabar, claro que se vocês quiserem. Então eu estou aqui pedindo mil perdões pela demora e pro eu não ter respondidos os Reviews como eu prometi milhares de vezes que faria, a verdade é que eu leio TODOS eles e não sabem como me sinto feliz, fico falando para todo mundo e mostrando para minha mãe e quem estiver perto.
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Estou atrasa com muitos projetos, mas vou terminar se vocês ainda me derem essa chance, então e ai? Devo continuar?
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Perdão Carool calixto que tá comigo a um tempão. Bella_alice, a Lice, enfim a todo mundo que me pôs pra funcionar e pra vocês que estão agora e a:
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MILES que emd eu uam recomendação que eu fiquei simplesmente sem palavras. MUITO OBRIGA MEU ANJOOOOOOOO
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Bem eu acho que é só.
Reviews? Puxões de orlha e como semper aberta a deias.
Beijso
Dira S.
☺♥☺
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