Holding Skies

7 Garotas Também Podem, certas Coisas não se esquecem e o Trio Que Ninguém Quer


Notas iniciais
Espero que gostem Boa leitura ☺

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Capitulo Seis: Garotas Também Podem, certas Coisas não se esquecem e o Trio Que Ninguém Quer

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.Sury Carpe.

Eu nunca pensei que pudesse ver um filho de Zeus ficar gago, e quando sair alguma coisa parecida com palavras, começara se enrolar mais ainda. E quer saber? Eu fiquei com raiva. Que se dane que Valerie age assim com Connor.

Thalia não tem o direito de ser cruel com ele; bom, talvez tenha. Mas tem um detalhe:

Eu não vou deixar.

Revirei os olhos e arfei, pasma.

—Meus Deuses! Filhos dos Três Grandes são tão ridículos! Se você gosta dele por que foi tão filha da puta com ele?!

Grace balançou a cabeça e tomou sua expressão de sempre: forte e impetuosa. A imediata de Lady Artemis. E começou a me desmentir. Dizendo que não tinha nada haver e que só estava surpresa por que Annie nunca tivesse contado nada, como quando eu descobri que ela tinha medo de altura.

—Hum rum. Mas é claro, não é? Você só está surpresa, né? Ah, tenho dó Thalia! Você é uma caçadora, mas você tem um coração, como todas as outras freiras. Você só é virgem! Até a Lady já gostou de alguém, então não se faz de santa virgem de mente pura não.

Balancei a cabeça e fui atrás de Rany que estava dando aulas. Ela estava feliz. Contou-me que o havia pedido em namoro e como o rosto surpreso tinha sido adorável e o jeito que seus olhos... Toda aquela coisa de garota apaixonada.

Ela acertou duas flechas ao mesmo tempo no alvo e passou o arco e a aljava pra mim, indo se encostar no murinho enquanto começava a contra história.

Ajeitou os cabelos dourados atrás da orelha e abriu um sorriso.

—Comecei a pensar nisso depois que você chegou. Quer dizer a gente ficou mais próximo quando você foi embora. A gente começou a conversar mais na fogueira e meio que... Ele é tão charmoso sabe?

Assenti mordendo a ponta da língua para tentar acertar o alívio. Aceitei na segunda tira branca.

—Sei, ele tem... aquela coisa no olhar que os garotos bonitos tem.

—É! Isso mesmo.

—Olhar de “Eu posso ser o que você quiser por que eu sou demais”.

—Gray tem isso também? — Questionou direta, me fazendo errar feio o alvo, girei a cabeça pra ela pronta para dar com aquele arco na cabeça dourada dela. Mas tinha um sorriso tristonho e olhos compreensíveis me encarando.

E como sempre a fofura e doçura dela entraram em ação.

—É, ele tem — puxei uma flecha e a ajeitei no arco. — Também tem aquele sorriso ridículo de canto.

—Que te pegou de jeito né, amiga? — Apertei os lábios e me recusei a responder, continuei mirando. — Sury, sabe que pode falar comigo sobre isso, né? Sobre o Seth?

Respirei fundo e abaixei o arco olhando para seu rostinho cheio de carinho.

—Não posso, não, Rany.

—Claro que pode — disse. — Só por que seu melhor amigo é um idiota, não quer dizer que só possa falar com ele. Viollet falou o que achou você lá na baia com o pégaso que o Gray estava — Olhei para o céu por um segundo respirando fundo.

—Suh — chamou. Acabei me rendendo. Me sentei do seu lado e ajeitei meus cabelos atrás das orelhas.

—A gente só conversou. Quer dizer, só verbalizei o que já tava na cara. A gente não rola.

—Como assim, não rola?

—Sou uma caçadora, Rany.

—Ah, é — ela murchou um pouco. Acho que ela devia ter preparado todo um discurso para eu ir atrás dele. Empurrei de leve seu ombro e abri um sorriso para animá-la. — Desculpa.

—Ah, esquece. Hey, você ia me contar sobre como pediu o Luke em namoro.

—Ah é! Foi assim...

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.Narradora.

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Luke ficou um tempo na praia. Pensou em Rany e no que estava fazendo, mas Thalia sempre voltava pra sua cabeça. Ele não gostava de como havia sentindo saudade dos olhos de Grace, mas também não gostava do jeito que eles olharam pra ele. Eram parecidos com os de Annie, só que mais irritados e isso o magoava.

E Luke sabia bem que estava agindo como uma verdadeira bichinha. Mas não conseguia evitar. Thalia e Annie haviam sido tudo pra ele por tanto tempo, ele havia pensado na noite que acharam Annabeth e o sentimento de família que ele sentiu quando pulou no Estige. Ele sabia que a merda que ele tinha feito era enorme, mas ele havia tentando se desculpa, naquela manhã mesmo.

Por algum motivo Guilherme e Viollet estavam esperando por ele na porta da Casa Grande depois da concha. Guilherme sorria com um bom dia estampado na cara e por mais que Viollet fosse irritada ela também foi educada o suficiente para acenar com a cabeça.

O café foi normal. Luke foi ignorado pelos irmãos, menos um garoto novo que tinha tudo para ser filho de Quione, ele puxou conversa e ignorou o fato que a garota do seu lado mandava sinais claros para ele ignorar Castellan, Connor foi fez alguma coisa também. Esticou o braço para lhe passar o pote de manteiga.

O loiro realmente tomou coragem para falar com Annie quando a viu conversar animadamente com Thalia do outro lado do Refeitório. Annie era sua ultima lembrança antes de morrer. O rosto machucado, molhado de lágrimas e triste.

Fora seu rosto e Thalia que o mantiveram são no Hades.

Estava com saudades dela, do jeito admirado que ela lhe olhava e como nunca não havia desistido dele. Luke foi ajudar Viollet na plantação de morangos, já que Púlox se recusava a realmente trocar palavras com Castellan, mas tarde o filho de Hermes saberia que o irmão dele, Castor, havia sido morto na guerra. Deixava três caixas cheias dele quando viu a filha de Atena pelo canto do olho. Se não fosse naquele momento iria perder a coragem.

Então foi.

Ela estava com um gorro cinza e um lenço verde-água. Olhava em uma prancheta distraída, batendo a ponta da caneta nos dentes. Luke se aproximou e deixou as três caixas no chão e pigarreou. Annie ergueu o olhar e mil coisas passaram na frente dos seus olhos. Susto, medo, tristeza, mais medo e por fim pareceram magoados demais.

—Luke— sussurrou temerosa.

Castellan sorriu.

—Oi Annie.

—Não me chame assim — disparou depois apertou os olhos — Desculpa, é só que...

—É, eu sei— cortou. Não querendo entrar em assuntos mais complicados ainda.

—Não, não sabe, não —e ela suspirou. —Luke, você salvou o Olímpio. Eu sei, todo mundo sabe. Mas você ajudou Cronos, você ajudou a matar Beckendorf e Silena e Michael...

Luke estalou os nós dos dedos e os enfiou dentro dos bolsos. Annabeth deu um passo para trás. Ela tinha mudado muito. Estava mais forte, muito mais forte e bonita. Castellan se lembrou da menininha de pijama de flanela, escondida e tentando se defender com um... Deuses, fazia tanto tempo?

—Não é como se fosse tudo culpa sua, mas... Não é fácil pra ninguém ter você aqui. Ninguém. Não peça pra todo mundo tratar você como...

—Como Percy? — Grunhiu e ergueu os olhos — Não quero ninguém me idolatrando, Annie... Desculpe Annabeth. Eu posso muito bem conviver com o fato que ninguém aqui liga à mínima se uma Quimera me engolisse ou se eu fosse o tira-gosto de um Ciclope. Eu entendo isso. Estou pedindo o seu perdão, Annie. O seu, não os dos outros.

Ela ficou calada.

—Eu já perdoei você há muito tempo, Luke. Mas confiança é outra coisa.

—Annie — Os dois se viraram para Percy que voltava ligeiramente suado das aulas de esgrima. Annabeth acenou para o namorado e deu apenas mais um olhada para Luke e ele não era idiota. Ela não voltaria a falar com ele, talvez tivesse realmente perdoado ele, mas... Era diferente.

Percy falou algumas coisas, parecendo irritado, mas depois se abrandou com um beijo que ganhou. Chase começou a andar para longe, mas Percy ficou para encarar Luke um pouco. Não falou nada, mas tinha deixado muito claro a situação: “Eu não confio em você e não quero você perto da minha namorada”. Os olhos verde-mar cintilavam de ciúmes.

Castellan suspirou e pegou as caixas outra vez, caminhando para o celeiro. Viollet estava lá. Era pequena, mas tinha um brilho nos olhos roxo de uma mulher de vinte e tantos.

—Onde estava?

—Falando... bem, tentando me desculpar com Annie.

—Annie?

—Annabeth, Chase.

—Ah, a Anna Bell, okey. Bem, não vai mais. Deixa essas coisas junto com as outras e depois você vai me ajudar — mandou e saiu do celeiro. Viollet estava acostumada a mandar, Luke percebera, mas havia algo de confortável no jeito que ela mandava.

Zeus sabe-se o quê.

O loiro deixou as caixas de morango junto com as outras e saiu para terminar de ajudar Vineyard, esfregava as mãos, para espantar o frio enquanto mandava o filho de Hermes para lá e para cá. Eles adubaram as plantas, carregaram sacos vazios e andaram entre os arbustos se certificando que as plantas não morreriam até o inverno. No final Viollet virou para ele e lhe encarou por alguns segundos.

—Você não parece grande coisa — e de tudo que o loiro estava esperando, ela havia dito isso.

—Oi?

—Você. Não é grande coisa, estou custando a acreditar que você quase trouxe Cronos de volta. Bem não importa, vamos embora Castellan — e passou na sua frente, não chegava ao seu ombro. Luke também havia notado naqueles meses que ela não errava seu nome como fazia com os outros, já chamara o nome de todos os anjos da Bíblia antes de acertar o nome de Miguel e para Bárbara até Barbie já havia saído, mas o dele ela sempre acertava.

Eles se separaram no meio do caminho. Viollet foi para Arena e Luke pensou em seguir para a Casa grande, mas achou Kyle no meio do caminho. Kyle simplesmente ignorava o acampamento inteiro quando se tratava dele e Luke chegara a perguntar por que e Savian simplesmente disse:

—É muito simples: Percy Jackson não gosta de você — disse em uma tarde qualquer enquanto se balançava na rede, Luke que estava em pé encostado na parede comendo uma maçã franziu o cenho.

—E você não gosta do Jackson? — Kyle lhe olhou como se houvesse uma melancia na sua cabeça.

—Não, o Perce é um dos caras mais legais que eu já conheci — deu de ombros. — Mas eu concordo com o Miguel, é muito bom irritar gente legal. Eu já vi Percy irritado uma vez que foi quando o filho perdido de Hades surgiu e deu em cima da Chase, ele tava reclamando com o Travis e o Clovis um tempo desses, e, tipo, é engraçado. “Emputecer” meus amigos é meu hobby, sabe?

Luke sabia que tinha mais alguma coisa. Ficou sabendo mais tarde que Quíron havia conversado não só com Savian, mas com varias pessoas que estavam ao redor dele para... Bem, ficarem de olho, mas de novo o centauro parecia legal demais naquelas situações, mas Castellan era meio-sangue e meios-sangues aprendem a não perguntarem demais.

Os dois foram para o chalé, Luke se deitou na rede e Kyle entrou para pegar dinheiro e ir até o chalé de 19 para ver se arranjava comida. Castellan ajudou com a vaquinha com duas ou três dracmas. Era o que tinha desde que havia ganhado de Killian em uma partida de damas.

O silencio durou três minutos, por que logo Miguel, Nathy e Rany apareceram. Nathy revirava os olhos ignorando muito bem as cantadas horríveis do namorado, mas o que valia era a intenção e ele era engraçado. Muito. E era extremamente carinhoso apesar de tudo.

O casal se sentou no chão e Rany foi para a rede ao lado do filho de Hermes. Luke sorriu para a menina e passou o braço no seu ombro. Não poderia se dizer que estavam ficando, mas já tinham se amassado um pouco pelos cantos e Rany possuía a grande habilidade de sorri para ele sempre, diferente dos outros, Crowfford parecia querer sempre se certificar que ele estava bem, tinha perdido a conta de quantas maças e peras e garrafas de água havia levado para ele enquanto tirava a ferrugem com Guilherme e Kyle na Arena.

Ela era tão gentil que Luke logo se viu meio dependente dos seus “bom dia”.

—Como foi com Viollet? — Perguntou sem olhar para ele e sim para a guerra de polegares que Miguel e Nathy estavam tendo. Castellan deu de ombros sorrindo para os dois.

—Normal eu acho. Ela costuma mudar o lugar das caixas de morango dez vezes?

—Ah sim, é outono ela fica pilhada e também acho que é por causa do Castor, sabe? Ele que cuidava disso e ela se esforça pra tentar deixar Púlox o mais confortável possível, mas acho que às vezes é demais — Luke abaixou o olhar.

—Castor... Me parece familiar.

—É, o irmão gêmeo do Púlox — disse voltando os olhos dourados e grandes pra ele. — Ele morreu quando... Bem, você sabe — deu de ombros e o estomago de Luke se contorceu. Mais um, pensou — Púlox ficou pra baixo muito tempo, mas depois ela chegou alguns meses depois da Segunda Guerra e ele se alegrou mais, Púlox grudou nela de forma ridícula, por isso que é tão difícil arranjar um namorado pra ela.

Luke ergueu as sobrancelhas.

—E você tenta arranjar um namorado pra ela?

—Sou filha de Eros, não é? Tenho que fazer casais em todos os lugares — e deu uma risada doce. Luke ficou calado por um segundo, pensando em Púlox. Ele nunca havia dirigido uma palavra a ele, mas também nunca tinha tentado lhe matar, só constantemente fingia que ele não estava ali. Suspirou, pelo menos não estava tentando matá-lo.

Rany levantou os olhos depois de alguns minutos. Estava quieto demais e estava com aquele olhar de novo. Crowfford suspirou e lhe agarrou a mão que pendia no seu ombro e lhe deu um beijo leve, Castellan piscou e abaixou o olhar para a loira que o encarava.

—Sury tem razão, sabe?

Miguel parou a guerrinha e encarou a loira, esperando. O que diabos a cupidinha estava pensando, nem Luke nem Miguel poderiam saber, mas Nathy apenas bufou. Sabia bem que Rany estava se envolvendo muito com Castellan e isso não a agradava nem um pouco, mas não fez caso, se ela gostava dele tudo bem, ele só tinha que retribuir, caso o contrário...

—Tem? — Resmungou Kyle voltando com alguns sacos de salgadinhos, frutas e sanduiches de pasta de amendoim e geleia — essa é nova, hein?

Rany não deu importância nem mesmo deu a impressão que tinha notado Savian, não desviou os olhos o que deixou Luke desconfortável. Sentiu-se preso. Hades! Era o mesmo olhar de Sury que consequentemente era o mesmo de Blythe, a mulher que vira no Mundo Inferior que tinha a mesma força do olhar de Thalia.

—Sobre?

—Você não é o vilão da história — houve um silencio surpreso. — Não precisa fazer essa cara, é horrível sabe? — E começou a brincar com seus dedos como se nada tivesse acontecido, mas o silencio ficou cada vez mais pesado até que Miguel fez o que sabia fazer de melhor: quebrou o clima.

—Cara, ele tem razão. Sua cara já não é das melhores, não faz cara de constipação não — Nathy revirou os olhos, Kyle franziu a boca e resmungou alguma coisa sobre ser a pior piada que ele já tinha ouvido e Rany soltou uma risada pelo nariz leve. Luke não conseguiu rir, fazia muito tempo que não ria de verdade, por educação talvez. Olhou para palma da mão, não tinha mais digitais naquela mão foram queimadas assim como a sua palma, era um dos motivos que ele vinha treinando tanto, tentava voltar a sua boa forma, estava horrivelmente enferrujado.

Rany do seu lado o encarou pelo canto do olho. Ele era mais velho. A historia dizia que ele devia ter vinte e três anos quando morreu, mas ali... Bem ele parecia perdido entre esses vinte e três e toda uma tristeza do tempo que passou morto, mas era bonito. Crowfford sempre se perguntou como um meio-sangue conseguira recrutar tantos contra o Olímpio, mas agora ela sabia, com aquele rosto e o sorriso fácil de canto que ele dava de vez em quando Luke poderia recrutar todo o exercito para ficar ao seu favor. Esse era um dos motivos pra tristeza dele ser tão incomoda, ela realmente queria poder ajudar, mas... Como?

O clima ficou mais leve com a discussão entre Kyle e Miguel e também com a chegada de Bárbara, Guilherme e uma garota que Rany se lembrou de ver na enfermaria. Era alta e tinha os cabelos castanhos e olhos bem peculiares. Eram verdes com veios dourados, vestia uma camisa do acampamento e um jeans.

Era bonita. E Lannister havia notado muito bem isso, enquanto subiam a pequena varanda ele vinha explicando para ela bem como as coisas funcionavam e como ainda era indeterminada ficara no chalé de Hermes. Quando chegaram mais perto o grandão sorriu abertamente.

—Gente essa aqui é Zoe, foi à garota que a Sury tirou da água.

—E ai? — cumprimentou ela encarando o grupo e ergueu as sobrancelhas quando viu Valle chegar junto a Viollet e Púlox. Zoe tinha amigos estranho, ela gostava desse tipo de gente, então deixou passar, ergueu a cabeça para olhar para Guilherme e agradeceu: —Valeu por ter me trazido aqui e... por ter explicado as coisas.

O grandão alargou mais o sorriso.

—Que nada, Sury não é muito boa nessas coisas. Qualquer problema é só me chamar, tudo bem?

Ela deu um risinho enquanto entrava no chalé.

—Cuidado que vou acabar abusando.

—Não teria problema nenhum— Miguel ofegou e tapou a boca com as mãos, Zoe deu um sorrisinho de lado e entrou no chalé. Guilherme soltou um sorrisinho e se virou para o grupo — O quê? Ah, pelo a amor de Hefesto.

—Você tá mesmo dando em cima dela? — Indagou Nathy no chão, Miguel a puxou para seu corpo a fim de abrir espaço para o filho de Hefesto que só se sentou com um barulho oco e deu de ombros olhando muito rapidamente para porta.

—Estou sendo educado.

—Ah claro! — Resmungou Kyle puxando Bárbara para os braços, afundou o rosto nos cabelos vermelhos da menina. Guilherme revirou os olhos para o filho de Hermes e para todos os garotos que estavam por ali.

—O problema é que vocês caçam as garotas, se jogam e agarram como se elas estivessem se batendo toda para fugir de vocês — Rany riu um pouco enquanto Lannister apontou apara Kyle e Miguel que franziram o rosto. Savian apertou mais os braços em volta Louis.

—Bom a Babi aqui com certeza está se debatendo — disse categórico como um funcionário publico. Bárbara franziu o rosto e esse afastou para encará-lo.

—Eu já disse pra não me chamar assim! E é lógico que eu estou me debatendo, é como o Gui disse, vocês caem matando — E todas as garotas presentes concordaram, Killian franziu o rosto e virou os ombros da namorada, que apenas deu de ombros.

—Ele está certo. — Guilherme assentiu prá si mesmo e começou a contar nos dedos a partir do mindinho.

—Você Miguel, Kyle e Púlox. São da mesma marca, se agarram nelas como se fossem morrer, e bonitinho às vezes, mas há uma coisa chamada espaço pessoal que todo mundo gosta de ter — explicou o grandão, com seu clássico sorriso. Todos estavam ouvindo com muita atenção. Ele nunca fora de falar tanto assim.

E Miguel visivelmente ofendido perguntou coma voz amargurada.

—Então, fodão-das-garotas, o que você sugere?

—Comer pelas beiradas — Lannister deu uma olhada de canto para Rany que prendeu um risinho, ou tentou. Todos franziram o cenho sem entender, ela se encolheu um pouco em Luke que não entendeu. E Guilherme soltou uma risada pelo nariz — ir com calma, só isso. Perguntem pra qualquer garota, não se joguem em cima.

—É, que maravilha, ai elas reclamam que a gente não vai pra cima — Contrapôs Kyle, ainda tentando puxar Bárbara que simplesmente tinha ido se sentar ao lado de Guilherme.

—Tô dizendo pra você sair de cima, não do lado, Savian.

E assim começou uma discussão horrível entre os garotos e as meninas que estavam do lado de Guilherme que estava calado de novo, brincando distraído com os cachos de Louis. Rany também estava quieta brincando com as cicatrizes da mão de Luke, que ainda tinha suas palavras na cabeça: “você não é o vilão da história”.

—Rany — ela levantou a cabeça com um sorriso fácil. — Você realmente acha que eu não...

—Acho — cortou com o rosto sereno. — E acredite, eu já ouviu essa história milhares de vezes, Percy e a Chase concordam também. Você se sacrificou e...

Luke apertou sua mão e levantou atraindo olhares. Rany ergueu os olhos e sentiu seu rosto arder e aquela inquietação de quando o garoto que gostamos parece retribuir alguma coisa. Ele estava com a aquele sorrisinho de lado, os olhos azuis tristes e cintilantes estavam focados nela.

—Vem, quero conversar com você — disse e deu um puxão na sua mão, erguendo-a da rede e arrastando a menina para longe. Miguel e Púlox brigaram pela rede até Valerie simplesmente se jogar lá e empurrar os dois para o chão novamente.

—Saiam da frente, quero me embalar — Rany teria rido como os outros enquanto se afastava, mas observou os ombros dele e o fato que sua mão estava tremendo enquanto segurava a sua e o jeito com que todos estavam lhe encarando por sair de mãos dadas com ele. Depois de se afastarem um pouco da área dos chalés ele parou, olhou para o céu quase das três horas e abaixou o rosto pra ela.

—Conhece algum lugar vazio a esse horário? Antes tinha menos gente, antes eu podia dizer quê...

Rany se adiantou e trançou os dedos dele e começou a arrastá-lo mais para o norte, em direção ao Anfiteatro. Luke foi de bom-grado. Respirou fundo, não sabia o que estava acontecendo com ele, o por que dessa angustia que sentia desde que havia acordado, a coisa toda diminuía quando Carpe estava por perto ou Rany, o loiro olhou para suas costas, os cabelos muito leves balançando para todos os lados e suspirou.

Assim que viu o Anfiteatro surgir no alto da colina seu estomago deu uma volta dolorosa. Era ali que as mortalhas...

—Rany, aqui...

—É, eu sei. Mas não se preocupe os filhos de Apolo não ficam aqui até tarde, é outono eles ficam mais tempo nos morangos por causa do frio — explicou empurrando a grande porta de madeira que dava para o interior da coisa, os dois deram a volta pelo back stage completo, subiram no palco, e foram paras os bancos lá de cima.

A garota se sentou e ergueu a cabeça e abriu um sorriso.

—Senta.

Ele sentou e não falou nada, apenas suspirou e apoiou os cotovelos nas pernas. Angustiada com aquilo, Rany se aproximou e abraçou suas costas, lhe beijando a nuca. Estou exagerando, pensou, mas foi o suficiente, sentiu a mão dele na sua coxa e a cabeça dele tombar no seu peito.

Só notou que ele havia chorado quando ele se afastou e encarou seus olhos. Rany sentiu o peito doer. Ele não chorava como os outros caras, chorava como talvez Percy ou Annabeth chorariam, como Púlox. Não havia escândalo nenhum, era só dor. Só lágrimas.

—Desculpa de arrastar pra cá pra isso — fungou e secou um dos olhos. Rany deu um sorrisinho, esticou a mão pequena e secou o outro olho, o da cicatriz.

—Tá tudo bem — ele a olhou de canto— sempre que precisar — afirmou de novo.

—Isso é tão estúpido, eu chorando pelos cantos. Eu devia estar fazendo coisa melhor, devia estar...

—Chorando. Luke, você morreu lembra? Tenho certeza que se lembra de tudo o que aconteceu. É culpa, só isso — ela deu de ombros e olhou para o palco vazio. — Culpa que nem é sua, pra falar a verdade.

—Não fale que nem a Sury.

—Hã? — O filho de Hermes suspirou e esticou a coluna e se largou mais no banco, com um sorriso triste na boca dessa vez.

—Ela tem a mania de dizer que nada é culpa minha, eu posso ser um morto-vivo, mas não sou idiota. Eu matei aquelas pessoas, Rany. Deuses eu menti até para Silena, ela era a garota mais legal que poderia existir nesse acampamento. Eu matei o Yew e o Fletcher, eu fiz essas coisas.

—Cronos.

—Cronos me influenciou, eu sempre me achei especial demais e... —ele continuou. Falou tudo o que estava lhe angustiando desde a sua culpa ao fato dele saber que apesar de Annabeth o ter perdoado ela nunca o enxergaria como um amigo de novo, nunca seria mais o mesmo Luke pra ela. Contou também sobre seu tempo com os Titãs e sobre como fora morrer e seu julgamento.

Rany ouviu com atenção e ela mesma falou, contou pelo menos três vezes a história da segunda Guerra de como no final, o herói era na verdade ele, não Percy. Expos todo o sentimento que conseguiu para fazê-lo entender que ele não tinha culpa nenhuma, quando ela contou pela terceira vez que o próprio Percy havia dito que ele era o herói Luke suspirou.

—Ele é um cara legal.

—Você também é — Castellan suspirou e empurrou com a cabeça o ombro da filha de Eros de leve e voltou a olhar para frente.

—São seus olhos — Rany franziu e cenho e se virou pra ele e encarou seu rosto de perfil. Ele era bonito, muito bonito.

—Não são, não — Luke se virou com um “hã” na boca — É claro que você é um cara legal, eu tenho um bom gosto tá bom? — Ele deu um sorrisinho e desconversou um “só você pra em fazer rir agora”, mas Crowfford estava decidida. Ele tinha que entender então respirou fundo e falou:

—Você é um cara legal, Luke. Eu só me apaixono por caras legais — Meus Deus eu falei. DEUSES EU FALEI! MEUS DEUSES, MEUS DEUSES, POR EROS O QUE EU FIZ?! Apesar do silêncio de meio de tarde, dentro da cabeça da pequena Ranyelle o barulho era interminável.

Enquanto Rany desviava os olhos para o palco, Luke a encarava pasmo, seu queixo despencou alguns centímetros. Ela estava... Ela tinha dito isso? Rany realmente gostava dele a esse ponto? Luke já havia perdido as contas de quantas declarações tinha ouvido na sua antiga vida. Era normal, ele era bonito e charmoso, o que havia de mais comum do que garotas se apaixonarem? Ele também se lembrava de como ele lidava com aquilo de forma fácil, sem dar esperanças demais, mas sem dizer que não, então suas fãs aumentavam.

Mas o novo Luke não, ele não sabia lhe dar com isso. Como era possível que alguém tão ferrado como ele pudesse despertar esse tipo de coisa em alguém? Voltou à realidade quando ouviu o barulho das sapatilhas de Rany batendo nervosamente no chão, percebeu também que ela estava ficando da cor de um morango maduro.

Piscou algumas vezes, fechou a boca e olhou para as mãos. Sua mandíbula caiu outra vez. O que podia falar agora? Procurou qualquer coisa pra dizer, mas não veio.

—Você... — ela pigarreou. — Não precisa responder, sabe? — Sua voz estava engraçada, esganiçada. Luke olhou pra ela e percebeu seu erro, e desviou outra vez. Rany parecia estar assustada, vermelha e de ombros encolhidos.

O loiro passou os dedos nos cabelos da nuca e se lembrou que ela o havia beijado ali, para confortá-lo.

—Hã, tudo bem — ele quase a ouviu murchar e engoliu a seco. — Só me dá um tempo pra pensar?

—Pra pensar em quê? — Luke se virou pra ela, estava irritada.

—Eu só... — Rany suspirou e se levantou, lhe deu uma tapa no joelho e o loiro se afastou para deixá-la passar. A filha de Eros desceu alguns degraus e se virou pra ele, não estava quase chorando como achava que estaria, só parecia muito aborrecida.

—Pense o quanto quiser então.

E se foi e ele ficou lá até Velkan aparecer e dizer que havia acontecido alguma coisa com Sury, eles foram para frente do chalé de Hermes, Rany estava lá e ela ficava muito bem ignorando ele e tudo o que havia acontecido. Pouco depois Quíron apareceu, Luke sentiu as tripas gelarem ao ver Thalia tão de perto de novo e agradeceu quando Sury veio para seu lado, também viu a conversa entreolhares de Suh e Rany.

Então se esticou e lhe deu um beijo leve nos lábios. Vendo o susto e a confusão nos olhos da menina. Sabia que tinha sido bem errado, mas não conhecia outra forma de expressar... O quê quer que quisesse expressar. Houve a briga, o soco de Thalia, e finalmente a praia. Ele continuava sentado, algumas campistas passavam por ali mesmo o garoto Derek, ainda no chalé de Hermes que conversou um pouco com ele.

De qualquer jeito ele pensou como havia dito para Sury que faria. Thalia era... a parte mais importante do seu passado e Rany era... É, era isso. Luke se levantou, mas assim que se virou, viu Nathaly de braços cruzados na sua frente.

Certo, isso é mau.

—Hã, oi Nathy...

—Oi? Oi porcaria nenhuma! — Luke se encolheu — ela se declarou e você disse que ia pensar?!

—Olha...

—E ainda deu um beijo nela?! — Cortou e correu até ficar na sua frente. Nathaly não era uma garota baixinha, na verdade era a segunda mais alta depois de Valle, mas Luke era alto como todo filho de Hermes, então ela batia no seu queixo, o que significava que a cena de Nathy agarrando a gola de Castellan e o puxando para baixo era no mínimo cômica.

—Hã, olha...

—Eu não quero saber, Castellan! Eu engoli você, sabe? Eu tinha acabado de chegar ao acampamento quando você matou o Beckendorf, matou a Silena, sabe eu vi a Clarisse chorar por causa da Sil, mas se você fizer a Rany chorar, se eu souber que ela anda se escondendo, eu juro...

—Eu sei, tudo bem — cortou, tirando os dedos da menina da sua gola — vou falar com ela.

—Vai mesmo, espera. Você vai?

—Vou, vou sim, se você me largar.

.

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Annabeth estava estranha e Percy sabia bem disso, desde que Luke conversara com ela mais cedo, Annie estava evitando Percy quase como a uma doença. O garoto não queria ficar magoado, mas era difícil, ele sabia que devia ser bem difícil pra ela, mas era simplesmente difícil não ficar aborrecido. Percebeu que seu humor estava realmente péssimo quando estava dando aula de esgrima junto a Jake Manson, do chalé nove, os dois observavam um grupo e Jake estava tentando virar um pouco da coca-cola.

—Hã, Perce — o filho de Poseidon se virou para o garoto que ergueu as sobrancelhas para a latinha que borbulhava — seria legal se você relaxasse.

—Ah, foi mal cara — Percy respirou fundo até que o refrigerante se aquietasse, Manson sorriu e deu seu gole tão desejado no refrigerante, segurou um pequeno arroto e girou o rosto para olhar Jackson. Tinha alguma coisa errada. Cadê aquela cara de lerdo feliz?

—O que foi, bro? Problemas coma a Chase?

Percy bufou.

—O problema não é ela, Jake. É a droga do Castellan que surgiu do fundo do Hades pra encher a paciência — resmungou apertando Contracorrente nos dedos. Jake assentiu e deu uma tapinha na sua costa com um sorriso de quem compreende.

—Deve ser um saco.

—Mas que isso cara, ele inventou de ir falar com ela — Jake arregalou os olhos castanhos— agora ela não tá falando comigo e eu nem seu o que eu fiz!

—Ué, vai ver que foi ele.

—Isso é três vezes pior, Jake! Di Immortales! — Com a praga a coca-cola voltou a borbulhar e quem xingou alto foi o filho de Hefesto que suspirou e olhou quase aborrecido para o colega.

—Cara, por que você não vai dar um volta, hein? Lá no lago de canoagem, pede pra umas ninfas fazerem uma massagem nas suas costas, come umas frutas.

—Tem certeza que segura à onda?

—Ah, pode ter certeza! Vai logo, eu me viro aqui — Percy sorriu e deu um soco amigável no ombro dele, também o ouviu comentar que com ele por perto não conseguiria tomar a droga do se refrigerante.

Percy realmente foi para o lago de canoagem, pegou uma canoa e remou até o centro do lago e se deitou lá mesmo, olhando para o céu das quatro horas. Ah o silêncio, a paz e o sossego. Tudo isso durou pouco dado o fato que sua cabeça ficava voltando para os olhos inquietos de Annabeth.

Cerca de meia hora depois, Jackson desistiu e voltou à margem, amarrou a canoa ficou um tempo encarando os próprios pés antes de decidir que iria para iria, mas o plano foi por água a baixo quando viu um pequeno perfil dourado se sentar no cais.

Ele conhecia aquela garota... era... Ranyelle Crowfford, filha de Eros e amiga de Clarisse. Era uma garota legal que tinha a mão mais leve da enfermaria, diferente de Melissa Sarell que não parecia ter muita pena de quem estava machucado. Mas não foi isso que o fez parar, foi o fato que Luke Castellan veio logo atrás.

Ele estava fazendo alguma coisa com ela?

Ele se aproximou com todo o cuidado das toras do cais e se escondeu longe da vista dos dois, tentando descobrir alguma coisa.

—... Pode ir pensar em outro lugar, por favor? — implicou a loirinha, parecendo irritada.

—Quero conversar com você — disse o filho de Hermes e se sentou ao seu lado. Percy se escorou em uma canoa virada ali perto e esperou. Talvez ele tivesse tentando levar Ranyelle para seu lado, talvez ele tivesse trazendo Cronos de volta, talvez...

—Você realmente está apaixonada por mim? — e assim todas teorias de Percy foram por água a baixo. Ele franziu o cenho e se esticou um pouco. Estavam os dois curvados, Rany parecia um pouco mais corada que o normal, ele não conseguia ver o rosto de Luke.

—Foi o que eu disse, né?

—Eu sei, é só que... — ele suspirou, Percy viu a mão queimada passar pelos cabelo loiros e Rany piscar muito com o gesto. Por que Hades as garotas gostavam tanto disso? — Por favor, não me diz que é aquelas apaixonites que as garotas tem pelo melhor espadachim ou coisa assim.

O que ele tá falando? É possível alguém ser tão idiota assim? Percy Jackson teve que se segurar para não bufar, os cotovelos estavam doendo, mas ele continuou ali, tentando ouvir qualquer coisa e se sentindo cada vez mais estúpido.

Rany ergueu um dedo.

—Primeiro: você não é mais o melhor espadachim, nem de longe, Percy te superou faz tempo — eu gosto dela. Rany ergueu o segundo dedo e logo depois mais um— segundo: ninguém mais fala apaixonite. Terceiro: não sou o tipo de garota que tem apaixonite, nos filhos de Eros somos bons nisso. Quarto: Você é o herói da profecia, mas ninguém leva a sério, você está mais pro anti-herói sacrificado que fica melhor morto então pare com isso. Percy fica melhor como herói e por último: Eu realmente estou apaixonada por você.

—Você estava se declarando pra mim ou pro Jackson? — Resmungou irritado, Percy segurou um riso.

—Eu já me declarei pra você, só estou comentando o fato que todo mundo compara vocês dois, mas ele ganha, você sabe, né? Ele é engraçado, gentil, leal, habilidoso e a lerdeza dele é uma das coisas mais bonitinhas que...

—Tá! Eu entendi — Percy não conseguiu entender a parte da lerdeza, mas ouviu Rany rir.

—Só estou dizendo que sei como você é de verdade e estou disposta a correr riscos.

—Dispostas? Riscos? — Pela primeira vez Percy concordou com o filho de Hermes. Do que diabos essa garota estava falando?

—Meu Hades, homens... Luke, eu sei que as pessoas vão pensar que eu estou planejando tarzer Cronso de volta junto com você e que vamos governar loiros e lindo no fim do mundo, sei que as pessoas vão em evitar. Sei de tudo isso, mas pra mim não importa, entendeu? Continuo disposta.

—A quê?

—A namorar com você, gênio! — Percy e Luke tiveram uma reação parecida, ficaram pasmos, mas a diferença é que Castellan deu um risinho.

—Você está pedindo pra namorar comigo?

—Pensei que fosse obvio, acha que eu ia me declarar, sem esperar isso em troca? — Resmungou, o filho de Poseidon foi Rany suspirar e segurar uma das mãos do antigo Traidor — Olha, eu sei que você está ferrado por dentro e que você acha que tudo é culpa sua e que Annie não querer você por perto foi um soco no estomago e que ninguém fora eu, Sury, Gui e Miguel gostava de verdade você, mas eu não ligo Luke, é isso que eu tô dizendo.

—Você é demais menina...

—Eu sei — ele se esticou e lhe deu um beijo na testa— Sei que você está em pedaços e apesar de ser horrível em quebra-cabeças, estou disposta a juntar seus pedaços se você for colá-los comigo — Percy não percebeu que tinha prendido a respiração, mas viu Luke dar um beijo em Rany.

—Você é foda demais...

—Então... isso é um sim? — Castellan riu abertamente.

—É, acho que sim.

.

.Sury Carpe.

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Ajeitei minha touca na cabeça enquanto pensava no que Rany havia me dito. Eu realmente estava feliz por eles, mas havia uma pontada de inveja. Desde que havia começado “a ver coisas” tinha posto na minha cabeça que morreria solteira, claro, havia Lee Shun Hyung meu primeiro e único namorado. É, ele é coreano, incrivelmente bonito, como eu o havia conseguido?

Sua irmã com esquizofrenia fazia terapia comigo.

Bom o caso era que eu estava carente e odiava isso.

Olhei para meu reflexo no espelho e bufei, peguei meu Ipod e sai do chalé prateado em direção à fogueira. Logo depois de em contar tudo Miguel apareceu nós treinamos o resto da tarde, comemos e combinamos de ir pra fogueira juntos esperar o anuncio de Quíron sobre a reunião dos conselheiros. Tudo estava muito bem, Seth estava do outro lado da fogueira, junto com o “Quarteto Fantástico” como eram chamadas as quatro. Era Melissa, filha de Apolo, Alice de Ares, Wanessa de Eros e a morena baixinha, Anny de Afrodite.

Ele ria no meio delas, Melissa estava escorada entre suas pernas.

—Ei, para de ciúme — sussurrou Miguel.

Pisquei e me virei pra ele.

—Quê? Do que você está falando, Killian? — Desconversei e olhei para as minhas mãos. Aquelas luvas fingerless eram ridículas, mas Blythe havia comprado para mim no último outono, disse que combinavam com as filhas que caiam. Eu queria tanto ver minha irmã para poder esganá-la para ver se ela podia morrer de novo. E essa vontade só piorou, pois é. Agora eu duvido você adivinhar o que aconteceu.

Vai chutar?

Nenhum chute?

Cara... bem, uns vinte minutos depois e com a ajuda de Miguel e Nathy eu tinha em distraído numa épica batalha de dedão entre nos três, eu juro que eu ia ganhar dos dois quando Quíron apareceu junto com os outros conselheiros, todos parecendo prestes a vomitar. A fogueira que já estava num tom azul com marrom por causa do humor de todos ficou completamente marrom, então você deve imaginar como a fogueira ficou quando ele explicou que tudo o que aconteceu eu já podia sentir vários olhares perfurando meu rosto.

Luke sentado um pouco longe se levantou e sentou do chão ao meu lado e apoiou o braço no meu joelho, muitas pessoas pararam de em encarar, suspirei e dei um empurrão leva na cabeça do filho de Hermes..

—Valeu — sussurrei. O loiro piscou o olho da cicatriz.

Quíron pigarreou.

—Então já havia sido decidido pelas próprias parcas os dois primeiros heróis que iram nesta empreitada, —Luke procurou e apertou minha mão. — Sury Carpe, das Caçadoras e... Luke Castellan, filho de Hermes.

Quase houve uma revolução entre os campistas. “Luke? O traidor?! Vocês enlouqueceram?!”, “Essa garota só arranja problema amarrem ela no é de uma mesa!”, “Vocês não podem tirar ela daqui! Ela vai trazer Cronos de volta!”, “Quíron perdeu a cabeça. Ele quer mandar a garota que ressuscita e o cara que quase ressuscitou ele numa missão? Juntos?!”

Quíron suspirou e impôs sua autoridade, batendo os cascos. Atrás dele o Sr. D estava estranhamente quieto.

—O destino não irá se dobrar a vontade de vocês — silencio. — mas é perfeitamente compreensível que não confiem em Luke Castellan. Não há como exigir que simplesmente confiem nesses dois de olhos fechados — o centauro olhou pra alguém na multidão— então é por isso que decidimos que o último semideus que irá nesta missão será alguém de suas inteiras confianças que é

Sr. D finalmente se meteu afastando a coca diet da boca.

—Percy Jackson — um sorrisinho maldoso — se levante, herói do Olímpio.

Pois é...não sei você, mas eu não estava esperando por essa.

.

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Notas finais
Beeeeem, não saiu segunda pro que minha net deu pane, consegui voltar hoje, mas aqui está e espero que gostem. Pois é, eu quis explorar mais essa questão da Thalia e do Luke e as tretas entre a Sabidinha, Percy e o Luke de novo. Gostaram? Me deem sua opinião sobre isso, por favor, não quero fugir da origem dos personagens,s e tiver estarnho em avisem que eu vou mudando, okey? Elogios, puxões de orelhas, ideias, criticas construtivas são muito bem vindas Boa madrugada gente Beijo Dira S ☺