Hold On Hope

2 Casa De Bonecas


Notas iniciais
Oie Sweetheart's!!!! Como é que cestão? Eu estou um pouco chateada por não ter tido nenhum comentario no Prólogo, mas acho meio injusto com as pessoas que não tem cadastro por um motivo valido parar de postar... Entãããão, quebrando esse clima de sermão(Cá entre nós, eu sou a última pessoa que tem moral para dar um sermão em alguém), eu me inspirei na musica Dollhouse para escrever esse cap e para descrever a família Watson. Recomendo a musica, é muito boa, a cantora é a Melanie Martinez(aquela diva). Uma coisa que eu reparei ontem, foi que minhas ambas protagonistas fizeram parte do elenco de Skins. Juro que só conhecidensia! A proposito, eu imagino a Maby como a Kaya Scodelario(Outra diva). Acho que se eu não terminar aqui as notas vão ficar grandes demais, então boa leitura♥

Mabel's POV

Caminhei em passos rapidos pelos corredores do colégio, ignorando os olhares de vários alunos-e até mesmo de alguns professores- queimando em minhas costas.

Eu já devia ter me acostumado com isso, sabe, sempre ser a menina estranha. Ninguem tem coragem de falar comigo, deve ser por que minha família é uma das mais ricas de Atlanta. Francamente, não entendo isso. As pessoas acham que se me dirigirem a palavra meu pai vai comprar uma bomba e explodir todos? "Você não precisa deles" Disse a voz da razão em minha mente, e eu me esforçei para esquecer de meu lado timido e mandar todo mundo a merda mentalmente.

Passei pelas portas duplas abertas de madeira e imdiatamente senti pingos gelados e finos de chuva. Abri um pequeno sorriso. O tempo perfeito para a maioria das pessoas é um dia ensolarado e quente,o meu tempo perfeito são nuvens acinzentadas e sereno.

Dei uma corridinha até o carro, já que não queria levar um sermão da faxineira por chegar molhando o piso de casa. Abri a porta escura e me sentei no banco de trás do carro.

-Bom dia, Sta. Watson-Saldou o motorista da família, Joe.

Apenas o respondi com um aceno de cabeça, não queria me apegar aos funcionarios, já que minha mãe adora demiti-los em três, dois, um. Acho que ela percebe quando eles notam que tem algo de errado com a nossa família, e é essa a hora de eles irem embora.

Seguimos em silêncio pelo resto do caminho. Em minutos Joe parou o carro em frente a casa da minha família.

Respirei fundo me preparando para o que viria a seguir. Saí do carro, batendo a porta atras de mim. Analisei minha casa, desnesariamente grande. Uma tinta azul cobria a parede externa da casa de dois andares, o jardim era sempre lindo, mesmo se procura-se, você não iria encontrar nenhuma flor murcha.

Caminhei sem pressa nenhuma até a porta de entrada, querendo alongar esses segundinhos que eu tinha fora do inferno que deveria estar lá dentro. Aproveitei para analisar as flores pela milesima vez, não conhecia a maioriadas especies, mas reconhesia algumas como Liatrises, Gerberas, Margaridas, e Ranunculos. Quem me contou foi a antiga jardineira, Nancy Petteson. Antes dela ser demitida, claro.

Girei a masaneta da porta. Lá vamos nós.

Dei um passo para dentro, e já pude ouvir os gritos no andar de cima. Era a quinta vez que mamãe e papai discutiam essa semana. Mordi o labio com tanta força que senti o gosto metalico de sangue invadindo meu paladar.

Qual era o problema com eles? Por que nós não conseguimos ser uma família normal? Senti uma vontade enorme de gritar alto o suficiente para balançar os aliacertes daquela casa, mas ao inves disso, apenas corri escada acima, fechando a porta de meu quarto ao passar por ela.

Inclinei a cabeça até tocar a madeira da porta e deixei as lagrimas quentes escaparem de meus olhos. Eramos como bonecos. Sempre perfeitos, sempre sorrindo. As pessoas nunca prestam atenção no que acontese depois de irem embora.
Lembrei-me da minha amiga, aquela que me ajuda em momentos tão dificeis quanto esse. Andei até minha cama e tirei de debaixo do travesseiro uma lamina, pequena demais para os empregados notarem sua presença quando arruamam meu quarto. Ou se notam fingem que não e eu sou grata por isso. Sentei-me na cama e analisei meus pulsos. A mais antiga das cicatrizes se parese um risco feito a caneta. As outras, do mês passado eu acho, paresiam galhos secos de alguma arvore velha.

Deslizei a lamina pela minha pele, sentindo, mesmo que por momento, um sensação de alivio, que logo foi prenchida por dor.

Eu não ouvia mais os gritos dos meus pais. Eu não sentia mais meu coração pesado. Minha atenção foi toda centrada na minha dor externa. Eu queria perder sangue o suficiente para morrer, esquecer minha vida de plástico, sabe, não ter mais que aguentar tudo que eu aguento.

Sorri em meio as lágrimas sentindo a iconscensia vindo.

***

Acordei, e a primeira coisa que vi foi a parede lilás de meu quarto. Inclinei a cabeça para o lado e vi alguém sentado em minha cama, enrolando alguma coisa em meus punhos.

Pisquei algumas vezes, e pelos cachinhos escuros e os olhos castanhos claros, indentifiquei Matthew.

Matthew é um dos empregados da casa, ele já está trabalhando aqui há quatro anos. Matthew além de ser meu melhor amigo, também é o empregado está trabalhando aqui por mais tempo, já que ele é esperto o suficiente para fingir que não tem nada de errado com os Watson.

Desci os olhos até o que ele estava fazendo e vi que eles estava enrolando meus cortes com bandagens. Acho que Matt é a única pessoa que se importa com que eu estou fazendo quando fico tempo demais trancada no quarto.

Seus olhos castanhos encontraram os meus e ele imediatamente adotou um tom de censura:

-Mabel, você tem que parar com isso!

Sentei-me e o encarei, não falei nada, apenas balançei a cabeça em concordancia.

Ele suspirou e voltou a assumir uma expressão procupada.

-O que houve dessa vez?-Perguntou.

-Papai e mamãe estavam brigando de novo-Contei com a voz embargada pelo choro e pelas lagrimas que começaram a escorrer.

Ele me abraçou.

-Hey, Maby-Disse enquanto afagava meus cabelos-Eles brigam quase todos os dias.

-Eu sei-Respondi-Eu não aguento mais isso, Matt.

Passamos alguns segundos em silêncio, até ele me afastar um pouco para ver meu rosto.

-Promete que não vai mais se machucar?

-Prometo-Menti. Não era forte o suficiente para parar.

Matt sabia disso, então apenas suspirou pesadamente.

Ouvimos batidas na porta.

Matt e eu nos levantamos. Ele fingiu estar arrumando alguma coisa aleatoria no quarto, e eu corri para o meu guarda-roupas, pegando um casaco qualquer e o vestindo por cima do uniforme da escola, só para esconder meus braços. Sequei as lágrimas com as costas das mãos, tirando os vestigos de choro.

Abri a porta, me deparando com minha mãe, linda como sempre. Ela abriu um sorriso falso para mim.

-Olá querida-Senti seu bafo de alcool-Vamos dar uma festa hoje, vá se arrumar.

Ela virou as costas e saíu, sem se dar o trabalho de me dizer por que iriamos festejar. Provavelmente era uma daquelas festinhas ridiculas que ela dava duais vezes por mês, para mostrar que eramos uma linda familia feliz.

Estava cansado daquilo.

Matt teve que saír logo atras de mamãe, para ajuda-la com os preparativos da tal festa.

Fiquei sozinha novamente. Andei até o guarda-roupas, e logo me vi encarando mais roupas do que eu posso usar. Peguei um vestido de festa qualquer, sem paciênsia para ficar escolhendo. Peguei uma toalha e me dirigi até o banheiro de meu quarto.

Girei a manivela da banheira, enquanto esperava encher, coloquei uma musica qualquer da playlist do meu celular. Sorri ao indentificar It's All Over. Gostava daquela musica.

Desci os olhos para a banheira quase cheia. Girei a manivela, desligando. Me despi e entrei na água morna.

"Your bottle's almost empty. You know this can't go on, Because of you my mind is always racing"

Afundei na banheira, fazendo a musica parecer apenas um ruido. Abri os olhos, os sentindo arder por causa da água. Será que alguém choraria se eu não submergi-se?

"The needle's breaking your skin. The scar is sinking in"

Lembrei do dia em que meu pai chegou em casa com um sorriso radiante no rosto. Lembro de sua voz tão carregada de animação que foi quase impossivel não se animar junto anunciando que tinha ganhado sua tão esperada promoção no emprego. Ele me abraçou, quase saltitando de alegria. Depois ele deu um selinho em minha mãe. Naquela época, meu sonho era alguém olhar para mim do jeito que ele olhava para ela.

"And now your trip begins but"

Claro que nem tudo são flores.

Nos mudamos para uma casa grande, no começo eramos felizes. Meu pai se tornou o dono da empresa, e uma-isso se não for a-pessoa mais rica de Atlanta. O grande problema era que começou a nos trocar pelo trabalho.

Mamãe tentava desesperadamente recuperar sua atenção. Joias. Vestidos. Cirurgias. Dietas malucas. Maquiagem. Depois de tantas tentativas frassadas ela encontrou consolo na bebida.

"So at last we begin'cuz we fall hard we fall fast"

Aquilo acabou de vez com o casamento. As discursões ficavam cada vez mais frequentes. Certa vez eu vi meu pai dar um tapa no rosto de minha mãe e aquilo foi a gota d'agua para mim.

Eu tinha ouvido falar em algum lugar que Auto Mutilação ajudava a esvair o desespero. Encontrei tanto consolo na lamina quanto minha mãe na bebida.

" It's all over for. It's all over for you. For you"

Minha mãe amava meu pai demais para deixa-lo, e meu pai, mesmo no jeito estranho dele, amava ela também. Então, a única solução era continuar vivendo aquela vida desajustada.

" When you're on the edge and falling off It's all over"

Senti meus pulmões queimando, então submergi.

Puxei o ar fortemente pela boca, respirando pesadamente.

O banheiro foi tomado pelo silêncio, já que a musica tinha acabado.

Lançei as pernas para fora da banheira, terminando o banho.

***

Me analisei em frente ao espelho. Estava usando o vestido azul que tinha escolhido, acompamhando por sapatilhas pretas e brincos de perolas. A roupa estava boa.

Subi os olhos para analisar minha face. Não tinha passado muita maquiagem, apenas um batom rosa claro e um delineador para destacar meus olhos azuis. Também tinha prendido os cabelos num rabo de cavalo alto. Não estava ruim.

Analisei meus pulsos conferindo se eu tinha coberto direito as cicatrizes com maquiagem
.
Saí do quarto, e já no corredor podia ouvir as conversas no andar de baixo. Desci as escadas, me deparando com as pessoas vestidas impecavelmente, rindo e conversando umas com as outras.

Também abri um enorme sorriso, pronta para o show.

***

Em questão de minutos eu já tinha perdido a graça para os convidados.

Estava encostada em uma das paredes do saguão, observando as pessoas a minha volta.

Claro que eu tinha o grupinho da minha idade, mas eles são mimadinhos patéticos.

Vi um garçom passar por mim servindo champain. Furtei uma taça sem ele perceber, sorrindo com a possivel forma de acabar com o tédio. Não deu nem tempo da bebida encostar em meus labios que já foi logo tirada da minha mão. Levantei os olhos, me deparando com Matt me olhando com reprovação.

-Facilite, Maby-Pediu enquanto colocava a taça na bandeja que esta segurando.

Fiz cara feia, mas ele apenas ignorou e voltou a trabalhar.

"Facilite, Maby" Ele só diz isso por que não é ele sendo obrigado a ficar forçando sorrisos e respondendo perguntas estupidas.

Pelo canto do olho vi papai se afastando da multidão e caminhando em direção corredor. Franzi a testa, curiosa. Atravessei a multidão, o seguindo, mas mantendo uma distancia para ele não me ver.

O vi entrando no escritorio. Revirei os olhos. Típico, largando tudo para trabalhar.

Me inclinei para ver por trás da porta e vi que meu pai beijando uma mulher só de peças intimas.

Cobri a boca com as duais mãos, não acreditando em meus olhos. Eu tinha certeza que papai amava a mamãe. Como ele pode fazer uma coisa dessa com ela? Com nossa família?

Senti lagrimas queimando no canto de meus olhos. Não aguentaria ficar olhando aquilo nem um segundo a mais. Saí correndo em direção ao meu quarto, empurrando tudo que entrava em minha frente, não me importando em saber quem era ou em me desculpar.

Disparei escada a cima, batendo a porta do meu quarto e a trancando logo em seguida, já que não queria que Matt entra-se e fize-se curativos para salvar minha vida. Eu não queria ser salva.

Procurei debaixo do meu travesseiro e não encontrei minha lamina. Será que Matthew tinha a pego?

Senti o desespero tomando conta de mim. Me joguei na cama, e chorei enterrando o rosto no travesseiro.

Chorei por horas. Ou talves mimutos. Não sei, mas foi tempo suficiente para eu caír no sono

Notas finais
"Aí, Giu, a Mabel só tem doze anos, isso não é idade para saír se cortando!" I know, I know. A Mabel realmente é uma Pré-adolescente ou criança dependendo do ponto de vista, mas ela tem muitos problemas da família e não pode contar com ninguem, é pressão demais. E fora que é só uma fanfic. Por falar em se cortar, por favor, não vão seguir o exemplo da nossa desequilibradinha e machucar os pulsos. Os problemas vão continuar lá, e eu tenho certeza que tem pelo menos tem uma pessoa no mundo que se importa, e além de se machucar, você vai machucar a pessoa também. Então gostaram do cap? O que acharam do Matt? Please não me deixe no vacuo de novo!