Hogwarts - Um Paradoxo Mágico

1 Capítulo 1 ~ Uma coruja à janela


Notas iniciais
Muitos de nós que lemos a série HP sonhamos em ter nascido bruxos e frequentado Hogwarts. Mas você já se permitiu pensar em como seria vivenciar tal experiência sem aviso prévio? Ou sem desejar tal possibilidade? Neste primeiro capítulo podemos ver um pouco sobre como Dafne, uma das protagonistas, descobre ter sido selecionada como aluna de Hogwarts.

Capítulo 1

Uma coruja à janela

{Dafne}

Tudo estava perfeito! Mamãe e eu terminávamos de decorar o bolo, enquanto Tommy e Molly ajudavam o papai a pôr a mesa e decorar a sala de jantar. Eu estava completando 11 anos e meus pais me deram permissão para convidar algumas poucas amigas e colegas da escola e do ballet (com atenção especial as que tinham irmãos menores) para festejarmos com uma festa do chá.

Mamãe e eu passamos a noite de sexta preparando tortas e assando biscoitos, papai comprou jogos de chá de acrílico e meus irmãos prepararam toda a sorte de decorações que crianças de 7 anos são capazes de fazer. A felicidade e empolgação era demais para ser contida.

Eram 14 horas e estavamos com tudo pronto, só precisavamos tomar banho e vestirmos nossos trajes formais. Subi a escadaria aos pulos, mas enquanto corria para o banheiro, um barulho chamou a minha atenção. Era como se alguém batesse à porta. Quando entrei em meu quarto, percebi que o barulho vinha da janela. Uma coruja! Havia uma coruja — em plena luz do dia — bicando o vidro da minha janela.

Permaneci chocada por alguns instantes, até que por fim corri em direção à janela e a abri sem pensar duas vezes. Quando paro para pensar nisso, considero algo insano. Qualquer criança na minha idade, sairia correndo e gritando em direção aos pais, mas por algum motivo eu não sentia medo, apenas assombro.

A coruja me olhou carrancuda (acredite, elas são capazes de tal) e voou para dentro do meu quarto, com um voo lépido. Ela largou um envelope grosso sobre a minha cama e, sem aviso, voou para fora, sumindo em meio às nuvens.

Eu não me sentia mais chocada. Estava deslumbrada, tão deslumbrada que por um momento esqueci do envelope misterioso em minha cama. Sem pensar na minha festa de aniversário ou nas meninas que viriam festejar comigo, voltei toda a minha atenção para o envelope.

Srta. D. Goldenberg

Quarto à direita

Segundo Andar

Rua Mapple, Nº 35

Apesar de ser a primeira vez que eu recebia uma carta, eu já havia lido cartas endereçadas aos meus pais e elas não eram tão... específicas. Entretando, o que realmente me incomodou (além de a carta ter sido entregue por uma coruja) foi o nome na carta. Levando em conta o endereço e o fato de que a carta foi entregue no meu quarto, eu poderia considerar que o D era de Dafne, que sou eu. Mas se a carta fosse realmente pra mim, deveria estar endereçada à D. Darling.

— Pronta, minha princesa? – Nesse momento, meu pai entrou no quarto com um sorriso no rosto, até ele ver a carta em minha mão e demonstrar uma expressão confusa. – O que é isso, princesa? Alguma carta de amor?

— Eu não sei... está endereçada à D. Goldenberg... – Disse, confusa. – O senhor a conhece?

— Gol-Goldenberg?! – Ao ouvir o sobrenome, papai parecia prestes à desmaiar, ficando com seu rosto pálido e joelhos bambos.

— Papai? Tudo bem? – Ao ver seu estado, ajudei-o a sentar na cama.

— Chame a sua mãe, minha querida! – Ele respirou profundamente, fechando seus olhos. – E deixe essa carta comigo...

— Ma-mas... – Algo em mim me deixou dividida.

— Obedeça! – Papai, normalmente doce e brincalhão, pareceu assutador naquele momento, o que fez com que eu não questionasse mais nada, por mais que algo dentro de mim se rebelasse.

Em poucos instantes, voltei ao meu quarto com Mamãe. Bastou um olhar para que os dois conseguissem se comunicar, deixando-me irrequieta e assustada. Ela trancou a porta do quarto e me levou para a cama. Ficamos os 3 sentados, lado-a-lado. Entre longos períodos de silêncio e choro contido, descobri que era adotada. Descobri que nasci bruxa.