Hogwarts - Um Paradoxo Mágico
2 Capítulo 2 ~ O Legado dos Merald
Capítulo 2
O Legado dos Merald
{Sebastian}
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts
Diretor: Alvo Dumbledore
(Ordem de Merlim, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos)
Prezado Sr. Merald,
Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários.
O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall
Diretora Substituta
1º de setembro. A data ainda ecoa na minha cabeça. Em 2 meses estarei no Expresso de Hogwarts, junto de meus dois irmãos mais velhos. Enzo que tem 14 anos e está no 4º ano; e Viktor que tem 13 e está no 3º ano. Ambos fazem parte de Slytherin e do time de quadribol, são duas estrelas na escola. O que significa que minha vai ser 10 vezes mais infernal do que em casa.
— Como esperado de um Merald! – Minha mãe disse, pela trigésima vez ou talvez fosse centésima (eu parei de ouvir depois da primeira). – Você vai ser o destaque entre os demais alunos da casa Slytherin, disso não há dúvidas!
Após a chegada da carta, minha mãe ficou extremamente animada, algo que parecia sem sentido, já que eu não demonstrei qualquer emoção positiva a isso. A carta chegou durante o nosso desejum e, mesmo sendo hora do jantar, minha mãe continua animda e orgulhosa. Diferente do meu pai.
— Não é uma questão de dúvida, Tiana... – A primeira demonstração de emoção que meu pai soltou durante o dia, como esperado, foi uma ameça velada
A hipocrisia de Lutero Merald desperta o pior de mim. Afinal, eu nunca estou à altura de suas exigencias. Para meu pai, ter sangue Merald nas veias não é uma benção, mas um dever para nossa vida. A família Merald tem raízes profundas e antigas na hsitória da magia, o que nos traz obrigações para com nosso nome.
— Um Merald deve ser supeior os demais em força, habilidade e poder! – Ouço meu pai pronunciar essas palavras desde sempre, o que as me faz acreditar que ele já me ameçava enquanto eu ainda era um feto dentro da minha mãe.
— Um Merald deve fortalecer o sangue da família e mante-lo puro! – Meu adoravelmente odioso irmão mais velho, Enzo, é o favorito da família. Sempre sendo citado como um verdadeiro exemplo e prodígio em cada reunião de família.
— Um Merald não foge das luzes ou das trevas, mas as subjulga sob sua vontade! – Viktor, o irmão do meio, as vezes tenho pena dele. Ao contrário de mim, ele realmente se empenha em ser alguém que traga orgulho pra família, mas vive escondido à sombra de Enzo.
Os malditos Mandamentos da Serpente. É assim que são conhecidas as frases ridículas que minha família vive pronunciando. Por sermos uma família forte, antiga e soncervadora, temos muitas tradições (menos que não explicitamente escritas ou pronunciadas). A família Merald está ligada a família do poderoso Slytherin, um dos fundadores de Hogwarts, aquele que presava pelo poder e determinação (e sangue puro).
Assim sendo, nossa família possui um histórico impecável de alunos Slytherin. Todos os Merald vão para Hogwarts e ficam em Slytherin, aqueles que não são designados para esse casa, são a escória da família e como tal, são deixados de lado. Apesar de nenhum membro da família admitir, o motivo de proclamarmos os Mandamentos da Serpente (escritos por Slytherin) é não apenas uma forma de se demonstrar supeiror, mas também uma forma de garantir que sejamos selecionados para a casa certa.
— Sebastian... – A voz de meu pai soa fria e perigosa e mesmo que ele não se digne a olhar pra mim, eu percebo sua reprovação.
— Ahn... Hm... Um Merald não... – Como tradição, cada homem da família deve pronunciar um dos mandamentos que julgar mais importante, mas a verdade é que considero tudo um monte de lixo em forma de palavras e não consigo lembrar de nenhum quando é necessário.
— Um Merald não deve ter medo ou dúvida, ele deve ser como uma varinha rígida e certeira! – Ophelia, minha irmã mais nova, apesar de ter apenas 1 ano a menos, está sempre a minha frente, pronta para me humilhar.
— Ophelia! – Meu pai não precisa dizer mais nada, apenas um olhar desinteressado em sua direção, faz com que ela queira mergulhar na sopa fervente. Por um momento, acredito que ele vai esquecer de mim, mas assim que o pensamento vêm, ele olha em minha direção. – Não ouse me envergonhar, Sebastian!
Após suas palavras de incentivo, meu pai deixo seu prato quase intocado na mesa e nos abandona sem uma palavra sequer. Ele exala decepção a cada respiração, então não faz diferença ele falar ou não comigo, mas isso não significa que meus irmãos não tem o que dizer. Mas não enquanto nossa mãe permanecer à mesa de jantar.
— Terminem seu jantar, meus queridos... – Ela diz solenemente, como se nada tivesse acontecido.
— Sinto muito... – Digo, quase para mim mesmo, mas meus irmãos ouvem mesmo assim.
— Um Merald nunca se curva... – Agora é Viktor quem tenta me atacar.
— Silêncio! – A voz, normalmente suave e controlada de nossa mãe, corta a sala como um trovão, silenciando a todos.
Mas mesmo em silêncio, Enzo é capaz de me torturar com um olhar frio de desprezo muito bem camuflado. Com isso, minha sopa fervente vira água de privada (sim, eu sei o gosto, graças aos meus irmãos e primos mais velhos), e o restante do jantar se torna uma tortura agoniante. Mal posso esperar pelo começo das aulas.
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