Hogwarts Terceira Geração - Interativa
9 Testes de Quadribol - Parte 2
Notas iniciais
As arquibancadas estavam quase totalmente lotadas de estudantes de todas as quatro casas de Hogwarts para assistirem as seleções de novos jogadores de Quadribol e torcerem para seus colegas. Em uma das extremidades da torcida da Gryffindor, a equipe da casa estava à espera de seu tempo no campo, que estava sendo habitado pelo time da Slytherin.
Uma fila com cerca de seis alunos se posicionaram em frente à capitã do time verde e prata. A garota de cabelos loiros e brilhantes como um próprio raio solar tomou a frente de todos e girou a varinha em sentido anti-horário, depois apontou para sua garganta e murmurou "Sonorus", assim produzindo um alto falante em sua voz:
—Bem-vindos pessoal! E que comecem a seleção do novo artilheiro para a Slytherin!
Lilith girou a varinha em sentido horário e apontou em direção de seu pescoço mais uma vez, dessa sussurrando "Quietus", e sua voz produziu um som baixo e normal, como o esperado. Aos poucos os candidatos foram sendo avaliados um por um. O time formulava um jogo e avaliava como eles atuavam sendo artilheiros.
Em uma das pontas do campo uma garota de estatura mediana e cabelos castanhos curtos com algumas mechas cor de rosa observava o treino com uma expressão de total desinteresse. Joey realmente odiava aquele esporte. Ela não via real graça naquilo e muito menos em se arriscar em cima de uma vassoura. Na verdade, a garota nutria um medo profundo de altura, causado por um momento traumático de sua infância.
Aos 4 anos a garota estava junto de seu pai nos arredores da grande mansão sobre uma colina beira mar. Ele lhe dera uma pequena vassoura de aniversário e a estava treinando para que conseguisse voar adequadamente. Até então tudo estava em perfeita ordem, porém algo saiu dos eixos. Joanne puxou com muita força o cabo da vassoura enquanto ria e se divertia voando, assim fez com que levantasse voo e sobrevoasse mais de três metros do chão.
O pai subiu rapidamente em sua vassoura para buscá-la e ajudá-la a descer, mas a menina assustada, não sabia o que fazer, e começou a chorar. Joey se desesperou e tirou as mãos do cabo da vassoura. Ela estava ficando cada vez mais alto. Aquilo amedrontou realmente a pequena menina, que acabou se desequilibrando para trás e escorregando pelo cabo da vassoura. Ela viu sua vida por um fio. Mesmo para uma criança, Joey sentiu seu coração batendo contra suas costelas em tamanha rapidez e um forte frio na barriga. Ela queria gritar, chorar. Clamar por ajuda. Mas não pode. A única coisa que fez foi perder a fala e levantar os braços tentando alcançar a vassoura que a cada segundo estava mais longe.
Por sorte, a menina não se machucou gravemente, pois o pai mergulhou com a vassoura vorazmente e estendeu os braços para apanhar a menina poucos segundos de ela se encontrar com o chão. Nos braços do homem foi que Joey conseguiu se recuperar do susto e a única coisa que fez foi começar a chorar estridentemente e abraçar apertado o pescoço do pai.
Daquele dia em diante Joanne nunca mais andou em uma vassoura. Ela nem sequer tinha uma. Ela era realmente uma garota destemida e ambiciosa. Gostava de se arriscar quando necessário e almejava o maior, mesmo que para isso tivesse que se distanciar de sua família e ficar sozinha, mas uma única coisa a assombrava sempre que fechava os olhos. Em seus pesadelos ela estava sem chão. Ela apenas caia para o infinito e nunca conseguia alcançar o cabo da vassoura ou os braços de seu pai. Joey realmente odiava altura e lutava para que nunca precisasse voar novamente.
No momento em que chegara a vez do último participante, Jack, se apresentar pra os teste, o garoto se virou para a prima, do outro lado do campo e acenou para ela. Ele estava confiante e em seu íntimo desejava que conseguisse ganhar. Joey bufou, ela estava ali apenas por ele, porque se fosse por ela, nunca pisaria naquele gramado.
—Muito bem, Jack, certo? Mostre-nos o que sabe fazer! — Lilith apitou e sobrevoou a grama.
Uma vez que já tinham um apanhador e batedores, a única bola que a garota soltou no ar para aquele teste fora a goles. Uma bola não muito pesada, porém consideravelmente grande e avermelhada. Jacob, um dos artilheiros apanhou-a com rapidez e partiu atrás do goleiro.
O objetivo de Jack seria interceptá-lo, como se fosse um adversário. Até então o placar apontava que o melhor dos 6 candidatos era o segundo, um garoto alto e moreno do sexto ano. Jack engoliu em seco. Ele teria que ser melhor que o garoto para entrar para o time, senão os testes acabariam e a escolha já estaria feita.
No início tudo parecia estar se ajustando. Jack conseguira alcançar o garoto e roubar-lhe a goles. Ele estava caminhando em direção do goleiro, Steves. Todos pareceram acompanhar sua agilidade e arregalaram os olhos, todavia o garoto sentindo-se confiante começou a comemorar com tamanha antecedência e levantou o punho para a plateia que explodiu em palmas, porém enquanto Jack estava ocupado com a torcida uma garota de cabelos ruivos e sedosos, Angeliqué, uma artilheira, se aproximou e apanhou-lhe a bola.
Todos vaiaram quando a garota se aproximou dos aros protegidos por Steves. Jack se assustou e partiu atrás dela tentando ser mais ágil e alcançá-la antes que goleasse e ele não fosse aceito no time.
Joey balançou a cabeça negativamente em detrimento da atitude advinda do primo. Quando a menina percebeu que ele não seria capaz de vencer Angeliqué, respirou profundamente e olhou ao redor à procura de alguém que porventura a estivesse observando. Não havia ninguém à vista. Joey retirou a varinha de dentro das vestes e apontou em direção a goles nas mãos da artilheira e no instante seguinte, quando a ruiva atirou a bola contra um dos aros, a jovem de cabelos coloridos murmurou um feitiço:
—Wingardium Leviosa!
Joey declarou firmemente fazendo assim com que a goles flutuasse sob o seu controle. A morena fez com que ela, que estava a ponto de atravessar o aro, se desviasse e batesse contra o círculo de aço e voltasse com tudo em cima de Jack, ao qual apanhou-a com um reflexo. O garoto abriu os lábios em um sorriso de vitória por ter conseguido a goles novamente, então, se aproximou e a arremessou contra o aro mais próximo.
O goleiro se jogou a frente, contudo infelizmente talvez, não conseguiu impedir que o garoto fizesse um gol e a arquibancada explodiu em vivas.
Lilith apanhou um contador de tempo de dentro das vestes e analisou-o. Apenas Jack e o outro garoto haviam conseguido fazer um gol, por isso a loira avaliou quem havia o feito em menos tempo para que esse fosse oficialmente o novo jogador.
Segundos depois todos pousaram na grama e a garota apitou e apontou para a garganta com a varinha novamente, roubando a atenção de todos:
—Os pontos foram contados e o nosso mais novo artilheiro, por apenas 3 segundos de diferença é... — O público, especificamente da casa de Slytherin, prenderam a respiração e Joanne revirou os olhos por discordar daquela animação toda por um esporte — Jack! — Lilith se aproximou do menino e levantou seu braço.
O garoto sorriu abertamente e segurou na mão de Lily fazendo com que ela também a levantasse junto da dele. A garota o encarou perplexa por ele tê-lo feito e retirou o braço, porém bateu palmas silenciosas junto da multidão, embora não sorrisse. Joanne assistiu a tudo e se virou rapidamente antes que os testes acabassem, ela caminhou em direção ao castelo sonhando com seu dormitório nas masmorras e deixou o primo para trás.
O garoto nem notara a saída da prima, ele apenas estava contente e animado, com fazer oficialmente parte do time, ele não conseguia expressar sua felicidade senão sorrindo e gritando, enquanto os demais jogadores do sexo masculino, Steves, Carl, Jacob e John o levantavam sobre os ombros. Angeliqué e Lilith apenas comemoravam a vinda do novo jogador com palmas e vivas.
~•~
Maxwell Thorton Potter — POV's
No momento em que a bela Lily e o restante da equipe de Quadribol da Slytherin saíram do campo e levaram quase metade dos estudantes das arquibancadas com eles, me levantei e parti a guiar a minha equipe até o centro da grama.
Continuei por um período de tempo observando a garota de longos cabelos loiros se distanciar, até que alguém puxou a gola do meu uniforme vermelho e dourado e quase me enforcou. Gemi e ela me soltou. Massageei meu pescoço levemente dolorido e respirei um pouco atordoado, então, me virei e deparei com uma garota carrancuda.
—O que foi agora Lary? — Questionei chateado.
Ela fixou o olhar em mim e franziu levemente a testa:
—Como você é o capitão do time da para administrar a situação ao invés de ficar flertando com a nossa rival?
Revirei os olhos e balancei a cabeça enquanto sorria sarcasticamente. Eu sabia que Lary estava com inveja porque eu era o capitão e não ela.
—Eu não estou flertando, além disso ela não é nossa rival.
—Oh, é mesmo? Porque que eu saiba ela não é da nossa casa, mas aposto que na sua campanha para capitão dizia que devemos estar preparados para perder mais uma vez para Slytherin, não é?
Lary me olhou ainda mais fixamente e lhe olhei da mesma maneira. Nos encaramos por um longo período de tempo até que alguém se interpôs em nosso meio.
—Parem, vocês dois! Max, você precisa se concentrar nos testes! — Era Marie — E Lary... Eu sei que está mal porque não é nossa capitã, mas não deveria descontar isso no nosso capitão. Devia apoiá-lo.
A garota de cabelos curtos e loiros e cruzou os braços na direção da amiga e desviou o olhar para as duas filas formadas, ambas, por três candidatos cada, para artilheiros e apanhadores, respectivamente.
—Isso mesmo, Marie, fica do lado dele e esquece da garota que sempre esteve do seu lado todos esses anos.
—Lary, não fique mal... Eu não to do lado de ninguém... Eu só quero que parem com as brigas e...
A Malfoy interrompeu a ruiva antes que ela terminasse seu pequeno discurso.
—Ótimo. E foi por isso que você votou nele, certo?
Lary fuzilou a prima de relance e deu três passos para o lado, se distanciando de nós e se colocando ao lado de Jensen, um de nossos artilheiros e único que votara nela. Ambos eram da mesma classe e talvez por isso fossem próximos, bom, ao menos eles se falavam e costumavam estar do mesmo lado, embora não fossem tão amigos.
Marie pareceu visivelmente magoada. Ela encarou um ponto fixo na grama, talvez porque sentisse ciúmes por ver a melhor amiga com outra pessoa, ou porque queria de alguma maneira fazer as pazes com ela, ou ainda se arrependendo de ter votado em mim ao invés de em Lary, porém acredito que a segunda alternativa seja a mais viável.
—Certo! Estamos todos aqui para os testes que decidiram quem será os novos artilheiro e apanhador da Gryffindor! — Anunciei alto como um alto falante, da mesma forma que Lilith havia feito, utilizando o feitiço "Sonorus" e mentalizando uma tempestade forte com muito barulho e trovões.
Assim me aproximei da caixa, onde estavam guardadas as bolas e apanhei a Goles e a menorzinha de todas, bastante ágil e voraz, além de quase imperceptível: o Pomo de Ouro.
—Okay. Vamos avaliá-los diferentemente de como a Slytherin avaliou. Nossos artilheiros, Jensen e Lary, não irão competir, eles irão somente avaliar. Enquanto eu e Marie, batedores, e Brendan, o goleiro, iremos jogar. O objetivo para ser eleito o novo artilheiro será o de conseguir fazer mais gols, lutando contra os balaços é nossa defesa. Enquanto que para elegermos o novo apanhador será simples. Quem apanhador o Pomo primeiro entra no time, entendido? — Perguntei e todos assentiram, incluindo os jogadores, então, reverti o feitiço utilizado para aumentar minha voz, usando "Quietus" e mentalizando um esparadrapo cobrindo a minha boca e me calando.
Apitei e subi em cima de minha vassoura. Todos deram impulso e sobrevoaram o campo. Soltei o Pomo de Ouro, que abriu suas finas e rápidas asas e começou a voar. Em seguida, abri a trava dos dois balaços e ambos saíram apressados para se chocar contra os jogadores, por fim levantei voo com a Goles sobre o braço direito.
—Muito bem, pensem rápido — Atirei a bola vermelha para o alto.
Observei quando os três candidatos a artilheiros, todos garotos, se entreolharam confusos antes de o mais esbelto deles voar para frente à tempo de apanhar a goles. Ele estava no controle. O garoto atravessou o campo em direção aos aros, protegidos por Brendan, enquanto os outros dois tentavam alcançá-lo.
Marie segurava seu bastão com as duas mãos e quando um dos balaços passou voando à sua esquerda ela rebateu precisamente em direção do candidato que tinha a posse da goles. Ele não desviou a tempo e recebeu uma bolada no braço esquerdo. O garoto apertou a mão contra o machucado e fez uma careta enquanto deixava a bola cair, porém rapidamente foi pega por outro concorrente, um loiro com um sorriso bonito.
Lancei um olhar de relance para Marie e percebi que ela estava sorrindo e olhava para mim. Pisquei para ela, parabenizando-a pela ótima jogada. Então, senti um coaxar dentro do bolso do meu uniforme de Quadribol e rapidamente me lembrei de Rodolf, meu sapo de estimação desde que tinha 5 anos. Desde que era um menino sempre fui apaixonado por anfíbios, uma vez que me encantei com eles após assistir a um programa bruxo a respeito deles. Achei que eram espécies extraordinárias e muito interessantes, não é à toa que logo ganhei o meu melhor amigo para toda a vida, Rodolf, e quando consegui produzir um patrono perfeito – na sexta tentativa, quando estava no terceiro ano – produzi um perfeito sapo prateado.
Pode parecer loucura, porém eu nunca saia sem meu companheirinho. Ele sempre esteve comigo mesmo quando estava jogando Quadribol ou voando. Essas realmente eram minhas duas maiores paixões e não seria o mesmo sem elas.
Apanhei meu amiguinho e o acariciei na cabeça enquanto sorria. Senti como se ele sorrisse para mim também.
—Veja Rodolf, eu consegui! Sou o novo capitão do time! Não é o máximo? — Exclamei entusiasmado.
Em seguida, senti alguma coisa se aproximando de mim e quando virei o rosto, percebi que se tratava de Lary, ela estava bem ao meu lado e me fuzilava.
—O máximo seria se você soubesse que está no meio de um jogo e de uma seleção, Sr. capitão!
Guardei Rodolf dentro das vestes novamente e me endireitei na vassoura, então, analisei o jogo. A posse da goles havia sido passada para o outro dos três garotos, que usava óculos, e ele se aproximava dos aros. Do outro lado, Marie se preparava para atirar um dos balaços é um casal de segundanistas estavam tentando encontrar o Pomo, enquanto outra garota bem mais nova do que todos observava ao seu redor atentamente. Essa última me fez sorrir. Eu esperava encontrá-la mesmo na primeira seleção de Hogwarts. Era Patrícia, a minha pequena e marota irmãzinha.
—Esta vendo aquela baixinha ali — Apontei para ela enquanto comentava com Lary — Ela vai ser nossa nova apanhadora, pode apostar que sim — A loira ao meu lado apenas observou minha irmã — Ah, e mais uma coisa. Você devia estar analisando o jogo e não distraindo um jogador e capitão do time.
Lary revirou os olhos e se retirou para observar o jogo a distância. A plateia explodiu em vivas e me virei a tempo de analisar que o garoto de óculos havia feito um gol e Marie atingira outro deles, o loiro, bem na bochecha e sangue escorria, agora, de seu nariz. Olhei para ela e sorri quando a ruiva me encarou de volta. Ela realmente era muito boa, quase a melhor batedora que já conhecera, se não fosse por mim.
~•~
O jogo continuou por mais vinte minutos, aos quais dois outros pontos foram marcados, sendo ambos pelo garoto loiro. Entretanto, após o último gol, o pomo foi visualizado no centro do campo e uma garota disparou em sua direção. Ela chamou a atenção dos demais outros apanhadores, que voaram atrás dela, todavia a morena foi mais ágil e apanhou a bolinha para, em seguida, levantar o objeto entre os dedos e abrir os lábios em um enorme sorriso.
O jogo terminara. Apitei e apanhei um dos balaços. Jensen apanhou o outro e Brendan a goles. Todos descemos e guardamos todas as quatro bolas, dessa forma, sai em direção da nova apanhadora, me abaixei até sua altura e a abracei apertado, para depois levantá-la em direção ao céu.
—Viva a nova apanhadora da Gryffindor, Patrícia Potter! — A garotinha não parava de sorrir — Parabéns, maninha — Abracei-a mais uma vez — Eu sabia que conseguiria.
Lary estava ao meu lado, enquanto Marie, Jensen e Brendan davam as boas vindas ao novo artilheiro, Caleb. Me virei para ela e, sarcasticamente, comentei:
—Eu não disse? Só alguém tão bom quanto a minha irmã seria capaz de entrar para o time no primeiro ano — Eu sabia que era ótimo, assim como meu pai, porém não podia desmerecer Pati, ela me superara e entrara para o time um ano antes de mim.
—Que foi? É clarividente que nem a Marie agora? — A loira jogou as palavras em cima de mim.
—Hum... Talvez — Brinquei — Deve ser o tempo que passo com ela — Dei de ombros.
Lary começou a mexer em seu cordão freneticamente e se virou de costas para mim. Sorri por tê-la conseguido enraivecer e corri até o vestiário para me trocar e vestir as vestes de Hogwarts novamente.
Feito isso, parti em direção de Patrícia mais uma vez. Ela estava juntamente de dois outros primeiranistas deixando o campo de Quadribol, me aproximei e coloquei os braços ao redor dos ombros dela e de Tom.
—E ai maninhos?
—Eu sabia que a Tiça conseguiria! Ela é um gênio como apanhadora! — Malina bateu palmas.
—Não vai nem mesmo assistir a seleção do seu time, Tom? — Patrícia perguntou.
—Eu não. Estava lá apenas para te apoiar. Eu não me importo com quem está no time, só com você.
Abracei-os pelos ombros. Estava realmente orgulhoso de ser irmão mais velho daqueles gêmeos, ambos incríveis, embora de maneiras muito diferentes.
—Bem, o importante é que temos mais uma Potter no time e que venha a taça de Quadribol!
Comemorei antecipadamente e os quatro, caminhamos em direção ao castelo, enquanto os testes continuavam.
Frederich Norman Malfoy — POV's
Estava sentado na arquibancada junto de Klaus e toda a torcida da Ravenclaw. Não estava nem um pouco a fim de observar quem seriam os novos jogadores, estava ali apenas por causa de meu irmão e para prestigiar a minha casa, além de torcer por nossa amiga, Violet, da Hufflepuff.
Ambos os times dividiriam o campo dessa vez. Precisava de um batedor para a Ravenclaw e um goleiro para a Hufflepuff.
—Quem você acha que deveria ganhar? Eu sou a favor do Cayle. Ele se esforçou durante três anos para entrar no time — Comentou Klaus.
—Não faço ideia. Eu só estou aqui...
O garoto me interrompeu.
—Para observar o time alheio.
—O que? Não! Estou aqui por você, oras — Balancei a cabeça.
Ele havia notado que estava observando as três artilheiras da Hufflepuff, enquanto se preparavam. Logo, Klaus desceu para junto do time e os capitães se cumprimentaram e iniciaram os testes, sendo que os oito candidatos a batedores seriam avaliados de dois em dois e os quatro goleiros de um em um. Assim teríamos quatro partidas de Ravenclaw contra a Hufflepuff para decidir.
Passei bastante tempo da primeira jogada torcendo mentalmente e observando meu irmão defendendo quase todas as jogadas da Hufflepuff, ele era sem dúvida o melhor goleiro que a Ravenclaw poderia ter tido. Até que me distrai observando, novamente, as artilheiras do time adversário. Elas eram ágeis e estratégicas, conseguiam despistar Klaus quase tão facilmente, quanto ele conseguia defender, e fazer gols ou apenas eram rápidas para tomar a goles dos artilheiros do nosso time, bem, quase todas. Uma delas tinha o espírito e a paixão mais poderosos daquela equipe, contudo era, certamente, destrambelhada e não levava muito jeito para a coisa, porém ainda assim conseguira entrar para o time no ano anterior e vinha melhorando a cada dia.
Observei-a voando em direção a Hale, um artilheiro do nosso time. Ela tentava interceptá-lo, porém não fora capaz de perceber que outra pessoa também tentava fazer o mesmo. A batedora do time amarelo e preto rebateu um balaço na direção do garoto e acabou por atingir a toda velocidade o cabo da vassoura da sua companheira de equipe. A garota morena se desequilibrou da vassoura e tombou para a direita, entretanto não chegou a cair, pois a garota segurou desajeitadamente, porém, firme no cabo com as mãos e as pernas, assim ficando dependurada de cabeça para baixo no objeto voador. Essa era a mais apaixonada e desajeitada da equipe. Nossa amiga Violet.
—Será que ela está bem? — Perguntei preocupado e suspirei — Foi por pouco.
Então, continuei a observar o jogo, quando um garoto moreno se aproximou de Violet e ajudou-a a se endireitar na vassoura. Ela agradeceu e sorriu gentilmente para ele, antes de voltarem para o jogo. Esse era Kleber, um quintanista apanhador do time azul e bronze, ou seja, nosso apanhador.
Torci o nariz. Ele realmente era bastante competitivo. Não era alguém ao qual eu apreciava passar algum tempo. Não consegui acreditar quando o vi ajudando alguém do time alheio em meio a um jogo, mesmo não estando valendo pontos ou algo do tipo. Aquilo não parecia do seu feitio, todavia ignorei e continuei acompanhando os jogos e observar meu irmão.
~•~
Durante quatro jogos permaneci torcendo por Klaus. Porém apenas torcia mentalmente e tentava, em meio aos gritos da multidão, me concentrar em algo em minhas mãos: um livro da época vitoriana, ao qual estava lendo.
No final de quase duas horas de testes, finalizou com Cayle vencendo como batedor do nosso time e Bárbara, uma terceiranista, como goleira do outro time.
Assim, meu irmão se trocou e veio em minha direção e partimos juntos em direção ao castelo e nossa comunal no quinto andar. Agradeci porque finalmente teria paz para poder adiantar minha leitura, porém antes fomos surpreendidos por uma morena.
—Olá! — Violet sorriu — Parabéns pelo novo batedor.
—Parabéns vocês pela nova goleira — Klaus comentou.
Apenas sorri para ela de volta.
—Hum... Estou com fome e vocês? O que será que tem no jantar?
Dei de ombros e Klaus comentou:
—Tomara que tenhamos caldo de abóbora, estou realmente com vontade de comer algo assim!
—Eu só espero que não tenha nada a ver com amendoim — Ironizei, uma vê que sou alérgico a amendoim e não poderia de jeito nenhum me alimentar disso.
Violet riu do meu comentário e Klaus apenas balançou a cabeça negativamente enquanto sorria. Era bom estar com eles. Eu apreciava que nossa família e amigos fossem todos unidos, mesmo que eu fosse mais calado, passar o tempo com eles era algo especial e divertido, além de acarretar boas lembranças e nos deixar mais próximos, mesmo estando em casas e termos idades diferentes.
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