Notas iniciais
MIL MILHÕES DE DESCULPAS PELA DEMORA! Estou tão atarefada com a universidade que eu acabei por não conseguir postar antes! Desculpem algum erro, eu não tive tempo de revisar, mas eu fiz o possível para compensar vocês com um cap. bem maior e também com mais acontecimentos que desenvolverão a história! Espero muito que gostem e boa leitura!

Uma semana após os testes de quadribol havia se passado. A rotina de todos os alunos em Hogwarts se intensificara e a maior parte do tempo eles estavam estudando ou dentro de uma das salas de aulas. Especialmente, os estudantes do terceiro ano ao sétimo, aos quais tinham pelo menos mais duas aulas que os primeiranistas e segundanistas.

Durante os poucos intervalos ou tempos livres que porventura os jovens tinham, eles se divertiam com os amigos mais próximos e passavam um bom tempo com seus hobbies. Assim como, por exemplo, Frederich avançava a leitura em seus livros, na comunal da Ravenclaw, e Klaus escrevia sua música enquanto admirava através da janela algumas garotas da Gryffindor, que passavam o tempo caminhando e descansando à sombra, nos terrenos de Hogwarts, a maior parte do tempo.

Em um desses dias, exatamente uma semana depois da seleção dos novos jogadores, o loiro percebeu quão distante e inspirado o irmão mais velho estava. Ele desviou a atenção do livro, ao qual lia, e observara o moreno. Ele estava compenetrado com a paisagem através dos vidros da maior janela da comunal e poucas vezes desviava o olhar para seu caderno de musicas sobre o parapeito. Deslizava a pena sobre o papel delicadamente enquanto cantarolava, quase imperceptível, uma determinada melodia.

—E o garoto observava a garota que era a inspiração para suas canções e desejava que pudesse contar a ela como se sentia... — Comentou Freddie como se estivesse tirando as palavras de um de seus tantos livros, aos quais colecionava.

Klaus desviou a atenção para o irmão e levantou a sobrancelha direita quando notou, que o loiro não estava lendo e, sim, observando-o fixamente.

—O que foi isso?

—Ah, eu só estava descrevendo a sua situação.

—Achei que estava lendo.

—E eu estava — Freddie fechou o livro — Mas as vezes a realidade é mais impressionante e admirável do que a ficção — O loiro se aproximou e sentou ao lado do irmão — Porque você não fala com ela? Ficar apenas observando-a não vai mudar nada...

—E-eu não estou fazendo nada... Eu só estou compondo. Não tenho nada a dizer para ela.

Balancei a cabeça negativamente. O meu irmão podia ser o mais extrovertido, inteligente, criativo, porém com certeza não dava os devidos ouvidos aos seus próprios sentimentos. E eu precisava ajudá-lo. Ele precisava fazê-lo. Observei através da janela. Meus olhos foram de encontro com três garotas sentadas juntas. Elas estavam conversando animadamente uma com as outras. Eram ninguém mais do que nossas grandes amigas e irmãs Potter: Júlia, Jessie e Hazel. Me virei para ele, porém quando iria abrir a boca, o garoto me interrompeu e se levantou.

—Você devia voltar a ler... Acredite em mim, é muito mais interessante. E eu tenho aula de Estudo dos Trouxas daqui a meia hora — Disse e me deu as costas.

Observei-o até que desaparecesse para fora do corredor e voltei a prestar atenção nas irmãs. Entre as três estava a garota por quem meu irmão era apaixonado e ela precisava saber. Aposto que se soubesse, ela também sentiria o mesmo e a única coisa que eu gostaria era de ver meu irmão feliz. Suspirei. Então, apanhei novamente meu livro e voltei a ler.

Júlia Potter — POV's

Fechei os olhos e deixei com que a brisa leve beijasse meu rosto. Era tão boa a sensação de liberdade. E mais do que isso, passar os intervalos refrescantes do final do verão, do lado de fora do Castelo, junto com duas das minhas pessoas favoritas, era perfeito!

Abri os olhos e abracei as duas morenas, uma de cada lado. Elas sorriram para mim e retribuíram a minha demonstração de afeto. Sorri de volta e tratei a observá-las. Jess, obviamente estava com um grosso livro entre as mãos e estudava-o para os NIEM's com tamanha concentração, dessa vez era de Aritmancia. Enquanto, Hazel parecia realmente animada e analisava algumas de suas anotações da ultima aula que tivera.

—Ah, meninas! Foi incrível! Eu sabia que escolher Estudo do Trouxas seria a melhor opção! É tão interessante! — Haz abriu os lábios em um sorriso e nos estendeu seu caderno — Eu desenhei as fotos que a professora Kyler nos mostrou!

Eu não fazia ideia do que ela estava nos mostrando, nem tampouco Jessie. Uma vez que nós duas não havíamos optado por Estudo dos Trouxas no terceiro ano. Mas uma coisa, certamente, eu podia afirmar, não havia ninguém que desenhasse tão bem e com tanta paixão do que minha irmã mais nova. Ela era uma artista nata e, especialmente, quando se tratava de artefatos trouxas ela era a melhor para descrevê-los através de seus desenhos. O caderno dela era o mais bonito e decorado e tinha muito orgulho daquela pequena.

—Está tão lindo! — Exclamei admirada e analisei as páginas.

—Querem saber o que são? Nessa aula a prof nos mostrou algumas coisas antigas dos trouxas... Estamos estudando a história deles, quase como fazemos em História da Magia, mas só as partes diferentes, é claro.

Assenti para ela, embora não estivesse tão interessada. Eu me importava com minha irmã, porém não era como se o universo dos trouxas fossem fascinante para mim como era para ela, ou como fora para nosso falecido bisavô Arthur Weasley.

—Certo! — Exclamou animada.

Ela nos mostrou as duas folhas que usara para desenhar, mais uma vez, e deixou que tentássemos adivinhar por nós mesmos, no começo. Era alguma coisa que lembrava madeira, devido a coloração castanha e tinha a aparência de meia lua, porém um arco se erguia de uma das pontas e nele havia um longo tecido acinzentado.

No início não entendi do que se tratava, todavia dei atenção aos detalhes mais importantes como o vento envolvendo o tecido ou as idas batendo contra a madeira. Percebi naquele momento que se tratava de um meio de transporte trouxa.

—Isso é um barco. Foi um dos primeiros transportes trouxas. Antes do século XVI eles já existiam e são aquáticos, ou seja, usados sobre o mar ou o oceano.

—Bem legal.

Comentei, realmente achava interessante que eles usassem e criassem aqueles artefatos, todavia achava completamente desnecessário e uma perda de tempo. Era muito melhor e mais prático simplesmente aparatar.

—Ei! Jess! Pare de estudar um pouco!

A mais velha entre nós desviou o olhar de seu livro e nos encarou.

—Ah, desculpa... São mesmo lindos seus desenhos, Haz.

—Não se preocupe tanto com suas notas, sabe que vai se sair bem — Minha irmã abraçou-a apertado.

Observei-as e pude perceber que algo de diferente estava acontecendo. Jessie estava mais ansiosa do que o normal e nem ao menos estivera tão comunicativa e sincera como normalmente seria, ela estava mais para nervosa, o que era estranho porque ela quase nunca era assim. Ela parecia esconder algo e eu estava disposta a descobrir de qualquer maneira. Já Hazel continuava a mesma de sempre: inocente, criativa, viva e positiva, talvez ainda mais. Sorri ao observá-las, mas logo resolvi me interpor porque mesmo que as amasse excesso de afeto não era mesmo uma das minhas qualidades.

—Ei, ei! Ta legal, já ta ficando meloso demais — Coloquei minhas mãos nos ombros delas e as separei.

Ambas se entreolharam e sorriram uma para outra. Antes que pudesse entender o que aquela troca de olhares significava, as duas pularam sobre mim e me apertaram contra elas. Soltei um grito abafado entre aquele abraço e, todas em meio a risos, tentei afastá-las de mim.

Violet Carver — POV's

No final do dia, a maioria dos alunos do segundo ano para cima saíram em direção ao salão principal, inclusive eu e minhas amigas da Hufflepuff, uma vez que teríamos uma das aulas mais divertidas de Hogwarts: O Clube de Duelos.

Aquele sempre foi um dos momentos em que poderíamos mostrar do que éramos capazes e tudo que havíamos aprendido até então. Mesmo que alguns de nós não fossemos os melhores, como acontecia comigo, uma vez que havia sido criada como trouxa quase toda parte do tempo por ter um pai trouxa. Ao menos, eu nunca desistia e era por conta disso que sempre estava pronta para melhorar e havia conseguido até mesmo entrar para o time de quadribol.

Subimos as escadas do porão, que era a sala comunal da Hufflepuff, eu e minhas melhores amigas, e caminhamos juntas pelo saguão de entrada até o salão principal. Quando abrimos as portas nos deparamos com um enorme cômodo. Todas as mesas dos professores e das casas haviam sido removidas temporariamente e em seu lugar estava um palco ao fundo e um grande espaço, onde poderíamos nos dividir entre duplas e praticarmos.

Quase todos os alunos já havia chegado e inclusive o nosso professor de duelos, que também era o professor de feitiços, Gale Walik. Um homem por volta de seus 30 anos, cabelos loiros e um sorriso muito bonito. Ele deixava muitas meninas encantadas, embora fosse bem mais velho e tinha um ótimo talento para conjurar e ensinar feitiços e duelos.

Assim que nos aproximamos dele, abri um sorriso e acenei com a varinha em mãos. Ele retribuiu o aceno em nossa direção e se colocou sobre o palco de duelos. Levantou as mãos para que os burburinhos entre os estudantes cessassem e déssemos atenção a ele, exclusivamente.

—Boa noite, meus queridos! Mais um ano começa e hoje é nossa primeira aula de duelos desse ano. Gostaria de me apresentar para alguém que porventura não me conheça, sou Gale Walik e supervisionarei nossas aulas — Todos assentimos e ele continuou — Primeiramente, gostaria de separá-los em duplas. Para que possam duelar entre si e treinar, porém quero lembrá-los de que essa é apenas uma aula preparatória para possíveis momentos em suas vidas e que não somos inimigos, portanto não tenham a intenção de machucar ou ferir seus colegas, caso contrário serão suspensos das aulas de duelos pelo resto do ano.

Todos concordamos com o professor e, o mesmo, sorriu para nós e começou a dividir os alunos em duplas. Ele achava interessante que não ficássemos apenas com nossos amigos, por isso sempre nos distribuía a cada ano com estudantes de classes diferentes ou que não éramos tão próximos. Uma iniciativa interessante.

—Srta. Carver — Ele apontou para mim — Junto com Sr. Müller — Ele me mostrou um garoto alto do quinto ano.

Me dirigi até o meu parceiro e nos cumprimentamos antes de ficarmos de frente um para o outro. Gale continuou a nos dividir em duplas e tudo estava saindo em perfeita ordem, até o momento em que ele apontou para a prestigiada Lilith.

—Você vai ficar com... A Srta. Jordan.

Joanne entreabriu os lábios e encarou a loira fixamente, em seguida, cruzou os braços e se voltou para o professor.

—Não irei duelar com ela.

—Como? — O professor pareceu surpreso.

—Joey, o que ta fazendo? É só uma aula... — Jack sussurrou próximo a garota de cabelos coloridos.

—Foi o que eu disse. Não irei duelar contra ela.

—Mas estamos todos aqui para aprendemos... Ela será apenas sua parceira para treinarem... — Gale começou porém foi interrompido por Joey.

—Certo, então, não irei duelar. Ficarei apenas assistindo.

O homem arregalou os olhos. Jack balançou a cabeça indignado e Joanne deu um passo atrás e caminhou até a extremidade do salão, onde se sentou no chão e guardou a varinha. Lilith tomou a frente e desculpou-se.

—Me desculpe, Prof. Eu não queria esse incômodo... Podemos continuar. Eu não me importo de ficar com qualquer pessoa dessa sala.

—Muito bem. Obrigado, Lilith. Fique com Jack. Vamos começar, então.

O garoto moreno sorriu e quando Lily encarou em sua direção, ele piscou para ela e se aproximou. Me virei para o meu par e todos nós preparamos para começarmos a duelar, uma vez que o momento de distração acabara.

Como normalmente acontecia durante as primeiras aulas do ano, especialmente porque era a primeira vez dos segundanistas e para revermos o que sabíamos, começamos com algo simples como feitiços para desarmar e escudo. Meu parceiro foi primeiro. Ele apontou sua varinha em minha direção e mirou em minha mão direita, a qual segurava minha própria varinha.

—Expelliarmus!— Gritou com força e um flash de luz saiu da ponta de sua varinha em minha direção.

Rapidamente produzi um triângulo no ar com minha varinha e mentalizei-me escudo se formando em minha frente e me protegendo de todo e qualquer feitiço lançado pelo oponente.

—Protego!— Afirmei e o feitiço de Müller colidiu contra meu escudo e foi arremessado em sua direção, porém por pouco não foi de encontro a ele e, sim, ao chão.

—Muito bem — Ele sorriu para mim — Sua vez.

Assenti com a cabeça e respirei fundo, antes de levantar minha varinha e apontar em direção a dele. Produzi um movimento rápido na vertical e mentalizei um tapa na mão de Müller, que derrubaria sua varinha.

—Expelliarmus!

—O garoto fora rápido em desenhar um triângulo com sua varinha e gritar um "Protego" coma tamanha intensidade, que no momento em que meu feitiço atingiu seu escudo, ele foi ricocheteado em minha direção e não fui voraz o suficiente para me desviar, assim ele me atingiu em cheio e fez com que minha varinha voasse para longe e eu fosse derrubada no chão.

O garoto se aproximou de mim e estendeu a mão para me ajudar a me levantar. Apanhei sua mão e com um impulso em coloquei de pé, então, ele apontou a varinha em direção a minha rapidamente:

—Accio Varinha— O objeto de madeira voou em nossa direção e ele o panados e me estendeu — Bom trabalho — Sorri em sua direção e agradeci.

—Obrigada. Você também — Peguei minha varinha novamente.

Ele realmente merecia, pois havia sido ótimo. Ele conseguira produzir os feitiços com um ótimo efeito. Seria divertido trabalharmos juntos durante esse ano. Sorri para ele e, logo, Gale nos sugeriu outros feitiços e continuarmos treinando durante as duas horas de aulas que tínhamos.

Marie Weasley — POV's

No dia seguinte, após nossa aula de duelos, durante o café da manhã eis demais intervalos, aos quais normalmente estaria durante todo o tempo com minhas melhores amigas, Lary e Leny, eu havia passado bastante tempo sozinha ou apenas com Leny, uma vez que Lary ainda estava realmente chateada comigo e não queria que ficássemos juntas.

Na hora do almoço me sentei na mesa da Gryffindor e suspirei enquanto remexia em meu prato de salada de abóbora, cocha de frango e arroz. Estava realmente sem a menor vontade de comer. Ficar sozinha durante todo aquele tempo me fez sentir vergonha de mim mesma. Eu sentia que deveria simplesmente ter votado nela, qual era o problema? Mas naquele momento eu sentira que Max precisava de meu voto e, talvez, tivesse sido uma péssima amiga, mas eu sabia em quem deveria votar e ela precisava me respeitar. Podia ser que eu estivesse certa e ela deveria ao menos ter me ouvido, mas preferiu ficar sozinha e me esquecer completamente. Uma ótima tática porque me deixara muito magoada e me sentindo horrível, talvez até mais do que se ela tivesse gritado comigo.

Tomei um gole do meu suco e empurrei o prato para frente não querendo mais comer. Então, senti uma mão em meu ombro e depois escutei uma pessoa gritando. Aquela com certeza era a voz de Lary. Me virei e deparei com Leny, que estava atrás de mim e segurava com força o pulso da nossa amiga mais velha.

—O que foi?

—Me solta, Leny! Eu não quero falar com ela! — Lary bracejou e tentou se soltar, mas a garota de cabelos loiros nem se moveu.

—Não, até vocês se entenderem.

—Deixa ela, Leny — Comentei — Ta tudo bem. Além disso eu ainda tenho você.

Ela sorriu para mim.

—Claro que tem. Mas durante as refeições você sempre ficou com ela. Eu tenho que estar à mesa da Ravenclaw e vocês sempre estiveram juntas. Não esqueçam da amizade incrível que vocês tem.

Lary mordeu o lábio inferior e lançou um olhar de relance em minha direção. Sorri com os lábios fechados levemente para ela como se dissesse que sinto muito. Leny, então, apanhou minha mão também.

—E eu sei. Somos amigas desde sempre. Nossos pais e avós sempre foram amigos, afinal, minha avó Luna e sua avó Hermione sempre foram velhas amigas e lutaram juntas pela Armada de Dumbledore contra os comensais e inclusive o Lorde das Trevas. Elas nunca se separaram. Sempre estiveram juntas e, sei que sempre fomos assim também. Mas especialmente vocês.

Leny puxou nossas mãos para eque elas se tocassem. E dividiu o olhar entre mim e Lary.

—Vocês sempre foram tão unidas como se fossem irmãs. As irmãs que nunca tiveram. Isso as fazia ser quem eram e eu mesmo sendo amigas de vices, sempre tive um pouco de ciúmes por vê-las tão unidas e agora não posso deixar de me sentir triste por vê-las separadas. Vocês precisam uma da outra e eu preciso que fiquem juntas.

Lary me encarou e encarei-a de volta. Eu senti um enorme impulso de abraçar Leny por estar fazendo aquilo por nós. Eu queria tanto que minha amiga me perdoasse e que voltássemos a estar juntas. A loira de cabelos curtos suspirou e revirou os olhos, então, entrelaçou sua mão contra a minha. Retribui e sorri para ela.

—É esse olhar que me faz amá-las tanto. Vocês precisam estar juntas.

Lary me puxou e Leny soltou de nossas mãos. A loira mais velha me envolveu em seus braços e me abraçou. Sorri abertamente e a abracei ainda mais forte. Leny começou a bater palmas.

—Me perdoa, Lary? Não posso ficar sem você.

—É claro que sim. Eu também não vivo sem você.

Nos separamos e sorrimos uma para a outra, então, Leny nos abraçou pelos ombros.

—E estamos de volta! Uhuul! — Abraçamos-a também.

—Só me prometa uma coisa.

—Qualquer coisa — Olhei para ela.

—Da próxima vez vai ficar do meu lado.

—Eu sempre estou do seu lado, mesmo que não perceba.

—Todas sempre estamos — Leny enfatizou.

Rimos e nos abraçamos. Todas as três bem apertado, antes de nos separarmos para voltarmos a nossas mesas e terminamos de almoçar. Dessa vez, eu e Lary sentadas uma ao lado da outra e rindo enquanto comíamos juntas.

Brendan Scamander — POV's

Após o almoço, todos nos dirigimos para nossas respectivas aulas. No caso, eu, Klaus e Jessie, os mais velhos, caminhamos até o pátio de transfiguração juntos. Tivemos uma aula bastante prática. Apenas feitiços, no caso tivemos alguns testes de vários tipos de transfigurações para podermos ser "pré" avaliados pela professora mais temida e ranzinza de Hogwarts, porém também a mais bonita, Madelyn. Ela estava ainda mais rígida esse ano, uma vez que faríamos os NIEM's e ela mesma afirmou que dificultaria ainda mais nossas vidas esse ano para que estivéssemos prontos para as provas em junho.

Foi uma tarde bastante longa. Especialmente porque Madelyn era com certeza o tipo de professora que criticava qualquer coisa que tivéssemos feito de errado, até mesmo nossa postura, que nem tinha realmente a ver com a eficácia do feitiço.

—Sr. Scamander! — Ela parou a minha frente quando estava praticando transformar um coelho em uma cartola, um dos feitiços mais irônicos se querem saber — A postura! Não vai querer parecer corcunda vai? Você está entortando toda a sua coluna!

Respirei fundo e estiquei as costas como ela bem mandara, porém acabei me desconcentrando e, como Transfiguração é uma matéria que requer bastante concentração e mentalização, acabei por transformar o coelhinho em uma cartola, porém uma cartola branca e com orelhas grandes e pontudas.

—Que horror, Sr. Scamander! Você está no último ano! Já deveria ter dominado esse feitiço há séculos! Se endireite e tente novamente!

Levantei o olhar para a mulher loira a minha frente. Ela prendeu os cabelos em um coque frouxo e deslizou a ponta da longa manga de seu vestido de veludo vermelho, assim, apontou para a minha cartola orelhuda e a transformou de volta em um perfeito coelhinho.

—Vamos! Não temos o dia todo!

Suspirei e me preparei para realizar o feitiço. Madelyn não saiu da minha frente até que eu tivesse conseguido me concentrar o suficiente para mentalizar todo o processo e murmurar as palavras corretamente, dessa forma, dando origem a uma perfeita cartola preta, sem orelhas dessa vez.

—Muito bem. Lembre-se, concentração em primeiro lugar!

A mulher disse e assenti com a cabeça, para finalmente ela continuar a sua caminhada pelo pátio a examinar os demais estudantes. Quando ela parou a frente de Klaus e colocou as duas mãos na cintura e balançou a cabeça indignada, me virei para Jessie que estava dois colegas a minha esquerda.

A morena me encarou de volta. Coloquei as duas mãos na cintura e balancei a cabeça com a postura ereta e fazendo bico exatamente como nossa professora. Jess tapou a boca e riu baixinho da minha imitação, então acabou atraindo a atenção de Madelyn que foi até ela.

—O que foi, Srta. Potter? Qual é a graça? Acha que tem o direito de rir a hora que quiser ao invés de prestar atenção na aula, simplesmente porque é uma Potter?

—Não... — Jess abaixou a cabeça com um filete de sorriso ainda dentre os lábios.

—Não o que?

—Não, senhora professora. Me desculpe.

Madelyn concordou e deu meia volta. Jess suspirou aliviada e olhou de relance em minha direção. Quando percebeu que eu ainda estava encarando-a revirou os olhos em direção a professora e concordei mentalmente. Era realmente entediante as aulas de transfiguração especialmente porque tínhamos a professora mais impaciente e crítica da história dos professores, às vezes eu simplesmente achava que ela era assim porque era mal amada, sabem, ela nunca falava de sua família e não tinha amizade nem mesmo entre os funcionários de Hogwarts e não era casada, nem tão pouco tinha um namorado, ao menos pelo que sabíamos.

~•~

Quando nossa aula acabou já estava anoitecendo e meu estômago roncava. Eu apenas havia comido no almoço e já estava realmente faminto. Caminhei em direção do salão principal, enquanto sonhava com um pão de alho ou algum bolinho para saciar da minha fome.

No momento em que adentrei o salão e caminhei até a mesa da Gryffindor pude perceber que poucos alunos estavam no local, uma vez que normalmente apenas no café da manhã, almoço, jantar e ocasiões especiais era que realmente víamos aquele lugar repleto de estudantes.

Me sentei à mesa e apanhei um pãozinho de alho, quando um barulho roubou minha atenção. Vinha da mesa da Slytherin. Uma garota de longos cabelos loiros havia acabado de se esbarrar com um outra garota morena. Ambas se fuzilavam com os olhos e a bebida da menor havia sido derrubada em suas vestes. Acabei por percebe que se tratavam de ninguém mais que a rainha Lilith e a rebelde Joey.

—O que você pensa que está fazendo? — A morena aturou as palavras sobre a loira.

—Ah... Me desculpe, eu estava tão distraída... — Lily respondeu ponderando a voz.

Joanne amassou o bolinho que continha dentre as mãos, com tamanha raiva e se aproximou da garota. Ela apanhou a varinha de dentro das vestes e deu um passo adiante quando um garoto moreno, que antes estava sentado ao seu lado, se levantou e se prontificou entre as duas. Era Jack, o primo de Joey.

—Joey, ela se desculpou, porque ta fazendo isso?

—Me solta, Jack! — Joanne empurrou a mão do garoto que estava segurando em seu pulso para longe.

—Jack, não precisa... Nós sabemos que Joey não vai fazer nada. Ela não tem coragem de desafiar alguém como eu, nem mesmo no clube de duelos — Lilith encarou a garota, embora sua voz ainda estivesse calma, era tão controlada como se estivesse esforçando para mantê-la daquela forma.

—Como ousa! Você fez de propósito!

—Joey! Calma! — Jack tentou segurar a prima mais uma vez, porém ela o empurrou da sua frente.

—Se você tentar me impedir mais uma vez, eu não vou mais tomar cuidado com você! — A garota de cabelos coloridos se virou para Lily — E você, se acha realmente bonita e adorada como uma rainha, não é? Vamos ver como você se sai lutando como uma guerreira!

Joanne apontou a varinha com precisão na frente da loira e Lilith, pela primeira vez, pareceu verdadeiramente surpresa. Ela nunca havia sido desafiada antes, não que eu me lembre, nem mesmo por alguém tão temperamental quanto Joey e essa com certeza era sua única inimiga, se é que podemos chamá-las assim. Rivais.

Jack pareceu bastante confuso. Ele não sabia o que fazer, se entrava na frente delas mais uma vez, ou se apanhas assistia e deixava acontecer. Ele dividiu o olhar de uma a outra rapidamente, enquanto Joey continuava a desafiar a loira, que depois de alguns segundos refletindo, acabou por perceber que o que a garota dizia era sério e, portanto, apanhou sua varinha de dentro das vestes também e apontou contra a da morena.

Joguei o restante do pão de alho dentro da boca de uma vez, me levantei e sai apressado em direção às portas, que davam para o saguão de entrada. Escancarei-as com tanta agilidade que todos aos quais desciam ou subiam as escadas ou simplesmente passavam no corredor se voltaram para mim, assim que escutaram o barulho. Me prontifiquei e ainda com a boca cheia de pão, exclamei:

—Duelo! Rápido! Duelo no salão principal! — Engoli o restante do alimento e me virei para guiar o pessoal, que me seguiu curioso até onde as meninas estavam.

Quando encarei-as, ambas estavam com as varinhas estendidas uma contra a outra. Lilith parecia levemente confusa e incrédula, enquanto Joanne apenas mantinha o olhar fixo e a postura.

Senti uma mão em meu ombro e quando olhei de relance, me deparei com um dos meus melhores amigos, embora mais jovem. O maroto e hiperativo, Maxwell. Ele parecia ter corrido um longo período até aqui e tomava o fôlego.

—Eu te escutei das escadas do terceiro andar e desci o mais rápido que pude... O que disse?

—Duelo! Lilith e Joey estão duelando!

O garoto arregalou os olhos e as encarou do outro lado do salão. Jack mantinha-se um pouco afastado e mordia o lábio inferior, preocupado com o deveria fazer.

—Ótimo! Quer apostar? — Max levantou a sobrancelha.

Assenti animado com a cabeça e ele continuou:

—Aposto 10 sicles na bela da Lily! Ninguém nunca ganhou dela antes!

Isso realmente era verdade. Lilith era uma das garotas mais disciplinadas e ela havia nascido com um dom incrível para magia, era quase impossível vencê-la, ao menos não conhecíamos alguém que carregasse esse fardo.

—Tudo bem... — Suspirei, era quase certo que perderia — Aposto na Joey.

Apertamos nossas mãos uma contra a outra com força e sorrimos, antes de voltarmos nossa atenção para as meninas.

—Ande! Não tenho medo de você, Abelha Rainha! — Joey desviou o olhar em nossa direção e apontou com o braço livre — Aproveite que todos os seus súditos vieram assisti-la!

Lily nos encarou também e respirou fundo, em seguida guardou sua varinha dentro das vestes novamente e franziu o cenho. Ela fuzilava Joey.

—Vai desistir? — A morena debochou.

A loira apenas levantou os lábios em um pequenino sorriso e levantou as mãos. Ela produziu alguns movimentos circulares, que fizeram com que todos encarássemos-a completamente curiosos. Era como se das mãos de Lily fluísse algum tipo de magia que não precisasse ser usada através de uma varinha. Aos poucos um pequeno redemoinho de vento começou a se formar a partir de seus movimentos e Joey arregalou os olhos surpresa.

—Se você realmente quer me desafiar... Se é batalha que você quer, é uma batalha que você vai ter!

Lilith empurrou com as mãos e toda a força que tinha. Ela inclinou-se para a frente e dividiu o peso do corpo nas pontas dos pés enquanto empurrava todo o vendo forte para cima de Joanne. Primeiramente, as mechas cor de rosa do cabelo dela flutuaram para trás com a brisa, em seguida, ela foi lançada para trás com a força do ar e apenas teve tempo de soltar um grito abafado antes de cair de costas no chão gélido do salão principal. Seu corpo estremeceu, porém com toda a força que ela ainda mantinha, continuava agarrada a sua varinha, na mão direita.

Lilith deu de ombros quando a garota permaneceu deitada e respirava rapidamente. Com certeza, ela seria dores por todo o corpo. A queda fora muito forte. Ela fora lançada quatro metros de distância de onde estava desafiando Lily. Todos estávamos realmente surpresos, muitos não sabíamos que ela possuía aquele dom. Ela podia controlar os quatro elementos e aquilo com certeza era bastante raro é uma dádiva. A loira suspirou vitoriosa e se virou para todos nós. Ela colocou as mãos delicadamente ao lado do corpo e abriu os lábios:

—É que fique bem claro, que é isso que acontece com alguém que desafie Lilith! — Assim, a garota antes tão doce, agora estava ameaçadora e seu olhar parecia sombrio, embora ainda muito azul e magnífico.

Lancei um olhar em direção de Maxwell e revirei os olhos, quando pensei nos sicles que perderia por ter apostado com ele. O maroto abriu os lábios em um sorriso e estendeu a mão em minha direção. Coloquei a mão dentro das vestes à procura de algum dinheiro, quando um barulho cativou nossa atenção.

Joanne havia se levantado, embora mancasse um pouco. Ela bufou em direção a Lilith e com a varinha ainda apertada entre a mão apontou-a decididamente em direção a loira. Ela caminhou o mais apressada que pode, embora mancasse levemente. A loira estava de costas e ainda encarava todos que vieram assisti-las. Joey reuniu e jogou as palavras sobre ela:

—E é isso que acontece com quem se mete no caminho de Joanne Jordan!

Lily entreabriu a boca milímetros apenas e, no instante, em que pensou em se virar, Joey precisamente lançou-lhe o feitiço e apenas murmurou com força:

—Crinistracto!

Não tendo tempo de revidar, Lily foi atingida em cheio. O feitiço de Joey produziu um puxão invisível, porém forte de cabelo na loira, que por conta da grande concentração da morena durou alguns minutos. Ela fez uma careta e colocou a mão sobre a cabeça, enquanto gemia baixinho. O salão inteiro explodiu em risos, inclusive nós. Ninguém nunca havia visto alguém que tivesse usado aquele tipo de feitiço e na frente de boa parte da escola. Lilith estava realmente humilhada, ela se virou para Joanne, que sorria com os braços, agora, cruzados.

—Sua... — Ela não terminou a frase, mas encarou todos que riam dela severamente e marcou com seus olhos um por um, antes de dar meia volta e disparar correndo em direção a saída do salão principal.

Olhei para Max e sorri. Estendi minha mão orgulho por ter vencido a aposta e, o moreno, suspirou indignado antes de jogar os 10 sicles sobre a minha mão.

—Ótima aposta! — Brinquei.

—Não acredito que Lilith perdeu!

—Até mesmo as rainhas podem perder a coroa.

Debochei e o garoto revirou os olhos enquanto voltamos a rir. Havia sido realmente engraçado ver aquele duelo. Momentos como aquele eram do que faziam Hogwarts o melhor lugar e sem dúvida, sentiria bastante falta quando tivesse que deixá-la no ano seguinte.

Lilith Saphire Noble — POV's

Deixei o salão principal e não parei de correr até chegar ao banheiro do terceiro andar. Fechei a porta com força atrás de mim e cerrei os punhos. Meus olhos estavam marejados, mas eu não queria chorar, qualquer vestígio de sentimento me deixaria fraca e eu tinha que permanecer forte.

Eu sentia raiva de Joey, por ela ter conseguido me vencer, algo que nunca me ocorrera antes em todos os anos que estudei em Hogwarts. Eu sempre fui amada e admirada por todos os alunos e também os professores e agora aquela garota de cabelos coloridos, 'a ovelha negra' da família Weasley, interferiu em meu caminho! Ela me humilhou na frente de todos e me deixou profundamente magoada.

Tive vontade de quebrar alguma coisa para extravasar todo o ódio que estava sentindo. Contudo apenas escurei na porta e fechei os olhos com força. Eu conseguia rever todos os alunos rindo e debochando de mim. Eles não estavam me admirando e sim me humilhando. Eles admiraram a audácia de Joey! E como ela foi audaciosa em me atacar! Ela não poderia imaginar com quem estava se metendo... Mesmo com meus poderes maiores do que todos no Castelo, ela não poderia imaginar que estava entrando em um túnel frio e escuro... Ela não deveria ter me desafiado. Agora, não descansarei até mostrar quem é o quão poderosa eu realmente sou, a todos eles.

Senti as lágrimas afogar meus olhos e as risadas dos alunos ecoaram em minha mente. Respirei fundo, porém elas foram ligeiras demais e rolaram, quentes e molhadas, por minha face. Funguei profundamente e apertei ainda mais os punhos. Cerrei os dentes e apertei os olhos, para logo, abri-los novamente e me controlar para que não chorasse. Eu sou mais forte do que isso. Muito mais.

—Qual o problema em chorar? — Escutei uma voz melancólica advinda de algum lugar no banheiro — Eles não irão te ouvir mesmo... Eles nunca ouvem... — Ela se lamentava.

Franzi o cenho um pouco confusa, quando de um dos box, ela surgiu. Era uma garota, mais ou menos da minha idade. Ela possuía cabelos escuros e carregava um olhar de profunda tristeza. Era quase como se ela afogasse aos poucos em suas próprias lágrimas, a não ser pelo fato de que já estava morta. Era uma fantasma.

Olhei em minha volta e me deparei com o banheiro deserto. Suspirei. Estava tão preocupada em desaparecer da vista de todos que não reparei onde estava entrando, mas agora conseguia me lembrar bem do porque aquele banheiro não era frequentado normalmente, pois ninguém gostava de ter que aguentar aos lamentos daquela garota. Esse era o Banheiro da Murta que Geme.

—Eles maltrataram você? Eles riram de você? Eles sempre me atacam! Eles acham que não podem nos machucar, mas na verdade eles nos destroem por dentro! — A jovem soluçava enquanto dizia.

Revirei os olhos. Eu, assim como os outros, não estava disposta a ouvir as reclamações de uma fantasma. Me levantei e a encarei com toda a raiva que ainda carregava em meus punhos.

—Vá embora! Eu quero ficar sozinha! Anda, vá! — Exclamei de modo imperativo.

Murta arregalou seus olhos frios e sem brilho e entreabriu levemente a boca. Ela parecia arrasada com o modo como a tratei, porém não era como se me importasse. Ela estava realmente me atrapalhando e me deixando ainda pior.

—Pois fique sozinha! — Ela deu as costas para mim e saiu aos prantos — Ninguém gosta de mim..... Mas é claro, eu sou a Murta que Geme..... Só sirvo para servir de brincadeira... — Enquanto chorava, a garota voltou ao seu box e simplesmente mergulhou e desapareceu pelo vaso sanitário.

Dei de ombros, ao menos estava finalmente sozinha. Não tinha mais ninguém para me atrapalhar ou rir de mim. Me virei a procura de um espelho enquanto mordia o lábio inferior ainda nervosa, quando me deparei com uma velha pia. Ela estava quebrada e tinha um certo aspecto de que fora construída quando a escola fora fundada, centenas de anos atrás, pois como a maioria das coisas em Hogwarts, era bastante antiga e lembravam os fundadores.

Passeei os olhos por toda a pia branca a procura de algum sinal que, como dito, remetesse a um dos criadores. Alguns segundos e meus olhos foram cativados para um desenho bastante familiar. E foi naquele momento que tudo fez sentido. Meus punhos se afrouxaram e levantei os lábios em um pequeno sorriso: aquela era a antiga porta para a Câmera Secreta de Slytherin, o fundador da minha casa!

Logicamente, não havia mais um perigo eminente caso fosse aberta, porque o "amado menino que sobreviveu" matou o brasílico e destruiu a orcrux que trouxera a lembrança do Lorde das Trevas de volta à vida, ainda assim era incrível que ainda permanecesse ali. Embora soubesse que estaria vazia, algo dentro de mim clamava por ela. Era quase como se eu pudesse ouvir o som das paredes chamando o meu nome.

Respirei fundo e me concentrei no pequeno desenho de uma serpente, o símbolo da minha casa e me lembrei de como seria capaz de abri-la. Somente um verdadeiro herdeiro de Salazar poderia fazê-lo. Fixei o olhar no animal e com toda a herança que percorria em minhas veias disse em tom forte e ofidioglossia:

—Abra! Por Slytherin, abra!

Um estrondo e o chão tremeu, antes de que um portal se erguesse diante de mim. Estava encantada de que ainda funcionasse. Sem pensar duas vezes me joguei dentro da passagem, empoeirada e coberta de teias de aranha, porém não me importei e desci escorregando até o subsolo.

No instante em que pousei, senti o quanto aquele lugar estava deserto, bem mais do que o banheiro que a pouco estava. As paredes e o chão eram úmidos. Apesar de não ventar, o ar era frio e senti meu corpo estremecer, entretanto não tratei de me aquecer e apenas continuei andando e inspecionando todo o local. O silêncio imperava e apenas o som de meus passos ecoava várias vezes na câmara vazia.

Passei por algumas pilastras, sem deixar de perceber a longa camada velha e em decomposição de uma enorme pele que antes pertencera a uma grande cobra, ou melhor se referindo, ao basilisco. Ainda caminhando observei impressionada, até que minha passagem fora impedida por uma barreira de pedras, que provavelmente estavam ali devido a um desmoronamento de uma parede há muitos anos, quando Harry Potter entrara para salvar sua doce Ginny Weasley e deter Voldemort.

Desviei daquele caminho e parti para a direita, contornando o que eu conseguisse para continuar andando, quando acabei por enfiar o pé em vão, entre duas pedras, e ser jogada para a frente. Apanhei minha varinha, que caíra no chão ao meu lado e segurei-a em minha frente com firmeza:

—Droga, por Slytherin! Que droga!

Me certifiquei de que não havia machucado, porém a única coisa que acontecera fora sujar um pouco as vestes no chão úmido e empoeirado, quando um barulho roubou minha atenção e levantei o olhar para a parede vazia a minha frente. Aos poucos ela começou a se dividir em duas e a se afastar, abrindo assim uma passagem entre elas.

Encarei o lugar perplexa e admirada. Deslizei o olhar por todo o local. Não havia percebido que xingara em voz alta e em ofidioglossia enquanto segurava minha varinha em direção à parede, todavia acabei abrindo um portal, que parecia tão ou mais velho e empoeirado quanto à Câmara.

Deixei com que um sorriso brotasse dentre meus lábios e me aproximei sentindo a curiosidade tomar conta de meu corpo. Era como se eu tivesse acabado de abrir uma Sala Secreta dentro da Câmara Secreta e estava prestes a descobrir.

Notas finais
POSTO O MAIS BREVE POSSÍVEL! Mas uma vez desculpem a demora, não demorarei tanto assim, ao menos espero. E apenas 3 dos personagens principais não apareceram mais uma vez, porque fica difícil conciliar para todos os 15 e ainda coadjuvantes em um só cap. mas eles aparecerão no próximo, não vou deixar os principais sem aparecer muito não, prometo! Comentem por favor..... O que estão achando? XOXO