Notas iniciais
Desculpem os erros e a demora, não estou com tempo para revisar, então, me desculpem, mas espero muito que gostem desse cap, que foi o maior até agora e mais desenvolvido do que os outros, que foram mais para apresentações do que desenvolvimento da história... Boa leitura!

O dia amanheceu brilhante pela luz forte do sol, completamente inato de nuvens e coberto por uma fina camada de orvalho. Um raio de luz ultrapassou dentre as cortinas vermelhas de uma janela no dormitório feminino do primeiro ano da Gryffindor e iluminou o rosto travesso de uma garota morena que estava enrolada em seu cobertor na cama de colunas, com as cortinas abertas.

Patrícia abriu lentamente os olhos e encarou o teto. Ela dormira tão rapidamente na noite anterior que nem se dera tempo de prestar atenção na sua comunal, uma vez que a viagem foi completamente exaustiva e o excelente banquete contribuiu para que o sono viessem com tudo. Assim a menina começou a vasculhar o dormitório com os olhos e quanto suas companheiras de quarto dormiam.

Logo, elas teriam sua primeira aula, por isso não tardou para que a marota saltasse da cama e começasse a se trocar, colocando as vestes da Gryffindor e, em seguida, se virando para a cama em frente, onde sua prima descansava afundada em meio aos lençóis vermelhos.

Pati abriu um enorme sorriso dentre os lábios e levantou as sobrancelhas. Acabara de ter uma ideia. Com o objetivo de acordar Malina, a garota pulou em cima da cama da prima e se jogou sobre ela.

—Ai! — Mal resmungou e tentou empurrar Tiça de cima de si — Pati! Sai de cima de mim!

A prima começou a rir freneticamente e recebeu um empurrar de Malina, que saiu de baixo da garota e se espreguiçou antes de começar a se arrumar.

—Que aula temos agora? — Perguntou enquanto colocava os sapatos.

—Transfiguração.

—Uau, bastante informada, hein Pati?

—Estou tão animada! — Exclamou e deu um salto enquanto sorria.

Malina soltou uma leve risadinha ao notar a completa animação da prima e ambas acabaram por fazer com que a outra garota em seu dormitório acordasse e resmungasse.

—Opa... Foi mal... — Mal se desculpou e sorriu amarelo em direção da menina.

A loira de cabelos encaracolados encarou as duas morenas a sua frente e abriu a boca em um grande bocejo antes de se jogar na cama novamente.

—Só acho que talvez queira saber que a aula começa em alguns minutos — Disse Patrícia com total segurança das palavras.

A menina colocou o travesseiro sobre a cabeça para abafar qualquer luz ou som que viesse até ela e em seguida se levantou sonolenta. Patricia e Malina pegaram suas mochilas com os materiais necessários para cada uma das aulas do dia e saíram saltitantes pelo salão comunal a fora enquanto dirigiam-se até a sala de Transfiguração antes que pudessem se atrasar.

~•~

Patrícia Ginevra Potter — POV's

No momento em que chegamos na sala de aula, logo avistamos vários alunos caminhando na mesma direção que a nossa, mas nenhum deles era o meu irmão.

—Você viu o Tom?

Malina negou com a cabeça enquanto passávamos pela porta e nos deparávamos com carteiras duplas, ou seja, teríamos que nos sentarmos com um colega, o que me faria ter que fazer a decisão mais difícil que poderia fazer, ao menos naquele instante. Eu teria que escolher entre sentar com o meu irmão indefeso e tão amável, ele sente têm dificuldades de se enturmar e precisa de alguém como eu para protegê-lo. Ou sentar com a minha melhor amiga e prima favorita, que é extremamente faminta e divertida, ela tem uma criatividade imensa – que as vezes faz com que ela seja demasiadamente sonhadora – e não consegue ficar parada, por isso ele precisa de mim para poder acalmá-la e fazê-la levar as coisas a sério e voltar para realidade.

Encarei a professora enquanto parada no meio da sala. Os demais alunos foram se sentando aos poucos e eu permaneci tentando me decidir e entre duas das pessoas mais importantes para mim. A mulher estática apoiada em uma mesa de madeira antiga e usando óculos passeou os olhos por toda a sala antes de abriu a boca e começar a falar:

—Bom dia crianças, sejam bem vinda ao seu primeiro ano em Hogwarts! Sou Madelyn Froyer, professora de Transfiguração e diretora da casa da Ravenclaw. Espero muitíssimo que nos demos bem esse ano. Eu serei bastante amiga de todos vocês caso também sejam comigo senão infelizmente terei que tomar as devidas providências. E eu aprecio muito quem tem participação na minha aula, mas para isso levantem a mão ou respondam quando forem chamados... — A mulher envolveu os cabelos loiros em um coque frouxo e encarou a única menina ainda não sentada, ou melhor, eu — Srta... — Ela pareceu me examinar, por isso sorri amarelo e a respondi.

—Potter.

—Hum, uma típica Potter, a senhorita é, se me permite dizer. Mas acho que seu avô já causou problemas demais em Hogwarts, a senhorita não vai querer causar também especificamente no primeiro dia, estou certa? — A professora abaixou um pouco os óculos para que pudesse me encarar melhor com seus olhos azuis penetrantes e assento com a cabeça.

Não seria bom que minha mãe recebesse uma carta da direção da escola informando sobre mim logo no meu primeiro dia. Ela surraria, literalmente! E eu não quero ser a primeira aluna a receber um berrador no café da manhã. Seria completamente desastroso.

Observei que Malina estava acenando para que me sentasse ao seu lado, por isso caminhei até ela e me joguei na cadeira, enquanto me virava a procura de meu irmão em algum lugar da sala. Depois de observar toda a minha fileira e começar com a do lado, acabei por notá-lo. Ele estava sentado juntamente de um garoto que usava as vestes da Hufflepuff assim como ele.

Entreabri a boca levemente. Me senti quase como traída. Ele nem sequer me avisara que sentaria com aquele menino. De certa forma, não sei ao certo o porque, senti ciúmes de vê-lo com um possível amigo, uma vez que antes ele sempre contava comigo e parecia se sentir protegido quando estava comigo. Ele nunca teve muitos amigos e eu devia estar feliz por ele talvez estar começando a me enturmar. Me senti mal por não pensar assim.

—Bem, alunos, saibam que eu apenas tolero faltas com uma justificativa plausível e também tenho algo de extrema importância para lhes dizer: todos os dias teremos tarefa, ou seja, eu lhes passarei um dever relacionado a matéria do dia e teremos trabalhos avaliativos. Espero realmente que suas notas sejam maiores que Excede as Expetativas.

A professora calou-se por um tempo e nos encarou. Todos assentimos. Revirei os olhos e me virei para Malina totalmente inconformada.

—Qual é a dessa professora?

—Não sei... Talvez rígida?

Madelyn parou ao lado de nossa carteira e nos fuzilou diretamente com o olhar.

—E eu também não permito conversas dispersas que atrapalhem a aula.

~•~

Hazel Potter — POV's

Assim que o primeiro intervalo de aulas do terceiro ano começou, caminhei até a sala comunal da Gryffindor para guardar meu material e acabei por encontrar duas das pessoas que mais amo no mundo. Jessie e Júlia, minhas irmãs mais velhas e queridas.

Elas estavam conversando e não pareceram me notar, por isso caminhei até elas por trás e quando estava a uma distância aceitável pulei em suas costas e as abracei pelos pescoços. A morena ao me notar, me abraçou ainda mais forte e a ruiva como susto se distanciou.

—Ah, é você Haz!

—Quem mais seria? — Perguntei enquanto abraçada a minha irmão mais velha.

—Sei lá... Só não gosto tanto de suspensas...

—Calma, foi só um gesto de dizer que te amo — Me distanciei de Jess e aberrei as bochechas de Jú.

A mais velha dentre nós, que estava segurando alguns livros grossos de astronomia e feitiços se colocou à frente e nos chamou com um aceno de cabeça.

—Vamos dar uma volta. Daqui a pouco é hora do almoço e mais tarde terei muitas aulas e já quero ficar adiantada porque esse ano terei os NIEM's e tenho que me sair bem.

—Relaxa Jess, você é ótima! Conseguiu até ser monitora! A primeira da nossa família! E talvez... A única — Brinquei e coloquei a mão em seu ombro para tranquiliza-la.

—Ei! Acha que não sou capaz de ser monitora? — Bracejou Júlia me dando um empurrãozinho.

Dei de ombros, no mesmo momento, em que a garota de cabelos negros e levemente bagunçados, que lembravam perfeitamente os cabelos de nosso pai e nosso avô, abriu o buraco do Quadra da Mulher Gorda na parede e deslizou para os corredores do sétimo andar.

—Você quem está dizendo, não eu.

Jú revirou os olhos e cruzou os braços contra o corpo enquanto caminhava ao nosso lado. Entrelacei o meu braço no de Jessie e tentei alcançar o de Júlia também, porém ela se desvencilhou visivelmente chateada. Me senti mal por ter feito aquele tipo de brincadeira. Eu não gostava mesmo de ver meus amigos tristes, ainda mais se eram minhas irmãs. Elas eram uma parte de mim. Era como se fôssemos metade uma das outras e eu não queria que elas ficassem mal, mesmo que por uma brincadeira inocente.

—Não fica assim Jú. Você tem tanta capacidade que nem imagina — Pisquei para ela e estendi minha mão — E o seu sorriso é lindo, então, rate de sorrir, está bem?

A garota ruiva levantou os olhos em minha direção e levemente abriu os lábios em um sorriso sincero. Ela estendeu a mão e a envolveu contra a minha. Assim, caminhamos por os grandes lances de escadas até o térreo juntas, enquanto conversávamos animadamente.

Jessie nos guiou por todo o saguão de entrada até passarmos pela enorme porta de entrada do castelo e sairmos pela grama aparada e verde pelos terrenos de Hogwarts a fora. Como era setembro, final do verão, o sol explodia por todo o campo e nos iluminada a medida que andávamos em direção ao lago negro.

Provavelmente, Jess estava nos levando para lá porque era um lugar calmo e tranquilo para estudar e conversar. Ela realmente estava preocupada com as notas desse ano. Esse seria o seu último ano e ela precisaria de tirar um O em todos os NIEM's possíveis para poder engraçar nos estudos da carreira que ela tanto almejava. Eu conseguia perceber o quanto aquilo deixava-a ansiosa e eu apenas torcia por ela e sabia que ela conseguiria.

Deitei minha cabeça em seu ombro, uma vez que ela era bem mais alta que eu e possibilitava que eu o fizesse sem muitos esforços. Jess sorriu para mim e abaixou a cabeça sobre a minha enquanto andávamos. Aos poucos fomos nos aproximando da grande árvore, bastante disputada pelos estudantes. Ela permitia que tivéssemos a quantidade adequada de sombra, raios solares, brisa e ainda trazia, quase como que de brinde, uma visão maravilhosa da superfície do lago e de pássaros sobrevoando a água e os galhos das árvores, que contornavam-o.

Amávamos passar algum tempo juntas naquele lugar. Era bastante aconchegante. Tanto que quando percebemos que já estava ocupado, paramos de andar desapontadas.

—Oh... Não é possível — Suspirou Júlia.

Concordei com ela mentalmente. Contudo foi naquele exato momento que percebi que a sombra da árvore não estava simplesmente ocupada, quem estavam lá eram dois de nossos amigos. Ambos morenos e consideravelmente altos. Um deles estava segurando um violão contra o colo e tocava alguma coisa enquanto encarava um caderno aberto sobre a grama. O outro estava observando-o e batucando ao ritmo da música, com as mãos, mas cochas. Sorri ao vê-los juntos. Eles eram bastante amigos, tanto quanto eu e minhas irmãs.

—Melhor voltarmos, vamos meninas — Jessie se virou e começou a nos arrastar de volta ao castelo, mas parei e a encarei surpresa.

—Porque? Não é como se eles fossem estranhos. Ainda podemos ficar lá, são apenas Klaus e Brendan.

—N-não... Não é a mesma coisa... Vamos volta — Jessie parecia realmente nervosa, nunca a vira assim antes.

Franzi o cenho em sua direção confusa e pensativa. A morena tornou a tentar nos tirar dali a todo custo, porém me soltei dela e puxei Júlia junto de mim. Jess puxou-a de volta e permanecemos por alguma tempo disputando a nossa irmã do meio, que começou a ficar tonta e puxou as mãos para longe de nós.

—Parem! Estão em machucando! — Jú gritou e deu um passo para trás — Se decidam!

Provavelmente pelo tom alto de sua voz, ambos garotos sob a árvore olhando em nossa direção e nos notaram. Assim, Brendan sorriu e nos chamou com um aceno de sua mão. Sorri para eles e entrelacei meu braço no de Jú enquanto caminhava em até eles junto da minha irmã. Jessie parecia nervosa. Ela devia estar decidindo se voltava rapidamente ao castelo ou se nos seguia, depois de algum tempo gastando os neurônios, caminhou lentamente em frente.

—Olá, meninas — Klaus nos cumprimentou e parou de tocar o violão — Tudo bem?

—Estamos bem. Graças a Deus não temos mais nenhuma aula por agora. Senão eu surtaria! Não aguento mais essa pressão... — Júlia comentou e se jogou no chão ao lado de Klaus.

—Mas você ainda está no sexto ano — O garoto comentou de volta.

—Isso não quer dizer nada. A preocupação de Jessie com os NIEM's é contagiosa! Não posso mais ver aquele monte de livros que ela anda carregando por aí!

Todos nós três começamos a rir da única ruiva que estava em nosso meio. Logo, Jess nos alcançou e segurou firme os três livros em seus braços. Brendan e Klaus cumprimentaram-na e minha irmã sorriu sem graça. Não entendi o porque de ela estar tão nervosa. Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e abaixou o olhar para seus pés pouco antes de se sentar, à frente de Brendan e colocar os cadernos no chão a sua frente. Observei-a extremamente curiosa e, então, acompanhei a todos e me sentei a seu lado, de frente para Klaus.

Permanecemos um tempo em silêncio. Jessie abriu um livro de astronomia e começou a revisar a maior quantidade de matéria que podia. Seus lábios silenciosas liam tão rapidamente todo o conteúdo que eu mal podia acompanhá-los. Klaus começou a dedilhar as cordas do instrumento totalmente ao acaso. Brendan apenas nos observava, e Júlia passeava com os olhos por todo o local, até ir de encontro a algo que fosse de seu interesse e ela se virar para nós.

—Ei, o que está cantando? — Perguntou apontando decididamente para a página aberta do caderno de musicas do garoto a minha frente.

Klaus sorriu amarelo e o apanhou vorazmente. Ele fechou o caderno com tamanha agilidade e o guardou no bolso das vestes azuis da Ravenclaw.

—Não... É nada demais. Estava apenas ensaiando... Quer dizer, treinando.

Ele parecia um pouco nervoso. Olhei para ele e em seguida para minha irmã ao meu lado. O nervosismo de ambos era semelhante e aquilo me atraiu. O que será que eles estavam escondendo de mim? Especialmente Jessie, pensei que eu e minha irmã não tínhamos segredo algum.

—Bem, pelo menos você tem alguma coisa para fazer — Jú suspirou — Porque não toca alguma coisa para gente?

—Ahn... Claro — Ele olhou em minas direção um pouco apreensivo, talvez clamando por ajuda? Não consegui decifrar — O que sugerem?

—Que tal "Phoenix"? — Sugeriu Brendan, uma música bruxa de uma das bandas mais famosas da atualidade "Little Magic", enquanto cruzava as pernas de forma mais confortável.

—Hum, pode ser... — O garoto começou a ajeitar o instrumento em mãos, quando o interrompi.

—Ou você poderia tocar alguma coisa trouxa — Sugeri ao acaso — Acho que você se dá muito bem com essas músicas — Sorri — E eu amo quando toca.

O garoto assentiu e sorriu para mim de volta. Talvez por eu tê-lo salvado? Não faço ideia de se o consegui fazer, mas fiquei realmente contente por vê-lo tão a vontade.

—Alguma sugestão?

—Hum, você é que entende do assunto... Mas que tal aquela que daquele cantor canadense... — Coloquei a mão no queixo pensativa enquanto tentava me lembrar do seu nome de artista — Havelin, não é?

O garoto concordou com a cabeça e começou lentamente a tocar o violão. À medida que a música avançava todos ficamos mais relaxados. Ele era realmente um músico excelente e escutá-lo cantar fazia com que nos esquecêssemos dos problemas. Aquele era apenas um momento a qual passávamos todos juntos. E isso era a única coisa que importava. Júlia me puxou para que me sentasse ao seu lado e deitasse minha cabeça em seu ombro, enquanto ela me abraçava pelos ombros.

"But lay me down

Oh and it's time

I'll take my heart

Into the night

Intact and alright, alright

Alright alright"

Klaus cantava o refrão quando comecei a observar as pessoas a minha volta. Brendan voltara a batucar em sua perna ao ritmo da música. Júlia balançava a cabeça e estava com os olhos fechados, apenas sentindo o som. E Jessie observava o garoto tocar a música enquanto brincava com sua pena inquieta. Ele havia se acalmado quando começara tocar a música, mas quando a trilha sonora invadiu nosso momento foi como se Jess ficasse ainda mais nervosa. As vezes ela desviava o olhar para Júlia e eu ou pra Brendan, todavia normalmente olhava diretamente para Klaus enquanto ele tocava.

"It's alright it's alright it's alright yeah"

O garoto cantou minha parte favorita e, naquele instante, desviou a atenção apenas de seu violão e acenou em minha direção com a cabeça. Ele queria que eu o acompanhasse, talvez por ser a única que também apreciava verdadeiramente as coisas trouxas e amava as musicas daquele cantor, especialmente quando ele cantava em instantes como esse, quando estávamos todos juntos. Sorri e comecei a cantar:

"It's alright it's alright it's alright yeah"

Ele sorriu de volta e, em seguida, me acompanhou:

"It's alright it's alright it's alright yeah

It's alright it's alright it's alright yeah"

Dessa forma, aos poucos Júlia abriu os olhos e soltou a voz junto de nós, mais um tempo e Brendan também estava na rodinha. Apenas Jessie parecia ainda inquieta enquanto nos observava cantando e nos divertindo. Jú me abraçando e balançando um dos braços como se dançasse, mesmo que sentada, Brendan tocando uma bateria invisível e Klaus fazendo magica através de seu violão.

"I don't need clarity, keep

All of your daydreams, of

Frivolous wants and things, that

Everyone wants

And I would tell you to go to hell

If I could find the words to people like"

~•~

Lary Malfoy — POV's

No fim da tarde, em todos os murais de Hogwarts era possível notar o enorme cartaz anunciando a nova seleção para novos jogadores de Quadribol. Por isso, quando me encontrei com Marie no saguão principal e começamos a caminhar até o Campo de Quadribol, tivemos que passar por uma multidão de alunos que iriam assistir ou se candidatar para o time.

—Uau! Serão muitos esse ano — Suspirei enquanto caminhávamos pela grama.

—Realmente. Além disso, precisamos decidir quem será o novo capitão da Gryffindor, uma vez que o Cooper terminou o terceiro ano — Comentou a garota ruiva ao meu lado e concordei.

Continuamos andando enquanto eu mexia em meu colar freneticamente. Estava ansiosa e animada. Talvez eu conseguisse ser a capitã esse ano e isso seria realmente incrível. Quando estávamos chegando no campo, alguém se materializou ao nosso lado carregando um imenso bastão.

—E ai, meninas? Preparadas? — Comentou sorrindo.

—Para os novos jogadores, Maxwell? — Perguntei e passei a mão pelo meu cabelo.

—Não. Para anunciarem que eu serei o novo capitão.

—Até parece — Ri debochadamente — Não é apenas porque seu pai é um jogador dos Cuddley Cannons que você é tão bom quanto ele.

—Diga o que quiser. E que vença o melhor.

Ele passou pela minha frente e se colocou ao lado de Marie, que estava até então apenas nos observando enquanto discutíamos.

—Animada? Esse ano eu tenho certeza que a Taça de Quadribol vai ser da Gryffindor! — Comentou enquanto levantava o bastão de batedor no alto como se fosse a taça.

—Bastante animada! Espero mesmo que consigamos dessa vez! Já basta termos perdido para a Slytherin no ano passado...

Marie suspirou e ambos concordamos enquanto entrávamos no vestiário da Gryffindor e nos encontrávamos com o restante do time sendo Brendan, o goleiro, e um garoto loiro do sexto ano, Jensen, um dos artilheiros.

—Beleza, antes de sairmos e escolhermos nosso mais novo apanhador e artilheiro para completar o time, temos que decidir quem será o nosso novo capitão — Maxwell começou.

—Capitã- Interrompi cruzando os braços.

Todos concordaram e se prepararam. Max, então, tomou a frente e levantou a mão.

—Quem concorda que o novo capitão deveria ser eu? — Quase que imediatamente Brendan estendeu a mão também.

—E quem acha que deveria ser eu? — Levantei a mão e, logo, Jensen me acompanhou.

Imediatamente dirigimos o olhar em direção a Marie que estava apenas nos observando. Todos abaixamos as mãos.

—Marie? Você tem que desempatar agora — Max comentou e piscou para ela.

Sorri, abracei-a e sussurrei:

—Vamos, me elege!

Marie engoliu em seco e intercalou o olhar entre mim e Maxwell. Não entendi o porque de ela estar tão confusa. Era fácil dizer que me elegia. Simples.

—Marie? — Brendan e Jensen perguntaram em coro ansiosamente.

—Okay... Eu voto em... — A garota abaixou a cabeça e disse, por fim — Maxwell.

Eu entreabri a boca e me afastei dela indignada. Como ela pode votar nele e não em mim?

—Não acredito — Murmurei.

Maxwell e Bredan se abraçaram comemorando e, Marie levantou os polegares na direção deles contente e depois se virou para mim com uma expressão de desculpas, mas desviei o olhar rapidamente.

—Relaxa, na próxima você consegue — Jensen colocou a mão no meu ombro.

Sabia que ele estava sendo gentil por isso agradeci, entretanto também sabia que ele estava apenas tentando em animar, ele sabia assim como eu que não tinha mais chance. Eu sairia de Hogwarts antes de Maxwell e nunca poderia ser a capitã do nosso time de Quadribol. Era frustrante.

~•~

Quando estávamos todos no Campo de Quadribol, para que começassem os testes para o time, algo realmente inesperado aconteceu. Não teríamos o campo inteiro para a seleção dessa vez. Teríamos que dividi-lo entre dois times por vez. E, incrivelmente, faríamos isso com a casa de Slytherin.

O time verde e prata estava se preparando de um dos lados do campo. Maxwell pareceu realmente incrédulo. Ele caminhou decidido até onde os seis integrantes atuais do outro time estavam. Observei um pouco ao longe.

—Ei! Slytherin!

Assim que ele gritou a impecável capitã de Quadribol do outro time atravessou o campo em direção a ele. Lilith estava radiante no uniforme verde e prata. Certamente, realçavam seus olhos e cabelos claros. Combinavam perfeitamente com ela.

—Falou comigo? — Ela perguntou de maneira doce.

—Ah... É que... Só que...

Maxwell começou a gaguejar. Eu apostaria que isso ocorreu porque ele estava de frente para Lilith, uma meio veela, que encantava a todos, especialmente aos homens. Ele ficou sem fala.

—Deseja alguma coisa? — Perguntou a loira com os cabelos em um rabo de cavalo alto.

—Sim. É que... — Eu caminhei em direção a ele e o empurrei para o lado.

—Como assim vocês estão aqui? Está na vez de nós fazermos os testes da Gryffindor! — Atirei as palavras.

—Nesse ano teremos que dividir o campo, mas acho que não vai ser um problema, não é? Vocês deixam a gente começar e depois podem ficar com o campo todo para vocês. Não vamos demorar. Precisamos apenas de um novo artilheiro. Vai dar tempo de todos fazermos os testes — Ela sorriu radiante.

—É acho que estávamos sendo grosseiros... Boa sorte, Lily, o campo é seu — Max sorriu feito um bobo para ela e começou a voltar até o pessoal do nosso time.

Revirei os olhos. Ela conseguiu manipulá-lo perfeitamente, na verdade, ela era muito boa. Ela conseguia sempre ser delicada quanto a tudo e todos. Mas com certeza o motivo de ela ser descendente de veelas causavam um efeito nos homens maior ainda.

—Quer mais alguma coisa? — Ela perguntou me encarando.

Eu ainda não havia me mexido. Lilith sorriu gentilmente para mim e balançou os cabelos junto ao vento.

—Não, ahn, nosso capitão já decidiu — Suspirei — O campo é seu por agora.

—Nao iremos demorar, okay? — Ela me olhou com certo consolo — E boa sorte para vocês, querida. Vão precisar.

—Esta querendo dizer que acha que não conseguimos ganhar a taça esse ano? Sem o nosso capitão e nossos outros jogadores? — Perguntei confusa embora a voz dela soasse calma e doce.

—Não. Nada disso. Eu apenas quero dizer que vocês não ganharam nos últimos 5 anos e que eu lhes desejo sorte para que consigam ir bem nessa novo ano, Lala — Ela piscou para mim e se virou.

Observei a loira voltar até o seu time com toda leveza e segurança de uma verdadeira rainha. Ela fora realmente gentil de toda forma e estava certa, desde que ela entrara para o time no seu primeiro ano, nenhuma outra casa conseguiu vencer. Ela sabia muito bem como conseguir o que queria. Isso talvez fosse o que a fazia ser a mais popular de Hogwarts. Voltei até o pessoal do meu time.

—Ótima escolha a de vocês. O nosso novo capitão sabe mesmo como negociar com a concorrência — Debochei enquanto observava Max sentado em uma das arquibancadas e admirando Lilith do outro lado do campo.

Marie o observava também. Ela suspirou e se virou para mim sorrindo de leve, todavia ainda estava certamente chateada com ela, por não ter me escolhido por isso não retribui o sorriso, me joguei em uma das cadeiras das arquibancadas, bufei e cruzei os braços contra o peito.

Logo, os testes de Quadribol da Slytherin começariam e teríamos de esperar para que depois fossem os da Gryffindor. Graças ao Maxwell.

Notas finais
Espero muito que tenham gostado mesmo e antes que digam alguma coisa porque, por ventura algum personagem não apareceu nesse cap, eu peço desculpas, mas também quero lembrar-lhes que terá a Parte 2 ainda e que os outros aparecerão com certeza, além de que eu tentei ao máximo colocar todos na Parte 1, porém não foi possível, ao menos, dos 15 personagens principais apenas 3 (sendo Joey, Frederich e Violet). Posto o mais breve possível, provavelmente no próximo sábado... Até lá! XOXO