Notas iniciais
Uhuu, mais um! Agora vocês vão conhecer Sunny, nossa história gira em torno dela, ok? Logo, logo, vocês vão perceber qual é o mistério por trás dela. =P

A KING’S CROSS estava mais movimentada que o normal de todo ano. Como diria a sua avó, cheia de trouxas. Quando perguntou a sua mãe o porquê de os trouxas estarem e, tão grande número, sua mãe apenas deu de ombros. Que coisa estranha, sua mãe sempre sabia de tudo.

Rose Weasley era uma menina pequena e magrinha, de cabelos ruivos, como a maior parte da sua família e seu pai, Ronald Weasley, e grandes olhos castanhos, como os de sua mãe, Hermione Weasley. Era uma garota tranquila, que gostava de passar o tempo criando estórias de aventura, quase sempre baseadas nas histórias que seus pais e os amigos deles contavam nas noites de fogueira. Gostava, também de passar o tempo com seus primos e tios, era uma garota mais caseira.

Estava ansiosa para ir á Hogwarts, não tinha medo de não sair na Grifinória, como todos em sua família. Seu padrinho, Harry Potter lhe disse para pedir ao Chapéu Seletor para ir para a Grifinória, se era isso o que queria. Estava ansiosa só para encontrar com seu primo e melhor amigo, Alvo Potter. Eles se apoiavam quando estavam nervosos ou com medo de alguma coisa, e Rose sabia que James, irmão mais velho de Alvo, estivera enchendo a cabeça de Alvo com besteiras sobre a Seleção das Casas.

Enquanto seu pai falava sobre trouxas que insistiam em atrapalhar o caminho deles, Hugo, seu irmãozinho, chorava baixinho por não ir á Hogwarts esse ano (ainda faltavam dois anos para ele e Lily irem) e sua mãe ria dos comentários de seu pai, Rose remoia em sua cabeça a vontade que tinha de bater no primo James. Ele não suportava que ele ficasse implicando com Alvo, simplesmente não suportava.

– Querida, olha a entrada da plataforma! – sua mãe disse, animadamente, quando eles alcançaram a entrada da plataforma nove-três quartos. Rose se segurou para ao lembrar que eles estiveram lá no ano anterior, quando James foi para o seu primeiro ano em Hogwarts. Abriu um grande sorriso e deu um pulinho muito atípico de sua personalidade e seguiu sua mãe.

– Posso ir primeiro? – Rose perguntou, deixando escapar um pouquinho de animação verdadeira que sentia. Quando sua mãe disse que sim, Rose respirou fundo e correu em direção á barreira, chegando à Plataforma em um piscar de olhos. A Plataforma estava apinhada de pessoas, como sempre.

Enquanto esperava seus pais e Hugo, Rose olhou em volta, reconhecendo diversos rostos, alguns de seus amigos (filhos dos amigos dos pais dela, que ela brincava desde que era pequena) e outros que ela apenas vira em algumas festas do Ministério da Magia que sua mãe a levava. Viu sua prima Victorie entrar sorrateiramente num vagão de trem e Ted entrar logo atrás dela. Sabia que os dois tinha um romance desde o começo.

– Vamos encontrar Harry e Gina, venham – Hermione puxou Ron pelo braço e os filhos os seguiram. Dois minutos depois, Hugo encontra os tios e os primos.

Quando Rose encontrou os primos e os padrinhos com o olhar, aprendeu a cena rapidinho. Harry, seu, padrinho se abaixara para falar com Alvo (o que não era, realmente, necessário, pois Harry não era tão alto assim), Lily chorava, como Hugo (com certeza pelo mesmo motivo) e Gina, sua madrinha, tentava se segurar para não rir.

Assim que se aproximaram, os rostos mudaram (menos o de Gina, que não conseguiu segurar o riso), e a família Weasley-Potter assumiu seu normal.

Uma recepção calorosa, risos e provocações e Rose se sentia mais feliz do que conseguia acreditar. Amava sua família, e amava se reunir a eles, era incrível. Assim que a viu, Alvo já corou um pouquinho, perdeu um pouco da palidez que o fazia parecer um fantasma. Era assim com os dois, eles cuidavam um do outro, se apoiavam um no outro.

A família toda provocava, dizendo que um dia aquilo ia dar em casamento, mas nem Rose ou Alvo se importavam, para eles seria perfeito. Eles acreditavam.

Por um momento, Rose teve um pressentimento esquisito de que alguma coisa muito importante estava para acontecer, e quando olhou para Alvo, percebeu que ele havia sentido também. Ergueu as sobrancelhas numa pergunta silenciosa e o primo respondeu dando de ombros, como se dissesse “Eu não sei”. Haviam aprendido a conversar assim para não alarmar seus pais. Depois de todos os problemas, todas as lutas e quase mortes, seus parentes, quase todos eles, haviam ficado meio paranoicos, o que era de se esperar. Se Rose e Alvo dissessem que tinham o pressentimento de que alguma coisa estava para acontecer, era bem capaz de eles ordenarem uma evacuação imediata do local (eles tinha poder para isso) e seria um Deus nos acuda. Principalmente a mãe de Rose, ela havia aprendido a confiar nos pressentimentos de Luna Longlove, uma amiga antiga deles.

– Aí estão vocês! – Rose se virou ao ouvir a voz da avó. Sua avó era como uma avó devia ser: rechonchuda, usava vestidos coloridos, com babados esquisitos, tinha cabelos enroladinhos e ruivos, e tinha aquele sorriso tranquilizador e olhos acolhedores. E era uma cozinheira de mão cheia. Rose conseguia sentir o cheiro do sanduíche de carne que só ela sabia fazer de onde estava. Ela e os três primos (James estava em algum lugar, provavelmente instalando alguma bomba) reunidos correram em direção a sua avó, e só mais tarde ela percebeu que seu pai também, e todos começaram a falar ao mesmo tempo, como bons Weasleys.

E então seu avô, Arthur Weasley, apareceu, se espremendo entre a multidão, e ela e os primos saltaram em cima dele, animadamente falando sem parar. Como bons Weasleys, outra vez. Seu avô diferentemente de sua avó, era meio atípico. Era muito alto e magrelo, usava as roupas trouxas que sua mãe comprava para ele desordenadamente, e tinha uma obsessão pelos trouxas incrível. Era o jeito dele, e todos o amavam assim.

De volta á plataforma, Harry e Ron pegaram Rose e Alvo no meio de uma conversa animada sobre as Casas de Hogwarts, sobre quais eram boas.

– Eu a deserdo se não for para a Grifinória – Ron disse. Ele não parecia estar brincando.

– Ron! – Hermione o repreendeu.

Lily e Hugo riram. Mas Rose e Alvo permaneceram sérios, encarando Ronald de cara feia.

– Ele não quis dizer isso — Hermione e Gina disseram em uníssono, mas Ron não estava mais prestando atenção. Ele olhava para a esquerda do grupo quando cutucou Harry com o cotovelo.

– Você está certa – disse, sorrindo. Mas não fique muito amiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!

James havia retornado. Tinha se livrado do carrinho, do malão e da coruja e agora parecia explodir com novidades.

– Teddy está lá atrás. — disse sem fôlego, apontando por sobre os ombros, para uma cortina de fumaça. – Acabei de vê-lo! E adivinha o que ele estava fazendo? Beijando a Victoire!

Ele olhou para os adultos, evidentemente desapontado pela falta de reação.

– Nosso Teddy! Teddy Lupin! Beijando a nossa Victoire! Nossa prima! E eu perguntei o que ele estava fazendo...

– Você os interrompeu? — quis saber Gina — Você é tão parecido com o Rony...!

– ... e ele disse que estava aqui para vê-la partir! E daí ele me mandou embora. Ele a estava beijando! — completou James, achando que não havia sido claro o bastante.

– Não seria lindo se eles se casassem. — murmurou Lily, extasiada — Daí sim o Teddy realmente faria parte da família.

– Ele já janta em casa umas quatro vezes na semana. — disse Harry – Por que não o convidamos para morar conosco e acabamos logo com isso?

– Boa! — disse James, entusiasmado – Eu não me importo em dividir o quarto com o Al....Teddy poderia ficar com o meu!

– Não. — disse Harry firmemente — Você só irá dividir um quanto com o Al quando eu decidir demolir a casa.

Quando o sino tocou e o maquinista gritou “Todos á bordo!”, Molly Weasley, sua avó, deu a Rose, Alvo, três saquinhos cada um, com sapos de chocolate, doces de vários tipos e os maravilhosos sanduíches de carne. Distribuiu beijos e abraços apertados aos netos.

Rose e Alvo, depois de se despedirem de todos, entraram no vagão onde Harry e Ron tinham colocado seus malões, a coruja de Alvo e o gato de Hermione. O vagão estava vazio, exceto pelos dois. Eles se acomodaram e esperaram alguns minutos até que sentiram o trem começar a se mexer e foram até as janelas, para se despedir da família.

– Mamãe! Não se esqueça de me escrever! – Rose gritou para Hermione.

– E eu, você não quer que eu escreva, é? – Ron resmungou, fechando a cara.

– Você também, papai! – Rose riu. O trem já se afastava. Ficou olhando enquanto seus pais, tios e avós desapareciam, com seus rostos mostrando aquela aparência nostálgica, com se estivessem se lembrando de quando eles próprios pegaram aquele trem pela primeira vez.

Rose voltou a se sentar, sorrindo para Alvo. O primo sorriu de volta, apesar de todo o seu nervosismo. Eles estavam indo para Hogwarts, toda a aventura de uma vida estava prestes a começar.

Rose e Alvo conversavam animadamente sobre a última viagem que eles fizeram ao Mundo Disney quando o trem deu um solavanco e parou. Já deviam estar na metade do caminho, pois o crepúsculo já se aproximava então o que é que poderia estar acontecendo? Os primos se encararam lembrando-se da história que seus pais contaram sobre os dementadores quando eles estavam no terceiro ano. Não era possível... Era?

Ficaram em silêncio, com medo até do miado do gato. Segundos, minutos, depois, uma pancada soou bem acima da cabeça deles, no teto do vagão em que eles estavam. Rose deu um pulo no assento e Alvo ficou de pé, mesmo com todo o medo que sentia, disposto a defender a prima a qualquer custo. Toda a sua coragem desapareceu quando um homem apareceu na janela, de cabeça para baixo. Quando o viu, o homem sorriu abertamente e voltou para cima.

Então, para a surpresa dos dois, uma menina, vestida com as vestes de Hogwarts foi içada pela cintura. A menina sorriu para os dois e bateu os nós dos dedos contra a janela e fez mimica com a boca, pedindo para eles abrirem a janela para ela entrar. Alvo olhou para Rose, buscando uma confirmação e viu a palidez no rosto da prima, e ele soube que ela estava pensando a mesma coisa que ele: aquela menina era muito parecida com Luna Long-Love. Muito mesmo.

Alvo abriu a janela e Rose ajudou a menina a entrar. O homem que quase matou Alvo do coração apareceu, outra vez, agora montado num pégaso preto, e colocou dois enormes malões sobre o banco onde Rose estivera sentada há pouco.

– Sunny, você vai ficar bem com eles. Eles são... Bem você já sabe – o homem disse. – Alvo, me perdoe por ter te assustado, não foi a minha intenção. E Rose, você está certa, só que você precisa guardar segredo, isso é muito importante. Sunny... Quero dizer... Lana, boa sorte, querida. Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, você ora e eu vou estar lá, ok?

– Ok, padrinho – a menina, Sunny ou Lana, respondeu com voz trêmula. – Que as Parcas o protejam.

O homem sorriu para os três e se afastou com seu pégaso. Rose percebeu que, á certa altura, outra pessoa se juntou a ele, outro pégaso, provavelmente uma mulher ou um homem muito magro e muito cabeludo.

Sunny ou Lana suspirou e se sentou no banco de couro vermelho, e então sorriu para os dois sentados á sua frente.

– Então, quem é que vai começar com as perguntas?