Hit Me Like A Man.

5 O futuro defunto ruivo.


Notas iniciais
Oi! Mais uma sexta-feira e aqui estou eu de novo. Fiquei muito feliz com todos os comentários que eu recebi, vocês são tão amorzinhos ♥ Sério, casem-se todos comigo.
Quero mandar um BEIJO ENORME pra Brunnarabish que é um amor de pessoa e recomendou a fic! Sua linda.
Um beijo grande também pro Killua que me esqueceu nas MPs.
Espero que não me matem (lá no fim do capítulo vocês vão ver o porquê) e que gostem! Boa leitura.

Sasuke.

Eu estava deitado em minha cama respirando meu próprio cheiro. O quarto estava completamente escuro e eu estava apenas de boxer e camiseta. Pensava no porque eu queria Naruto perto de mim. Havia dito para meu irmão que eu não conquistaria só o corpo de meu companheiro de quarto. Então, o que mais eu queria?

Levantei-me no escuro da noite. Deveria ser algo perto de três da madrugada, e eu estava pouco me fodendo se teria que acordar cedo pra estudar em um puto domingo. Caminhei até a mala de Naruto que estava no pé de sua cama. Ajoelhei-me, encarando tudo que havia ali. Sem bagunçar muito a mala perfeitamente arrumada que nada combinava com seu dono, vi que ele não levava nada fora do normal. É claro, tomei a liberdade de roubar uma camiseta para mim, algo que Naruto nunca ia saber. Após abraça-la, sentindo o delicioso cheiro de sol, o mesmo que eu havia sentido em meus sonhos, guardei-a em minha própria mala. Antes de deitar-me mais uma vez, a porta é aberta em um rompante, pela qual entram Naruto e um ruivo, se beijando, trocando carícias e soltando pequenos gemidos

Minha mente nublou.

O mais rápido que pude, choquei-me contra os dois, os separando.

— Sasuke... O que... – Naruto não conseguiu terminar a frase porque, além de estar tonto, eu o empurrei para o outro lado do quarto.

— Meu assunto é com o vermelhão.

— O que? Qual é a sua, chapa? – ALÉM DE RUIVO FALSO, AINDA ERA BREGA. E que merda de tatuagem era aquela na testa dele? – Quem é você?

— Eu que te pergunto, ô maluco! Quem é você?

— Eu sou Sabaku no Gaara, sou namorado de Naruto. – Ele explicou, indo até o outro lado do quarto para dar a mão pra Naruto.

— CANTA PRA SUBIR, FILHO DA PUTA. – E avancei. Eu provavelmente estava possuído, porque quando dei por mim, Gaara jazia no chão e eu estava em cima dele lhe aplicando fortes socos na cara. Quanto mais eu batia, mais adrenalina eu tinha para continuar. Porém, minha diversão não seguiu por muito tempo, já que um Naruto puto de raiva me tirou de cima de seu namoradinho.

— Sasuke, o que está fazendo? – Perguntou ele, finalmente me soltando.

Estou tentando matar seu namorado, Naruto. Eu não podia explicar o porquê! Eu não conseguia explicar o porquê! Talvez porque eu não quisesse, ou até mesmo não soubesse o porquê eu queria Gaara morto, só de imaginar ele tocando no meu loirinho.

— Babaca! – Saí do quarto o mais rápido que pude, para evitar que Naruto visse as lágrimas que agora já rolavam abundantemente por meu rosto.

Mais uma vez eu vagava pelos corredores daquela faculdade. Dessa vez eu não tinha um destino exato.

— Quando você perceber o quanto é gay, me avise. Quarto 213. – As palavras de Sai-de-baixo ecoavam por minha cabeça. Por sorte ou destino, o quarto dele não ficava tão longe do meu, que era o 225.

Bati na porta do quarto e um ruivo veio me atender. Juro que se não fosse pela ausência da tatuagem na testa, eu teria partido o moleque ao meio.

— Quem é você? – Ele perguntou sonolento.

— Sou Uchiha Sasuke. – Me apresentei, tentando olhar por cima do ombro do tal menino. – Estou à procura de Sai.

Ele me deu passagem para entrar e eu pude ver meu amigo sentado na cama. Rapidamente andei até ele, não me importando com meu sobrenome, como eu devia agir e me joguei em seu colo.

— O que aconteceu? – Ele me perguntou, enquanto me abraçava. Minhas lágrimas inundavam a camisa de Sai e ele pareceu não se importar.

— Naruto! Ele voltou com o ex-namorado. Eles entraram no meu quarto aos beijos e... Eu não me controlei! Desci o cacete em Gaara. – Expliquei.

— Se acalme ok? – Assenti, embora não estivesse certo de que conseguiria me acalmar. – Sasuke-kun, você é tão bonito, tão especial... Não sofra pelo Uzumaki. Por favor, não sofra.

— Aonde quer chegar com isso? – Perguntei.

— Você não quer o Naruto. – Levantei meu rosto de seu peito para encará-lo. Qual é, eram três da manhã, eu estava deitado no colo dele, estava chorando e ainda assim eu não queria o Naruto?!

— Como não?! Você não sabe o que eu sinto e não me conhece!

— Cala a boca, por favor? Estou dizendo que você não quer o Naruto. – Continuei a encará-lo. – Você não viria chorar no meu colo se o quisesse. Você gosta de Naruto. Admita para si mesmo e eu posso lhe contar o que deve fazer.

Parei para refletir. Eu gosto de Naruto? Não! Que isso, eu... Gosto? É eu acho que sim... Eu gosto! Eu acho.

— Oh, que bom que já percebeu. – Zombou meu amigo. Ele realmente me conhecia melhor do que eu pensava, então. – O que você vai fazer, Sasuke-kun, é deixar o Uzumaki-san com ciúmes. Vai fazê-lo te desejar... – Desceu uma de suas mãos que estava em minhas costas, para a minha coxa. Eu já tinha entendido onde ele queria chegar, e sinceramente, eu não iria recusar. Estava tão devastado emocionalmente, que qualquer reconforto, mesmo o do sexo, me faria bem. Ajudei-o, passando uma de minhas pernas para o outro lado de sua cintura. – Vai fazê-lo querer... – Deslizou as duas mãos para a minha bunda, apertando-a e me trazendo para mais perto de seu corpo, fazendo-me roçar em seu membro que já estava semiereto. – Você é tão gostoso... – Arfei, abaixando a cabeça para lhe morder o pescoço, fui agraciado com um suspiro de Sai. Subi minha cabeça o suficiente para lhe alcançar a orelha direita, chupando o lóbulo da mesma.

Meu amigo levantou a barra da minha camisa e eu levantei os braços, ajudando-o a tirá-la. Logo suas mãos passeavam livremente por meu tronco. Sua boca foi de encontro com meu mamilo e eu gemi audivelmente.

— Ah... Gente, eu estou ralando. – O ruivo companheiro de quarto de Sai avisou. Não dei muita importância e agradei aos céus quando escutei o barulho da porta fechando.

Sua outra voltou a apertar minha bunda. Rebolei no colo de meu amigo, e o mesmo grunhiu, mostrando impaciência. Derrubou-me no chão e prontamente abriu suas calças e puxou um pouco sua cueca, mostrando seu membro teso. Olha... Eu não sei se foi minha carência sexual ou o fato que eu adoro ser maltratado, só sei que eu gemi como um gatinho.

— Chupa. – Ordenou. – Agora. – Era assim que eu gostava! Inclinei-me para frente e literalmente caí de boca naquilo tudo que era o membro de Sai. Ele gemeu alto, me incentivando a continuar e assim eu fiz, com gosto. Comecei os movimentos rápidos de vai e vem com a cabeça, contraindo as paredes interiores de minhas bochechas. Meus cabelos eram acariciados e levemente puxados. – Se continuar assim, logo terá que engolir, Suke... – Ignorando o maldito apelido, parei de chupar e passei a dar grandes lambidas em toda a extensão do falo e senti o corpo de Sai estremecer, sabia que ele estava perto, afinal o mesmo havia me alertado sobre o fato. Continuei meu trajeto, descendo para as bolas de Sai, onde beijei e chupei lentamente. – Sas-Sasuke! Chupa! Agora! – Segurando o riso por ver Sai tão rendido a mim, voltei para o meu ponto de partida, chupando o falo rápido e com força. Alternava com lambidas e mordidas. Eu não sei quem estava gostando mais: Eu ou meu amigo. Num gemido que eu definiria como gutural, Sai gozou em minha boca. – SASUKEEE, aaah!

Engoli tudo com gosto, claro. Depois de tantos gemidos tão gratificantes, era o que eu podia fazer. Já estava me preparando para levantar, quando Sai me puxa pelos cabelos, me direcionando para cama de novo. Deitei-me, o vendo ficar no meio das minhas pernas.

E pela primeira vez, Sai me beijou.

Seus lábios eram gelados e de início eu estranhei. Continuamos apenas no contato tímido, até eu tomar a atitude de abrir um pouco a boca para a língua de Sai adentrar.

Ao contrário de seus lábios, sua língua era quente, gostosa e ele parecia saber exatamente o que estava fazendo. Eu me sentia seguro e excitado, uma excitação que só aumentou quando ele começou a acariciar meu membro por cima da boxer. Gemi baixo.

— Você me excitou muito, Sasuke-kun. Agora você vai ser castigado. – Sua voz rouca fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Nesse momento, tive a certeza de uma coisa: pro Sai eu daria até a orelha. – Espere, tenho algumas ideias.

Abaixou-se e pegou algo de baixo da cama que eu não conseguia identificar, até ele prender em meu pescoço. Uma coleira.

— Essa noite, você será meu gatinho. – Ele disse, puxando a corrente que ficava presa na coleira. – Agora, meu gatinho, seja obediente e vire tire essa peça de roupa incômoda que é sua cueca.

— Só se você tirar suas roupas também. – Sorri travesso e recebi um olhar severo de meu amigo, que logo fora substituído também por um sorriso malicioso. Ele levantou-se e começou a se despir: primeiro a blusa, jogando-a em qualquer canto do quarto e então o short e a cueca, mostrando que seu membro já estava duro de novo. Em um único movimento, tirei minha cueca e ele veio para cima de mim.

Quando nossas ereções se tocaram, pude sentir o quão carente de sexo eu estava. Havia uns três meses que eu não estava com ninguém.

— Já disse... De quatro. – Deu um puxão na coleira, quase me fazendo sufocar. Atendendo seu pedido, fiquei de quatro e senti o aperto da corrente diminuir. E o que veio a seguir, me fez sentir quase no céu. Ou inferno, encare o pecado como quiser. Sai estava me chupando... Lá, na minha pequena e apertada entrada. Eu gemia literalmente como uma gata no cio e me deliciava em quanto podia. Porém, quando eu mais estava gostando, ele sessou os movimentos com a língua. – Suponho que não seja virgem, não é?

— Mete logo. – Me limitei a responder. O moreno riu alto e se posicionou atrás de mim, entrando de uma vez só. Se eu era um gato, ele com certeza era um lobo, porque jurei que o ouvi uivar. Depois de me dar um tempo para me acostumar com a invasão, Sai começou as fortes estocadas.

— Isso... Vai! Mais rápido. – Eu estava agindo como uma putinha, mas quem liga? – Se enterra em mim... Por favor... Ah...

Ele atendeu os meus pedidos, indo mais rápido. Suas mãos apertavam minha bunda com tanta força, que eu poderia jurar que amanhã ficaria roxo. Ele atingiu meu ponto sensível e sem querer, eu contraí meus músculos. Ele continuou a estocar e eu só me apertava mais, ele estar naquele ponto era tão bom...

— Ah... Sasuke! – Saiu de mim e eu soltei um gemido lamurioso de descontentamento.

Puxou-me pela coleira, me fazendo ir de encontro a si, que estava sentando na cama com as pernas um pouco abertas. Trocamos mais um beijo quente e promíscuo. Querendo mais daquele contato delicioso, passei uma perna para cada lado de seu corpo e pude sentir seu membro deslizar para dentro de mim, tocando-me fundo. Agora eu estava no comando, mesmo ainda sendo submisso.

Eu cavalgava do jeito que gostava e Sai, mais uma vez com as mãos em minha bunda, ajudava-me a me movimentar. Eu sentia que logo estaria perto do clímax, pois meu interior contraía-se em espasmos violentos.

— Sasu-chan... Eu vou... Ah... Gozar! – Meu amigo e amante gemeu em meu ouvido.

— Então vamos juntos! – Posicionei uma de suas mãos e meu membro e ele prontamente o massageou no ritmo das estocadas. Senti meu corpo dar um último espasmo, antes de me desfazer na mão do moreno, que ao sentir meu interior apertar-se contra si, gozou, inundando-me com seu líquido.

Deitei-me, sendo seguido de Sai.

— Você só não pode ir até o final com ele, Sasuke-kun... Tem que deixa-lo pedir por mais. Ou pelo menos desejar. – E com essa frase, eu apaguei.

[...]

Abri os olhos com um pouco de dificuldade, acordei com Sai se levantando. Olhei no relógio que separava a cama de meu amigo com a de seu companheiro de quarto e eram CINCO E MEIA DA MANHÃ. Por que, caralhos, Sai já estava de pé?

— Que bom que já acordou. Pode ir até seu quarto e pegar algumas roupas para tomar banho aqui. Vou te levar na Starbucks que tem no quarteirão da faculdade.

Antes que eu pudesse retrucar ou agradecer; meu amigo já tinha se trancado no próprio banheiro.

Suspirei. Eu ia mesmo até meu quarto? Fala sério, o que eu poderia encontrar lá? Naruto e Gaara pelados!

Contrariei todos os meus instintos que mandavam ficar longe do quarto 225 e fui na fé. E o que encontrei? Narutinho e o defunto ruivo deitados na cama do loiro, cobertos até a cintura com o edredom azul marinho da faculdade. Controlar ou não controlar meus instintos assassinos? Peguei uma vassoura que estava no canto do quarto, me controlando para não empalha-los ali, e os cutuquei. Aos poucos os dois abriram os olhos e, olhe, eu literalmente estava com vontade de surrá-los com um pau. Não o meu, óbvio.

— O reitor está vindo fazer inspeção nos quartos, devido a uma denúncia anônima que não membros da faculdade vêm entrando aqui sem autorização. – Os encarei, demonstrando frieza. – Corre defunto ruivo, corre! – Dito isso, peguei minhas coisas e saí com toda dignidade que eu tenho. Ou acho ter.

Abri a porta do quarto de Sai-depressa e o encontrei de toalha no meio cômodo.

— Isso aqui tá virando bagunça... – Comentou o outro ruivo, que não era simpático, mas era bonitinho.

— Sai-mancando! Tenho que lhe informar que comecei o plano C.O.P.A. – Anunciei, já entrando no banheiro.

— C.O.P.A?

CU OCO PRO ALASCA! – Eu não era lá o mais criativo, mas até que ficou legal. – Quero aquele defunto ruivo longe daqui!

— MAL CHEGOU E JÁ ESTÁ TRAMANDO MEU SEQUESTRO? – Escutei o ruivo sem nome gritar.

— Cala boca Sasori, não é você! – Agora ele tinha um nome, valeu Sai! Tranquei a porta, começando a me despir.

– Sai-de-baixo, vou precisar da sua coleira, a fase um do C.O.P.A começa amanhã no fim do dia.

[...]

Graças a todas as entidades da macumba que conhecemos, meu pai depositou o dinheiro em minha conta e agora eu estava comendo comida italiana no refeitório. Claro, foi encomenda. As garotas do meu fã clube me fitavam eu já estava sentindo que logo minha comida estragaria, afinal, olhar demais faz mal.

Lentamente virei minha cabeça para o lado, e encontrei ali, a draga que eu queria.

— Sakura-chan, justo a mulher que eu procurava. – Eu tinha que fazê-la cooperar, se não o C.O.P.A jamais daria certo. Levantei-me, ignorando o pouco que faltava para meu Gnocchi acabar, e fui em direção da pessoa mais testuda da faculdade. – Vamos? – Lhe ofereci o braço, que foi prontamente aceitado e entrelaçado com o seu. – Temos que achar o Sai.

Sakura nada falou, então sutilmente arrastei ela pela faculdade toda, como o bom menino que sou. Preocupado que faltavam apenas vinte minutos para eu ter aula de novo, fui para a parte descoberta do Campus, onde FINALMENTE achei o Sai-batido com seus amigos bonitinhos.

— Com licença, mas temos que pegar o branquelo um pouco. – Com minha mão livre, puxei o maluco comigo. Os arrastei até uma parte mais afastada e vazia do jardim onde estávamos. – É o seguinte: vou precisar da ajuda de vocês dois para executar a primeira fase do C.O.P.A que é deixar Naruto confuso!

— Tá, mas o que eu ganho com isso? – E de quem veio a pergunta cretina? DA PISTOLEIRA COR DE ROSA, claro! Juntei todas as forças que eu tinha no meu corpo gostoso e contra minha vontade, taquei-lhe um beijo desentupidor de pia, daqueles com direito a barulho quando separa. – Tá, passa o esquema.

Olha, não é porque eu não sou chegado à mulher que estou dizendo, mas tem umas que são de um baixo nível impressionante!

— O plano é o seguinte: na aula seguinte, que é introdução à economia para os menos lembrados, nós vamos sentar perto de Naruto. Sakura, você fica entre o Naruto e a Hinatinha-ladra-de-homens. Sai-mancando, você fica na frente da Sakura e eu fico do seu lado. Nós vamos trocar um bilhetinho bem sacana sobre a noite que tivemos e quando a conversa estiver ficando interessante, você, sem querer, vai deixar o papel cair perto de Naruto. Entendidos?

— Entendido! – Sai colocou a mão no meio de nossa rodinha.

— Entendido! – Sakura o imitou. Além de tudo, os dois eram bregas. Mas já que não pode com eles, junte-se a eles!

— C.O.P.A! – Falamos todos ao mesmo tempo, e jogamos as mãos para o alto, me senti no High School Musical.

Entramos na sala apressados, cinco minutos antes de começar a aula. Graças a Dadá, os lugares que queríamos estavam vazios. Fingi não ter visto Naruto e nem Hinatinha-chan e sentei-me em meu lugar, fingindo estar entediado a espera do prof. Sarutobi.

Assim que a aula começou, botei meu plano em ação. Abri meu caderno, e dali arranquei uma folha, rabiscando rapidamente e amassando até ficar em formato de uma bolinha, a qual taquei em Sai-pra-lá.

“Sai-quicando, esqueci minha cueca em seu quarto... Ainda estou com a noite de ontem na cabeça, minha bunda está com a marca de suas mãos”.

O que? Era verdade! Minha linda bundinha branca estava com a marca perfeita das mãos de Sai, parecia até tatuagem.

Logo a resposta veio, acertando em cheio a minha cabeça.

“Mesmo? Espero que essa noite eu possa marcar o resto do corpo. Está sentindo saudades de usar coleira?”. Ri baixo, como se tivesse lido a sacanagem mais engraçada do dia, e realmente, eu tinha.

Mandei a resposta, usando minha mira para deixar cair no colo de meu amigo quase transparente.

“Mesmo, delícia. Estou morrendo de saudades de você puxando a coleira.”. Eu estava passando a imagem de um depravado total, mas quem liga? Eu tinha que fazer Naru ficar desconcertado.

Esperei pela resposta que não veio e quando escutei Naruto tossindo que nem um fumante com asma; tive que rir alto.

— Senhor Uchiha, há algo que queria compartilhar com a turma? – O velho Sarutobi perguntou.

— Não. Não há nada. – Só eu, quase roxo, tentando prender a risada.

[...]

— Ele já está vindo? – Perguntei para meu amigo estoico que vigiava a porta de meu quarto e de Naruto.

— Está! Vamos, me entregue à ponta da corrente. – Ok, você não deve estar entendendo muita coisa, vou explicar: Sai-daqui e eu estávamos em meu quarto, esperando Naruto chegar de sua última aula, para dar continuidade à primeira fase do plano C.O.P.A. Nós dois estávamos apenas de cueca, eu estava com as mãos amarradas pela calça jeans de meu amigo, e com a coleira que pertencia o mesmo.

Virei de frente para o armário, Sai puxou a corrente e se posicionou no meu das minhas pernas, fazendo pequenos movimentos sugestivos. Gemíamos teatralmente e eu tinha que conter minha puta vontade de rir disso tudo.

— MAS QUE PUTARIA É ESSA AQUI? – Um Naruto exaltado gritou e eu tive que morder minhas bochechas para não rir e conseguir continuar a encenação.

— Nada que você não faça Naru-kun. – Zombei, libertando minhas mãos do nó mal feito com a calça. – Quer participar? – Inverti a posição com Sai, o encostando no armário. – Sei fazer coisas muito boas. – Me abaixei para morder o membro de Sai por cima da cueca.

Eu sabia que tinha extrapolado um pouco, afinal, o plano não envolvia realmente provocar Sai; que gemeu baixo por causa de minha mordida.

— M-mas! E-eu... Eu estou indo! – Meu Naru saiu batendo a porta, ele realmente havia ficado confuso, e se não estivesse confuso, pelo menos estava perturbado.

Antes que eu pudesse me levantar e me recompor, Sakura-a-pistoleira-chan entrou no quarto morrendo de rir.

— Naruto está parecendo uma barata tonta no corredor! Hahahahá! Vocês tinham que ter visto. – Fingiu limpar uma lágrima imaginária do canto de seu olho. – Eu estava pensando de irmos todos para a mansão Uchiha esse fim de semana. Eu, você, — Apontou pra mim – Sai e Naruto.

— Tá, belezinha, mas o que te garante que Naruto irá? – Perguntei, afinal, até parecia que era lesada.

A pomba lesa revirou os olhos, estendendo a mão.

— Passa o celular, maluco. – Que porra era essa de me chamar de maluco? De má vontade, entreguei meu celular na mão da pomba.

— Existe uma coisa mágica chamada lista de contatos. Quer ver? Olha só... Uzumaki Naruto, Uzumaki Naruto CASA – Virou o celular para mim, mostrando o número da casa de Naruto no visor. Não pergunte para mim, eu também não sabia como havia parado ali, talvez Naruto tivesse salvado o número ali nos nossos primeiros dias de convivência. Apertou o botão “ligar” e colocou o aparelho no ouvido, sorrindo cheia de si. – Alô? Grande tia Kushina! Não... Não tia, eu não estou chamando a senhora de gorda! Por que eu estou ligando do celular do Sasuke-kun? Tornamos-nos grandes amigos, sabe... E eu estava sem créditos! – A pomba lesa não era tão lesada assim. – Enfim, tia... Eu liguei para dizer que esse sábado iremos fazer uma pequena social na casa do Sasuke. – OPA, o negócio era uma reuniãozinha, agora virou social? – Mas é uma pequena surpresa pra o Naru, então, não estranhe de ele não aparecer em casa esse fim de semana! Um beijo viu? Pode deixar, se cuida a senhora também.

Sakura me encarou com um sorriso vitorioso, eu estava em parte embasbacado e outra parte revoltado por não ter pensado nisso primeiro.

— Tá bom, Sakura, o que te faz pensar que Naruto irá de boa vontade? – ESSE ERA O SAI-DE-BAIXO! Grande! Esses dois filhos da puta só botavam mais defeito no C.O.P.A. E eu? Cada vez mais desanimado.

Porra, qual é! Eu só queria levar Naruto para minha casa, passar um fim de semana com ele e provar que eu era merecedor de conquista-lo... Só não sei ainda em que sentido. Eu e o loiro não conversávamos muito antes do fim de semana em minha casa e agora muito menos! O único horário que tínhamos para conversar era a noite, quando nós dois só queríamos saber de dormir e agora nem isso, já que Naruto devia ficar com Gaara, fora da faculdade, ou no telefone falando sacanagem.

— Vocês realmente não conhecem nada de Naruto! – Sakura se estressou, abaixando-se em frente à mala de meu companheiro de quarto. – Mas mudando de assunto, como vai seu irmão, Sasuke?

— Gay. – Limitei-me a responder e ter que escutar ela resmungar “desperdício!”.

A pomba lesa vasculhou a mala de Naruto cuidadosamente, sem bagunçar nada, até achar um baú grande o suficiente para guardar um par de sapatos.

— Achei! Agora, só preciso da senha. – Sakura nos encarou. – Me ajudem, viados!

Ajoelhei-me ao seu lado examinando o cadeado. Era uma senha eletrônica de cinco letras. Após pensar um pouco, tive certeza.

— R-A-M-E-N. – Soletrei para Sakura que me encarava como se eu tivesse dito a coisa mais idiota do mundo, porém, só para deixar a cara da pomba lesa no chão, o cadeado se abriu, nos deixando ver o conteúdo do baú. – Chupa essa.

E então ela abriu o baú e eu mal pude conter minha surpresa. Dentro do baú havia um chicote de couro cobrado, uma mordaça e um saquinho cheio de algemas.

UNTEI.

Sakura tirou uma das algemas do saco e olhou para mim e Sai malignamente.

— Ou Uzumaki Naruto vai por bem, ou vai por mal.

Notas finais
NÃO ME MATEM, POR FAVOR. Entendam que foi totalmente necessário o "envolvimento" de Sasuke com Sai E QUE NÃO VAI SER UM NAMORO. DE JEITO NENHUM. Mas o Sai até que vai ajudar bastante pra deixar Naruto e Sasuke juntos... E capítulo 8 tem algumas surpresas... Aguardem! Amo vocês, comentem!