Notas iniciais
Olá estrelinhas... A Terra diz olá!
Voltei :3
Esse capítulo é o oito como já sabem, ele até que ficou maiorzinho que os outros capítulos. AVISO: eu fechei o capítulo nove em 6.231 palavras, quero que todo mundo leia na sexta-feira que vem ok? e.e Até porque, o capítulo que vem tem LEMOOOOOOOOON, só não digo de quem!
Boa leitura :3


Acordei sentindo uma leve dor nas minhas partes baixas. Se você me perguntar se a noite foi boa, simplesmente vou te responder que foi maravilhosa. Sai é branco, mas em certos aspectos parece até que veio do Congo. Se é que me entende...

— Bom dia. – Desejou meu agora... Ah, amigo com benefícios.

— Ou não. – O que? Eu concordei em ter uma espécie de relacionamento com ele, não falei que ia ser o tipo de pessoa amorosa.

— Pelo amor de Deus, Sasuke! – Ele se levantou da cama. – Vai dizer que ainda está doído com o lance do Uzumaki? Eu te avisei.

Levantei-me também, indo em direção ao banheiro para escovar os dentes. Fiz minha higiene em silêncio, apenas olhando para Sai pelo espelho.

— Eu dei para você a noite toda, Sai-pra-lá. Você devia estar feliz, já que eu estou praticamente manco. – Sorri cínico e saí do quarto indo em direção ao meu, afinal, eu não posso morar com Sai e Sasori. Aliás, por onde anda Sasori?

Abri a porta do meu quarto e Naruto estava sentado em sua cama, com olheiras maiores que eu e mesmo assim estava com um pequeno sorriso no rosto.

— Bom dia... Achei que estivesse chateado comigo. – Sua voz estava rouca. Não rouca do tipo bom, rouca do tipo de quem passa a noite gritando. Por um segundo cheguei a pensar que Naruto realmente se importava.

— E o que te levaria a pensar isso? Não seja bobo, nii-san. – Tá, abusei do sarcasmo, mas eu posso. – Sei que estava com saudades, eu apenas dormi com Sai, mas ainda moro aqui.

Peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro me trancando lá. Parece coisa de doido sair do banheiro de um quarto para tomar banho em outro, mas eu não estava afim de ser estuprado por Sai-daqui.

— Ah, Sasuke! Esqueci-me de te contar a boa nova. – A voz de Naruto estava abafada pela água incrivelmente quente do chuveiro. Eu estava tão relaxado e zen que quase caí duro quando Naruto me solta a seguinte pérola: - Gaara vai alugar uma casa perto da faculdade, não é maravilhoso? Agora posso ir para lá todo fim de semana, menos esse agora que vou para sua casa. Não pense que esqueci.

Claro, não quer jogar pimenta no meu olho também? No do cu, sabe.

- Ah, claro! Realmente ótimo. – Eu não ia deixar barato, meu espírito filho da puta nato me mandava retrucar. – Eu e Sai começamos a namorar ontem, não é maravilhoso? Melhor que isso só pau. Opa! Isso eu já ganhei. – Gargalhei sozinho.

Eu não queria estar chateado com Naruto, eu não tinha motivos para estar chateado com ele, mas algo em meu interior ficou muito... Ressentido quando ele me chamou de irmãozinho. Não sei se era o fato de Sai estar certo, ou o fato que todas as possíveis ilusões que eu já havia formado, foram destruídas com um enorme NUNCA VAI ACONTECER vindo da realidade.

Terminei meu banho, me vesti e saí para deixar Naruto fazer suas necessidades matinais. Juntei todo meu material necessário e avisei para meu companheiro de quarto que iria tomar café da manhã.

Sentei-me à mesa da cantina, pronto para comer minha omelete feliz. Ok, grande café da manhã, mas ei, eu não estava lá com toda essa fome.

— Bom dia, Sasuke-kun. – Saudou a pistoleira cor-de-rosa que se sentou à minha mesa junto com Hinatinha-chan, a catiróba.

— Bom dia. – Limitei-me a responder e Hinatinha corou. Por que diabos eu a chamo de Hinatinha? Não sei, ela só me parece tão fraca e frágil a ponto de precisar do diminutivo.

— Não me leve a mal, Sasuke-kun, mas eu convidei Hinata-chan e seu namorado Kiba para sua casa no fim de semana. – Virou bagunça?

Dei mais uma garfada em minha omelete e depois de estar com a boca vazia, respondi que estava tudo bem.

— O-obrigada, Sasuke-san. – Hinatinha agradeceu. Ela era tão educada que às vezes chegava a me irritar. Por que ser tão tímida e educada com todos? Nem todo mundo merece esse tipo de tratamento e eu sou um desses.

— Catiró... Hina-chan, me chame apenas de Sasuke, ou Sasuke-kun. – Sorri de leve tentando esconder meu vacilo. E que vacilo.

— Hai. – Terminamos todos de tomar o café da manhã e fomos para a primeira aula.

A aula começou e eu não estava nem um pouco afim de prestar atenção, então fiquei desenhando em meu caderno. Hoje eu não havia me sentado perto de meus costumeiros, ah, amigos... Chame como quiser. Eu estava sentado perto do gênio e ricaço da faculdade, que estava fazendo três cursos ao mesmo tempo: Nara Shikamaru. Perto de uma menina loira chamada Temari, perto de Hinatinha-chan e seu namorado com cara de cachorro.

— Kiba-kun, fomos convidados para passar o fim de semana na casa dos Uchiha. Você vai comigo, não é? – A voz tímida da catiroba-chan perguntou.

— “Kiba-kun” – Ele a remendou. – Às vezes até parece que você é de vidro, Hinata. Eu já lhe disse que não gosto de garotas assim... Sinceramente não sei por que estou contigo.

Assim que ele terminou de dizer isso, algo dentro de mim se contorceu. Como assim ele não sabe? Apesar de tudo, Hinatinha é bonita e gentil, todo garoto gosta disso.

Eu não sou amigo e nem muito chegado a Hinata, mas se tem coisa que me irrita é homem ignorante. Pelo que eu sei ela concordou ajudar Naruto sem ganhar nada em troca, de acordo com meu amigo ela gostava dele, mas dava para ver no olhar magoado de Hinata que de quem ela realmente gostava era de Kiba.

— Você di-disse que gosta de mim, Kiba-kun. – Ela apertou as mãos contra a boca, quase como se não quisesse que ele a escutasse.

— Eu digo muitas coisas... Mas estou quase realizando que você não é mulher para mim. – Resmungou o Inuzuka que logo seria castrado. – E sim, vamos para a mansão Uchiha no fim de semana.

Assim que a primeira aula acabou e Kiba quase fugiu de Hinata, eu pude alcança-la sem problemas.

— Hina-chan, desculpe-me pela intromissão, mas eu escutei sua conversa com Kiba. – Toquei em seu ombro tentando passar segurança.

— Ah... Isso não foi nada. Ele é assim mesmo, faz parte do jeito dele. – Ela não iria conseguir me enrolar tão facilmente.

Segurei-a pelos dois ombros agora e a virei para mim, fazendo-a me olhar nos olhos.

— Eu sei que não é verdade. Eu só não sei porque eu vou dizer isso... – Suspirei. – Eu sou o ser mais egoísta, mesquinho, babaca e gostoso da face da Terra, mas eu quero te ajudar. Não só a ter Kiba nos seus pés, mas também para mostra-lo que você é mulher para ele e para muitos, que você pode escolher e que não vive só para ele.

Eu estava soando como o defensor das feministas agora, mas quem liga? Kiba realmente tinha sido um babaca e se ele fosse viado, com certeza seria o do tipo mais escroto. Minha vontade agora era arrancar os bagos dele. Ou bagaços.

— Vo-você... Faria isso por mim? – Hinata exibiu um sorriso tímido.

— Sim, mas para de gaguejar, você está me irritando pra caralho. – Passei o braço por seus ombros e seguimos andando. Realmente não sei o que me deu hoje... Talvez seja falta de companhia normal, sem me estressar. – Hoje às 15h e 30min me encontre na lanchonete, vou te levar ao shopping e depois vou te ensinar algumas coisas. Se tem coisa que eu entendo é como me fingir de macho. – Ri baixo.

O dia passou normalmente, Sai insistiu em sentar perto de mim em todas as outras aulas e eu só via Naruto com um copo de café na mão. O garoto estava movido à cafeína, não me surpreenderia se ele enfartasse a qualquer momento. Assim que deu a hora que marquei com Hinata, saí da sala fingindo que estava passando mal e fui até a lanchonete. Lá estava ela, pela primeira vez eu vi Hinata de cabelos soltos e devo dizer... Nada mal.

— Vamos? – Estendi meu braço para ela que entrelaçou seu braço no meu. – Hoje sua vida vai mudar, Hinatinha. Qual é seu quarto?

— É o 350. – Ai minha Nossa Senhora, me dá força. Chegamos ao quarto de Hinata, onde a mesma me mostrou onde ficava sua mala.

— Mas está vazia! – Exasperei-me.

— Sim. Tudo que é meu está dentro do guarda-roupa. – Explicou a sonsa.

— Você roubou o armário todo para você? Que má. – Ri. Hinata jamais seria má, nem se quisesse. Mas comigo instruindo-a, ela podia chegar bem perto, algo como levemente malvada.

— Não seja bobo, Sasuke-kun. Eu só estou com metade do armário, essas são todas as minhas roupas. – Alguém me socorre, estou tendo uma síncope!

— SÉRIO? – Abri o armário. Alguns casacos, algumas calças jeans claras, alguns sapatos e pouquíssimas blusas. – Essa sua vida acaba hoje! Para de pobreza. Pelo que eu sei seu sobre nome é Hyuuga, então você tem uma fortuna tão grande quanto a minha para gastar. Vamos, pegue seu cartão. – Peguei-a pelo braço e comecei a andar para fora do quarto e da faculdade.

Ela apenas riu e me seguiu.

Mais cedo eu havia ligado para Itachi e pedido para ele encarregar um motorista de trazer meu carro aqui. Meu maravilhoso Porshe já estava comigo de e eu podia novamente ser feliz.

Acomodei Hinata no banco do carona e me sentei no banco do motorista. Passei a mão pelo volante e literalmente “senti o possante”. O poder de estar em um carro esporte... Você só entende quando se está num.

Dei a partida e quase chorei quando ouvi o motor da minha máquina. Que foi? Meu carro, meu orgulho.

Chegamos ao shopping e paramos em frente à primeira loja. Fiquei de frente para Hinata.

— Escuta aqui, Hina-chan. Não são só compras, ok? Vem com toda uma mudança. – Expliquei o ritual sagrado do consumismo. – Você quer que Kiba perceba que você não é qualquer garota, não é? Então, esqueça seus sapatos baixos, a partir de hoje você só usa salto. Esqueça essas blusas infantis, se eu fosse mulher e tivesse metade dessas suas peitarias aí, só andaria de decote. E outra, nada mais de prender esse cabelo.

— Ma-mas... Sasuke-kun!

— E PARA DE GAGUEJAR, EBÓ. – Bati a mão na testa. – Você tem que passar confiança, ser altiva e... Basicamente, você vai ser um homem feminino. A partir de agora você tem um pau, entendeu? – Perguntei. Ela somente corou violentamente e tampou a boca com a mão para disfarçar o riso. – Não é para rir! A partir de hoje você tem um pau, entendeu?

— Entendi, Sasuke-kun. – Ela respondeu, começando a ficar mais séria.

— Muito bem. – Entrei com ela na loja. Eu fiz questão de estar com uma blusa com o símbolo de minha família, então logo fui atendido e a atenção só aumentou quando souberam que minha amiga era a herdeira Hyuuga.

— Eu vou querer cinco calças jeans escuras, coladíssimas e com stretch, não quero que minha amiga morra sufocada. – Os olhinhos de Hinata apenas brilhavam. – Também quero vestidos; a maioria em cores escuras. Não quero nada que a faça parecer virgem. – Eu estava praticamente demonstrando que eu era um viado, mas tudo bem.

Hinatinha-chan cutucou meu braço, fazendo-me abaixar para escutar seu sussurro.

— Sasuke-kun... Eu sou virgem. – Nossa Senhora da Bicicletinha, me dai equilíbrio que meu útero latejou agora. Como assim ela é virgem? Quem é virgem com vinte e poucos anos?

— Espera! O Kiba não te comeu? – Ela negou com a cabeça — Ah, claro. Estava tão na cara. – Comentei. Fiz Hinata experimentar todas as roupas que eu havia escolhido e decidi o que ficava e o que não servia. Partimos para outra loja, para comprar sapatos, blusas e jaquetas.

Deixei a catiróba escolher algumas peças por conta própria e até que ela não era de todo mau gosto. Joguei-lhe uma jaqueta de couro preta que eu sabia que ela não iria nem precisar provar. Peguei um par de botas de cano alto da mesma cor, muitas blusas com decote e inúmeros saltos. Próximo passo? Acredite ou não, loja de lingerie.

Eu tive que ver a bunda branca de Hinatinha por uma meia hora. Qualquer homem comum adoraria ver isso, mas já que é para ver bunda, que fosse a de Naruto né!

Fiz a sonsa escolher apenas conjuntos escuros. Você deve estar pensando que eu tenho obsessão com cores escuras, e eu realmente tenho, mas ela tinha uma pele muito clara, então ficava bem com cores frias.

— Agora, cabeçuda, vamos ao cabeleireiro. – Tomei algumas das sacolas de sua mão. Devíamos estar carregando quase o dobro de meu peso em sacolas. – Mas antes, vamos deixar essas sacolas aqui no carro, não nasci para burro de carga. – Ela riu e deixamos as sacolas em meu carro, que ocuparam todo o banco de trás mais o porta malas.

Voltamos para o shopping, entrando no salão de beleza.

— É o seguinte – Avisei para os viados menos gostosos que eu que trabalhavam no estabelecimento. -, essa é Hinata Hyuuga e eu não aceito que ela saia daqui menos que perfeita. – Pensei em ameaçar algum deles com estupro, mas acho que todos gostariam. Assim como eu, óbvio.

Enquanto Hinata foi sequestradas pelas bichas do salão, eu resolvi dar uma volta. Eu não sei se Deus me ama, se Deus realmente me ama ou se me ama para caralho. Ali estava a cena que eu gostei – ao mesmo tempo em que não – de ver. Gaara estava beijando outro garoto. Ele usava uma blusa verde e tinha um estranho cabelo de tigela. Peguei meu celular e tirei quantas fotos eu podia.

Gaara fazia Naruto feliz, se eu mostraria essas fotos para meu amigo ou não, eu decidiria até o fim de semana em minha casa. Quartas-feiras negras, quem não ama?

Comprei um sorvete ali perto e passei perto dos dois. Sem querer, ou não, esbarrei com o sorvete em Gaara que estava em um ósculo profundo com o tal garoto.

— Opa! – Sorri sínico. Obrigado Sai-de-baixo por me ensinar a sorrir assim. – Gaara, querido. Que bom te ver aqui. Seu namorado sabe que você chupa a boca alheia ou você só estava fazendo limpeza dentária nesse aí? – Mirei o garoto estranho de cima a baixo. – Sinceramente, Naruto dá de dez a zero nele.

— Quem é Naruto, Gaara-kun? Você está me traindo? – O garoto gritou. Geez! Isso é melhor do que eu pensava.

— Oh, então você não sabe quem é Naruto? – Ri. – Pergunte para seu namorado que eu pergunto pro meu. E pode deixar Gaara, eu não vou contar... Não agora. – Dei as costas e voltei para o salão onde Hinata estava. Aposto que o cu de Gaara estava tão fechado que não passava nem agulha! Haha.

Quando cheguei ao salão, Hinata estava mais do que linda. Estava com o cabelo escovado, o que o deixava maior. Suas unhas da mão estavam pintadas de vermelho. Seus olhos tinham sombra preta e os lábios estavam mais brilhantes. Não lembro de ter falado nada sobre maquiagem agora, mas que se dane.

— Isso não é salão de beleza, é salão de milagres! – Ela falou feliz.

— Não se esculache você era linda, agora só está melhor. – Sorri sincero. Saímos dali conversando como se fossemos os melhores amigos do mundo. Não que eu quisesse expandir meu “círculo de amizades”, mas Hinata não era de todo mal.

Depois de comprarmos algumas maquiagens e comer, chegamos à faculdade já de noite, puxei-a até seu quarto e ali conheci sua companheira de quarto, Mitashi Tenten. Infelizmente tivemos que expulsá-la.

Peguei o primeiro saco que vi dentro do quarto e enfiei todas as roupas antigas de Hinata ali.

— Está vendo isso? É lixo. Se eu te ver usando essas roupas de novo, eu juro que eu mesmo te desço uma surra de madeira. – Ri divertido. – Mas não no sentido bom.

Ela riu junto comigo e me ajudou a ocupar metade do armário com suas novas roupas, pondo o resto em sua mala. Ainda assim algumas roupas ficaram de fora.

[Like a boy – Ciara]

Levante as calças

(como eles)

Tire o lixo

(como eles)

Você pode ganhar dinheiro como eles

Rápido como eles

Garota, você deve agir como se entendesse

(o que eu estou falando)

Códigos de segurança em tudo

Ponha o telefone pra vibrar, nunca ligue

(Conta conjunta)

E uma outra (conta) que ele não saiba a respeito



— Agora, vou te ensinar como ser um menino. – Falei. – E eu sei fazer isso às vezes. – Ela riu abertamente agora, sem por a mão na frente da boca. – Está melhorando, já tirou a mão da frente da boca.

A fiz experimentar uma calça jeans com um salto agulha vermelho e uma blusa decotada preta.

— Tá gostosa. – Elogiei. – Agora senta na beirada da cama. – Apontei o lugar e ela se sentou. – Não, não! Está tudo errado. – Andei até ela, abrindo suas pernas em uma distância considerável. Sentei-me na cama de Tenten e a mandei virar de frente para mim. – Isso. Agora segura o queixo com uma mão. – Ela fez o que eu pedi. – Muito bem. Agora segure seu pau!

Hinata gargalhou como eu nunca havia escutado.

— Des-desculpe Sasuke-kun, mas no que isso ajuda?

— Ajuda a você entender que nem tudo que não é cem por cento educado é incorreto. Você tem que ter um pouco de cara de pau. – Expliquei. – Agora segura a merda do seu pau imaginário, garota! – Mostrei como se fazia, é óbvio que eu tenho um pau, mas vê-la fingindo que tem um era muito mais divertido. – Dá uma coçadinha. – Falei brincando e ela riu comigo. – Isso, garota! Agora, não gagueja mais e eu não quero ver você corada à toa. – Foi só mencionar que ela ficou vermelha. – Vem, levanta! Fica de frente para mim.

Gostaria que pudéssemos trocar de papel

e eu pudesse ser daquele jeito

Dizer que te amo

Mas quando você ligar, eu nunca dar o retorno

Você faria as mesmas perguntas que eu?

Tipo, onde você está?

Porque eu estou na rua às 4 da madrugada

Na esquina me divertindo

Fazendo minhas coisas

Ela se levantou, vindo até mim. Olhei-a nos olhos e me preparei psicologicamente para a reação que Hinata talvez tivesse.

— TÁ OLHANDO O QUÊ, GAROTA? – Gritei. – Mulherzinha. – Ri de lado. – Você é uma fraca, Hinata. Fraca! Ridícula. – Pude ver os olhos da garota se encherem d´água e logo a abracei. – Não, não, não. Não é para você ficar assim. Você tem que me encarar, você tem que me peitar, xingar!

— Xi-xingar? – Perguntou, novamente pondo a mão sobre a boca.

— Não retroceda! Tira essa mão de frente da boca e faça como eu disse. Não gagueje! – Instruí. – Pense na pessoa mais abusada que você conhece, aquela que não leva desaforo para casa e se inspire nela. Eu quero ver, Hinata, quero ver o seu lado escuro.

E se eu

Tivesse outro rolo?

Faria você chorar?

As regras mudariam?

Ou seriam as mesmas

Se eu te tratasse como um brinquedo?

Às vezes eu gostaria de poder agir como um garoto.

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso



Esperei ela se acalmar e limpar as lágrimas dos olhos. O que veio a seguir me surpreendeu e muito. Hinata tirou a blusa, ficando apenas de sutiã na minha frente. Eu não gosto de mulher, mas era impossível não olhar para os peitos da morena. Com certeza ela percebeu, mas não corou nem um pouco, assim como eu havia dito. Sentou-se na beira da cama e fez a primeira pose de nosso ensaio. Apoiou uma das mãos no queixo e outra em cima de seu “pau”. Não perguntei se ela estava preparada, eu apenas soube.

— O que você tem hein, fraca? – Praticamente cuspia as palavras, demonstrando um ódio que eu não tinha por Hinata. – Você é ridícula, deixa as pessoas passarem por cima de você. Orgulha-se de ser assim? Um degrau? – Vi seu lábio inferior tremer e pensei que estava pegando pesado demais, porém não parei e resolvi pegar no ponto fraco. – É por isso que não é mulher o suficiente para Kiba.

Hinata se levantou como um raio, me empurrando para o outro lado do quarto e avançando para cima de mim. Abriu os braços, exibindo o peito. Literalmente “me peitando”.

— Tá maluco, cara? – Peitou-me mais uma vez. – Eu acabo com a sua cara. – Agora ela me empurrou. – Vai pra casa do caralho! Fraca é seu cu que não aguenta mais levar pau aí. – Ok, eu estava ficando assustado. – Viadinho, não vai me encarar agora é? – Me deu um soco no peito que doeu MESMO. Segurei seus braços e fiz força para conte-la e conseguir envolve-la num abraço.

— É isso garota. – Parabenizei. – Agora eu quero ver essa atitude na frente do Kiba. – Ela retribuiu o abraço. – Mas sem peitar tanto e sem coçar o saco. – Rimos juntos. – Sabe Hinatinha, eu nunca gostei muito de ninguém em relação à amizade... Mas acho que você pode ser uma grande e verdadeira amiga. – Fui sincero.

— Você já é um grande amigo, Sasuke-kun. – Disse ela.

Garota, vá em frente e seja

(como eles)

Corra pelas ruas

(como eles)

Vá para casa tarde, durma como eles

Rasteje como eles

Confronte seus amigos

Seja durona quando estiver com eles, como eles

(O quê?)

Mantenha a cara séria quando contar uma mentira

Sempre tenha um álibi forte

(deixe-o no escuro)

O que ele não sabe, não partirá o coração dele.

Gostaria que pudéssemos trocar de papel

e eu pudesse ser daquele jeito

Dizer que te amo

Mas quando você ligar, eu nunca dar o retorno

Você faria as mesmas perguntas que eu?

Tipo, onde você está?

Porque eu estou na rua às 4 da madrugada

Na esquina me divertindo

Fazendo minhas coisas

Yeah



— Você vai agir com ele assim até o fim de semana na minha casa, se ele merecer, você pode aliviar um pouco, mas não volte a ser boba como antes. – Aconselhei, desfazendo o abraço. – Seja altiva, sedutora. Não tenha medo de parecer vulgar. Você pode. Ponha uma coisa em sua mente: você é bonita, você é gostosa e não é o Inuzuka que escolheu você, é você que o escolheu. – Ela assentiu. – Seduza-o e o veja arrastar-se aos seus pés. Acredite, é muito divertido. – A abracei mais uma vez. – Agora tenho que ir, fraca. – Lhe dei um murro fraco no ombro.

E se eu

Tivesse outro rolo?

Faria você chorar?

As regras mudariam?

Ou seriam as mesmas

Se eu te tratasse como um brinquedo?

Às vezes eu gostaria de poder agir como um garoto.

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso.



— Tá maluco ou tá doidão? – Ela me perguntou, já se armando de novo, mas parou no meio do caminho quando desabamos em gargalhadas. – Obrigada, Sasuke. Mesmo.

— Estou aí para isso. – Pisquei para ela.

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso


Se eu estivesse sempre fora

E chegasse em casa de manhã

(você ia gostar disso?)

Eu disse que estava com a minha galera

Quando eu sabia que era mentira

(você ia gostar disso?)

Se eu agir como você

Andar uma milha como se fosse você

(você ia gostar disso?)

Eu estou te confundindo de novo

Uma dose do seu próprio remédio


E se eu

Tivesse outro rolo?

Faria você chorar?

As regras mudariam?

Ou seriam as mesmas

Se eu te tratasse como um brinquedo?

Às vezes eu gostaria de poder agir como um garoto


Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso

Não pode ficar irada

Por que está irada?

Não consegue lidar com isso


Se eu te enganasse

Você ia gostar?

Tivesse amigos

Você ia gostar?

Nunca telefonar?

Você ia gostar?

Não, não

Você não ia gostar!

Não!


E se eu

Tivesse outro rolo?

Faria você chorar?

As regras mudariam?

Ou seriam as mesmas

E se eu

Se eu te tratasse como um brinquedo?

Às vezes eu gostaria de poder agir como um garoto


Não consegue lidar com isso



Voltando para meu andar encontrei um Sai-mancando puto da vida esperando-me no corredor entre meu quarto e o dele.

— Olá. Posso saber onde estava e com quem estava? – Perguntou irado.

— Não. – Limitei-me a responder e fui andando em direção ao meu quarto, mas Sai puxou meu braço, fazendo-me ir de encontro com seu peito.

— Mas eu quero saber, então eu vou saber! – Levantou o braço, pronto para desferir um soco ou um tapa em meu rosto. Eu não era indefeso, mas a susto do momento me paralisou. Fechei os olhos esperando pelo impacto que não veio, quando os abri, Sai estava sendo encurralado contra a parede por ninguém mais ninguém menos que Hyuuga Hinata. Minha amiga.

— Qual é a sua, branquelo? – Perguntou ela, o peitando como eu havia ensinado. – Fraco. Babaca. Vem cá, quero ver bater na mulherzinha aqui. – Bateu em seus peitos, depois largando as mãos do lado do corpo. – Experimenta tentar bater nele mais uma vez... Só mais uma, — Apontou o dedo para o rosto do meu pseudo-namorado. – que eu enfio uma vassoura no olho do seu cu. – Coçou o “saco” – Me chupa. Babaca! – Antes de voltar para seu andar, olhou para mim. – Obrigada. – E foi-se.

Eu sei que eu podia perder as pregas que eu já não tinha, mas não me aguentei.

— Ialá, Sai-do-chão, quase apanhou para uma garota! – Que coisa mais quinta série. – Se fode aí. – Continuei meu caminho até o quarto.

— Sasuke-kun, o que foi todo esse barulho? – Naruto perguntou desesperado.

— Não foi nada, nii-san. – Respondi amargo. – Apenas confusão envolvendo o meu macho. – Tirei minhas roupas, ficando apenas de boxer. – Boa noite, sonhe com pirocas de asas.

Notas finais
E aí? Gostaram do lado "carinhoso" do Sasuke? Mereço comentários? Até o próximo hein...