Hit Me Like A Man.

9 Hinatinha esperta e flashback.


Notas iniciais
E AÍ MEUS AMORES! Olha quem voltou mais cedo do que devia. Eu estou aqui hoje postando um capítulo (bem) mais cedo do que eu devia, porque fiquei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito feliz com os comentários e eu não estava me aguentando para postar.
Esse ficou bem grandinho até... Quero ver todo mundo lendo, hein. Aproveitem o capítulo e boa leitura!

PS: O CAPÍTULO NÃO FOI REVISADO.

Acordei com o sol batendo em meu rosto e a plena noção de que aqueles eram os primeiros raios do dia.

Sentindo-me tão bem como jamais estive, levantei da cama e me deparei com Naruto dormindo com um livro jogado sobre seu rosto. Ele estava sem camisa e o livro tampava seu rosto. Espera, livro?! Olhei o título. Cinquenta tons de cinza. Esqueça o desespero, Sasuke.

Fui até o banheiro fazer minha higiene matinal. Péssima notícia de hoje? Eu estava parecendo um unicórnio graças a uma espinha que resolveu nascer no meio da minha testa. Boa notícia? Eu sou um unicórnio muito muito quente.

Voltei para o quarto, peguei meu iPod e o conectei com meu mini amplificador. Levei para o banheiro, caguei e andei para o fato que Naruto podia acordar. Hoje meu dia havia começado comigo me sentindo bem e é assim que eu quero continuar.

[I’m too sexy – Right Said Fred]

Comecei a tirar minhas roupas lenta e sensualmente, virei-me para a parede, segurando meu microfone imaginário e cantarolei junto com a música.

I’m too sexy for my love, too sexy for my love, love’s going to leave me. – Rebolei até o chão e me levantei mordendo os lábios. – I’m too sexy for my shirt, too sexy for my shirt, so sexy it hurts. – Joguei a camisa longe. Ri um pouco da minha própria bobagem, terminando de tirar a roupa. Entrei no box e continuei a dançar. Eu puxava meus cabelos, rebolava como uma prostituta e fazia caretas.

Comecei a me ensaboar e sem querer, minha mente devaneou para Naruto. Ele estava deitado em sua cama, sem camisa e com aquele livro em cima do rosto. As possibilidades de sacanagem que passaram em minha cabeça foram infinitas. Hoje o dia estava quente, imagina se eu chego, todo molhado e me deito em cima dele com a desculpa que quero refresca-lo? Ou melhor: pedindo picolé? Se é que me entende. Tirei o sabão e peguei meu lindo e amado xampu que estranhamente tinha bem menos líquido do que era para ter. Eu posso gostar do Naruto, ter tesão em Naruto, mas ele seria firmemente estrangulado se estivesse usando meu xampu. Ou não, foda-se, eu sou só um garoto confuso que quer dar para o companheiro de quarto. Abaixei meu tronco e levantei, jogando meus cabelos para trás, passando o dedo pela boca e deixando-o deslizar pelo resto do meu corpo.

Suspirei frustrado. Eu iria precisar pedir para Naruto me comer? Apoiei-me na parede do lado do box e empinei minha bunda em direção ao banheiro. Quase podia me imaginar sendo um dançarino de pole dance perfeito. Ri comigo mesmo e dei uma voltinha. Naruto pelo menos podia querer um pente e rala. Baguncei meus cabelos antes de sair do box com um pouco de pressa.

Saí do box continuando minha dança e sendo feliz. Devo dizer que quase caí no banheiro quando rebolei até o chão para pegar um pente que eu devo ter deixado cair.

I'm a model, you know what i mean. And i do my little turn on the catwalk. – Subi ainda rebolando e quando meu rosto chegou à altura do espelho, eu vi a cena mais erótica do mundo. Ali, muito bem refletido no espelho. Naruto estava parado na porta do cômodo, ele tinha os lábios entreabertos e sua bermuda tinha ido para casa do caralho. Desci meus olhos até sua cueca e... Deus, Alá, Buda! Naruto estava excitado. Uma linda ereção matinal. Eu não podia saber se ele estava sonhando em prender alguém com correntes e cintos no melhor estilo Christian Gray, se estava assim porque me viu dançar ou se era apenas uma daquelas vezes que essas coisas acontecem sem querer.

Como sou a ousadia em pessoa, continuei encarando. Qual é, estava ali a coisa mais preciosa que desceu na face da Terra: o pau de Naruto!

– Bom dia, Naruto. – Saudei. – Você costuma acordar animado assim? – Ri baixo. Onde havia parado minha vergonha na cara? Pergunte ao gene Uchiha. Eu me sentia o próprio Itachi provocando alguém. Frio, calmo, de voz cortante e sarcástica.

– Não, apenas quando tem bundas tão bonitas rebolando. – Ele respondeu mais frio ainda. DEUS, por que Naruto insistia tanto em tentar acabar com a minha sanidade? Untei gostoso. Afinal, não é ótimo acordar e saber que seu amigo e paixão platônica acha sua bunda bonita?

– A do Gaara não é suficientemente bonita, nii-san? – Escarniei e sorri tanto maliciosamente, quanto triunfalmente. Lembrei-me da foto de Gaara beijando o garoto esquisito e percebi que não iria me importar de ajudar Naruto a dar o troco, caso ele descobrisse ou eu contasse. Meu amigo ia retrucar minha provocação, porém fui salvo pelo gongo: alguém bateu na porta. Enrolando-me na primeira toalha que vi ali, fui abrir a porta. Observei Naruto entrando no banheiro e encostando a porta. Pensamentos perversos com a imagem dele se masturbando invadiram minha cabeça. Tudo bem, ele poderia só tomar um banho gelado ou simplesmente fazer sua higiene matinal... Mas se fosse se masturbar, seria pela minha bunda! Chupa essa, mundo! Quando eu abri a porta, leia-se botar a cabeça para fora, lá estava Hinatinha, com toda sua inocência escondida por baixo de umas das roupas que lhe comprei. Ela vestia uma blusa cinza escura com um decote quase vulgar, uma calça jeans apertada e saltos de 15 cm.

– Não acha que está gostosa demais para essa hora da manhã? – Perguntei divertido. Hoje nada estraga meu humor, principalmente pelo fato do Naru-kun achar minha bunda bonita.

– Que nada. – Ela riu. – Vim agradecer. Kiba ainda não me viu assim e eu faço questão de sentar perto de você hoje para termos visão privilegiada.

E não é que ela não está mais tão bobinha?

– Pode deixar, vou sentar perto de você. – Como Hinata era bem baixinha, mesmo com os saltos, eu pude ver meu pseudo-namorado chegando por trás dela, abri a porta mais um pouco e a puxei para dentro.

– SASUKE! VAI BOTAR UMA CUECA. – Ela gritou. Tampei a boca da catiróba.

– NUNCA VIU HOMEM DE TOALHA? – Perguntei e logo lembrei que ela era virgem, então disfarcei, tentando me tampar do melhor jeito possível enquanto ia até minha o armário pegar uma cueca limpa. Deus, tenho que perder essa mania de andar de toalha, isso ainda vai me matar! Meu desespero só aumentou quando Sai bateu na porta. – Fodeu! Entra no banheiro e já é! Não saí daí, vou dizer para o Sai-do-armário que você está tendo um piriri. Prometo não dar pra ele com você no quarto. Agora vai! – Empurrei Hinata para dentro do pequeno cômodo, coloquei a cueca por baixo da toalha e fui abrir a porta com a maior cara de santo que eu conseguia fazer, o que não é fácil, sabendo que eu enfiei Hinata no banheiro junto com Naruto e que o mesmo podia gritar a qualquer segundo.

– Oi. – Abri a porta dando o meu melhor sorriso amarelo. – Poxa, acordado tão cedo?

– Você sabe que eu acordo cedo. – Sai entrou no quarto. – Hm, você só de toalha me dá muitas ideias. Ultimamente você tem gostado muito de andar assim, não é? – Riu malicioso. – Sabe, achei que poderíamos ir pra aula um pouco mais cansados hoje. – E avançou para cima de mim, tomando meus lábios com tamanha fúria que eu jamais havia reconhecido nele. Infelizmente ou felizmente, eu não parava de pensar no selinho de Naruto e isso tirava toda e qualquer animação que eu poderia ter com o meu pseudo-romance. Legal, agora o único cara que quer me comer é broxante.

Tentei entrar no clima. Abracei Sai pelo pescoço e tentei esquecer meu amigo e Hinata que estavam no banheiro. Retribuí o beijo fervorosamente, deixando Sai passar a mão por meu corpo. Ele desceu a boca para o meu pescoço, mordendo e chupando ali. Em outras ocasiões eu já estaria virando os olhos, mas agora, eu só conseguiria fazer isso se pensasse em Naruto e a aparência de Sai não favorecia em nada. Seus dedos apertaram meus mamilos, agora eu estava começando até a gostar. Grudei-me ainda mais nele, puxando uma de suas mãos para minha bunda e ele a apertou com gosto. Quando suas mãos se direcionaram para minha cueca, fechei os olhos.

– Sasuke... Você não está animado? – Legal o momento que seu pseudo-namorado te pega na paulemolência.

– Sabe como é, né? – Queria poder dar aquelas desculpas de “naqueles dias do mês”, mas não posso, então vamos enrolar. – Estou com uma puta dor de cabeça, cansaço, estou quase morrendo... – Acho que exagerei. –... Morrendo de dor. – Completei e sorri amarelo. – Agora, se puder me deixar sozinho, logo irei tomar café da manhã. – O empurrei do jeito que pude até a porta. Porra, que cara pesado! – Tchau Sai-correndo, te vejo depois. Arrivederci!

Fechei a porta atrás de mim e encostei-me à mesma. Fechei os olhos e escorreguei, sentando-me no chão. Cara, que furada! E agora, como dizer para o Sai “Ei você é broxante pra caralho. Que tal pegar uma cor e pintar os cabelos de loiro?”? Eu estava atolado até o pescoço com minhas confusões físicas e mentais. Hinata saiu do banheiro e ignorando meu drama particular, me empurrou sutilmente para conseguir passar.

– Sasuke! Por que ainda está de cueca? – Está vendo? Sou esperto. Eu sabia que a toalha ia cair! Essas coisas só acontecem comigo. Dei um pulo do meu tamanho e caí de pé. Rá, sou um gato. Mentira. Só levei um susto. Naruto estava de cueca também, sua toalha estava em seu ombro e eu podia admirar as gotículas de água que caiam por seu tronco durante horas. – Você e Sai transaram ou você estava se masturbando?

Eu podia dizer a verdade, mas não quis. Ser filho da puta é sempre melhor.

– Pelo menos não sou eu que adormeço lendo Cinquenta tons de cinza. – Zombei. – Estava buscando ideias para fazer com o defunto ruivo? Espero que o amarre numa coleira presa ao teto e que ele escorregue. Seria muito divertido vê-lo enforcar. – Ri. Levantei-me e botei uma calça, uma blusa e uma jaqueta. Peguei meus chinelos, minha carteira, meu celular e saí do quarto. – Até mais.

Provavelmente deixei um Naruto irritado ou um Naruto puto da vida, o que era a opção mais plausível.

Assim que eu cheguei à lanchonete, vi a cena que mais me orgulhou na vida: Hinata estava cercada por dois garotos e nenhum deles era Kiba. Um eu reconhecia por ser o gênio Nara Shikamaru e sinceramente nunca esperei vê-lo xavecando alguém, ainda mais a Hinata. O outro não era da classe de administração, mas era estranho. Usava um casaco de gola alta, mas não deixava de ser bonito.

– QUE ISSO HEIN! – Gritei. Ela riu e veio até mim, enlaçando seu braço no seu. – Cara, Naruto me viu fazendo meu draminha na porta– Contei. – Nunca levei um susto tão grande. Estava lá eu, sentado no chão, perdido em meu próprio mundinho e Naruto sai do banheiro. Aliás, qual foi a reação dele quando te joguei dentro do banheiro?

A catiroba não teve decência e riu da minha cara.

– Isso, ingrata! Ri, ri mais. Ri de quem lhe estendeu a mão amiga. – Virei meu rosto e ela abraçou minha cintura, querendo que eu olhasse para ela.

– Calma! A porta do box estava fechada, eu não vi nada demais. Avisei que eu precisava ficar ali um pouco e ele deixou.

– O que é isso aqui? Hinata, por que está abraçada com o Uchiha? – Oh, agora as coisas vão ficar boas. Adoro treta! – Uchiha, larga ela. Ela é minha.

Como adoro fazer minhas capirotagens, enlacei a cintura de Hinata, virando para encarar o Inuzuka.

– E se eu não quiser? – Respondi fazendo meu papel de macho, coisa que eu era, mas não tanto.

– Eu tiro ela de você. — Ele serrou os punhos. Hinatinha-chan fez meu orgulho e “partiu pra cima” de seu namorado.

– Qual é? – Empinou os peitos, mas sem perder a compostura. – Eu não sou sua, não sou uma mercadoria. Ele é meu amigo e eu abraço ele quantas vezes quiser, assim como abraço qualquer um dessa faculdade, até o faxineiro. – Ela estava tão perto dele, que se não fossem pelas palavras e a cara de brava que ela estava fazendo, todos poderiam jurar que eles eram apenas mais um casal feliz. – Escuta aqui, babaca. – Respirou fundo. – Se você perturbar qualquer um de meus amigos quando eles estiverem comigo, vou te mostrar como é o sol nascendo de cabeça pra baixo. Entendeu? – Ele assentiu provavelmente espantado pela atitude de sua sempre tão calma namorada.

Ela virou-se para mim, piscando e murmurando “obrigada”. Juro que eu vou bater nela da próxima vez que ela me agradecer, que saco, vendo assim até parece que eu sou um bom samaritano ou coisa do tipo.

– Agora. – Hinata sorriu sacana. – Temos algumas coisas pra resolver, não é? – Mordeu o lábio e eu só podia ver o Inuzuka quase babando. – Mas antes, uma coisa. – Ela andou até mim e tateou seus bolsos, até achar o celular. – Toma, grava seu número. – Fiz o que ela pediu e lhe entreguei o aparelho. – Espere por notícias!

Essa era outra Hinata, completamente diferente, mas ainda assim era a garota de antes. Confuso? Sim, eu sei. É a mesma garota, com certeza, mas agora ela tem um “quê” de mulher que é quase impossível de ignorar. Se eu fosse heterossexual, já teria caído em seus encantos.

Sorri com orgulho da pequena e me virei para pedir minha omelete feliz. Infelizmente, eu estava me apegando a essa vida de universitário, então o café da manhã era só um engasga-gato pra enganar o estômago.

– Oi, já está melhor da dor de cabeça? – Sakura sentou-se à mesa em que eu estava como se em algum momento eu a tivesse convidado. – Sai me falou que não estava se sentindo bem. Aliás, bom dia.

– Eu não estava com dor de cabeça. – Abaixei na mesa e ela imitou meu gesto. – E eu também não broxei... Só não consegui entrar no clima! – E o que a pistoleira fez? Ela riu! Eu confio um segredo desses pra menina e ela ri. Desgraça pouca é bobagem, viu.

– De-desculpa! – Riu mais. – É que é impossível! Pelo que Sai me conta, você tem uma energia que dá pra três dias de sexo seguidos!

– Isso, põe no jornal que eu queimo a rosca. – Revirei os olhos. – A questão é que você sabe de quem eu gosto e... Recentemente ele me deu um selinho, isso deixou meus pensamentos bagunçados, por isso fiquei na paulemolência quando Sai me agarrou! – Isso só fez Sakura rir ainda mais. – Ah, pistoleira! Vai rindo, pimenta no cu dos outros é refresco.

– Desculpa! Mas que porra de palavra é paulemolência? — Ela realmente estava chorando de rir. Quando ela finalmente conseguiu se acalmar, já estava quase na hora da primeira aula do dia. – Eu acho que você deve ser honesto com Sai e larga-lo. Se você gosta mesmo do Naruto, lute por ele! Sou team Sasuke.

Encarei-a. Qual é, desde quando isso tinha virado uma disputa entre mim e Gaara? Daqui a pouco vão ter camisetas, broches... Talvez eu até pudesse lucrar com isso! Já pensou uma camiseta com uma foto minha segurando um gato e a legenda “Ache o gato”? Ou uma caneca dizendo “Hoje eu não acordei lindo, porque eu sou maravilhoso”.

– É uma boa ideia isso de times, – Apoiei. – mas a questão não é essa. Eu preciso recuperar meu “ânimo” em relação ao Sai, porque só falta eu gemer o nome de Naruto! – Sussurrei.

– O que tem meu nome? – Vai de reto, alma do outro mundo! Foi só falar no diabo. Encarei meu colega de quarto e sorri.

– Nada. Agora temos que ir ou vamos ficar atrasados. – Levantei e andei o mais rápido possível. Imagina se Naruto escuta? Adeus pregas. Opa! Espera, isso seria muito bom.

Assim que sentei na aula me senti deslocado. Naruto não desgrudava do celular um segundo, provavelmente estava conversando com Gaara, Sakura conversava animadamente a garota Temari e eu? Eu estava aqui, apenas fingindo prestar atenção na aula.

Meu celular vibra no bolso, com cuidado para o professor não ver, retirei o aparelho do compartimento da calça e li a mensagem que me fez querer rir escandalosamente.

De: XXXXXXX

Para: Sasuke-kun.

[Liberei o cabaço! Boa aula.]

Salvei seu número em meu celular e respondi.

De: Maravilhoso.

Para: Hinatinha-chan.

[Sério? Doeu? Catiróba safada! Eu sabia que você não ia aguentar.

Não dá para ter mais de vinte anos e ser virgem.]

Eu queria rir alto! Porra, a resposta da minha mensagem demorou um século.

De: Descabaçada.

Para: Sasuke-kun.

[Desculpa! Não dava pra responder, estava no meio do... negócio, ainda.]

De: Divino.

Para: Hinatinha-chan.

[MALUCA, VOCÊ ME MANDA MENSAGEM NO MEIO DA TRANSA?

Você disse o que para o Kiba? Que ia avisar sua mãe das boas novas?]

Como Hinata não mandou mais nenhuma mensagem, supus que ela estivesse ocupada demais. Ponderei mandar uma mensagem para Naruto, mas o que mandar?! Tentei puxar alguma conversa normal.

De: Sasuke-kun

Para: Naru.

[O fim de semana na minha casa ainda está de pé, não é? Leve Gaara!]

Esperei a resposta ansiosamente. Eu tinha certeza que iria repetir o primeiro período! Desde que entrei na faculdade, há uma semana e pouca, não consigo prestar atenção em nada! Olhei para trás algumas vezes e Naruto parecia estar se divertindo com a minha expressão apreensiva.

De: Naruto.

Para: Bundinha linda.

[Claro. E já que insiste, irei levar Gaara, mas não se engane quanto a ele. O ruivo é tão uke quanto você.]

Abaixei minha cabeça para evitar que qualquer ser vivo daquela sala me visse corado. Como assim bundinha linda?! Naruto estaria se interessando por mim?

De: Naruto.

Para: Sasuke.

[Ei, não precisa ficar assim. Sei que você gosta de outro, isso é só um apelido.]

Meu estômago saltou, fez um duplo salto carpado e por fim deu um nó. Eu tenho que parar de me iludir quanto ao Naruto.

De: Sasuke.

Para: Naruto.

[Entendido, nii-san.]

Guardei o celular no bolso e voltei a “prestar atenção” na aula. Senti o aparelho vibrar mais umas três vezes, mas não me dei o trabalho de verificar de quem eram as mensagens.

Após três aulas seguidas, eu teria um lindo intervalo de uma hora e iria aproveitá-lo do melhor jeito: interrogando Hinatinha.

Fiz esforço de voltar para meu prédio e subir um andar além do meu para ir no quarto de Hinata. Bati na porta e dei de cara com a amiga de Hinata, Tenten, tendo uma síncope.

– Calma mulher! O que foi? – Perguntei. O que? Eu poso ser simpático e interessado pelas pessoas. Às vezes.

– E-eu... Fui convidada para um encontro! – Ela respondeu sorrindo levemente. Eu estava ficando simpático até demais, pois continuei a prestar atenção no que ela dizia. – Pelo Neji.

Neji não é o primo da Hinata? O bonitinho de olhos quase transparentes... Cheguei numa conclusão: nessa faculdade só tem homem gostoso, deixando claro que eu puxo o bondinho da gostosura e sensualidade máxima. Parei.

– Hã, safada. – Respondi com um sorriso de canto. – Está surtando por que gosta dele ou...?

– Porque não tenho nada para vestir! – ÓTIMO! Outra que eu teria que levar pras compras?

– Abre teu armário e tua mala. Rápido. – Mandei. Ela cumpriu a ordem e eu apenas observei... Tenten não era de todo mau gosto, até que algumas peças de roupa tinham salvação. Olhei para a cara da morena e tentei reparar um pouco nela... Com certeza algo branco ficaria bonito nela. Catei entre as roupas até achar o vestido perfeito: branco, não tão curto e com um decote generoso. Ela podia não ser tão peituda quanto Hinatinha-chan, mas ficaria muito bem nela. Peguei um salto vermelho e um cordão qualquer e lhe entreguei. – Agora não pira e relaxa que ainda tem aula hoje.

– Obrigada, Sasuke! Ao contrário do que dizem, você é realmente gentil. – Ela me abraçou de leve, mas eu não retribuí... Droga Naruto, olha só o que você fez comigo... Me fez sentir tanta coisa que agora eu sou aberto a novas amizades. Merda. Tenten saiu do quarto, provavelmente para ir procurar Neji ou coisa do tipo.

Deitei-me na cama de Hinata e pensei no porque de eu estar assim... Eu me sentia o pequeno Sasuke, o que era apaixonado pelo irmão e não sabia o quanto aquilo era errado. Eu me sentia vulnerável, sentimental e confuso... Principalmente confuso.

Resolvi olhar meu celular e ver de quem eram as mensagens.

De: Naruto

Para: Sasuke.

[Não fica chateado comigo, Sasuke!]

De: Naruto

Para: Sasuke.

[Olha... Depois temos que conversar.]

De: Itachi nii-san

Para: Suke

[E aí, irmãozinho tolo. Já conseguiu algum progresso com o Uzumaki?]

Itachi... Era estranho que uma das mensagens fosse dele. Isso seria alguma espécie de desafio para mim? Logicamente meu nii-san não acreditava que eu conseguiria conquistar Naruto e, sinceramente, eu já estava começando a concordar com ele.

A questão era: Por que ele achava tão divertido? Será que ele acharia engraçado se soubesse que estou sofrendo por Naruto? Quase do mesmo jeito que eu sofria por ele...

#Flashback. Sete anos atrás. Mansão Uchiha.#

Mamãe e papai tinham viajado e eu e nii-san estávamos sozinhos em casa! Era hoje que eu conseguiria que ele prestasse atenção em mim e quem sabe... Quem sabe conseguir que ele goste de mim!

Eu estava no banheiro do quarto de Itachi, esperando ele chegar do jogo de vôlei com seus amigos estranhos, oque de acordo com minhas contas, seria daqui a alguns minutos. Dito e feito. Escutei a porta do quarto de meu irmão bater e a do banheiro ser aberta. Fingi que estava tão natural como a luz do dia e continuei tomando meu banho.

Eu sabia muito bem que Itachi jamais seria uke em qualquer relação, então minha aparência magra e delicada com certeza o tirava do sério. Eu percebia isso. Todas as vezes que eu o provocava sua boca ficava entreaberta, sua respiração ofegante e eu podia vê-lo morder os lábios às vezes... Eu sabia ser persuasivo, mas meu irmão sabia ser resistente.

– Sasuke, o que está fazendo aí? A casa tem outros três banheiros. – Ele disse ríspido.

– Mas você sabe que seu banheiro é o melhor da casa, nii-san. E, além disso, você estava jogando, meu plano era que você nem desconfiasse que eu estou aqui. – Respondi inocente e fazendo biquinho. Itachi era um pervertido de primeira, então supus que passar uma imagem mais infantil do que eu já tenho, seria uma boa apologia ao shotacon.

– Sei... Claro. – E funcionou. Itachi estava me encarando como um puma que está observando sua presa, e literalmente, eu era o veado – não tão – inocente.

– Quer entrar e tomar banho comigo, nii-san? – Demorei-me na última palavra. – Você está todo suado.

Não esperei por sua resposta e abri o box. Não me importei de estar molhando o chão de seu banheiro e ele também não. Continuei meu caminho até ele... Por que minhas pernas pareciam feitas de gelatina? Parei em frente ao meu irmão.

Dizer que eu sou sua cópia é fácil demais. Itachi não é só beleza, ele tem todo o jeito que te leva a se envolver e se perder naqueles maravilhosos olhos ônix. Levei as mãos até a barra de sua blusa e puxei levemente para cima, dando a entender o que eu queria fazer. Ele apenas levantou os braços, ajudando-me em meu serviço. Parti para sua bermuda, puxando-a de uma vez até seus pés, a partir dali ele se livrou dela.

Aquilo parecia tão certo para mim, mas eu podia ver a dúvida nos olhos de Itachi. O lado bom é que a dúvida não estava sozinha, vinha junto também com o ardente desejo que estava me fazendo corar e ficar duro sem nem mesmo meu irmão ter encostado-se em mim. Tentei disfarçar minha vergonha por já estar ficando excitado, mas pude ver o sorriso sacana de Itachi enquanto o mesmo me empurrava de volta para o box.

Meu coração definitivamente estava a mil, mas agora eu estava mais tranquilo. Um sentimento de plenitude me invadiu quando meu nii-san encostou-se na parede do box. Entre mim e ele, apenas a água do chuveiro.

– Então, irmãozinho, o que vai fazer? – Ele perguntou. Sua voz estava tão séria que contradizia o sorriso que trazia em seu rosto. Eu mal podia acreditar! Itachi finalmente rendeu-se a mim. Com meu melhor sorriso travesso, ajoelhei-me de frente para meu irmão e com a boca, lentamente tirei sua cueca. Ele arfou.

Quando terminei de descer sua cueca, tive a visão do meu paraíso particular: o pau de Itachi. Grande como eu jamais imaginei ser. Subi minhas mãos pela coxa de meu nii-san, até chegar ao meu pedaço de paraíso... Ou de perdição. Apertei levemente, só pelo prazer de ouvi-lo gemer. Comecei a ministrar seu membro, com movimentos lentos e torturantes. Quando percebi que ele não aguentava mais, botei a boca.

Não que eu já tivesse feito isso antes, mas até que eu achava que não estava de todo ruim. Suguei o pau de Itachi com força, como já havia visto na televisão. Movimentei minha cabeça para frente e para trás, sugando e lambendo toda a extensão de seu membro. Comecei a acelerar meus movimentos, indo cada vez mais rápido e forte. Os dedos de meu irmão vieram para meu cabelo, mostrando o ritmo que ele queria... E eu não me importei de ser um submisso. Na verdade, era até bom. Seus dedos se apertaram mais entre meus fios e eu senti uma pontada de dor, mas continuei a chupá-lo.

Parei de repente. Encarei Itachi. Seus olhos estavam fechados, seu peito movia-se em movimentos desregulares e ele estava corado... Deus! Esperei até que ele abrisse os olhos para lamber desde suas bolas, até a cabeça de seu membro, onde encostei os dentes de leve.

– Ah... Sasuke! – Repeti o movimento. – Sa... Sasu... Suke. – E aí foi criado o maldito apelido. Desci mais uma vez até suas bolas, chupei cada uma com muita atenção e até ternura para não machuca-lo. – Ah... Caralho...

Voltei a chupar seu pau, dessa vez com mais animação e força que antes. Ele está gostando! Eu, Uchiha Sasuke, estou conquistando Itachi... Mesmo que do jeito errado. Senti seu corpo tremer um pouco e soube que ele estava perto, na hora que ele apertou meu cabelo com mais força, provavelmente querendo mostrar que estava perto, o telefone tocou.

– Não atenda. – Pedi, beijando sua glande.

– Eu preciso. Podem ser nossos pais e... E isso está errado! – Ele saiu em rompante. Eu apenas fechei a porta do box e botei a água do chuveiro no quente, deixando que ela embaçasse todo o vidro.

– Merda... – Resmunguei, sentando-me no chão frio. Justo quando eu conseguia o que tanto queria, algo tinha que interromper! Levantei-me, desliguei o chuveiro e me cobri com uma toalha. Saí do banheiro praticamente cabisbaixo. Passei por Itachi no quarto, que falava calmamente no telefone com alguém chamado Deidara. Chegando em meu quarto, botei apenas minha boxer preta e fui comer uma maçã na cozinha.

Desci as escadas da mansão Uchiha e fui diretamente para a fruteira que estava na bancada da cozinha, pegando uma maçã bem vermelha e dando-lhe uma mordida grande. Chegava a ser irônico que eu estivesse aqui, fazendo o que eu sempre fazia para provocar Itachi: reclinado sobre a bancada da cozinha, apenas de boxe e empinando a bunda. A parte irônica disso, era que dessa vez, a última coisa que eu queria fazer era ver Itachi.

[Bad things – Jace Everet.]

Senti uma presença atrás de mim, eu já sabia que era meu irmão. Não virei-me para encará-lo, minha vergonha não deixou. Não deixou até o momento que senti suas mãos firmes agarrando meu quadril. Mordi a maça com força, ainda tentando não encará-lo.

Meu nii-san colou seu tronco em minhas costas e se eu não tivesse reclinado sobre a bancada, eu já teria ido de cara ao chão. Eu podia sentir sua ereção indo de encontro com minha bunda. Senhor, que homem gostoso! Já posso ir para o inferno feliz.

– Irmãozinho... Achou que seria o único a brincar? — Senti uma de suas mãos subindo pela lateral de meu corpo e indo de encontro a meu mamilo. – Agora o nii-san vai lhe ensinar algumas coisas que você precisa saber... Agora que é todo meu. – Perdi todas as forças e deixei a maçã cair. – Oh não... Mau menino! Vai ter que se abaixar para pegar a maçã. – Ai minha sanidade! Virei-me de lado, tentando abaixar-me, mas meu irmão não soltou de meu corpo. – Sim, vai abaixar desse jeitinho.

Abaixei-me lentamente. Quanto mais baixo meu tronco estava, mais ele friccionava sua ereção em minha bunda. Gemi audivelmente.

– Não lembro de ter lhe deixado gemer. Hm, vou ter que te aplicar um castigo.

Itachi me levantou bruscamente, sem eu nem ter pegado a maçã ainda. Botou-me na posição que eu estava antes e com um movimento, rasgou minha cueca. Me controlei para não gemer novamente. Caralho, isso era muita tentação! E ele mal havia tocado em mim. Sem nem ao menos eu estar preparado, ele desceu um tapa em minha bunda, em seguida outro e outro... Devo admitir que é a melhor surra da minha vida!

– Agora você pode falar Suke... Está doendo?

– Aaah.... – Limitei-me a gritar. Ele continuou, até eu sentir que minha bunda já estava ardendo. Virou-me abruptamente e pela primeira vez desde que eu desci para cozinha, eu estava olhando em seus olhos. Ônix contra ônix. Sua mão passou por meu rosto. Itachi era grande, dava a impressão de segurança ao mesmo tempo que eu sabia que ele podia me matar se quisesse. Seu rosto foi chegando perto do meu e eu fechei os olhos. Ele beijou meu queixo e eu me arrepiei, sua boca subiu e foi de encontro com a minha. A língua de meu irmão adentrou minha boca e eu só pude responder o contato. Meus braços involuntariamente se fecharam em torno de seu pescoço para aprofundar o contato. O beijo era feroz, mas eu podia sentir um pouco de carinho que Itachi tinha por mim.

Suas mãos abaixaram-se para minhas coxas, suspendendo-me me deixando sentado na maldita bancada. Abri minhas pernas para que ele se encaixa-se entre elas, mas ao invés de seu corpo, eu pude sentir sua mão em torno de meu membro. Apertei seus ombros nus, já que o mesmo estava só de bermuda. Ele fez movimentos rápidos, quase me fazendo gozar instantaneamente. O prazer que ele me proporcionava era incrível e eu nunca havia sentido nada parecido. Ou melhor, eu nunca havia sentido prazer antes, a não ser o que eu mesmo me causava.

– Pode gemer... – Ele concedeu. Eu não conseguia gemer, o grito de prazer estava preso dentro de mim. Com sua outra mão que ainda estava e minha coxa, cravou as unhas em minha carne. Agora sim, eu gritei. Ele me arranhou a ponto de eu sangrar, e eu só conseguia querer mais. Parou de me masturbar e me mostrou dois dedos. – Chupe. Deixe-os o mais molhados que puder.

Obedeci. Chupei os dedos dele como se minha vida dependesse disso... E de certa forma dependia, eu sentia que morreria se não fosse invadido por meu nii-san. Parei de chupar e ele me virou na bancada. Agora eu estava deitado sobre ela, com as pernas suspensas no ar. Senti um digito de Itachi pressionar minha entrada. Gemi baixo.

– Você gosta disso, não gosta? – Assenti. – Muito bem, minha vadia. Agora me diz quem é seu dono. – E introduziu o primeiro dedo.

– Itaaachi! Ah... É você! – Consegui esganiçar. Pelo que eu saiba, era para estar doendo. Mas eu só conseguia sentir prazer. Começou a movimentar seu dedo devagar, meus olhos já estavam revirando. Ele inseriu o segundo dedo, fazendo movimentos tesourados para alargar o máximo possível. Ainda assim, eu não tinha sentido nenhum desconforto.

Afastou-se um pouco, presumo que para tirar sua bermuda e cueca. Sem me avisar, entrou em um movimento só. Com certeza, eu dei o grito mais alto de minha vida.

Doía. Doía muito. Doía muito para caralho à beça. Eu me senti rasgado ao meio, senti como se minhas entranhas fossem partidas... E tinha a cara de pau de dizer que estava gostando muito. Ele começou a se movimentar com força, mas devagar. Eu podia jurar que estava quase sangrando, mas eu não ligava.

– Não está sentindo dor, putinha? – Ele me perguntou.

– Estou, mas também estou adorando. – Respondi calmo. – Agora... Mete mais rápido! – Gritei. Ele concedeu meu desejo e diminuiu o intervalo entre as estocadas. Eu estava no céu. Sentir meu interior mastigar o membro de Itachi era a coisa mais perfeita que eu já havia sentido. Quando senti algo escorrer por minha perna, tive certeza que era meu sangue e sorri com isso... Eu não sei porque, mas a ideia de estar sangrando aumentava minha excitação. A dor que eu sentia, me dava um prazer tão imenso, um prazer que tocava na alma... Eu queria ser machucado, eu queria sangrar. Eu queria que Itachi me impusesse essa dor.

Senti meu baixo ventre formigar e eu sabia que gozaria a qualquer segundo. Ao sentir meu irmão impor toda força e velocidade que ele conseguia, também soube que ele estava.

– Ah... SUKE! – Ele gritou, liberando-se em mim, ainda dando algumas investidas, nas quais eu gozei gritando qualquer coisa desconexa. – Você é tão apertado...

– Eu te amo, nii-san. – Respondi com as últimas forças que eu tinha. Sexo cansa, e muito. Demorei alguns segundos para apagar, mas não lembro-me de ter escutado uma resposta.

#Fim de flashback.#

– Sasuke! Sasuke... – Quando consegui focalizar minha visão, percebi que Hinata cutucava meu peito. – Ah! Finalmente voltou a si! Estamos todos preocupados, você já perdeu duas aulas hoje. Está na hora do almoço. Naruto te procurou que nem um louco.

– Naruto... – Murmurei, ficando corado.

– Hã... Naruto né, Sasuke-kun? – Hinata sorriu. Um sorriso digno de Cheshire. – Por que está vermelhinho, Sasuke-kun? Naruto está do lado de fora do quarto, apenas esperando meu sinal para entrar.

Estreitei os olhos.

– Está mentindo. – Acusei.

– Quer que eu prove que estou dizendo a verdade? – Seu sorriso se esticou mais ainda. Ponderei a resposta. Se eu respondesse que sim, eu poderia ver a cabeleira loira que eu mais amo no mundo entrar naquele quarto, assim como não. Suspirei.

– Não. – Limitei-me a responder.

– Vai me explicar o porquê de ficar tão vermelho só por que eu mencionei Naruto enquanto estava desprevenido?

Desviei o olhar e não respondi.

– Você gosta dele! – Opa, isso não foi uma pergunta. – VOCÊ. GOSTA. DELE! Mas é claro! Como eu não havia percebido isso?! – Hinata perguntou para si mesma.

– Sasuke gosta de quem? – Perguntou MEU Naruto, enfiando somente a cabeça para dentro do quarto.

Hinata virou para Naruto, pronta para abrir a boca e arruinar minha amizade com o loirinho. Levantei-me o mais rápido que podia, mesmo ainda estando tonto por ficar tanto tempo deitado, e lhe tampei a boca. Impedindo que ela falasse merda.

– De ninguém, Naruto. Hinata pegou a frase fora do contexto. Agora se nos dá licença, temos algumas coisas para conversar. – Tentei sorrir amigável. Naruto se ligou que aquilo não fora uma indireta e muito menos uma direta, foi quase um soco de esquerda no meio da cara dele. – Ok sua catiróba safada. Agora você vai me contar essa história de me mandar mensagem enquanto está perdendo o cabaço. Eu não gosto de imaginar sexo heterossexual, sabia?

Hinata corou.

– Desculpe-me por corar e por mandar mensagem na hora. Eu nunca tive um amigo muito próximo, Sasuke-kun... Nós mal nos conhecemos, mas o que você fez por mim, em questão de mudar minha atitude para ninguém nunca mais pisar em mim... Bem, isso significou muito. Você é um grande amigo. – Ah, essa aprendiz de pistoleira quer amolecer meu coração! Abracei-a, repousando minha cabeça em cima da sua. – Da próxima eu não cometo esse erro de novo.

– O que realmente importa é: ele foi carinhoso com você? – Perguntei, soltando-a.

– Da primeira vez sim. – Respondeu ela e minha boca se abriu em um O perfeito. Da prieira? Então eles haviam praticado mais algumas vezes. – Depois, eu comandei todas. Kiba é muito lento às vezes... – Devaneou ela.

– Ok! Ok! Eu não preciso saber disso. Agora vamos almoçar. – A puxei para fora do quarto.

Notas finais
Gostaram? Mereço comentários? E o lemon? :3 hehehehe