Hit Me Like A Man.

3 A mágica mansão dos Uchiha.


Notas iniciais
Voltei ♥ Eu queria ter postado logo na semana passada, mas me segurei. Vou postar toda sexta-feira :3 Esse capítulo é pra Grell Diva Stucliff (ou httpfujoshi/ tia_madarete no twitter, sigam ela), que me encheu o saco ♥ Aeuhauehae. Boa leitura!

Sasuke.

Naruto fechou a porta atrás de si, encostou-se na mesma e suspirou, com os olhos fechados.

– Ah, oi, Sasuke! – Ele estava se graça. – Boa noite.

– Olá, Naruto. – Me sentia no filme O poderoso chefão. Cara, ver Naruto vermelho era muito engraçado, mas mandei ver na expressão “você está fodido” patenteada por Uchiha Madara, meu querido tio. Inclinei-me para frente, mandando um olhar bem sacana da minha parte. – Então... Gaara-kun, né? – É eu sei que eu estou zoando ele, mas isso não significava que eu estava gostando de ver aquilo.

Ele riu sem graça e coçou a nuca. Murmurou algo como “bastardo” e foi em direção ao banheiro. Não seria hoje, nem amanhã... Mas quem sabe começando pelo fim de semana eu começaria meu progresso para conquistar Naruto? É, talvez.

Relaxei na cama, expulsando meus tênis e minha calça jeans com as pernas. Afinal, se o Naruto já dormiu de cueca aqui, sem nem me conhecer, porque eu não posso fazer o mesmo? Vai que ele repara na minha bunda.

[...]

FINALMENTE ERA SEXTA FEIRA. E eu iria sair daqui carregado nos braços de Naruto, ou não. Bom, as coisas vieram boas desde que comecei aqui na faculdade, o que foi na segunda. Eu e Naruto não conversávamos muito, afinal, tínhamos aula o dia inteiro e a hora do almoço que era o tempo que tínhamos para conversar, as meninas do meu fã clube perguntavam ao Naruto, como era conviver no quarto de Uchiha Sasuke.

Bem, hoje eu iria com Naruto para minha casa e ele iria dormir lá o fim de semana todo, seus pais viriam amanhã de manhã para almoçar lá em casa e visitar minha família, que por mais estranho que pareça, estudou junto com a família de Naruto. Menos Itachi, ele é excluído. Além de excluído, Itachi conviveu com Naruto na infância. Na infância deles né, porque eu ainda boiava na minha própria merda naquela época. E o pior disso: Por que, caralhos, ninguém nunca falou dos Uzumaki pra mim?

Eu estava mexendo em meu notebook quando sinto Naruto me cutucar.

– Vamos, Sasuke? Já estou pronto. – Ah, seu gostoso... Acho bom estar pronto para muita coisa... Reprimi meus pensamentos impuros em relação ao Naruto e a linda bunda dele e ajudei Naruto a lembrar se ele havia esquecido de por algo em sua pequena mochila.

Saímos do prédio e eu lembrei que não havia levado meu carro para o estacionamento da faculdade, e percebi que não precisava, porque nesse instante o
Aston Martin preto e “discreto’’ do meu querido aniki, cruzou a frente do campus.

O vidro baixou-se lentamente, exibindo um Itachi de óculos escuro, uma blusa preta que eu podia ter certeza que havia o símbolo de minha família atrás e um cabelo perfeitamente alinhado e penteado para trás, preso em um rabo de cavalo.
– Olá, baka otouto. Olá... – Abaixou os óculos teatralmente. Típico de Itachi. – Uzumaki Naruto. – Sua voz estava rouca e nessa hora, eu quase tive a certeza que Itachi já comeu Naruto.

Resolvi ignorar meu pressentimento, afinal, eu estava afim de Naruto e não tinha a mínima graça pensar no Itachi comendo ele. Depois de ajudar meu companheiro de quarto a se acomodar no banco traseiro, me sentei ao lado de meu irmão mais velho.

– Não tem nem uma semana que eu não te vejo e já estava com saudades dessa sua cara feia, otouto. – Simpatia, doçura, gentileza... Nenhum dos adjetivos citados me acometia se fosse para tratar de descrever Itachi.

– Não tem nem uma semana que eu não te vejo e sinto que você poderia ter sido exportado para o Alasca. – Amor de irmão.

Naruto apenas riu, ainda um pouco desconfortável, eu só não sabia com o quê.

– Naruto-kun... A quanto tempo não te vejo, não é mesmo? – A voz rouca de meu aniki reverberou pelo carro.

– Sim, Tachi-kun. – MAS QUE PORRA É ESSA DE TACHI? ESSA PUTARIA AQUI. – Não nos falamos desde que eu tinha 9 anos. – Ok, vamos fazer as contas. Itachi é seis anos mais velho que eu, e Naruto é três. Se Naruto tinha 9, eu tinha 6 e Itachi tinha 12. Como eu não poderia lembrar desse loirinho sensação? Ok, com 6 anos não é lá a fase em que lembramos de todos os cafés da manhã que tomamos, mas porra... Eu queria lembrar!

– Se sentindo excluído, Suke? – Eu iria estuprar Itachi com um cabo de vassoura. Quem ele pensa que é para usar esse apelido constrangedor na frente de Naruto? Porra, e como ficam as minhas chances de ter o Naru-kun pra mim?! Bufei em resposta a pergunta de Itachi e continuamos o caminho até chegar na minha casa.

Descemos do carro, o dia estava ensolarado demais pro meu gosto, mas parecia estar perfeito para Naruto que se espreguiçava como um gato, esticando-se.

– Como senti saudades da mansão Uchiha! – Abriu os braços e suspirou, aquele loiro era uma tentação sem nem mesmo perceber.

Itachi abriu a porta e como o perfeito cavaleiro que eu sei que ele não é, dirigiu-se a Naruto.

– Primeiro você, Naru-kun. – Eu e meu irmão vamos ter uma séria conversa sobre ele ficar chamando o meu homem de Naru-kun.

Uzumaki-meu-amor fez as honras, entrando na casa e dando de cara com minha mãe nos esperando. Típico de meu pai mandar minha mãe fazer uma recepção ao nosso estilo. Tradicional e chato.

– Olá, Naruto, muito tempo que você não vem aqui! Fiquei feliz de saber que amanhã seus pais estarão aqui para conversarmos depois de tanto tempo... – A voz de minha mãe transbordava emoção, mas seu rosto era uma máscara fria e sem expressão. Ela devia ser premiada como a Uchiha do ano, viu.

Ao contrário do que eu pensei, Naruto não fora educado e impassível como minha mãe. Ele a agarrou com um abraço de urso, chegando a levantar os pés de Mikoto do chão.

– TIA MIKOTO, COMO EU SENTI SAUDADE! – Realmente, sentir saudade de mim ninguém quer. Ela retribuiu o abraço um pouco desconfortável com a situação e até riu um pouco, murmurando um “eu também”.

– Oi, mãe. Lembra-se de mim? Sou Sasuke, seu filhinho mais novo que foi para faculdade e que você nem lembra mais da existência. – Isso foi bem sensível da minha parte, mas qual é, eu tinha ciúmes da minha mãe!

– Pare de bobeira, filho. – Ela me deu um gentil abraço, o qual eu correspondi com entusiasmo, afinal, ali estava a única mulher que eu sou capaz de amar. – Agora eu quero todo mundo subindo, trocando de roupa e se quiserem podem ir para o lago Uchiha no fundo da casa que eu estou preparando o jantar.

– VOCÊS TEM UM LAGO? – Naruto parecia ter regredido uns 11 anos. – QUE DEMAIS! Quando eu vim aqui da última vez, vocês só tinham o jardim.

– Sim, Naru. Expandimos nosso jardim em pelo menos vinte vezes e resolvemos fazer o lago. – Eu tinha a ligeira impressão que Itachi estava jogando charme pro meu futuro caso... – Quer ir nadar? Pode se hospedar no meu quarto e...

– Acho melhor Naruto ficar no quarto do Sasuke. Não é que não tenhamos quartos de visitas, mas acho mais confortável para Naruto, já agora ele e Suke dividem o quarto na universidade. – AÊ, MÃE!

Ver a cara de Itachi murchar foi tão divertido que eu ignorei completamente o apelido tosco que minha família me deu.

Subi para meu quarto com Naruto e tive que conter o impulso de encostar ele na parede e pedir pra ele me fazer seu. Graças a Alá, minha cama tinha uma cama reserva em baixo, que puxei para que Naru-kun pudesse se instalar ali. Ele rapidamente abriu a mochila e tirou de lá sua sunga. Pera, ele não tinha vindo de sunga por baixo? Ah é, ele não sabia do lago. Santa Mikoto!

Naruto se virou, provavelmente procurando um banheiro, e mais uma vez, Santa Mikoto! Meu quarto não era uma suíte.

– Sasuke, onde fica o banheiro? – Infelizmente tive que dar a informação ao Naruto, se não além de gay, ele acharia que eu sou um ninfomaníaco. Troquei de roupa o mais rápido que pude e fui para o lago esperar Naruto. Encontrei Itachi sentado em uma das cadeiras ao redor da margem e não me contive.

– Segure seu fogo, Naruto é meu. – Dei o aviso antes de pular no lago, espalhando água para todos os lados e consequentemente molhando meu querido irmão.

Quando emergi, Itachi estava com o rosto próximo da borda, me encarando.

– E o que te faz pensar isso, baka otouto? Você não o viu primeiro, e muito menos o conhece há mais tempo. Eu tenho vantagens sobre você. E além do mais eu...

Meu irmão foi interrompido por Naruto, que deu um pulo “bomba-de-canhão” na água. Eu aproveitei que meu amigo estava submerso e sorri de canto para Itachi.

– Mas sou eu que tenho dormido com ele nos últimos cinco dias. – Mergulhei e resolvi ignorar as investidas de meu irmão para cima de Naruto pelo resto da tarde.

[...]

– Meninos, se sequem e venham jantar! – Escutei a voz de minha mãe nos chamar. Esperei Naruto sair da água, claro. Não iria dar de costas para ele junto com Itachi dentro do lago.

Subi com o meu – mais uma vez – companheiro de quarto, para nossos aposentos e ali nos secamos. Naruto MAIS UMA VEZ foi ao banheiro trocar-se, e eu apenas fiquei frustrado por não poder ver aquela bundinha linda.

Sentamo-nos todos na mesa, menos meu pai que ainda devia estar trabalhando. Comemos em silêncio, exceto por Naruto que toda hora soltava um comentário sobre como a comida da matriarca Uchiha estava apetitosa. É... Pela primeira vez em anos, eu mal podia esperar a hora daquele jantar acabar, para eu e Naruto irmos para meu quarto e eu enfim poder ficar sozinho com ele. Não que eu fosse tentar fazer algo.

Terminei meu prato junto com Naruto. Eu estava quase dando pulinhos na cadeira para poder a dizer a seguinte frase.

– Bom, eu já terminei meu prato, então com licença. – Levantei-me e botei meu prato na pia, voltando para dar um beijo na testa de minha mãe. – Boa noite, kaa-san.

– Boa noite, Sasuke.

– Eu também já acabei então vou junto com o Sasuke-kun! – Naruto levantou animado. EPA, da onde saiu esse sufixo que fica maravilhoso vindo do Naru? Eita, o imagine gemendo meu nome assim? Sasuke-kun, Sasuke-kun... Ok. Parei.

Naruto levou seu prato para a pia, se despediu de todos e começou a subir as escadas. Olhei para trás somente para lançar um olhar vitorioso para Itachi, e segui meu amigo até meu quarto.

[...]

Naruto encontrava-se somente de boxe em sua cama, e eu estava de pijama olhando-o de cima. Corrigindo: Naruto encontrava-se tentadoramente de boxe.

– Naru-kun, eu estava pensando... – Se Itachi podia usar o apelido gay, eu também podia! – Moramos juntos a quase uma semana e não paramos para conversar direito. Fale-me mais sobre você. – E o plano começou.

– Ah, Sasuke, fico feliz que queira aprofundar nossa amizade! – De preferência prefiro que você se aprofunde em mim – Ah, como você sabe, meus pais e os seus são amigos! Minha kaa-san é incrível, ela se chama Kushina e tem os cabelos mais vermelhos que você já viu na vida. Ela ama muito meu pai, Minato, que é a minha cara só que mais legal! Eu cresci vindo aqui nessa mansão brincar com seu irmão, ele influenciou em muitas questões em minha vida.

– Que tipo de questão? – Resolvi perguntar, se envolvia Itachi, eu queria saber.

– Bom, Sasuke... Não temos muito tempo de amizade, mas juro que eu queria ter te conhecido antes! – Naruto era do tipo sentimental, pelo que pude perceber. – Enfim, eu estou te confiando essa informação... Sasuke, eu sou gay. – OS SINOS ESTÃO TOCANDO, A MULTIDÃO ESTÁ INDO AO DELÍRIO, A IGREJA ESTÁ EM FESTA. É PENTA, É PENTA!

– Mesmo? E por que namorava a Hinata?

– Hinata é uma grande amiga minha e de minha família... Como eu carrego o nome Uzumaki nas costas, não posso deixar essas coisas transparecerem, entende? – Ô se entendo. – Então, pedi para Hinata ser minha namorada no primeiro dia, só pra causar aquela boa impressão. E fiquei bastante triste em saber que você e a Sakura-chan eram só um boato. Sabe, ela tem uma espécie de fanatismo por você. E ela também é uma amiga minha, gostaria que vocês ficassem juntos. – Mas eu não!

– Sim... Mas o que Itachi tem a ver com você ser gay? – Fiz a pergunta cretina.

– Bom, eu parei de vir aqui por que... Porque quando eu tinha nove anos, Itachi me beijou e naquela época eu realmente não sabia como reagir a isso. – Assenti para o que ele disse. Finalmente, fui a pergunta que me interessava mais.

– E quem é Gaara?

– Gaara foi... Meu namorado. Por três anos. – Quase caí duro. – Terminamos tem um ano e meio, e ele queria que voltássemos pelo menos a ser amigos e... E eu ainda fico meio nervoso perto dele. Mas... E você, Sasuke?

Eu realmente estava feliz em saber que Naruto era gay. Sabe quando você está conhecendo alguém, e cada vez que ela olha nos seus olhos seu peito queima? Era assim que eu estava me sentindo enquanto Naruto falava. Meu coração batia forte, e eu estava crendo que ia botá-lo para fora a qualquer instante.

– Eu... Bem, eu gostaria de lembrar-me de você vindo brincar com meu irmão aqui em casa, Naru. Minha infância foi literalmente a sombra do meu irmão, mas não posso reclamar. Antes de Itachi virar adolescente, nós éramos como carne e unha. Ele sempre cuidava de mim e me protegia de todos os meus medos, mesmo os infantis, como o bicho papão ou outras coisas... Depois que ele chegou à faixa dos dezesseis anos, ele começou a mudar... Eu tinha apenas dez anos e aquilo pra mim foi uma espécie de fim. Eu não era um típico Uchiha, frio e calculista. Eu era afetuoso, espontâneo... Era parecido com você. Alguns poucos anos depois disso, comigo aos treze anos, Itachi pareceu voltar ao normal comigo. E foi ali que eu percebi que eu amava meu irmão. Amava mais do que podia. – Vi uma expressão de surpresa cruzar o rosto de Naruto, mas logo voltou ao normal. – Eu... Tomei uma atitude, em relação a isso. Eu me insinuava para Itachi... E um dia aconteceu.

Naruto remexeu-se desconfortável.

– Se insinuava como?

Eu realmente não acreditei que ele estava perguntando aquilo pra mim, e não acreditei principalmente que eu iria contar.

– Quando pequenos eu e ele passávamos muito tempo sozinhos... Eu andava de boxer pela casa, empinando-me na bancada, esfregando-me nele quando possível... Eu já sabia a opção sexual de eu irmão, e sabia que seu corpo reagiria a mim. E um belo dia, aconteceu. Tive minha primeira vez com meu irmão, mas alguns dias depois, Itachi partiu meu coração do pior jeito que poderia fazer: namorando Deidara. Um loiro de olhos azuis, bem estranho e animado. Ele me disse que nós nunca poderíamos acontecer, e mesmo sabendo disso, me doeu ouvir cada palavra que ele proferia. Depois disso... Bem, você vê como somos eu e Itachi. Não nos ignoramos por completo, mas não somos lá todo esse amor. E Naruto... Fique esperto, Itachi te quer. – Me senti no dever de alertá-lo.

– Eu sei disso. Eu não sou burro, Sasuke. Percebi todas as insinuações dele para mim e não vou dar corda.

– Continuando... Foi a partir dali que eu me tornei assumidamente gay, pelo menos para minha família. Nunca namorei ninguém, apenas tive alguns poucos casos de uma noite, mas desenvolvi um tamanho interesse por bdsm¹ e pela parte masoquista e uke da relação.

– Sério? – Ele estava incrédulo. – Eu nunca fui uke, sempre o seme. E sou sádico! Desculpe-me dizer, mas só de imaginar alguém todo amarrado, do jeito mais torturante possível, de quatro para mim... Eu fico louco! – Ah, Deus... Naruto estava mesmo comentando disso comigo? Quase me voluntariei a ser amarrado. Estava devaneando sobre as ótimas transas sadomasoquistas que eu e Naruto poderíamos ter, quando o mesmo boceja, demonstrando claramente que estava com sono. – Sasu, eu estou cansado e estou indo dormir. Boa noite e obrigado por me receber aqui.

– Eu também vou dormir, Naru. Boa noite, e pode vir quantos finais de semana quiser. – Virei-me para o lado, cobrindo-me com o edredom. O clima havia esfriado estranhamente aquela noite e eu daria tudo para dormir colado com Naruto.

– Não! No próximo fim de semana é você quem vai lá pra casa. – Não respondi nada, apenas ajeitei-me, procurando uma posição mais confortável para dormir. – Ei, Sasu... Não é porque nós dois somos gays que eu quero que as coisas fiquem estranhas, sabe? Como se tivéssemos que forçar algo.

– Eu também não, Naru. Não quero nada forçado. – Só seu pau na minha entrada...

Notas finais
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