A menina foi jogada na lama. No meio da rua Cavalera.
"Olha por onde anda,puta." Disse o menino.
"Eu não irei olhar. Não devia falar assim comigo."
"Eu falo assim quando eu quiser."
"Olhe para cima."
O menino olhou.
Pontos brancos redondos prateados ficavam maiores.
"Quando chegar,você aprenderá o que é respeito."
Chegava,cada vez mais perto,cada vez mais grande.
O menino correu,mas algo foi maior,ele caiu e ficou parado.
Uma luz branca,quase transparente,saiu do disco e sugou o menino,numa fração de segundo. Para a menina,passou tão devagar como passa um ano.
Quando o menino subiu,ele voltou ao normal,tentou se esconder,mas as paredes eram retas.
Ele correu,espiou. Um monstro de quatro braços e oito pernas caminhava ao seu encontro. Ele tentou achar algum lugar,mas tudo era muito branco. Cegava suas vistas.
"...ççwakned" Conversava um dos aliens. Até que notaram o menino.
"Vocês falam português?"
"Espero que saiba que você morrerá." Disse um deles. "Não somos amigos. Você sabe disso. Por isso não devia ter maltratado nossa filha."
"Me desculpe! Eu não queria fazer isso."
Um deles caminhou sobre eles,e então o menino seguiu-o.
"Ana é surreal. Ela quase morreu aqui."
"Mas como ela voltou?"
"Deixamos ela fazer um contato alienígena com os humanos,aí nós fizemos lavagem cerebral,e tudo ficou bem."
"Mas não ficará com você." Disse um alien que atravessou a porta. Eles estavam em uma sala com uma maca. "Sente-se."
Então ele obedeceu.
Eles pegaram uma coisa pontuda e fincaram no seu olho. Depois o outro,depois a boca. Depois uma fincada forte,que atravessou-lhe o crânio.
Então o menino voltou. Estava na lama. Sem olhos,a boca costurada e sem crânio.
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