Na Ecomoda:

Aura Maria estava sentada na frente do computador, tentando lavrar o contrato em que a Ecomoda faz uma parceria milionária com a terra moda.
—Ai meu Deus!
O que foi Aura Maria? Fala Sandra ao se aproximar!
—Esse contra.... menina você está linda muchacha!
—Aí Aura maria não exagere! Sandra se sente envergonhada.
—MENINAS VENHA AQUI! Grita Aura Maria.
Bertha, Sofia e Inezita vem correndo assustadas.
—O que foi Aura... NOSSA! Grita Bertha.
—Mas que mudança foi essa Sandra.... fala Sofia.
Sandra estava vestida com um terninho azul escuro, o terno mostrava bem as curvas da moça, e seus cabelos que sempre estavam presos, dessa vez estavam soltos dando um charme pra moça.
A porta do elevador abre e Mariana sai de dentro.
—Hum... Sandra a queda que você teve na produção te fez muito bem não é mesmo! Mariana fala sando uma volta, em volta de Sandra.
—Como assim? Pergunta Bertha.
—Sabe o que aconteceu...
—MARIANA!
—O que, vai dizer que não quer que as meninas do quartel saibam que esse terninho foi presente do doutor Mario, e que ele foi todo preocupado te acudir quando você caiu na escada da produção.
—O QUE? Fala as meninas curiosas do quartel.
—Como você sabe disso? Pergunta Sandra.
—Simples, não se fala de outra coisa na produção. Todos comentam como o doutor Mario foi um principe com você, e como lhe olhou com olhos de paixão. Do mesmo jeito que o seu Armando olha pra Betty.
—Jajajajajajaja! Todas riem enquanto Sandra fica cada vez mais vermelha.
A porta do elevado abre mais uma vez e de dentro sai uma grande surpresa para todos.

Na sala da presidência:
—Filho isso é mesmo incrível!
—Sim papai, se tudo der certo, a Ecomoda será a maior empresa de confecções do mundo.
—Olha não vou negar que esse negócio é muito bom pra ambas as partes. Fala Nicolas animado.
—Sim e unido com as franquias, a empresa terá grande lucros, e vamos ter que aumentar e muito a produção. Fala Mario.
—Sobre isso, eu estive pensando papai, em comprar os dois galpões ao lado da Ecomoda, podemos aumentar o maquinário e assim vamos aumentar o número de trabalhadores.
—Calma filho, um passo de cada vez, afinal não temos dinheiro em caixa pra comprar esses galpões, maquinário e aumentar o número de trabalhadores.
—Papai, aí entra a terra moda!
—Como assim? O que a terra moda tem a ver com isso? Roberto pergunta curioso.
— Papai eu sei que no passado o senhor criticou bastante a terra moda por ser uma empresa de papel, mas como eu disse antes a terra moda cresceu bastante.
—Sim seu Roberto, inclusive estamos pensando em abrir um pequeno escritório, para a terra moda. Fala Nicolás
—Sim, mas eu não gosto que essa empresa sempre entre nos negócios da Ecomoda.
—Eu entendo papai, a terra moda é nossa, da Betty e minha e foi criada para socorrer a Ecomoda quando precisasse, mas como a minha Betty administrou tão bem a Ecomoda, a Terra moda ficou um pouco esquecida, só que o Nicolas e o seu Hermes continuaram a fazer a empresa crescer....
— Sim com a supervisão do cabeção e da Betty diga-se de passagem. Fala Nicolás atrapalhando Armando.
—Obrigado Dentuço, então papai, o capital da Terra moda hoje é de....
— 86 milhões de dólares. Fala Nicolás.
—O QUE? Roberto fala assustado.

No corredor da presidência:
—Olá meninas boa tarde!
—MICHEL! As meninas do quartel gritam.
—Como estão?
—Bem! Elas respondem em couro.
—O que faz aqui Michel?
—Eu vim conversar com a Betty sobre o lançamento da coleção, meu restaurante vai ofertar o Buffet.
—Aí Michel que pena, mas a Betty esta internada. O bebê nasceu pré-maturo. Responde Aura Maria.
—Meu Deus, eu não sabia....
—Mas se for algo muito urgente o doutor Armando, o seu Roberto e o seu Mario estão ai.
—INEZITA!
—INEZITA!
—INEZITAAAAAAAAA! Hugo vem gritando
—Aí o papa de mi hiros! Hugo fala ao ver Michel.
—Eu adoraria falar com o Armando! Michel fala se afastando de Hugo.
—EU LEVO! Sandra e Aura Maria berram juntas.
—Você tem que fazer o documento que o doutor Armando mandou, por isso eu levo! Sandra passa na frente cruzando o braço no braço de Michel.
—Ora sua... Aura Maria se senta pra terminar o documento.
Sandra e Michel seguem a presidência tirando suspiros do quartel e de Hugo.

No hospital:
Betty acorda no quarto do hospital.
—Onde eu estou?
—Calma senhora Mendonza, está no quarto do hospital a transferimos para melhora seu conforto.
—Entendi, onde está o meu filho?
—Está na incubadora, logo iremos trazê-lo.
—Eu gostaria de vê-lo.
—Infelizmente agora não podemos levá-la lá, pois os médicos estão na incubadora.
—Algum problema?
—Não, somente rotina.
Entendi.
—Com licença...
Betty olha para a porta do quarto e Dylan estava parado na porta.
—Posso entrar?
— Claro doutor Dylan entre!
—Betty, só Dylan, nada de doutor!
—Com licença a enfermeira fala ao sair.
Dylan pega uma cadeira e se senta próximo a Betty, ele segura a mão de Betty e beija.


Na Ecomoda:
Armando, Nicolás, Mario e Roberto conversam alegremente quando a porta da presidência abre.
Todos olham para a porta e a surpresa de todos era Sandra com Michel.
—Doutor, desculpe, o seu Michel gostaria de falar com o senhor seu Armando.
— SANDRA! Mario grita ao ver o braço de Sandra cruzado com o de Michel.
Sandra ao perceber, retira o braço e corre para sua mesa.
— Entre Michel. Armando fala com a voz firme.
— Obrigado, boa tarde a todos!
— Boa tarde. Nicolás e Roberto respondem.
—Em que eu posso ajudar? Armando fala apontando para a o sofá para que ele se sente.
Michel segue para o sofá e fala: _ obrigado, primeiro eu queria saber como está a Betty.
— Está bem, e o bebê também! Daqui a pouco eu vou ao hospital pra ficar com eles.
— Que bom. Eu vim pra que possamos analisar o lançamento e o buffet.
—Nossa eu já tinha me esquecido.... com tudo isso que aconteceu, como vou fazer!
— Filho, eu posso fazer isso, afinal eu tenho que ajudar no lançamento.
—Mas papai....
—Filho por favor! Roberto fala colocando a mão no ombro de Armando.
—Certo papai, obrigado. Eu vou visitar a Betty.
—Certo filho, mande um beijo pra ela e meu neto.
— Sim papai, foi um prazer revê-lo Michel.
—Você também Armando. Mande lembranças pra Betty.


No hospital:
—Por favor doutor! Betty fala puxando a mão sem graça.
—Desculpe Betty! Como você está?
—Melhor doutor.
—Eu precisava pegar o seu depoimento, mas vou deixar pra depois, não quero cansá-la.
—Obrigada doutor.
—Betty eu prometo a você que o Daniel Valência vai pagar caro pelo que fez a você!
—Por favor doutor, não quero saber nada desse senhor, a única coisa que me importa nesse momento é minha família, meus filhos e meu marido.
Aquela resposta caiu como um tapa na cara de Dylan.
—Vejo que você está cansada, depois eu volto! Preciso ir a delegacia. Dylan se levanta da cadeira, e se debruça dando um beijo no rosto de Betty.
Quando Dylan sai do quarto, Betty limpa o rosto com a parte de trás da mão.

Em outro quarto:
Marcela e Marcelo chegam na porta do quarto de Daniel.
—Mi amor eu vou ficar aqui. Sabe eu e seu irmão não nos damos bem!
— Certo! Selinho.
Marcela entra e Marcelo se encosta no corredor.
—Irmãozinho!
—Oi Marcela, como você demorou.
—Desculpe. Mas está aqui o que você me pediu!
—Chame o médico e me tire daqui. Daniel fala irritado.
—Certo!
Marcela sai do quarto.
—Já saiu mi amor.
—Preciso encontrar o médico! Marcela sai apressada pelo corredor.

—Mas vejam só o quem está aqui! Dylan fala ao se aproximar de Marcelo
Marcelo olha assustado para Dylan.
—Me diga, o que você está fazendo aqui?
—Vim acompanhar a minha namorada!
Dylan dá uma risada alta e responde.
—Você? Namorada, não me faça rir!
—Não acredita? Eu estou namorando Marcela Valência!
—Namorando ou enrolando? Por favor Marcelo, eu ainda não te prendi por falta de provas, só estou esperando você escorregar pra que eu possa prendê-lo.
—Não conte com isso Doutor Dylan! Marcelo fala entrando dentro do quarto onde Marcela e Daniel estavam.

No quarto:
—O que esse rato está fazendo aqui Marcela?
—É muito bom ver você também cunhado!
—Não me chame de cunhado!
—Já chega vocês dois. Daniel, o Marcelo está nos ajudando.
—Não preciso da sua ajuda!
—A não? E quem vai distrair o Dylan?
—Você conhece o delegado? Daniel pergunta curioso.
—Tive alguns problemas com ele no passado, mas isso não vem ao caso, vai ou não precisar da minha ajuda?
—Sim, fale o que você tem em mente! Daniel fala se ajeitando na cama.

Na Ecomoda:
—Olha eu penso que isso você deveria discutir com a minha filha Camila, Michel.
—Entendi e onde eu posso encontrá-la?
—Toc toc, papai posso entrar? Camila fala entrando na presidência.
— Falando nela! Olá, filha, entre, estávamos precisando mesmo da sua ajuda! Conhece o senhor Michel Doniel. Ele é...
— Amigo da Betty, sim papai nos conhecemos em outros lançamentos. Como vai senhor Michel. Camila fala estendendo a mão.
—Muito bem, mas por favor só Michel! Michel fala estendendo a mão com um sorriso simpático.
—Estava conversando com seu pai, sobre o Buffet, que vamos servir no lançamento...
—E como eu não entendo nada de comida, só de finanças, pensei em você filha para nos ajudar!
— Nossa que honra.
—Você é cozinheira dona Camila?
—Eu me arrisco um pouco na cozinha, aprendi com a mamacita, que criou meu irmão e eu. E aliás nada de dona, somente Camila está ótimo. Até parece minha mãe me chamando atenção: DONA CAMILA, VENHA AQUI AGORA!
—Todos na sala riem, quando Nicolás entra. _Hum e o que é tão engraçado? Nicolás fala fechado a cara.
—Nada a Camila contando piadas, Roberto te espero na minha sala! Fala Mario saindo com uns papeis na mão.
—Claro Mario, vamos lá! Mila atenda o senhor Michel no que ele precisar, façam um orçamento de tudo e depois me passe.
—Certo papai! Michel o que acha de trabalharmos na sala de reuniões?
— Por mim perfeito!
—Como assim, o que vão fazer na sala de reuniões que não podem fazer aqui? Nicolas pergunta furioso!
— Ora seu enxerido, não se meta nisso e me ajude nesses cálculos! Hermes fala depois de bater em Nicolás com o jornal.
Nicolás segue Hermes a contragosto para a caverna, enquanto Camila e Michel vão para a sala de reuniões.

No hospital:
Armando para o carro no estacionamento. Ele desce do carro, depois pega um grande buque de flores que comprou para Betty.
—Será que ela vai gostar dessas rosas? Faz tanto tempo que eu não dou flores pra Betty que nem me lembro se ela gosta de rosas vermelhas.
Ao passar pelo segurança do hospital, pra surpresa de Armando ele avista Marcelo.
—Não pode ser!

No quarto:
Daniel estava inquieto em cima da cama.
—Daniel, calma!
—Como assim calma? Não sei se esse seu namorado vai conseguir me tirar daqui.
A porta abre e o médico entra.
—Onde você estava? O dinheiro está aqui! Marcela fala quando o médico se aproxima.
—O que? E vocês acham que são os únicos pacientes daqui? Eu estava trabalhando.
—Tá, aqui está o dinheiro, o que devemos fazer agora?
O médico abre a sacola e olha por cima as notas. _Certo, esperem até a noite e vamos dar um jeito de tirar ele daqui.
—Como assim? Daniel pergunta perturbado.
— A noite tem a troca de seguranças e fica mais fácil de você sair, antes é impossível. Agora com licença, eu preciso trabalhar. O médico sai do quarto, deixando Marcelo e Marcela ansiosos.
—Eu só espero que isso de certo. Marcela fala se sentando ao lado de Daniel.

No corredor do hospital:
Armando segue para quarto de Betty, ele bate na porta e esculta a voz de sua amada.
—Entre!
—Olá mi amor!
—Armando, mi amor, que lindas flores. Elas são pra quem?
—Pra mulher mais linda desse mundo! Armando fala beijando a testa de Betty.
—Aí que linda, obrigada mi amor! Betty fala pegando o buque.
—São as minha preferidas. Você sempre soube como me agradar, não é mesmo Armando!
Armando abre um grande sorriso e fala: _Mi amor, quando eu estava chegado aqui eu tive a impressão de ter visto o Marcelo.
—Que Marcelo? Betty fala cheirando as flores.
—O modelo de molde mi amor!
—Mas ele não tinha viajado, ele me disse antes de ir que ia fazer umas fotos...
—Mi amor, eu estava pensando, o Daniel está internado aqui no hospital e o Marcelo é namorado da Marcela...
— O que você quer dizer Armando.
—Que não é coincidência o Marcelo está aqui.
—Tá mi amor, vamos acreditar que você tenha visto mesmo ele, e daí?
—Mi vida, tem uma coisa que eu preciso te contar sobre o Marcelo.


Continua....