Histórias da Ecomoda.
229 A fuga.
No hospital:
—Meu Deus Armando, como você pode esconder tudo isso de mim?
—Calma mi amor!
—Calma nada, Armando nós corremos grande risco de vida com esse bandido dentro da empresa. E nossos filhos.... eu não acredito que você tenha me escondido isso por tanto tempo.
—Betty eu precisava de provas...
—Provas? Pra que Armando? Por acaso você acha que eu não ia acreditar em você?
—Não é isso mi amor, as provas é pra poder levar esse canalha pra cadeia.
—Tá mas você podia ter me dito. Quantas vezes esse bandido entrou na minha sala, quantas vezes ficamos conversando...
—Mi amor me perdoe, mas faz pouco tempo que eu descobri isso também. A Gabriela só me mostrou essas informações antes de irmos para Istambul, e com tudo que aconteceu na Turquia... ah mi amor me perdoe.
—Tudo bem Armando, agora o que temos que fazer é avisar ao Dylan que o Marcelo está por aqui e...
—Avisar a quem?
—Ao delegado Dylan!
—E desde quando você chama esse delegadozinho pelo primeiro nome?
—Aí Armando deixa esses ciúmes pra lá.
—Nada disso, ou você acha que eu não percebi a forma que ele te olha, ou como ele fala com você.
—Bom enfim, precisamos tomar cuidado com essas cobras, principalmente se o Marcelo estiver do lado do Daniel Valência.
—Isso você tem toda a razão mi amor! Armando pega a mão de Betty e beija o dorso com carinho.
No quarto:
Marcelo entra.
—Pronto, está tudo pronto!
—Onde você estava Marcelo? Marcela pergunta.
—Eu fui conseguir um carro e isso aqui!
—Marcelo puxa um jaleco branco de uma mochila.
—O que é isso? Daniel pergunta.
—Isso é um jaleco meu caro doutor Valência!
—Isso eu sei, quero saber pra que você o quer?
—Eu vou fingir que sou médico, pra tirar você daqui. Olha só o que eu consegui! Marcelo puxa do bolso da calça um crachá.
—De onde você conseguiu isso? Fala Marcela.
—Peguei do bolso de um médico no banheiro. Agora apronte-se, eu vou conversar com o médico que vai nos ajudar. Marcela preciso que você consiga uma cadeira de rodas.
—Ok vou procurar.
Na Ecomoda:
—Escute, saco sem fundo, esses cálculos estão errados não sabe somar? Nicolás? NICOLÁS ACORDE! Hermes grita ao perceber que Nicolás estava distraído.
—Desculpe seu Hermes o que o senhor disse?
—O que você tem, está errando todos os cálculos. Olhe!
—Meu Deus seu Hermes eu vou concertar isso aqui! Só um minuto.
—O que você tem Nicolarax?
—Nada seu Hermes.
—Ora diga filho, quem sabe eu possa ajudar!
—Certo seu Hermes, é a Mila!
—A dona Camila? O que tem ela?
—Ela está lá com aquele francês amigo da Betty...
—E o que tem?
—Ora seu Hermes, ele é francês e bonitão. O senhor não vê como todas as meninas do quartel ficam quando vêm ele seu Hermes.
—Olha cabeça de vento, deixa eu te dizer algo que vai te ajudar, nesses quase 40 anos casado com a Julia eu aprendi uma coisa. Se uma mulher dorme e acorda com você todas as noites, se ela aguenta o seu mal humor, se ela te ajuda nas piores horas... isso quer dizer que ela te ama muito e que não vai te trocar pelo primeiro que aparece na sua frente. Essa moça a Camila já provou que te ama muito e que quer ficar com você. Mas pra isso você precisa confiar nela, entendeu?
—Sim seu Hermes. O senhor tem toda a razão, a Mila me ama muito e eu a amo mais ainda.
—Certo, agora deixe de bobagens e vamos trabalhar!
—Sim seu Hermes.
No hospital:
Marcela entra no quarto com a cadeira de rodas.
—Venha Daniel sente-se aqui!
Daniel se levanta com dificuldade e se senta na cadeira.
Marcelo entra no quarto junto com o médico.
—Está tudo pronto. Peguem esse papel, mostrem para o guarda ai fora, isso é uma guia de exame pra ser feito. Assim que passarem pelo corredor central vão direto para o estacionamento entenderam? O médico fala entregando o papel para Marcelo.
—Pode deixar.
Marcelo, Marcela e Daniel saem do quarto.
—Aonde vocês vão? O guarda pergunta.
—Temos que fazer esses exames! Marcelo fala entregando para o guarda.
—Mas o preso precisa da autorização do doutor Dylan...
—Olha amigo, eu não sei quem é Dylan, nem me interessa saber, a única coisa que eu sei é que eu preciso levar esse paciente pra tomografia se não ele pode até morrer.
—E se isso acontecer com o meu irmão eu vou processar a todos vocês. Marcela fala dando um pequeno cutucão em Daniel, que percebe e começa a tremer a mão e o pé.
—Tá tudo bem, mas não demore, precisamos fazer a troca de turno. Fala o guarda entregando o papel para Marcelo.
—Certo, vamos doutor Valência.
—Espere... eu não o conheço de algum lugar? O guarda fala olhando fixo para Marcelo.
— Pode ser, sou médico do hospital 4 anos. Marcelo mostra o crachá onde estava escrito Dr. Rubens Garcia.
—Não tem foto?
—Pra que o senhor quer a minha foto? Aliás quer meu diploma também? Amigo nos precisamos ir, não tem só o senhor Valência como paciente que eu preciso atender.
—Desculpe doutor, podem ir!
Marcelo passa empurrando Daniel na cadeira de rodas, sendo seguido por Marcela.
Alguns passos depois eles passam pela grande porta do corredor central, e seguem para a saída.
— Nossa essa foi por pouco. Fala Marcela.
—Calma o perigo ainda não passou, enquanto estivermos dentro do hospital ainda corremos riscos. Temos que acelerar o passo... Vamos! Marcelo fala.
Os três apertam o passo para o estacionamento.
Ali perto:
—Dr. Rubens comparecer ao quarto 244.
—Dr. Rubens comparecer ao quarto 244. A enfermeira chamava pelo interfone do hospital.
Rubens segue para o quarto, quando é parado por um policial que estava na porta do quarto ao lado.
—Quem é o senhor?
—Rubens Garcia, sou Neurocirurgião, por quê?
— E o senhor tem como provar isso? Algum documento?
—Olha meu amigo, eu não entendo por que essas perguntas, mas aqui está o meu crachá... onde está o meu crachá??? Rubens procura o crachá, mas não o encontra.
—Então você está sem crachá, como pode me garantir que você é quem disse que é? O policial fala ficando de frente com Rubens.
—Espere, eu posso provar que é verdade o que digo, devo ter esquecido o crachá em algum lugar. Mas olhe aqui está a minha habilitação. Rubens pega a carteira e entrega o documento para o policial.
—O que está acontecendo aqui! Pergunta Dylan que chega com um café e é seguido por outro policial que faria a troca de turno.
— Dr Dylan, boa tarde. Agora a pouco um médico levou o Daniel Valência para fazer uma tomografia, o nome dele era Rubens Garcia....
—Rubens Garcia sou eu, e eu sou a única pessoa que pode pedir uma tomografia, e hoje eu não pedi nenhuma! Fala Rubens assustado.
—COMO ASSIM LEVARAM O DANIEL VALÊNCIA? Dylan grita jogando o café no chão.
—Desculpe doutor, eu não sabia...
—ESTÁ NA CARA O QUE ESTÁ ACONTECENDO, DANIEL VALÊNCIA FUGIU, SEU IDIOTA!
No quarto de Betty:
Armando observa como Jorguinho estava mamando no seio de Betty.
—Nossa como ele é lindo! Armando fala sorrindo.
— Ele se parece muito com você mi amor! Betty fala passando a mão nos cabelos de Jorguinho.
—Não vejo a hora de poder levar vocês pra casa, e buscar nossa pequena.
—Aí mi amor, eu também não vejo a hora.
—Com licença, temos que levar esse rapazinho pra incubadora.
—Ah não, ele não pode ficar mais um pouquinho? Betty fala implorando pra enfermeira.
—Infelizmente não, a senhora precisa andar um pouco pelo hospital para se recuperar. _Vamos mocinho! A enfermeira pega Jorguinho e o leva pra incubadora.
—Tchau mi amor, mamãe te ama muito.
—Papai também te ama mi amor!
Armando e Betty olham enquanto a enfermeira leva Jorguinho para a incubadora.
—Mi amor, a enfermeira tem razão, é melhor você andar um pouco, vamos dar uma volta pelo hospital?
—Está bem, mas primeiro eu quero passar pela incubadora pra ver o meu filho!
—Certo mi vida, precisa de ajuda pra se levantar?
—Sim, preciso que você vire de costas!
—De costas, por quê?
—Porque essa camisola é aberta e eu preciso me levantar pra fechar!
— E eu não posso olhar seu belo corpo?
—Ai Armando! Se vire vamos! Aqui não é hora e nem lugar pra isso!
—Só de pensar no tempo que eu vou ter que ficar sem te tocar, dói até na alma.
—Que é isso, você pode procurar suas amiguinhas por ai! Risada de ganso.
—Beatriz Aurora Pinzón de Mendonza, não fale isso nem de brincadeira.
—Mas Armando, você é homem e tem as suas necessidades e...
—Armando coloca a mão nos lábios de Betty e fala: _ nem em um milhão de anos eu iria ser louco de trocar o nosso amor por uma aventura qualquer! Eu amo você Beatriz Pinzón sou capaz de esperar você por toda a minha vida e na outra vida. Armando se aproxima de Betty e lhe dá um beijo apaixonado.
No estacionamento do hospital:
Marcelo, Daniel e Marcela estão se aproximando do carro, quando escutam um grito.
—PARADOS AI!
Ao olharem pra trás eles vêm Dylan e outro policial correndo em sua direção.
Marcelo e Daniel entram dentro do carro e partem em velocidade, deixando Marcela pra trás, Marcela se levanta do chão pois ao correr prendeu o salto no uma tartaruga (degrau encontrado em estacionamento) e caiu no chão.
O policial de aproxima de Marcela enquanto Dylan corre para o carro e parte atrás dos dois.
Continua....
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