Histórias De Um Reformatório
2 Capítulo 2
Notas iniciais
“Take me, I'm alive
Never was a girl with a wicked mind
But everything looks better when the sun goes down
I had everything, opportunities for eternity
And I could belong to the night”
Abri meus olhos lentamente e cantarolei junto a musica “Make Me Wanna Die”. Chequei o horário e vi que já eram 19:00. Não acredito que dormi o dia inteiro! Levantei da cama, saí do quarto e comecei a andar sem rumo.
Eu passei por vários corredores e em todos eles as pessoas me olhavam assustadas. Que gente estranha. Ninguém sabe o porque de eu realmente estar aqui. Eles tem medo é dos boatos que foram espalhados sobre como eu vim para aqui. Tem gente que acha que eu matei o prefeito! Cara, não fala de mim antes de conhecer, mas pra você saber eu entrei nesse reformatório quando eu tinha catorze anos...
Flashback on
Eu entrei bem devagar e discreta no quarto de meu padrasto e comecei a vasculhar as gavetas o mais rápido possível. Ele não pode ter as levado embora. Não todas. Eu procurava rapidamente e quando me dei por conta vi uma pontinha do revólver. Bingo! Peguei as armas que ali estavam e as escondi em minha roupa. Sai o mais rápido possível e me tranquei no meu quarto.
Larguei os revolveres em cima da minha cama junto ao meu punhal. Sorri e caminhei até minha cabeceira abrindo uma de suas gavetas. Tirei o fundo falso e catei o minha pequena bolsa de couro. Desamarrei-a e abri a mesma. Sorri enquanto tirava a minha preciosa faca de prata dali de dentro. Tão linda... Vai ficar melhor com sangue.
Escondi a faca e algumas armas em minha roupa e o punhal em minha bota. Sorri e sai de casa.
Fui até a casa do idiota do Tom e toquei a campainha.
-Oi... Angel! — falou ele abrindo um sorriso
-Posso entrar? — perguntei sorrindo cínica.
-Decidiu ceder, foi? — perguntou ele malicioso e eu sorri marota mesmo estando com muita raiva daquele desgraçado.
-Foi... — sorri maliciosa tirando o casaco e jogando ele no sofá.
-Sabia que iria ceder, todas cedem – ele disse mais malicioso enquanto se aproximava e me beijava. Eu correspondi com nojo. Ele foi me conduzindo até o sofá e me deitando no mesmo. Continuávamos a nos beijar. Fui descendo a minha mão até onde a faca estava e a tirei delicadamente.
-Sabe... — sussurrei em seu ouvindo – Eu te odeio...
-Hãn? — ele grunhiu beijando meu pescoço e eu ri cínica
-Adeus Tom. — falei devagar enquanto enfiava a faca em sua barriga. Ele gemeu e eu sorri. É tão bom ser má... Cravei a faca mais ainda e depois a tirei. O sangue do garoto escorria pela faca e pingava em minha blusa. Empurrei ele para o chão e sentei em cima dele cravando várias vezes a faca em lugares aleatórios. Ri sadicamente e botei meu casaco enquanto saia daquela casa.
Caminhei até um beco e atirei a minha querida faca ali. Ela era uma evidencia e eu não precisava mais dela. Fui caminhando tranquilamente pela rua.
-Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! — ouvi um grito agudo ao longe. Corpo encontrado. — Socorro! Meu filho! — ri cínica. Gente idiota! Aquele vagabundo, desgraçado, retardado teve o que merecia! Ele não é inocente nessa história! Seria se ele não tivesse quase me estuprado a uma semana atrás, é o caso. Menos um sacana nesse mundo!
Senti meu corpo sendo empurrado contra a vitrine de uma loja.
-FOI VOCÊ! VOCÊ MATOU MEU FILHO! VOCÊ MATOU ELE! VADIA! ALGUÉM ME AJUDE! PRENDAM ESTA ASSASSINA!! -Gritava a mãe de Tom desesperada me empurrando contra a parede. Eu apenas sorri e peguei o revolver.
-Fique quieta, dona Roseli. Eu não vou machucar a senhora se você não falar nada. — olhei cúmplice para ela que apenas repetiu:
-PRENDAM ESTA ASSASSINA!!
-Você não deveria ter feito isso! — Atirei três vezes em sua barriga e uma em sua cabeça e sai correndo, as autoridades já estavam vindo.
Me escondi em um beco escuro e me agachei sacando uma arma. Comecei a escutar passos em minha direção. Droga! Pelo que eu conheço desse barulho de botas são policiais. Olhei rápida e discretamente para o lugar de onde os passos vinham. Era um policial. Um único. Atirei em seu pé e ele gritou alguns palavrões que nem eu conhecia. Sacou sua arma e apontou para mim, mas eu fui mais esperta e atirei em sua mão. Ele largou a arma no chão e urrou de dor. Eu ri e peguei sua arma dando um tiro na sua cabeça.
Eu comecei a correr, correr, correr. Corri como eu nunca tinha corrido antes. O problema é que eu ai em uma emboscada. Eles estavam me esperando mais a frente e me cercaram. Ri baixinho: Além dos policiais haviam pessoas assistindo tudo aquilo. Tolos. Fazem-se de refém quase que espontaneamente.
Peguei meu meu punhal e preparei a arma para atirar. Com um sorriso nos lábios puxei uma criança e pus o punhal na sua garganta e a arma em sua cabeça.
-Atirem em mim e ela morre! — gritei para eles que ficaram posicionados – NÃO DUVIDEM DE MIM! — ri cínica – Sabe o seu colega queixudo de cabelos pretos? — eles assentiram — Está morto. Uma prova? Olhem pra minha mão. É a arma dele. — Eles recuaram e eu sorri novamente. — Melhor assim. Larguem as armas! — Eles não largaram e eu fiz um corte no rosto da garota da qual eu fazia de refém, que por sua vez chorava muito – Andem! — Eles largaram. — Muito bem! — disse irônica – Agora me deixem ir, não ataquem! — eles continuavam em guarda – Saiam da posição agora!! — Eles saíram – Chutem as armas para longe! — eles continuaram imoveis. Eu fiz um corte no rosto e outro perto da garganta dela – Falta pouco para eu matá-la! — Gritei impaciente
-Façam o que a menina diz! Pelo amor de Deus! — Gritou uma mulher, possivelmente a mãe da menina, desesperada. Os policiais com caras decepcionadas chutaram as armas e eu soltei a garota. O que eu não esperava é que tivesse alguém atrás de mim que me deu um chute nas costas fazendo cair de frente. Saquei minha arma, mas era tarde de mais. Ele já havia me imobilizado e chamado os policiais que me deram um sonífero legal, me fazendo dormir. Quando acordei já estava no reformatório.
Flashback off
E foi assim que eu entrei nessa joça. Linda história, não é? Me sentei no lugar que nós temos para interagir e liguei a música no máximo enquanto observava o lugar, as pessoas... Tudo a mesma coisa de sempre... Menos... Um garoto. Um garoto de cabelos castanhos que olhava para seus pés enquanto cantarolava algo inaudível. Ele me lembra o.. Jason?
O menino levantou a cabeça e consegui ver seu rosto. Essas covinhas, esse cabelo simetricamente bagunçado, esses lindos olhos vermelhos. Ele sorriu e eu o reconheci na hora. Jason! O meu melhor amigo antes de eu vir para cá! O que ele está fazendo aqui? Por que ele está aqui? Ele começou a caminha devagar em minha direção e quando chegou na minha frente me olhou de cima a baixo e sorriu.
-Angel Williams, então é aqui o spa para os acima do peso que a sua mãe te obrigou a ficar? — fiz cara de desentendida – Você não soube? Todo mundo acha que você está fazendo tratamento para o peso e não trancada em um reformatório.
-Não sabia! Como assim? — falei um pouco alterada
-Quando você “sumiu” todos perguntavam para onde você tinha ido e tal. Sua mãe usava a desculpa do tratamento. — ele disse se sentando ao meu lado
-Mas o que.. Eu nem era tão gorda assim! — falei quase gritando
-Andy... Era sim. — Ele disse cauteloso e com calma. — Mas diz ae, é muito ruim aqui? — ele perguntou mudando de assunto
-Não... Me responde uma coisinha que eu preciso saber: Como Jason Scott veio parar aqui? — perguntei erguendo a sobrancelha.
Notas finais
N/L *nota da luh*: Foi mal pela história de como ela entrou ali ter ficado fraca, mas eu estou se criatividade no momento.
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