Histórias De Um Reformatório
3 Capítulo 3
Notas iniciais
N/L: Foi mal o atraso, galera e me desculpem pelo assassinato não estar bom o suficiente. Juro que da próxima eu faço o mais horrendo possível. Beijos e obrigada pelas lindas reviews!
-Não... Me responde uma coisinha que eu preciso saber: Como Jason Scott veio parar aqui? — perguntei erguendo a sobrancelha.
-Longa história... — ele falou arrastando a voz
-Tenho tempo. — rebati com um sorriso no rosto. Ele sorriu também.
-Bom... Foi ontem. — tipo... Ontem?! Cara, que rápido! — Eu estava voltando da escola tranquilamente, você sabe, eu tenho preguiça de andar rápido. — ele fez uma careta engraçada – E estava muito calor, eu tava com fome e minha mãe com certeza não estava em casa. — A mãe dele é drogada e está sempre na rua, porque além de drogada ela é “pedreira” (vende a pedra, sacas?). — E como eu sei que o meu pai fica ocupado de mais naquela joça de delegacia – ele é policial, mas não fazia praticamente nada além de ficar na delegacia. Ele é medroso, não tem coragem de sair e fazer algo importante, por essa razão ele fica na delegacia fazendo o que os outros policiais pedem. Ele é tipo um secretário. — eu parei pra comer um sorvete. Ta, eu sei: Que saudável, Jason! Mas tava muito quente! Voltando ao assunto... Eu fui naquela sorveteria que tem um gummy bear gigante na entrada, sabe? Aquela com mesas coloridas e bancos com formato de casquinha e almofadas de bolas de sorvete... — eu assenti, o sorvete de lá é o melhor, fora que o ambiente é fofo pacas! — Então, eu entrei ali e fui montando o meu sorvete. Só que quando eu já tava pesando entrou umas pessoas lá do colégio. — E daí!? — E daí que eram Sassy, Henry, Joe e Lara. — Ele leu a minha mente, ai... mas enfim, continuo com a minha pergunta: E daí?! — E essas pessoas são as que fazem bulliyng comigo por causa de meus olhos que são vermelhos escuro. — Em que mundo Jason Scott é impopular e sofre bulliyng!? — Bom, eu paguei e fui me sentar, tentando ignorar as merdas ambulantes, só que foi impossível porque segundos depois de eu ter me sentado eu ouvi um: “Ai, maluco aquele ali não é o lesado do Scott?” — ele disse imitando a voz de Joe. — E eu só abaixei meus olhos, não tava com paciência pra discutir. Quatro dias atrás eles já tinham até feito alguns cortes feios na minha barriga – ele levantou a camiseta me mostrando um belo tanquinho cheio de cortes que pareciam ser bem profundos – e algumas queimaduras com ferro quente em minhas costas, também graves – ele virou levemente de costas e puxou um pouco a camiseta me mostrando suas costas definidas com cicatrizes e queimaduras bem sérias – então eu já estava estourando de raiva. Bom, eu estava na minha, mas eles voltaram a falar. “É sim! Vamos lá!” — ele imitou uma voz feminina meio fanha, acho que era Lara que havia falado. — Falou a idiota da Lara e toda a matilha foi atrás dela. Lara e Sassy se sentaram na mesa enquanto os Henry e Joe puxavam cadeiras e se sentavam de frente pra mim. “Suas costas ainda doem?” Perguntou do jeito mais cínico possível a vadia da Sassy, e eu não respondi. Apenas continuei comendo meu sorvete com os meus olhos baixos. “RESPONDE, LOGO!” Ela gritou me encarando. E eu simplesmente respondi: “Não te devo satisfações”. Então eu me levantei pegando a minha mochila e atirando a mesma nas costas. “Então você acha que eu sou tão legal assim pra receber uma resposta assim e não me importar? Você está muito enganado!” Daí ela começou a me seguir falando essas coisas que eu não faço a minima ideia do que eram porque eu não prestei atenção. E você sabe que eu moro naquela rua meio deserta e afastada da cidade, né? — assenti com a cabeça – Pois é. Depois de um tempo rumando pra casa eu fiquei cansado daquela voz de rato gritando no meu ouvido e me virei pra ela. Vi que a matilha já não estava com ela, provavelmente nem a acompanharam. Ótimos amigos esses! Enfim, eu me virei pra ela e disse: “Cara, você não cala a porcaria da boca nem um segundo!? Caramba fica quieta, vadia!” Ela ficou em silencio por um tempo e eu sorri voltando a andar. “Ta achando que vai sair impuni, tá? Então você está totalmente enganado! Eu ainda tenho a minha faca, posso me vingar!” Ela me ameaçou e eu ri, mas enquanto eu ria ela veio por traz e fez isso aqui – disse ele mostrando um corte no pescoço – no meu pescoço. Eu me virei pra ela muito bravo, mas feliz ao mesmo tempo. Ela não tinha os amiguinhos, eu podia dar um jeito nela. Eu a empurrei para aquele beco sem saída perto da minha casa, lembra? — fiz que sim com a cabeça, foi no mesmo beco que eu joguei minha faca de prata — Pois é, eu a empurrei ali e ela deixou a faca cair no chão. Ela demonstrava estar assustada. Eu a empurrei mais pra dentro do beco, só que fiz isso com muita força o que fez com que ela caísse. Ela me olhou e disse rapidamente: “Jason, me desculpa eu não deveria ter sido tão má com você, me... me desculpa” Eu simplesmente chutei a barriga da menina que urrou “Por favor não me machuca!” Ela gritou desesperada enquanto eu só sorri. “Você realmente acha que eu vou te perdoar pelo que você me fez? Por esses longos dois anos?! Acha mesmo?!” Eu falei com raiva, mas sorrindo. “Eu tenho a sua faca, posso me vingar” Repeti pausadamente a olhando nos olhos. Eu vi ela ficar com medo e recuar para traz e me olhar súplice. Eu caminhei até ela e me abaixei a fazendo sorrir. Ela pensou que eu tinha desistido, mas eu não tinha. Pus minha mão no chão e peguei a faca a analisando com calma. Ele era de prata com a bainha enfeitada com pedras azuis. “São safiras.” Ela disse “Elas combinam com meus olhos, não achas?” Sassy perguntando aproximando seu rosto do meu. Ela foi se aproximando mais e sorrindo. Quando eu vi que ela estava prestes a me beijar eu peguei a faca e fiz um pequeno corte em sua barriga. Ela se contraiu e vi seus olhos fecharem por conta da dor. “Por favor, Jass... Não me machuque. Por favor...” Ela suplicou chorando um pouco e eu a empurrei. Tenho sangue frio e não me derreto por qualquer vadia que pede pra não ser machucada. Fiz mais um corte, porém mais profundo em sua barriga e ela gemeu de dor. Peguei o punhal e fiz um novo corte, ele atravessava o olho dela. Ela começou a chorar e a rezar. Como se isso fosse ajudar em algo... “Você está triste... Sorria” Eu disse e ela me ignorou e continuou chorando. Eu revirei os olhos e pus a faca em sua bochecha. Ela notou o que eu ia fazer e tentou me empurrar, mas eu era mais forte. Ela gritou e esperneou, porém nada aconteceu. Sorri cinicamente e furei a sua bochecha fazendo um traço que percorria do meio de sua bochecha, passando pela boca e parando no meio da bochecha contraria. Ela urrou de dor e gritou “ME MATA! POR FAVOR!!” Ela implorou. Desta vez fui eu que a ignorei. Peguei a faca e fiz um corte em sua garganta. Ela apertou os olhos, provavelmente já não tinha forças pra gritar, pois simplesmente largou o corpo no beco e me encarou com seus olhos azuis me pedindo mudamente para acabar com o seu sofrimento, mas eu não liguei. Peguei o braço dela e o torci para traz com força o quebrando rapidamente. Fiz o mesmo com seus pés e com o outro braço. A essa altura ela já chorava muito e suplicava para que eu a matasse o mais rápido possível. Eu fiz mais cortes em seus braços e pernas do jeito mais demorado possível e logo após eu pus a faca do lado de sua cabeça. “É... Cansei disso... Acho que vou parar...” Ela tremeu e chorou silenciosamente. Enfiei a faca na cabeça dela rápida e fortemente, seus olhos viraram apenas orbitas brancas vazias e o seu choro sessou, ela morreu. Eu deixei a faca em sua mochila e me levantei, achando que eu iria sair, mas logo eu ouvi um grito estridente e assustado vindo de traz. Era Lara. Ela saiu correndo e eu fiquei parado feito uma estatua. Eu não sabia o que fazer. Nem o por quê de fazer. Com certeza eu não era inocente. Eu deveria me arrepender, mas eu não me arrependi. Nesse meio tempo os policiais chegaram e me fizeram cheirar alguma substancia que me fez dormir e então eu acordei aqui. E essa é a história de como eu entrei no reformatório.
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