História After You - Terceira Temporada
21 Capítulo - Tempestade em Nublar
Claire sorriu sem que o marido visse. Era excitante saber que Owen ainda a desejava da mesma forma. Ainda de costas e sem pressa alguma, ela desceu a pequena calcinha de renda, ficando por fim, completamente nua.
— Agora, é sua vez de tirar a roupa. — Virou o rosto de perfil, o observando de rabo de olho. Claire estava completamente nua. Linda. — Você vai fazer o que eu mandar. Pelo menos por agora. Vire-se. — Pediu.
Ele analisou-a dos pés a cabeça. Seus olhos verdes o davam um certo tipo de fome. Seus lábios, muito vermelhos mesmo sem nenhum tipo de maquiagem, contrastava com sua palidez. Combinavam perfeitamente com o ângulo do pequeno "o" que sua boca entreaberta fazia, deixando-a ainda mais linda. Seu pescoço, era pouco coberto pelos fios de cabelo que teimavam em sair do coque e caíam leves por seus ombros. Algumas sardas claras iam daí até seu peito, em uma trilha provocante. Seus seios eram médios e tinham uma consistência mais cremosa que o resto de seu corpo, fazendo com que os bicos parecessem muito claros e rosados. A barriga levemente crescida pela gravidez era perfeita, com algumas poucas sardas remanescentes. Ela estava completamente linda, sem falar nas coxas na medida certa. Owen pegou-se ofegando apenas de olhar para aquela criatura.
— Claire... vem aqui.
— Você ainda não tirou a roupa. — Observou.
Ela o conhecia muito bem, e aquela olhar sombrio misturado com desejo fazia suas pernas ficarem bambas. Mas não fez menção em sair do lugar. Owen arrancou a camisa e tirou o pênis para fora da calça.
— Vem aqui e senta em mim...
Claire mordeu o lábio inferior e sentou na beira da cama de costas para ele.
— E depois de tanto tempo, é isso que tem para me falar? — Disse de um jeito sensual, enquanto soltava seu coque.
— O que quer que eu fale? -Em questão de segundos, Owen estava grudado atrás dela, beijando-a dos ombros até o pescoço. — Hm?
Ela fechou os olhos sentindo sua pele queimar em brasas a cada toque e beijo de seu amor. Deixou um gemido manhoso escapar.
— Sonhei tanto com esse momento, em que voltaríamos a fazer amor...
— Não me respondeu, Claire Grady. — Owen espalmou a mão na coxa dela, fazendo menção de tocá-la entre as coxas, mas não o fazendo.
— Sentiu falta de mim? — permaneceu de olhos fechados.
— Mais do que imagina... — Owen a colocou por cima dele e começa a beija-la enquanto os dedos grandes brincavam entre as dobras dela.
Claire estava tão necessitada, que aqueles toques dele a fazia tremer.
— Eu sou toda sua, Grady. Faça de mim o que quiser. — implorou entre seus lábios.
— O que eu quiser?
— Sim... — respondeu cheia de desejo.
Owen colocou ela de joelhos na cama, um em cada lado do corpo. Segurou o pênis em suas mãos e o posicionou em sua entrada, até que foi abaixando lentamente, o envolvendo com seu corpo quente e molhado.
— Aaaah, porra!
O cheiro de baunilha e amêndoa se misturavam com o perfume do shampoo que ela usava. Sem conseguir raciocinar direito, Owen levou a boca a um de seus seios e chupou com força. Com as mãos em seus quadris, guiava seu corpo para baixo e para cima, fazendo com que seu pênis entrasse e saísse brevemente dela. Claire jogou seus braços em torno do pescoço do marido, e ele posicionou o rosto em seus cabelos e orelha, enquanto a penetrava com uma delicadeza incomum.
Claire podia sentir perfeitamente Owen dentro de si, o que a deixa cada vez mais excitada. A forma como ele fazia cada movimento, ele sabia exatamente o que fazer para agradá-la. Era de uma perfeição sobrenatural.
Ela adorava quando faziam sexo selvagem, mas fazer amor bem devagar era a melhor coisa. Depositou beijos nos ombros, pescoço e rosto de Owen, enquanto se moviam sem pressa.
— Oh baby... — gemeu ao pé do ouvido dele.
Owen percebeu que ele não conseguiria entrar totalmente nela se não forçasse, talvez pelo tempo que ela ficaram sem fazerem sexo.
— Baby, preciso te alargar... Fique de quatro pra mim...
Ela o olhou intensamente nos olhos.
— Não vou aguentar essa posição, com essa barriga, amor...
— Mas ela tá pequena... Nem pesa...
— É desconfortável, Owen.
— Vamos testar.
Assim, Owen a colocou de quatro, apoiada em dois travesseiros.
— Por que você é tão teimoso? — resmungou.
Claire não se sentia a vontade naquela posição estando grávida, para ela era difícil a transformação do seu corpo. Owen encaixou-se nela mais uma vez, socando devagarinho.
— Agora está ruim? Se tiver eu troco...
— Está... — seus olhos estavam marejados.
Owen colocou ela deitada no centro da cama devagar, quando notou seus olhos lacrimenjantes.
— Está chorando?
— Não. — virou o rosto para o lado.
— Eu machuquei você? — Ele tocou o rosto dela, a fazendo olhar para ele.
— Não, amor... — segurou a mão dele carinhosamente. — Sabe que fico muito sensível grávida...
— Não se sentiu muito bem, não é? Está tudo bem. Não vou fazer nada que não queira. — Levou a mão dela até os lábios.
— Obrigada... — deu um sorriso tímido e o puxou cuidadosamente para cima de si. — Ainda não terminamos...
Sem muitas cerimônias, o marido posicionou-se em sua entrada e penetrou-a novamente, sentindo o corpo de Claire, mais uma vez, envolver o dele lentamente. Ele fechou os olhos e deixou-se saborear o momento.
Owen já havia conseguido entrar nela completamente, e poderiam voltar à posição anterior. Mas ela, daquele jeito, era tão boa...
Então, o loiro inclinou-se um pouco e alcançou a mão direita no clitóris da esposa, enquanto a esquerda permanecia em seu quadril. Brincou ali com os dedos, estimulando-a e fazendo-a gemer cada vez mais alto, anunciando que estava quase tendo um orgasmo.
Mais alguns segundos com Owen metendo de um jeito delicioso e seus dedos habilidosos a tocando do jeito certo. Claire atingiu um forte orgasmo, a fazendo gritar o nome dele enquanto arranhava suas costas.
Owen sentiu o corpo de Claire tremer em espasmos, mas não parou. Seu clímax estava quase chegando, ele precisava gozar urgente. Ele estocou nela mais cinco ou seis vezes, e finalmente teve o orgasmo que estava evitando a quase meia hora. Claire estava com a cabeça já jogada na cama, seu rosto enfiado nos lençóis, ofegante. Os braços estavam também jogados ao lado do corpo. Owen abaixou-se e repousou em cima dela. Estava muito suado, e ela também. Ele respirou por três ou quatro minutos em seus cabelos, enquanto recuperava o fôlego.
— Gostosa. — Falou no ouvido dela.
Ainda de olhos fechados, ela sorriu sem forças e ofegante.
— Uau... estávamos precisando disso...
— Estávamos... — Chegou para o lado para não machucá-la na barriga.
Claire virou o rosto o encarando.
— Não fez nada, durante esses meses?
— Como assim não fiz nada?
— Para se aliviar...
Owen começou a rir. Mas riu de verdade. Riu tanto que só parou quando notou a carinha de constrangimento da ruiva.
— Digamos que joguei vários possíveis irmãos da Clarisse no ralo do banheiro...
— Mesmo? — o encarou com as bochechas vermelhas. — E no que pensava?
— Em você.
Ela sorriu toda boba, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha e deitou, se cobrindo com o edredom. Owen começou a contar suas desventuras na hora de dormir, inclusive quando estava se masturbando no escritório e quase foi pego em flagrante pela secretária Tyna. Depois contou que esbarrou no Tom de propósito e como Rebecca fugia dele como se o próprio, fosse um demônio.
A ruiva estava vermelha de tanto rir, além das situações serem engraçadas, a forma como Owen contava era hilária. Ela se aproximou deitando a cabeça em seu peitoral.
— Eu não dormi direito todo esse tempo...
— Nem eu, baby. Acostumei com uma ruivinha me chutando e subindo em mim a noite toda.
Ela riu acariciando seu abdômen.
— Eu não faço isso...
— Você faz sim. É igualzinha a Clarisse. Um dia acordei e ela tava no meu pé e você em cima da minha barriga.
Claire gargalhou alto, fechou os olhos sentindo o sono chegar.
— Como será que vai ser nosso menino? Precisamos escolher o nome dele...
— Acho que vai sair ruivinho igual a Clarissinha. Finalmente vou ter um companheiro para ver o jogo. — Comentou todo orgulhoso com a mão na barriga dela. — Vou homenagear meu jogador de futebol americano preferido... — Começou.
— Nem vem com aqueles nomes ridículos de jogadores... — colocou a mão sobre a dele. — Tem que ser parecido com o seu.
— Por que parecido com o meu?
— Ué... porque eu amo seu nome...
— Coloca Owen Júnior. — Sugeriu dando uma mordida no pescoço dela. A ruiva deixou escapar um gemido manhoso.
— Vamos escolher com calma depois...
— E essa manha?
— Gosto de ser paparicada...
— Ah é? Que tal uma massagem bem gostosa?
Ela o encarou com os olhinhos brilhando.
— Quero...
Owen prontamente foi pegar um óleo especial de uva e começou a massagem nas costas dela. Depois que ela estava quase dormindo, a virou de frente e repetiu o processo na barriga e seios.
A ruiva suspirou pesadamente, indicando que havia adormecido. Cuidadosamente, Owen se deitou ao lado dela, a olhando dormir. Tão perfeita. Até que batidinhas foram ouvidas na porta, parecia ser uma mão bem pequena. Era Clarisse.
— Mamãe? — bateu novamente. — Papai?
Owen cobriu a esposa e se vestiu na velocidade da luz, antes de abrir a porta pra ela.
— Oi denguinho. — Pega ela no colo todo coruja.
A pequena logo se encolheu nos braços dele.
— Eu tava tendo um sonho ruim, papaizinho. To com medo...
— Pode dormir com o papai. Quer me contar bem baixinho como foi? A mamãe tá dormindo... bem cansada. — Sentou-se na beirada da cama com ela nos braços, a enchendo de beijos nas bochechas.
— A vovó e o vovô caíram do aviãozinho. — fez um biquinho de choro. Para Clarisse, helicóptero também era avião.
Owen tentou não parecer chocado com aquele sonho que mais parecia uma visão de uma tragédia passada e se deitou com ela.
— As vezes o papai também tem pesadelos. É super normal sentir medo. Mas eu e a mamãe vamos te proteger sempre. — Beijou a testinha dela. — Quer um mamazinho de morango?
— Quero papaizinho... — disse ainda com a carinha de quem queria chorar.
Ele foi preparar com ela no braço, conversando a todo momento com Clarisse para que ela não chorasse. Depois deu a mamadeira para ela. A pequena tomava tudo com gosto, enquanto acariciava a o rosto do pai com suas mãoszinhas gordinhas.
No quarto, Claire acordou e estranhou não encontrar Owen ao seu lado. Colocou sua camisola e foi procurá-lo e sorriu quando viu os dois na cozinha.
— Oi meus amores. — seu tom de voz era suave. — O que estão fazendo?
— Clarisse acordou com um pesadelo e eu vim fazer o mama dela...
Claire se aproximou dos dois, beijou a cabecinha da filha e deu um selinho no marido.
— Está tudo bem anjinho...
— Mamãe, você também teve um pesadelo? O papai vai fazer um mama pra você. — Sorriu meiga.
Naquele momento, Owen olhou atravessado para Claire, pensando no possível "mama" que ia dar para a esposa.
Claire o encarou da mesma forma e riu.
— Ah... a mamãe vai querer sim. — piscou para ele. — Então princesa, vai dormir com a gente?
— Quero! QUERO!
— Mas se dormir lá, a mamãe não vai dar mama para o papai...
— Por que?
Claire arregalou os olhos para ele.
— Nada, princesa. — a pegou no colo. — A mamãe vai te encher de carinho...
— Eu vou te encher de beijinho. — Clarisse deu um beijo todo molhado de vitamina na bochecha da mãe e Owen foi deitar.
A mãe toda boba, a acolheu em seus braços e seguiu o marido. As duas deitaram ao lado de Owen. Clarisse no meio dos dois.
— Você está bem protegida, meu amor...
— É verdade, baby.
— E meu irmãozinho?
— Também. O papai cuida de todos vocês. — Owen a beijou na bochecha e fechou os olhos. Logo Clarisse se sentou e começou a observar os dois.
— O que foi, meu amor? — se segurou para não rir.
— Eu estou brincando, mamãe. — Respondeu simplesmente.
— Brincando de que?
— Que eu sou um coelhinho fofinho. — Clarisse colocou as mãozinhas pra frente e ficou mexendo com o narizinho.
Claire fez uma cara de mãe derretida.
— Oh meu bebê... — a puxou para uma abraço apertado. — Você é a coisa mais fofa e linda desse mundo.
Clarisse continuou fingindo ser um coelho enquanto Owen roncava do lado. Claire começou a cantarolar, afagando seus cabelinhos ruivos. Até que a pequena acabou adormecendo e ela também.
*
— Oi, amor! — Owen falou de forma alegre enquanto irrompia pela sala e se jogava no sofá ao lado dela. Como sempre fazia, deu-lhe um beijo carinhoso e, seguindo sua mais recente mania, levantou a blusinha dela e beijou a barriga, falando com ela como um louco fala com qualquer objeto inanimado. — Oi, lindão do papai.
— Você demorou hoje. — Clarisse escalou o corpo do pai, esquecendo do filme da Moana que passava na tv.
— Oh baby, tive várias reuniões de emergência. — Ele falou, desanimado. Ainda assim, a aconchegou com todo amor nos braços. — Deu muito trabalho pra mamãe e Emma hoje?
Como resposta, Clarisse riu toda sapeca, maneando a cabeça negativamente.
— Imagina, né. — a mãe riu fazendo cócegas na barriguinha dela. — Por que está com essa carinha, amor?
— Trabalhei por mim e por você hoje. Digamos que algumas pessoas não gostam de mim por lá.
A ruiva o encarou séria.
— Como assim? Todos gostam de você. Eles não gostam é de mim...
— Uns caras que trabalham no financeiro. Parece que meio que mandavam indiretas pra mim, como se eu tivesse conseguido "dar o golpe". Espero que o tempo passe rápido e eu possa voltar para o meu paddock.
— Eu não acredito que você ainda se importa com isso. E como assim voltar para o seu paddock? Seu lugar é ao meu lado na presidência!
— A sala da presidência que você insiste em deixar trancada?
Ela ficou em silêncio por um breve momento e levantou.
— Eu vou tomar banho...
— Está bem.
Ela foi para o quarto e não voltou mais. Owen e Clarisse ficaram fazendo bonecos de massinha de modelar na varanda, depois foram para a piscina, até que uma forte chuva, interrompeu a brincadeira dos dois.
Clarisse apareceu um pouco depois com um roupão rosa e a mamadeira na mão.
— Mamãe?
A ruiva está repousando na cama, abriu lentamente os olhos.
— Oi bebê...
— Você tá dormindo, nem é de noite! — Ela subiu em cima da mãe e colocou a mamadeira na boca dela.
Claire segurou rindo.
— A mamãe está bem cheia... o que estavam fazendo?
— Eu fui nadar com o papai. — Disse toda sorridente exibindo os dentinhos.
— E foi legal, princesa?
— Sim. Mamãe, coloca a Peppa?
— Coloco... vem cá. — ligou a Tv e a puxou para deitar com ela.
Clarisse voltou a mamar enquanto olhava fixamente para TV. Claire também assistia o desenho, já havia acostumado. Enquanto isso, fazia um carinho em seus cabelinhos. Em meio a distração do programa, um peso grande fez o colchão afundar ao lado dela e logo grandes mãos a tocaram, a abraçando. Owen.
— Vai ficar deitada o tempo todo? — Depositou um beijo barulhento no rosto dela. — Esse cheirinho de maçã é novo.
Ela suspirou fechando os olhos ao sentir seu toque.
— Estou chateada com você...
— E quando você não está chateada comigo, Claire?
— Falando assim, parece que estou sempre chateada com você, Owen. — disse indignada.
— Mas é. — Deu de ombros.
— Se acha isso, okay Grady. Me deixa quieta aqui... — murmurou cansada.
— Sério?
— Bom, se você acha que estou sempre chateada...
— Eu estava pensando em levar vocês duas no shopping para comer um petit gateau naquela cafeteria de lá. — Ignorou completamente a fala dela.
Ela virou para ele com os olhinhos brilhantes.
— Eu fico chateada quando fala da sala da presidência, quando se recusa a ficar no comando comigo, sendo que já faz isso...
— Eu me recuso?
— Sim!
— Eu já estou lá por você, Claire!
— Mais foge assim que eu volto.
— Não acho que mereça estar lá. Não tenho o direito de tomar seu lugar...
Claire olhou no fundo de seus olhos segurando o rosto dele com as dias mãos.
— A única pessoa que tem o direto e a capacidade para isso é você, amor. Você é a pessoa que mais conhece o parque e os animais...
— Sabe que você continua sendo dona de tudo, né? Eu sou seu empregado fora de casa.
— Não diz isso... — fez um biquinho de choro.
— Acho que você precisa dar uma volta comigo... que tal? — Beijou o biquinho dela várias vezes. — Ainda não me contou o segredo do cheiro de maçã...
— Eu aceito... e não estou com cheiro de maçã.
— Está sim... — Owen enfiou a cara no vão do pescoço dela, aspirando seu perfume.
Ela o abraçou carinhosamente.
— Já tem data para a inauguração da montanha russa?
— Não. Estou enrolando com o chefe da obra que não terminou a parte final da parte elétrica... Ainda temos que fazer testes depois disso... vão vir 10 técnicos... especialistas do Japão para avaliar. — Owen disse quase pausadamente, beijando o pescoço e bochecha dela.
— Entendi. — suspirou. — Amanhã vou com você para o escritório... — beijou a ponta do seu nariz.
— Por enquanto eu deixo você ir sim...
Owen e Claire estavam quase aos beijos quando notaram Clarisse olhando os dois feio.
— Vocês não estão vendo a Peppa! — Brigou.
Claire olhou para Owen e depois para ela, segurando o riso.
— Desculpa, princesa... — se aconchegou nos braços de Owen.
— Eu estava vendo, baby.
Mentiu e calou a boca olhando o desenho. Quando deu 16 horas, os três foram tomar banho de banheira para saírem. Depois de se trocarem, foram andar pelo parque. Era a família mais linda de Nublar, onde passavam chamavam a atenção.
Owen e Claire tinham adquirido uma mochilinha para a filha, que vinha com uma corda para eles segurarem para evitar que Clarisse corresse por aí e se perdesse. A pequena sempre fazia isso e Claire era a primeira a perder a cabeça.
Ela e o marido acharam adequado, a filha era imprevisível, sem falar que todo santo dia tinha ocorrência de criança perdida no parque.
Em certa parte do passeio, enquanto Owen estava na fila da sorveteria, uma senhora de idade aproximou-se da mesa onde Claire estava sentada, olhando a filha brincar.
— Com licença, você é mãe dela, certo?
— Sou sim, por que? — pegou imediatamente a filha no colo.
— Deveria ter vergonha de por a coitadinha em uma coleira de cachorro!
— Coleira? — cerrou os olhos. — A senhora devia se informar e cuidar da sua vida! — esbravejou.
Clarisse arregalou os olhos assustada, mas depois olhou feio para a velha.
— Não briga com a mamãe, sua bruxa!
— Nossa, é má criada também?
Um senhor de idade apareceu puxando a mulher dali.
— Olha isso, Edward... colocaram uma coleira na criança! É o fim dos tempos...
— Acho melhor a senhora sair daqui, ou eu mesma te expulso do MEU PARQUE! — Claire estava vermelha de raiva.
A velha ainda debochou, antes de Owen aparecer com toda aquela pose de durão, fazendo a velha sumir com o marido.
— SOVETE, SOVETE!
— Isso bebê. Come tudinho... — Ofereceu a colherzinha para ela que enfiou com gosto do imenso sundae. Clarisse permanecia no colo da mãe, que estava visivelmente aborrecida.
— Hey baby, que carinha é essa?
— Estou cansada, sempre tem alguém querendo estragar meu dia. — resmungou.
— Mas não vamos deixar, não é? — Tentou distraí-la com as típicas palhaçadas durante a refeição. E Claire sorriu. Naquele momento, era como se só existissem os três no mundo.Quando acabaram a taça, Owen levou as duas para um lugar especial. Onde ele e Claire deram o primeiro beijo.
— Lembra daqui?
— Uau... — suspirou com a vista maravilhosa que tinham de la. — Mas é claro! Jamais esqueceria desse lugar... — o encarou com um sorriso. — Devíamos vir aqui mais vezes...
— Eu também acho. Sabia que foi aqui que o papai beijou a mamãe pela primeira vez, baby?
— Na boca?
— Sim, ela adorou. — Disse em um tom convencido.
Claire soltou uma gargalhada seguida de um suspiro.
— Naquele dia, eu soube que queria ficar com o papai para sempre.
— E você vai ficar com o papai pra sempre?
— Vou sim, filha. A mamãe ama muito ele. — sorriu para Owen.
E ele aproveitou a deixa para beijá-la docemente.
E ela retribuiu da mesma forma.
— Te amo.
Owen beijou a testa dela e assegurou pela mão.
— Vamos no shopping?
— Vamos aonde você quiser.
— No barzinho...
— Quem sabe... — sorriu sugestivamente.
Eles seguiram para o shopping, passeando pelas lojas. Até que resolveram entrar em uma lojinha de bebês. As atendentes, sabendo de quem se tratava, voaram em cima deles apresentando tudo do mais caro. Claire as dispensou, falando que não precisavam de ajuda. Era uma coisa mais linda que a outra.
— Já quer mesmo comprar alguma coisa?
— Por que não?
Owen foi direto nas roupinhas com estampa de exército.
— Não acha muito cedo, amor? Vamos primeiro escolher o nome, planejar o quarto...
Owen pegou dois bodys e um tênis.
— Quer cortar meu barato, ruiva?
Ela riu e assentiu.
— Está bem...
Owen acabou comprando muita coisa. Enquanto passava o cartão no caixa, Claire notou que Clarisse tinha sumido.
— Não acredito, de novo! — foi atrás da ruivinha sapeca e a encontrou no corredor de vestido. — Filha!
Clarisse tinha puxado várias roupas e pegado uma boneca de pano em um dos berços.
— O que está fazendo? — a pegou no colo.
— Eu escolhi umas roupas e uma boneca pra mim...
— Mas você já tem tantas...
— Mas eu quero essa!
— Não, meu amor. Você ganhou muitas no seu aniversário.
Quando chegaram em casa e foram ver as compras para o mais novo bebê da família, Clarisse começou a sentir ciúme quando notou que nada daquelas sacolas eram para ela. Era a primeira vez que isso acontecia. Então, começou a chorar e sapatear no meio do quarto e se jogou no chão.
A primeira atitude de Owen foi olhar em desespero para Claire. Ambos já haviam lido muito livros sobre maternidade/paternidade, leram juntos o capítulo das birras e teoricamente sabiam o que fazer. Era a primeira vez que Clarisse fazia birra, e Owen primeiramente não soube que atitude tomar nos primeiros segundos. Claire olhou para Owen e continuaram vendo as novas coisas do bebê, ignorando aquela atitude da filha.
— Não acha que temos que acalmar ela, amor?
— Não amor, se ela ver que conseguiu a nossa atenção, ela vai sempre fazer isso. — explicou.
— Ela está frustrada, Claire. A diferença é que quando somos adultos, sabemos controlar. Por que não ensinamos ela?
— Porque me pergunta, se não quer fazer o que estou dizendo?
— Só acho que não ajuda fingir que nada está acontecendo!
— Então faz o que quiser, Owen. — resmungou.
Owen ignorou a grosseria, pegou Clarisse e colocou ela sentada na cadeira da sala de jantar. Deixou ela lá até que se acalmasse, explicou o que tinha que ser explicado e deixou ela chorar mais um pouco enquanto assistia uma partida de jogo de basquete na TV.
Claire ficou o encarando por um bom tempo, então saiu dali. Foi para onde mais passava o tempo agora, deitada na cama. Foi quando ela recebeu uma ligação da Rebecca. A ruiva revirou os olhos e atendeu.
— Oi...
— Amiga? Como vai?
— Estou bem e você?
— Ótima... Quando vamos sair para conhecer uns gatos?
— Você ficou louca? Esqueceu que sou casada? — respondeu indignada.
— Nossa amiga, mas vocês estão separados, ele te traiu! Tem que seguir em frente... posso e ajudar nisso.
— Ele não me traiu! — disse ríspida. — E estamos juntos. Olha, me desculpa. Mas os meus problemas matrimoniais não são da sua conta. — desligou.
Clarisse estava do lado da cama com uma chupeta na boca e um paninho embaixo do braço, olhando pra mãe. Quando Claire a viu, suspirou.
— Oi, meu amorzinho...
— Você tá bava mamãe?
— Não princesa... vem cá. — a pegou no colo a aninhando em seus braços.
— Você tá triste...
— Por que acha isso?
— Você fica deitada sozinha e não fica com o papai. Você tem que ficar sempre com o papai, a vovó não gosta que você fica longe dele.
A ruiva arqueou as sobrancelhas e a colocou de frente para ela.
— Qual vovó?
— Hm... a vovó de sempre. — Deu de ombros.
— Okay. — a deu um beijinho, a pegou no colo e foi para a sala com ela. — Oi... — sentou ao lado de Owen.
— Oi... — Colocou a mão na coxa dela.
Claire sorriu e deu um beijo em sua bochecha. Quando Claire notou, Clarisse estava dormindo com a cabeça pendurada para trás, toda estirada.
— Olha isso papai... — riu e a ajeitou no sofá. — Desculpa por mais cedo amor.
— Pelo que exatamente?
— Por eu ser exagerada e brigar por tudo.
— Hm... Não foi nada de mais... — Disse sério, olhando fixamente para a TV.
Ela notou uma certa indiferença.
— Está bem. — levantou pegando Clarisse com cuidado para não acorda-la e a levou para a cama.
— Vai voltar?
— Não, vou dormir depois...
— Está bem. Acho que ultimamente você prefere a cama do que ficar comigo...
— E se você quisesse ficar comigo, poderia ir assistir Tv lá no quarto.
— Sabe que gosto do encosto do sofá...
— E você sabe que estou grávida. — deu de ombros.
— O que tem haver? Aqui é super confortável, principalmente aqui no colo do Grady.
— Se quiser ficar comigo, sabe onde vou estar. — foi colocar a filha para dormir.
Owen ficou esperando ela voltar. Mas a ruiva não voltou. Logo ele apareceu para buscar ela.
— Hey barriguinha... vamos ver um filme?
Claire estava deitada toda preguiçosa.
— Só se for aqui...
— A TV da sala é maior, dengo. Vem...
— A Tv de lá é igual a daqui.
Owen bufou e foi desligar a TV da sala, buscou um cheeseburguer gorduroso e um refrigerante, deitou na cama. Claire ficou o encarando enquanto ele comia.
— E esses olhões, hein? Sei que não gosta que eu comia na cama, mas a fome tá grande...
Mas não era por isso que ela o encarava.
— Eu estou com fome...
— Meu denguinho tá com fome? — Exclamou desacreditado, começando a rir em seguida. — Oh, baby... podia ter me falado. — Entregou o prato pra ela, tinha dado só uma mordida no cheeseburguer. O marido nem questionou o sorvete e o petit gateau que tinham comido mais cedo.
— Mas e você, amor?
— Só come. Não preocupe comigo.
Claire começou a comer, sem desviar o olhar dele. Ela não sabia dizer se era fome, mas aquele lanche estava muito gostoso.
Owen pegou um guardanapo e limpo o canto da boca dela.
— Que orgulho desse bebê...
Ela deu um sorriso tímido e ofereceu uma mordida.
— Come, amor...
— É só seu, come tudo que faço mais.
— Então vai lá fazer um para você.
— Depois que terminar o seu. Aí se quiser mais eu faço.
— Oh não, esse aqui já é demais. — riu.
Não demorou para Claire terminar tudo e ainda beber um gole do refrigerante dele.
— Tem certeza que não quer mais nadinha? — Owen colocou a mão na barriga dela.
— Não baby. — acariciou a mão dele. — Vai lá fazer o seu, vou escovar os dentes.
— Vai tomar banho comigo?
— Eu já tomei... — disse toda manhosa.
— Que horas que eu perdi esse espetáculo da ruiva no banho? — Puxou ela pelo quadril a colocando no colo.
— Na hora que estava lá na sala. — riu afagando os cabelos dele com as pontas dos dedos. — Vá fazer seu lanche... — beijou docemente seus lábios. — Depois penso sobre o banho...
— Está bem... — Owen só não jogou Claire na cama como costumava fazer por causa da barriga, a colocou com todo carinho no colchão e levou o resto das coisas.
A ruiva sorriu e o observou sumir com um suspiro apaixonada. Ela recebeu uma mensagem de Rebecca perguntando se a ruiva estava com raiva dela, que não sabia que tinham voltado. Claire leu a mensagem e preferiu não responder, ficou bem pensativa até o marido voltar.
Para surpresa dela, Owen voltou pelado e com a boca toda suja de mostarda e ketchup.
— Amor, a maionese acabou?
A ruiva arregalou os olhos surpresa com aquela cena.
— Owen Grady, o que está aprontando? — ficou de joelhos na cama.
— Eu? Eu nada... — Olhou para ela sem entender. Afinal, sempre costumava ficar nu depois que Clarisse ia para cama.
— Vem cá... — mordeu o lábio inferior.
Owen chegou perto enquanto mastigava o último pedaço.
— Já terminou de comer? — passou os braços em volta de seu pescoço.
— Já sim dengo, eu ia tomar banho... Mas você não quer. — Abraçou ela pelo quadril.
— Que tal irmos agora? — subiu em seu colo prendendo as pernas na cintura dele.
— Eu sei bem o que você quer sua safada...
Claire segurou as bochechas dele com uma mão e as apertou.
— Com quem você pensa que está falando?
— Com minha ruivinha safada... — Owen carregou ela para a banheira, só não entrou de uma vez na água pois ela estava vestida. Então tratou de deixá-la nua. Logo os dois estavam completamente nus e cheios de espuma.
— Passa a esponja nas minhas costas. — o entregou.
— Eu quero passar no bumbum... — Pediu todo sem vergonha.
— Você pode passar onde quiser... — sugeriu maliciosa.
Owen aproveitou para dar um banho caprichado nela antes de começar a passar a mão em locais específicos.
Usou bastante gel de banho e passou entre as dobras da ruiva em uma massagem erótica.
— Oh baby... — deixou um gemido manhoso escapar.
Aquela massagem era deveras excitante, Claire fechou os olhos e abriu o máximo que dava as pernas, desfrutando do prazer que Owen lhe proporcionava.
— Ah, o que foi? — Owen colocou ela sentada na beira da banheira, abriu as pernas dela outra vez e tocou a intimidade rosada com a língua, como se a beijasse na boca, depois chupava.
Claire se segurou firme para não cair dali.
— Owen... — gemeu seu nome. Agarrou os fios dourados do marido, os puxando. Era um incentivo para ele continuar.
Owen chupou três vezes e rodeou o ponto sensível com a língua, não deixando de olhar as reações do rosto dela a todo momento. Depois, usou a língua para penetrá-la, indo e voltando.
Claire gemeu ainda mais alto dessa vez.
— Oh Owen... eu vou... — respirou fundo e acabou atingindo um delicioso orgasmo, quase a fazendo cair da banheira.
Ele foi mais rápido e a segurou, trazendo ela para o colo outra vez.
— Nossa baby, tá se tremendo toda por que? — Gracejou.
— Por sua causa... — riu ofegante.
— Não fiz nada...
Claire segurou o rosto dele com as duas mãos.
— Como ousa dizer que não fez nada, depois desse oral incrível?
— É mesmo? — Se fez de desentendido, passando a mão na barba. A cara de santo mais fingida do mundo.
Claire acabou achando aquela carinha fofa e o beijou ferozmente.
— Vamos continuar na cama?
Owen saiu da água todo molhado e levou ela direto para cama, sem se importar com que molhassem tudo. A ruiva riu e o chamou com a ponta do dedo.
— Vem cá...
Owen não teve como deixar de ir. Ficou por cima dela e logo em seguida a beijou calmamente, segundos depois começando a aprofundar o beijo e fazendo com que seu corpo, ainda colado ao dela, começasse a ferver outra vez.
E recomeçaram a matar as saudades. Uma vez, duas vezes, três vezes. Fizeram de tudo. Ao final da noite, ela parecia tão exausta que o loiro teve que servir de apoio durante seu segundo banho. Ele levou-a para a cama e envolveu vários cobertores em seu corpo, protegendo-a do frio. Quando terminou de arrumá-la, Owen foi deitar ao lado dela, mas sabia que Claire já estaria dormindo.
O marido abraçou-a com firmeza, mas ainda assim, de forma suave. Espalmou a mão em sua barriga como sempre fazia, de certa forma se desculpando por incomodar a paz do seu pequeno príncipe. Era idiota, ele sabia, mas ainda assim, queria pensar que ele reconhecia seu toque e suas intenções cada vez que se aproximava dele.
Owen encostou o rosto nos cabelos de Claire e fechou os olhos. Não precisou esperar muito até que o sono viesse, e segundos depois, com um sussurro quase inaudível até mesmo para o silêncio do quarto, desejou boa noite às três coisas preciosas de sua vida e, sem pensar em mais nada, simplesmente adormeceu.
*
Pela manhã, ele foi acordado com muitos beijos e carinho da esposa.
— Amor, acorda. Vou com você para o escritório...
— Vai não. — Resmungou sem abrir os olhos.
— Vou sim, combinamos que eu iria. Precisamos resolver as coisas para a inauguração da montanha russa...
— Não combinamos isso... Ia ficar em casa ou te deixo no SPA do hotel. Eu dou conta... — Owen enfiou a cara nos seios dela e tentou voltar a dormir.
— Amor... — resmungou. — Se você não levantar, eu vou sozinha...
— Nossa, aqui tá tão confortável. — Choramingou.
Claire revirou os olhos.
— Está bem, só mais vinte minutos... — disse enquanto fazia um carinho nos cabelos dele.
— Desse jeito vou dormir bem mais...
— Temos muito o que fazer, amor. — riu e depoimentos beijo em sua testa.
— Hmm... — Aproveitou a oportunidade e colocou o bico do peito dela na boca e começou a chupar.
— Para com isso... — murmurou de olhos fechados.
— Ah, não posso?
— Eu sei muito bem o que quer...
— E o que eu quero?
Claire sorriu de canto e se aproximou, beijando lentamente seus lábios. Owen e ela acabaram se enrolando para sair, pois transaram na cama e no closet quando ela estava se vestindo e foi "atacada". Ele ainda prometeu que iria fodê-la no trabalho, mais tarde. Quando chegaram de carro no Centro de Controle, prometeram um para o outro serem discretos por conta dos últimos acontecimentos.
— Sabe que eu te amo, mais que tudo nesse mundo. Não sabe, Claire? Você e os nossos filhos são tudo o que eu mais amo.
A ruiva sorriu, segurou o queixo dele o trazendo para mais perto e o beijou docemente.
— Eu sei, meu amor. Assim como eu amo muito você e os nossos filhotinhos. Vocês são tudo para mim, são a minha vida. — o beijou mais uma vez.
— Eu mandei o pessoal da segurança do prédio para um treinamento mensal. Eu realmente ando preocupado com a sua segurança e da Clarisse. — Comentou tentando não transparecer sua aflição.
Mas Claire o conhecia perfeitamente.
— Por que, Owen? — perguntou com o mesmo tom de preocupação.
— Se tentaram nos separar uma vez, vão tentar de novo.
— Não diga isso, eu não suportaria outra separação. — sussurrou sofregamente.
— Nós não vamos, eu te prometo. Sempre juntos, certo? — A abraçou trazendo Claire para o peito dele.
— Certo, amor. — suspirou, aproveitando para sentir o delicioso cheiro dele.
— Ainda não me contou o segredo do cheirinho de maçã...
Claire riu e levantou a cabeça, o beijando.
— Não sei de que cheiro está falando. Não mudei meu shampoo, hidratante e nem meu perfume...
— Eu duvido muito.
Owen e Claire se beijaram mais um pouco e adquiriram outra postura ao sair do carro. Completamente sérios. Ainda sim, juntos. Pegaram o elevador e foram para o andar do Centro de Controle.
Mal chegaram e tinha duas ocorrências: Uma pane de Energia no setor 3, próximo ao paddock dos Galimimos, e uma possível tempestade vindo em direção a Ilha.
— Ligue para o Centro de Meteorologia e mandem rastrear a tempestade imediatamente. — Owen disse.
— Sim senhor.
— Quantos visitantes?
— 30.125, senhor.
— Preciso saber da tempestade, se for acontecer quero que comecem o protocolo número dois e fechem cada parte da ilha, antes de tudo.
Claire permanecia com os olhos fixos na grande tela de monitoramento.
— Mandem uma equipe da contenção para o paddock dos galimimos, agora mesmo. Eles precisam cobrir toda a área. Com a falta de energia, as grades de segurança não estão funcionando. E já sabemos no que pode dar.
— Sim, senhora Grady.
— Pelo menos os Galimimos são herbívoros... Se acontecer deles saírem, o máximo é atacarem o restaurante vegano aqui do lado. — Lowery gracejou.
Claire o encarou séria.
— Já disse para organizar essa mesa.
— Mas está muito bem organizado, a Clarisse veio aqui ontem e tirou meus dinossauros edição limitada da ordem.
— Você é muito infantil mesmo, jogando a culpa em uma criança de três anos. — revirou os olhos e se aproximou de Owen. — Já conseguiram falar com o centro de Meteorologia?
— Eu mesmo liguei lá. Já que aquele novato gosta de dormir em serviço. — Disse bravo. — E se demoraram, vou de moto. Acho que nunca andei de moto usando terno...
Claire se segurou para não rir.
— Você precisa ficar aqui.
— Preciso?
— Sim. Se essa tempestade realmente vir na direção de Nublar, vamos ter que fazer um planejamento para fechar as atrações e todo o parque.
— Acho que não será preciso, amor.
Naquele momento, Claire sentiu uma enorme necessidade de abraçá-lo. Mas ali não podia.
— Mesmo assim, por favor... fique aqui.
— Está bem. Não quero te deixar preocupada. — Disse olhando a barriga dela que já estava visível na roupa.
— Obrigada, amor. — sorriu.
*
No centro de Meteorologia, demoraram rastrear a tempestade por conta de interrupção do sinal. Owen acabou tendo que pegar a moto e dirigir até lá para que pudessem resolver. Foi uma medida de última hora. As nuvens escuras tomaram conta de toda ilha Nublar, e o inevitável iria acontecer logo.
— Claire, posso começar a fechar tudo pelo Norte da ilha? — Vivian questionou. Se fizesse algo errado, era capaz de levar um grito.
Claire estava muito pensativa. O parque estava cheio, não poderia arriscar a vida de ninguém. Olhando para o monitor, ela assentiu.
— Sim, feche imediatamente. Em seguida, feche o sul da ilha.
Pegou o celular, tentando ligar para Owen.
O telefone da ruiva ficou sem sinal.
— Claire! Caiu um raio na torre de telefone. Estamos fechando tudo.
Para o desespero dela, além de não conseguir falar com Owen, teriam que fechar o parque com emergência.
— Pode fechar tudo. — respirou fundo. — Orientem aos visitantes, que vão imediatamente aos seus devidos quartos.
— Sim senhora.
Enquanto todos do Centro de Controle corriam, Tyna chegou avisando que Zia havia buscado Clarisse na escola e estavam em casa, em segurança.
Naquele momento, ela pode ficar mais aliviada. Exceto pelo fato de não conseguir contato com o marido.
— Lowery, localiza o Owen no GPS. — ordenou.
— Certo, chefa. Ele está... está no centro de Meteorologia...
A ruiva pegou o rádio e chamou na central.
— Por favor, passem para o Senhor Grady.
Como o responsável tinha pavor da ruiva, passou imediatamente para o marido dela.
— Oi... — A voz saiu ainda mais grossa e um pouco cortando pelo sinal.
— Por que não voltou para cá? — indagou autoritária.
— Hey, abaixa o tom de voz comigo. Estou resolvendo o problema. Não é isso que queria que eu fizesse? Não estou mais no paddock.
Claire não gostou nem um pouco da forma que ele respondeu.
— Você não pode resolver o tempo, mas devia estar aqui me ajudando com o fechamento de todo o parque!
— Eu já estou voltando. Sua boca caiu, foi? É só mandar em todo mundo como você sempre faz, não precisa de mim para isso.
— Tem razão, Owen. Não preciso de você e não precisa vir para cá. — bufou e desligou.
Respirou fundo tentando se acalmar, ela todo aquele nervoso não ia fazer bem para o bebê.
O protocolo de fechamento foi parcialmente concluído, exceto pelo norte da ilha com 3 atrações. Ainda haviam pessoas nos brinquedos.
— Eu já disse para fechar todo o parque! Mandem uma equipe agora mesmo até o Norte para tirar aquelas pessoas de lá. — disse tensa.
— Já foram todos mandados para o hotel, Claire. Estamos esperando duas girosferas voltarem e tem uma pequena confusão na fila da roda gigante. Temos duas famílias que se recusam a voltar, exigiram entrar no brinquedo por que estão pagando... — Lowery comunicou a chefe quase sem voz. — Mando uma equipe de segurança?
— Mas é claro! — respondeu. — Vívian, me passa o controle dos altos falantes.
— Sim. — a entregou o fone com o microfone.
Claire o pegou, precisaria ser direta com aquelas pessoas leigas que não entendiam o perigo que seria permanecer ali.
— Bom dia, meu nome é Claire Dearing. Vamos enfrentar uma forte tempestade no Jurassic World. Peço encarecidamente que todos voltem para suas comodidades nos hotéis... Não se preocupem, devido o fechamento... Nós os compensaremos com mais um dia de hospedagem com tudo pago.
A voz da gerente de operações foi ouvida em toda Nublar.A confusão foi resolvida quando Owen chegou no Centro de Controle. Uma forte chuva começou, causando um apagão temporário. Por sorte, tinham excelentes geradores funcionando. Claire aproveitou para ligar para Zia e saber se estava tudo bem com a filha. A chuva estava muito forte, para piorar a ruiva começou a sentir fome e como estava tudo fechado, foi até o refeitório procurar algo para beliscar. Rebecca estava lá, parecia estar esperando alguém. Quando viu Claire, se assustou.
— Oi... estou tão mal assim? — brincou.
— Não, é que... Não é nada. — Gaguejou.
Claire estranhou aquilo, mas não comentou. Foi até a geladeira e pegou um iogurte.
— É menino ou menina? — Puxou assunto. Nem ela nem o marido comunicaram ninguém além da família, o sexo do bebê.
Claire pensou por um momentos contava para ela.
— Bom... ainda não sabemos... — mentiu.
— Nossa, mas já dá pra saber. Você está enorme.
Rebecca olhava para o ventre dela fixamente, como se estivesse pensando em um passado, não muito distante. Se Claire parasse para notar o tom de voz, talvez notasse um pouco de veneno em sua fala. Ou ela estava blefando? Talvez tenha sido só impressão. Mas sem dúvidas a ruiva não gostou nada daquele comentário.
— Está dizendo que estou gorda?
— Ah, amiga. Não é isso que quis dizer... Mas você engordou sem dúvidas.
Claire ficou muito mal com aquilo, deixou sua auto estima pior.
— Eu preciso voltar... — saiu voltando para a sala de controle.
Quando Claire chegou, recebeu uma mensagem da amiga pedindo desculpas e em seguida um link com uma dieta para grávidas.
Ela viu aquilo e bufou.
“Será que estava mesmo tão gorda assim?”
Fale com o autor