Quando Claire chegou, recebeu uma mensagem da amiga pedindo desculpas e em seguida um link com uma dieta para grávidas. Ela viu aquilo e bufou.

“Será que estava mesmo tão gorda assim?”

Pensou. Olhou para Owen, que estava conversando com Lowery. Aquele olhar não passou despercebido pelo marido, que foi até ela mais tarde.

— Oi... Quer ir embora?

Rapidamente, desviou o olhar e voltou a olhar o grande monitor.

— Não, vou ficar aqui até a energia voltar... pode ir se quiser.

— Não vou te deixar sozinha. O que foi agora?

— Nada, Owen. Sei me virar sozinha.

— Agora você não quer minha ajuda?

— Pois é. Afinal, não ficou aqui quando eu pedi. É melhor ir para cada, ficar com a Cla...

— Acho melhor você fazer isso, eu fico.

— Nem pensar. – A ruiva cruzou os braços.

— Então vou ficar.

— Porque? — Finalmente encarou-o.

— Não vou te deixar sozinha. Já sentou um pouco hoje? Só te vi de pé...

— Eu estou bem, Owen...

A verdade era que os pés dela estavam muito inchados e incomodando no sapato.

— Não mente para mim. Vamos lá no escritório.

Claire praticamente foi levada pelo marido que colocou ela na deitada no sofá. Tirou os sapatos dos pés dela e começou uma massagem bem específica com as mãos.

— Vou ter que colocar você para vir trabalhar de chinelo, ruiva.

Ela riu e suspirou com o alívio.

— Sabe que nunca usaria aquilo para trabalhar... preciso comprar sapatos novos e roupas também...

— Cadê os que compramos na gestação da Clarisse?

— Eu doei, não lembra?

— Hm... não. Vamos viajar para os Estados Unidos na semana que vem para comprar umas coisas. — Beijou cada dedinho dela.

— Está bem... — sorriu com o gesto dele. — Sabe, já faz horas que não nos beijamos e isso é inaceitável.

— Ah, é mesmo?

— Você não acha?

Owen começou a encher aquela boquinha cor de rosa de diversos beijos, até subir por cima dela no sofá. Claire riu o dando um selinho demorado.

— O que pensa que está fazendo? Não esqueça que combinamos em ser discretos...

— Desculpa. Não sei ser isso. — Saiu de cima.

A ruiva ficou o encarando com uma carinha de decepção.

— Mas eu não quero que seja assim, amor...

— Deixa eu ver esse bebê aqui. — Colocou a mão na barriga, na tentativa de captar algo. — Quando meu campeão de luta vai dar um chute?

— Só a partir do quinto mês, papai... — sorriu colocando a mão sobre a dele.

— Pelo menos o sono da mamãe está garantido, por enquanto. — Owen beijou um par de vezes aquela barriga linda e colocou a roupa dela no lugar logo depois.

Claire aproveitou o contato e segurou a mão dele.

— Quer ir para casa?

— Não posso. Vou ficar de plantão hoje.

— Por que?

— Por que é meu trabalho, narizinho.

— Fica comigo, Owen. Preciso tanto de você...

— Está se sentindo bem? — Perguntou preocupado.

— Não... estou carente. — fez um biquinho.

— Hmm... posso resolver isso de muitas maneiras. — Colocou ela no colo. — Quer jantar comigo hoje?

— Quero sim. — abriu um largo sorriso. Ela adorava quando ele a chamava para sair. Colou a testa na dele e fechou os olhos.

— Como está tudo fechado, nosso encontro será na nossa sala de jantar. As 21 horas em ponto. Combinado?

— Sim. — beijou a ponta do nariz dele. — Então vai embora comigo?

— Vai sim. Se esperar um pouco. — Owen brincou esfregando o nariz no dela.

Fizeram isso algumas vezes, até que ela virou o rosto espirando algumas vezes.

— Desculpe... — sussurrou.

Owen começou a rir.

— Está com alergia de mim?

Aquele comentário, fez Claire gargalhar.

— Claro que não, baby. — beijou docemente seus lábios. — Amor... você acha que estou gorda?

— Ah... Não.

Owen estava com medo de magoá-la se respondesse outra coisa. Então tentou mudar de assunto enquanto dirigia de volta para casa.

— Você não respondeu a minha pergunta. — insistiu.

— Eu disse que não está. O que foi, ruiva?

— Estou sim. — seus olhos já estavam marejados. — Estou enorme. É melhor cancelar o jantar.

— Seu quadril está mais largo por causa do bebê. É o normal, você engordou por que está carregando outra vida, Claire. Não vamos cancelar nada.

— Não, Owen. Ando comendo muita porcaria, preciso voltar para minha dieta.

— Você já está com a dieta que o médico passou.

Quando entraram no elevador, Owen colocou Claire de frente para o espelho, ficando atrás dela.

— Você ainda é a mulher mais sexy do mundo, de acordo com o top 10 Grady. E eu quero muito fazer amor com você essa noite. Eu estaria doente se não te desejasse todo santo dia, ruiva.

Claire sorriu ainda emocionada.

— Você é tão incrível...

— Você que é.

Quando os dois chegaram, receberam um papel rabiscado da filha.

— Obrigado meu amor. — Owen pegou ela no colo, dando-lhe um beijo molhado no rosto. Clarisse limpou com a barra do vestido. A mãe riu com o jeitinho da filha e também a deu um beijo.

— Oi minha princesa... está tão linda com esse vestido...

— Eu que escolhi. — Disse da forma mais doce do mundo.

— É mesmo? — a pegou no colo e a abraçou. — O que fez o dia todo?

— Eu comi chocolate e fiz xixi e depois fui no mercado com a titia Zia. Aí ela me deu banho, e não fez água rosa pra mim... — Disse a última frase, brava.

— Mas é só o papai que sabe fazer água rosa. Não é, amor?

— É sim, e só eu. É uma mágica...

— E como faz a mágica, papai? — perguntou admirada.

— É segredo do papai.

Clarisse acabou não querendo dormir e Owen teve que preparar o jantar romântico para as duas, mas ele não achou ruim. Com a habilidade que tinha, preparou massa a carbonara como o prato principal, preparou a mesa com luzes de velas e vestiu um terno limpo. Enquanto isso, Claire foi arrumar a filha e depois foi se arrumar. O que a deixou muito frustrada, já que nenhum dos seus vestidos serviam mais nela.

— Que droga! — resmungou tirando quase todas suas roupas do closet.

— Mamãe, você disse palavra feia!

Claire parou o que estava fazendo e foi até a pequena, que estava sentada no sofá.

— Tem razão, meu amor. A mamãe errou.

— Eu te empresto meu vestido, mas tem que se ruma boa menina e não falar assim.

Clarisse imitou a fala da mãe, perfeitamente. Claire riu e a encheu de beijos.

— A mamãe promete! Mas o seu vestido não vai servir em mim, princesa. A mamãe é muito grande.

— Mas o papai disse que você é pequenininha e cabe no colo dele!

A ruiva arregalou os olhos e se segurou para não rir.

— Mesmo assim, meu amor. Mas muito obrigada. — a beijou na testa.

Claire então decidiu ir para o jantar romântico de camisola, claro que não se sentia bem com isso. Mas também não tinha muita opção. Pelo contrário do que ela imaginou, Owen a tratou como se tivesse vestido o mais belo vestido do mundo e puxou a cadeira para ela se sentar. Sem dúvidas, Claire Dearing ficava magnífica até vestida de trapos. Aquela camisola de seda só a deixava ainda mais sexy. Depois que a acomodou na mesa, levou Clarisse para o quarto. Voltaram os dois vestidos em seus pijamas. Aquele gesto de Owen emocionou Claire, que instantaneamente ficou toda corada e seus olhos úmidos.

— Eu amo tanto vocês... — sua voz saiu falha.

— Não chora, amor. Eu quero você sorrindo a noite toda hoje. — Owen disse a abraçando e Clarisse fez o mesmo, os dois abraçando Claire.

— Está bem. — sorriu abraçando bem apertado os dois, beijou Owen nos lábios e a filha na bochecha. — O que o nosso master chef fez para o jantar?

— Fiz comida italiana, você gosta. — Piscou pra ela e foi servir o prato das duas. Clarisse começou a comer sem cerimônias, deixando o avental de raposa imundo.

Se fosse um dia normal, Claire chamaria atenção da pequena a ensinando como comer. Mas ela estava tão focada em trocar olhares e flertes com Owen, que não se importou com aquele detalhe. Como não podia flertar mais descaradamente por causa da filha, Owen começou a enviar bilhetinhos obscenos para Claire, discretamente. A cada um que ela lia, mordia o lábio inferior e o encarava de um jeito sexy. Mas era claro que Clarisse não iria dar uma trégua tão cedo. Quando terminou de comer, subiu na cadeira e começou uma brincadeira de faz de conta.

A mãe toda protetora a segurando rapidamente.

— Filha, já falamos que não pode ficar de pé na cadeira. Pode acabar caindo...

— Eu não vou cair, mãezinha. — Olhou para a mãe com os olhinhos redondos e curiosos, a boca suja. — Meu irmão nasce amanhã?

A ruiva riu e pegou o guardanapo, limpando a boquinha dela.

— Ainda vai demorar um pouco, meu amor.

— Mas ele vai ficar aí até eu ficar grande? — Perguntou toda decepcionada.

Claire a sentou em seu colo, colocando seus cabelinhos atrás da orelha.

— Quando menos esperar, ele vai estar aqui para você ajudar a cuidar...

— Sim, vai cuidar dele enquanto eu saio com a sua mãe, a noite. — Owen brincou.

— Tá bom, eu dou mama e coloco ele na cama da minha boneca!

— Isso mesmo, baby.

Claire olhou para Owen e começou a rir.

— Princesa... — beijou a testa dela. — Vamos para a cama...

— Eu quero dormir com você, o papai e meu maninho!

— Bom... Claro, princesa...

Clarisse pendurou no pescoço da mãe, até Owen terminar de comer. Depois foram os 3 para cama. Clarisse logo adormeceu com os carinhos dos pais, Claire olhou para Owen e sorriu.

— Acho que nosso plano de fazer amor essa noite, foi por água a baixo... — sussurrou.

Owen pegou Clarisse nos braços e levou para a cama dela.

— O que disse?

Claire riu alto e o puxou para cima de si.

— Depois temos que trazer ela de volta...

— Só depois que você me dar no mínimo umas 5 vezes, ruiva.

Todo descarado, Owen foi direto em seu objeto de desejo, chupando-a no meio das pernas com a maestria que só ele sabia fazer. Só ficou satisfeito quando ela começou a tremer as pernas. Como forma de torturá-la, o marido dava uma trégua só pra depois começar tudo de novo. Claire se apoiou nos cotovelos para poder ter uma visão melhor.

— Oh baby... me deixe gozar... — arfou.

Com aquele pedido, sem mais delongas o marido aprofundou a língua no oral, permitindo que ela gozasse intensamente. Ela sentiu seu corpo estremecer em completo êxtase, amolecendo em seguida sobre a cama ofegante e de olhos fechados. Ele foi se deitar ao lado dela, afundou o rosto nos seios e os chupou um a um.

— Oh Owen... — gemeu seu nome manhosamente.

— O que foi, baby?

— Estava com tanta saudade das suas carícias...

— Eu sei que é por que está grávida, a gente transar todo dia, ruiva. -Riu baixo sob a pele clara, voltando a mordiscar devagarinho.

— Por mim, seria toda hora baby... — murmurou.

— Posso realizar seu desejo, mas lhe garanto que não vai conseguir se sentar direito. — Afirmou sugando o bico rijo novamente, com mais força.

Claire abriu os olhos o encarando.

— O que acha de um fim de semana, só nós dois. No bangalô é muito sexo? — sugeriu sem cerimônia.

— Sério?

— Claro, amor. Muito sério.

— Posso organizar isso, mas eu quero anal...

Claire ficou mal humorada na hora.

— Esquece! — Puxou o lençol se cobrindo.

Owen começou a rir e tirou o lençol dela.

— Hey raivosinha... Hey, olha aqui...

— Me deixa! — puxou o lençol de volta.

— Não precisa se não quiser... — Apertou o narizinho dela. — Hey baby...

— Você sabe que eu não gosto, e insiste em pedir. Odeio quando faz isso.

— Já ouviu o velho ditado, quem não chora não mama?

— Você gosta é de me irritar. Boa noite, Grady.

Desligou o abajur e fechou os olhos.

— Poxa, logo agora que nossa festinha começou a acontecer... — Owen esfregou a barba no pescoço dela.

Claire se encolheu sentindo seu corpo todo se arrepiar.

— Você acaba com o clima, pedindo isso. — disse com um bico.

— Não bebê. Eu te amo... — Beijou o ombro e braço dela. — E essas manchinhas?

Claire virou para ele o olhando nos olhos.

— Eu também te amo. Já falei para você não me pedir isso...

— Está bem. Não peço. — Owen estava claramente segurando o riso. — Agora, abre essas pernas para o seu marido.

Ela se recusou com a cabeça.

— Quer dormir, bebê? Poxa... me deixa animado e vai dormir...

A ruiva se segurou para não deixar escapar um sorriso de satisfação.

— Está animado?

— Não está vendo? — Apontou para a cueca. — Será que tá pequeno demais?

— Bobo... — riu. — E o que quer fazer, hein? — sussurrou.

— Muitas coisas...

— Então me diz...

— Boa noite, ruiva.

Owen foi escovar os dentes e não disse mais nada. Claire se sentou rapidamente sem entender.

— Owen? O que foi?

— O que foi? Se não tiver afim, não vou insistir!

Ela levantou e foi até ele o abraçando por trás.

— Poxa, eu só queria que dissesse...

— Deixa pra lá.

Owen colocou ela sentada na pia e começou a escovar o cabelo dela. Ela ficou o encarando sem acreditar.

— Deixa para lá mesmo. — o afastou da sua frente, desceu da pia e foi deitar.

— Não terminei, baby... Vem cá.

— Deixa, Owen. Vou dormir. Não vamos transar mesmo.

— Mas eu ia cuidar de você.

— Não precisa. — apagou o abajur e se cobriu com o edredom.

— Olha, estou tentando ser compreensível com você. Mas você tem que colaborar...

Claire se irritou com aquela fala.

— Okay, Owen. Não precisa tentar nada, tá? Boa noite.

— Boa noite...

Os hormônios dela estavam a flor da pele, para não discutir, pegou seu celular e saiu do quarto. Owen deitou e pegou o tablet para olhar os e-mails. A tempestade que até então tinha dado trégua, voltou com mais força. Um raio caiu bem próximo ao parque, dando pane na rede de internet de nublar.

— O que foi? — atendeu o celular mal humorada. Era Lowery.

— Chefe, você precisa vir para cá. Estamos sem sistema no parque inteiro.

Claire revirou os olhos, mais um problema.

— Já estou indo. — desligou e foi para o quarto se vestir.

Owen estava dormindo com o tablet na cara. Claire foi cuidadosamente até ele e pegou o tablet, colocando em cima do criado mudo e depois o cobriu. Ela não pode deixar de sorrir ao vê-lo dormindo tão tranquilos. Então depositou um beijo em seus lábios e foi para o closet se vestir.

— Não mãe... — Resmungou dormindo.

Claire riu com aquilo. Depois de já está arrumada. Foi avisa-lo.

— Hey, Owen... estou saindo...

— O que? — Levantou na hora. — Onde pensa que Vai?

— Preciso ir no centro de controle... estamos sem sistema.

— Nessa tempestade? Você não vai em lugar nenhum. Vai por a camisola...

Ela revirou os olhos e foi pegar a bolsa.

— Tchau Owen...

— Vai me desobedecer?

— Você acha que está falando com quem?

— Com a minha esposa teimosa.

Ela cruzou os braços o encarando.

— Bom, mas eu tenho que ir.

— Eu vou no seu lugar, fica com a bebê.

Owen se prontificou de imediato e foi vestir roupa.

Claire foi atrás dele.

— Nada disso. Eu quero ir...

— Querer não é poder, está caindo um temporal e você quer sair grávida no meio da lama.

— Estou grávida, não doente. E sempre soube que filhos não iam me impedir de trabalhar. — debateu.

— Se você for, eu vou junto e tenho que por a Clarisse no banco de trás! — Owen segurou o rosto dela com as duas mãos e deu um beijo demorado naqueles lábios rosados. — É loucura, baby. Não adianta ficar me olhando com essa carinha de dengo.

Claire deu um longo suspiro e colocou as mão sobre a dele.

— Isso não é justo sabia? Sabe que não sei dizer não, quando pede assim... — olhou em seus olhos verdes e redondos, que sempre a hipnotizava.

— Essa é a intenção. — Sorriu. — Eu posso resolver. Coloco até a Clarisse pra dormir do seu lado, para não ficar sozinha.

— Eu sei que pode. — também sorriu e o deu o selinho. — E aceito que a coloque junto a mim, vou me sentir melhor. Por favor, qualquer coisa me liga. Não vou dormir até você chegar...

— Tenta dormir, denguinho. Eu vou me cuidar.

Depois que Owen vestiu ela com a camisola, levou Clarisse de volta para a cama deles, toda embrulhada na manta lilás. Deu um beijo nas duas e saiu. Claire suspirou e pegou o celular mandando uma mensagem para ele.

“Não esquece de me ligar. ♥”

Pensativa, deitou pertinho da filha. Era um anjinho adormecido. Um relâmpago acabou caindo ali perto, fazendo o maior barulho. Todas as redes de telefone desapareceram e Clarisse acordou gritando.

— Hey meu amor... — A pegou no colo a abraçando. — Está tudo bem, é só a chuva lá fora...

Clarisse estava chorando horrores e começou a soluçar de tanto que chorava, ao mesmo tempo que agarrava o pescoço da mãe em desespero. Claire a acolheu protetoramente, acariciando as costas dela para acalma-la.

— Está tudo bem minha bebezinha. — beijou os cabelinhos dela. — É só a chuva... — repetiu em um tom calmo.

Menos de dez minutos depois, Clarisse já havia se acalmado e estava começando a dormir novamente. Nenhum sinal do telefone. Claire a deitou na cama ao seu lado e a cobriu novamente. Pegou seu celular.

— Mas que droga. — murmurou.

Em uma das oscilações da rede, Claire acabou recebendo uma mensagem do marido, perguntando a assistente pessoal dela estava de plantão aquela noite, por algum motivo, pois havia encontrado ela revirando as gavetas do escritório. Claire não entendeu o que Rebecca estava fazendo, respondeu imediatamente o marido falando que não estava. Ele não respondeu mais. Chegou em casa as três da madrugada, todo ensopado.

Quando Claire ouviu o barulho na porta, foi imediatamente ao seu encontro.

— Amor... — O abraçou mesmo estando molhado.

— Claire, vai se molhar... — A repreendeu, mas a abraçou todo carinhoso, a pegando no colo. — Acho que chegar em casa com alguém me esperando é uma das melhores coisas do mundo. Não dormiu nem um pouquinho?

Ela sorriu e começou a encher o rosto dele de beijos.

— Não ia dormir até você chegar...

— Como vai trabalhar amanhã cedo? — Owen foi direto para o banho, carregando ela.

— Você é mais importante.

— E você é tudo na minha vida. E acho que vou ter que te dar um banho quente, já que se molhou toda...

Claire sorriu toda boba e retirou a camisola.

— Vou adorar tomar banho com meu amor...

Owen e Claire ficaram muito tempo na água, desfrutando da companhia um do outro. Embora a água quente estivesse ajudando Owen a aliviar os músculos, inevitavelmente amanheceu resfriado.

— Mamãe, Mamãe! Saiu uma melecona verde do nariz do papai! — Clarisse falou alto, no elevador do Centro de Controle, fazendo todos os homens importantes ali presentes, rirem.

Claire se sentiu tão constrangida naquele momento, não sabia nem sequer o que fazer. Então pegou a pequena no colo.

— Pois é, filha.

— Ele limpou na roupa. — Disse alto, novamente.

Assim que a porta se abriu no andar de sua sala, Saíram imediatamente dali. Quando entraram na sua sala, Rebecca estava lá.

— Por que estava ontem a noite aqui? — disparou sem hesitar.

— Ah, bom dia Claire. — Tentou não transparecer que se assustou. — Estava fazendo hora extra. Preciso de um dinheiro a mais, sabe como é.

Claire cerrou os olhos e colocou a filha no chão, se aproximando de Rebecca.

— Está fazendo hora extra sem a minha autorização?

— Ah... Ah... Eu achei que podia... — Gaguejou. — Qual é amiga?

— Você sabe que não gosto quando as coisas são feitas sem eu saber. — continuou séria.

Clarisse estava entediada com aquela conversa adulta e saiu pelo corredor, entrou no carrinho de limpeza sem ser vista por ninguém. A funcionária, após terminar aquele andar, levou o carrinho para o andar superior. Claire só foi notar que a filha não estava ali, minutos depois.

— Clarisse? — a chamou e como não obteve resposta, entrou em desespero.

Saiu perguntando para todos se tinham a visto. Entrou em todas as salas, olhou debaixo de todas as mesas. Rebecca foi atrás dela.

— Eu a vi saindo pela porta, deve estar aqui por perto. Crianças... — Forçou um sorriso.

Claire estava muito preocupada. Com aquele comentário, a encarou.

— Você a viu saindo e não disse nada?

A morena empalideceu na hora.

— Não achei que ela iria longe...

Aquilo deixou Claire furiosa. A ruiva deu as costas para ela e foi atrás da pequena. Atentos, os seguranças informaram Claire pelo telefone que Clarisse estava na sala de limpeza, foi pega em flagrante brincando com os produtos. Ela estava com a secretaria do marido, Tyna, que foi buscar a patroinha imediatamente. Quando Claire viu a filha, foi uma mistura de alívio é uma vontade de dar uma bronca nela.

— Clarisse! — foi até as duas e a pegou no colo, a abraçando.

— Mamãe, o que foi? — Questionou na maior carinha angelical que poderia esboçar.

— A mamãe já disse que não pode sair por aí sozinha. — a repreendeu.

A pequena se encolheu imediatamente, abaixando a cabeça. Claire a levou para sua sala e a sentou em suas pernas de frente para ela.

— Meu amorzinho, você é a coisa mais preciosa da minha vida e do papai. Se você sumir, eu vou chorar para sempre. Não pode se afastar assim...

— Chorar para sempre?

— Sim, ia ficar muito triste e doente.

— Não, mamãe, não... — Começou a chorar.

Claire encheu o rostinho dela de beijos.

— Não precisa chorar, princesa. Te amo muito...

— Não quero te deixar doente, mamãe, eu não sou malvada! — Disse ainda chorando.

— Mais é claro que não, meu anjo. — segurou o rostinho dela. — A mamãe só vai ficar doente, se você sumir novamente. Você é a melhor criança desse mundo...

Clarisse parou de chorar e limpou o rostinho, abrindo um lindo sorriso pouco depois.

— Tá bom...

Claire sorriu e a abraçou mais uma vez.

— Te amo, filha.

— Eu te amo mamãe!

Clarisse, carinhosa como sempre, entreteve a mãe do jeitinho dela, para depois se distrair com as coisas na mesa do escritório e ignorar complementarmente os brinquedos de sua pequena mochila. Clarisse estava sentada ao lado de Claire. Enquanto a ruiva estava concentrada em seus e-mails. De vez em quando ria com as coisas que a filha falava enquanto brincava. Clarisse acabou rabiscando alguns relatórios, abriu gavetas, espalhou clipes de papel, subiu na mesa e enviou um email para um importante investidor suíço. A mensagem, continha isso:

"Ajhsuyyyuucccccc"

Isso no prazo que Claire foi ao banheiro. Quando Claire voltou, não percebeu.

— E essa carinha de sapeca?

— Eu não sou sapeca, sou a Clarisse. — Cruzou os bracinhos.

A mãe riu alto e a pegou no colo.

— Tem razão, princesa. O que está fazendo?

— Eu brinquei que eu era você no trabalho... — Disse com o dedo na boca. — No "computor".

Claire achou aquilo fofo, até olhar para a tela do computador e ver a resposta do e-mail.

“Está tudo bem, Senhora Grady?”

A ruiva gelou na hora.

— Filha, o que você fez...

Clarisse deu um salto e saiu correndo. Foi o momento que Tyna abriu a porta para comunicar uma reunião privada, a pequena passou por baixo das pernas dela.

— Oh, céus... — A mulher, já experiente com ela, a agarrou rapidamente.

— Clarisse Dearing Grady! Quer ficar de castigo? — foi até Tyna e pegou a pequena. — As pessoas já estão na sala? — perguntou a assistente do marido.

— Sim, inclusive o senhor seu marido.

De repente, Clarisse ficou como um anjo no colo da mãe.

— O que? — perguntou surpresa, afinal Owen tinha ficado de cama. — Tyna, cuida da Cla só por uns minutos, por favor?

— Mas é claro. — Segurou Clarisse toda amorosa. — Talvez eu tenha que ir almoçar, posso deixar ela com a Rebecca?

Claire pareceu pensar.

— Não. Quando você for, pode levar ela na sala de reuniões. — sorriu e deu um beijo na filha. Ao chegar na sala, encarou Owen. — Boa tarde a todos.

— Boa tarde. Sente-se por favor, estamos atrasados.

Claire continuou o encarando e sentou-se.

— Bom, estamos com um projeto de construção se chalés na parte oeste da ilha. Falta chegar alguns engenheiros da Inglaterra, mas a planta está pronta há algum tempo....

Owen ligou o projetor e mostrou as imagens para os presentes. Claire arqueou as sobrancelhas surpresa. Não sabia daquele projeto.

— E de quem é este projeto? — indagou.

— Meu. Eu quis fazer uma surpresa para você.

— Será que podemos falar a sós?

Owen dispensou todos os homens, apreensivo.

— Desculpa neném, ia te dar todos os detalhes... Você ficou de folga e não queria te incomodar.

Ela ficou em silêncio o observando enquanto falava.

— É que... É que tinha um especial para a gente. Um só nosso.

Claire levantou séria e caminhou até ele de braços cruzados.

— Bom, Grady. Não sei de onde tirou essa ideia. Mas, eu adorei... — sorriu e o abraçou.

Owen suspirou aliviado a abraçando de volta.

— Que bom, baby. Fico feliz... Pensei nos chalés, já que não gosta de acampar na floresta por que é cheia de frescurinhas...

Ela riu e o deu um beijo demorado.

— E quando fica pronto?

— Só temos as plantas. É só um projeto, podemos cuidar disso juntos.

— E vamos! — afirmou com um sorriso.

— Então posso chamar os investidores mais uma vez?

— Pode, amor. — voltou para sua cadeira.

Owen Grady retomou a reunião depois de tomar um café rápido, apresentou todo o restante do que tinha para falar, depois deu espaço para eles fazerem perguntas. Foi quando Clarisse foi entregue na sala, por Tyna. A garotinha olhou todas aquelas pessoas e enfiou a o rosto das pernas da mãe. Claire sorriu e a pegou, a sentando em seu colo.

— Tudo bem, amorzinho... — beijou a bochecha dela.

Clarisse ainda estava muito envergonhada e escondeu o rostinho entre os seios da mãe. Owen e os homens continuaram falando sobre o projeto por mais 15 minutos. Aquela altura, Clarisse já estava inquieta no colo da mãe e já tinha deixado a vergonha de lado.

— Então, acho que os chalés ficarão melhor perto do lago, no norte da ilha...

— Muito longe do Centro.

— Mas essa é a intenção. Um local para descanso, na parte selvagem da ilha. Tudo tema jurássico, com carros que dão acesso ao parque. É claro, isso é um empreendimento para quem realmente pode pagar.

— Acha que vai ter frequentadores?

— Eu tenho certeza que vamos vender todas as unidades privadas antes da inauguração.

— Papai, o que é chaié? — Clarisse perguntou alto, fazendo todos os presentes olharem para a pequena.

A mãe pegou o tablet e mostrou para Clarisse a foto do chalé.

— É uma casinha... — sussurrou para ela e voltou-se para os investidores. — Todos os anos precisamos fazer algo novo para atrair novos turistas. E tudo o que fazemos temos lucros consideráveis. Dessa vez não será diferente.

— Eu concordo. — Disse um baixinho de óculos.

— Eu estou dentro, quanto querem para começar? — Outro perguntou.

— Eu posso investir 10 milhões.

Só ninguém ali esperava que Clarisse fosse interromper mais uma vez:

— Mamãe, mamãe, eu quero fazer cocô!

Claire ficou vermelha de constrangimento na hora e olhou para o marido.

— Bom... — levantou com a filha no colo. — Terminem sem mim. — saiu com a pequena a levando direto para o banheiro.

Embora alguns investidores estivessem se segurando para não rir, Owen não conseguiu segurar e encerrou a reunião 5 minutos depois da esposa ter saído. Clarisse não parecia nada envergonhada, enquanto cantava uma música dos Muppets sentada no vaso. Claire estava a observando rindo com o jeitinho tão espontâneo da filha.

— Terminou?

— Não, mamãe. Quando eu terminar eu te aviso, tá bom?

— Tá bom. — colocou a mão na boca abafando a risada.

Owen entrou no escritório com um grande copo de café e uma pasta na outra mão.

— Claire?

— Oi? — gritou do banheiro.

— Vou tomar um lanche, vamos?

— Vamos sim, só espera um pouquinho que a Cla não terminou.

E pelo contrário que Claire achava, Clarisse estava demorando demais, cantarolando e balançando as perninhas.

— Filha, já terminou né?

— Não...

— Então não vai passear com a gente.

— Mas eu não terminei. — Alegou, começando a chorar.

— Não chora, filha. A mamãe vai te esperar sim.

Do sofá, Owen olhava a esposa sugestivamente. Parecia falar telepaticamente para Claire, que era hora de tirar Clarisse do vaso e ela estava fazendo manha para demorar mais. Ela o encarou.

— O que foi? Deixa ela...

— Eu estou faminto, amor. Faminto.

— Então pode ir...

— Sério?

— Sim!

Owen levantou e saiu sem olhar pra ela. Clarisse ainda ficou lá sentada, brincando com uma bonequinha. Claire ficou com raiva, resolveu ir ver alguns e-mails. Não custava nada ele ter esperado. Também não queria nem olhar na cara dele.

*

Quando Claire notou, mais tarde, notou a porta aberta e a boneca da filha jogada no chão.

— Clarisse? — foi até lá.

Nem sinal da pequena, aparentemente ela tinha saído do escritório.

— De novo? — suspirou cansada e sentou no sofá sentindo uma pontada na barriga.

Foi naquele momento que Rebecca entrou na sala e disparou a falar sobre a agenda dela, estava cheia a semana toda. Claire estava se sentindo muito mal.

— Por favor, para de falar!

— Você está bem? — Aproximou-se.

— Não, não estou. A Clarisse saiu de novo. Pode ir atrás dela, por favor? — estava pálida.

— Posso sim, quer que eu ligue para alguém?

— Não, vai até a sala de segurança e procura nas câmeras...

Rebecca saiu as pressas e não apareceu mais. Se passaram 15 minutos, quando Owen entrou no escritório com Clarisse no colo. Ela mordiscava um cachorro quente gigante.

— Hora de ir embora, Mamãe urso.

Claire olhou para os dois séria e ainda pálida.

— Que palhaçada é essa?

— O que foi? — Perguntou sem entender.

— Como a Clarisse está com você e não me avisa? Acha que sou alguma palhaça?

— Hey... a Tyna achou ela com as calças nos pés no corredor, eu cheguei comendo e ela me entregou ela. Disse que estava suja, mas a Tyna a limpou.

Claire olhou para a filha.

— E você mocinha? Por que saiu assim de novo? Não já conversamos?

— Mas mamãe, eu fui procurar o papai... — Explicou docemente, com a boquinha suja de molho.

Claire balançou a cabeça.

— Eu sou péssima mesmo. — pegou a bolsa e saiu da sala.

— Claire, o que deu em você? Eu trouxe um para você comer. — Disse indo atrás dela.

— Me dá um tempo, Owen. — entrou no elevador.

O marido se deteve em segui-la, respeitou o pedido e voltou ao trabalho com a filha. Claire não deu sinal de vida o dia inteiro.

*

Depois que Owen deu banho em Clarisse, a vestiu e foi pegar um refrigerante na geladeira, pegou seus amendoins e se jogou no sofá para ver seu jogo. Enquanto Clarisse montava legos no tapete, ele se lembrou da esposa e ligou pra ela.

Mas Claire não atendeu, deu direto caixa postal. Ele mandou mensagem.

"Vem para casa que faço sua comida favorita e de brinde uma massagem bem gostosa. Te amo".

Enviou.

Depois de meia hora, ele recebeu a resposta.

“Não precisa, já jantei. Vou para casa depois”

"Onde você está?"

“Não importa!”

Claire estava na casa de praia deles.

''Não faz isso, eu me preocupo com você..."

“Eu estou bem.”

A verdade era que ela não estava e queria ficar sozinha. Se sentia um desastre como mãe e como cuidaria de outro bebê? Owen continuou mandando mensagens para ela e avisou que só iria dormir quando ela chegasse. Ela chegou era mais de 3 da manhã, tentando não fazer barulho. Owen estava sentado na sala. Muito sério.

— Oi...

— Oi. Onde estava?

— Por aí...

— Vai bancar a palhaça comigo? Eu não estou brincando, Claire. Sou seu marido e fico preocupado, se quisesse ficar sozinha, ok. Mas não ia cair sua boca se me disesse onde estava! E se eu fizesse a mesma coisa? No mínimo ia dormir no sofá a semana toda! — Ralhou.

— Você já fez a mesma coisa várias vezes, esqueceu?

— Cita uma delas, não estou me lembrando.

— Claro né, bem oportuno. — foi para o quarto.

— Claro né, bem mentira...

Ela voltou nervosa.

— Não me chama de mentirosa!

— Você acabou de me acusar!

— Não estou acusando de nada!

— É melhor ir para a cama. Antes que piore.

— Piore o que?

Owen ignorou ela é foi se deitar. Claire ficou por ali mesmo, deitou no sofá sem trocar de roupa. O marido ficou esperando. Mas ela não foi.

— Claire?

— O que foi agora?

— Nada. Só queria... nada. — Saiu.

Claire suspirou e ficou o resto da noite ali.

*

O sol começou a nascer quente em Nublar como de costume. A claridade na sala, fez Claire acordar. Para piorar, com muita dor no corpo. Então mesmo sem vontade, levantou e foi para o banheiro tomar um banho e tentar relaxar. Ela deu de cara com Owen escovando os dentes.

— Bom dia...

— Bom dia... — abaixou a cabeça, tirou a roupa e entrou dentro do box.

Owen ficou olhando-a do espelho, pelo reflexo. Claire ficou um bom tempo debaixo da água. Quase meia hora, estava muito distraída para notar os olhares do marido. E aquele tempo todo, Owen ficou enrolando na frente do espelho, fingindo fazer a barba. Claire desligou o chuveiro e se enrolou na toalha.

— Posso usar a pia para escovar os dentes?

— Claro que pode. Mas se quiser usar para outras coisas, pode também. — Flertou descarado.

Ela segurou o riso e pegou sua escova.

— É só para isso mesmo...

— Nossa, tá bom... — Continuou olhando ela só de toalhinha.

Ela o encarou pelo espelho.

— O que foi?

— Que foi o que?

— Por que está me olhando assim?

— Por que você é gostosa pra caralho? Quer que eu ignore?

Claire balançou a cabeça rindo, terminou de escovar os dentes e foi colocar a camisola.

Owen foi atrás.

— Vai descansar hoje?

— Vou sim, não estou me sentindo disposta.

— Posso te deixar na massagista, se quiser...

— Não precisa, obrigada. Vou ficar deitada... — foi para a cama e se cobriu.

— Como quiser. — Deu um beijo nela e foi para o quarto da filha.

Ela ficou o observando sumir pelo corredor e fechou os olhos.

*

Antes do mês de halloween, o Jurassic World estreou sua primeira montanha russa em uma tarde nublada de domingo. O número de visitantes aquele final de semana passou das expectativas de todos, e trouxe milhões de dólares para o financeiro do parque. A fila para andar no brinquedo sumia de vista, mesmo com o projeto que agilizava tudo e diminuía as filas, afinal a demanda aquele dia de inauguração foi muito grande. Mas tudo ocorreu como planejado, até melhor. Claire era só sorrisos, e aquilo sem dúvidas deixou Owen com o coração quentinho. A princípio, Clarisse estava eufórica para andar na montanha russa, mesmo o pai explicando várias vezes que ela não tinha tamanho para brincar nele. Obviamente, ao chegar lá e se deparar com a extensão e a altura, ela começou a chorar de medo, até a avó acalmá-la dizendo que ela não iria nem se quisesse. Os sobrinhos de Claire, Zach e Gray e os dois sobrinhos gêmeos de Owen, Sophie e Sam estavam lá para andar na montanha russa. Mas Tereza não quis deixar os gêmeos entrarem, mesmo tendo tamanho suficientes, o que gerou uma Sophie revoltada e birrenta. Samuel ficou na dele, como sempre. Após a inauguração, deixaram os visitantes a vontade e foram almoçar no restaurante mais próximo a pé, Owen segurava o guarda sol para esposa e a filha.

— Eu só vou estrear a montanha russa quando você puder ir comigo, ruiva.

Claire sorriu e olhou para ele.

— Ainda vai demorar, amor. Não tem problema se for sem mim, sei o quanto está ansioso para ir...

— Não, eu faço questão. — Insistiu.

A ruiva sorriu satisfeita fazendo um carinho no braço do marido. Assim que chagaram ao restaurante, foram recepcionados da melhor forma e colocados na melhor mesa. A mesa era grande o suficiente para os sete. Clarisse ficou de pé na cadeira e inventou um penteado no cabelo da prima Sophie. Zach falava no telefone com a namorada e Tereza olhava o cardápio.

— Espero que estava cuidando muito bem da minha filha e do meu neto, Owen. Que não esteja brigando com ela...

— Nossa, vai começar mãe?

Claire colocou a mão sobre a do marido.

— Ele está cuidando muito bem de nós. Senhora Grady.

— Que bom, querida. Sabe que pode me contar qualquer coisa, quando quiser. — Fuzilou Owen com os olhos, que ignorou.

Claire se segurou para não rir.

— Está bem... — passou a mão na coxa do marido e piscou.

— Nossa, vai pegar no meu pau? — Sussurrou só pra ela.

— Não. — tirou a mão.

— Que pena...

Claire riu e continuou comendo. Foi um almoço divertido, toda a família conversava empolgados. Claire de vez em quando trocava olhares com Owen. Owen vez ou outra enfiava a mão por baixo da mesa e passava a mão nela, disfarçadamente. Aquelas provocações estavam levando a ruiva a loucura.

— Preciso ir ao banheiro... — avisou o encarando e foi até o mesmo.

Antes dela sair do campo de vista, Owen manteve o contato visual enquanto lambia os dedos vagarosamente. Aquele gesto de Owen a deixou mais excitada. Entrou no banheiro e respirou fundo.

— Será que ele vem? — virou para o espelho arrumando seus cabelos.

Notas finais
❤️