História After You - Terceira Temporada

23 Capítulo Malditos Hormônios


Notas iniciais
❤️❤️

Aquele gesto de Owen a deixou mais excitada. Entrou no banheiro e respirou fundo.

— Será que ele vem? — virou para o espelho arrumando seus cabelos.

Logo Claire ouviu uma batida na porta.

— Babe... Acabaram de servir o suco que você pediu.

A ruiva sorriu de canto e continuou mexendo em seus cabelos.

— É mesmo? E... por que você não entra aqui?

Owen entrou rapidamente.

— Está passando mal?

Claire se aproximou dele, passando os braços em volta de seu pescoço.

— Se considerar estar muito excitada, em passar mal... então eu estou...

— Não podemos transar aqui, bebê. Vamos chegar em casa, e te viro do avesso se quiser. Pode ser? — Segura o quadril dela e deposita um beijo naquele nariz arrebitado, tão fofo. — E não me olha assim, não dá pra transar com você com essa barriga... aqui.

Claire afastou-se dele e voltou a olhar-se no espelho.

— Pode me esperar lá fora, daqui a pouco volto para mesa... — disse séria.

— Vai ficar brava comigo? — Abraça ela por trás.

— Antes, você não tinha desculpas para transar...

— Não é desculpa, poxa amor... O que sugere?

— Que saia e me deixe usar o banheiro. — Respondeu, ainda séria.

— Hm.... vai fazer xixizinho? — Provocou.

— Sai, Grady... — o empurrou com a bunda. — Já que não vai me dar o que eu queria, pode ir...

— Eu dou sim, ele tá aqui te querendo muito... — Grudou-se nela novamente, mordiscando a orelha dela. Claire arfou se arrepiando por completo.

— É mesmo?

Como nao tinham tempo a perder, Owen desceu a calcinha da esposa, subiu a saia, apoiou a perna direita dela na pia, a outra ficou a segurando para não bater a barriga no mármore. Começou penetrando só a cabecinha na tentativa de deixá-la mais lubrificada, para então, enterrar-se no interior dela como um faminto. Claire se segurava ao máximo para não gemer. Sua vontade era de gritar o nome do marido. Até que algumas batidas na porta foram ouvidas. Encarou rapidamente Owen, sem saber o que dizer.

— TÁ OCUPADO! — Gritou, a segurando com mais força e metendo bem fundo dentro da ruiva. Por mais que segurasse qualquer barulho que os entregasse, arfava no ouvido dela, ora mordiscava. Owen aproveitou a posição para massagear o clitóris dela em círculos, depois fazendo pressão. Claire mordia os lábios com força para não gritar.

— Eu vou gozar amor... — arfou e depois de mais uma forte estocada, sentiu o forte orgasmo lhe atingir.

Owen a segurou e acabou liberando todo seu amor dentro dela, até o último jato.

— Um dia... você ainda me mata...

Claire sorriu ofegante e o encarou pelo reflexo do espelho.

— Só se for de muito amor...

— Pode ser também.

Sorriu torto, para então sair de dentro dela e pegar um papel para limpá-la. Quando estavam devidamente apresentáveis. Ela o abraçou bem apertado. Owen retribuiu o abraço todo amoroso e beijou-lhe o topo da cabeça.

— Pronta para sair?

— Estou sim... mas preferia ficar assim com você. — sussurrou toda manhosa.

— Vamos sim, mas fora daqui de preferência.

Owen sorriu torto e saiu com ela do banheiro, ignorando o olhar de um funcionário da limpeza que estava passando um pano com álcool no vidro. Chocado. O casal se juntou a mesa e tentaram terminar a refeição, Owen o tempo todo atencioso com a esposa grávida e muito carinhoso. Comentou com a mãe sobre a nova dieta que estabeleceu para Claire, que iria começar na semana seguinte. Clarisse e Sophie pareciam competir quem enchia a boca de purê mais rápido. Lógico que aquela brincadeira foi inventada por Owen.

— Hey... vocês duas podem parar com isso, vão se engasgar. — Claire repreendeu as duas, com sua tom mandão de mãe.

Clarisse não foi teimosa e obedeceu. Mas cuspiu tudo no prato. Sophie, que não estava acostumada a levar bronca da tia, se assustou. Claire percebeu a carinha de choro dela.

— Princesa, não pode fazer isso. Tudo bem? — passou a mão nos cabelos dela.

— Está bem...

Clarisse ficou levemente incomodada com aquilo, levantou e ficou na frente da Sophie para a mãe não passar a mão nos cabelos da prima, e sim, nela. Claire rir ao notar o ciúmes da filha e a pegou no colo, beijando suas bochechas redondas.

— Meu amorzinho... coisa mais linda da mamãe.

— Mamãe, vamos embola? — Pediu, segurando o rosto da mãe com as duas mãozinhas.

A mãe sorriu e beijou a pontinha do nariz dela.

— Ainda não podemos. Por que já quer ir?

— Eu quero dormir na caminha. — Inventou.

— Não quer brincar mais, meu bebê? — a abraçou carinhosamente.

— Não. Aí vai eu, você, o papai e a vovó. Só isso, tá bom? — Clarisse estava morrendo de ciúme da prima. — Aí você fecha a porta, mamãe. E tranca.

Claire levantou com ela no colo e foi para fora do restaurante. A sentou na grade de ferro de frente para ela.

— Vamos ficar aqui com todo mundo, minha princesa. Você sabe que é a minha princesinha que eu amo demais, não é? — arrumou a franjinha da pequena.

— Uhm... Só eu?

— As suas priminhas também são. Mas você é da mamãe!

Clarisse pareceu não gostar muito daquela resposta e olhou em outra direção, visivelmente incomodada. Claire achou aquilo tão fofo.

— Não quer ser a minha princesa? — disse toda paciente.

— Quero, mas só tem eu de princesa!

— Você é só minha, filhotinha...

A ruivinha pendurou no pescoço da mãe toda sorridente. A mãe a encheu de beijos e voltaram para mesa. Quase na mesma hora, a sobremesa foi servida. Todos se serviram, mas Clarisse ignorou completamente. Estava abraçada na mãe. Owen aproximou e beijou as costas da filha.

— E esse dengo todo aqui?

— É o grudinho da mamãe... — sorriu. — Quer um pedaço de bolo, filha? O papai pega...

— Não... — Sussurrou com o rostinho escondido no pescoço dela.

— Pega lá amor... — o deu um selinho. — A mamãe não vai te soltar, filhotinha.

Owen pegou um pedaço para as duas.

— Aqui... tá bonzão...

Claire riu, tudo era bom para Owen. Colocou Clarisse sentada em seu colo.

— Vamos comer, meu denguinho...

Clarisse começou a beliscar o doce com os dedinhos, se lambuzando toda. Claire ora ou outra, a enchia de beijos enquanto também comia seu pedaço.

— Está gostoso, filha?

Ela fez que sim com a cabeça e logo terminou o pedacinho que o pai colocou pra ela. A mãe limpou a boquinha dela e a deu um pouco de suco. Claire estava com os pés inchados de ficar muito tempo em pé. Mas fazia questão de ficar até o fim da inauguração. Owen já notou o desconforto dela e levou todos para a casa.

— Quem te disse que eu queria vir para casa? — o questionou.

— Seus pés me contaram. — Sem pedir permissão, colocou ela deitada no sofá e puxou o sofá cama para ela deitar. Ainda trouxe o travesseiro pra ela.

A ruiva riu e o puxou para junto dela.

— Eu tenho o marido mais atencioso do mundo...

— E eu tenho a esposa mais linda do universo todo.

— Sou?

— É sim, posso ficar horas te admirando, sem cansar.

As bochechas cheias de sardas dela, ficaram imediatamente coradas.

— Te amo...

— Eu te amo muito, baby. — Beijou aquelas bochechas, uma a uma.

— Hey... espera... — o encarou com os olhos arregalados.

— O que foi? Sentiu dor? Tá com fome? Quer ir no banheiro?

Pegou a mão dele, colocando sobre seu ventre.

— Nossa bebezinho se mexeu... — disse já emocionada.

Owen ficou estático, com a mão imóvel no mesmo lugar, onde ela colocou sua mão.

— Não senti... Hey filhão... Mexe de novo para o papai...

Foi quando ele pode sentir, como se fosse uma onda passando por sua mão. Rápido, porém com força.

— Aí... — sorriu toda boba.

— Céus, ele mexeu mesmo... Oi filhinho. Vai devagar, ou vai machucar a mamãe. — Sussurrou emocionado, todo babão. Ela acariciou os cabelos do marido.

— O nosso Oliver...

— Oliver?

— Não gostou? É que eu queria um nome que se parece com o seu... mas tudo bem, podemos escolher outro. — disparou.

— Nem sentamos para discutir.

— Desculpe... — se sentou. — Tem razão... foi idiotice.

— Não foi idiotisse, Claire. Em nenhum momento disse isso. Só queria participar da escolha... Eu sugeri aquela lista de nomes de jogadores de time de baseball e você rejeitou...

— Eu não gostei de nenhum nome.

— Oliver, só porque se parece comigo?

— Sim. Eu gosto desse nome... mas vamos deixar para lá. Depois escolhemos.

— Qual o significado?

— Deixa, Owen... você não gostou do nome. — levantou e foi para cozinha.

Ele foi atrás.

— Não é que eu não gostei... Volta aqui.

— Eu te conheço, Owen. Sei que não gostou.

— Se você gosta, quem sou eu para te contrariar...

Claire virou o encarando.

— Mas você também tem que gostar. Olha, pensa e depois me fala...

Owen ergueu Claire pelo quadril e a colocou sentada na bancada de mármore da cozinha, sem esforço nenhum.

— Não quero que fique levantando daquele sofá, se quiser água ou comer algo, é só pedir que eu te levo. Se ficar comportada, te levo para academia comigo, a noite. Tem uns exercícios para você fazer. — Disse entre as pernas dela, enquanto alisava seus cabelos, que já estavam bem crescidos, em comparação a última vez que Claire havia ido cortar.

— Não estou afim... — disse desanimada. — Vou ficar em casa mesmo... e não precisa exagerar, Grady. Estou com apenas cinco meses...

— Seu pé está inchado. — Owen pegou um deles e começou uma massagem, nem um pouco delicada, depois de entregá-la um copo de água com o comprimido de vitamina. Ela contraiu o pé sentindo dor.

— Acho que devia voltar para a inauguração. Pelo menos um de nós precisa estar lá...

— Já foi inaugurado, ruivinha.

— Então é melhor ir ver o que a Cla está fazendo...

— Ela está com a avó. Vou buscá-la agora se quiser. — Beijou o pezinho dela.

— Pode me por no chão? Vou deitar um pouco... — sua voz saiu falha.

Como esperado, Owen a carregou para a cama. No percurso, acabou pisando descalço em um lego da Clarisse. A dor foi aguda e imediata.

PUTA que PARIU...

— O que foi, amor? — arqueou a sobrancelha.

— Nada. — Deixou ela na cama. — Quer mais alguma coisa?

— Não, obrigada...

Owen deu um beijo nela e saiu do apartamento para buscar Clarisse. Sim, Claire ficou chateada por Owen não ter gostado do nome que tinha dito. Acabou dormindo.

*

Claire só acordou a noite com Clarisse chamando ela para jantar, a pedido do pai. O apartamento todo estava todo um cheiro maravilhoso de carne assada e macarrão ao molho. De longe, conversas e risadas da sogra, marido e sobrinhos. Claire apareceu na sala, com a filha no colo.

— Boa noite... — sentou-se ao lado de Owen.

— Olha só meu bolinho redondinho e dorminhoco. — Owen disse na frente de todo mundo e a beijou.

Claire o encarou.

— Sei que estou enorme, não precisa dizer...

— Está perfeita desse jeito, sabe que não quis dizer que está gorda.

— Ele tem razão, está ótima para quem está de 5 meses. Eu fiquei obesa quando engravidei do Owen, então tenho propriedade para falar. — Tereza afirmou.

Ela olhou para eles e preferiu não responder, para ela, estava sim muito gorda. E sempre que se tratava de seu corpo, Claire ficava mal.

— Você fez salada? — perguntou ao loiro.

— Fiz macarrão integral e cozinhei aquelas almôndegas vegetais pra você. Sem salada hoje.

— Mas você sabe que prefiro salada.

— Você não prefere. — Owen colocou comida no prato dela.

— Vai me obrigada a comer o que eu não quero? — disse séria sem se importar com a presença da sogra e dos sobrinhos.

— Você comeu no almoço, a noite tem que mudar os nutrientes. Está na sua dieta!

— Mais eu não quero comer nada agora, Grady. — bufou.

Owen tentou não perder a cabeça com ela, então foi fazer a salada dela na cozinha. Todos na mesa estavam mudos, olhando para Claire. O que a deixou muito sem jeito, ficou de cabeça baixa sem conseguir encarar ninguém. Depois que o jantar acabou, Tereza levou os netos para dormir e Owen desceu para malhar. Clarisse ficou assistindo Patrulha Canina na sala. A mãe deitou com a cabeça na perninha dela.

— A mamãe quer um carinho...

Clarisse prontamente começou a fazer carinho nos cabelos da mãe e depois deu um beijo nela.

— Mas não briga comigo, mamãe...

— E por que eu brigaria com você?

— Você brigou com o papai...

Claire ficou em silêncio por um segundo.

— Não briguei, filha... — acariciou os pezinhos dela. Clarisse começou a rir, ela sentia cócegas facilmente. A ruiva também riu com a risada da pequena e sentou-a trazendo para o seu colo.

— A mamãe te ama tanto, sabia?

Ela riu ainda mais com o dedinho na boca, vermelhinha de tanto rir. Claire suspirou com um sorriso, aquela risada a dava uma paz enorme. Então ela deitou e trouxe a pequena junto dela. Quando Owen chegou, 20 minutos mais tarde, Clarisse já estava dormindo. Ele estava com sua regata preta, calça cinza e seu par de tênis de treino. Suado e bebia algo na garrafinha enquanto trancava a porta. Claire estava com os olhos fixos na TV.

— O que está bebendo?

— Whey Protein. — Passou direto para o banho.

Ela suspirou e continuou ali com Clarisse, acariciando os cabelos dela. Logo ela acabou acordando e perguntando do pai.

— Está tomando banho... daqui a pouco ele vem te ver...

Clarisse saltou do sofá e correu para o banheiro. A ruiva ficou deitada sozinha no sofá. Ela não demorou a voltar com os olhinhos lacrimejantes.

— Papai disse pra eu não entrar lá, quando tiver tomando banho...

— Oh meu neném... — a puxou para juntos dela. — Não fica assim, depois ele vem aqui...

Clarisse ergueu os bracinhos para ser pega, já chorando. A mãe a pegou a acolhendo.

— Não chora meu denguinho... quer assistir Peppa?

— Não...

— O que quer então?

— Papai. — Disse ainda chorando.

— Ele já já vai estar aqui...

Clarisse chorou até dormir. Claire levantou com ela no colo e a levou para o quarto. Colocou o pijama dela e escovou seus dentinhos, a colocou na cama sem acordar.

— Te amo... — sussurrou e saiu, foi para cozinha fazer um chá.

Quando Claire abriu o armário, todos os pacotes de chá tinham sumido. Ela bufou.

— Não acredito! — foi até o quarto. — Onde estão os meus Chás, Grady?

Ele acordou assustado com aquela explosão da esposa e acabou caindo da cama.

— Onde, onde o que?

— Cadê os meus chás?

— Não sei...

— Sabe sim! Foi você que tirou do armário!

— Não, não fui eu.

— Foi quem então?

— Eu não sei. O que diabos há com você?

— Okay! Vou no Starbucks... — entrou no closet e foi trocar de roupa.

Owen deitou novamente. Claire pegou sua bolsa e saiu.

*

Quando Owen acordou pela manhã, notou que Claire nem havia dormido ao seu lado. Era por volta das seis da manhã, e ela estava na cozinha. Ele não perguntou nada e foi tomar banho, quase na mesma hora que Tereza chegou no apartamento.

— Bom dia, filha. Como foi a noite? — A abraçou.

— Bom dia, foi bem... — limitou-se a dizer. — E a da senhora?

— Não consegui dormir com um barulho de dinossauros da janela. E olha que eles estavam longe. — Riu, indo ajudar a nora a preparar o café.

Claire também riu.

— É normal, com o tempo a senhora se acostuma. — a encarou. — Já pensou na possibilidade de vir morar com a gente?

— Morar aqui? — Arregalou os olhos. — Jamais!

— Por que? A senhora fica tão sozinha na fazenda. E quando o Oli... o bebê nascer. — se corrigiu. — Vou precisar da senhora...

— Posso ficar uns dias aqui, meu amor. Mas não posso abandonar nossa fazenda, minha vida é lá. — Respondeu tentando não parecer que se interessou pelo "Oli" que ela se referiu.

— Entendo. — disse um pouco cabisbaixa. — Tudo bem... vou lá chamar a Cla para tomar café.

— Está bem, querida.

Ela foi, e apareceu minutos depois com uma ruivinha descabelada, mal humorada e com os olhinhos inchados.

— Fala “bom dia” para a vovó.

Clarisse fez cara feia e deitou no ombro da mãe.

— Essa é igual o pai, não gosta de ser acordada. — riu e a abraçou. — Olha vovó, é meu chameguinho...

— Estou vendo. Logo a vovó vai amansar esse bebê. — Terminou de servir as panquecas e colocou tudo na mesa. — Cadê o Owen?

— É... não sei, deve ter saído.

— O que aconteceu?

— Nada demais, senhora Grady. — colocou a filha na cadeirinha e se sentou.

— Vi a forma como tratou ele ontem, ele ficou bem constrangido.

Claire encarou a sogra.

— Não quero falar sobre ele... também estou chateada. Mas a culpa é minha mesmo.

— Ele fez algo?

— Eu que fiz...

— Me conta, filha.

— Eu escolhi o nome do bebê sozinha, ele não gostou. E tem toda razão, eu não devia ter feito isso...

— Acho que não é motivo para ficar assim com ele. Talvez, ele só tenha que se acostumar com o nome. — Sorriu. — Se me lembro bem, com a Clarisse foi igual.

— Agora já foi... — resmungou. — Preciso me arrumar para ir trabalhar...

Ao ouvir aquilo, Clarisse saiu da cadeirinha e subiu no colo dela.

— Não!

— A mamãe precisa ir, princesa. — a acolheu carinhosamente. — Você vai ficar com a vovó e brincar com seus priminhos...

— Não, eu quero ir com você, mamãe...

— Mas não pode, filhotinha... tenho muito o que fazer lá. Por que de todo esse dengo? — beijou a pontinha do seu nariz.

— É que eu amo você e fico triste...

— Oh meu amor... O que fazer sogra? — sorriu.

— Só queria minha netinha comigo, então meu voto é ficar com a vovó. — Sorriu.

— Está vendo, fica um pouco com a vovó. A mamãe promete chegar cedo hoje.

Clarisse não gostou a princípio, mas Tereza a distraiu e logo ela já estava pendurada na avó. Por estranho que parecesse, Owen já tinha ido trabalhar sem ser visto, mas deixou a cama arrumada. O que era incomum. E aquilo deixou Claire incomodada. Assim que chegou no centro de controle, foi até a sala dele e entrou sem bater.

— Podemos conversar?

Ela se deparou com Rebecca lá dentro.

AH MEU DEUS! Que susto você me deu, amiga...

— O que você está fazendo aqui?

— É que... Vim perguntar sobre você.

— É mesmo? — disse desconfiada. — Mas o Owen não está aqui!

— Por isso mesmo eu já estava de saída. Quer ir comigo tomar um café?

— Não obrigada. — a encarava com os olhos cerrados. — Preciso achar meu marido...

— Vi ele com uma investidora nova da Suíça, se não me engano. Mas foi mais cedo...

— Entendi... — foi até a cadeira dele e se sentou, o enviando uma mensagem.

“Onde está?”

Rebecca continuou parada, olhando pra ela. Claire a encarou séria.

— Mais alguma coisa?

— Não. Nada...

— Então pode ir.

A morena saiu, estranhando aquela atitude. Sobre a mesa de trabalho, no mínimo tinha umas 20 fotografias de Claire. Sem contar com as da parede. Parecia até um memorial. Ela ficou observando e sorriu. Sabia o quanto Owen a amava, assim como ela a ele. Então resolveu escrever um bilhete e deixou sobre a mesa dele.

“Juntos, pela sobrevivência... e pelo amor.

Eu sinto muito por ser tão idiota.

Te amo Tarzan.

C.D.”

Então, saiu dali. Uma equipe de vários países, havia desembarcado em Nublar para uma festa de confraternização que teria aquela semana. Provavelmente Owen estava envolvido com isso, por não respondeu a mensagem da esposa e tinha "sumido".

Tyna estava em seu lugar de sempre, branca feito cera com o telefone na mão. Parecia estar levando uma bronca.

— Si-sim senhor, irei verificar com o senhor Grady, m-me desculpe...

— O que foi, Tyna?

Ela desligou.

— O doutor Ian Malcolm virá para a festa, a equipe dele quis saber se o quarto dele já está reservado, mas só estou sabendo agora. Sobrou para mim. — Tyna riu de nervoso.

— O que? — disse empolgada. — Pode deixar que eu resolvo Tyna... — foi rapidamente para sua sala e foi reservar um dos melhores quartos.

Claire era muito fã do Malcolm e estava ansiosa para revê-lo. Foi quando ela recebeu uma resposta do marido. Nada dos típicos apelidinhos ou semelhante.

"Estou resolvendo umas pendências com o pessoal da hotelaria."

A ruiva visualizou e não respondeu. Passou o dia trancada em sua sala.

*

Quando anoiteceu, Clarisse pareceu vestida de princesa no centro de controle com a avó, chamando a atenção de todo mundo. Claire não tinha almoçado, consequentemente começou a passar mal. Mas não contou para ninguém, pegou um biscoito na gaveta e ficou comendo discretamente.

— Olá filha. Trouxe essa garotinha que queria muito te ver...

Clarisse estava vestida de Elsa, dessa vez. E com a carinha pintada de tinta, tinham acabado de chegar do parque. Claire sorriu com aquela visão.

— Olha a minha princesa...

A pequena subiu no colo da mãe e a abraçou.

— O papai me levou para comer bolinho rosa, mamãe!

— É mesmo? Viu o papai... — arqueou as sobrancelha. — Senhora, Grady... pode me levar para comer?

Tereza estranhou o pedido e levou a nora no restaurante.

— O que comeu hoje depois do café?

— Não comi nada... — disse envergonhada. — Fiquei tão focada no trabalho que esqueci...

— Claire, só não te dou uma bronca pior por causa da Clarisse. Isso é inadmissível. Seu filho praticamente passou fome aí dentro!

— Eu sei... — se segurou para não chorar.

Ela não ligou para a dieta e pediu tudo do melhor que tinha no cardápio do dia e ficou a observando. Ela comeu um pouco, mas logo correu para o banheiro e colocou tudo para fora. Tereza foi atrás dela.

— Não acredito... esse tempo todo sem comer e ainda dá enjoo. Filha... — Segurou o cabelo dela.

— Eu sou a pior mãe do mundo... — começou a chorar. — Fica com a Cla, eu quero ficar sozinha...

— Sei que não é verdade, então quero que prove o contrário e tente ficar melhor e jantar. — A abraçou. Clarisse começou a ficar assustada.

— Eu não devia ter engravidado. — soluçou. — Por favor, cuida da Cla. Eu vou para casa...

— Claire? Por favor, pare com isso. Não vai ajudar em nada!

— A senhora vai cuidar dela?

Clarisse começou a chorar e se jogou no chão. Tereza levantou com um ar de reprovação e a pegou no colo. A ruiva se sentiu ainda pior. Então saiu do banheiro e foi quase correndo para casa. Ao chegar, ela foi fazer uma sala de fruta. Pelo menos aquilo, conseguiu comer. Depois tomou um suco com torradas. Se sentia um pouco melhor, deitou no sofá.

*

Tereza chegou mais tarde com Clarisse dormindo no colo dela.

— Filha?

— Oi? — respondeu se sentando.

— Como se sente? Deixei o Owen com os sobrinhos dele, o Zach e o Grey também.

— Entendi... ele vai dormir lá com eles?

— Acho que não. Mas me perguntou de você. Perguntou se ainda está brava com ele. — Riu.

— Pelo jeito ele está me evitando...

— Acho que está errada.

Tereza foi deixar Clarisse na cama, deixou ela só de calcinha e a cobriu. Ainda precisava tomar banho. Claire apareceu logo em seguida.

— Vou dar um banho nela...

— Tem coragem de acordá-la?

— Pior que não. — riu. — Ela é um anjinho... — disse toda boba, a admirando dormir.

— Ela é a mistura perfeita de vocês dois juntos. As vezes vejo o Owen pequeno nela, até a cara de quando apronta é a mesma.

A ruiva sorriu.

— Eu também acho os dois muito parecidos... — Parou por um segundo e segurou a mão de Tereza, colocando em sua barriga. — Olha vovó...

— Ah, meu Deus! Não acredito... Coisa mais linda da vovó... tá chutando!

Tereza ficou tão eufórica que Clarisse acordou e ficou olhando as duas.

— Que isso, vovó?

— Seu irmão, Cla... vem sentir ele, vem!

Claire sentou na cama, perto da filha. Pegou a mãozinha dela e colocou em sua barriga.

— Olha seu irmãozinho, meu amor...

No primeiro chute, Clarisse se assustou, no segundo, a reação dela foi tirar a mão e começar a achar engraçado. O que fez as duas rirem.

— Viu só, filha. É seu irmãozinho...

— É o Dino, né mamãe?

— Dino? Como assim?

— O nome dele!

— Claro que não, princesa. — riu alto.

Tereza estava chorando de tanto rir.

— A mamãe tá demorando escolher o nome, então a irmãzinha escolheu. Justo. — Disse a mais velha, ainda rindo.

Claire também riu muito.

— Sim, é justo. Precisamos escolher o nome do seu irmãozinho...

— É Dino, é Dinooo!

— Filha, não pode ser Dino...

— Então pode ser Bebezinho?

— Bebezinho não é um nome... — a deitou. — Agora é hora de dormir...

— É sim, é um nome! — Clarisse levantou de novo.

— É hora de dormir, princesa. — a deitou novamente.

— Mas o Dino vai dormir também?

— Vai sim, ele já está dormindo...

— Dino, você tá dormindo aí dentro?

Como resposta, Clarisse não sentiu mais o irmãozinho se mexer.

— Está vendo... — sussurrou. — Agora é a sua vez... a mamãe e a vovó, também vamos dormir.

Clarisse deitou e fechou os olhos. Claire a deu um beijo e saiu do quarto com Tereza. A sogra se despediu e foi para o quarto por os netos na cama. Claire foi tomar banho e depois foi fazer um lanche. Owen chegou de mansinho e foi direto para o quarto dormir. Quando Claire foi deitar, se assustou ao vê-lo ali. Mas como ele estava dormindo, foi escovar os dentes e deitou em seguida.

*

Pela manhã, Clarisse chegou no quarto com um telefone de brinquedo muito barulhento. Claire acabou acordando, sentindo muita dor no corpo.

— Bom dia, meu bebê. Já acordou... — a trouxe para deitar junto dela.

— O meu Zach que me deu, mamãe. — Continuou apertando o telefone amarelo e colocou na orelha dela.

— É mesmo? — fez um anotamento mental, em matar o sobrinho. — Por que acordou tão cedo?

— Por que o papai fez pãozinho rosa para mim antes de sair, o dele era azul. — Sorriu.

— Hum... ele está na cozinha?

— Não, ele foi taba...lha.

— Já? — arqueou as sobrancelhas.

Se ele queria evitar ela, tudo bem. Não ficaria atrás dele também. Já tinha deixado um bilhete, e pelo que parecia, ele não se importava. A ruiva levantou, fez suas higienes matinais e foi para cozinha com a filha. Clarisse foi atrás apertando o telefone até que a pilha começou a falhar, para a felicidade de Claire. Aquela tarde, Ian Malcolm chegaria na ilha. O que deixou Claire bem animada. Levou Clarisse para ficar com Tereza e seguiu para o centro de inovação. Ao chegar lá, praticamente todos estavam ansiosos. Exceto Owen que odiava Malcolm pelo simples fato de achar ele um galanteador barato de meia tigela. E dava em cima de sua mulher.

Claire estava linda. Com um vestido rosa claro, uma maquiagem discreta e seus cabelos em um coque. Ao passar em frente a sala de Owen, o viu sentado pela porta que estava aberta. Mas desviou rapidamente o olhar e foi direto para sua sala, finalizar os preparativos do jantar daquela noite. O marido já havia decidido não participar de jantar nenhum, odiava Malcolm e não queria vê-lo nem pintado de ouro em sua frente. Quando deu a hora do almoço, pediu para entregar no escritório dele e comeu por lá mesmo. Claire apareceu em sua sala com uma pasta nas mãos.

— Pode assinar para mim, por favor?

Ele não pode deixar de olhar ela dos pés a cabeça.

— Claro...

Ela ficou o encarando, enquanto ele assinava.

— Vai no jantar?

— Não. — Respondeu de olhos fixos no que estava assinando.

— Hm. — deu de ombros.

— Você também não vai.

Ela riu irônica.

— Me poupe, Grady. Serei a primeira a estar nesse jantar, e faço questão de sentar ao Lado do doutor Malcolm.

— Só cuidado para ele não por uma droga na sua bebida e te levar para o quarto. Sei que é o sonho dele.

Ela apenas deu de ombro.

— Já terminou de assinar?

Owen entregou a pasta com o olhar mais frio do mundo. Claire o encarou da mesma forma, pela primeira vez.

— Dormimos na mesma cama e estamos nos tratando como estranhos. Então não finja se importar. — disse seca.

— Você me tratou como um idiota na frente dos nossos sobrinhos, filha e sua sogra.

— E eu tentei falar com você e me desculpar...

— Só quero que me deixe em paz, Claire. Se fosse ao contrário... ah se fosse...

— Quer que eu te deixe em paz? — balançou a cabeça.

— Você já fez o suficiente.

Ela o encarou por um tempo.

— Talvez você tivesse sido mais feliz, com a Sarah... — pegou os papéis e caminhou até a porta e parou. — Sinto muito por tudo, talvez seja melhor eu te deixar mesmo... — Saiu.

Owen bufou de ódio e deixou que ela saísse. Colocar a Sarah no meio daquela situação, era ridículo. Claire chegou em sua sala e se segurou para não chorar. Não queria chorar. Talvez fosse melhor para ele, se se afastassem. Owen não parecia feliz ao seu lado e ela sabia que era sua culpa. Mas poxa, aqueles malditos hormônios da gravidez a deixavam estressada.

*

Pela manhã, cansada daquela situação, Claire resolveu enviar uma mensagem para Owen.

''Onde você está?

"No hotel, por que?"

“Vem para casa, por favor”

Ela não precisou pedir duas vezes, ele logo chegou lá.

— Claire, aconteceu alguma coisa?

— Aconteceu sim... — foi até ele o abraçando. — Eu fui uma estupida, me desculpa?

— Quando?

— No jantar... a forma como eu falei.

— Ah, tudo bem. Já esqueci. — Mentiu.

— Não, eu sei que não. Eu te magoei... me desculpa. — Olhou em seus olhos. — Eu fiquei irritada sem motivo, deve ser a gravidez... E...

— E...?

— Vou confessar que fiquei chateada de não ter gostado do nome do bebê... — desviou o olhar.

— Eu só questionei o motivo de escolher sem mim...

— Eu sei... por isso quero que me desculpe, amor...

— Tudo bem. — Disse sem graça.

— Agora está ligada no modo dengo? — Owen fez o mesmo nela, embora ainda tivesse receio de ser carinhoso com ela em público, outra vez.

— Não gosta?

— Gosto... Quando aquele corno do Malcolm chega?

— Amanhã a tarde... — disse empolgada. — Já resolvi tudo do jantar de amanhã.

— Está empolgada é? — Perguntou ciumento.

— Claro que sim, sabe que sou fã dele.

— Ele é fã de mulher bonita também, nem liga se é casada. — Bufou.

— Hey... — segurou o queixo dele. — Não tem motivo algum para você ter ciúmes... Eu só tenho olhos para você e o Ian sabe disse.

— Isso não impede ele de ficar te cantando. — Grunhiu.

— Esquece ele, ein? Vamos aproveitar esse momento só nos dois...

— Só se prometer que vamos transar na festa...

Claire sorriu de canto.

— Não preciso nem prometer. Ficaria chateada se fosse do contrário...

— Hm, então já pensa em um lugar. — Passou a mão na bunda dela. Na mesma hora, Tereza chegou e olhou para os dois. Claire ficou corada na hora, mas não se afastou do marido. Afinal, depois daquela briga, não queria desgrudar dele.

— Boa noite, Senhora Grady...

— Boa noite. Esqueci meu prendedor de cabelo... — Sorriu amarelo.

— Bom, vou voltar ao trabalho. Estou de plantão hoje.

— O que? — o encarou. — Por que? Nem é final do mês...

— Deixei umas coisas acumuladas.

— Entendi... — se afastou. — Bom, vai lá...

Ele começou a rir da cara que ela fez.

— É mentira...

Claire revirou os olhos e deu um tapa no braço dele.

— Não tem graça!

— Ai ruiva... — Reclamou passando a mão no braço.

— Que drama, nem doeu... — o abraçou novamente.

— Doeu sim. — Owen queria ver o jogo, então a carregou para sala e ligou a TV. Colocou ela sentada estrategicamente no membro dele.

— Posso dormir, enquanto vê o jogo?

— Pode rebolar essa bunda no meu pauzão também.

Claire sorriu e assim fez.

— Desse jeito?

— Sim baby. Desse jeito mesmo. — Sorriu todo sem vergonha e abriu uma lata de refrigerante.

Então ela parou.

— Ah... estou tão cansada...

— Tá tão gostoso e você vai parar?

— É que essa barriga está pesando, sabe...

Owen colocou ela deitada no colo, e a beijou.

— É muita manha para pouca ruivinha.

Claire riu se aconchegando nos braços dele. Estava tão cansada que acabou cochilando. Ela acordou, mais tarde, com um barulho na TV e notando-se que estava sem roupa nenhuma. Owen estava com a boca cheia de amendoins.

— Oi baby.

Claire o encarou sonolenta e confusa.

— Por que estou sem roupa?

— Pra eu te ver melhor... Está um pouco quente hoje.

— Hum... — suspirou enquanto se espreguiçava, toda manhosa.

— Hmmmm... Você tá me provocando ruiva, eu sei que tá...

— Por que acha isso? — o encarou com um sorriso. — Foi você que tirou minha roupa...

— Se espreguiçando desse jeito... — Beijou os cabelos dela, notando o quão estavam cheirosos. Ela sempre estava cheirosa. Owen colocou ela mais perto dele e a encheu de beijos. Claire gargalhou com cócegas que a barba dele fazia. E foi quando seus olhares se cruzaram, a fazendo ficar sem fôlego. O olhar de Owen era tão intenso, que a deixou de pernas bambas.

— Owen... — acariciou sua barba.

— Eu te amo. — Pegou a mão dela e beijou cada dedo, para depois beijá-la na boca.

O beijo era calmo, as línguas de ambos exploravam a boca um do outro lentamente. Claire parecia querer prolongar ao máximo aquele ato, e queria mesmo. Depois daquele pesadelo, e da sensação de perdê-lo. Era um alívio estar nos braços do seu amor. O beijo durou tempo suficiente para deixar Owen excitado e completamente fora de si. Só voltou ao normal quando sentiu o bebê chutando. Claire afastou um pouco o rosto do dele e sorriu.

— Você sentiu?

— Senti, e foi mais forte. Nem se compara com os chutinhos da Clarisse... uau... isso não doeu? — Owen podia ser pai mais 10 vezes, ele sempre ia ficar impressionado com o chute de seus bebês.

— Doeu sim... — sentou-se, acomodando no sofá. Pegou a mão dele, colocando sobre a barriga. Foi quando ele sentiu, como se fosse o o pezinho raspando na barriga da mãe. O rosto de Claire se contraiu em dor.

A reação do marido foi de imediato, alisar a barriga dela e falar com o filho para que ele se acalmasse.

— Pega leve com a mamãe, filho. Isso... Não precisa se exaltar, prometo que quando sair daí vamos jogar bola juntos e quebrar todas as janelas da casa...

Claire riu e passou a mão no cabelo dele. Ela amava esses momentos da gestação, sentir o pedacinho deles se mexendo dentro de si, e ver o quão Owen era conectado com eles. Para ela, era muito mágico.

— É melhor esquecer a parte de quebrar as janelas...

— Sabia que iria brigar comigo. — Riu alto, depois se conteve em se concentrar em acalmar o filhote. Naquele momento, ele só teve certeza que amava Claire mais do que qualquer coisa. E sem dúvida nenhuma, passou a entende-la melhor. Gerar uma vida podia ser lindo, mas também não era fácil. Claire tinha toda admiração e respeito do marido, principalmente naquela fase.

Ela ficou por um tempo acariciando o rosto do marido, com os olhos brilhando cheia de amor. Logo, o bebê parou de mexer e ela conseguiu respirar melhor.

— O violão está no quarto da Clarisse, vou ter que tocar para os dois agora.

Comentou imaginando Clarisse e o irmão incendiando a casa, em um futuro próximo.

— Sim... — riu. — Podia cantar mais vezes... eu amo quando canta.

Owen começou a cantarolar uma música pra ela. A ruiva olhava fixamente para ele, em adoração. Owen cantava muito bem. E cantando daquela forma para ela, a fazia tremer toda. Ele logo terminou, preferia com o violão.

— Quer comer alguma coisa?

— Aaaah... por que parou?

— É que eu queria fazer uma coisa.

— Está bem... — sorriu. — Bom, estou com vontade de comer, aquele seu lanche de pernil...

Owen tirou todo o pensamento nada puritano do que queria fazer com ela da cabeça e arregalou os olhos.

— Mesmo?

— Sim... acho que é desejo...

Owen levou ela para cozinha e fez o melhor sanduíche de pernil que fez em toda sua vida. Depois deu pra ela.

— Nossa amor... está uma delícia. — disse de boca cheia.

— Que bom que está... mas come tudo. — Disse de olhos fixos nas coxas roliças.

Claire estava tão concentrada em comer tudo, que só percebeu depois os olhares dele.

— O que foi?

— Nada... Vai demorar muito? — Perguntou se sentindo o tarado mais sujo da face da terra. Owen entregou um suco de maçã pra ela, que tinha acabado de pegar da geladeira.

— Não... — mais quatro mordidas e a ruiva terminou, tomou todo o suco de maçã.

— Quando vai comigo na academia, baby? E temos que resolver a questão da volta das suas aulas de natação.

— Aí amor, não sei. Não parei para pensar nisso, ainda...

— Eu andei olhando sua agenda...

— Por que? — o encarou.

— Quero encaixar suas novas atividades.

Ela arqueou as sobrancelhas.

— Está bem...

— Boa menina.

Levou ela de volta para sala, já pensando em como atacá-la.

— Daqui a pouco a Cla deve chegar...

— Ela não está na cama?

A ruiva riu.

— A senhora Grady, levou um pouco ela.

— Ah, claro.

Com facilidade, Owen colocou Claire sentada em uma de suas pernas, de frente pra ele e sem cerimônia nenhuma, começou a chupar o seio esquerdo como um bebê faminto. Ela jogou a cabeça para trás ofegante.

— Isso, baby... Oh...

— Hmmmm.... — Gemeu de volta, subindo a boca e encostando-a em seu ombro, seus olhos ainda queimando nos dela. Então, Owen desceu os dedos e tocou-a no clitóris, fazendo-a gemer mais alto. — Adoro seus gemidos...

— Adora é? — segurou o rosto dele com as duas mãos e beijou ferozmente seus doces lábios. — Então me faz gemer a noite toda... — sussurrou, segurando o lábio inferior dele com os dentes.

Owen havia colocado Claire estrategicamente sentada em sua coxa, para senti-la molhada cada vez mais. A cada chupada que ela recebia, mais molhava ficava, e o marido fazia questão de esfrega-la em sua perna. Sem dúvidas aquilo o excitava imensamente. Owen dedicou longos minutos só nos seios dela.

— Você tá tão molhadinha... Eu mal posso esperar para te foder desse jeito... — Ronronou sorrindo, aquela era a deixa pra provocá-la como ele vinha ensaiando há tempos.

— Isso te excita, amor?

— Muito... — arfou, continuando com os movimentos. Suas duas mãos, foram para seus longos cabelos ruivos fazendo um rabo de cavalo. Até que seus gemidos foram ficando mais constantes.

Owen estava com a mão lambuzada do sulco da esposa, e sem cerimônia algum levou seus dedos à boca e os chupou devagar, seus olhos presos nos de Claire.

— Puta merda. — O palavrão que saiu da boca de Owen foi tão súbito, que nem ele mesmo se deu conta do que soltou. Suas reações foram tão rápidas que Claire não conseguiu nem processar uma de cada vez. Owen a pegou pela bunda com certa força, fazendo-a ter que entrelaçar as pernas na altura de seu quadril, ao mesmo tempo que chupou-lhe a língua com fome, provando o gosto da boca dela fazendo arrepios descerem pela coluna da ruiva e ainda mais sulco escorrer-lhe da intimidade. Quando Claire deixou seu corpo pender para trás, Owen observou-a por inteiro, iniciando seu olhar minucioso pelo rosto dela, que o retribuiu.

Seus olhos eram de um verde tão intenso que lhe causavam arrepios e quando ele a olhava daquele jeito então, ela simplesmente não conseguia resistir ao impulso de morder o lábio. Owen passou o olhar para a sua boca e seus lábios que estavam inchados e vermelhos, fazendo-o saber que o amasso havia sido intenso para ela também. Depois para o seu pescoço e Owen jurou, em uma nota mental, que antes daquela noite acabar ele teria que deixar no mínimo, cinco chupões naquela pele deliciosamente branquinha.

Claire estava tão entregue naquele momento. Era como se só existissem os dois no mundo e nada os separariam. Ela passou a ponta do polegar nos lábios dele.

— Meu corpo precisa do seu... agora. — seu tom era exigente.

— Mais tarde. — Prometeu dando um sorriso safado. — Agora eu quero te chupar. — Deixa? — Perguntou baixinho, chegando sua boca perto da dela e lambendo-a no lábio inferior, seus olhos nos dela, avaliando sua reação. Claire sorriu da mesma forma, sugando a língua dele.

— Então faça isso logo...

— Posso fazer de outro jeito, dessa vez?

— Pode... — sussurrou sem desviar o olhar do dele.

Owen pegou despreocupadamente o potinho de doce atrás de si e despertou toda a atenção de Claire. Sinal de que ele ja estava planejando aquilo desde o início. Owen pegou um morango, colocou no topo do seio dela, olhando para o rosto da esposa em seguida. O loiro fez o mesmo no outro peito. Colocou o pote do lado, descendo a boca e envolvendo um dos seios com lábios e língua. Claire foi ao céu e voltou, literalmente.

Seu gemido provavelmente saiu mais alto do que planejava e ela não conseguia frear a mão do marido de se embrenhar em seus cabelos ruivos. Owen agarrou um punhado, sem apertar seu cabelo com um pouco de força. Levantou a cabeça de onde ela estava lambendo antes e lambeu seus lábios sorrindo para ele, grudando sua boca na dele, beijando-a com força. O beijo durou o que pareceu ser uma eternidade.

Notas finais
❤️❤️