História After You - Terceira Temporada

24 Capítulo No One Said It Would Be Easy


Notas iniciais
❤️❤️❤️❤️

O beijo durou, o que pareceu ser uma eternidade. Logo, Owen voltou ao seu trabalho anterior. Claire abriu os olhos pesados, a tempo de ver sua boca capturando o morango do outro peito junto com o doce, fazendo-a dar um gritinho de susto e gemer em aprovação em seguida. Owen acabou de limpar e desceu a boca para a barriga, logo ficando à sua mercê da intimidade extremamente molhada. Primeiro sua língua e seus lábios tocaram a púbis, depois as coxas e aí sim, então a abertura dela, fazendo Claire gemer deliciosamente.

Claire deixou ser levada pelos planos eróticos do marido, que por sinal, sempre eram deliciosos. Fechou os olhos sentindo cada toque de Owen. Apesar de sentir seus olhos pesarem de tesão, Claire se forçou a não fechá-los pra que pudesse observar o deleite na feição do marido, como quem aprovasse o gosto dela, e isso fez a excitação aumentar exponencialmente. Claire se apoiou em seus cotovelos e sorriu preguiçosamente, a cabeça pendendo para trás quando sua língua a invadiu lentamente e repetidamente e todos os músculos da vagina se contraíram em volta da língua do marido, gostando da invasão.

A ruiva remexeu o quadril sem conseguir se controlar na direção de sua boca, adorando que ele soubesse onde apertar pra que ela delirasse mais a cada segundo. Uma de suas mãos passou por cima da barriga e seus dedos passaram a acariciar devagar, em círculos, ritmadamente, o clitóris da esposa, enquanto a outra mão subiu até o seio, o envolveu e passou a massageá-lo também, torturantemente devagar. Os gemidos de Claire começaram a sair mais altos e quando se deu conta, passou a morder o lábio inferior, tentando segurá-los com medo de estar sendo escandalosa demais. Owen fez que não com a cabeça e ameaçou parar, afastando um pouco sua boca dali. Claire o encarou em reprovação.

— Não pára, baby...

— Não tem ninguém em casa, por que não quer gemer?

— Não acha que estou fazendo muito escândalo? — perguntou sem jeito.

— Estamos na nossa casa, babe.

— Tem razão... — sorriu com as bochechas coradas. — Pode continuar seu ótimo trabalho. — piscou.

A risada do marido se fez presente e ele tirou seus dedos do clitóris dela para então abocanhá-lo, fazendo-a ofegar em surpresa. Seus dedos que antes estavam acariciando-a, rasparam na entrada e Owen jurou que quase viu Claire chorar de antecipação, mas sua invasão deixou claro que ele não queria que ela pensasse, só gemesse. Ele invadiu a intimidade com dois dedos e passou a movimentá-los sem pausa, fazendo Claire gemer alto sem conseguir conter-se, e estremecer em suas mãos, enfiando uma das mãos que tremia nos cabelos loiros e apertando os dedos nele. O marido gemeu e ela soube que ele adorava aquilo tanto quanto ela, o que fez a intimidade se contrair fortemente. Isso e Owen, que mordiscou-a no clitóris, claro. Era uma tentativa de fazê-la gozar.

— Eu vou gozar, amor... — avisou sentindo todo seu corpo se contrair e tremer, jorrando seu prazer logo em seguida. E seu corpo caiu sobre a cama macia.

Owen não desperdiçou nada e depois foi deitar ao lado daquele corpinho desfalecido.

— Hey...

Com muito esforço, ela abriu os olhos o encarando.

— Oi... — sorriu.

— Achei que tinha te matado... — Brincou, a abraçando.

A ruiva riu e se aconchegou nos braços fortes dele.

— Isso foi incrível... mas ainda quero você dentro de mim...

— Então por que você não pede pra eu te foder?

Ela o olhou nos olhos.

— Me fode, amor... — pediu toda fofa.

— Ah, com essa carinha linda? — Owen a apertou e mordeu.

— Baby... — disse rindo. — Por favor...

Sem perder tempo, Owen retirou as roupas e foi pra cima dela. Olhava fixamente para a barriga da esposa, ou jurava que ia perder o controle e iria machucá-la. Então, começou o ato muito lento. Claire sentiu seu corpo inteiro estremecer ao tê-lo dentro de si. Prendeu as pernas na cintura dele e deixou que ele ditasse o ritmo.

— Amor, assim não... vai amassar o bebê...

— O que?

Owen tirou as pernas dela da cintura dele e as deixou na cama. Claire ficou o encarando e não disse nada.

— Ah, vai me olhar assim?

Ela então virou o rosto para o outro lado.

— Ruiva... Não faz assim... — Quando ela voltou o olhar para o meio das pernas, Owen já estava encaixado na entrada e só se afundou. Devagar. Lentamente. Testando-a, como se nunca houvesse feito anteriormente. E esse era um dos pormenores do sexo, cada vez parecia ser a primeira, ou uma nova primeira, e era sempre tão gostoso quanto a anterior.

Ela permaneceu na mesma posição, o encarando fixamente séria.

— Nossa, mas vai ficar assim?

— Assim como Grady?

— Vai transar de cara feia?

— Já basta querer mandar nas minhas posições, agora vai implicar com as “caras” que faço?

— Amor, ia apertar sua barriga se ficasse do jeito que estava... — Suspirou.

— Está bem...

Como vingança, Owen começou a se enterrar nela com força. O que a fez gemer alto e se contorcer. Seu rosto ficou todo vermelho, com tamanha força. Owen só fechou os olhos e se concentrou no prazer crescente que estava sentindo, podia sentir claramente encostando no colo do útero dela. Então, ele parou.

— Meu Deus, desculpa filho...

Claire estava com os olhos marejados.

— Vai logo, Grady.

— O que foi, Claire?

— Nada... pára de ficar enrolando.

— Se está doendo, sabe que é seu direito me falar pra parar. Não o contrário. — Brigou.

— Eu sei... — virou o rosto para o lado. — Já disse para ir logo.

— Tem certeza disso?

— Sim!

— Claire...

— O que?

— Você gosta que eu te machuque?

— Se sabe que está me machucando, por que continua? — o encarou. — Só vai logo!

— Mas eu já parei. Eu fiz com muita força?

— O que acha, Owen?

O marido saiu de cima dela, todo suado e se jogou na cama não escondendo a grande frustração. Claire se apoiou nos cotovelos e encarando.

— Não vai continuar?

— Por que eu continuaria, Claire? Desculpe.

— Porque estamos transando, Owen.

— Não estava bom pra você. Queria que eu gozasse com você chorando? Eu sou psicopata agora?

Ela suspirou e se aproximou dele.

— Pára com isso, sei que não vai fazer com força agora...

— Hm... — Se negou.

— Está bem. — virou para o outro lado e se cobriu.

— Desculpe. — A abraçou por trás.

— Para de se desculpar... — segurou a mão dele.

— Não foi de propósito...

— Eu sei amor... por isso não quero que se desculpe...

— Mas você nunca me pede pra parar nessas horas. Queria saber o por que.

Owen lembrou-se do remédio para "crescer" o pênis que tinha comprado na internet naquele mesmo dia, com os amigos. Ele não se achava grande, mas começou a pensar se Claire não iria gostar nada, já que daquela forma já a machucava ás vezes.

— Você precisa ter noção de quando está passando dos limites...

— Você precisa ter noção e me avisar ás vezes.

— Aí chega. Boa noite!

A verdade é que quando Owen era mais agressivo, Claire acabava se lembrando do Justin.

— Nossa baby... poxa. Quer um carinho?

— Não quer transar?

— Você quer?

— Quero!

Owen foi sutil e colocou Claire de ladinho dessa vez. Começou a penetração deslizando devagarinho. Claire gemeu manhosamente, deixando seu corpo ser guiado por ele.

Vez ou outra ele beijava o ombro dela, depois dava atenção para a pele sensível do pescoço, notando o quanto ela ficava arrepiada facilmente. Ela segurou a mão dele que estava em seu seio, entrelaçando seus dedos. Seu corpo todo estava em puro deleite.

— Goza babe, vai... goza comigo... — O aperto da mão dele na dela aumentou, não muito forte e ele começou a estocar mais rápido.

— Sim... — gemeu mais alto. E aquilo a levou ao ápice, gozando intensamente.

Owen a acompanhou, gozando muito em fortes jatos em seu interior, enquanto grunhia, sem parar de meter. Claire amoleceu em seus braços, ofegante e toda suada.

— Oh baby...

— Ah meu Deus, eu te amo demais...

— Eu também te amo muito... — arfou. — muito...

Owen saiu de dentro dela, puxando-a pelas coxas até a beirada da cama, onde começou a penetrá-la novamente. Sim, ele estava muito excitado ainda.

— Owen... — gemeu seu nome, arqueando a coluna em aprovação.

— O que? O que foi? — Questionou olhando as reações dela com satisfação.

— Isso é tão bom... — olhou em seus olhos. — Mais rápido...

— Nada disso... Eu quero que olhe pra mim dessa vez. Sem fechar os olhos... — Ordenou, enquanto mantinha as estocadas firmes e precisas.

Ela assentiu com a cabeça e não desviou o olhar dele nem por um segundo. Owen só aguentou aquilo por 8 minutos, depois fez de tudo para ela gozar logo, como conhecia muito bem o corpo da esposa, foi direto no ponto G sentia-a estremecer em cima da cama. E gritar pelo nome dele, enquanto gozava mais uma vez. Claire caiu sobre a cama tão exausta, que parecia ter desmaiado. Dado o histórico do passado, em que ela havia desmaiado, Owen foi acudi-la desesperado.

— Amor!

A ruiva abriu os olhos toda preguiçosa.

— Oi... — sorriu.

— Céus, achei que você apagou igual aquela vez...

Ela riu e segurou o rosto dele com as duas mãos, o trazendo para perto e selando seus lábios em um selinho demorado.

— Estou ótima...

— Fico aliviado. — Disse fazendo carinho nas costas dela, com a ponta dos dedos. Sabia que ela dormiria logo com aquele carinho.

Ele tinha toda razão. Owen conhecia perfeitamente a esposa. Claire se aconchegou mais em seus braços, depois de um longo suspiro, adormeceu.

*

Claire foi muito mimada na manhã seguinte, quando recebeu uma mesa completa de café da manhã, na varanda do quarto do casal. Tinha uma variedade imensa de frutas, pães, biscoitos, geléias, panquecas, waffles e sucos naturais. Havia até um buquê de tulipas alaranjadas em um lindo vaso, com um cartão pendurado. Havia um para Claire e um para Clarisse, com as letras do próprio Owen.

— Uau amor... isso é... lindo! — sorriu para Owen, toda boba.

— Vai comer tudo e ficar bem redondinha para eu te apertar muito. — Disse abraçando ela por trás, olhando Clarisse mordendo um pedacinho minúsculo de uva.

A ruiva riu acariciando os braços do marido que estavam em volta de si.

— Está gostoso, princesa? — perguntou a filha, que comia a fruta com tanto gosto.

Ela assentiu com a cabeça e Owen fez uma observação.

— Ela come igual você. Parece um passarinho comendo milho.

— Isso não é verdade... ela vai comer igual a você. Só que pela manhã, ela não tem tanto apetite...

— Mas na hora do almoço, ela come pouquinho e beliscando as ervilhas do prato.

— É verdade... — a ruiva assentiu rindo. — Hoje é sábado... qual é o nosso cronograma?

— Hmmm... trabalho?

Ela virou imediatamente para ele.

— Trabalho?

— Sim, funcionários preguiçosos e muitos problemas... — Beijou o narizinho dela.

— Entendi... — se afastou e foi se sentar ao lado da filha.

Owen tentou disfarçar a vontade de rir do jeito dela e se juntou as duas na mesa. Claire concentrou toda a sua atenção na filha, ignorando o marido enquanto comia.

— Quem diria que a Claire Dearing iria ficar brava comigo por que eu quero ir trabalhar. — Comentou de boca cheia.

— Quem diria que eu teria filhos... e você colocou dois em mim. — o encarou séria.

— Eu não fiz eles sozinho, você teve uma efetiva participação especial. — Acrescentou, todo descarado.

Ela revirou os olhos e voltou a comer.

— Sabe de uma coisa? Você tem razão. É bom ter sempre um de nós no centro de controle... Então a partir de hoje, vamos escalar as nossas folgas.

— O que? Como vou passar a folga sem minha deusa do fundo do mar?

— É isso mesmo. Quando você folgar eu trabalho, quando eu folgar você trabalha. Está decidido. — deu um gole no seu suco de laranja.

— Não... nada disso, Claire!

— Ué, Grady. Você faz tanta questão de ir. Pensei que iria gostar da ideia...

— Não. Na verdade eu ia sugerir que fossemos tomar um sol na praia, você tá muito branca.

Ela riu balançando a cabeça.

— Não adiantar mentir... sei que quer ir trabalhar.

— Jamais preferia isso do que minha família. Era meu plano desde o início, mas eu quis te enganar.

Ela olhou em seus olhos.

— De verdade?

— De verdade.

Claire abriu um imenso sorriso.

— Que bom...

— Não precisa levar biquini, vai ficar pelada hoje.

— Claro que não. — apontou para a filha.

— Você, não eu.

— Eu sei. — riu. — Mesmo assim, esquece!

Owen terminou de comer e foi pegar uma bolsa com as coisas. Claire pegou Clarisse no colo e a levou para o quarto. Enquanto a ruiva a vestia, sentiu o bebê mexer.

— Olha filha... — sentou na cama ao lado dela e colocou sua mãozinha em seu ventre.

Clarisse arregalou os olhos achando aquilo a coisa mais estranha do mundo.

— É o seu irmãozinho, princesa. — disse com um sorriso.

— Ele está nascendo mamãe?

— Não meu amor, ainda vai demorar um pouquinho...

— E o que ele está fazendo? — a encarou com os olhinhos curiosos.

— Está procurando uma posição confortável dentro da mamãe... — sorriu acariciando os cabelinhos dela.

Após várias perguntas da garotinha, como de costume, Clarisse abraçou a barriga redonda da mãe, o que deixou Claire bem emocionada. Era um momento indescritível, uma sensação de muito amor. Amor incondicional. Owen acabou perdendo a cena das duas, pois "sumiu" as chaves do carro e ficou revirando a sala toda. Quando as duas foram para a porta, se depararam com tudo de pernas para o ar, Owen todo descabelado, de calça branca e tênis.

— Mas o que aconteceu?

— Amor, a chave do carro sumiu.

A chave estava cintilando em cima da cadeira da mesa de jantar. Claire se segurou para não rir.

— Aquela ali... — apontou. Owen pegou a chave todo desconcertado, pegou a bolsa dele e das duas, e saiu indo chamar o elevador. Clarisse que estava no colo da mãe, pegou uma Barbie pelada e colocou dentro da blusa da mãe.

Claire riu encarando a pequena.

— É sua filhinha?

— Não mamãe, é a Barbie né. — Respondeu como se fosse óbvio. Nem pareceu que tinha só 3 anos.

— Tem razão, meu anjinho... — ainda rindo. Beijou a testa da filha.

— O elevador já chegou! — Owen disse alto.

Claire apareceu com a filha no colo e entrou no elevador junto com ele. Aproveitou para passar a mão nos cabelos dele, o arrumando.

— Eu tô feio?

— Não amor... — riu. — Não sei o que aconteceu quando estava procurando a chave, estava todo descabelado...

— Hmm...

O caminho até a casa de praia foi um pouco dificultada por causa da lama na estrada, e o carro estava dando problema. Owen só não xingava e socava o volante porque Clarisse estava no banco de trás o observando. Claire sabia o quando ele estava nervoso, então colocou a mão sobre a dele.

— Tudo bem, não estamos com pressa...

— Mamãe, já chegou? Papai? Já chegou?

— Acho que a Cla está com pressa sim.

— Ela está sempre com pressa... — riu. — Ainda não, filha... mas estamos perto...

— Ah... — Suspirou.

Menos de 2 minutos depois, Clarisse começou de novo:

— Já chegou?

A mãe toda paciente, riu e respondeu. Respondeu todas as vezes que a pequena perguntava, até chegarem. Owen pegou as bolsas delas e levou para dentro de casa, depois voltou para ver o carro. Clarisse já estava correndo em círculos e dando cambalhotas na areia, toda feliz. Depois passou a procurar conchinhas entre as pedras. Ao mesmo tempo que o pai estava de olho nela, também estava mexendo no carro. Resultado: Owen preto de graxa.

Enquanto isso, Claire estava sentada na cadeira de balanço da varanda. Sentia um terrível mal estar devido ao calor. Logo Clarisse chegou com o cabelo, boca e roupa cheios de areia. E já estava vermelhinha.

— Mamãe, eu peguei pra você! — Colocou as conchas no colo dela.

— Obrigada, minha princesa. São lindas... — sorriu e a trouxe para perto, a limpando e passando mais protetor solar nela, a entregou um copo de suco. — Toma tudo...

— É de morangos? — Perguntou, desconfiada olhando para o líquido no copo.

Claire achou aquele jeitinho da filha, a coisa mais fofa.

— É sim, meu amor...

Clarisse pegou o copo com as duas mãozinhas e sentou na escada para tomar. Owen viu de longe a esposa quietinha e foi até ela.

— Hey... Você está suando amor... Vamos entrar e trocar de roupa. — Disse já a colocando de pé e levando pra dentro. Clarisse veio logo atrás.

Claire o acompanhou um pouco relutante.

— Não precisa amor... estou bem. É só um leve mal estar por causa do calor. Já estou acostumada...

Owen não a ouviu, fechou tudo e ligou o ar condicionado da sala. Depois colocou um vestido fresquinho nela.

— Agora sim. Vou fazer um suco de laranja e limão pra você tomar.

Claire assentiu com um sorriso. Owen era o melhor marido do mundo. Pegou Clarisse a sentando em seu colo.

— Precisa de um banho, sereinha...

— Mas eu vou por o biquini, mamãe. — Resmungou com a boca suja de suco. O que fez a mãe rir.

— Vai lá na cozinha e pede para o papai limpar sua boca...

A pequena foi toda obediente. Depois voltou correndo e subiu no sofá, deitando encostada na barriga da mãe. Claire achou lindo aquilo, definitivamente uma mãe coruja. Então, começou a fazer carinho nos cabelos dela.

— Está ansiosa para conhecer seu irmãozinho?

— Sim mamãe, quando o Dino sair eu vou brincar com ele no balanço!

— Dino?

— Sim, o nome dele é dinossauro, Tá?

Claire riu alto.

— Não podemos por esse nome no seu irmãozinho.

Owen chegou na sala com uma bandeja com suco e biscoitos de aveia e canela.

— O que minhas princesas tanto conversam?

Claire ainda ria.

— Adivinha qual é o nome que a Cla, quer dar para o irmãozinho...

— Dinossauro? Eu ouvi bem.

Owen agarrou a garotinha e fez cócegas nela, que deu aquela deliciosa gargalhada infantil. A ruiva não aguentou tanta fofura naquela cena e filmou tudo. Clarisse já estava bem vermelhinha de tanto rir. O pai sabia a hora de parar, então a beijou e aninhou nos braços.

— Já disse que o nome do seu irmão será Brutus.

Butus?

— Sim. — Afirmou, esperando Claire batê-lo.

E ela o encarou bem séria.

— Não é não, filha.

— Que bom, eu não gostei desse nome feio.

Owen segurou o riso ao máximo. E quando Clarisse foi brincar no tapete, sentou pra tomar o lanche com a esposa.

— Nosso bebê tem nome?

Ela evitou olhar para ele.

— Não mais... vou esperar você escolher...

— Brutus. – Implicou.

Ela revirou os olhos.

— Você já escolheu. Só não quer me contar.

— Eu já te disse e você não gostou, lembra? — o encarou.

— Não foi bem assim...

— Foi sim.

— Não. Qual você quer? — Tentou uma última vez.

— Não é só minha escolha, Owen. Você também tem que escolher...

— Você não gostou de nenhuma das minhas sugestões, então eu quero ouvir as suas.

— Eu sei que o nome que disse não é sério. E eu já disse o único que pensei...

— Era Olívio?

Claire o encarou séria e balançou a cabeça.

— Esquece!

— Nossa Claire, é difícil conversar com você. Nosso bebê já tem quase 6 meses e nada decidido... — Levantou. — Quer saber? Vamos chamar ele de dinossauro mesmo!

— Como quiser Grady! O nome que eu disse foi tão insignificante que você nem lembra. — também levantou e foi para fora da casa.

Owen quis se jogar pela janela, Claire o tirava do sério quando queria e sabia fazer um drama digno de novela mexicana por causa de nada. Ele não se lembrava do nome, e como ela não quis falar, não tocou mais no assunto. A ruiva ficou um bom tempo sentada debaixo de um coqueiro, próximo ao mar e bem afastadora casa. Para Owen podia não significar nada. Mas para ela era muito, era o nome que chamariam o filho dele para o resto de suas vidas. Não foi por acaso que ela escolheu “Oliver”.

Mais tarde, Clarisse apareceu por lá com uma calcinha de melancia e a boca suja de chocolate, contando toda animada que o pai ia levá-la para o mar e mergulharem.

— ...E o papai disse que eu não vou usar boia, mamãe. Eu já cresci!

— É mesmo, meu pedacinho de amor... — a puxou para um abraço bem apertado. — Mas cuidado, não sai de perto do papai...

— Eu sei nadar sozinha, mamãe. — Clarisse acabou limpando a boca no cabelo da mãe.

— Não acredito no que acabou de fazer. — a encarou se segurando para não rir.

Clarisse arregalou os olhinhos, na maior carinha de inocente e olhou para o chão. Claire a acolheu em seus braços e a deu um beijo na testa.

— Não pode fazer isso, sapequinha...

— Por que você tá aqui sozinha, mãezinha?

— É que a mamãe gosta de ficar admirando o mar...

— O papai também, você não chamou ele...

— Não vi ele... — mentiu.

— Hmmm... você estava de olhos fechados, mamãe?

— Não. — riu. — E onde ele está?

— Ele tá no banheiro, acho que tá fazendo cocô. — Soltou com a maior naturalidade do mundo.

Claire riu alto e a apertou.

— Mamãe ama tanto... fica aqui comigo...

— Tá bom, mas posso te pedir uma coisinha, mamãe? Se você pode tirar meu irmão da barriga só pra eu ver Ele, aí você coloca ele de volta... rapidinho Tá?

Claire sorriu com aquele pedido inusitado da pequena. E desejou por um instante eternizar aquele momento.

— Oh amorzinho da mamãe. Infelizmente seu pedido é impossível. Logo seu irmãozinho vai nascer...

— Poxinha... acho que não quero que ele se chame Dino mais. Ele pode chamar Buddy?

Claire riu até ficar sem fôlego.

— Por que filha?

— Por que todo mundo tem nome, não quero chamar ele de irmãozinho só...

Naquele momento, o telefone da ruiva tocou, era Tereza.

— Espera um pouquinho filha... — atendeu. — Oi senhora Grady...

— Oi minha filha, como está?

— Bem... e a senhora?

— Estou ótima. Fico me perguntando até quando você vai me chamar formalmente de senhora Grady. — Riu.

A ruiva também riu, um pouco sem graça.

— Mas é o certo. Como a senhora gostaria que a chamasse?

Clarisse pendurou na mãe e tentou pegar o telefone, que caiu na areia.

— Clarisse! — a repreendeu e pegou o celular. — Desculpe, sogra...

Vovó, Vovó! — Começou a choramingar.

— Fica quieta, filha. Por favor!

— Ah, deixa eu falar um pouco com ela, Claire... — Tereza pediu toda derretida.

Clarisse já estava chorando, sentada de costas para a mãe. Claire a entregou o celular. A pequena atendeu imediatamente.

— Vovó, oi vovó.

— Oi meu amor. Estava chorando?

— Eu não vovó, eu fingi que estava chorando.

Tereza caiu na gargalhada no outro lado da linha. A mãe encarou a pequena desacreditada. Clarisse a cada dia que passava, parecia mais com Owen.

Tereza e Clarisse conversaram um pouco, depois ela devolveu o telefone pra mãe.

— Filha, e o nome do meu neto?

— Aí senhora Grady... — deu um longo suspiro. — Ainda não...

— Já era pra ter, toda vez que ligo a Clarisse tem um nome diferente para ele. Mês passado era Bichinho, no mês retrasado era Bilu, se me lembro bem.

Claire olhou para seu pedacinho e a beijou na testa.

— Ela é muito criativa... É que ainda não entramos em acordo...

— Acordo? Que acordo? Pra mim não tem nada de mais... O Owen me contou que você escolheu, citou uma vez e ficou brava com a reação dele. É algo mais simples que imagina. Se tem um significado especial, é só contar para o bobão do meu filho.

— Ele ficou chateado porque escolhi sem ele. Então agora, vou deixar ele escolher... — respondeu desanimada.

— Vocês dois não tem jeito mesmo. — Brigou. — Podiam parar com isso, querem desgastar o casamento?

Claire ficou em silêncio no telefone.

— Estou falando para o bem de vocês. E eu já vou ligar para o Owen, ele vai ver só.

— Não faz isso... deixa as coisas assim.

— Mesmo?

— Sim. Ele vai achar que fui correndo contar para senhora.

— Está bem. Sei que vai resolver essa situação.

— Espero que sim...

Tereza se despediu e Claire se deparou com Clarisse se enterrando na areia.

— Filha o que está fazendo? — foi até ela.

— Brincando... — Jogou areia nas pernas da mãe, rindo.

Claire riu e ficou brincando com ela por um bom tempo.

*

O almoço foi servido ás onzehoras em ponto. Owen preparou massa italiana com molho de manjericão, deixou na mesa e foi surfar embaixo do sol escaldante. Claire levou Clarisse para tomarem um banho e depois as duas foram almoçar.

— Mamãe, parece minhoca...

— É macarrão meu amor, come tudinho...

—É minhoquinha!

— Não é... olha. — começou a comer. — Está muito gostoso...

Clarisse se recusou a comer, de bracinhos cruzados e um biquinho. Olhava fixamente para a cadeira vazia onde estava o pai. — O que foi filha?

— Eu queria o papai...

— Se comer, a mamãe te leva lá até ele...

Clarisse comeu dois macarrõezinhos e disse que terminou.

— Não bebezinha... como tudo, vai...

— Mas eu comi duas minhoquinhas que encheu minha barriguinha...

— Filha, por favor... come.

Clarisse comeu mais 5 colheradas de macarrão, toda obediente. Isso tudo, observando a mãe ao mesmo tempo. Claire comeu tudo o que estava em seu prato.

— Olha, a mamãe comeu tudo...

— Mamãe é por isso que você é bonita?

— É sim. — inventou. — Acha a mamãe bonita?

— Sim, você é muito bonita. — Disse com toda sua sinceridade infantil. Fazendo Claire sorrir e a trouxe para seu colo.

— Vamos lá ver o papai?

— Vamos! -Bateu palminhas.

Ao chegarem na praia, dava pra ver de longe Owen em cima da prancha, vermelho igual um camarão cozido. Claire sentou com Clarisse no colo, em baixo de uma árvore. O sol estava muito quente. Então ficariam ali, até Owen voltar e pegar a filha.

— Olha só, esse nenê vai surfar com o papai agora mesmo.

Owen pegou a filha da mãe, sem nem olhar na cara da esposa e entrou dentro de casa. Depois de vesti-la adequadamente e passar muito protetor, levou Clarisse para o alto mar sem nem bóia de emergência. Aquilo deixou Claire ainda mais chateada. Então foi se trocar, pegou a chave do carro e saiu.

*

Owen e Clarisse só voltaram no fim da tarde. Ele imediatamente levou ela pra tomar banho e a vestiu com uma roupa confortável, deu lanche e a fez dormir. Claire foi chegar só mais tarde, com algumas sacolas e foi direto para cozinha.

— O que trouxe? — Owen surgiu com um sanduíche de cebola e queijo.

— Algumas coisas da minha dieta e os morangos da Clarisse que estavam acabando. — limitou-se a dizer sem olhar para ele, apenas para as coisas que guardava.

— Podia ter trazido cebola, acabaram.

— Pode ir lá comprar...

— Podia ter me falado que ia fazer compras. — Respondeu seco.

— Talvez eu tivesse, mas como você agiu como se eu não estivesse aqui. Não achei que fosse necessário. — respondeu no mesmo tom.

— Não começa, tá legal?

Ela deu de ombros.

— Tanto faz...

Owen preparou outro sanduíche e foi ver TV na sala. Naquele momento, Claire ouviu uma buzina do lado de fora. Parecia ser o carro de sua assistente pessoal. Ela foi até lá.

— Rebecca? O que está fazendo aqui?

— Oi amiga. Trouxe umas coisas para gente passar a tarde. Sempre quis conhecer sua famosa e secreta casa de madeira na beira da praia. — Disse animada, tirando uma sacolas do porta malas.

Claire a encarou desacreditada. Naquele momento, percebeu que Rebecca estava começando a passar dos limites.

— O que? — a impediu de tirar o resto. — Me desculpa, mas estou com a minha família...

Ela se deteve, não entendendo muito bem.

— O que foi?

— Como disse, estou com a minha família. — respondeu séria.

— Desculpa... Só achei que éramos amigas. Mas acho que me enganei.

— A questão não é essa, somos amigas. Mas esse fim de semana, já tenho compromisso.

— Desculpa. Deveria ter avisado. — Disse sem graça e voltou com as coisas para dentro do carro e entrou no mesmo.

— Eu que peço desculpa. Mas não sou solteira. Tenho minhas responsabilidades. — finalizou.

Rebecca desapareceu na estrada sem falar nada, deixando Claire em uma nuvem de areia. Aquilo deixou a ruiva ainda mais irritada. Entrou em casa bufando e foi direto tomar banho.

— A velha Claire sem amigos está de volta? — Owen sussurrou da porta.

— Me deixa, Grady! — esbravejou.

— Ui, ficou nervosa...

Ela preferiu o ignorar e continuar seu banho. Owen desceu para a sala e colocou Stars Wars na imensa TV de 100 polegadas. Depois do banho, colocou uma roupa fresca e foi ver a filha que dormia feito um anjinho. Deitou ao lado dela acabou dormindo também.

O final de semana seguiu normal, sem nenhuma novidade.

*

O mês de outubro começou em Nublar e Owen foi acompanhar a chegada da decoração nova que seria instalada no mesmo dia. Ele e Claire ainda estavam sem se falar direito. E por mais que ela fingisse que estava tudo bem, não estava nada bem. A cada mês que começava, sua barriga parecia ganhar vários centímetros.

Já Claire, naquele dia. Foi fazer rota em cada paddock e área de contenção, para fazer seus relatórios mensais.

— Senhora Grady, seus pés não doem nesses sapatos?

Tyna olhava impressionada para a chefe.

— Bom... — deu um sorriso amarelo. — Digamos que estou acostumada... Agora me diz, porque se ofereceu para me acompanhar?

— Ordens do senhor seu marido. — Disse envergonhada.

Claire sorriu balançando a cabeça.

— Sabe Tyna... eu não entendo ele. Age como se não se importasse e depois quer que você fique me vigiando...

— Ah, tenho certeza que ele se importa muito com a senhora, independentemente das brigas.

— Sei não... — suspirou.

Tyna foi checar uma emails no tablet quando Rebecca passou pelas duas com vários papéis em mãos.

— Rebecca, o que está fazendo? — a ruiva a parou.

— Estou trabalhando. Algum problema?

Claire a encarou com os olhos cerrados.

— Marcou a minha consulta como pedi?

— Marquei sim. — Respondeu casualmente.

— Ótimo. — a encarou e pela primeira vez, sentiu um desconforto.

Rebecca saiu dali rapidamente, Tyna estranhou o clima.

— Vamos Tyna, temos muito o que fazer.

A ruiva a levou consigo, passaram o dia para cima e para baixo. A mulher ficou impressionada, como Claire conseguia se manter perfeitamente desfilando por aí grávida e de saltos, enquanto a mesma estava exausta e quase se jogando em uma cadeira. O cansaço da secretária, não passou despercebido por ela.

— Tyna pode ir descansar. Agora só falta o paddock dos raptores e terminei...

— Mesmo? Não quer que eu a acompanhe? O senhor Grady está lá, ele vai brigar comigo se te ver sozinha.

— Não se preocupe querida... estou bem. Vá descansar. — liberou a mais velha e foi direto para o paddock.

Ao chegar, Claire notou um tumulto muito grande no lado oeste de paddock. Havia muito sangue no chão até a enfermaria e pessoas desesperadas. Ela correu até lá.

— O que está acontecendo?

Barry viu a chefe e tentou tirá-la de lá imediatamente.

— Desculpe Claire, não pode ficar aqui...

— O que? POR QUE? — gritou já desesperada.

— Está grávida, acredite. Não quer ver o que aconteceu... — Barry pediu ajuda da enfermeira para tirá-la para longe do tumulto.

A correria e desespero durou até uma maca coberta por um pano preto, passar para a enfermaria. Acionaram a equipe de segurança antes do pessoal da limpeza passar por ali. Claire estava trêmula e começou a chorar.

— Alguém me diz o que está acontecendo? É meu marido? É o Owen?

— Não senhora, é o estagiário. Owen está lá prestando assistência. Foi um acidente... se acalme...

Ela sentiu um grande alívio e pode finalmente respirar.

— Mas o que aconteceu?

— Depois do treinamento, o engraçadinho do estagiário entrou no paddock para gravar um vídeo com os dinossauros para se exibir. Quebrou o protocolo e foi atacado pelos novos raptores. Um dos braços foi arrancado.

A ruiva arregalou os olhos e ficou pálida. Foi até o arbusto e começou a vomitar. Barry já podia imaginar Owen xingando o próprio até o ano que vem. Pediu para levarem Claire para outra enfermaria bem longe dali, e foi o que fizeram. Deram um calmante para ela é a deixaram deitada na maca. Claire acabou dormindo ali por um tempo, após passar o mal estar.

*

Claire acordou mais tarde, com a voz do marido conversando com o médico. Os dois pareciam rir contando piadas como velhos amigos. Ela passou a mão nos olhos e se sentou na cama.

— Oi...

— Oi Claire. Como está? — Aproximou-se dela.

— Bem... e o estagiário?

— Não tenho notícias. Foi encaminhado para a emergência. — Voltou a ficar tenso.

— Entendi... Mais um problema. — comentou pegando o celular.

— Eu vou resolver isso. Quero que vá para casa, não pode passar mal de novo e eu tendo que te socorrer no meio dessa situação.

Ela levantou a cabeça para encara-lo.

— Não preciso que me socorra. E eu vou resolver esse problema! — levantou já pegando suas coisas.

— Não. Você está desde cedo de pé. Acha que a Tyna não ia me contar? Vou ligar para o motorista te levar.

— Não me importa o que a Tyna te contou. E você não precisava ter vindo até aqui, pode ir...

— Não? Você não é casada comigo mais?

— Acho que ainda somos. Estranho você lembrar disso...

— Estranho VOCÊ se lembrar disso, né?

Owen ligou para o motorista. Mas Claire saiu do quarto. Ele foi atrás e a pegou pelo braço.

— Ele está vindo.

— Solta meu braço! — puxou o mesmo.

— Pára de ser teimosa. Quer que eu deixe de me importar?

— Parece que já fez isso a muito tempo.

— Já? Te vigiando 24 horas por dia, vindo até a enfermaria te ver?

— Me vigiando? Você é um idiota mesmo! Acha que quero você me vigiando, Owen? Queria você ao meu lado!

— Não era para estar aqui, era para estar em casa!

Ela balançou a cabeça.

— Vou trabalhar...

Owen perdeu a paciência e carregou Claire para casa no colo. A ruiva começou a chorar e o empurrou para longe.

— Você é um grosso!

— Você gosta que eu seja grosso já que não quer receber meus cuidados.

Owen pegou ela chorando mesmo e levou ela pra casa. Ao chegar, fez ela tomar um copo de água para acalmar.

— Está vendo porque não gosto que fique trabalhando assim? Está estressada. Se tivesse em casa deitada isso não teria acontecido. Não era pra você ter visto nem mesmo o sangue.

— Não me trate como criança, ou como se eu estivesse doente. Você sabe que não vou ficar em casa!

— Não é criança nem doente, mas está grávida. Precisa ter cautela. Não quero que deixe de trabalhar, você gosta. Mas está exagerando.

— Tudo para você é um exagero, Owen. — Sentou no sofá nervosa.

— Vou fazer sua banheira, ok?

— Não precisa. Vou tomar banho de chuveiro. Não quero te atrapalhar mais ainda, vai lá voltar a fazer o que estava fazendo.

— Está vendo só? Você recusa meus cuidados e depois é a primeira a reclamar que eu sou ausente, grosso e etc. Pra mim já deu. Faça o que quiser. Só se lembra do Oliver quando exceder os limites, ele não merece isso.

Dito isso, Owen saiu e bateu a porta com força. Claire arregalou os olhos e correu atrás dele o impedindo de entrar no elevador.

— Já deu? E como agora você lembra do nome que eu disse?

— Fiquei uma noite sem dormir e fiz uma lista de todos os nomes com a letra O para me lembrar, Claire. Que tipo de cara faria isso? Um trouxa como eu.

— Por que não me disse antes?

Owen entrou no elevador e ficou a olhando até as portas se fecharem. Claire pegou o outro elevador e assim que ele saiu do outro, ela chegou logo atrás.

— Para você é sempre mais fácil ir e me dar as costas...

Owen suspirou cansado.

— Claire, vai pra casa...

— Talvez esse casamento esteja se desgastando... — murmurou com os olhos marejados, entrou no elevador e foi para casa.

Owen foi para o hospital ver como andavam as coisas e voltou para casa de madrugada. O homem infelizmente havia tido duas paradas cardíacas e havia falecido. Com os nervos em frangalhos, ele foi direto para o chuveiro. A ruiva estava trancada no escritório que tinha na casa deles.

*

Owen sentiu que ia ter um colapso quando se deparou com a cama vazia e a porta do escritório trancada.

Claire, abre essa porta agora! — Disse alto, muito nervoso.

Notas finais
❤️