História After You - Terceira Temporada
13 Capítulo Our Crazy Love
Notas iniciais
A audiência terminou tensa na tarde do dia que se seguiu. Alec se alterou e teve que ser retirado do tribunal, ou Owen iria encher ele de porrada, como o próprio ameaçou. A confusão começou quando o advogado da família Grady ter acusado Alec de querer ganhar dinheiro as custas de sua cliente. Inclusive mostrou provas de que já havia seguido em frente e superado a morte de Zara há muito tempo. Owen estava furioso por dentro, mas se conteve pois Claire estava muito sensível com aquela situação terrível. Estavam nos Estados Unidos, em um tribunal no centro de Los Angeles. Claire estava bem cabisbaixa e distante.
— Amor? Consegui um bom quarto de hotel pra gente, não foi fácil... Que tal comermos algo?
— Pode ser... — Responde com o olhar perdido.
— Hey, olha para mim...
A ruiva suspirou e olhou em seguida.
— Amanhã isso vai acabar, eu prometo. Daí vamos embora para nossa casa. — Fez um breve carinho no rosto dela com as costas da mão.
— Eu queria ser otimista igual a você. – Claire segurou-lhe a mão e depositou ali um beijo. — Depois do que aconteceu hoje, tenho certeza que ele nunca vai me deixar em paz.
— Não tem procedência nenhuma esse processo, Claire. Eu já conversei com o advogado. Todos os processos que o Jurassic World receberam foram diretamente para a Masrani Global, já foram pagas todas as indenizações. Ele não vai arrancar mais dinheiro de nós!
— Entendo, mas sabe o que eu acho? Que ele está fazendo isso para se vingar de mim e não só pelo dinheiro...
— Ele vai se dar mal amanhã, te prometo. — Selou os lábios com os dela, calmamente. E Claire retribuiu o beijo de bom grado. Só Owen Grady conseguia trazer a calma no coração, que ela tanto precisava.
— Vamos sair daqui, amor...
Owen levou ela para bem longe daquele tribunal. Um parque chamado Vista Hermosa Natural Park. Ele achava que ela precisava tomar um ar puro antes de irem para o hotel e jantarem. Era um local único, repleto de árvores de todos os tamanhos, grama verde e muita sombra fresca. O marido mostrou cada planta que ele conheceu na época que serviu a marinha americana, explicou para que serviam e também mostrou algumas comestíveis. Claire estava deslumbrava com tudo e de como Owen era inteligente. Claro que ela já sabia disso, mas eles nunca tinham feito algo parecido. Aquilo a fez se distrair.
— Nossa, essa tem gosto de um chá que já tomei... Uau... tudo isso é tão incrível...
— É de fazer chá também, é o famoso Hibisco.
— Nossa... — Sorriu. — Que incrível... Você entende mesmo sobre plantas.
— Seu marido é botânico também. – Afirmou em um tom convencido, fazendo-a rir outra vez.
O casal depois foi sentar-se de frente para o lago, abraçados. Naquele instante, Rebecca ligou pela décima vez no telefone da ruiva.
— Essa sua amiga é grudenta ás vezes.
Claire riu e ignorou a chamada, se recostando no peitoral dele.
— Eu também acho... Mais tarde vejo o que ela quer. — Suspirou. — Esse lugar é lindo...
— Sabe o que eu acho... Ela é lésbica e está afim de você. — Soltou mais uma de suas piadas. A ruiva soltou uma gargalhada encandalosa.
— Azar o dela. Sou muitíssimo bem casada, com o homem mais lindo do mundo. O homem dos meus sonhos e o amor da minha vida.
— Então eu sou?
— Sim. — Ficou um pouco de lado no meio de seus braços e fez um biquinho esperando ser beijada.
Owen deixou todos os beijos possíveis naquela boca perfeita, antes de partirem para o hotel. Fizeram check in e foram jantar no restaurante. Não demorou muito até eles escutaram uma gargalhada escandalosa. Braddy Cooper.
— Meu casal! Não acreditooooo!
Naquele exato momento, Claire apertou a mão do marido e sussurrou:
— Aí não!
— Droga.
Cooper estava vestido extravagantemente, parecia que ia há um Carnaval ou uma parada gay.
— Inacreditável, acabo de chegar do meu cruzeiro marítimo e quem eu encontro? O meu casal favorito! — Braddy tomou um espaço na mesa, aparentemente ele estava sozinho. — É incrível como esse planetinha é minúsculo! Como vocês estão?
— Ótimos, Brad. Obrigado por perguntar. Realmente é bem pequeno. – Claire afirmou desanimada.
— E olha que meu próximo foco é o Jurassic World, já reservem minha cobertura vip. — Frizou bem as duas últimas palavras, chamando a atenção das mesas em volta.
Claire arregalou os olhos, olhou para Owen e depois para Braddy.
— O que vai fazer lá?
— Tirar uma folga, claro. Claire, a cada dia que passa está mais esplêndida. — Pegou a mão da ruiva e a beijou todo folgado.
— Obrigada. – Ela sentiu-se muito constrangida e puxou a mão de volta rapidamente.
Braddy insistiu e pagou o jantar no cartão da American Express ilimitado que fez questão de esfregar na cara de todo mundo. Owen pensou consigo mesmo que se tivesse um microfone ali, o velho amigo iria anunciar seus milhões sem pestanejar. Claire encarou o marido como se adivinhasse seus pensamentos e segurou-se para não rir.
— Então, eu e o Owen já vamos. Amanhã temos um dia longo...
— Quando vamos nos ver de novo?
— Acho que quando for a Nublar...
Se despediram o mais rápido possível, Owen estava morrendo de sono. A primeira coisa que fez quando chegou na suíte foi deitar na cama.
— Amor, vai tomar banho primeiro. E preciso da sua ajuda com o curativo.
— Vamos dormir, depois banho. Vem cá.
— Vou sozinha então.
— Nossa, Claire... – Resmunga indo atrás dela já tirando a roupa. Só então notou o tamanho do banheiro. — Gostei.
Claire sorriu enquanto finalmente tirava a roupa.
— Me ajuda a tirar esse curativo. – Pediu. O corte ainda doía bastante.
Owen pegou Claire no colo e colocou-a sentada na pia facilmente. Fez todo o processo, tirou o curativo antigo e deixou ela pronta para tomar banho.
— E esse denguinho?
Claire esboçou um semblante de desânimo.
— Ainda dói, amor...
— Eu sinto muito, muito mesmo...
A ruiva puxou-o para mais junto de si.
— Não sinta, você não tem culpa.
— Sou um ogro.
Ela colocou o dedo indicador em seus lábios para que se calasse.
— Shiii... Eu amo você do jeito que é.
— Por enquanto. Para minha sorte?
— Oh baby, você é tudo para mim.
— Você e aquela pequena ruivinha lá em Nublar também são para mim. Falando nela... Papai está com saudades. — Owen começou fazendo bastante espuma nas costas dela.
— Somos tão abençoados de tê-la. — Sorriu. — Também estou com saudade dela... Eu não sei o que seria de mim sem a nossa filhotinha...
— Eu queria mais um filhotinho. — Colocou a mão sobre a barriga dela.
— Eu também meu amor... – Claire repousou a mão sobre a dele. — Eu quero ter muitos filhos seus. E queria entender o porque está sendo tão difícil realizar esse sonho.
— Vamos fazer assim, quando acabar tudo aqui em Los Angeles, vamos ver a doutora Jones. Pode ser?
— Eu concordo. Agora... O que acha de fazermos amor? — Sugeriu com um sorriso travesso.
— Isso a gente sugere com gestos, babe. Não palavras. — Owen demorou tempo demais na intimidade dela, fazendo muita espuma.
— Eu sempre faço isso. — Arfou já com os olhos fechados.
— É? Quais que eu não vi?
— Oh babe... só dessa vez estou pedindo... – Murmurou sedenta de vontade.
Owen e Claire acabaram o banho, secaram-se e foram para a cama.
— Vai ficar quietinha, me promete?
Claire estava encarando-o fixamente quando respondeu:
— Eu prometo.
— E não me olha com esses olhinhos pidões.
Owen começou diferente, ao invés de usar os dedos ou a boca, usou a glande do pênis para estimula-la no ponto específico. Claire gemeu em satisfação, sem perder o contato visual segurou sua nuca e o puxou selando seus lábios. Ele então, se ajoelhou no meio das suas pernas, quando ele a beijou diretamente no centro de sua feminilidade. Claire então começou a ter espasmos. Ela deliciou-se com a maneira que ele a beijava exatamente ali. Então, o marido se aconchegou nela e guiou o membro a sua vagina.
Foi quando ela se sentiu totalmente preenchida, era uma das melhores sensações do mundo. Arqueou um pouco a coluna e gemeu o nome dele. Owen deslizou as mãos para seus quadris e a ergueu levemente afastando ainda mais as pernas. Claire apenas assistia e se encantava com o movimento ritmado das suas próprias coxas contra as dele. Aos poucos, ele foi entrando nela. O lugar que ele sempre deveria estar. Era tão macia e quente que ele até se assustou. Ouviu-a gemer um pouco e tentou não ter pressa. Não queria machucá-la ainda mais. Preferia morrer antes! O membro duro imitava uma espada coberta de mel. Então, ele puxou o membro levemente pra fora enquanto a sua boca tomava a dela mais uma vez.
Com o beijo, Claire não podia gritar, então usou seus músculos internos para retê-lo. Ele pareceu render-se e avançou novamente contra a esposa. Mas mais uma vez ele se retraiu, deixando-a com uma sensação de perda, para após voltar para ela. Os movimentos do marido começaram a fazerem esta estranha dança. Avançar e recuar! Estranha mas antiga. A celebração do amor. E como Owen a amava! Claire inevitavelmente sorriu entre seus lábios.
— Como consegue ser tão perfeito? — Sussurrou segurando o lábio inferior dele com os dentes. — Quando meu braços melhorarem, vai ser punido por me torturar assim...
— Isso é tortura para você? Estou te dando o que tanto quer...
— É tortura quando sai de dentro de mim... seu lugar é dentro de mim!
Logo a oscilação começou a ficar mais rápida, a respiração dos dois ficou presa na garganta, o coração batendo tão alto que ela podia ouvi-lo entre gemidos. Então, veio aquele prazer mais intenso que ela já sentiu na vida. Quase não podia suportar de gozo. O corpo de Owen se retesou pela última vez e soltando um gemido, rouco ele afundou-se nela, para depois estremecer liberando o sêmen quente em seu estreito e úmido canal vaginal.
— Ah, Claire...- Ele sussurrou com a boca na orelha dela.
A única reação da ruiva naquele momento tão relaxante, foi sorrir e acariciar os cabelos dele. Até que aos poucos as respirações foram normalizando.
— Estava com saudade...
— Transamos todos os dias.
— Nem todos, quando brigamos não. E ontem também não...
— Mas quando você dorme eu me aproveito do seu corpinho...
— Ah é, senhor Grady? Está proibido de fazer isso.
— Estou?
Claire esboçou um sorriu e lhe deu um selinho bem demorado.
— Não é justo, também quero você.
— Quando estamos brigados, você não quer.
— Mas é isso que é a briga, não pode tocar um no outro.
— Ah, é assim?
— É sim... — Continuou rindo o olhando nos olhos. — Obrigada por me fazer esquecer dos problemas...
— Sempre que precisar, estarei aqui. — A embrulhou, a abraçando. — Já deu tudo certo.
Claire se aconchegou em seus braços e soltou um suspiro profundo.
— Independente do que acontecer, o importante para mim é ter você ao meu lado.
*
O dia que se seguiu foi bastante tenso, mas no fim, o juiz decidiu que seria inviável aquele processo. Todas as indenizações já haviam sido devidamente pagas. Não tinha que haver outra "parcela" para Alec. Todos entenderam claramente, que Alec não ligava mais para o triste fim de sua noiva. Zara Young morrera de uma forma trágica, terrível. Toda a família dela, assim como de centenas e milhares de pessoas tiveram sido indenizadas. A conclusão final?
Alec queria mais dinheiro.
O juiz não era idiota.
Encerrado a audiência, Owen a tirou dali imediatamente. Não queria que Claire sofresse hostilidades por parte de Alec e seu advogado, nem de ninguém. Foram direto para o aeroporto. De fato Claire estava muito mal com as coisas que ouviu ali. Relembrou momentos dolorosos do passado. Enquanto esperavam pelo vôo, a ruiva não desgrudou do abraço de Owen em completo silêncio. Ele entendia perfeitamente aqueles sentimentos, que eram ainda mais nítidos quando ele a olhava nos olhos. O único consolo que Owen poderia dar naquele momento, era seu abraço e seus carinhos. Nada mais. Quando embarcaram no avião, Owen colocou ela do lado da janela, abraçando-a de lado. Ficaram naquela posição por um bom tempo, foi quando Claire pegou o celular para rever o vídeo que Zia havia mandado na noite anterior de Clarisse. No vídeo, a pequena já estava pronta para dormir com seu pijama de raposinha e abraçada com a boneca de pano ruiva, que ganhou do pai antes mesmo de nascer.
— Mamãezinha, papaizinho... ‘’tô’’ com muita saudade. Vem logo ficar comigo. — A pequena acabou sua fala sorrindo com seu jeitinho meigo e inocente ao fim do vídeo, Claire sentia seu coração batendo apertado e cheio de saudade.
— Amor... — Olhou para o marido. — Vamos fazer algo só nós três, por um fim de semana inteiro?
— Tipo o que?
— Não sei... podemos pensar em algo...
— Podemos passar o final de semana no bangalô. Pelados.
Uma senhora de idade no banco da frente, espiou os dois com aquela conversa.
— Hm... Não vai dar, nossa filhotinha vai com a gente.
— Podemos dar uma volta de barco.
— Eu gosto disso. — Sorriu.
— E trepar no banheiro do avião?
Claire encarou-o e sem falar nada, levantou, passou pelo marido e foi até o banheiro. Desacreditado, Owen disfarçou um pouco pois a senhorinha de idade ainda estava olhando a cara dele. Mas depois, foi atrás dela. Assim que ouviu uma batida na porta, a ruiva a abriu imediatamente o puxando para dentro.
— Isso é tão excitante... — Passou os braços em volta de seu pescoço. — Lembra quando fizemos isso?
— Talvez... – Ergueu a saia que ela vestia e colocou-a em cima da pia, de pernas abertas. Sem demora, começou a chupá-la precisamente. Minutos depois, alguém estava batendo na porta.
Mas Owen não parou. Claire também ignorou completamente as batidas, afinal o que estavam fazendo era muito melhor. Mil vezes. Agarrou os cabelos loiros dourados do amado, os puxando e incentivando a continuar. Quando ela menos esperou, estavam unidos de corpo e alma em uma dança erótica que fez Owen quase mordê-la para conter-se diante do tesão imenso.
— Isso baby... — Sussurrou ofegante, sentindo suas pernas trêmulas.
O lugar era tão apertado que mal conseguiam se mover, mas Owen era muito profissional no que ele fazia. Sabia exatamente como satisfazer sua mulher, o que a deixava ainda mais excitada. Quando a ruiva começou com os espasmos internos, Owen levou ela a um intenso orgasmo junto com ele. A situação foi tão de tirar o fôlego, que Owen acabou caindo no chão e levou ela junto.
— Ah, babe... se machucou? Desculpe.
Claire começou a ter um ataque de risos e beijou seus lábios.
— Eu estou bem, baby. E você?
— Estou. Está rindo por que não é você que está no chão sujo de avião, é? — Owen levantou e colocou ela sentada de volta, enquanto arrumava as calças no lugar.
Claire arrumou a calcinha e desceu a saia de volta. Depois ficou o encarando com uma cara de boba apaixonada. Owen não notou pois estava com pressa para saírem dali. Tinham duas senhoras de idade esperando, uma delas era aquela que estavam espionando os dois anteriormente.
— Vou chamar a polícia para vocês dois, isso é um absurdo! — Ameaçou a idosa. — Na minha época os jovens tinham respeito!
Claire segurou-se para não rir. Querendo ou não, aquela situação era embaraçosa e engraçada.
— Acho melhor sairmos logo daqui... — Assim que os dois estavam apresentáveis, Claire abriu a porta segurando a mão do marido e encarou a senhora. — Não é falta de respeito transar com o próprio marido. — Respondeu e puxou o marido para seus respectivos lugares.
A senhora ficou encarando-os de boca aberta, surpresa com o que acabara de ouvir. Owen prendeu o cinto, ainda chorando de tanto rir.
— Você traumatizou a velhinha, amor...
Ela também estava rindo.
— Quem mandou ela ser intrometida!
*
Quando anoiteceu, Owen resolveu pedir o jantar para os dois depois de uma sessão de amassos no escuro com a ruiva. Uma aeromoça apareceu com o prato dos dois.
— Hey, eu pedi frango grelhado para minha mulher. — Owen chamou a atenção da funcionária. A própria nem olhou para Claire. Parecia querer servir Owen com o menu inteiro.
— Desculpe senhor, erro meu. Quer mais alguma coisa?
— Só quero que tragam o frango para minha esposa, por favor.
— Tem certeza? Temos hambúrguer de porco, limonada suíça, linguiça defumada no cardápio especial da noite. O senhor parece ter bom gosto.
— Hey... É Claro que ele tem bom gosto, casou comigo! Qual parte do frango que você não entendeu? – Claire retrucou, ríspida.
— É que o frango acabou. — Limitou-se a dizer, sorrindo amarelo.
— Então vocês são bem incompetentes mesmo!
— Temos carne de piranha, se quiser. — Murmurou achando que Claire não havia escutado.
— Só se for a sua, é a única piranha que estou vendo aqui! — Retrucou em voz alta, fazendo a velha fofoqueira da poltrona da frente interromper seu descanso e espionar a conversa.
— Claire? – Owen interveio.
— Nossa, eu não disse nada senhora! — Disse a funcionária com cinismo, fingindo-se ofendida.
— Vá agora providenciar meu frango!
A mulher saiu e não voltou mais.
— Bebê, quer pedir outra coisa?
— Não quero! Vou fazer reclamação dessa companhia aérea.
— Tem linguiça orgânica no cardápio. Feita de plantas... achei sua cara.
— Estou sem fome. Como quando chegar em Nublar...
— Vai comer sim, você perdeu muitas calorias naquele banheiro.
Owen foi atrás do responsável pela cozinha e trouxe um macarrão integral para Claire e deu garfadas na boca dela.
— Hmm que delícia... Onde está a carinha feliz?
Claire forçou um sorriso com uma careta.
— Você é bem teimoso, Senhor Grady.
— Não aceito caretas. Está com gosto de merda?
Claire soltou uma gargalhada.
— Bobo...
— Ah, essa risada... Olha que boa menina, comeu tudinho. — Deu o copo de suco a ela.
A ruiva pegou o suco e tomou tudo, sem tirar os olhos dele. Owen ficou flertando com ela, com o olhar. Claramente tinha planos para quando ela acabasse aquele suco. Quando terminou tudo, ficou com o rosto bem próximo ao dele.
— Sou apaixonada por você loucamente... — Sussurrou.
— Ah é? Então eu te desafio a fazer uma coisa...
— O que?
— Vai tirar a calcinha e a saia. — Entregou o cobertor pra ela.
Claire arregalou os olhos.
— Ficou louco? — sussurrou.
— Não. — Respondeu como se tivesse pedido para ela uma coisa super normal.
— Não vou fazer.
— Quando apagarem as luzes...
— Isso é loucura até para nós, baby.
— Não é. Não tem ninguém na nossa fileira, você vai estar com o cobertor e eu me divertindo...
— Então só você vai se divertir?
— Obviamente, não. Não acredito que fez essa pergunta.
— É uma simples pergunta, Grady.
— Não tem coragem?
— Mais uma pergunta... Por que tenho que tirar a saia? — Tentou não rir, queria apenas irrita-lo.
— Sério? Vou tirar ela de você.
—Uhm... não estou afim... — Fechou os olhos com os braços cruzados.
— Você vai ver só, Claire Grady.
— Silêncio, Grady. Quero dormir...
Owen deixou ela quieta. Até as luzes serem apagadas e ele começar a tirar a roupa dela.
— O que está fazendo Owen?
— Brincando com minha esposa...
Em questão de segundos, ela estava sem nada por baixo. Owen já era experiente em tirar a roupa dela. Claire o encarou na escuridão com uma sobrancelha arqueada.
— O que pretende espertinho?
Claire só foi entender as intenções do marido, quando ele tentou penetração em pleno vôo, minutos mais tarde.
— Meu Deus, Grady... isso é uma loucura... — Murmurou tensa.
— O que foi, Claire? Poxa...
— Você literalmente viajou dessa vez. — Tentou não rir. — Me mostra como pretende fazer isso...
— Você deita nas poltronas do lado, tira esse apoio de braço...
Ela começou a rir e fez o que ele disse, com cuidado. Owen passou o cobertor por cima dos dois e começaram a transar devagar. Sim, de todas maiores loucuras que eles já fizeram. Aquilo era totalmente errado e a mais incrível e excitante ideia que Owen já teve. Claire sentia ainda mais vontade de gritar enquanto o sentia metendo entre suas pernas, mas apenas o agarrou bem forte e entrelaçou sua língua na dele. No auge do momento, eles tiveram que parar e voltar para seus lugares. A senhora que estava na frente acordou e começou a berrar pela aeromoça. Owen deixou a ruiva na poltrona dela, ambos fingiram que estavam dormindo, quando as luzes foram acesas. Claro que o casal soube se safar muito bem daquela situação, e a velha acabou passando vergonha.
E assim, chegaram no aeroporto internacional da Costa Rica, foram diretamente pegar o helicóptero para Nublar. Claire acabou adormecendo com a cabeça apoiada no ombro do marido. Ela só acordou na manhã seguinte, na cama, com Clarisse sentada ao lado dela penteando seus cabelos com um pente de boneca.
— Oi mamãe... você acordou!
Claire sorriu coçando os olhos e logo a puxou para um forte abraço.
— Oi amor da mamãe... Que saudade!
— Eu também estava com saudades. Eu fiz bolinho para você. Com a Emma.
— Hm... a mamãe vai comer tudo. Ah filha, você está cada dia mais linda. — A encheu de beijos. Sim, a saudade que estava era imensa.
— Mamãe, eu quero um acampamento com você e o papai. — Pediu toda dengosa. Owen chegou com uma bandeja de café da manhã para as duas.
— Que boa idéia, filhinha. Vamos todos acampar juntos!
Claire sorriu sem fazer menção de soltar a filha.
— Eu apoio essa ideia... Ficar com meus dois amores...
— Obaaa! — Abraçou a mãe toda feliz.
— Então a senhorits tem que tomar banho, já.
— Não quero banho, mamãe!
— Como assim, meu amor? — Acariciou os cabelos ruivos da filha. — Tem que tomar...
— Hm... Só se tiver água rosa!
Claire e o marido se entreolharam entre sorrisos, e concordaram com aquela idéia. O dia passou rápido. Depois de Owen separar a roupa da manhã seguinte para ir trabalhar, e ajudar a esposa com isso, começou a preparar a sala. Colocou uma grande barraca, por perto alguns vasos de plantas para fazerem de conta que eram árvores. Os três vestiram seus pijamas combinando e foram comer marshmellows enquanto viam um filme infantil na grande televisão.
Clarisse estava adorando tudo aquilo, Claire e Owen também.
— Em um acampamento não tem televisão. – A ruiva sussurrou.
— Tem sim, dona Claire. — Apertou o narizinho dela.
Ela riu e o deu um selinho. Clarisse estava muito concentrada na TV. Owen comeu quase todos os amendoins e bacon. E assim, a noite acabou com os três dormindo naquela barraca quentinha e apertada. Porém, cheia de amor.
*
A manhã no escritório havia começado com reuniões e uns problemas com dinossauros doentes a oeste da ilha. Owen passou por lá para investigar a causa e voltou apenas para almoçar com a esposa no melhor restaurante. Ambos chegaram em casa a noite, e enquanto Owen tomava banho, Claire descansava na cama. Clarisse subiu na cama e deitou bem pertinho da mãe. Claire sentiu seu amorzinho ali junto dela e virou a abraçando apertado.
— Oi minha vida... — Sussurrou aspirando o cheirinho de bebê da filha.
— Você estava dormindo, mãezinha?
— Ainda não meu anjinho... O que estava fazendo?
— Cocô!
Claire acabou rindo e a encheu de beijos.
— Deu descarga no troninho?
— Não sei como faz, mamãe.
— A mamãe já ensinou... — Sorriu. — Mas vou te mostrar de novo. Se limpou direitinho?
— Não limpei...
— Não acredito filha... A mamãe já disse que tem que fazer...
Clarisse colocou o dedinho na boca envergonhada. Claire beijou sua bochechinha rosada.
— Vamos... A mamãe vai te banhar. Vai ficar limpinha e cheirosa.
— Não... — Respondeu manhosa.
Claire levantou e a puxou pelos pés a arrastando na cama.
— Vamos fedorzinho da mamãe...
Clarisse achou engraçado o ‘’apelido’’ e começou a rir deliciosamente. A mãe também riu e fez cócegas nos pezinhos da pequena sapequinha.
— Anda...
Clarisse entrou no banheiro, obediente. Depois de banhada, ela foi vestida com seu pijama de raposinha.
— Agora está bem cheirosa... Vai lá dar boa noite para o papai, está na hora de dormir...
Quando acharam Owen, o mesmo se encontrava lendo um jornal na varanda. Ele pôde ouvir as duas se aproximando.
— Vai lá filha...
Clarisse foi e subiu no colo do pai o dando um abraço. Ele escondeu a cerveja e abraçou a pequena também.
— Oi meu neném...
— Boa noite papai.. — Beijou a bochecha dele e foi retribuída com dezenas de beijinhos ásperos por causa da barba por fazer do pai.
— Boa noite neném. Te amo.
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