História After You - Terceira Temporada
14 Capítulo - Our Special Weekend
Notas iniciais
Pela manhã bem cedo, Claire e Owen foram juntos para o trabalho. A ruiva passou o dia em sua sala, resolvendo as pendências rotineiras. O marido resolveu passar quarenta minutos antes do fim do expediente, afim de leva-la para casa.
— Vamos Claire.
— Ainda não posso, estou resolvendo um problema. — Responde sem desviar o olhar do computador.
— Não seja teimosa, está sentada aí a manhã toda. – Sem delongas, Owen retirou o computador dela da tomada. Claire começou a rir.sw
— Por que você acha que tirando a tomada do computador, ele iria desligar? É MacBook, Tarzan.
Nada contente, Grady foi lá tentar fechar o MacBook, mas sem sucesso. Claire foi mais rápida e o afastou.
— Só mais vinte minutos, por favor... — Pediu toda manhosa.
— O que tanto faz nesse negócio aí? Não adianta fazer essa carinha não.
— Estou enviando um e-mail muito importante, já estou quase acabando. É sério.
— Posso enviar pra você, amor. Por favor...
Claire o encarou e suspirou.
— Cinco minutinhos, amor...
— Nem cinco, nem três nem dois. — Disse firme.
Claire ficou séria e voltou a olhar para a tela do computador.
— Claire... estou te esperando.
— Okay! Já disse, cinco minutos. – Explica em tom autoritário.
— Você é o poço da teimosia, não dá pra lidar com você Claire Dearing Grady!
— Olha quem fala! Você sempre soube disse, Owen Grady!
Owen bufou e se jogou na poltrona na frente da mesa dela, a encarando de forma intimidadora. A mulher não estava nem um pouco incomodada com aquele olhar, estava acostumada. Então, arqueou uma sobrancelha e esboçou uma expressão irônica.
— Vai me olhar assim? Tem menos de três minutos agora. — Olhou para o relógio de pulso.
— Você não me assusta Grady!
— A intenção não é te assustar. — Rebateu.
— Qual é então?
— Cuidar do meu bem mais precioso.
Claire sorriu e esticou a mão sobre a mesa para ele segurar.
— Você não existe...
Owen segurou a mão dela.
— Já ficou toda derretida pelo maioral sedutor?
Claire soltou a mão dele de imediato e voltou a olhar para o monitor.
— Não mesmo.
Owen revirou os olhos e coçou o saco todo despreocupado.
— Amanhã cedo vou te trancar em casa.
Claire o encarou.
— Se você fizer isso, vamos brigar feio Owen.
— Você tá trabalhando igual uma louca psicopata viciada em planilhas! Como antigamente!
— Eu não sou louca psicopata! Eu sempre fui assim, Owen.
— Tudo bem. Desculpe. Você venceu. — Levantou um pouco sem jeito. — Se precisar, me liga. — Saiu do escritório sem olhar para trás.
Claire respirou fundo, arrependida. Desligou tudo e foi atrás dele segurando-lhe a mão, enquanto o marido esperava o elevador.
— Me desculpe... Sei que só quer cuidar de nós. Você tem razão.
— Eu sou um exagerado não é? Pode dizer.
— Ás vezes é sim. Mas eu te entendo... — Acariciou com o dedão a mão dele. — Vamos para a nossa casa descansar e curtir um ao outro e a nossa filhotinha... — Sorriu.
— Eu ainda tenho muito trabalho. Eu ia te deixar em casa e voltar...
— Depois fala de mim. – Reclama soltando-lhe a mão. — Não precisa me levar, sei muito bem o caminho. Pode ficar aí... — Entrou no elevador de nariz empinado.
— Alguém tem que ficar no seu lugar, não acha? — Owen estava esgotado.
— Nós vamos para casa! E amanhã é sábado e vamos folgar! — Sussurrou o abraçando carinhosamente.
— Tem certeza disso? — Abraçou a ruivinha também enquanto olhava a vista do parque do elevador de vidro.
— Claro! Você e nossos filhos, são minha prioridade. Precisamos descansar e aproveitar um ao outro... O parque pode esperar até segunda.
— Vamos fazer o pacto do "nada de brigas"?
— Vamos amor... – Encarou-o. — Odeio quando brigamos. Vamos conversar e tentar entender um ao outro. Nada de brigas.
— Não vai ficar brava comigo por nada mesmo?
— Não posso garantir isso, amor. — riu. — Mas vamos tentar nos entender...
Claire não notou quando Tom entrou no elevador. Owen foi rápido e a abraçou como se a protegesse de um monstro horrendo. Claire sorriu e o abraçou de volta.
— Boa noite. — o moreno disse um pouco sem graça. Foi então que Claire o notou ali.
— Boa noite. — Respondeu educadamente, sem desgrudar do marido.
Mas Owen não respondeu.
— Vamos para nossa casa na praia hoje, transar até de madrugada na areia. — Disse Owen em voz alta.
Tom se sentiu bem constrangido e acabou saindo antes do elevador. Claire deu um beliscão nele.
— Por que fez isso?
— Ai, nossa. Seu beliscão dói, ruiva. — Reclamou.
— Amor... – Claire ainda ria. — Para de agir assim, não tem necessidade de uma cena daquela. Eu fiquei muito constrangida.
— Não fica constrangida quanto eu te mostro meu grande poder. — Deu ênfase na palavra "grande" apertando o membro na bunda dela.
— Para Owen! — o repreendeu dando risada logo depois.
— Vou parar só por enquanto.
O casal foi para casa entre provocações e risadas. Quando chegaram, Clarisse estava no closet do quarto dos dois empilhando roupas em um monte. Claire quase teve um infarto e sabia que iria perder a paciência. Então pediu para Owen ir resolver com ela, ou sairia gritando com todo mundo. O marido resolveu o problema e logo apareceu com a pequena toda encolhida no colo dele com um conjunto de blusinha e calça com estampa de borboletas e um laço azul nos cabelos.
— Já está tudo arrumado, amor.
Claire estava na cozinha fazendo lanche para eles. Aproximou-se dos dois e beijou carinhosamente a filha várias vezes.
— Sapequinha da mamãe. — Sussurrou calmamente. — Depois a mamãe quer conversar com você. Agora, vamos todos comer? — Sorriu para os dois.
— Eu quero batata frita, mamãe. — Pediu com os olhinhos no lanche.
— Claro princesa... – Sorriu gentilmente e foi colocar tudo na mesa. Tinha tudo do jeito que eles gostavam, Claire tinha caprichado.
— A mamãe não merece um ataque de beijos, Cla?
— Sim papai... — Bateu palminhas.
— Um... dois... três... e...
Claire riu sentando-se na cadeira.
— Jáaaa... — Clarisse gritou e foi até a mãe.
Claire riu até ficar sem ar, era muito amor envolvido. Então ela encheu a filha de beijos e depois deu vários selinho do marido.
— Uhm... Como eu amo vocês...
Owen sentou-se na mesa e foi devorar o sanduíche de pernil fresquinho. Claire e Clarisse também comeram seus lanches.
— Gostaram amores?
— Sim babe. Lembro da época em que fomos morar no trailer e você queimava toda a comida.
Clarisse deu uma risadinha. Claire riu também e olhou para a filha.
— É verdade princesa, foi o papai que me ensinou a cozinhar.
Owen pegou a mãozinha da esposa e depositou um beijo. Claire sorriu toda amorosa para o marido. Assim que terminaram, a ruiva foi lavar a louça.
— Claire, deixa tudo aí que eu limpo.
— Espera amor, faço rapidinho...
Owen tirou a esponja da mão dela e foi lavar. Clarisse aproveitou para fugir e ir aprontar. A mãe suspirou e foi atrás da filha.
— Hey mocinha, onde vai?
Clarisse estava embaixo da cama cheia de poeira e teia de aranha.
— Sai daí filha, agora! — Disse firme. — Vamos tomar banho. Clarisse entrou mais ainda, mas logo explicou:
— Minha bolinha caiu aqui, mamãe...
— Tá bom meu amor... Deixa aí, pedimos para o papai pegar. Vem...
Claire respirou fundo e se sentou na cama, sentindo um leve mal estar. A pequena logo saiu toda sujinha. Como Emma estava de férias, os dois contrataram uma empregada temporária e ela era péssima no quesito limpeza.
— Nossa meu amor... — passou a mão nela. — Chama o papai, por favor...
Obediente, a garotinha foi correndo atrás do pai. Owen apareceu no quarto com o pano de prato no ombro.
— Oi babe....
A esposa não pode deixar de sorrir com a cena.
— Há alguns anos atrás, jamais imaginaria te ver assim...
— Assim gostosão?
— Não. Dono de casa. — Riu.
— Eu sou dono de casa desde sempre. Por que me chamou?
— Me ajuda ir para cama... Acho que minha pressão caiu...
Owen levou ela para cama e deu agua com sal para a ruiva beber.
— Ficou muito tempo sentada. — Constatou enquanto alisava as pernas dela.
A ruiva repousou a mão sobre a dele e sorriu.
— Foi só a pressão amor, já estou me sentindo melhor. Não precisa se preocupar...
— Está inchada. Conheço bem essas perninhas roliças. — Beijou a parte interior das pernas dela.
Claire riu e suspirou ao ser beijada ali.
— Isso é provocação, sabia?
— Quem disse?
— Eu! — Afirmou. — O que acha de aproveitarmos a noite... — Sugeriu mordendo o lábio inferior.
— Vamos ver filme juntos? — Owen prosseguiu com a carícia no interior da coxa dela.
— Vamos... — Sua voz saiu com um sussurro. Segurou o queixo dele, aproximando os rostos. Então o beijou carinhosamente.
Owen ousava vez ou outra nos toques enquanto a beijava lentamente. Até que a ruiva cessou o beijo.
— Vamos esperar a Cla dormir... Ele pode entrar aqui a qualquer momento.
— O que tem eu, mamãe? – Clarisse apareceu em cima da cama do nada. Os pais levaram um susto.
— Nossa princesa... — O que estava aprontando?
— Nada mamãe.
— Sei... Está na hora de tomar banho.
— Posso tomar banho no seu quarto, mamãe?
— Pode princesa... Quer tomar banho de banheira com a mamãe?
— Quero! Quero!
Claire sorriu para a pequena.
— Amor, pode preparar a banheira pra gente? — Pediu toda dengosa para o marido.
— Claro.
Owen foi preparar o banho com bastante espuma e brinquedos. Depois despiu as duas e as levou para a banheira.
— Obrigada baby... — Entrou com cuidado na água agradável. Owen foi cuidar da limpeza da cozinha e Clarisse já estava fazendo a festa com a espuma e os brinquedos que o pai tinha colocado.
— Cadê o papai? Ele pode vir tomar banho com a gente?
— Ele está terminando de limpar a cozinha, filha. Vai tomar só depois... Agora vamos terminar?
— Mamãe, o papai não é menininha né? Ele é hominho.
— Sim, meu amor. — Riu. — Por isso ele não pode tomar banho com a gente.
— Por que?
Claire finalizou o banho e levantou enrolando as duas na toalha.
— Por que ele é hominho.
— Ele não tem florzinha né mamãe?
— Isso, princesa! Agora chega de perguntar e vamos nos vestir. – Disse e a levou para o quarto.
— Mas ele tem o que?
Claire a encarou sem saber o que dizer.
— Chega, depois continuamos essa conversa. – A mãe colocou sua camisola e foram para o quarto da filha, vestir seu pijama de abelhinha. — Quer mama de morango?
Clarisse olhou para mãe com aqueles típicos olhinhos curiosos e a mãe acabou rindo com o jeitinho dela.
— Quer bebê?
— Quero mamãe.
A ruiva a deitou na cama e a cobriu, depositando um beijo em sua testinha.
— Já volto.
Claire chegou na cozinha rindo e abraçando Owen por trás.
— Comeu quantos palhacinhos, amor? – Gracejou enquanto secava uma louça de porcelana.
— Nossa filha, está a cada dia com perguntas mais difíceis de serem respondidas. – Comentou pegando as coisas para fazer a vitamina.
— Qual foi a de hoje?
— Foram várias... As vezes não sei nem o que dizer. Disse que nós meninas temos florzinha e perguntou o que você tem. — Gargalhou. — Não soube responder...
— Florzinha?
— Sim... Não sei onde ela aprendeu.
O loiro guardou a última talher na gaveta e por fim, olhou para a esposa.
— Ela me perguntou no banho o que era. Eu disse que era a florzinha que todas as meninas tem. — Deu de ombros. — Ou seria melhor ter falado a palavra certa?
Claire simplesmente sorriu e o abraçou.
— Você fez o certo, meu amor. Não sei o que faria sem você. Sempre sabe exatamente o que fazer e dizer...
— Sei? — Depositou um beijo na cabeça dela.
— Te amo! — se afastou. — Agora preciso fazer a vitamina dela. — ligou o liquitificador, batendo o leite com os Morangos.
— Posso escolher um filme pra gente? — Colocou as duas mãos no bumbum dela.
— Uhmm... — suspirou. — Claro! — Virou para ele. — Vai indo para o quarto, vou levar o mama para a Cla e assim que ela dormir, vou te encontrar... — o deu um selinho e saiu.
Grady tomou um banho caprichado e vestiu uma cueca branca da Calvin Klein. Clarisse terminou o mama já sonolenta. Claire ficou sentada ao seu lado e acariciando seus cabelos, até a filha dormir. O que não demorou. Cuidadosamente levantou e foi para o quarto.
— Cheguei... — caminhou até a cama.
— Oi bolinha. Demorou...
— Nossa filhotinha demorou para dormir. — sorriu deitando ao seu lado. — Nossa, que cheiroso... — Passou o nariz em seu pescoço.
— É aquele hidratante de playboy que você me deu. — Revirou os olhos a abraçando.
Claire riu o abraçando também.
— E você não gosta?
— Não usava essas coisas. Só uma colônia qualquer e ia trabalhar. — Owen retirou uma mecha de cabelos do olho dela, para os verem melhor.
Os olhos verdes esmeraldas dela brilhavam enquanto ela sorria para ele.
— Você mudou tanto e ainda é o mesmo. Como isso é possível?
— Mudei?
— Sim. Se tornou mais responsável, um homem de negócios mesmo não querendo. — riu.
— Eu já era responsável. — Mordeu o nariz dela. — Escolhi um filme. Você vai gostar...
Ela deu vários beijos em seu rosto.
— Qual é?
— Hereditário.
— Uhm... — se aconchegou em seus braços fortes.
Owen deu play e ficou atento às reações dela ao decorrer do filme. Claire não gostava muito desse tipo de filme, em várias cenas escondia o rosto no peitoral dele.
— Não tem nada de mais, amor. O que foi?
— Acho que estou mais sensível que o normal...
— Está? — Toca o seio dela fazendo movimentos circulares.
Claire arfou.
— Sim...
— Gozaria só com meus toques aqui? — Owen continuou com os olhos na TV e as mãos nos seios dela.
Claire segurou a mão dele, o fazendo parar.
— Não.
— Ou você olha para a TV, ou me dá atenção.
— Eu estou te dando atenção, amor...
— Então olha para mim...
Owen olhou nos olhos dela.
— Assim?
Só com o olhar, Owen conseguia causar várias sensações em Claire.
— S-Sim...
— Então tira a roupa...
— Tira você! — ordenou.
Owen abriu a boca em surpresa.
— Esqueci que você é a Claire Dearing por um momento... vou tirar esse nervosismo de você agora mesmo.
O loiro jogou as roupas dela no canto da cama, a deixando nua. Claire sorriu presunçosa e o impediu de se aproximar, colocando o pé em seu peitoral.
— Você sabe que é meu, Owen Grady. Está disposto a fazer tudo o que eu quiser, para o resto de nossas vidas? — Seu tom de voz tinha uma mistura de serenidade e sensualidade.
— S-sim sim... estou. — Disse hipnotizado.
A ruiva mordeu o lábio inferior, olhando para ele minuciosamente.
— Tira a cueca!
Owen obedeceu quase que imediatamente.
— E agora, minha deusa?
Owen parecia uma obra de arte de tão perfeito. Claire sorriu de canto e abriu bem as pernas.
— Me faça gozar!
Owen mal tinha tocado nela mas notou o quanto estava pronta para ele. O loiro não resistiu e acabou caindo de boca no meio das pernas dela. Claire gemeu arqueando a coluna, agarrou os cabelos do marido o incentivando a continuar. Não demorou para ela gozar na boca dele. Owen ficou observando sua respiração descompassada, os olhos fechados e o peito subir e descer até normalizar. Sorrateiramente, desceu da cama e tirou alguns brinquedos que tinha comprado. Um gel de massagem que esquentava e velas eróticas. Claire abriu os olhos o observando.
— O que está fazendo?
— Comprei umas coisas na internet... Fecha o olho.
— O que? – Apoiou-se nos cotovelos.
— Claire. Obedece. — Se ajoelha no meio das pernas dela.
— Quem tem que me obedecer é você, senhor Grady. Mas hoje, vou abrir uma exceção. — Sorriu e fez o que ele pediu.
— Não vou enfiar nada em você, a não ser que me peça.
Owen acendeu as velas na cômoda e começou a passar o gel comestível na barriga dela. Claire sorriu com os olhos fechados, sentindo seu corpo todo se arrepiar. Então os abriu, o observando toda apaixonada. O loiro foi pra cima dela novamente, beijou todo o colo e deu a devida atenção aos seios dela, começando com mordidas.
— Aí amor... — riu. — Cuidado, estão sensíveis...
— Não posso mamar então?
— Só não pode morder...
O celular de Owen começou a tocar em cima do criado mudo. Ele ignorou e começou a chupar o seio esquerdo faminto. Mas o telefone não parou de tocar, era do centro de controle.
— É melhor atender amor, para alguém ligar essa hora, deve ser importante...
Ele foi atender de má vontade.
— O que é?
— Senhor Grady, desculpa estar ligando a essa hora. Mas estamos com um problema com os raptores. Estão muito agitados e não param de fazer barulho. Precisamos do senhor na contenção... — disse um dos vigias noturnos.
— Fazer barulho? E por acaso está incomodando alguém?
— Estão muito agitados senhor, podem acabar machucando um ao outro...
— O que foi? — Claire o encarava preocupada.
— Certo. Já estou indo. — Owen desligou o telefone. — Tenho que ir, meu amor. — Suspirou cansado e deu um selinho nela como pedido de desculpas.
Claire arregalou os olhos confusa.
— O que? Para onde? Agora? — Puxou o lençol para cima de si, cobrindo seu corpo.
— Segundo o imbecil dos seguranças, os raptores estão inquietos. — Vestia-se sem paciência.
— E você vai lá, por isso? — perguntou indignada.
Owen olhou para a carinha estressada da esposa e pensou melhor. Entrou no closet e fez uma ligação para os funcionários que estavam de plantão. Cobrou atenção deles no paddock para que não o incomodassem mais. Logo ele voltou pra cama, peladão.
— Onde paramos? — Disse subindo em cima dela.
Claire abriu um enorme sorriso.
— Não vai mais?
— Não, amor da minha vida. — Abaixou-se sobre ela beijando-a na boca, depois na barriga. Depois começou a tocá-la na virilha com a ponta do membro indo e voltando entre as dobras macias. Claire jogou a cabeça para trás deixando um gemido escapar por sua garganta. Ela estava muito excitada e isso era normal quando se tratava de seu marido. Então, voltou a encará-lo.
— Se me deixasse aqui sozinha, ia te demitir.
O olhar dele era sombrio, escurecido pela excitação. Muito lentamente, Owen encaixou-se na vagina estreita e começou o vai e vem torturante.
— Então... ia me demitir mesmo? — Sussurrou no mesmo tom sombrio.
Claire estava em êxtase de tanto prazer, sua respiração estava completamente descompensada.
— Sim! Para aprender nunca deixar sua esposa sozinha na cama. — Murmurou ofegante e gemeu em seguida.
— Você não ia me demitir... — Owen apertou as pernas dela para conseguir ir ainda mais fundo.
Claire gemeu bem alto dessa vez, estava quase chegando ao orgasmo.
— Não me desafie, Grady. — Disse autoritária.
Owen voltou ao ritmo quase parando, olhando desafiador nos olhos dela.
— Confessa que gosta de dar para o seu alpha... Confessa...
Claire o encarou da mesma forma e aproveitou a proximidade de seus rostos, e mordeu o lábio inferior dele.
— Jamais! — Sussurrou com seus lábios quase tocando os dele.
— Então vai demorar a gozar... Sinto muito. — Owen foi objetivo na penetração dessa vez, de forma que estimulasse o ponto G fazendo ela estremecer. — O que foi? Sinto muito... Não farei novamente.
— Owen Grady, não me provoque. Ou vai se arrepender profundamente disso. — olhou em seus olhos. Seu rosto estava suado e tinha alguns fios de cabelo grudados em seu rosto sardento. Owen os tirou com carinho e a beijou no nariz.
— Estou esperando sua confissão pra poder te comer com força...
A ruiva o encarou brava.
— É assim, então? — Arqueou uma sobrancelha.
— Sim. — Segurou as mãos dela acima da cabeça a mantendo presa.
— Okay! — Fechou os olhos e virou o rosto para o lado.
— Vai bancar a teimosa com o marido?
— Não sou teimosa. Já que quer ficar assim, tudo bem. — Permaneceu com os olhos fechados.
E ele continuou naquele ritmo até gozar. Mas aconteceu que só ele gozou.
— O que foi? — Murmurou ofegante sem interromper a penetração.
Claire o encarou.
— Você gozou antes de mim?
— Ah... Não. – Mentiu como se ela não tivesse sentido o jato quente do sêmen do marido a preencher. Ela sorriu o dando um selinho demorado.
— Você sabe que sempre sei quando mente.
— Você não está gostando. O que eu fiz de errado?
Claire achou muito fofo a preocupação dele e encheu seu rosto de beijos.
— Está perfeito... Continua, estou chegando lá... — arfou e o olhou nos olhos, seu orgasmos já estava se formando. — Mais rápido...
Owen continuou dessa vez mais rápido só por causa dela. Chegou em um ritmo que a cama bateu na parede e um quadro de decoração despencou e caiu. Claire gozou na hora, relaxou o corpo sobre a cama exausta e acabou rindo.
— Acho que não podemos colocar decoração nessa parede. — brincou.
Lá foi o marido limpar a bagunça do quadro pelo chão.
— Vou por um suporte mais resistente.
— Hey baby, amanhã resolvemos isso... Vem cá. — passou a mão no espaço ao seu lado.
Owen saltou por cima dela e deitou no espaço vazio. Puxou a gaveta e tirou os lenços para limpá-la.
— A Emma deve estar cansada de ver as manchas nas nossas roupas de cama, baby.
— Ela sabe que transamos muito, não vejo problema. — disse despreocupada, observando os cuidados dele com ela.
— Não sei o que fiz para mereceu um homem, tá maravilhoso. — sorriu para ele.
Owen encheu ela de beijos.
— E eu não sei como mereço uma mulher tão perfeita e gostosa.
— Você quer dizer... Gordinha. — riu e se aconchegou nos braços dele. — Que delícia dormir assim...
— Minha gordinha.
— Gordinha é pouco. — riu.
— Te amo demais. Demais... — O dedão escorregou pelas bochechas até o queixo.
Claire suspirou com aquelas palavras e levantou a cabeça para vê-lo melhor.
— Oh meu amor... Eu também te amo muito! — beijou seus lábios carinhosamente.
— Ama tanto pra confessar que gosta de dar para o alpha?
Claire riu entre seus lábios.
— Ainda isso?
— Vamos lá baby, não custa admitir...
— E se eu não disser? — o desafiou.
— Vou fazer greve de pau...
— Tem certeza disso?
— Fala ruiva...
— Pede com jeitinho... — disse manhosa.
— Fala que você gosta de sentir meu pauzão te rasgando de dentro pra fora...
— Esse é seu "jeitinho"? Esquece! Não vou falar.
— E como é o "jeitinho Claire"?
— Como se estivesse tentando me conquistar!
— Hmmm... Mas aí é a hora que eu ganho uma patada...
— Porque que te daria uma patada?
— Você sempre me dava, ruiva.
— Mas você não sabia o que falava, agora é diferente.
— É?
— Se não fosse, não estaríamos assim hoje...
— Estaríamos sim, a diferença é que eu teria te comido no primeiro encontro.
— Nunca mesmo! — riu alto.
— Ah, que risadinha mais gostosa. — Owen apertou a bochecha dela e mordeu.
Claire sorriu toda boba.
— É tão bom ter esse tempinho só nosso... Estava com saudade.
— Isso quer dizer que vai aceitarei convite pra sair comigo amanhã?
As bochechas da ruiva ficaram vermelhas na hora.
— Vai ser um grande prazer. — sorriu toda meiga.
— Que bom, donzela. — Beijou a mão dela e fechou os olhos.
Claire suspirou e depositou um beijo em sua bochecha, então se aconchegou em seus braços e acabou dormindo imediatamente.
*
Não era nem sete da manhã, quando um barulho de coisas despencando no "quarto da bagunça" despertou Claire. Ela abriu os olhos rapidamente de susto e já pensou na filha. Olhou para o lado e o marido dormia tranquilamente. Claire levantou e foi até lá ver. Mas era Owen que estava lá, tirando as coisas do lugar. Clarisse estava de pé na porta só de calcinha assistindo.
— Mamãe!
— Oi meu amorzinho, bom dia... – abaixou-se para lhe abraçar e depositou um beijo em sua testinha. — O que vocês estão aprontando?
— O papai tá arrumando... — Respondeu com a vozinha mais doce do mundo.
E a mãe teve vontade de apertá-la bem forte.
— É mesmo? Tão cedo assim... — sorriu. — Bom dia amor... — disse alto para ele ouvir. — E onde está sua roupa filha?
— Eu tirei. — Cruzou os bracinhos como se fosse óbvio fazendo a mãe rir.
— E por que? — fez cócegas na sua barriguinha.
— Bom dia, amor. — Owen apareceu na porta. — Atrasado...
— Bom dia... Atrasado para que?
— É que demorei te responder. Essa ruivinha estava acordada quando eu levantei.
Clarisse estava brincando com as pedrinhas do vaso de plantas, debruçada com a bundinha pra cima. Claire sorriu para o marido e olhou para a pequena.
— E por que não foi até o quarto da mamãe e do papai, meu amor?
— Eu fui mamãe, mas você não acordou.
Owen tirou um saco de dentro de uma gaveta e levou para o corredor.
— Desculpa a mamãe princesa. — a deu vários beijos. — O que é isso amor? — se referiu ao saco.
— Um saco. Mas eu tenho um também se quiser ver.
Claire riu e tentou disfarçar.
— O que vocês vão querer para o café?
— Já fiz o café, baby.
Clarisse encheu a calcinha de pedrinhas e foi pra sala.
— Obrigada, amor... Hey mocinha... — Chamou a atenção da filha. — Volta aqui. — riu e foi atrás dela. — Onde vai com essas pedras?
— Que pedrinhas? — Disse se fazendo de desentendida.
— Vem aqui, agora. — disse séria.
Clarisse obedeceu e foi até ela.
— A mamãe já não disse, que não pode mexer nas decorações da casa? — passou a mão nos cabelinhos dela. — Coloca as pedrinhas no lugar e vamos tomar banho... — disse toda paciente.
— Mas não é ‘’decoação’’, é pedrinhas mamãe.
— Mas faz parte da decoração. Faz o que a mamãe pediu.
Clarisse tirou as pedrinhas e colocou no lugar. A mãe a levou no quarto, a banhou e a vestiu. Colocou um vestido lilás com branco e o laço da mesma cor nas chiquinhas que fez. Então se juntaram a Owen na cozinha.
— Que mesa linda, baby...
— Não mais linda do que vocês duas. — Owen serviu o cereal colorido da filha e os waffles da esposa.
— Papai, tem suquinho?
— Tem princesa, mas não pode misturar suco com cereal.
— Por que?
— Papai colocou leite aí... come tudinho.
Claire observava os dois e sorriu com os questionamentos da filha curiosa.
— Está delicioso amor, obrigada.
— Não aceito agradecimentos, aceito beijos e algo mais.
— Pode deixar. — piscou para ele e sorriu.
Clarisse ficou observando os pais tentando decifrar aqueles olhares até que se cansou e terminou a tigela de cereal e comeu as frutas. Claire olhou para a pequena.
— Nossa, mamãe fica feliz de ver você comendo bastante. Vai crescer bem rápido...
— Não quero crescer mamãe, vou ser criancinha para sempre. — Respondeu de pé na cadeira.
— Seria o sonho do papai... — Murmurou Owen com a boca cheia de bacon.
Claire riu alto e levantou a pegando no colo.
— Vai ficar bem alta, igual a mamãe...
— Se ficar igual a mamãe, terei problemas. — Owen disse.
— Por que? — o encarou.
— Com candidatos a genro. — Rosnou.
Claire começou a rir.
— Não seja bobo amor... O que vamos fazer hoje?
— Me diz você. O que vamos fazer hoje?
— O que acham de irmos almoçar fora... Passeamos no parque. E a noite, pedimos uma pizza. Assistimos uns filmes, comendo pipoca. — sugeriu.
— Quero mamãe! — Clarisse ficou tão eufórica que deu um beijo na mãe. Owen tirou foto escondido.
— Por mim, ótimo.
— Mamãe, posso ir de Anna?
Claire sorriu toda boba para a filhotinha deles.
— Pode, minha princesa... Vai indo lá no quarto, que a mamãe já vai te arrumar. — a colocou no chão e quando a pequena correu, foi até o marido e sentou em seu colo beijando seus lábios. — Queria fazer isso desde a hora que eu acordei...
— É mesmo? Eu gostei. — Roubou outro beijo.
Claire o beijou intensidade, explorando cada canto de sua boca.
— Uhm... — murmurou.
O loiro não perdeu tempo e colocou a mão na calcinha dela enquanto a beijava. Claire gemeu e segurou a mão dele.
— Tenho que ir arrumar a Cla...
— Vou arrumar uma coisa bem grande em você. — Owen deu um chupão no pescoço dela e avançou com a mão, os dedos entre as dobras dela indo e voltando.
Claire gemeu no ouvido dele, ofegante.
— A Clarisse pode chegar. Pára amor...
— Se ela chegar eu paro, pode ser?
— Não faz isso, por favor... — acariciou sua barba.
Owen continuou brincando com os dedos lá. Quando acabou, os colocou na boca, chupando dedo por dedo. Claire o encarou minuciosamente.
— Você é muito mal...
— Sei disso. — Disse orgulhoso de si.
Claire revirou os olhos e levantou.
— Vou arrumar a Cla e tomar banho...
— Tudo bem. Vou fazer algumas ligações. — Pegou o telefone.
Claire assentiu e foi até o quarto da filha. A arrumou com a fantasia, que deixou a pequena muito animada. Depois foi tomar banho e se arrumar.
*
— Alô? Quero uma reserva para hoje. Sim. Dois adultos e uma criança. Sim. Sim. Quartos separados, por favor. Suíte master, hidromassagem e tudo mais. Quero tudo incluso também. 2 mil dólares por 3 dias? Ok. Vou pagar no cartão.
Seria a primeira vez que Owen e a família iriam passar uns dias no parque aquático temático do parque. Recentemente a estrutura de hotel foi toda reformada com tema jurássico, um luxo só. Owen resolveu se apropriar da fala de John Hammond e não poupar despesas. Nem queria receber tratamento especial por ser dono, se quisesse poderia morar em um dos quartos sem pagar um dólar sequer. Mas não pretendia dizer a esposa que estava pagando. Queria se sentir uma pessoa normal pelo menos aquele final de semana.
— Claire... roupa de banho, protetor solar. Roupas mais frescas. Vamos passar o fim de semana no parque aquático. — Limitou-se a dizer.
A ruiva virou para ele surpresa.
— O que? Como assim?
— Ouviu o que eu disse, muito protetor solar.
Claire foi até ele e o beijou.
— Você sempre me surpreendendo.
— Hmmm... cheiro de baunilha do ar... Tá pedindo uns pegas do Grady? — Segurou o bumbum dela.
— Você vai ver a noite. — disse sugestivamente. — Vou arrumar a mala. Daqui uma hora, já vai estar tudo pronto... — se afastou e foi para o quarto da filha, arrumar as coisas dela.
Owen foi ajudá-la.
— Esses biquínis da Cla estão pequenos, olha... tem uns dela aqui de neném.
— É verdade... — riu. — compramos alguns na loja de lá. Pega as coisas dela de escovar os dentes, por favor. — pediu, enquanto colocava na pequena mala, algumas roupinhas e o pijaminha.
Owen pegou e colocou de qualquer jeito na mala da frozen da filha.
— Não é possível que você nunca vai aprender a arrumar uma mala.
— Está arrumada, o que tem de errado? — Enfiou os chinelinhos dela no espaço das calcinhas.
— Pára! Deixa que eu arrumo. – Claire colocou tudo no lugar. — Agora vamos para a nossa...
— A "nossa"?
— Sim, porque?
— Eu só peguei duas cuecas.
— É por isso que sempre faço a sua mala. — riu e foi para o quarto deles.
Owen levou a mala da filha para a sala. Clarisse foi atrás da mãe com um monte de bonecas.
— Guarda mamãe?
— Tudo isso meu amor... Só leva uma, para dormir... Você vai passar o dia brincando nos brinquedos.
— Lá tem brinquedos?
— Vamos para o parque aquático meu amor... Vai ter várias piscinas e brinquedos lá... — disse animada.
Clarisse começou a pular em animação e juntou ainda mais bonecas pra levar. Quando Claire terminou a mala deles, foi até a filha.
— A mamãe disse só uma, me amor. Não pode levar mais...
— Posso levar meu lego? — Pediu com os olhinhos angelicais.
— Só se for para brincar no quarto mais tarde. Não pode levar para a piscina. — disse toda paciente.
Clarisse concordou e deu os legos para o pai guardar no carro. Quando a família chegou no hotel e foram fazer o check-in no saguão, uma risada conhecida não muito distante fez Owen gelar a espinha.
— Não acredito no que meus olhos estão vendo, meu brother Owen Shane Grady!
Owen virou-se forçadamente com seu sorriso mais forçado possível.
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