História After You - Terceira Temporada
16 Capítulo - Miss Ferguson
Owen explicou toda a situação que o levou a cancelar a reserva para a esposa, levemente envergonhado.
— ... É isso.
— Não acredito, meu amor. – Claire segurou o rosto dele com as duas mãos e deu vários selinhos em seus lábios. — Por que não me disse? Era a nossa noite...
— Não era para ser. — Tirou o chapéu da cabeça dela e colocou na dele, desconversando. — Como estou?
Claire tinha uma expressão de desânimo em seu rosto de porcelana.
— Vou dar um mergulho... – Responde tentando afastar-se, porém Grady não permitiu.
— Onde pensa que vai?
— Nadar!
— Você disse que não ia molhar suas belas madeixas cor de cenoura. — Owen imitou uma voz fina e irritante: — "Ai Grady, o cloro vai destruir meu cabelo!"
Claire revirou os olhos em resposta.
— Mudei de idéia. Agora me solta.
— Nossa noite pode ser hoje. Pára de ser teimosa e birrenta...
Claire cruzou os braços e bufou.
— Essa noite eu vou dormir!
Owen começou a apertá-la e fazer menção de afogá-la na água. De brincadeira, é claro.
— Você vai dormir depois que eu te encher de... — Sussurrou o resto da frase imprópria no ouvido dela. Claire arregalou os olhos e começou a rir.
— Deixa de ser pervertido, Grady! — Deu-lhe um beijo.
— Não deixo. Acho que você merece um carinho... — Aperta a coxa esquerda, a afastando da direita.
— O que pensa que está fazendo?
— Nada de mais.
Apesar de fazer menção de tocá-la, Owen ficou com a mão na coxa dela e depois foi para o joelho na maior cara de santo. A ruiva o encarou bem.
— Se ficar me provocando, vou me vingar.
— O que eu fiz?
Claire desceu a mão por seu abdômen, chegando na borda da sunga.
— Você sabe.
— Não fiz nada... — Olhou pra ela de olhos cerrados.
— Então está bem. — voltou a ficar de costas para ele e se aconchegou em seus braços. — Acho melhor a gente subir. A Cla está há muito tempo no sol...
Owen invadiu o tecido do maiô dela com os dedos, alisando o local.
— Hm?
— Pára Owen... Está cheio de crianças aqui. — murmurou em tom de repreensão.
— Elas não estão vendo...
— Mas eu não me sinto a vontade. Acho que fiquei careta depois de virar mãe. — Riu de sua própria constatação.
Owen tirou a mão de lá e ficou quieto. Claire virou imediatamente para ele com um sorriso.
— Eu também sinto falta das nossas loucuras. O que acha de fazermos uma hoje? — sugeriu animada.
— Estou sem criatividade, bebê. Vamos sair desse sol? Prometo pensar em algo para gente fazer.
— Sem criatividade, ou sem vontade? Talvez seja isso. — Cerrou os olhos. — Vamos, pegue a Cla que vou pegar as coisas na tenda...
— Eu pareço sem vontade?
— Não sei, Grady. — Respondeu saindo da piscina.
Owen pegou Clarisse e foram para a tenda. Chegando lá, ele deitou todo preguiçoso no sofá com a filha.
— Olhar amor, toda vermelhinha nosso bebê.
Claire foi até eles e se sentou ao seu lado, entregando uma garrafinha de água para os dois.
— Bebam... Está mesmo, amor. É melhor ela não ir mais para o sol hoje... E nem a gente. Ficamos muito tempo expostos.
— Ah, mas eu vou sim. Vocês duas vão ficar na sombra. — Owen bebeu a água e Clarisse também.
— Não vai, baby. Você já está bem queimado.
— Posso ficar mais.
— Amor... Vamos subir e descansar um pouco...
— É hora do almoço, vou pedir para servirem aqui. Ou está muito quente para você?
— Pode ser aqui... — Clarisse estava bem quietinha deitada ao lado do pai. — Alguém já já vai dormir...
— Não vai dormir antes de comer, baby... — Owen pegou ela no colo, depositando um beijo no narizinho curto. — Te amo.
Clarisse sorriu para ele, mechendo em sua barba.
— Te amo, papaizinho. — Devolveu a declaração toda meiga. Claire estava toda boba com a cena, então chamou o rapaz que estava atendendo a tenda.
— Boa tarde, senhores. — entregou o cardápio para eles. — O que vão querer?
— Quer algo diferente, ruiva?
— Quero amor... Escolhe para mim...
Como estava muito quente, Owen resolveu pedir algo mais leve. Pediu suco de abacaxi e limão, e Pasta Primavera: Macarrão, legumes e queijo parmesão.
O pedido não demorou para chegar e começaram a comer.
— Tá gostoso... — A ruivinha comentou enquanto imitava o pai.
— Está mesmo princesa.
— Papai sabia que as princesas dele iriam gostar. — Comenta de boca cheia.
— Ainda bem que o outro não está aqui. — Claire comentou rindo.
— Por enquanto...
Owen ficou observando Claire comer, igual um idiota. As vezes tirava uma mecha de cabelo dela da frente do rosto. Os olhares dela cruzavam com os dele e a ruiva sorria para o marido. Quando ele tirou mais uma mecha, a ruiva aproveitou para depositar um beijo em sua mão e piscou para ele.
— Se não é o casal de pombinhos com a mini pombinha bebê. — Brad sorria igual um palhaço, havia surgido do nada diante da mesa.
— Eu não sou mini bombinha! — Clarisse resmungou brava.
— Mas o tio disse, pombinha...
— Não sou!
Clarisse costumava ficar bem irritada quando estava com sono. Owen preferiu assistir aquela braveza da filha com a câmera do celular para assistir mais tarde. Claire passou a mão nos cabelinhos dela.
— O que você quer Cooper? Não está vendo que estamos em um momento em família? — disse séria.
Owen engasgou e Brad fuzilou a ruiva com o olhar.
— Eu atrapalhei?
— Sim! — disse ríspida. — Vá ficar com a sua família.
— Não vai me defender, cara?
— Ela tá de TPM, nem me meto. — Deu de ombros.
— O que? — Claire encarou o marido. — TPM, Owen?
Brad fugiu enquanto o marido ria de boca cheia.
— Você é um idiota! Como ousa falar assim de mim, na frente dos outros?
— O que eu falei de mais?
Claire balançou a cabeça brava e voltou a comer.
— Deve estar quase, pelos meus cálculos...
— Que história é essa, de cálculos?
— Eu sei quando fica menstruada, sou seu marido.
Claire revirou os olhos e ficou calada. Clarisse estava dormindo sentada, Owen pegou ela no colo.
— Olha que bebê linda, mamãe...
Então, Claire sorriu imediatamente.
— Ela é perfeita. Está crescendo tão rápido...
— Está. Nem parece aquele embrulhinho rosa que você pariu.
— Sim... — riu e ficou pensativa por um tempo. — Será que não vamos conseguir ter outro filho? Agora que queremos tanto...
— Como assim "não conseguir"? Que bobagem é essa?
— Faz meses que estamos tentando. E com a Cla foi tão rápido, um deslize.
— Vamos subir e conversar, tá bom?
Ela assentiu e pegou as coisas deles, enquanto Owen levava Clarisse no colo. Quando chegaram no quarto, Claire a banhou e colocou a filha na cama e foi até o marido.
— Vai descer ainda?
— Talvez mais tarde.
Owen estava de frente o espelho analisando as manchas solares nas costas.
— O que queria conversar? — Aproximou-se o abraçando por trás.
— Tem quanto tempo que deixou as pílulas de lado?
— Faz uns três meses...
— Quer que eu te leve na ginecologista? — Beija o topo da cabeça dela. — Temos que ver seu período fértil... quando é?
— Owen, a gente transa quase todos os dias. Isso não é um problema... Será que estamos sendo punidos? Pelo o que aconteceu antes...
— Que história é essa?
— Você entendeu... — foi sentar no sofá.
— Você estava enjoada hoje, vou comprar um teste para você.
Claire segurou a mão dele, detendo-o.
— Eu não estou grávida, amor. Foi um enjôo típico e não de gravidez...
— Quem garante, existe gravidez assintomática também.
— Eu sei que quer muito outro filho. Eu também quero. Mas é se não conseguirmos? É uma possibilidade.
— Já está falando besteira. — Entrou no banheiro.
Ela foi atrás chateada.
— Poxa Owen, não me deixa falando sozinha. Sempre dá as costas para mim, quando preciso de você. — dito isto, ela saiu e foi sentar na varanda.
— Não gosto quando fica falando coisas negativas, isso atrapalha tudo.
— Então eu atrapalho? — deu um passo para trás. Claire foi para o quarto e arrumou a sua mala na intenção de ir embora.
Owen foi até ela, é pediu perdão mesmo não sabendo o que fez exatamente para aquela atitude dela.
— Desculpa.
— Não se preocupe, Owen.
— Sério, eu não quis te magoar. — Abraça ela por trás. — Vamos descansar, vou passar o pós sol em você...
— Não precisa. — Afastou-se dele. — Quero ir embora.
— Quer mesmo ou está falando isso por estar magoada?
— Se eu não posso falar como me sinto e o que eu penso para você, então esse relacionamento está bem errado.
— Não quis dizer isso. Por favor... Pode falar o que quiser. Mas é bem ruim na situação atual que estamos, você falar essas coisas sobre ter outro bebê. Isso não ajuda em nada!
— Situação atual? Como assim?
— Tem três meses, Claire. Três. Acha que não estou preocupado?
Ela o encarou e seus olhos estavam marejados.
— Eu vou tomar banho. — entrou no banheiro e trancou a porta.
— Sério que vai trancar a porta? — Bateu de leve.
— Não quero conversar mais. Não tenho nada útil para dizer...
— Abre a porta Claire, vou te dar um banho bem gostoso...
— Não, Grady... Quero ficar sozinha. — soluçou.
— Não quer, você precisa de mim.
— Eu precisava... Antes...
— Certeza? Vou tirar um cochilo e não insistir mais...
Claire não respondeu mais, entrou debaixo do chuveiro e ficou um bom tempo lá. Owen forçou para abrir a porta uma última vez mas não conseguiu. Até que ela terminou e abriu a porta indo direto para o closet. Owen foi se deitar, assistindo ela vestir roupa.
Quando Claire percebeu que ele estava olhando, fechou a porta do closet.
— Nossa, não tem show de stripper?
A ruiva saiu já vestida, pegou seu celular e foi sentar-se na varanda que tinha uma bela vista. Owen apareceu lá pelado e deitou no outro sofá, olhando pra ela.
Mas ela o ignorou completamente. Era inacreditável que depois do que ele disse, achar que ela iria ficar de sorrisinhos para ele. Logo Owen acabou pegando no sono.
Claire o cobriu e ficou ali pensativa, até que enfim, adormeceu.
*
Começou a chover em Nublar quando Claire acordou na cama, em cima do marido que roncava.
Ela sorriu e depositou um beijo em sua bochecha. Então levantou-se e foi ver a filha, se aproximou sentando ao seu lado na cama. Clarisse acabou acordando toda manhosa.
— Oi minha princesa linda...
— Oi mamãezinha. — coçou os olhinhos. — Quero ir na piscina...
— Agora não dá meu anjo, está chovendo muito.
— De onde vem a chuva, mamãe?
— Vem do céu princesa. — Pegou a garrafa de água de estava no criado mudo ao lado e a entregou. — Toma, meu amor. Tem que beber bastante água.
— Eu quero minha garrafinha da Elsa e da Anna!
— Mas ficou em casa, filha. Bebe nessa rosa... O que acha de assistir desenho, ou jogar no tablet da mamãe?
Com aquela chuva, não tinham muita opção de coisas para fazer.
— FROZEN! — Ficou de pé na cama.
— Quer assistir Frozen?
— Sim, e quero mama no copinho da Frozen...
— Cla, o copo ficou em casa. Não tem copo da Frozen aqui... — explicou paciente.
— Mas a gente pode ir buscar, mamãe.
— Não, filha. Esta longe e se formos, não voltaremos para cá.
— Então a gente pode ir comprar no shopi!
— Não podemos, filha. Lembra da conversa que tivemos, que as coisas nem sempre são como você quer? — disse com calma.
— Mas acabou o dinheiro, mamãe?
— Não amor. — A pegou no colo e a encheu de beijos. — A mamãe te ama muito!
Clarisse abriu um pequeno sorrisinho repletos de dentinhos de leite.
— Amor é abraçar e beijar, não é mamãe?
— Isso também, princesa. Amor são muitas coisas boas, é cuidar de quem você ama. — tirou a franja dos olhinhos dela. — Amor é o que tem na nossa família...
— Por isso o papai fala de fazer amor, né mamãezinha?
Claire arregalou os olhos.
— É. Vamos assistir Frozen?
— Vamos, vou acordar o papai!
Clarisse já tinha corrido e pulado em cima do pai adormecido. Claire ficou observando de longe.
O loiro logo acordou roxo e gemendo de dor. Clarisse não entendeu que tinha pulado em cima do saco dele, mal conseguia se mover.
— Papai, papai, papaiiiiiii!
— Argh...
Claire correu até eles e tirou Clarisse de cima dele.
— Filha, calma... — se aproximou dele. — Você está bem? — indagou toda preocupada.
— O papai tá dorminhoco, mamãe!
Owen rolou na cama de olhos fechados.
— É princesa, pega água para o papai... — Clarisse saiu correndo para buscar. — Hey, fala comigo...
— O que foi? — Rosnou.
— Machucou? — perguntou toda atenciosa.
— Tá brincando? Eu fui no inferno e voltei... puta que pariu....
— Nossa que exagero!
— Exagero? Exagero por que você não tem um saco!
Claire revirou os olhos e Clarisse chegou com a garrafinha de água.
— Toma, papai...
Owen sentou-se ainda gemendo de dor. Apesar de não querer água, tomou tudo para não desapontar a filha.
— Obrigado baby.
— De nada. — sorriu para o pai.
— O que eu posso fazer para ajudar?
— Dar um beijo e carinho nele. — Fuzilou a esposa com os olhos.
Claire revirou os olhos.
— Já vi que está bem.
— "Nele" aonde papai?
— Em mim, filhota. — Responde todo santo.
— Ah... quero ver Frozen.
— De novo?
— Sim, a mamãe quer!
— Se o papai não quiser, nós duas assistimos, princesa.
— Mas é claro que eu quero... mas tem que ser antes de anoitecer por que eu vou levar a mamãe para sair.
Claire o encarou surpresa.
— Bom, não sei se é uma boa idéia... — desviou o olhar.
— Se quiser, claro.
— Podemos ir ali na varanda, conversar?
A ruivinha ao ouvir aquilo, pendurou no pescoço da mãe e não soltou.
— O que foi princesa? A mamãe só vai conversar com o papai.- a beijou na testa. — Não é amor? — olhou para o marido.
— É, filha. Vai ser rápido. — As mãos acariciaram as costas da filha.
— Eu vou ficar sozinha...
— Claro que não, vamos estar ali. — apontou para a varanda e a colocou na cama, entregando seu tablet. — Enquanto isso, vai jogando o jogo da Frozen...
*
— O que foi?
Owen estava olhando o céu acinzentado e a pequena garoa que caía sobre a ilha. Ela sentou-se no sofá, o observando quando começou a falar.
— Estou sentindo que o nosso relacionamento está fragilizado. Depois do que aconteceu ontem e hoje mais cedo... Estou ficando com receio de falar algumas coisas com você... — Confessou.
— Não vejo motivos. Já disse que não era minha intenção que você se reprimisse. Só que tentasse ser mais positiva...
— Certo.
— Já pedi desculpas.
— Pedir desculpas é fácil, eu preciso sentir que se arrependeu com as suas atitudes. — Suspirou. — Porque sendo sincera, isso me deixa insegura de voltar a falar com você sobre o assunto da gravidez. Vou ter medo de ser criticada, ou julgada. Não vou conseguir me abrir com você... E só você me conhece e sabe como sou insegura com sentimentos. É difícil para mim me abrir e hoje quando fiz isso, me magoei.
— Sabe que pode me falar qualquer coisa. Sou seu melhor amigo. Para sempre. — Estende a mão pra ela.
Ela desviou o olhar e encarou o chão. Owen puxou ela pelo quadril.
— Não é nenhum castigo nem nada, vamos na médica ver como estão as coisas. Acho que era o que devíamos ter feito desde que decidimos tentar um segundo bebê.
Claire virou o rosto tentando evitar que as teimosas lágrimas escorressem por seu rosto, mas falhou miseravelmente.
— Tudo bem, pode chorar. — Sentou ela no colo, a abraçando. — Acho que chorar uma vez por dia igual você faz, faz bem, hm? — Mesmo ela estando mal, acabou rindo do que ele falou e o abraçou forte. — Ah, essa risada amolece meu coração...
— Eu te amo. — soluçou.
— Eu também, dengo. — Owen ficou alisando as costas dela.
Com o passar dos minutos, ela foi se acalmando e o beijou lentamente e carinhosamente.
Owen jogou ela no sofá e ficou de cima a beijando toda, até a barriga e voltando para atacar seus lábios doces. Claire cessou o beijo com um selinho demorado.
— Com quem vamos deixar a Cla?
— Tem um serviço de baby sitter no hotel.
— Ótimo. Então vamos entrar e ficar com ela e depois saímos, pode ser?
— Está bem. — Continuou em cima da ruiva.
Ela sorriu e beijou a ponta do seu nariz.
— Vamos entrar?
Relutante, Owen saiu dali e entrou.
— Vocês demoraram. — a pequena reclamou.
— Desculpe bebê... — deitou ao lado dela a abraçando e enchendo de beijos. — Vamos assistir Frozen. Coloca aí amor. — pediu para o marido.
Depois de conectar a netflix na TV, os três começaram a maratonar os dois filmes do Frozen. Após isso, Owen se preparou para sair e foi providenciar a babá pelo telefone. Enquanto isso, Claire terminava de se arrumar. Colocou um vestido justo com o comprimento até os joelhos com decote V. A maquiagem marcava bem seus olhos e os cabelos estavam soltos.
— Estou pronta.
— Está? Posso sair e ver? — Questiona alto do outro quarto.
— Pode! — sorriu ansiosa.
A expressão dele ao ve-la foi de completo choque. Seguido de surpresa e um olhar completamente apaixonado e de adoração.
Cavalheiramente, o marido pegou a mão direita dela e a beijou todo cortês.
— Senhora Grady, sua beleza é esplêndida e inumana.
Claire sorriu de um jeito sexy, sem desviar o olhar do dele.
— O senhor também está insanamente lindo.
— Podemos ir para cama antes de sairmos?
— Bom... — riu. — Até podemos, mas quero fazer você esperar.
— Me fazer esperar? Que maldade com seu marido é essa?
Ela sorriu passando a mão no cabelo.
— E a Cla?
— Deixei ela lá embaixo.
— Então, vamos? — segurou o braço dele.
— Vamos amor.
Owen levou Claire para jantar em um restaurante fino que ficava no centro de um lago repleto se lâmpadas que flutuavam. A todo momento era atencioso, cavalheiro e carinhoso. As mesas e cadeiras faziam alusão ao primeiro parque, quase identicas.
O lugar era lindo e impressionante, Claire estava encantada. Mas o que mais a chamava a atenção era o homem que estava acompanhada, o seu parceiro de vida. Ela tinha convicção da grande sorte que tinha de tê-lo em sua vida. A ruiva olhou ao redor e depois o olhou nos olhos com um sorriso genuíno.
— É tudo incrível.
— Eu duvido que você veio aqui depois que arrumaram. — Owen quase sentou-se ela na cadeira. Tinham uma bela vista através das paredes de vidro.
— Não vim. — sorriu sem desviar o olhar dele.
— Eu ia escrever um poema para você sobre os vários motivos por que te amo, mas iriam ser milhares de motivos. Então eu prefiro falar um por dia. E eu te amo hoje, por ser a mulher mais incrível que conheci.
Os olhos verdes esmeraldas dela brilhavam, o sorriso era inevitável.
— Oh meu amor... — suspirou. — Eu te amo tanto.
Owen fez pedido de uma tábua de queijos e vinho branco.
— Será que peço sem álcool? Ainda acho que está grávida.
Claire o encarou e sorriu.
— Na segunda vou fazer o teste. Mas pode pedir com álcool normal. — Acariciou a mão dele sobre a mesa. — Acha que o Cooper ainda vai nos perturbar depois de hoje? — riu.
— Espero que não, estou cansado dele.
Owen estava olhando ao redor, parecia procurar por algo. E a esposa percebeu.
— O que foi?
— Procurando um lugar para escapamos depois do jantar. — Piscou pra ela.
— Ah sim. Eu já sei de um lugar. — disse toda mistériosa.
— Onde? No nosso quarto não vale...
— Claro que não. Vamos relembrar os velhos tempos...
— Onde eu vou te regassar, Claire Grady?
— No terraço! — sorriu de canto.
— Aqui tem terraço?
— Ali. — Apontou para o prédio de controle do parque aquático. Era alto e dava para ver pelos vidros do restaurante.
— Hmmm... vi uma coisa em um filme e sempre quis fazer igual.
— Ah é? O que?
— Tira a calcinha.
— Agora?
— Sim, me passa ela por baixo da mesa.
A ruiva maneou a cabeça negativamente, rindo. Olhou para os lados e discretamente, tirou a peça íntima e o entregou. Owen pegou a calcinha como se pegasse um troféu. Ficou com ela na mão.
— Será que você pode pelo menos guardar no seu bolso?
— Por que? Eu estou me segurando para não sentir o cheiro dela, mas tem uns funcionários olhando para cá.
Claire achou aquilo muito excitante.
— Porque não comemos logo e saímos daqui?
Owen começou a comer igual um ogro faminto. Claire colocou a mão sobre a dele e sorriu. Começou a comer devagar, educadamente. Discretamente, o marido aproximou-se da ruiva e a tocou na virilha.
— Não comeu nem a metade ainda, meu amor.
Um arrepio percorreu seu corpo, pegou a taça com água e tomou um gole para disfarçar.
— Já estou satisfeita... Quer ir embora?
— Satisfeita? Só saio daqui quando você estiver escorrendo de excitação... Pode comer o resto. — Demandou no pé do ouvido dela enquanto esfregava os dedos no centro pulsante dela.
Claire fechou os olhos e arfou, sua respiração estava descompensada. Seu coração batia acelerado.
— Não consigo mais comer assim...
— Claro que consegue.
Claire comeu mais um pouco e parou, segurando a mão dele.
— Vamos?
— Só vou saborear minha sobremesa. — Levou os dedos a boca com o sempre fazia.
Ela mordeu o lábio inferior, excitada. Tomou um gole de vinho e foi devolver a provocação. Escorregou a mão pela coxa dele até chegar onde queria. Começou a acariciar seu membro por cima da calça.
— Quer que eu vá pagar a conta desse jeito, ruiva? As garçonetes não notar... — Segurou o pulso dela.
— O garçom traz a conta para pagar aqui... — Sussurrou em seu ouvido o acariciando.
Owen suspirou com aquela mãozinha o tocando. O garçom passou com a maquininha de cartão e ele tratou de pagar e levar Claire embora. Conseguiram chegar no terraço facilmente.
— Tira a roupa... — Sussurra em desespero enquanto a beijava no pescoço.
Ela soltou um leve gemido em seu ouvido.
— Não vou tirar nada. — desceu a mão abrindo o zíper da calça dele.
— E como vou te comer vestida?
Sem pedir licença, Owen ergueu o vestido dela.
— Exatamente deste jeito... — murmurou.
Owen pressionou a esposa na parede, ergueu a perna direita tentando encaixar-se. Só não achou que não ia ser tão fácil quanto parecia naquela posição.
— É impressão minha ou está mais apertada que o normal?
Claire o encarou estranhando aquilo.
— Claro que não, baby... — Pulou em seu colo, prendendo as pernas em volta de sua cintura. — Está perdendo a prática? — provocou.
Quase brutalmente, Owen encaixou nela com tanta urgência que teve que segurá-la para não cair. Empalou a esposa com força e sem dó nenhuma, como punição pela última frase dela.
— Ainda acha que eu perdi a prática?
Claire estava ofegante e suada. Podia sentir cada centímetro dele dentro de si, grande e grosso.
— Ôh não... Faz gostoso como sempre. — gemeu em seguida, se segurando firme nele. — Estava com saudade dessas loucuras... — Sussurrou.
Owen encostou-a na parede, sem deixar de fodê-la com força, rasgando a carne macia de dentro pra fora.
Foi quando de repente, uma porta foi aberta perto de onde eles estavam. Por sorte, Owen levou ela para um lugar escuro, onde não pegava luz e ninguém poderia vê-los.
O marido diminuiu um pouco as estocadas para não fazer barulho, observou através da penumbra o movimento de um funcionário indo fumar no terraço.
— Shiu... — Murmurou.
Claire começou a rir.
— Não consigo parar... — Sussurrou rindo ainda mais.
Owen foi obrigado a tapar a boca dela.
— Ele vai ouvir...
Claire aproveitou para lamber a mão dele.
— E daí? Somos os donos.
— Não quero ninguém te vendo pelada.
Impedioso, Owen socou com tanta força até o limite, batendo no fundo no útero dela e voltando repetidas vezes. A esposa o beijou desesperada, ou iria começar a gritar. Minutos depois, ela gozou quase caindo de seus braços. Ele ainda não tinha gozado, mas a segurou firme, olhando cada reação de seu corpo.
— Já se recupera para o segundo round.
— Você tem que gozar... O segundo round não vai ser aqui... — arfou.
— Vai ser sim.
Owen carregou ela para os fundos, colocou a ruiva de pé, de costas apoiada na grade que protegia todo o terraço.
Então, o loiro a penetrou por trás sem aviso prévio.
— Se empinar mais essa bunda, eu agradeço. — Desferiu um leve tapa naquela carne branca e macia.
Claire empinou o máximo que dava automaticamente. Ela já estava bem se si, não conseguia segurar os gemidos. Experiente, o marido usou os dedos para estimular o clitóris enquanto movimentava o membro em movimentos circulares afim de estimular o ponto G também. A ruiva não aguentou muito tempo e acabou gozando pela segunda vez.
— Oh Owen... — murmurou fechando os olhos.
Owen gozou em abundância dentro dela. Ele parou de se mover, mantendo-se por inteiro em seu interior enquanto espelia seu líquido.
— Vamos ver se não te engravido dessa vez...
Claire ficou em silêncio depois do que ele disse. Ele ficou parado por cinco minutos e não deixou ela mover-se por um tempo. Até que ela se afastou dele, virando para o mesmo.
— Quer muito outro filho, não é?
— Hey, vai escorrer Claire!
— Owen, você já está ficando obcecado. — segurou o rosto dele com as duas mãos. — Nós, vamos ter outro baby, amor. — o beijou docemente.
— Não é obsessão...
— Eu sei amor, desculpe por usar essa palavra. Mas fica tranquilo, vai dar certo!... Quer ir para casa?
Owen levou ela para o hotel depois de buscarem Clarisse na brinquedoteca. Ela estava dormindo quando o pai pegou a mochilinha dela na entrada do espaço infantil. Enquanto subiam de elevador, olhava o reflexo da pequena adormecida em seu ombro.
— Tem um hematoma novo no joelho dela...
Claire virou-se para olhar.
— Não acredito... — depositou um beijo no bracinho rosaso da filha. Quando chegaram no quarto, Claire foi dar um banho nela e logo a pequena já estava na cama. A ruiva foi até a varanda quando Owen a abraçou por trás. — Aconteceu alguma coisa?
— Não. Por que a pergunta?
— Está calado desde o terraço.
— Vamos tomar banho? — Virou-se para ela enquanto a despia sem pedir permissão.
Ela assentiu hipnotizada por aquele deus grego. Quando os dois já estavam nus, Claire subiu em seu colo o beijando intensamente. O pequeno trajeto até o banheiro foi entre beijos, tropeços e risadas abafadas. A banheira do hotel era um pouco menor que a do banheiro da casa dos dois. Owen sentou-se em meio a empuma com a esposa por cima.
— Se eu molhar esse cabelo, vai me bater?
— Hoje não... — brincou sorrindo para ele.
Eles estavam namorando, curtindo um ao outro. Isso era muito gostoso, fortalecia o relacionamento e a intimidade deles.
Owen esfregou as costas dela com uma esponja bem suave, em movimentos circulares.
— Será que se eu esfregar demais as sardas somem? — Comentou todo idiota.
A ruiva riu alto, aquela risada que só ela tinha.
— Claro que não, baby... Pode esfregar. Elas vão estar sempre aí...
— Será que tem sardas aqui e eu não vi? — Owen apertou o meio das pernas dela.
Claire gemeu com aquele toque ousado.
— Acho que vai ter que olhar melhor... — provocou e virou para ele, sentando em seu colo.
Balançou a cabeça negativamente.
— Quero ir para a cama...
— Só um pouquinho...
Ela começou a fazer movimentos de vai e vem com o quadril.
— Vamos... para a cama... — pediu manhosa.
— Porra, Claire... Meu Deus... Ok, você venceu.
Owen terminou o banho e a levou. Claire deitou no centro da cama e abriu bem as pernas para o marido.
— E então? Tem sardas aí? — Seu tom era sarcástico e provocativo.
Owen sorriu devasso para aquela posição tão explícita.
— Você fica tão gostosa desse jeito, eu amo te ver assim...
O dançar da língua morna do marido se fez presente no seio da ruiva. Sentiu as sugadas e as chupadas, o barulho excitante. Seus mamilos ficavam mais rijos a cada toque. As mãos também a acariciavam, as apalpadas eram fortes e demoradas.
Tudo aquilo era muito excitante. Claire gemia e se contorcia por baixo dele. Owen fazia ela se sentir a mulher mais amada e desejada do mundo. Cada um conhecia perfeitamente o corpo do outro, mas adoravam desfrutar de cada pedacinho. Isso os tornavam completos. Claire estava completamente entregue a ele, ao homem de sua vida.
O amasso ficou ainda melhor quando Owen pegou os peitos em suas mãos, o toque era firme e decidido, os dedos deixariam marcas. Ambas as pélvis dançavam juntas, e as bocas se uniram novamente. Owen desceu a mão para a cintura, segurou-a de um jeito possessivo.
— Rebole no meu cacete, ruiva! — Sorriu safado e escorregou as mãos para a bunda macia e deixou um aperto quente em sua carne.
Ela sorriu e inverteu a posição, ficou por cima, mas fez Owen ficar sentado. Enquanto o beijava, fez movimentos lentos com o quadril. Os levando a loucura.
A combinação era estupidamente alucinante. Boca descendo para os seios rijos, mão na bunda, e uma ereção gloriosa cutucando a esposa. Owen não tinha dúvidas, iria aproveitar muito aquele momento. Ele a ajudava com os movimentos, começaram devagar; esfregando os centros quentes um no outro. A boca quente fazia um trabalho sujo em seus peitos, o loiro batia a língua contra o mamilo, enquanto o polegar traçava o contorno no seio duro. Quando ela gemia, Owen friccionava ainda mais os sexos. Ele estava perto, o calor se concentrou na parte baixa da barriga e sentiu a entrada dela pulsar sem intervalos.
Parecia uma cena erótica de um filme, eles se encaixavam perfeitamente. Owen sabia exatamente como levar Claire a loucura, assim como ela a ele.
Permaneceram naquela posição sentados e a ruiva em seu colo. Quando o sentiu todo dento de si, Claire começou a rebolar, como se estivesse no ritmo de uma dança sexual. Até que intercalou com cavalgadas mais rápidas e fortes.
— Caralho, amor! — Owen rugiu em satisfação, pegou o lábio dela entre os dentes e demorou na mordida. — Eu não pretendo parar tão cedo essa noite!
Ambos sentiram o gosto de sangue na boca, Owen amaldiçou-se por tê-la machucado. Passou a língua sobre o pequeno corte, causando gemidos baixos da ruiva.
— Desculpa neném...
— Tudo bem... — murmurou em resposta. Óbvio que a ruiva sabia que Owen não tinha feito por mal. Ela sorriu para ele. — Também não pretendo parar por aqui... — aumentou o ritmo de seus movimentos, voltando a beijá-lo nos lábios para abafar seus gemidos.
Seus corpos se moviam em perfeita combinação. Estavam suados e cheiravam a sexo. A única coisa que iluminava o quarto era a linda lua lá fora, deixando o ambiente ainda mais erótico.
Owen, sem aviso, penetrou sua língua na boca dela. O beijo tinha de tudo; sangue, saliva e um tesão absurdo. E então ele percebeu que Claire realmente também não pararia tão cedo. Nenhuma parte de seu corpo escultural fora protelada, as mãos do marido correram por suas coxas e subiam até a base de seus peitos. O trajeto era não polido, Owen a pegava gostoso e não poupava indelicadezas. Os gemidos se confundiam e, estranhamente, o quarto já não estava tão frio.
Ele ergueu o rosto dela e conectou os olhares. Existiam mil coisas naquela troca de olhares, era engraçado também; pois Owen sabia aonde eles parariam, mas sabia que não estava indo para fazer amor. Não teria calma, nem coisas doces. Owen foderia Claire até não aguentar mais. A noite era longa e, talvez, sobrasse tempo para ser doce. Todavia, a selvageria seria feita com amor. Por que aquilo já era inerente a Owen. Ele não desviou o olhar, existia alguma coisa que o prendia naquele mar verde esmeralda. Claire mal sentiu as mãos do loiro passando em sua coxa, indo, sensualmente, para a parte interna.
Eles estavam conectados de corpo e alma. Nada mais existia ao redor, apenas eles. Claire também não conseguia desviar o olhar do dele, era uma conexão muito forte. Um elo que não conseguiam quebrar.
Ela foi ficando cada vez mais ofegante, indicando ao marido que estava quase lá. Que estava quase explodindo de prazer, mas não diminuiu o ritmo. Até que gozou e neste momento, selou seus lábios nos do marido para não gritar. Não podiam fazer muito barulho, não queriam acordar a filha. Aquela noite era só deles.
Experiente com os sinais que o corpo da esposa dava, Owen trocou de posição a deitando no centro da cama. Estocou mais algumas vezes, tão forte que a cama acabou rangendo e saindo do lugar. E então, derramou-se pela terceira vez dentro dela. Quase não tinha sêmen para ser expelido aquela altura. Claire o acompanhou e amoleceu sobre a cama, suada e ofegante. Mal conseguia se mover.
— Acho que vou passar o dia deitada amanhã... — brincou.
— Te esfolei toda? — Indagou safado, se afastando e notando a evidente vermelhidão no sexo dela.
— Nada delicado, não é mesmo? — puxou o lençol cobrindo seu corpo.
— O que foi?
— Nada, por que? — o encarou.
— Se cobriu para eu não te ver...
Ela sorriu toda meiga para ele.
— Só estou com frio, amor... — Se aproximou deitando por cima dele. — Quer fazer amorzinho, agora?
Owen arregalou os olhos com o pedido.
— Qual foi nosso record de rounds de sexo ininterruptos?
— O que? — riu. — Por que isso agora?
— Quero saber, não sei se consigo uma quarta vez.
Claire o encarou com uma sobrancelha arqueada.
— Sete! — Balançou a cabeça e saiu de cima dele.
— Qual é ruiva, vem cá poxa...
— Não é nada, acho melhor irmos dormir... — virou-se para o outro lado enrolada no lençol.
— Vou tentar te comer sem ereção então. — Balança ela.
— Não acredito que só aguenta três rounds. — Comentou indignada. — Já passamos a noite inteira transando.
— É que depende da ocasião... Por que não deixa ele durinho de novo?
— Depende da ocasião? — riu irônica. — Então o problema é a ocasião. Não está muito bom para você?
— Claro que tá, vai ficar brava comigo?
— Eu vou dormir... Estou cansada.
Owen descobriu a ruiva até a cintura.
— Não estou mais a fim, Owen. É sério. Estou exausta...
— Esta se fazendo de difícil comigo? — Colocou dois dedos dentro dela.
Claire segurou a mão dele, o fazendo parar.
— Eu queria fazer amor, mas você não estava disposto. Agora eu não quero mais, entendeu? — disse séria.
— Eu estou com toda disposição, poxa...
— Você disse há cinco minutos atrás que não aguentava outro round. Eu não te entendo.
— Estava esperando você tomar uma atitude e dar uma mamada no amigão aqui...
— Agora você vai me falar o que eu tenho que fazer na hora do sexo?
— Não... — Owen encarou-a um pouco sem entender. — Você muda de humor com tanta facilidade.
— Você me dispensou ,Grady. Mas eu sei por que. Você não gosta de fazer amor devagarinho... É sempre do seu jeito... É isso. E tudo bem. Agora, só quero dormir....
— Meu Deus, Claire. Não é nada disso, sério que não entende que é meio difícil eu ficar ereto por horas? Quer que eu tome uma pílula de cavalo? Eu resolvo seu problema.
— Eu já entendi, Owen! Não precisa ser irônico.
— Deu pra ver o quanto entendeu.
— Uma pena depois da noite maravilhosa que tivemos, acabar assim... — se cobriu.
— Graças a você que muda de humor do nada...
— Você se arrepende de ter ficado comigo? — indagou de costas para ele. — Talvez você tivesse sido mais feliz com a Sarah.
Owen não entendeu nada. Primeiro ela não respeitou seus limites "masculinos" e entendeu que talvez precisasse de tempo, depois se irritou por isso e naquele momento, citou a ex noiva morta aleatoriamente. Sem dizer nada, se vestiu e foi deitar na cama com a filha no quarto ao lado. Claire tinha motivos para estar daquele jeito, insegura. E ser abandonada na cama no meio da noite, só piorou tudo. Ficou um bom tempo acordada, mas foi vencida pelo cansaço e adormeceu com os piores pensamentos.
*
O final de semana chegou ao fim, mas a segunda feira começou no Jurassic World com muito trabalho, reuniões, vistorias e entrevistas novas.
Metade do ano chegando, eram tantos eventos na lista que Owen achou que iria ter um derrame cerebral quando pegou a planilha de calendários. Dia quatro de Julho, Halloween, Dia de Ação de Graças, Natal, Ano Novo. Sem falar que ainda não tinham se decidido sobre onde passariam aquelas datas após o halloween ou se ficariam na ilha.
Ao passar pelo corredor que dava acesso a sala onde ficavam os painéis de controle, cruzou com a assistente pessoal da esposa.
Estranhamente quando ela o viu, abaixou a cabeça e pareceu fingir checar o telefone.
— Boa tarde... senhorita?
— Ferguson. Senhorita Ferguson. — Respondeu ainda de cabeça baixa, tossindo um pouco.
— Senhora Ferguson, assistente pessoal da minha esposa Claire, se não me engano...
O telefone do loiro vibrou no bolso, desviando a atenção da mulher. Após pedir perdão, atendeu. Era apenas uma confirmação de carga de carne bovina que chegaria a noite. Estranhamente quando finalizou a ligação, a mulher simplesmente havia desaparecido.
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