História After You - Terceira Temporada
9 Capítulo - An Evening at the Amusement Park
Notas iniciais
Aquele beijo durou tempo suficiente, até Owen finalizar com vários selinhos. Ou iriam parar em cima da cama nus e suados, com toda certeza.
— Você não tem que ficar com ciúme da sua prima, só tenho olhos pra você é mais nenhuma outra mulher. Não me importo se ela sai por aí a tarde toda sem dar notícias, não é o cheiro dela que me dá crise de abstinência. Nunca vai ser. Não tem nada haver, por favor. Não faça isso. Se te incomoda que eu fale com ela, eu ficarei longe. Certo?
Claire olhava no fundo de seus olhos e um sorriso se formou em seus lábios.
— Certo. Me desculpe, amor... eu fiquei cega de ciúmes é só queria ficar um pouco sozinha, então eu voltei para a casa dos meus pais. Era lá que eu estava.
— Está mais calma?
— Estou... — Sussurrou dando vários selinhos nele.
— Hmmm... Então vai me dar a honra de jantar com o seu homem?
Owen levou a mão direita dela aos lábios, galanteador desde sempre.
— Com certeza. — Sorriu aproveitando para acariciar seu rosto.
— Ótimo.
Quando Owen e Claire chegaram, o jantar estava quase no fim. Tinham poucas pessoas na mesa, inclusive Samantha que nem olhou para eles.
— Mamãe, a tia Karen fez eu comer uma sopa verde muito ruim.
— É mesmo? – Claire achou graça, pegando a filhinha no colo e beijando sua bochechinha rosada. — Obrigada Karen, por ficar com ela.
— Sabe que não precisa me agradecer. É um prazer cuidar da minha sobrinha linda. — Levantou e pegou Clarisse no colo. — A titia aqui ama muito. Agora eu vou dar banho nela, enquanto vocês dois jantam tranquilos...
— Não precisa Karen, eu já ia colocar essa porquinha no chuveiro... – Owen disse.
— Não se preocupa cunhado. Eu cuido dela, aproveitem o jantar... — piscou para Claire, que sorriu de volta. Clarisse acenou para os pais enquanto iam em direção da escada.
Owen se serviu apenas de carne e purê de batatas. Sentou-se do lado direito da esposa, propositalmente. Enquanto a conversa na mesa seguia descontraidamente, uma mão larga e áspera repousava na coxa direita de Claire que acabou se engasgando com o gole de suco. Aquele gesto inesperado, a fez se arrepiar por completo. Olhou para ele, com um sorriso de canto.
— Se ficar assim, vão notar. – Murmurou o marido na maior cara de santo do mundo. O que ia contra totalmente o que ele estava fazendo, já que seus dedos se encontravam alisando os grandes lábios de Claire por cima da calcinha.
A ruiva respirou fundo sentindo sua intimidade já ficando úmida. Tentou continuar comendo, mas era quase impossível. Ela recebia uma trégua, vez ou outra para comer direito. Seu desejo por Owen era muito maior que a vontade de comer.
— Vamos subir? – Sussurrou discreta.
— Não comeu muito, Claire Grady. — Dito isso, Owen enfiou o dedo do meio no canal estreito da vagina dela, testando a umidade. Na hora, ela mordeu o lábio inferior contendo um pequeno gemido.
— Já estou saciada. — O encarou e Owen podia ver o desejo queimando em seu olhar.
Porém, Claire estava muito enganada quando o jantar acabou e todo mundo se reuniu na sala de TV pra verem um filme. Owen pegou um canto do sofá e continuou tocando ela quando as luzes apagaram-se. Na metade do filme, estava fazendo um vai e vem com três dedos. Nesses intervalos, levava os dedos até a boca, fazendo questão de olhar pra ela quando fazia isso. Aquilo era muita tortura. Claire não sabia se aguentaria aquilo muito tempo, e ainda temia por alguém perceber o que estava acontecendo. Então em um determinado momento, ela apenas fechou os olhos se concentrando no prazer que estava sentindo e tentando controlar sua respiração. Quando o marido sentiu os músculos internos da dela vagina dar espasmos, deu uma pausa de 5 minutos. Se Claire gozasse ali, perceberiam.
— Que foi, babe? Você parece ofegante. — Murmurou muito próximo do ouvido dela, beijando-o em seguida.
A ruiva olhou bem em seus olhos.
— Sabe que vou me vingar, não é?
— Se vingar? Estou te maltratando?
— Não disse que vou te maltratar... — Beijou docemente seus lábios.
— O bom, é que quando subirmos, vou encaixar meu... — Owen começou a falar sacanagem no ouvido de Claire. Sem pudor algum. Sabia que a excitava ao máximo, e Claire não pode conter o imenso ardor que sentiu no meio das pernas. – ... Depois vou colocar com tanta força dentro de você, que você vai molhar a cama na primeira empalada que eu vou te dar, enquanto chupo esses peitos gostosos...
— Então vamos agora. – Claire ordenou e levantou de mansinho, para o restante da família não perceber. Owen nem mesmo fez menção de levantar. Mandou mensagem pra ela.
"Volta aqui, não terminei..."
“Não, se quiser... vai ter que vir aqui!”
"Não é o momento, volte gostosa."
“Lamento, Grady.”
"Vou continuar aqui, então."
Pouco depois, o loiro escapou e foi atrás da ruivinha insaciável. Escondido. Claire já estava deitada e de banho tomado. Por baixo do edredom, estava completamente nua de olhos fechados. Ela não ouviu a porta se abrir, muito menos o homem se aproximar, cautelosamente. A ruiva permaneceu imóvel.
— Sei que está acordada.
— Por enquanto... já estou quase dormindo...
Owen tirou o edredom dela,e Claire não se moveu. Ele esperou alguma reação, depois colocou o tecido de volta e a beijou na testa. Foi tomar banho. A ruiva sorriu de canto e ficou esperando ele voltar. Então, Clarisse entrou no quarto, de pézinhos no chão.
— Mamãe, papai? Tem um monstro embaixo da minha cama.
Claire suspirou e tratou de colocar rapidamente sua camisola.
— Vem cá, me amorzinho...
— Mata ele, mamãe? — Esticou os bracinhos para ser pega.
A mãe riu e a pegou no colo, a aconchegando em seus braços.
— A mamãe vai te proteger, sempre meu bebê. — A beijou várias vezes.
Clarisse logo dormiu nos braços da mãe. Claire a colocou cuidadosamente na cama, a pequena dormiria com eles. Sabia que ela teria medo se acordasse novamente durante a noite, no outro quarto. A cobriu e levantou indo até o banheiro e fechou a porta. Owen cantava uma música antiga, debaixo do chuveiro, cheio de espuma. O cômodo estava impregnado com o cheiro do shampoo dele, cheio amadeirado, cheiro de macho. Claire sorriu e respirou fundo, sentindo seu cheiro. Então tirou a camisola e se aproximou cautelosamente. Sem ele perceber, pegou a esponja e começou a esfregar as costas dele.
— Claire?
— Oi... — respondeu e deu um beijo em suas costas.
— Estava demorando muito pra você ter que vir aqui?
— A Cla apareceu, está dormindo na nossa cama... — o abraçou por trás e esfregou seu peitoral com a esponja. Os lábios do marido agora vagueavam pelo pescoço da ruiva, fazendo-a queimar de dentro para fora.
— Nossa garotinha levada... Acho que você não se comportou muito bem hoje... — Ele beijou-a mais uma vez, misturando o sabor dela em sua boca, sentindo todo o gosto que tinha os lábios de Claire.
A água caia sobre o corpo dos dois, ambos queimando de desejo um pelo o outro.
— Hmmmm... — Arfou. — E o que pretende fazer comigo?
— Te levar para um quarto vazio, por que juro que o que eu quero fazer com você tem que ser em uma cama. Aquela pia não vai amortecer a comida selvagem que eu vou te dar...
Só de ouviu-lo falar daquele jeito, Claire sentia sua intimidade latejando.
— O quarto ao lado está vazio... — Sugeriu.
Os dois foram para o quarto ao lado, de toalha mesmo. Depois de verificarem que estavam trancados a sete chaves, Owen aproximava-os cada vez mais da cama a cada carícia recebida no calor daqueles beijos voluptuosos, até que ambos estivessem próximos o suficiente para sentir as cobertas tocarem em suas pernas. Claire caiu sentada na cama surpresa, mas logo Owen deitou sobre ela acariciando-lhe as pernas enquanto terminava sussurrando em seu ouvido.
— Eu quero você só pra mim.
Os beijos estavam cada vez mais desejosos e mais quentes. As mãos de Claire percorriam pelo corpo dele, aquele corpo grande e musculoso que era só pertencia a ela.
— Eu sou toda sua, desde que nos conhecemos. — Confessou tesa, em seu ouvido.
Owen puxou a toalha que ainda encobria o belo corpo de Claire, revelando as curvas tentadoras e os belos seios redondos de mamilos róseos. O loiro tornou a beijá-la, descendo pelo pescoço e mordiscando-o de leve até chegar aos seios. Ele os acariciava enquanto roçava seus lábios neles, provocando-a, para no instante seguinte descê-los úmidos sobre seu ventre, arrepiando-a, até chegar na vagina encharcada e rosada. A bela ruiva afagava os cabelos dele, contorcendo-se de prazer quando a língua dele passeou pela sua pequena entrada, obrigando-a gemer seu nome uma vez mais, incendiando a pele do marido, que a invadiu violentamente e ao mesmo tempo de forma carinhosa. A única iluminação do quarto era um abajur ao lado da cama, o cheiro de banho começou a dar lugar ao cheio do sexo. Claire mordia os lábios em satisfação, essa que somente Owen sabia lhe proporcionar. Ambos necessitando loucamente um do outro. Owen introduziu o pênis no canal estreito dela com certa brutalidade, arrancando mais gemidos da esposa, mas que logo foram amenizados por um beijo impetuoso, fazendo as línguas se moverem em um movimento uniforme. Misturando todo o desejo proveniente das empaladas cada vez mais rápidas do loiro contra o corpo macio de Claire, transformando dor em prazer.
— Se você gemer muito alto alguém poderá nos ouvir. — Colocou um dedo sobre os lábios dela, fazendo menção para ela se calar, mas parecia que ela ignorou completamente o gesto do marido, lambendo o dedo dele enquanto roçava os lábios, deixando Owen completamente deleitado com a situação.
Como retribuição, investiu com tanta força que a cama rangeu violentamente no piso, acertando a parede em cheio.
— Alguém com certeza ouviu isso. — riu ofegante, olhando em seus olhos.
A cada estocada de Owen, a fazia ver estrelas. Suas mãos que até então seguravam os lençóis, agora estavam arranhando as costas do marido o avisando que estava quase gozando. Grady moveu o corpo dela para cima do dele, invertendo as posições de uma forma que as estocadas continuassem. Ela agora estava no comando, rebolando sobre o sexo dele que continuava consumindo o dela cada vez mais rápido. Os corpos se moviam de forma sincronizada e deliciosa. As mãos largas do marido a ajudavam a rebolar mais facilmente sobre o pênis tornando o movimento impecável. Claire alisava e arranhava o abdômen perfeitamente definido de Owen com o prazer da estocadas impetuosas, mas não menos gostosas.
Owen cuidadosamente, sentou-se sem alterar o ritmo frenético das estocadas na ruiva, que gemia prazerosamente enquanto rebolava maravilhosamente sobre o pênis rijo. Ele a beijou mais uma vez. Os suores dos corpos dos dois agora estavam misturados e unidos pelo prazer. Claire ainda subia e descia no pênis do marido, enquanto roçava os lábios no pescoço dele e mordia de leve pelo prazer, as unhas eram cravadas nas costas que a abraçava fortemente, unindo-os ainda mais.
Os corpos queimavam de dentro para fora, cada toque, cada beijo e cada estocada pareciam aumentar ainda mais aquele calor, que ardia como fogo, mas não machucava; pelo contrário, era extremamente prazeroso.
— Gostosa... — Owen gemeu mais uma vez e tomou um dos seus mamilos róseos num beijo repleto de desejo e paixão, sugando-os delicadamente, levando a ruiva a deleitar-se sofregamente sobre o sexo dele no ápice do prazer de ambos. — Eu te amo... — Ele abraçou-a, e ele despejou todo seu sêmen dentro dela, onde o prazer de dois, se tornara um só.
Claire não disse nada, apenas o abraçou forte enquanto sentia-se se aliviar e amolecer nos braços dele. As respirações estavam completamente descompensadas e ofegantes. Agora após suarem feitos dos animais, podiam começar a sentir frio em seus corpos quentes. A ruiva saiu de seus braços o puxando junto com ela para deitar e os cobriu. Não parou um segundo de olhá-lo com um sorriso bobo. Owen afagou os cabelos ruivos da esposa.
— Você cavalga muito bem, já disse isso?
Ela riu e se aproximou beijando docemente seus lábios.
— Não... é muito bom saber disso...
— Pode fazer mais vezes.
— Anotado. — sorriu e acariciou-lhe a barba. — Vamos para o nosso quarto? Se a Cla acordar e estiver sozinha, vai chorar...
— Vamos sim. De quem é esse quarto? — Owen ajoelhou-se entre as pernas da ruiva e analisou o líquido esbranquiçado e viscoso vertendo-lhe da vagina.
— É de hóspedes... — o observou. — Gosta do que vê?
— É uma das minhas visões preferidas de você. É como uma comprovação de que você é minha.
Claire se aproximou sentando em seu colo, com uma perna de cada lado segurando o rosto dele com as duas mãos.
— Eu sou sua, Owen Sheldon Grady. De corpo e alma. Sempre serei. Nunca esqueça disso. Eu te amo!
— Se eu não falar o mesmo, vai ficar brava, não é? — Prendeu ela pelo quadril.
— Não é obrigado a dizer nada...
— Só fiz uma pergunta, babe. — Owen a carregou até o banheiro ao lado, procurando algum lenço umedecido nas gavetas, inutilmente.
— Vem... – Claire o puxou para dentro do box e acabaram tomando outro banho, trocando carícias. Quando terminaram, voltaram para o quarto e se vestiram. — Ainda bem que ela não acordou... — comentou com um sorriso, enquanto a cobria. — Está com fome?
— Acabei de comer sua buceta, amor. Estou mais do que satisfeito.
Claire deu um sorrisinho e levantou-se.
— Eu vou lá na cozinha comer algo...
Owen olhou ela de canto, desconfiado. Estranhou não levar uma bronca pelo palavrão.
— Hm... quer companhia?
— Com certeza... – Aproximou-se o dando um demorado selinho. — A melhor companhia do mundo.
Os dois desceram juntos, de mãos dadas como se fossem para um passeio. Beliscaram algumas coisas na geladeira, inclusive sobras da ceia. Claire estava sentada na bancada de mármore, Owen acomodado no meio das pernas dela, desafiando-a a comer um pedaço de bacon.
— É só esse, tá gostosão...
— Não sei, amor... — fez uma careta. — Não posso ganhar peso até o ano novo, já comprei meu vestido...
— Acha que esse pedacinho vai te engordar?
— Mas pode me dar dor de barriga.
Owen deu uma gargalhada.
— Você é engraçada, Claire.
— Não é verdade... — desviou o olhar envergonhada. — Acho que já posso dormir.
— Tem certeza?
— Você não quer dormir?
— É que você comeu só 2 fatias de queijo e tomou um suco de nada.
A ruiva sorriu acariciando sua barba.
— Como igual passarinho, lembra? — suspirou. — O que seria de mim sem você...
— Eu só cuido de você, como faço desde o começo. — Owen levou ela pra cama no colo, um pouco devagar, já que estava praticamente tudo escuro. Ela estava adorando aquilo e aproveitou para ficar cheirando seu pescoço.
— Tem uma coisa que você precisa saber... — sussurrou.
— O que?
Owen avançou a escadaria de madeira, não muito rápido para não fazer barulho.
— Eu não te amo como antes... sabe por que?
— Por que? — Parou no meio dos degraus.
— Porque a cada dia, eu vou te amando mais e mais. — sorriu toda apaixonada.
— Ah, babe...
Se não fosse pela escuridão, Claire teria notado as bochechas dele arderem de vermelhas. Chegando no quarto, a colocou na cama e preparou uma caminha para Clarisse no sofá cama, perto da cama. Sabia que era espaçoso demais e não queria machucar a filha durante a noite. Claire ficou o acompanhando com o olhar. Não poderia ter tido mais sorte com aquele homem maravilhoso. Além de um marido incrível, era um pai perfeito. Ele era tão cuidadoso em cada detalhe e gesto com Clarisse, que a inspirava ter mais filhos com ele.
“Seria perfeito.” Suspirou com o pensamento.
Ele se deitou ao lado dela depois de voltar do banheiro, estava claramente cansado.
— Se ela acordar, coloco ela aqui com a gente.
Claire se aproximou e encheu seu rosto de beijos.
— Quer uma massagem nas costas, amor?
— Eu agradeceria muito... — Murmura jogado no travesseiro.
— Tá bom...
Claire pegou seu creme no criado mudo e o fez deitar-se de bruços. Sentou-se sobre ele despejando o líquido e massageando com muito empenho.
— Ah, que mãozinhas dos céus, ruiva...
— Que bom que está gostando... — ficou um bom tempo fazendo, até notar Owen relaxado e quase adormecido. Então o cobriu e deitou bem pertinho dele.
— Je t'aime mon amour. — Sussurra no pé do ouvido dela, no seu melhor sotaque francês.
Claire sentiu um arrepio percorrer seu corpo.
— Onde está aprendendo, francês?
— Meu melhor amigo é francês, se não sabe. – Disse referindo-se a Barry.
— E ele está te ensinado?
— Eu pedi pra ele me ensinar umas coisas. Só isso...
— Gostei disso... você está sempre me surpreendendo.
— Deve ser útil para impressionar minha mulher todos os dias. — Fechou os olhos.
— Eu tenho muito orgulho do meu maridão. — sussurrou em seu ouvido e também fechou os olhos, pronta para dormir, logo amanheceria. Owen dormiu segurando a mão dela sobre o peito.
*
Pela manhã, Clarisse acordou antes dos pais e foi deitar ao lado da mãe, já que Owen estava a abraçando. Claire percebeu aquela movimentação na cama e acabou acordando, vendo a filha bem pertinho dela.
— Bom dia, princesa... — sussurrou e a trouxe para seus braços.
— Bom dia, mamãezinha. — respondeu toda meiga. — Estou com fome.
— Já vamos tomar café, o que acha de acordar o papai?
Clarisse riu colocando o dedinho indicador na boca e foi fazer o que tinha costume. Deitar em cima do pai e atormenta-lo despertá-lo.
— Acorda papaizinho. — esfregou as mãozinhas em sua barba.
Como resposta, Owen resmungou e virou de lado. Mas a pequena era insistente, começou a sacudi-lo e pular na cama.
— ACORDA PAPAI...
Owen acordou, de cara feia. Clarisse sentou ao lado dele o olhando com os olhinhos brilhantes.
— Olha só, você acordou o papai. — Aninhou a pequena entre seus braços grandes e fortes, e a beijou.
— É dia de passear papaizinho.
— Bom dia, amor. — Claire disse saindo do banheiro e se aproximou o dando um selinho.
— Bom dia... passear, é? Achei que hoje fosse o dia de dormir o dia todo.
— Que chato, papai!
— Não é chato, é uma benção.
Claire riu e pegou a garotinha no colo.
— Vamos escovar esses dentinhos... E sim, vamos conhecer a cidade. — piscou para o marido e foi para o banheiro com a filha, voltando minutos depois. — Agora, vamos descer e tomar café...
Owen foi de má vontade, só melhorou a cara quando viu que tinha ovos com bacon do jeito que ele gostava. O dia passou um pouco rápido, não nevou, e com a ajuda do sol, a quantidade de gelo das estradas diminuiu bastante. Eleanor e o marido decidiram ir so parque de diversões da cidade, todos juntos.
— Talvez ganhamos desconto na bilheteria, já que somos muitos. — Owen gracejou enquanto bebericava seu chocolate quente, em uma das poltronas da sala de estar. As crianças estavam entretidas embaixo da árvore de natal, em montar um trilho de trem elétrico.
— Nossa família sempre ia lá nos natais, ver a decoração e brincar nas atrações. Claro, quando não estava muito frio.
— Antigamente, aqui fazia muito mais frio essa época do ano, não é, querida? — O tio de Claire fez a observação enquanto olhava as horas no grande e exagerado relógio de parede.
— Sim, querido.
Claire apareceu na sala, junto com Karen.
— Vamos? Se não fica tarde e não conseguimos fazer quase nada.
A família concordou e todos foram em direção a garagem, no total seriam três carros. Logo deram partida em direção a cidade.
— Papai, já chegou?
— Não, Clarisse. Acabamos de sair.
— Ah... — Disse claramente decepcionada.
— Daqui uns minutinhos chegamos, meu amor. — a ruiva disse sem desviar o olhar da estrada.
Quase vinte minutos depois, já podiam avistar a enorme roda gigante indicando que estavam chegando ao parque.
— Você vinha aqui também?
— Sim amor... vinha quase todo fim de semana com meus pais. — suspirou com a lembrança.
— Como a gente morava na fazenda, era difícil irmos nesses lugares. De vez em quando aparecia um circo na cidade e íamos todos juntos. – Owen comentou de olhos fixos na estrada. — Adorava jogar pipoca na cabeça das pessoas na minha frente.
Claire riu alto com o relato do marido.
— Eu nunca fui em um circo...
Incrédulo, o marido olhou pra ela.
— Tá brincando?
— Não. Eu nunca fui.
— Vamos resolver isso.
Mal chegaram no estacionamento, Clarisse avistou o carrossel de longe e faltou voar pela janela do carro. Por sorte, estava presa na cadeirinha.
— QUERO IR NO CAVALINHO, QUERO IR NO CAVALINHO! CAVALINHO, CAVALINHO!
A ruiva riu junto ao marido.
— Calma, meu amor. Você vai no cavalinho. — disse saindo do carro e tirando Clarisse da cadeirinha. Obviamente, segurou bem a mão da criança para ela não sair correndo. — Ainda bem que hoje o tempo está melhor...
Os outros dois carros da família, param perto deles e começaram a sair do carro. Gray estava tão entusiasmado quanto a priminha. Eleanor saiu do carro, notando a empolgação da pequena sobrinha.
— Fique de olho nessa mocinha, querida. Houve casos de sumiço de crianças por aqui. Se lembra, querido?
— Ah, me lembro. A polícia até hoje não encontrou. Muito triste... conheço os pais de um deles.
O senso de proteção de Owen Grady apitou de todas as formas possíveis naquele momento, só pensava no desespero de não ter sua ruivinha nos braços ou em alguém a fazendo mal. Atordoado com aquelas pensamentos, pegou a pequena no colo e não soltou de jeito nenhum. Por sorte, quando entraram no parque notaram algumas viaturas fazendo patrulha, policiais monitorando os frequentadores do local e pedindo para os pais mais desatentos, cuidarem de seus filhos e não os deixarem dispersos por aí.
Aquilo com certeza era horrível, uma família que saiu para se divertir e acabar com uma tragédia. Claire sentiu até seu coração doer só de imaginar o que aqueles pais estão sentindo, pior ainda, o que será que aconteceu com essas crianças? Evitando esses pensamentos, Claire olhou para o marido e filha, sorriu pois sabia que ninguém no mundo cuidaria melhor de Clarisse do que Owen.
— Então... vamos comprar os tickets.
— Isso. — Karen concordou. — Esperem a gente aqui. — avisou para todos e ela, Claire e Eleanor foram até a banca. Era difícil saber qual das três era mais exagerada, já que voltaram com vários deles.
— Prontinho, agora podemos ir. — disse Eleanor segurando a mão do marido.
Owen seguiu com Clarisse mais a frente com os dois sobrinhos, Karen ficou ao lado de Claire.
— Me lembro do papai tentando vencer aquele joguinho de tiro para ganhar aqueles brinquedos de recompensa pra gente, mana.
— Verdade... — sorriu. — E ele era bem empenhado com essa missão, quando perdia ficava mais triste que a gente... — suspirou. — Sinto tanta falta deles.
— Todos nós sentimos, meu amor. O importante é que dentro de nós, vão estar sempre vivos. — Eleanor a abraçou de lado.
Claire deu um sorriso triste, assentindo com a cabeça.
— Vem acontecendo uma coisa com a Cla... — pensou se contava.
— O que tem nossa bebê?
— Ela sonha com a mamãe. — olhou para Karen e a tia. — É possível a mamãe estar aparecendo para ela?
Karen e Eleanor olharam para a ruiva, incrédulas.
— Se é um sonho, ela não "aparece".
— Mas a Cla nunca viu uma foto dela, nem sequer sabia antes que tinha o mesmo nome da mamãe... É muito mais que um sonho.
— Tem certeza? Nunca contou para ela a história da vovó? Afinal, ela tem a mãe do Owen.
— Claro que eu tenho certeza. É melhor deixar para lá. — se calou se sentindo uma louca.
— Sabe, Claire. Quando Clarisse morreu, as vezes tinha a impressão de vê-la pelos cantos da casa. Talvez fosse... uma obra da minha cabeça, para me confortar.
— Mas uma coisa somos nós vermos, que convivemos com ela. Agora Cla é uma criança inocente, e nunca viu uma foto da avó, mas descreveu perfeitamente.
— Nossa, mana. Eu estou toda arrepiada... — Karen agarrou o braço da irmã.
— Eu não duvido do que está falando, Claire. Há segredos entre o céu e a terra, o mundo entre os vivos e os mortos são muito próximos. Acredito que a Clarisse, por ser inocente, tenha um contato natural com quem já passou por aqui. Ela é um serzinho de luz.
Claire também se arrepiou com as palavras de Eleanor.
— Acha que a mamãe quer dizer algo, tia? Ou se tornou o anjo da guarda dela?
— Não posso afirmar isso, não sou especialista. Mas posso pedir informações. Mas antes, vou procurar conversar com a pequena.
Owen estava em uma barraquinha de jogos, tentando pegar algo para a filha. Clarisse batia palminhas e torcia pelo pai. Claire se aproximou dos dois sorrindo e pegou a garotinha no colo.
— Coisa mais linda! O papai está ganhando?
— Mamãe, ele perdeu duas vezes! — Exclamou com as bochechinhas muito vermelhas de tanto pular.
— É mesmo? Será que se ele ganhar vários beijos, ele ganha o jogo?
— Não sei, mamãe.
Owen estava concentrado demais no alvo, para dar atenção. O homem que trabalhava na barraquinha não tirava os olhos da ruiva.
— Claire?
A ruiva o encarou sem entender.
— Sim.
— Ah meu Deus, sou eu... o Jensen... como você mudou. Q-quer dizer... continua linda! — o homem disse deslumbrado.
— Jensen? — arqueou a sobrancelha surpresa.
— Sim! Já faz tanto tempo...
Naquele exato momento, Owen acertou o tiro ao alvo em cheio. Fez um barulhão, Clarisse tapou os ouvidos com as duas mãozinhas. Claire não sabia muito bem o que dizer, então sorriu tentando agir normalmente. Owen parou para escutar a conversa.
— Pois é... você trabalha aqui?
— É... eu gosto daqui. Mas vi que você agora é dona do Jurassic World. Quem diria...
— O mundo dá muitas voltas! Bom, essa é minha filha e o meu marido, Owen Grady...
— Eu vi vocês nos jornais e na Tv... — disse esticando a mão para cumprimentar o loiro.
— Prazer. — Fingiu educação, todo seco. Mas estava interessado em saber quem ele era.
— E você, tem família? — Claire perguntou mais por educação, do que por interesse.
— Oh não, infelizmente... — a fitou intensamente.
— Bom, acho melhor irmos. — disse para o marido. Estava desconfortável com aquela situação.
— De onde se conhecem?
Claire o encarou e quando ia responder, Jensen se intrometeu.
— Namoramos há alguns anos. — Ela olhou para o homem rapidamente.
— Não foi bem um namoro. Foi coisa de adolescente.
— Claro que foi um namoro, minha mãe adorava você. Ela sempre me pergunta por onde você anda.
— Devia ter pensado nisso, antes de andar beijando minha prima escondidos. — disse ríspida.
— Ela que me beijou, Claire. Eu preferia mil vezes beijar você... sabia disso.
—É sério, isso? — Owen questionou, desacreditado.
— Me poupe, Jensen! Agora eu tenho a minha família. — segurou a mão do marido. — Vamos para outro lugar, amor...
— Claire, me desculpe. Juro que foi um mal entendido....
— Não importa. Não faz mais a mínima diferença. — puxou o marido pela mão, ainda com a filha nos braços.
— Querem mais privacidade, vocês dois? — Owen pegou Clarisse do colo da ruiva.
— O que? — ela o encarou incrédula. — Que pergunta é essa Owen?
— Seria uma boa, eu e a Claire temos assuntos pendentes.
Claire encarou o homem vermelha de raiva.
— Qual é o seu problema? Eu não tenho nada para falar com você. — se aproximou de Owen. — Vamos sair daqui, por favor?
O marido atendeu o pedido dela e a levou para outro canto, depois de pegar o prêmio da filha. Clarisse estava de olhinhos arregalados, olhando para os dois, nem deu atenção ao presente novo. Claire que até então encarava o chão, olhou para ele.
— Owen... vai ficar assim comigo? — Tentou segurar a mão dele. Ele não afastou.
— O que?
Ela a segurou e a levou até os lábios e depositou um beijo.
— Sabe que aquilo é passado e não significa nada, não é?
— Relaxa, Claire. O que deu em você? — Sim, por incrível que pareça, Owen estava agindo normalmente. — Você não tem culpa.
Ela suspirou aliviada.
— Pensei que estivesse bravo comigo.
— Não tem motivos.
Apesar de estar ciumento por dentro, Owen levou ela de volta para a família.
— Vou levar a Clarisse no carrossel. Fique com a sua irmã e tia.
— Não quer que eu vá junto?
— Achei que quisesse aproveitar com elas. Mas pode vir se quiser.
— Oh... entendi. Vou ficar então...
— Quer ficar?
— Pode ir... — disse indo se juntar com as meninas.
Owen segurou a mão de Claire, a impedindo de avançar para mais longe. Clarisse, que já estava impaciente, estava se pendurando na mão do pai igual uma macaquinha.
— Babe, olha pra mim. Eu conheço essa carinha.
Claire olhou para ele e forçou um sorriso.
— Está tudo bem... podem ir lá, a Cla já não aguenta mais esperar.
— Você quer minha atenção, vamos. — A puxou para si. — Está com fome?
— Eu não, mas quero um algodão doce... e você, princesa?
— Quero mamãe!
— Ótimo. — Claire puxou o marido até a barraquinha de algodão doce e comprou dois grandes e um pequeno, além de água. Para poder comer tranquilos, Claire pediu para o marido para que sentassem um pouco em um dos banquinhos.
— Abre a boca, amor. — Beliscou um pedaço do doce e fez menção de levar a boca dela. Ela então abriu, esperando o pedaço. Owen colocou na boca dela todos os pedaços, até acabar. Claire fez o mesmo com ele, enquanto Clarisse ainda beliscava o dela.
— Estava gostoso? — Limpa a boca dela com o dedão.
Ela segurou a mão dele e discretamente lamber seu dedo.
— Muito. — respondeu com um tom sensual.
— Ah, não faz isso comigo aqui não... — Olhou pra Clarisse.
— Me da um beijo doce?
— Você não merece beijo depois do que fez agora. Mas saiba que... — Owen começou a murmurar. — Se estivéssemos só nos dois, eu ia te levar ali atrás e você ia gritar bastante.
Claire sorriu sentindo seu corpo se acender.
— Pois por ter recusado esse beijo, não vamos fazer nada quando estivermos a sós. — murmurou da mesma forma e virou o rosto para a filha. — O que quer fazer agora, princesa?
— Cavalinho... — Pediu, claramente cansada.
— Vamos. — A pegou no colo deixando o marido para trás.
Owen alcançou a esposa, a boca cheia de algodão. Os pais finalmente colocaram a pequena no carrossel. Clarisse era só risadas e gritinhos, acenando para os pais que não tiravam os olhos dela. Claireaproveitou para abraçá-lo. Owen segurou o rosto da ruiva e a beijou profundamente, como queria ter feito minutos atrás. Ela sorriu entre seus lábios finalizando com vários selinhos.
— Hm... agora quis me beijar?
— Eu sempre quis te beijar, não vem com essa.
Ela riu voltando a abraçá-lo.
— Eu sei... — sussurrou enquanto observava a filha.
— Ah, então agora é convencida?
— Eu só tenho certeza do que sentimos um pelo outro. — Respondeu sem desviar o olhar do carrossel.
— Que bom... — Owen ficou em silêncio por um longo tempo, vez ou outra cheirando a cabeça dela. — Vai me falar do Jason lá?
Claire suspirou concordando.
— Bom, não tem muito o que ser dito. Ele foi meu primeiro namorado, tínhamos 15 anos na época. E um dia, encontrei ele beijando a Samantha...
— Sério?
— Sim... Esse é um dos motivos por eu não querer você perto dela. Me entende agora? — olhou para ele.
Owen achou engraçado.
— Acha que vou deixar ela me beijar?
— Você não entende, Owen. Todos os meus relacionamentos anteriores, eu fui traída. Meu maior medo é te perder!
— Não tenho motivos para te trair. Nem nunca vou ter.
— Mas você é tão maravilhoso e eu tão chata... Não vou mentir, me sinto insegura as vezes.
— Eu te amo mesmo sendo chata e briguenta.
— Ama até quando ficarmos bem velhinhos e eu ficar pior?
— Claro que sim... — Brincou com o cabelo dela. Owen estava perturbado com o assunto do ex namorado da esposa. — Mas me diz... era namoro sério?
Claire olhou para ele e mordeu o lábio inferior.
— Era. — limitou-se a dizer.
Owen foi sem rodeios dessa vez, na lata.
— Vocês transavam?
Claire segurou o riso.
— O que acha de conversarmos sobre isso mais tarde?
Owen bufou e apertou ela na grade.
— Por que gosta de me torturar?
Ela sorriu de canto e quando ia responder, o carrossel parou e Clarisse correu até eles.
— Quero ir de novo...
— Tenho uma ideia melhor, bebê. Vamos os três juntos. Que tal?
— OBAAA!
— O que? Nós irmos no carrossel? — achou que tinha entendido errado.
Owen revirou os olhos e levou as duas no brinquedo. Ficaram de pé do lado da Clarisse, até que o loiro ergueu a esposa com os braços e a colocou em cima de um cavalo branco. Claire estava com as bochechas coradas, se sentindo envergonhada.
— Está todo mundo olhando para a gente.
— É normal os pais acompanharem os filhos pequenos. O que foi? Tem que se divertir mais, amor.
— Tem razão... — Sorriu.
Então, Claire deixou qualquer pensamentos que os atrapalhassem para trás e ficou focada apenas naquele momento, com sua família. E aproveitaria de cada minuto daquilo.
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