História After You - Terceira Temporada

7 Capítulo - A Special Christmas


Notas iniciais
❤️❤️

— Olha só quem voltou para admirar as louças... — Karen disse rindo se aproximando das duas.

— Titia Karen... — Clarisse correu e a abraçou pelas pernas, a loira a pegou no colo.

— Onde está sua mãe, meu amor?

— Tomando banho com o papai.

Karen e Eleanor se entreolharam constrangidas.

— É... Vou te levar para ela, deve estar te procurando... — A loira queria sumir logo dali, com medo de alguma repreensão da tia Eleanor. O que não aconteceu.

— Será que eu posso levar ela?

— Claro, tia. — Karen deixou a pequena ir para o colo de Eleanor, que inevitavelmente sorriu ao segurá-la.

Quando era criança, Claire era um grude com Eleanor, e não tinha um dia que a mulher não se arrependesse do que disse para a sobrinha. Mas o orgulho, nunca deixou que ela se desculpasse. Então as duas subiram, durante todo o trajeto Clarisse não parava de tagarelar, fazendo a tia que acabou de conhecer, rir.

Uma batida na porta foi ouvida.

— Amor, tem alguém na porta. — Claire disse finalizando o banho.

— Poxa, logo na melhor parte do show erótico da Dearing? — Resmungou.

Ela riu e piscou para o marido.

— Mais tarde tem mais... abre lá, por favor.

De má vontade, Owen foi abrir a porta. Se surpreendeu ao ver a tia da esposa com Clarisse no colo.

— Ah, meu Deus... Como você saiu, filha? — Pegou ela dos braços da mulher mais velha, envergonhado. — Desculpe, ela aprontou algo?

— Ah não, ela é uma ótima menina. — Sorriu. — Owen, você acha que a Claire vai se importar se eu der um presente para a filha de vocês?

De primeira, o loiro não soube responder. Mas logo veio na mente a carinha da ruiva quando ganhou um sorriso da tia, naquele mesmo dia mais cedo.

— Não, ela não se importaria...

— Que bom. — deu um sorriso discreto. — Agora vou deixar vocês se arrumarem. — quando ia sair, hesitou. — Me desculpe pela falta de educação mais cedo. É um prazer conhecer o marido da minha sobrinha. Conhecendo a Claire, você deve ser um homem muito especial. Espero que possamos conversar depois... agora preciso ir finalizar a preparação das coisas. — educada, se retirou.

Owen guardou a fala de Eleanor e entrou.

— Claire?

— Oi... — respondeu saindo com um roupão do banheiro. — Quem era? — foi até ele e deu um beijo na bochecha da filha.

— Sua tia.

Ela o encarou surpresa.

— O que ela queria?

— Disse umas coisas... perguntou se podia dar um presente para Clarisse e trouxe ela no colo...

— Sério? — sorriu para o marido. — E onde você estava, hein boneca?

— Lá em baixo, mamãe.

— Não pode sair do quarto sem nos avisar, está bem? — a pequena assentiu com a cabeçinha e a mãea pegou no colo. — Agora é sua vez de tomar banho... .

Owen foi esperar na poltrona, acabou dormindo. Uma hora depois, Clarisse pulou no colo do pai. Já estava pronta, assim como Claire. A pequena estava quase literalmente uma boneca, vestido rodado vermelho e um laço também vermelho nos cabelos.
Claire também estava com um vestido vermelho, mas era todo de renda. O decote V realçava seu busto e o comprimento era lindo e rodado. Os cabelos com cachos e a maquiagem leve, apenas o batom vermelho destacava.

— Papai, acorda...

— Hmm? — Murmurou de olhos fechados.

— Já estamos prontas, amor.

— Vamos descer papai! Acorda... — Clarisse colocou os dedinhos no olho dele, tentando abrir. Owen agarrou a garotinha e a encheu de beijos.

— É muito princesa mesmo, olha isso...

— Gostou do meu vestido, papai?

— Amei neném. Você é a garota mais linda da festa...

Clarisse riu toda contente.

— Agora vamos descer, meus amores. — Claire se aproximou.

— Só depois que eu terminar de encher esse neném de beijos...

Claire parou em frente a porta os esperando, estava com pressa. Quando Owen liberou a filha, foi atrás da esposa.

— E essa gostosa? — Flertou fazendo Claire sorrir e dar uma volta.

— Acha mesmo?

— Sim... acho que você é a outra garota mais linda da festa. — Deu um passo a frente, envolvendo-a pelo quadril.

— Então agora eu sou “a outra garota”?

— É que agora eu tenho duas, amor.

— Hum... só não te dou um beijo agora, porque não quero borrar meu batom. — sorriu. — Você está tão lindo...

— Ah, mas eu quero. — Owen tentou beijá-la e ela desviou. — É assim?

— Prometo te recompensar mais tarde... — quando ia dar um selinho nele, alguém bateu na porta. Claire abriu, era Eleanor elegante em um vestido verde longo, com dois empregados que carregavam uma grande caixa. — Tia...

— Podemos entrar?

— Claro... — deu passagem puxando o marido para junto dela. Clarisse passou po baixo das pernad dos adultos toda curiosa.

— O que é isso, titia?

Claire arregalou os olhos surpresa em ouvir a filha chamá-la assim.

“Quando elas fizeram amizade?” Perguntou-se, feliz em ver aquilo.

— É meu presente de Natal para você, princesa... — Os rapazes colocaram a grande caixa no chão. — Pode abrir...

A pequena começou tentar abrir imediatamente.

— Papai, me ajuda?

Owen se prontificou para ajudar a filha e apenas abriu o embrulho, deixou que Clarisse tirasse o presente.

— Pronto meu amor... É um presente bem grande, né?

— Sim papai... — disse toda animada.

Quando finalmente terminaram de desembrulhar, puderam ver que era uma coleção de bonecas de porcelana.

— Nossa tia... É lindo. Não precisava. — Claire disse um pouco sem jeito.

— Não se preocupe, Claire. É um prazer para mim. Essa coleção, Scott deu para sua prima quando ainda era criança, ela não gostou. Então nunca foi usado.

— Isso deve ter custado uma fortuna, não podemos aceitar... – Owen disse também surpreso.

Clarisse já tinha entrado dentro da caixa e abraçava uma por uma. Já tinha colocado nome delas e arrancado um chapéu de uma delas.

— Verdade, não podemos aceitar. — Claire acrescentou.

— Claire... Owen... por favor. aceitem. É o mínimo que posso fazer depois de tudo. A Clarisse gostou do presente...

Claire suspirou e olhou para o marido.

— Bom... tudo bem. – Disse o loiro um pouco sem jeito.

Eleanor sorriu satisfeita.

— Filha, vem agradecer o presente. — a pequena correu para abraçar a mais velha.

— Obrigada, titia. — disse toda meiga. — Eu amei. — a mãe sorriu toda boba.

— De nada, bonequinha... — deu um beijo na testa de Clarisse. — Bom, vou descer. Espero vocês lá em baixo.

Quando ela saiu, Claire encarou o marido sem saber o que dizer. Estava muito surpresa com tudo o que acabara de acontecer. Ele a abraçou e levou as duas para a festa.

— Como se sente?

— Bem... me sinto em casa novamente. — sorriu.

Um homem lindo, loiro de olhos verdes e alto se aproximou deles.

— Oi Claire... — A ruiva virou-se rapidamente.

— Chris... — sorriu e o abraçou. — Quanto tempo.

— Sim, que saudade.

Owen encarou sem entender. Depois de um forte abraço entre os dois, Claire os apresentou.

— Chris, esse é meu marido Owen Grady... amor, esse é meu primo Christopher.

— É uma honra te conhecer, Owen... — simpático, esticou a mão para cumprimentá-lo.

Sério, Owen o cumprimentou.

— Prazer. — Limitou-se a dizer, foçando educação.

Claire percebeu a expressão do marido e se segurou para não rir.

— Chris, onde está sua esposa?

— Está com as crianças, foram falar com a minha mãe.

— Ah sim... — olhou para Owen.

Owen continuava sério e olhando fixamente para árvore de Natal. Claire não entendeu o porque ele estava daquele jeito. Quando Christopher se afastou, ela se aproximou dele.

— O que foi, amor?

— Bonitão seu primo...

— E daí? Amor, não tem porque ter ciúmes. Por favor, isso é ridículo.

— Não estou, só achei ele folg... — Owen caiu em si e calou a boca. — Só estou com fome.

A ruiva o abraçou toda carinhosa.

— Daqui a pouco a ceia será servida. Você está tão cheiroso. — sussurrou próximo de seu ouvido.

A casa estava muito cheia, a maioria eram amigos dos tios de Claire. Afinal, sua família era pequena. Uma mulher alta, loira e muito bonita. Os observava de longe. Enqaunto isso, Clarisse não aguentava mais ter as bochechas apertadas pelos adultos, então, entrou embaixo da árvore de Natal e notou a quantidade de presentes ali. As mãozinhas rasgaram alguns pacotes, que foram deixados de lado por ela não conseguir abrir completamente. Um deles, Clarisse conseguiu tirar com sucesso. Era uma caixa de bombons suíços. Levou um a um a boca. Era a primeira vez que Clarisse comia açúcar de verdade.
Totalmente alheio a ausência da filha, Owen começou a encoxar a esposa discretamente.

— Vou tirar esse vestido mais tarde e você vai ver só...

— Eu estou tão ansiosa para isso, só com essa proximidade eu já estou molhadinha... — Sussurrou passando discretamente a língua nos lábios.

Surpreso com aquela resposta, Owen ficou ainda mais duro e teve que disfarçar a ereção quase evidente.

— Você quer me ver morto, é isso?

— Só se for de prazer... — sorriu e ficou cuidadosamente na frente dele, para ninguém perceber. Até que aquela loira, apareceu.

— Oi Claire.

— Samantha... — disse surpresa. — Oi... — se abraçaram, mas foi rápido.

— Como você mudou... — disse irônica.

— Já você, nem tanto. — usou o mesmo tom. A loira então, encarou Owen e lá no fundo Claire odiou isso. — Esse é meu marido, Owen Grady. Amor, essa é minha prima Samantha.

— Olá Samantha, prazer. — Cumprimentou todo educado, quando Scott chegou com Clarisse no colo. A boquinha toda suja. O rosto, e as mãos também.

— Olha só quem eu encontrei abrindo os presentes dos convidados.

— Filha... obrigada por trazê-la tio. — a pegou no colo. — O que estava comendo?

— Chocolate mamãe...

Claire se preocupou, já que a filha nunca comeu esse tipo de chocolate e não sabia o quanto ela tinha comido.

— Você abriu os presentes das pessoas? Não eram seus! — Owen a repreendeu.

Clarisse fez um biquinho de choro e colocou a mãozinha na boca, envergonhada.

— Desculpa, papaizinho... — começou a chorar.

— Vai pedir desculpa para os donos dos presentes. — Tirou um lenço do bolso e a limpou.

— Mais não sei de quem é, papai. — soluçou. E aquilo partiu o coração de Claire.

— Imagina Owen, não tem problema. E ela só conseguiu abrir o de chocolate mesmo. — sorriu e passou a mão nas costas da garotinha. — Tudo bem, pequena...

— Mas não eram dela. Não faça isso de novo, Clarisse!

A pequena assentiu soluçando, Claire foi sentar com ela no sofá.

— Já passou, filha. Não precisa mais chorar. Nunca mais faça isso, tá?

— Tá bom mamãe...

Uma garotinha de cabelos longos castanhos e olhos cor de mel, sentou ao lado delas.

— Oi... eu sou a Maisie. Como é seu nome?

— Eu sou a Claire e esse é minha filha Clarisse... — a pequena no colo da mãe, parou de chorar olhando para a menina ao lado. — Você deve ser a filha do Chris...

— Sou, sim. — sorriu e Claire também.

— Então, eu sou sua tia e ela é sua priminha.

Por fazer tanto tempo que não via a família, Claire não conhecia seus sobrinhos.

— Quantos anos você tem, Maisie?

— 4 anos. — fez com os dedinhos. — E a Sua filha?

— Responde para sua prima, meu amor.

— Tenho quase três... – Também fez com os dedinhos.

*Owen foi beliscar a mesa de aperitivos, tentando parecer educado e não um esfomeado.

— Olá... — Samantha apareceu ao lado dele. O encarando de cima a baixo. — Então... como conheceu minha prima?

Owen levou um susto, não esperava ser surpreendido pela prima da esposa, muito menos com aquela pergunta.

— Ah... É... Trabalhamos na mesma empresa.

— Tenho que confessar que fiquei surpresa quando soube que Claire tinha se casado, ainda mais agora te conhecendo. Como aguenta ela? Ela sempre foi tão chata...

Owen mudou a postura totalmente.

— Eu não "aguento" a Claire nem nunca precisei. Ela é uma mulher maravilhosa, uma pena que você não a conhece.

— Nós crescemos juntos, a conheço muito bem.

— Olá... — a ruiva se aproximou abraçando o marido. Samantha revirou os olhos e saiu de perto. — O que ela tanto falava?

— Nada dengo... — Beija a cabeça dela. — Já disse que está linda?

— Não disse... — ficou com as bochechas coradas.

— Mas você é a mulher mais linda da festa toda. Sem dúvida nenhuma.

Ela sorriu e passou a ponta do nariz no dele.

— Nossa filhotinha tem uma nova prima... — mostrou para ele de longe, as duas brincando. — Ela agora quer até dormir no quarto com ela, para a nossa sorte...

— Muita gente vai dormir aqui?

— Acho que não, amor. Conhecendo minha tia, ela não gosta de estranhos na casa dela. — Riu. — Será só a gente, Karen, os meninos e meus primos... — Ela avistou a esposa do primo, no sofá com um bebê no colo. — Vem cá amor... — o puxou pela mão. — Rachel...

— Meu Deus, Claire... — a morena sorriu.

— Não precisa levantar... esse aqui lindão é meu marido Owen... Rachel é a esposa do Christopher. — os apresentou.

— Uau... ele é lindo mesmo. — brincou simpática. — Tudo bem, Owen?

— Tudo ótimo... — Respondeu simpático. — E esse garotão aqui? Meu sonho é ter um para completar a família...

— Sério? — sorriu. — Vocês não vão se arrepender. Eu vi a linda garotinha de vocês.

— Ah, é a nossa Clarisse. — sorriu orgulhosa. — Conheci a Maisie, ela é linda.

— Obrigada. E esse é o James... está com cinco meses. Quer segurar, Owen? Assim motiva mais vocês dois.

— Posso? — Respondeu surpreso e a mulher assentiu.

Owen pegou o bebê com destreza, que ganhou depois que Clarisse nasceu. E sim, ele sentiu ainda mais motivado para fazer um bebê na esposa aquela noite.

— Oi garotão... fala "titio Owen".

Claire nunca pensou ver aquela cena tão cedo, Owen com outro bebê nos braços. E simplesmente sorriu com a ideia de ter outro filho. Então sentou ao lado dele, para ver melhor o pequeno sobrinho. O bebê olhava fixamente para Owen, tentando reconhecer aquele homem. Inocente, James sorriu para o novo tio. Owen nem parecia ele mesmo mais, ficou igual uma manteiga derretida.

— Ele sorriu para mim, você viu? Ele sorriu para mim!

— Vi sim, amor... — passou a mão no pezinho minúsculo do bebê, lembrando como é gostoso ter um bebezinho.

A noite seguiu agradável na mansão. Logo começou a nevar e todos foram para o lado de fora, ver o espetáculo. Clarisse estava no colo do pai, com a boca aberta tentando engolir um floquinho de neve. Claire estava abraçada no marido, rindo do jeitinho da filha. Por coincidência, os homens começaram com um torneio de piadas infames e Owen começou a se sentir mais em casa. Participou e contou todo quanto é tipo de piadas sujas, aproveitando que as crianças estavam longe.

— Claire, seu marido é especialista em piadas. Impressionante.

Todos ainda estava rindo.

— Eu sei bem. — sorriu de canto.

Claire tinha medo de Owen não se sentir à vontade com sua família, ou eles não o aceitarem por algum motivo. Ele é seu marido e queria vê-lo feliz. E naquele momento, soube que estava tudo em ordem. Quando Clarisse chegou, as piadas pararam.

— Oi amor do papai.

— Oi amor da filhinha...
Todos em volta riram novamente. Owen aninhou a pequena nos braços, sabia que ela queria dormir. Eleanor se aproximou de Claire.

— Podemos conversar?

— Claro. — levantou e a acompanhou até a outra sala.

— Olha... aquilo que aconteceu no dia do enterro... bom, eu errei muito com você. — os olhos da ruiva ficaram marejados. — É que foi tão doloroso para mim perder o meu irmão e a minha melhor amiga. Eu não sabia o que estava fazendo... E sei que a sua dor foi muito maior. Me perdoa, Claire?

— Titia... — a abraçou. — Eu senti tanto a sua falta. — ambas choravam. — Eu precisava tanto de você naquele momento.

— Eu sei e me arrependo profundamente. Mas agora, estou aqui minha querida.

Na sala de estar, Karen se aproximou sentando ao lado de Owen.

— Você viu? Será que as duas vão finalmente se acertar?

— Eu espero que sim, significa muito para Claire... É tão estranho. Depois de tanto tempo de casados eu conheço o resto da família dela hoje...

— Eu sei cunhado. Depois de tudo o que aconteceu, a nossa família era só eu e Claire...

Foi quando começaram a ouvir alguns fogos de artifício. Já era natal. Claire e Eleanor se juntaram a eles na sala. Owen tentou ver algum resquício de que as duas estavam bem enquanto abraçava a esposa e desejava feliz Natal.

— Feliz natal, ruiva...

— Feliz natal, amor. — o abraçou bem forte.

Toda a família se abraçou e se cumprimentou. Clarisse dormia no sofá toda embrulhada quando a ceia foi servida. Owen e Claire se sentaram lado a lado.

— Me diga... O que aconteceu entre você e sua tia?

— Ela me pediu desculpa. — sorriu. — Fizemos as pazes amor, eu nem acredito.

— Fico feliz por isso. — Beijou a mão dela.

Os olhos dela brilharam. Estava louca para beijar o marido e ansiosa para irem para o quarto. O jantar começou a ser servido, era um grande banquete. Após a ceia, bastante farta, foi a hora de abrirem os presentes. Owen primeiramente fingiu que não tinha comprado nada para a esposa. Ela estava bem sem graça com aquilo, já que estavam todos olhando para eles. Claire entregou a caixa para Owen.

— Feliz natal... — era o Rolex mais caro do mundo, custava $129 mil dólares.

Owen não tinha noção do valor do presente, mas ficou satisfeito. Ainda usava lealmente o primeiro Rolex que a esposa o presenteou no primeiro natal juntos. Alguns olhares mais experientes avaliaram o presentinho milionário e foi o assunto da noite.

— Obrigado meu amor. Acha que combina? — Perguntou após colocar no braço.

— Ficou perfeito. — Sorriu. — É... vou levar a Clarisse para a cama...

— Mas ainda não acabou a festa... — Segurou ela pelo pulso.

— Eu só vou colocar a Cla na cama... depois eu volto.

— Está bem...

Claire a pegou no colo e a levou para o quarto, trocou a roupa dela colocando o pijama e a levou para o quarto onde Maisie e James também estavam dormindo. Então voltou para a sala. O marido a esperava com dois embrulhos na mão.

— Vai ter que dar os presentes da Cla, amanhã... — disse se aproximando dele.

— Mas é o seu, bebê. — Entregou para ela.

— Meu... — sorriu. — Posso abrir aqui?

— Pode sim...

A ruiva pegou um dos presentes, abrindo primeiro.

Era um perfume da Sephora com as iniciais dela.

— Mandei fazer uma essência única. Deu muito trabalho, mas não pelo preço. Tive que entrar em contato com o diretor da empresa e não foi fácil, quase tive que viajar e estragar a surpresa. Daí tive que te descrever para a pessoa que iria fazer o perfume. Então, o cheiro de baunilha é bem suave... misturado com outras coisas que combinam com você.

O vidro era impecável. Um presente único. Havia uma grande pedra de diamante polido como tampa. As iniciais dela estavam escritos em um metal reluzente. Como ouro. Claire estava boquiaberta, era uma das coisas mais lindas que já vira. Claro que o restante dos familiares prestaram atenção nos dois. Eleanor, Karen e Samantha estavam estáticas com aquele presente único.

— Meu amor... eu nem sei o que dizer. É maravilhoso. — tirou cuidadosamente a tampa, sentindo o delicioso aroma. O perfume que ela usava, agora estava muito melhor. Colocou o perfume na caixa e o abraçou forte. — Esse perfume é igual a você. Único. Obrigada, amor...

— Feliz natal... — Deu um selinho nela.

Claire sorriu e o deu mais um selinho.

— E esse outro presente? — perguntou curiosa.

— É o presente da Clarisse. Eu deixei ela escolher... — Segurou o riso.

— Sério? — perguntou toda boba. — Eu abro, ou espero ela para abrir amanhã?

— Acho que pode abrir.

Dentro do embrulho, Claire se deparou com uma escova de dentes da Frozen. Claire começou a rir e pegou a escova.

— A mamãe amou o presente dela. O seu presente está lá em cima. — Sussurrou.

Owen arqueou a sobrancelha.

— Tenho outro presente?

— Claro. Quer subir?

Owen maneou a cabeça positivamente enquanto tentava desvendar aqueles brilhantes olhos esmeraldas.

A ruiva o puxou pela mão, na outra estava seus presentes. Foram até o quarto, ela colocou os presentes na mesinha e foi pegar mais dois presentes para ele. Um era outra caixa Rolex.

— Esse é para você usar no dia a dia...

— Meu Deus, vai me dar a coleção toda? — Surpreso, Owen pegou o outro relógio. — Amor, é muito dinheiro...

— Não gostou? — fez uma carinha triste.

A resposta foi o rosto dela ganhando vários beijos de agradecimento.

— Eu te amo...

Ela sorriu e o abraçou.

— Eu também te amo, muito... muito... agora falta o presente da Cla. — pegou uma caixinha pequena. Dentro tinha uma chave.

— A sapequinha comprou presente para o papai?

— Comprou sim, baby. Mas só vai poder ver do que é, quando voltarmos para casa...

— Quero só ver... — A abraçou por trás. — Tenho um presente grandão para você agora...

— Hm... — murmurou. — Quero isso a muito tempo, sabia? — empinou a bunda, sentindo o membro dele.

Owen ficou louco com aquela atitude, esfregou-se nela por um bom tempo enquanto ofegava no pescoço dela. Ela soltou um gemido provocativo. Estava tão excitada, necessitava tanto do marido. E aquele quarto, com as grandes vidraças que davam para ver a neve caindo ao lado de fora, aquela lareira os aquecendo. Era tudo muito excitante. Claire virou para ele, olhando em seus olhos podia ver que o desejo era recíproco. Então finalmente o beijou, do jeito que quis a noite toda. Sua língua procurava a dele desesperadamente. Então, Owen sentiu aquele perfume. O perfume que sempre o fazia perder um pouco do controle que tinha.

Baunilha. Baunilha e shampoo.

Aquele maldito perfume...

Suas mãos abriram habilidosamente o zíper do vestido, enquanto beijava suavemente as costas dela por cima da roupa. Sem pensar muito, Owen empurrou para os lados o tecido de seda que cobria seus ombros e abaixou a cabeça até o local, aplicando beijos suaves. O perfume estava mais forte do que o normal, combinando perfeitamente com o ambiente escuro e incrivelmente sensual. As mãos foram para o sutiã abrindo-o lentamente. Ela se afastou um pouco, para que o marido pudesse removê-lo completamente. Então, foi pego de surpresa, ao constatar que ela não usava calcinha por baixo do vestido, agora no chão.

Claire mordeu o lábio inferior e virou para ver sua expressão.

— O que foi, baby? Surpreso? — sorriu de canto.

— Estava sem calcinha esse tempo todo?

— Sim... a noite toda... — pegou um morango na bandeja da mesinha e foi até a cama, deitando de bruços e mordendo-o de forma sensual.

Fascinado, o marido a seguiu já sem a camisa e as calças. Acabou por ficar aí com a roupa de baixo e foi se deitar com ela.

— Acho que morango e Claire combinam perfeitamente...

Owen traçou beijos na nuca da esposa até chegar nas costas, não deixando de notar as pequenas e delicadas sardas á luz forte da lareira. Os beijos acentuaram pelo quadril, nádegas e coxas, até o dedinho dos pés. Sem dúvida alguma, aquela visão dela de bruços era demasiadamente excitante. O marido podia notar cada curva, o quanto o corpo dela era perfeito de qualquer ângulo. Era era sua deusa, sua musa inspiradora. Sem dúvidas. Owen adorou o corpo dela por tempo suficiente com delicados beijos e carícias não muito ousadas, a princípio. Claire repousou a cabeça sobre os braços, suspirando a cada toque e beijo de Owen. Ela sem dúvidas era a mulher mais amada do mundo. Então se esticou pegando mais um morango.

— Seria mais perfeito se você me beijasse... — mordeu sensualmente o morango.

Owen virou-a de frente para si, prendendo seu rosto nas mãos e encarando-a nos olhos. Ambos os rostos estavam tão próximos que seu nariz tocava o dela.

— Você é muito apressadinha, ruiva. — Falou, sabendo bem que ela já queria ser penetrada.

Seus olhos pareciam presos aos dela, e a vontade quase incontrolável de beijá-la tomou-o subitamente. Owen reparou que a boca dela estava um pouco aberta, puxando e soltando o ar por ali, seus lábios mais vermelhos do que o normal. Antes que ela pudesse reagir, ele a puxou pela cintura e deslizou sua boca para o pescoço branco, mordendo e beijando intensamente a pele próxima à orelha. A sensação que sua barba rala lhe dava era quase delirante, e a única coisa que Claire conseguia fazer foi agarrá-lo aos seus cabelos loiros, enquanto aceitava sua língua brincando em sua pele. Suas grandes mãos deslizarem mais para baixo, nas costas, apertando-a com força. Não demorou muito até que seus dedos já estivessem brincando com o ventre dela, e depois de alguns segundos pensando se devia ou não continuar, Owen avançou para baixo, enquanto ainda a ouvia respirar com força contra seu pescoço. A cada vez que ele se aproximava de sua intimidade, ela fica mais excitada. Era muita tortura. Estava ofegante. Então beijava e dava alguns chupões em seu pescoço.

— Não é pressa, baby. Estou com saudade de sentir você entre minha pernas... — sussurrou em seu ouvido.

Sem olhar para Claire, retirou toda sua gloriosa extensão para fora da cueca. Quando estava devidamente pronto, puxou-a pelo calcanhar sem nenhum cuidado, virando-a na cama e posicionando-a, de quatro, à sua frente, enquanto permanecia de pé.

— Eu queria ir devagar, mas não vai dar. Vou te dar o que merece.

Sem nem esperar por alguma resposta da esposa, com um movimento brusco, ele a penetrou com tanta força que tirou seus joelhos apoiados do colchão, deslocando Claire alguns centímetros para frente, enquanto ele soltava um gemido tão forte e satisfeito.

— Owen! — gemeu alto com a penetração e se conteve na hora, ao lembrar onde estavam.

Enquanto do lado de fora a neve caia, dentro do quarto o ambiente estava cada vez mais quente. O único barulho que era ouvido no quarto, era os gemidos dos dois, o som dos corpos se chocando e o fogo da lareira crepitando. Suas mãos ásperas seguraram os quadris da ruiva imediatamente, trazendo-a de volta para trás, ao mesmo tempo que ele metia pela segunda vez, se retirando de dentro dela somente para repetir o movimento. Claire já estava completamente lubrificada para ele, e se não fosse por isso e pelo fato de que estava bastante inclinada a fazer tudo com o marido durante o resto daquela noite, seus movimentos violentos dentro dela teriam doído. Talvez até estivessem doendo, mas ela estava muito concentrada no prazer de senti-lo deslizando dentro de si para pensar em qualquer outra coisa que não fosse isso.As estocadas tornavam-se mais violentas e mais rápidas. E pelo que pôde ouvir, Owen já não segurava os gemidos.
Claire sentiu-o se curvar em cima do corpo dela, sua boca e sua língua encostando em seu pescoço, enquanto seus braços mantinham um abraço apertado na barriga dela.

— Goza para mim, Claire... Goza, minha linda...

Ela não conseguiria mais segurar depois daquele pedido do marido. Em pleno êxtase, chegou ao ápice gritando por seu nome, enquanto amolecia em seus braços quase sem fôlego. O corpo dela se contorcia em deliciosos espasmos longos, enquanto afrouxava as unhas no lençol.

Sem muito cuidado, Owen a virou de uma vez, pondo suas costas na cama e trazendo-lhe o corpo mais para o meio do colchão, de forma que ele pudesse se ajoelhar à frente, entre suas pernas abertas. Claire mal teve tempo de se estabilizar depois do orgasmo, quando ele estocou nela outra vez, com mais força, enquanto fazia movimentos circulares no clitóris com o indicador.

O corpo todo de Claire tremia, estava hiper sensível e podia sentir cada pedaço de Owen dentro de si. Ela jogou a cabeça para trás agarrando o lençol da cama, ambos estavam ofegantes e suados. A cada movimento dele, ela não podia segurar o gemido. Um segundo depois, já estava deslizando seus quadris em um ritmo lento e prazeroso, fazendo com que entrasse e saísse devagar dela.

Owen concentrou-se nos mínimos movimentos daquele ato. Em suas mãos, apoiados um em cada lado de sua cabeça, depois os lados de seu tronco, seios, barriga, coxas, pernas e pés, enquanto seus olhos muito abertos percorriam o corpo escultural e paravam no rosto de porcelana. As ondas que sua língua fazia dentro da boca cada vez que movimentavam os corpos, já tão suados que chegavam a brilhar, e o modo como ele mesmo levantava o quadril dela contra o dele, reforçando o ritmo.
Era como uma dança, e talvez Owen estivesse apenas sendo muito romântico, mas aquela sincronia era tão linda, e a troca entre olhares tão intensa, eram amantes, em um ato extremamente apaixonado.
Claire sentiu-o apressar o ritmo, Owen ditando os movimentos, caindo sobre seu corpo enquanto o rosto da esposa ia para sua orelha e seu pescoço. Ele segurou com força a cintura, mantendo Claire imóvel, e plantou seus joelhos no colchão, investindo dentro da ruiva para baixo com tanta força que fazia com que o próprio corpo quicasse um pouco, afastando-se minimamente do dela, para depois socar outra vez, deixando as peles novamente em contato.

Eles já estavam se amando por um bom tempo. Claire prendeu suas belas e definidas pernas, na cintura de Owen.

— Mais rápido, amor... — gemeu ofegante, indicando que já estava quase no seu ápice.

Por muito tempo, os únicos sons que podiam ouvir eram as respirações pesadas e um som de dois corpos se batendo com força, como tapas. Claire sentiu Owen perder completamente o controle com o pedido, e com uma última investida — tão forte que ela teve que o abraçar — foi a vez dele gozar dentro dela, enquanto ela sentia sua respiração muito forte, ao mesmo tempo em que ele repetia coisas desconexas.

Claire caiu sobre a cama, relaxando o corpo e puxou Owen para deitar ao seu lado. Ambos muito ofegantes, respiravam profundamente tentando recuperar o fôlego. Ela olhou para o marido e sorriu. Ele estava visivelmente exausto e seu corpo escultural brilhando com o suor. Obviamente se sentia orgulhosa de ser responsável por deixá-lo tão relaxado.

— Quer água?

— Não... não agora...

— Está bem... — levantou e foi até a mesinha com a bandeja, pegou um copo de água e foi até a grande janela de vidro, observando a neve cair completamente nua. Owen ficou observando-a em silêncio. Ela virou o rosto o suficiente para vê-lo, e sorriu.

— O que foi?

— Nada...

A ruiva assentiu com a cabeça e voltou a olhar para o lado de fora.

— O que está olhando?

— Só... a neve... nos dias quentes de Nublar, ela faz falta...

— Sente falta dela?

— Sim... — respondia sem desviar o olhar.

Owen vestiu uma calça de moletom e se colocou atrás dela, tentando admirar o que ela tanto admirava. Ela sorriu segurando a mão dele que repousou em seu ventre.

— E você... sente falta?

— Não sei... acostumei.

— Owen... você mudou a minha vida. — suspirou.

— Sei que sim. E fico contente por isso, todos os dias.

Ela virou para ele com um lindo sorriso.

— Te amo!

— Acho que está pegando friagem desse jeito... — A abraçou todo protetor. Aquele era o jeito dele dizer que a amava de volta.

E as vezes aquilo a incomodava, mas não reconheceria. Sentia falta de ouvir um “eu também te amo”. Por mais que ela soubesse que ele a amava, tem coisas que precisam ser ditas. A ruiva se afastou e foi deitar, puxando o edredom e se cobrindo.

— Tem cerveja no frigobar...

— Não quero cerveja, Claire. O que foi?

— Bom... então vamos dormir, está bem tarde.

Sem entender nada, se juntou a ela. Ela se aproximou, aconchegando-se em seus braços.

— O que achou da minha família?

— Gostei deles. Bastante. Que bom que tudo deu certo no final... É como se eu tivesse ganhado mais membros na família, sabe?

— Sei sim... — sorriu. — Me senti da mesma forma quando conheci sua família... ainda temos mais quatro dias aqui, vamos ver como tudo vai ficar. — levantou a cabeça para olhá-lo. — Vamos amanhã na casa dos meus pais?

— Vamos aonde quiser, amor. Agora fecha esse olhinho... — Beijou o meio da testa dela.

Ela suspirou e fez o que ele disse. Não demorou para Claire adormecer.

*

Pela manhã, a ruiva acordou vestida na camisa do marido e com Clarisse colocando o bico da mamadeira na boca dela. Claire sorriu para sua pequena.

— Bom dia minha princesa... Quer dar o mama para a mamãe?

— Sim, mamãe. — Sorriu mostrando os dentinhos.

Claire a puxou para um abraço maternal e a encheu de beijos.

— Você é a coisa mais preciosa da minha vida... quem fez seu mama?

— O que é peciosa? — Sussurrou com os olhinhos curiosos.

— Preciosa... — riu. — É como se fosse um tesouro, algo muito valioso e importante... — deu um beijinho na pontinha do nariz da pequena. — Onde está o papai?

— Ele saiu, mamãe. Disse pra eu cuidar de você direitinho, aí eu te dei mama.

“Saiu?” Pensou. Então sorriu para a filha.

— E cuidou mesmo direitinho da mamãe. Vamos tomar banho?

Clarisse ergueu os bracinhos toda dócil para ser pega. Do outro lado, o tio de Claire apresentava os limites da propriedade para Owen, que estava encantado com o tamanho e beleza do lugar.

— Vocês precisam vir aqui no verão, temos um belo lago bem ali... Só que está congelado. Quando a Claire era pequena, caiu nele uma vez.

Com aquela lembrança do mais velho, Owen lembrou-se quando a ruiva caiu no lago congelado na fazenda dos pais dele. Acabou contando a experiência para Scott, e chegaram a uma cômica conclusão que Claire e lagos congelados não combinavam. Os dois chegaram em casa perto da hora do almoço. Toda a família estava na sala de estar, alguns sentados no sofá e outros no tapete macio. Riam e conversavam, enquanto esperavam o almoço ficar pronto.

— Papaizinho... — Clarisse saiu correndo ao encontro do pai.

— Oi bebê... cuidou bem da mamãe?

A pequena assentiu e Owen a agradeceu com beijos, enquanto procurava pela esposa com o olhar. Pretendia sair após o almoço para conhecer a casa dos sogros. Claire estava no canto do sofá ao lado de Karen. E sorriu para ele, acenando. Owen mandou um beijo no ar para ela, piscando em seguida. Ela não resistiu e levantou indo até eles.

— Oi... onde estava?

— Dando uma volta com o Scott por aí. É bem maior do que pensei...

— Mesmo? — sorriu. Ficou contente em saber que seu marido estava se dando bem com sua família. — Está de pé o compromisso de hoje? — sussurrou.

— Claro, já estou pronto. Vamos quando quiser, baby.

— Vamos depois do almoço, já está quase pronto...

O almoço foi servido com as sobras da ceia. Clarisse acabou derramando caldo de feijão no vestido e atrasou um pouco o passeio, já que Owen teve que lhe dar outro banho.

Claire arrumou uma bolsa com algumas coisinhas para Clarisse. E foi até o quarto.

— Como estão meus amores? Prontos?

— Estamos sim. Vamos demorar muito?

— Não sei amor, por que?

— Só perguntei, já que está arrumando uma bolsa.

— Ah... é só um lanchinho para a Cla... o carro já está pronto, vamos?

Owen levou as duas para o carro e deixou a esposa no volante, já que não sabia onde era. Ficaram por quase uma hora na estrada. Claire estava pálida, seu coração batia tão forte que sentia que sairia por sua boca. A cidade era bem pequena, até que entraram em uma estrada de terra, chegando finalmente na antiga casa dos Dearing. Ela parou o carro e seus olhos ficaram marejados na hora.

— Está exatamente como eu me lembrava... — Claire sussurrou chorosa.

Notas finais
❤️❤️❤️