História After You
39 Capítulo - The Evil's Back
Notas iniciais
Depois de muito tempo, agora Claire podia sentir que realmente nada mais a ameaçava. Graças a Owen que a salvou. Ela estava feliz de estar novamente ali, com sua nova família. Após ficar horas e horas ao telefone em uma chamada com Karen, foi para a varanda da casa dos Grady e ficou ali por um tempo, sentada na rede e vendo o pôr do sol.
Sorrateiramente, Owen apareceu atrás dela, a dando um pequeno susto.
— Boooo!!!!
— Owen! — resmungou dando-lhe um tapa no braço e sorri. — Deita aqui amor, vem aproveitar essa incrível paisagem. — o puxou pela mão. — Estava aqui pensando... vai ter mesmo o almoço?
— Vai sim. — Segurou o local onde havia levado o tapa enquanto se sentava ao lado dela. — Como passou o dia? — Owen havia ido até a cidade com o pai afim de acompanhá-lo na quimioterapia e ficaram um bom tempo na cidade. — Aposto que falaram mal de mim, você e a mãe...
A ruiva sorriu e apoiou a cabeça no ombro dele.
— Passei quase o dia todo falando com a Karen, já imagina o tanto de sermões que ouvi né?! Mas tudo bem, ela tem razão. — Sorri. — Outra boa parte, sim. Fiquei um bom tempo conversando com sua mãe, sobre várias coisas... — Suspirou. — Owen, sua prima também virá?
— Sim, vai vir. Eu acho. — Respondeu simplesmente.
— Okay. — respirou fundo e não disse mais nada, sabia que isso não seria tão agradável. Então apenas observou o lindo pôr do sol.
— Claire, não quero que ligue para ela, ok? Por favor. — começou a beijá-la no ombro percorrendo um caminho até no pescoço.
— Okay...- Claire sussurrou em resposta, respirando fundo, sentiu um arrepio percorrer seu corpo com aqueles beijos. — Amor... não me provoca. Estamos na casa dos meus sogros...
— Eu provocando? Que insulto... — Se finge ofendido. — Não posso fazer carinho na minha ruiva?
— Sei...Tá bom... você sabe muito bem o que seus carinhos causam em mim. — sorriu sugestivamente.
— Tudo bem. Não vou fazer. — Deitou preguiçosamente na rede, fechou os olhos e fingiu dormir. Claire o encarou cerrando os olhos.
— Tudo bem, não faz então. Vou para o quarto sozinha. — levantou.
Antes que ela se afastasse, a mão firme do homem a agarrou, a puxando de volta para cima dele.
— Vem aqui branquela, não deixei você sair. Tem que pedir permissão.
— Ah claro. — Sorriu em deboche. — Sonha que um dia vou pedir permissão para você. — cruzou os braços, fingindo estar brava e fez um biquinho.
— Claire... — Rosnou enquanto a mão áspera tocou-lhe a coxa por baixo do vestido.
— O que? — sussurrou.
— Acha que eu não sei dos seus joguinhos?
Ela o encarou revirando os olhos.
— Tá bom, fica aí sozinho. Meus "joguinhos" — fez aspas com a mão. — Não funcionam mais. Tudo bem, eu supero. — levantou. — Vou dar uma caminhada pelo lago. Até mais tarde Grady. — Dito isso, caminhou para fora da varanda, indo em direção ao lago.
— Claire! Qual é!! Volta aqui mulher. — Sentou na rede a observando se afastar. — CLAIRE DEARING!
Ela o ignorou e continuou andando. Até chegar onde queria, perto da lagoa onde ficava a casa da árvore de Owen. Sentou ali mesmo, se apoiando na árvore em que ficava a casa. Por um breve momento, fechou os olhos e se perdeu em seus pensamentos.
Após um tempo, Owen a alcançou, completamente perdido.
— O que há com você agora?
Respirou fundo e o encarou.
— Tem uma coisa que não te contei ainda... e que nos últimos dias, estão tirando o meu sono.
— O que é? — Aproximou-se dela com a mão nos bolsos visivelmente curioso.
— Vai sentar ou não? — com o tom autoritária de sempre.
— Não quero sentar. Fala logo. — O tom autoritário combinou com o dela.
— Owen, por favor senta aqui do meu lado...
Ele não questionou mais nada e sentou ao lado dela. Claire virou-se para ele o encarando.
— Quando você estava no hospital, recebi uma ligação do advogado do Masrani. — respirou fundo. — Daqui a uma semana é a leitura do testamento dele e temos que estar presentes.
Os olhos claros do homem fitaram o fim do lago e voltaram a encará-la em surpresa.
— Como assim? Testamento? No resort?
— Não, vai ser no escritório da Marsrani Global. Nossa presença é obrigatória... — Suspirou. — E tem mais uma coisa...
Owen visivelmente não apreciou aquela notícia. Mas não protestou.
— Fala amor...
— Quando aconteceu o incidente no parque...- respirou fundo. — A empresa sofreu vários processos e quatro deles foram com o meu nome. Três já foram resolvidos, a advogada do Simon cuidou desses casos. Mas tem um, que está sendo muito difícil...- seus olhos estavam marejados. — Eu tentei fugir, porque é doloroso para mim. — respirou fundo. — É o noivo da Zara, ele está me processando diretamente. Por ter sido a culpada do incidente e da morte dela.
— Ah amor, não fica chateada com isso. Vai dar tudo certo como os outros três. — Owen secou as palmas das mãos suadas antes de pegar as pequenas mãos delicadas dela para junto de si. — Você é a mulher mais forte e decidida que conheci eu te admiro muito, Claire... ele vai perder a causa, eu te garanto. Não faz sentido você ser responsabilizada. Eles vão averiguar bem os fatos...
— Eu sou culpada, sou culpada... Ela e Simon...milhares de pessoas inocentes morreram. — abaixou a cabeça chorando, enquanto segurava a mão dele. — Eu assinei a autorização para que a Indominus fosse desenvolvida, você tentou me dizer que tinha algo errado com ela, eu só pensei em números... lucro para o parque. Eu fui negligente Owen... no dia do incidente, na torre de controle... — enquanto ela falava, vários flashbacks vinham em seus pensamentos. — Você nos alertou que era para matá-la logo, eu hesitei. Hesitei até o fim, precisei ver pessoas morrerem para ver que estava tudo fora do controle. — levou as mãos até o rosto.
— Claire meu amor, de novo isso? Por favor. — Sem dúvidas aquilo tinha sido um grande trauma na vida dela. — Não foi sua culpa. Foi uma falha na segurança. Aqueles engenheiros medíocres também colaboraram com isso. Um paddock totalmente fora do padrão para aquele tipo de animal. Você estava no controle sim. Mas era um trabalho em conjunto. Todo mundo ali teve sua parcela de culpa. Incluindo eu. Mas sabe o que podemos considerar nisso? Uma lição para o resto de nossas vidas. Um aprendizado que podemos levar e aprendermos a ser pessoas melhores. Olha para você, olha o tanto que mudou de lá para cá.
Era incrível como Owen tinha o poder de acalmá-la sempre.
— Amor, me desculpa por fazer você ouvir tudo isso de novo. É que... Eu precisava desabafar, tem momentos que tudo isso me sufoca. Nunca vou esquecer isso. — respirou fundo secando o rosto com as mãos e deu um sorriso fraco.
— Claire... — Em tom de repreensão. — Eu estou com você para te ouvir também, não importa quantas as vezes tenha repetido. Não sei se já deixei claro isso para você, mas é isso que espero para nós dois. Somos amigos também. Acho que essa amizade é a base de um bom relacionamento, seja ele qual for. — Owen ofereceu-lhe um sorriso aquecedor. Mas ainda queria mudar o foco daquela conversa. — Se lembra daquele natal que você disse que queria que eu te trouxesse aqui no verão? Foi antes dessa cabecinha dura aqui escorregar para dentro do lago congelado.
— Eu lembro sim, queria nadar no lago com você... e você fez, me trouxe. — se aproximou dele e o abraçou. — Obrigada, não poderia ter escolhido um parceiro de vida melhor.
Owen aproveitou ela ter envolvido os braços para encaixa-la no peito em um abraço demonstrando profundo afeto.
— Vamos nadar nele amanhã, ruiva. Mas vamos passar bem longe dele quando estiver congelado. Principalmente você.
Claire soltou uma gargalhada com o último comentário.
— Com certeza... — suspirou. — Eu sei amor, você além de tudo é o meu melhor amigo! — Após mais uns minutos abraçados a ruiva se manifestou. — É melhor eu ir ajudar a sua mãe com o jantar. — Levantou-se. — Vamos? Estou pensando em algo para hoje à noite... talvez uma surpresa.
— Que tipo de surpresa, Dearing?
— Não posso contar, mas tem algumas regras. — Sorri. — Vai ficar no quarto até eu te mandar uma mensagem. Pode ser? — Diz empolgada.
— É a mesma surpresa da outra vez?
A ruiva sorriu ao lembrar do que ele se referia. A surpresa que ela fez no Natal.
— Não Grady, não é. O que me diz? Enquanto eu preparo tudo. Vai ter que ficar no quarto.
— Está bem, ruiva — Ele se levanta. — O que eu não faço por você, huh? Mas vou aproveitar e tomar um banho. Acho que o pessoal começa a chegar amanhã...
— Que bom. — deu um selinho rápido nele. — Isso amor, fica bem cheiroso. — segura sua mão enquanto caminham até a casa. — Vai ser muito bom ver seus sobrinhos.
— Tenho certeza que os dois também estão ansiosos para ver a tia deles... — Sorriu quando percebeu a escuridão da noite tomar conta do campo. Algumas luzes acesas da casa já poderiam ser vistas de longe.
Ela deu um sorriso largo, Owen sempre a fez se sentir como da família o que a fazia se sentir muito bem acolhida por todos. Exceto Bárbara, que era mais um problema.
Assim que chegaram na casa, Owen subiu para o quarto enquanto Claire foi preparar a surpresa, com a ajuda da Senhora Grady. Elas ficaram um bom tempo na cozinha preparando tudo e conversando sobre coisas aleatórias. Após terminarem, a ruiva saiu para arrumar tudo. Em uma hora estava pronto e ela voltou para se arrumar. Suas coisas estavam em outro quarto de hóspedes, para que Owen não a visse se arrumando. Assim que terminou, respirou fundo ansiosa e feliz e foi para varanda esperar seu amado. Ela estava deslumbrante em um vestido vermelho com um decote V e rodado da cintura até os pés. Saltos pretos, cabelos ondulados e maquiagem leve, exceto o batom que também era vermelho. Então, mandou uma mensagem para Owen.
"Amor, pode descer. Estou à sua espera na varanda".
*
Em passos apressados, Owen desceu a escadaria de madeira da velha casa.
Estava de calça jeans preta, camisa social e sapatos sociais. No pulso, o Rolex que havia ganhado da amada no natal passado.
— Claire? Meu Deus. — Literalmente de boca aberta, o homem aproximou da bela mulher ao lado, gentilmente segurou-lhe a mão em um gesto cavalheiro e a beijou. Os olhos claros do homem passearam por todo o corpo dela, até chegar no decote onde olhou por bastante tempo, até chegar nos lábios cor de escarlate. — Está linda.
A ruiva assim que o viu, sentiu faltar-lhe o ar ele estava incrível. E deu um largo sorriso.
— Obrigada amor. — Suspirou o olhando de cima a baixo. — Uau...você está muito, muito lindo. — sorriu. — Está pronto Senhor Grady?
— Para o que exatamente? Estou bem curioso. E pronto como pode ver... — Pisca para ela.
— Ótimo, já vai ver. — segura a mão dele o puxando. — Vem, vamos para sua casa na árvore.
Owen a acompanhou sem mais perguntas. Estava muito curioso pelo que ela havia preparado.
— Vai subir de salto na casa da árvore?
— Owen. — virou para ele e sorriu. — Eu corri da T-REX de saltos, subi nessa árvore não é nada. — a ruiva subiu na frente e assim que adentrou a casa, deu passagem para o loiro.
A pequena casa estava iluminada com algumas velas, dando um clima romântico para o local. Algumas pétalas de flores vermelhas lhes mostravam o caminho até a pequena mesa, improvisada. Lá estava o jantar que Claire, com a ajuda da Senhora Grady, havia preparado para o amado.
— Era isso que preparou com a minha mãe, amor? — O homem sorriu torto a abraçando por trás.
— Foi...- virou-se para ele passando os braços pelo pescoço do ex-marinheiro. — Olha, eu sei que é um pouco demais. Mas, eu quero te dizer o quanto sou grata por tudo o que faz por mim, desde o dia que me salvou do homem que me atacou no escritório. Que sou muito feliz de estar ao seu lado... – suspirou. — Tem várias coisas que quero te dizer na verdade. — Sorriu ficando com o rosto corado.
— Se me permite dizer, também tenho várias coisas para lhe dizer...Claire Dearing. Sempre a admirei, você possui várias virtudes que muitas vezes passa despercebido pelas outras pessoas. — Os braços cheios de músculos a envolveram pela cintura. — ... Eu tive a oportunidade de te conhecer em todos os sentidos. E não deixo de agradecer aos céus todo dia por poder desfrutar de cada instante ao lado da mulher mais incrível que eu escolhi para ser minha. E por isso vou aproveitar para perguntar, se você... Claire Dearing, você aceita ser minha para sempre?
— Owen eu... não sei o que dizer. — nunca tinha escutado tantos elogios, e vindo do loiro. Era muito mais significativo. — Eu já sou sua para sempre, meu amor.
— Não oficialmente... — Dito isso, um sorriso torto no rosto do homem se formava enquanto ele ajoelhava diante dela, a mão direita lhe segurava a mão e a outra pegava uma pequena caixa de veludo negra do bolso da calça. — Claire Rose Dearing...
— Owen...- nesse movimento sentiu seu coração errar as batidas, lágrimas formavam em seus olhos verdes esmeraldas.
"Aí meu Deus, é isso mesmo?"
A ruiva pode sentir seu corpo estremecer diante daquele gesto. E o encarou sem piscar.
— Você é tudo para mim. E por muito tempo você foi a única coisa que tinha. Mas agora eu quero que seja diferente. Eu te quero como a minha mulher. — Ele finalmente abriu a pequena e delicada caixinha de veludo. Um reluzente anel surgiu ali no meio. A pedra de esmeralda cintilou aos olhos dela, e isso não passou despercebido. — Você aceita se casar com esse treinador de dinossauros que não tem nada a lhe oferecer a não ser amor e proteção? Ele promete não pedir muito. Apenas seu coração... Você aceita?
— SIM! Sim! Sim! Aceito! — eufórica, não precisou pensar para responder. A ruiva se ajoelhou ficando na mesma altura dos olhos dele. — É tudo o que mais quero! Ser sua mulher, passar o resto da minha vida ao seu lado. — sorriu e as lágrimas escorreram pelo rosto de porcelana dela. — Owen... seu amor e proteção é tudo o que preciso e meu coração é seu e sempre será! Você é o homem mais incrível que já conheci, te admiro imensamente. Será uma honra ter o seu sobrenome! — seus olhos fitavam os dele, ambos brilhavam mais que as estrelas daquela linda e noite inesquecível. Até que Owen pegou-lhe a mão para colocar o anel.
O loiro lhe oferecia o sorriso mais sincero e satisfeito que havia demonstrado em todo o tempo juntos. As palmas das mãos suadas esfregaram na camisa uma última vez antes de retirar o pequeno e delicado anel da caixa de veludo e colocar no dedo anelar da amada. Como previa, encaixou perfeitamente fazendo ambos sorrirem ainda mais.
— Sabia que combinaria com você.
Claire encarou o anel em admiração. Era divino.
— É o anel mais lindo que já vi em toda minha vida! — o olha nos olhos. Owen levanta e a puxa cuidadosamente ficando frente a frente. — Eu te amo, amo como jamais imaginei que seria possível amar alguém. — se aproxima passando os braços pelo pescoço dele e o beija intensamente e ele retribuiu na mesma intensidade.
*
O restante do jantar foi calmo, o clima era dos melhores. Apesar de não estar nervoso em relação a ela, agora estava com a ansiedade a mil para contar a família. E seria no grande jantar de fim de semana.
As trocas de olhares eram intensas e após terminarem, a ruiva teve uma ideia. Colocou em seu celular a música que tanto gostava e havia dançado com Owen, quando estavam na praia “Like I'm Gonna Lose You”. Se levantou esticando a mão para ele.
— Me concede a honra dessa dança? — sorri.
— Claire, sabe quanto tempo fizemos isso? Eu nem sei mais como que se dança... — Ainda sorrindo, revirou os olhos e a puxou delicadamente pela mão, enlaçando o braço esquerdo na cintura dela.
— Não precisa saber, apenas se balança no ritmo da música. — Sorri e repousa a cabeça em seu ombro. — Isso parece um sonho, que nunca quero acordar... Aí meu Deus, imagina quando eu contar para Karen. — começa a rir.
— Eu imagino sim, ela chorando no telefone toda derretida igual a irmã dela. — Supôs o óbvio, a guiando lentamente no ritmo da música.
A ruiva sorriu o abraçando mais forte, ficando pensativa.
— Nunca imaginei que casaria um dia, você é único Grady. Será que podemos dormir hoje no trailer? — o encara.
Owen suspirou ao ouvir ela mencionar o trailer, recuou a olhando.
— Por qual motivo?
— Por que eu quero amar você a noite toda. — sussurrou ao seu ouvido.
— Eu também quero muito isso. Aproveitamos para nos despedirmos no nosso velho trailer...
— Como assim? — o olhou confusa.
— Vamos morar em um local temporário. Até eu poder arrumar um emprego e comprar um casa. Mas só resolvemos isso depois da leitura do testamento do Masrani. Enquanto isso ficaremos aqui na minha mãe.
— Não Owen. — se afastou dele. — Como você decide isso sem me comunicar?
— Não Owen nada, resposta errada. É: Sim Owen.
— Não! — Vai até o celular desligando a música. — Eu não vou morar aqui, não vou dar trabalho para seus pais. Eu sempre fui independente e não vou depender de você. Olha, se quiser ficar aqui tudo bem, afinal é sua casa. Eu vou procurar outro lugar para ficar. Já que decidiu isso sozinho.
— Ok, ficamos em um hotel então. Sabia que não ia gostar... — Coçou a cabeça um pouco envergonhado. Claire tinha tudo na vida, e logo depois que aceita se casar com ele, já tinha mais uma decepção. — Desculpa, eu... tive que vender o trailer, Claire.
Se aproximou dele segurando sua mão.
— Por que teve que vender?
— Porque sim. Vamos? — Tentou desconversar.
— Owen Sheldon Grady, me responde!
— O que foi? Precisava da grana. O seguro que recebi do Jurassic World foi só metade, não tinha outra opção!
— Meu Deus Owen! Senta aqui. — o puxou pela mão, para que se sentasse ao seu lado. — Quero que entenda uma coisa, ainda mais agora que vamos casar. — calmamente, respirou fundo. — Você sabe que eu tenho dinheiro o suficiente para manter nós dois, não vamos vender a nossa casa.
— Não vai manter nós dois coisa nenhuma, isso é meu trabalho agora!
— Não é não. É nosso! Vamos dividir as despesas da nossa casa. Vou fazer uma planilha para isso.
— Claire!!! — Ele começa a se exaltar. — Esperava que eu chegasse em você e pedisse dinheiro para comprar sua própria aliança?
Ela sorriu e maneou a cabeça negativamente. Que homem teimoso, levanta e se senta no colo dele com uma perna de cada lado.
— Calma amor, somos parceiros em tudo! Sem exceção. Até sair a outra parte do Seguro, eu vou pagar as coisas. Owen, por favor não se sinta ofendido com isso. Eu e você somos uma família.
— Nada disso. Eu vou arrumar um emprego. Pode ficar com ele para você comprar seus sapatinhos ridículos. — Ainda envergonhado, olhava fixo para os cabelos dela.
Ela o encara, se fosse há um tempo atrás. Começariam uma briga ali mesmo, mas ela havia mudado e não desistiria dele. Então o aperta mais contra seu corpo.
— Já está decidido Grady! Não adianta, eu vou ajudar. Querendo ou não. E antes de prolongarmos essa pequena discussão. Vamos dar por encerrada, está bem? Vamos para o nosso trailer...- Sorri e o da um selinho demorado. — Eu te amo teimoso. E nós dois vamos trabalhar.
— Claire... Eu sou o homem da casa, pode me chamar de machista e o caralho que for. Eu me viro. Mas se isso for afetar nosso futuro podemos conversar. Não sei se ainda percebeu, mas eu vendi nossa casa para comprar sua aliança. Você não merecia uma semijóia qualquer de uma loja qualquer. E olha que não estou nada arrependido. Pelo contrário.
— Owen...Não precisava ter feito isso. — respirou fundo. — Vamos resolver isso. Vou comprar nossa casa de volta e vamos ficar juntos nela.
— Não vai comprar.
— Shhh...- colocou o dedo indicador sobre os lábios dele. — Vou sim meu futuro marido. Estamos juntos... juntos pela sobrevivência, lembra?
Owen fechou a cara e não respondeu. Mas aproveitou a situação para mordiscar o dedo dela.
— Aí! — começou a rir e o abraçou forte. — Vamos dar um jeito, sempre damos. Vamos para nossa casa? — desceu lentamente a mão pelo corpo dele.
— Vamos arrumar essa bagunça antes, minha ruiva. — Owen já havia percebido as intenções dela há bastante tempo e levantou-se olhando o decote dela todo descarado.
— Não, arrumamos depois. — morde o lábio inferior. — Vamos senhor Grady. — foi até a saída da casa.
— Meu Deus. Já entendi... — O homem desceu primeiro que ela, e antes mesmo dela terminar de descer, ele a pegou e colocou nas costas indo em direção ao trailer como um homem das cavernas. — Vamos ver com quantas mangueiradas esse seu fogo apaga.
Ela não aguentou e começou a rir, dando um tapa na bunda dele.
— Cala boca, Grady. — Assim que adentraram a pequena casa. Owen a colocou no chão e a ruiva foi rapidamente trancar a porta. — Só para garantir... — caminha até ele e começa a desabotoar sua camisa.
— Cala a boca, é? — Disse a agarrando ferozmente, apertando a ereção evidente contra ela. — Vai se arrepender, Dearing. — Deixou que ela desabotoasse, sem perder o contato visual.
Claire o olhava intensamente, seu corpo queimava de desejos por aquele homem que tanto amava.
— Vou me arrepender? -Ela puxa rapidamente sua camisa olhando minuciosamente aquele monumento em sua frente. — Tenho certeza, que vou amar me arrepender.
Owen, internamente estava em dúvida se fariam amor ou fariam com a selvageria que ele adorava, então preferiu observar os sinais dela. Com habilidade a fez virar-se de costas contra ele e a prensou na parede enquanto distribuía cálidos beijos na pele delicada de sua nuca, erguendo os cabelos em um rabo de cavalo dando melhor acesso aos seus lábios no local. A intensidade dos beijos logo aumentou a medida em que a mão escorregou para o zíper do vestido e o deslizou sem dificuldades pelas costas dela, fazendo questão de roçar a ponta dos dedos na pele da ruiva. Ele desceu com maestria o vestido pelo corpo dela até o tecido cair no chão sob seus pés.
Ela se arrepiou por completo, ficando apenas de calcinha e sutiã de renda preta. Virou para ele e rapidamente tirou seu sinto e abriu o botão e zíper da calça do loiro, sem perder o contato visual, lentamente desceu a mão para dentro de sua cueca até chegar em seu membro já ereto, com as pontas dos dedos, começou a estimula-lo. Seus olhos podiam dizer tudo, Claire queria ama-lo a noite toda.
As mãos do homem estavam acariciando a fina cintura, e foram escorregando lentamente até o seu bumbum, deu um leve aperto com carinho e firmeza, deixando soltar um suspiro sôfrego com aquelas carícias dela.
— Céus... — Como a desejava. Suas duas mãos foram de volta a cintura da ruiva e a ergueu, agora a beijando carinhosamente nos lábios. Ela se deixou ser erguida e facilitou, lhe abraçando pelo pescoço e fechando as pernas em sua cintura. Owen segurava ela ainda pelo bumbum quando os lábios quentes desceram sobre seu pescoço lhe dando beijo e leves chupões fazendo-a se arrepiar levemente.
Assim que finalmente chegaram até a cama. Owen a deitou cuidadosamente e se pôs por cima dela sem cessar o beijo. Claire o mantinha preso com as pernas na cintura dele. Aos poucos o beijo foi se intensificando, as línguas se acariciavam, quentes e macias. A ruiva já estava úmida sentindo a ereção de Owen pressionando sua intimidade, o que a fez gemer entre os lábios dele.
Owen se afastou um pouco de Claire e encarou o sutiã de renda preto que estava totalmente preenchida por seus seios. Que visão! Seu membro latejava reagindo, quase gritando a cada toque, beijo, suspiro, até o cheiro de baunilha da ruiva. Estava quase explodindo, nunca desejou uma mulher tanto quanto ela. Suas grandes mãos escorregaram pela pele dela sentiu-a quente e macia sob seus dedos. Com a facilidade de quem já havia aberto vários sutiãs alheios na vida, abriu-o e Claire esticou os braços tirando-o de vez, deixando seus seios à mostra. Ele não perdeu tempo e imediatamente abocanhou um deles sugando vorazmente.
Nesse momento a ruiva ergueu um pouco a coluna, era muito bom sentir os lábios macios de Owen em seus seios. E sempre que ele o fazia, Claire sorria. Sabia o quanto o loiro amava seus seios. Enquanto ele a acariciava ali, ela agarrou seus cabelos e os puxava gentilmente como forma de estímulo, para provar-lhe o quanto apreciava aquele gesto, assim como todos os outros. Enquanto isso, fazia movimentos de vai e vem com o quadril, roçando na ereção dele.
Os gemidos que recebia de volta eram como estimulantes. Enquanto sua boca cuidava do seio, a mão ágil do ex-marinheiro desceu pela barriga dela, parando sobre a calcinha, pode sentir sua feminilidade quente e úmida. Claire entreabriu as pernas quando Owen colocou a mão por dentro de sua calcinha, tocando-a. Sorriu ao senti-la estremecer sob seu toque.
— Owen...- gemeu com o toque jogando a cabeça levemente para trás e puxando ainda mais os cabelos loiros dele. Ela já estava sensível e pronta para recebe-lo. O queria logo dentro de si e ansiava por aquilo mais do que nunca.
Ele agora parou, observando seu corpo. Os seios dela subia e descia de acordo com a respiração forte e descompassada. O loiro se inclina sobre ela outra vez e beijou seu pescoço, trilhando um caminho até os lábios da ruiva, enquanto suas mãos assumiam o trabalho de ir tirando a calcinha a deixando completamente nua. Só então os lábios se separaram, tinham que respirar. Encaravam-se ofegantes e com as bocas vermelhas. Sorriram. As mãos dele foram até o pequeno rosto dela, segurou-o entre elas, fez um leve carinho e voltou a beijá-la. Porém sua mão não acalmou ali por muito tempo, logo a desceu até o seio da amada, lhe massageando a fazendo gemer.
Owen sentia o membro dolorosamente duro e pronto, queria tê-la e fazê-la completamente sua. Com a pressa do momento, ele tirou a calça juntamente com a boxer preta, jogando no chão junto a cama. O membro grosso com veias pulsantes apontavam para ela, ansioso. Ele tomou-o entre as mãos, passou o dedão sobre a cabeça espalhando o líquido e fez duas vezes um movimento de masturbação, até se aproximar de Claire que estava com as pernas abertas e os joelhos flexionados. Pronta para recebê-lo.
Ao ver aquela cena, Claire sentiu sua intimidade pulsar de tesão. " Deus como ele é perfeito!” Pensou e queria tê-lo logo dentro de si.
— Owen... — gemeu seu nome como uma súplica para toma-la de uma vez. Abriu ainda mais as pernas, mesmo não sendo possível.
Owen se inclinou sobre ela, beijou sua barriga e acariciou sua virilha rapidamente. Então, se ajoelhou entre as pernas abertas da mulher e sentou-se nos próprios calcanhares, puxou as pernas dela para que ficasse sobre duas coxas. O homem guiou seu membro até a úmida e encharcada intimidade da ruiva, passou a cabeça provocantemente por toda a parte íntima dela. Torturando. Ela apenas gemia a mercê dele. Segurando-a pela cintura, a penetrou lento e profundamente. Com os olhos fechados e gemendo, ela o recebeu. Ele não se movimentou. Só começou a estocá-la quando esta abriu os olhos e sorriu.
Era uma das melhores sensações do mundo.
Pegando Owen desprevenido, Claire trocou de posição deixando-o por baixo. Cavalgando nele, rápida, com força, incansável. Ele adorava aquela posição com ela, pois ele tinha uma visão perfeita e privilegiada da amada, com seus seios quicando na frente dele, com seu corpo divino e pecaminoso nu sobre o dele, elevando-o a um nível de prazer que ele só alcançava com ela.
— Isso amor! — Ele gemeu contra os lábios dela, Owen segurou firme nos quadris dela ajudando a subir e descer. Ele podia sentir bater fundo dentro dela, enquanto ela quicava sobre o membro.
Fizeram amor de uma forma intensa e ressignificante. Para Owen era a força que ele precisava para seguir e para Claire a confirmação de que era dela o lugar ao lado dele. Esses conjuntos de coisas, na realidade, aumentava o prazer de ambos, intensificava a paixão e o amor de ambos, e juntos, tiveram um dos melhores orgasmos das vidas deles.
Claire desaba sobre o corpo dele, até que as respirações se normalizaram e ela deitou-se ao lado do loiro. Ela tinha o hábito de após que terminassem de se amar o dizer o quanto o amava, mas dessa vez foi diferente. Não precisava dizer nada, apoiou a cabeça sobre o peitoral suado dele e ficou admirando o anel em seu dedo.
Owen ainda estava de olhos fechados, perdido em meio a sensação única. A ponta dos dedos foi para seus cabelos, fazendo um carinho.
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