História After You
20 Capítulo - Primeiro dia em Família
Notas iniciais
Owen revira os olhos, sabia que a ruiva estava cansada sim. Após mais uns minutos na estrada, Owen finalmente avistou a antiga propriedade onde cresceu. Seu coração se enche de alegria, não pode deixar de sorrir ao ver a casa de 3 andares, a varanda com algumas redes e o sofá que sua mãe costumava se sentar e bordar suas roupas. A plantação do pai logo atrás, o pântano em que o treinador brincava na infância. A lagoa onde ele, o pai e os irmãos pescavam para o jantar.
A senhora Grady estava no pé da escada da varanda, secando as mãos no avental, olhando-os com um sorriso imenso no rosto.
Owen desce do carro e abre a porta para Claire. A ruiva sorriu genuinamente, a casa da família Grady era linda, não era um castelo, era um lar. Um dos mais bonitos que já havia visto.
— Vem, olha ali quem está nos esperando... chorando para variar. Vocês duas vão se dar muito bem. – sorri.
Claire segura a mão do loiro olhando para a Senhora a sua frente.
— Ela é linda! – Sorri.
Owen a leva até a mãe, ao se aproximarem a mais velha abraça Claire fazendo o filho sorrir e a própria ruiva, que pode sentir um amor crescendo dentro de si ao ser recepcionada com aquele forte abraço.
— Pronto, perdi minha mãe. – Brinca observando com admiração a cena.
— Meu Deus, não acredito que estou conhecendo minha nora! Minha nossa, ela é muito mais bonita pessoalmente, meu filho! – Sorri orgulhosa. — Como vai querida?
— Estou ótima! – fica corada pelo elogio da sogra. — É uma honra conhecer a senhora – sorri.
Após a senhora Grady abraçar Claire por várias vezes, finalmente abraça o filho.
— Estou tão feliz que vocês vieram, venham... vamos entrar. Está frio aqui fora!
Ao caminharem para dentro da aconchegante casa, a ruiva aperta a mão do namorado. Estava tensa em conhecer seus sogros, o que o fez sussurrar um "está tudo bem" para que ela se acalmasse. Logo o pai dele surgiu e os cumprimentou também.
— Então essa é a famosa Claire Dearing? Na minha casa? Seja muito bem-vinda a família Claire! Sinta-se em casa. É um prazer conhece-la. – a abraça.
— É um prazer conhecê-lo também e estou muito feliz de poder fazer parte dessa linda família. – sorri claramente corada.
— Ela está envergonhada, né amor? — Owen sorriu. — Já disse a ela que não precisa disso, todos aqui adoraram você...
Após as apresentações, recepções, abraços e lagrimas (da mãe), a mais velha os leva para mesa de jantar que já estava farta. Claire senta ao lado de Owen, todos começam a comer enquanto conversavam e riam.
Após o jantar, o ex-marinheiro levou as malas para o quarto e tomou um longo banho, enquanto Claire o espera sentada na cama, logo em seguida tomaria o seu. Não demorou muito para ele já estar vestindo sua cueca box no quarto e quando a ruiva da minha até o banheiro, decidiu comentar
— Claire... você ainda parece um pouco deslocada. Se quiser vamos embora. – ao escuta-lo, a mesma parou o encarando.
— Não, Não quero ir embora. — vai até ele e o abraça. — Estou onde quero estar, com a sua família e ao seu lado. — o beija na bochecha. — Estou só um pouco sem jeito, não sei como agir. Isso é novo para mim.
— Posso te perguntar uma coisa? – diz apreensivo.
— Claro.
— O Justin não te apresentou para os pais dele?
— Não. — o encara. — Porque a pergunta?
— Está explicado. Primeira vez... — Ele sorriu e a abraçou. — Vai tomar banho logo...
— Primeira vez! – sorri o apertando. — Vou sim. Sabe... – suspirou. — Fico tão feliz de ter dado tudo errado com ele. Por que agora eu estou com você e não quero mais ninguém!
Owen se sentiu imensamente feliz por ouvir aquilo.
— Então isso quer dizer que já me perdoou pelo susto que te dei?
— Foi muito idiota! Mas já sim, não vou estregar nossa viagem. Quero aproveitar cada detalhe com você e seus pais. — sorri. — Eles são incríveis!
— Você que é incrível... — A pegou no colo, sentando-se na cama, apertando suas coxas grossas o que fez Claire arfar de desejo.
— Vou tomar meu banho. – Sussurrou e logo após se desvencilhou das mãos fortes dele, levantando indo para o banho. Owen aguardou com o volume na sua calça quase estourando. Minutos depois a ruiva sai do banheiro e se depara com aquela cena o que a fez sorrir de canto. Claire vestiu sua camisola e engatinhou manhosa pelo colchão, se aconchegando ao lado do treinador.
— Vai bancar a malvada comigo é? — Owen semicerrou os olhos.
— Você tem sido um menino muito malvado, Senhor Grady. — Com uma voz manhosa vira de costas para ele, afim de provocá-lo.
O loiro aproveitou e passa o braço pela cintura da namorada, acabando com todo espaço mínimo entre eles. Naquela posição, Claire podia sentir claramente a ereção contra o bumbum dela.
— Eu sou um bom menino sim, eu cuido de você todos os dias... Mereço ser recompensado... – Sussurrou ao pé do ouvido dela sedutoramente, fazendo Claire estremecer e morder os lábios de desejo. Sem perder tempo, vira para ele deixando seus corpos ainda mais próximos.
— E o que tem em mente, meu herói?
— Te fazer minha mais uma vez... — Começa a beija-la no pescoço suavemente.
— Eu serei sua todas as vezes... – suspirou já ofegante.
Owen intensificou os beijos, deixando um rastro por onde seus lábios passavam. A mão direita escorregou para a coxa dela, pressionando ainda mais contra a ereção. Claire pode sentir o corpo se arrepiar por completo com aquele contato. Amava ver/sentir o efeito que causava sobre Owen. Então, ela o puxa para um beijo intenso, um beijo para recompensar o tempo que ficaram longe que para ambos pareceu uma eternidade.
Owen levou as mãos até a cintura da ruiva a puxando para mais perto. O beijo foi se intensificando e juntamente com ele, os toques ousados dele no corpo dela.
Cada toque leva Claire á loucura. Ele sabia exatamente como agradá-la. As respirações já estavam descontroladas.
— Que tal tirarmos a roupa?!... – a ruiva sugere entre seus lábios.
Owen sorriu ao ouvi-la, a envolveu pela cintura, roçando seu nariz no dela, fazendo-a rir baixinho e por fim lhe deu um beijo na testa. Foi retirando a roupa dela aos poucos, sem perder o contato visual até deixa-la completamente nua. Retira a própria roupa e fica sobre o corpo da ruiva.
— Você é linda... — Comentou enquanto beijava seu ventre e então, colocou as palmas das mãos ali mesmo deslizando-as pela pele até lhe tocar os seios. Segurando-os firme, baixou a boca, sugando o mamilo direito entre os lábios. Owen teve a satisfação de senti-la estremecer embaixo de si. Apoiando as mãos no colchão, circunda o bico rijo com a ponta da língua alternando-se entre os seios em suas mãos, ele provocou e brincou. Sugou e lambeu, mordiscando levemente os mamilos róseos até que ficaram rígidos, ansiando por tocá-la ainda mais. Soltou um seio e correu a mão pelo corpo macio e escultural da amada, deslizando a mão pelo ventre até as coxas entreabertas. Tocou-a delicadamente, explorando cada milímetro da pele delicada de sua intimidade. Um dedo deslizou sobre o ponto de prazer, esperando o corpo dela inteiro se tremer em resposta. Ele estimulou a pele úmida, descrevendo círculos em torno da fenda, enquanto o polegar acariciava gentilmente o seu ponto mais sensível. Owen tinha o poder de levar Claire ao paraíso, ele era intenso e ao mesmo tempo amoroso em todos os momentos e gestos. A ruiva se contorcia por baixo dele de prazer e segurava-se ao máximo para não soltar gemidos, pois tinha receio de que os pais dele ouvissem. Owen deslizou o dedo para dentro dela. Ele aplicou mais pressão com o polegar, fazendo um movimento circular, enquanto o dedo acariciava mais profundamente. Então, mordiscou o seio, raspando os dentes de leve pelo mamilo rijo. Ele desliza o dedo mais profundamente, fazendo pressão no ponto G dela.
— Owen...
Aquele gemido sôfrego o deixou ainda mais desesperado para tê-la para si por completo, e esse desejo se intensificou com ela sussurrando o nome dele cada vez mais alto. Então, posicionou-se na entrada dela, deslizando devagarinho. Claire solta um gemido abafado e prende as pernas na cintura do treinador o puxando-o para mais perto de sim, beija-o desesperadamente, os corpos já estavam suados com os movimentos intensos..
Owen curvou a cabeça, tocando os lábios em sua orelha, rastejando por todo caminho do seu pescoço. A beija na tentativa de abafar seus gemidos, um beijo sedento, sufocado de prazer e desejo. Ela não sabia o quanto ele a queria, o quanto sentia um imenso prazer em vê-la tão entregue. Ele podia sentir o calor irradiando dela, assim como sua pulsação. Ele voltou a observá-la minuciosamente, cada expressão durante o ato, admirado demais para interromper o contato visual. Começou penetrando devagar, queria faze-la gritar de prazer, mas não queria que os pais ouvissem de forma alguma. Mesmo sentindo que chegaria no ápice antes do tempo, ele olhou para baixo vendo seu membro entrar e sair devagar de dentro dela. Beijou-a no queixo, lábio inferior e mordeu seu pescoço.
Céus, o que era aquilo? Mais do que nunca ele teve certeza que a amava, e queria tornar aquele momento único e especial, embora no seu íntimo desejava algo mais brutal. Mas não naquela noite. Se sentia abraçado por ela, aquela sensação o fez apertar o lençol em prazer.
A cada momento de prazer que sentia junto a ele, Claire tinha mais certeza de tudo o que sentia e queria que ele soubesse disso. Estava determinada a prova-lo o quanto o amava e queria passar o resto da vida ao seu lado. Ela já não aguentava mais de tanto prazer, mas segura ao máximo para chegar ao ápice junto a ele. O contato visual a fez sentir ainda mais amada e perdida nos olhos cor de oceano do loiro. Foi inevitável as três palavras.
— Eu te amo!... — sussurrou entre suspiros ofegantes, ainda mantendo o contato visual. Eles não estavam fazendo apenas sexo, eles estavam fazendo amor. Owen reparou que os olhos verdes dela estavam mais brilhantes e destacados, naquele momento pareciam clamar por ele e ao mesmo tempo gravar cada reação dele. Cada olhar, cada suspiro, cada vez em que seus quadris se chocavam, toda sincronia, e sentimentos que se exaltavam entre eles. Ele se moveu lento para depois aumentar o ritmo das estocadas. Owen retira os cabelos ruivos que começaram a grudar na testa e bochechas dela pelo suor. Passou a suspirar alto, estava perdendo o fôlego, mordeu os próprios lábios com tanta força que pode sentir o gosto de sangue. A pele dela estava toda ruborizada, não pode deixar de reparar nisso, parecia que iam entrar em combustão, tamanho o calor que os queimava de dentro para fora. Owen segurou firme seu quadril com uma das mãos, a outra apoiava no colchão e arremeteu-se para dentro dela três vezes seguidas com mais força, na terceira ele pode sentir o líquido se espargir no interior dela, a levando junto com ele para as estrelas. Ainda assim, continuou se mexendo dentro dela, só pra sentir a sensação prazerosa que era estar dentro dela. Estavam conectados, sincronizados, intensos. Owen desabou em cima dela enterrando a cabeça na curvatura de seu pescoço. Ela então agarrou-se ao loiro em um abraço, pode sentir os batimentos do coração dele que estava acelerado, assim como o dela. Ficaram alguns minutos ali até as respirações normalizarem. Claire sentia-se fraca depois de um momento tão intenso.
Owen sai de cima dela e rola para o lado da cama, ainda estava em êxtase.
— Acho que precisamos de outro banho! — O olha e sorri.
Estava tudo maravilhoso demais que Owen nem ao menos conseguia raciocinar, após sua respiração normalizar, o treinador abre os olhos a encarando.
— Não sei se levanto daqui hoje...
Claire gargalhou e se aproximou o dando um selinho, indo logo tomar outro banho. Enquanto escutava a água chuveiro cair, Owen não pode deixar de refletir em todos os últimos acontecimentos. Estava feliz por ter a oportunidade de amar mais uma vez. Ao terminar a ruiva enrola-se na toalha e para por um momento na porta, encarando a linda visão do namorado nu e não pode deixar de sorrir. O que fez Owen sair de seus devaneios a chamando com o dedo e bate a mão no colchão para ela que se deitasse e assim o fez. Mas deitou-se por cima dele.
O loiro a abraça , afundando o rosto no vão de seu pescoço. Ela estava cheirando sabonete, e ele adorava aquela combinação com o cheiro de baunilha natural dela.
— Oi... – a ruiva o encara intensamente.
— Oi... – suspira.
— Como está? — sorri.
— Ótimo! E você? – a beija na testa.
— Digamos que um pouco fraca...
Owen arqueou a sobrancelha.
— Te deixei de pernas bambas, huh? — Sorriu convencido. Claire sorriu como resposta, ficando corada e deita ao seu lado sendo envolvida pelo braço do treinador. — Parece que nunca teve um orgasmo... Seu ex era ruim do serviço?
— Bom... Ele não chega nem perto de você na cama. — sorri de canto. E sente repulsa só de lembrar do desgraçado do Justin.
— Eu sei que sou incrível! – brinca fazendo Claire rir. Após pensar um pouco, decide perguntar. — Onde você o conheceu?
— Nós conhecemos no escritório. – respira fundo. — Era primeiro dia dele e tive que mostrar todo o parque, além de ensina-lo algumas coisas sobre o processo burocrático.
— E a sua irmã? Você parece nunca ligar para ela.
— Depois da morte dos nossos pais... Eu acabei me afastando da minha família... – pausou por alguns instantes. — Sinto falta dela e dos meus sobrinhos...
— Era um momento em que vocês tinham que ficar mais próximas, Claire... – a ouvia atentamente enquanto alisava carinhosamente suas costas.
— Eu sei, a culpa não foi dela. Foi minha! Ela me ligava sempre, mas eu não atendia...estava sempre ocupada demais com o trabalho. Dei total prioridade para o resort... Não quis mais saber de nada.
— Entendo. – a beija no topo da cabeça. — Eu tento imaginar o que você passou, mas não consigo.
— Para mim já é algo normal conviver com a solidão. Mas preciso me resolver com a Karen.
— Claro que precisa, vai dar tudo certo... – sussurrou já de olhos fechados. Claire levanta rapidamente colocando a camisola e volta a deitar, puxa o cobertor os cobrindo e repousa a cabeça em seu peitoral. – Amanhã vou acordar cedo para ordenhar as vacas com o meu pai... – murmurou sonolento.
— Está bem, Boa noite...
— Boa noite...
*
Era por volta das quatro e meia da madrugada quando Owen despertou. Havia deixado o celular no modo vibratório para não acordar Claire e levantou, desligando-o rapidamente. Após se certificar de que ela ainda dormia, começa a se vestir para sair. Havia esfriado bastante aquela noite. Travou a janela e colocou mais um cobertor sobre a amada que dormia profundamente. Logo, o treinador encontrou o pai no celeiro onde retiravam o leite das vacas. Havia tanto tempo em que o loiro não fazia aquilo, que achou que perdeu a prática. Mas não demorou para pegar o jeito novamente.
Eles Levaram grandes latões de leite para caminhonete, pois venderiam na cidade. Outra pequena parte Owen levou para cozinha, para mãe preparar o café da manhã. E Logo o cheiro de café e bolo assado tomou conta da fazenda, isso sem contar os biscoitos.
Já era sete horas da manhã e Claire acorda com o cheiro bom que vinha de fora do quarto. Levanta e vai fazer suas higienes matinais. Estava frio então colocou calça Jeans, botas e uma jaqueta. Saiu devagar indo para cozinha, acompanhando o cheiro do bolo. Ao chegar encontra Owen e sua mãe. A Senhora Grady estava retirando uma torta de maçã do forno quando Claire apareceu na cozinha. O pai dele havia ido a cidade vender o que foi produzido, estava apenas os três na casa aquela manhã.
— Bom Dia...- a ruiva sorri.
— Bom dia minha querida! Como passou a noite? Venha, senta aqui... preparei um café reforçado para você.
Owen sorriu.
— E pra mim, mãe? Nem perguntou se eu dormi bem....
— É a primeira vez da Claire aqui em casa, você não tem tratamento especial Owen. — Ela o acerta o braço com o pano de prato, mandando ele sentar. Claire que observava a cena, começa a rir.
— Mereço... – sorri de canto. — Vem amor, senta aqui. – puxou a cadeira ao seu lado.
— Dormi bem sim, senhora. — sorri finalmente a respondendo.
— Senhora está no céu, Claire! Pode me chamar pelo nome.
— Está bem, Tereza. — começa a comer devagar, degustando o café delicioso da sogra. Já Owen, estava enchendo a boca de comida.
— OWEN, cadê os modos na mesa? Parece um homem das cavernas! – a mais velha o repreendeu e o loiro franziu o cenho. — A Claire vai pensar que eu criei um animal. — balança a cabeça negativamente e serve mais café nas xícaras.
— Já estou me acostumando Senhora Grady. – sorri e pisca para o treinador.
— Então, há quanto tempo namoram mesmo?
— A quanto tempo estamos namorando? — olha para Owen, queria ver se ele sabia.
O treinador olhou para os lados um pouco perdido. Era péssimo com datas.
— É... quanto, Claire?
A ruiva cerra os olhos para ele e o chuta por baixo da mesa.
— Aí... — Fez cara feia ao ser acertado.
— Vamos fazer dois meses... – responde para a sogra.
— Sim, dois meses. — Passou a mão no joelho onde tinha levado o pontapé. A senhora Grady resolve soltar mais uma.
— E quando vão me dar netos?
Owen engasga com o café e Claire com o pedaço de torta.
— Mãe!
— É...Então... — gagueja ficando corada.
— São dois meses de namoro. Não dois anos de casados. E eu já disse a Claire que não teremos filhos! – respondeu rispidamente.
Ao ouvi-lo, Claire se sentiu mal é levantou da mesa indo para o quarto. Após ouvir um sermão e vários xingamentos da mãe que durou mais ou menos meia hora, ele resolve ir atrás dela no quarto.
— Ruiva?
— O que você quer? – diz com desdém.
— Porque saiu daquele jeito... Claire, de novo esse assunto?
— Você viu a forma grosseira que respondeu a sua mãe? — o encara cerrando os olhos, estava claramente irritada. — Nós não temos culpa disso, Owen...Vamos fazer o seguinte, a partir de hoje não teremos mais... — procura uma palavra. — Relações... sem camisinha. Não quero que aconteça nenhum acidente!
— Camisinha? — particularmente odiava. — Não Claire. Sua pílula não é suficiente?
— Não quero que se algo acontecer, você jogue a culpa em mim!
— Não vai acontecer nada Claire. Desde que tome seu remédio em dia.
— Pois é. Não jogue a responsabilidade só em cima de mim! – bufou.
— É responsabilidade minha também. Eu estava pensando em te perguntar... Qual você tomava para eu sempre comprar para você. — Suspirou.
— Não precisa comprar nada para mim.
— Claire Dearing, precisa sim! Para de ser mimada!
— Não é ser mimada Owen. Você acha que só porque tem a sua opinião, os outros não podem pensar diferente? — respira fundo tentando se acalmar. — Não vamos discutir, porque nunca chegaremos em um acordo e eu não quero brigar de novo.
— Me perdoa... – se aproxima.
— Tudo bem... – o abraça. — O importante é que estamos juntos, certo?
Owen pensou bem. Ela tinha razão, a abraça beijando-a na testa.
— Sim gatinha...e me perdoa pela minha mãe. Vamos sair?
— Não tenho que perdoar a sua mãe. Ela só quer netos, ver a família crescer... quem sabe seus irmãos façam isso, deem netos a ela.- respirou fundo. — Vamos!
O loiro segura sua mão e a leva para fora. Estava bem frio, então a abraça contra o peito fazendo-a suspirar.
— Deixa eu ver ... casa na Árvore do Tarzan ou pescar no rio?
— Pescar... — Sorri. — Porque depois vai nevar e a água vai congelar.
— Acho que não chega a congelar. Só um minuto. Me espera lá no rio que vou buscar as coisas. — Owen a solta e corre até o sótão, pega duas varas de pescar, iscas e um pano para se sentarem no chão. Se aproxima com as coisas e dá uma vara de pesca para ela. Em seguida, abre o balde de iscas onde tinha vários vermes se mexendo.
— Pega um, Claire. — Segura o riso.
— Isso é nojento Grady! – arregala os olhos. — Não vou pegar nada disso aí!
— É isca, não vai pegar peixe sem uma. Pega o mais gordinho. — começa a rir de reação e pega um, colocando-o no anzol — Viu só?
— Não vou fazer isso. – aquilo sem dúvidas era nojento. — Coloca no meu?
O treinador revira os olhos, mas o fez. Explicou como deveria fazer e como segurar a vara.
— Só cuidado para não cair no rio quando o peixe morder a isca...
— Okay...- a ruiva arremessa o anzol com a isca, mais foi fraco demais. Então tenta de novo e nada, já estava perdendo a paciência, até que na terceira vez jogou a vara junto. — AÍ MEU DEUS! — corre atrás da vara que caiu mais a frente deles.
— CLAIRE... – começa a rir com a cena. — Hey... vem cá.
O loiro pegou a vara e deu de volta para ela. A coloca de frente para água e fica atrás, com os braços ao redor de Claire a deixando arrepiada. Ele segura a vara de pesca e a ensina como deve fazer.
— Agora tenta... estou segurando.
— CONSEGUI! — começa a rir de felicidade, parecia uma criança. Vira e beija Owen, segurando seu rosto com uma mão e a outra segurando a vara de pesca. O que o fez sorrir abertamente ao vê-la comemorando. Aos poucos, solta a vara e deixa apenas ela segurando, os braços ficaram em torno de sua cintura.
— Sim, você conseguiu. — Aquele era um ótimo momento para sentir os lábios quentes da ruiva nos seus, estava bastante frio e o sol havia dado uma trégua aquela manhã. A beijou diversas vezes com selinhos, a apertando contra si.
— Isso é incrível!... Estou pescando. – sorri.
— Eu que o diga. Claire Dearing pescando. Vou tirar foto e mandar para o Masrani. No dia da confraternização da empresa ele vai pôr no telão. — Owen imaginou a cena cômica em mente e começou a rir. Até que sentiu um puxão na vara de pesca. Algum peixe havia mordido e era dos grandes. Segurou firme pois sabia que ela não ia conseguir tirar o peixe da água sozinha.
— Essa é a minha garota! Pegou seu primeiro peixe! — a beijou na bochecha todo sorridente e orgulhoso.
— Peguei né... Nem acredito! Graças a um certo Tarzan que me ajudou... — observa Owen retirar o peixe do anzol e colocar no balde.
— Não fiz nada. Agora aprendeu? Pega a isca e enfia no anzol, assim... — pegou um dos bichos e colocou na ponta do anzol dele. A cara de nojo que ela esboçava era a melhor. — Vem... eles não mordem nem nada.
— NÃO!!! — grita, tinha pavor de insetos. — Não vou pegar isso. — senta no pano.
O loiro oferece a vara de pesca a ela e senta ao seu lado, preparando outra isca para ele. A ruiva o observa minuciosamente e o sorriso era inevitável. Owen percebeu os olhares dela e sorriu de canto. Os peixes pareciam o ignorar e por um instante se sentiu envergonhado. Afinal, era considerado um dos melhores pescadores antigamente, agora Claire resolve pegar os peixes dele.
— Acho que os peixes estão dormindo...
A ruiva começa a rir e sente algo puxar o seu anzol.
— Owen, segura aqui. Acho que peguei mais um. Acho que não estão dormindo. – começa a rir.
Ele segura a vara e puxa para fora da água.
— Parabéns, Dearing! Estou impressionado... mas dessa vez você pega o peixe. — Segurava o fio exibindo o peixe pendurado. — Ou tem medo de peixe também?
— Você está de brincadeira né? — O encara.
— É só um peixe. Tira ele, Claire...
— Está bem... — prende a respiração e tenta tirar com a ponta dos dedos. — Calmai peixinho...PARA DE SE MEXER!
— Ele não está te ouvindo. – começa a rir.
— Claro que está! Você não fala com seus raptores? Então?!
— Pega ele Claire... cuidado para não escorregar, Patricinha.
Ela o olha cerrando os olhos. Se sentiu desafiada. Então o pega rápido e joga no balde.
— Satisfeito? – com cara de nojo.
— Olha só...- arregala os olhos. — Cada dia me surpreendo mais com você. — riu e deu uma água na garrafa para lavar as mãos.
— Esse cheiro horrível não saiu! — cheira a mão. — Culpa sua Grady! Acho que chega de pesca por hoje.
— Lava com sabão depois, peixinha. Se não estivesse frio poderíamos nadar pelados...
— Nadar pelados? Não mesmo, seus pais estão logo ali naquela casa sabia?
O ex-marinheiro ri alto.
— A gente ia ficar dentro da água. — pega o balde de peixes e levanta. -Vamos.
Owen passa o dia passeando com Claire. Leva a ruiva ao lago, á floresta e mostrou todos os cantos possíveis daquela casa que contava toda a sua história da vida. Mostrou até o velho túmulo onde havia enterrado seu cachorro há 15 anos atrás. O velho balanço de pneu. A ruiva estava encantada com todo aquele lugar. A vida do namorado estava resumida ali e pode conhecer. Prestava atenção em cada história que ele a contava. Até que finalmente chegam na casa da árvore.
— Nossa...A casa do Tarzan! — começa a rir. Fica admirada com o tamanho. Então lembra que ele a contou que tinha sido o próprio quem construiu, o que a deixou mais impressionada e observou cada detalhe.
— Sim, casa do seu animal primitivo. Um dia... — comenta passando a ponta dos dedos na velha madeira. — ... vou construir a nossa casa.
— Nossa casa? — O olha um tanto espantada.
— É... Eu sempre pretendi construir uma casa para minha futura família, quando construí essa casa na árvore... desde então eu tenho isso em mente.
— Vem cá Grady... — o puxa pela mão sorrindo, dando-lhe um abraço. — Você é incrível desde sempre! Preciso parabenizar seus pais pela ótima educação que deram a você.
— Você acha isso? – fica ruborizado ao ouvi-la a abraçando forte. — Sou só um cara comum... mas devo tudo aos meus pais mesmo.
— Eu tenho certeza Owen! – o olha dentro dos olhos. — Você tem um bom coração, caráter, responsabilidade, um humor que...- começa a rir. — Você tem tudo que um homem bom deve ter!
— E com isso tudo eu ganho pontos com a minha namorada?
— Vários! — sorri. — Já é o dono do coração dela!
— Muita responsabilidade cuidar desse coração... — aproximou-se o suficiente para que seus lábios se tocassem delicadamente em um beijo calmo, a ruiva podia sentir as batidas aceleradas do coração do amado.
— Owen... — Diz entre o beijo. — Amanhã é a véspera de Natal. Precisamos comprar algo para seus pais.
— Já comprei... Comprei presente para todos vocês. — Sorriu. — Quer que eu te leve até a cidade?
— Olha só... – sorri. – Sim, preciso resolver umas coisas.
A neblina já havia tomado conta de tudo lá fora. Os sons da noite podiam ser ouvidos claramente. Ao longe um uivo triste de algum lobo faminto. Owen pode sentir um leve arrepio pelo frio repentino.
— Bom... vamos voltar.
— Nossa está muito frio, não trouxe roupas suficientes. — para ao ouvir o barulho do lobo. — A não! Filme de terror de novo não dá! — sussurra.
— Filme de terror? — Ele a encara sem entender, já havia retirado a jaqueta preta e vestido nela.
— Esqueceu da Vila, quando vinhamos para cá! — veste a jaqueta. — Vamos rápido embora! — O puxa pela mão.
— Era só um lugar abandonado. O que tem de mais nisso... — Ele desce a pequena escada que dava acesso do chão a casa no topo da árvore. A espera embaixo. — Desce amor... só não tenta olhar muito pro chão. Tem vários sapos aqui... — Apesar da neblina dificultar a visão do chão onde pisavam, a lua cheia estava brilhante no céu, clareando a noite. — Desce... rápido.
— ESPERA! – bufou. — Pronto! Mais que pressa é essa. — olha para o chão e pode ver os sapos. — Credo Owen! — sussurra e pula no colo do loiro. — Eles vão pular em nós.
— Já esperava que fizesse isso. — revirou os olhos a segurando. — Eles não vão pular na gente. Só se você tentar pegar eles. Quer tentar? – sorriu de canto.
— Que pergunta mais idiota! Claro que não! — desce do colo dele e vai andando devagar e com cuidado para não pisar em nada estranho. Ele segue logo atrás, atento a qualquer movimento vindo da floresta.
Após alguns minutos. Finalmente chegam na casa e entram, encontram os pais de Owen sentados juntos no sofá, assistindo Televisão. Claire sorriu com a cena. Era admirável.
Owen subiu para quarto, estava morrendo de frio e precisava urgente de um banho quente.
Claire sobe alguns minutos depois, Tinha ficado conversando com os pais do namorado. Ao subir as escadas foi observando as fotos de família que tinha parede. Quando chega no quarto, Owen ainda estava tomando banho, ela apenas deita no sofá que havia no quarto e espera ele terminar. O que não demorou, estava com a toalha amarrada a cintura e o rosto cheio de creme de barbear.
— Claire? Você viu meu barbeador? — Aparece ao lado dela com a cara toda branca.
— Não papai Noel. – sorri ao vê-lo. — Quer que eu procure na sua mala?
— Já procurei em todo canto e não encontro...
— Compra um amanhã então. Depois você faz a barba. Quero tomar meu banho também. — Sorri.
— Pode ir. Chuveiro desocupado madame... — Ele volta ao banheiro e lava o rosto na pia.
Ela revira os olhos e começa a tirar a roupa. Queria muito um banho, ainda podia sentir o cheiro de peixe. Pega a toalha e entra completamente nua no banheiro. Beija a nuca do treinador e entra no boxe ligando o chuveiro, o fazendo sorrir com o gesto.
— Minha mãe disse que se eu aparecer amanhã cedo com essa barba ela vai arrancar com a mão. Está tão feio assim? – estava definitivamente com a barba muito grande.
— Sua mãe é uma comédia, amor. – gargalhou. — Está grande sim, mas da para esperar até amanhã e outra, você já vai ter que se arrumar para a ceia de Natal... — o encara pelo boxe.
— Me arrumar para ceia de natal? Ninguém merece... — deixa a toalha molhada em cima da pia como sempre e vai para o quarto, se veste e deita na cama.
A ruiva termina o banho e vai para o quarto enrolada na toalha.
— Precisamos falar sobre seu presente. – sorri.
— O que tem meu presente? – já estava de olhos fechados.
— Amanhã conversamos... – vestiu a camisola e se aconchegou nos braços do treinador. – Boa noite, amor!
— Boa noite, minha ruivinha... – logo os dois adormeceram.
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