História After You -
9 Capítulo A Nova Funcionária
Notas iniciais
Owen havia deixado a ruiva conversando com Vivian para roubar alguns doces em formato de caveira e monstros, enchendo a boca.
— Como se sente? — a loira perguntou e Claire sorriu largamente.
— Feliz, completa... — passou a mão na barriga. — Owen é o homem da minha vida e vamos ter um filho juntos.
— É inacreditável. — Vivian sorri. — Quem conheceu o relacionamento de vocês dois desde que se conheceram, jamais imaginaria que um dia isso ia acontecer.
— Sim... — começou a rir. — Ele chegou para mudar minha vida completamente.
As duas ficaram conversando por um bom tempo.
Pouco depois Owen apareceu atrás das duas, completamente desinteressado com o assunto.
— Oi Vivian.
— Oi Owen!
— Claire, já comeu alguma coisa? Só vi você bebendo suco, quer desmaiar no meio das pessoas?
Ela o encarou com um olhar de repreensão, detestava quando ele falava daquela forma na frente dos outros.
— Comi quando sai de casa Owen... — bufou.
— Claire é você? — um homem alto, Moreno e de traços marcantes chegou por trás.
Owen virou-se para o homem que havia se referido a sua esposa. Olha para ela, sem entender, depois para ele.
Claire também virou para o homem e sorriu, o conhecia a muitos anos.
— David... que prazer em vê-lo por aqui. — a ruiva disse gentilmente e ele se aproximou e a abraçou como cumprimento, aquilo foi um susto para ela, se afastou dele rapidamente.
— Pois é, finalmente aceitei o convite e vim conhecer o parque. Você está linda. — Sorriu deixando Claire constrangida.
— Bom... — pigarrou. — Esse é Owen... meu marido. — Sorriu para o loiro. — E Vivian minha amiga. E esse é David, o coordenador de finanças da Masrani Global Corporation.
— Marido? — a olhou surpresa tentando disfarçar.
— Sim. Owen Grady, marido dela.
O loiro agora estava bem sério encarando os dois pausadamente. Ela percebeu a expressão dele e se aproximou segurando-a pela cintura e ficando ao seu lado.
— Não sabia que tinha se casado. — O Moreno ainda não acreditava.
— Sim, pois é. E sou muito bem casada.
— Bom... então, nos vemos depois.
— Sim. — respondeu apenas.
— Foi um prazer conhecer vocês dois. — se referindo a Owen e Vivian, e logo saiu de perto deles. Claire suspirou aliviada.
— Quem é David???? — Owen disparou a perguntar. — Desde quando se conhecem? Por que nunca me falou nada dele?
— Já disse quem é, nos conhecemos desde quando vim trabalhar aqui... não falei porque ele não é ninguém para mim Owen. Para com isso.
— Amigo? Ele parecia bem... interessado.
— Owen... eu não estou nem aí se ele está. Ele não me importa... Para com isso amor, por favor... — Vivian saiu rapidamente sem que percebessem. — Vamos aproveitar a festa?
— Eu não estou fazendo nada, Dearing. Vamos dançar... quer?
— Quero... Vamos. — O puxou pela mão até a pista de dança e o envolveu pelo pescoço.
Da mesma forma, ele a envolveu pela cintura e começou a mover-se no ritmo da música suave que agora tocava.
— Se eu pegar ele outra vez te olhando, vou quebrar ele na porrada. — Sussurrou gracejando ainda insistindo no assunto. Owen era demasiado ciumento.
— Quer parar com isso, ou eu vou embora Owen. Não estraga nosso momento, por culpa de uma coisa qualquer. — O olhou nos olhos. — Você não vai quebrar ninguém.
— Vou sim, ele está pedindo isso. — Continuou dançando procurando o tal do David com o olhar. Estava se divertindo com a expressão da esposa.
Claire parou de dançar e o encarou, incrédula. Owen a encarou da mesma forma, admirando os olhos zangados da esposa. Isso o fez começar a pensar coisas maliciosas.
— Está brava? Pára com isso.
Ela continuou o encarando e deu um longo suspiro. Owen era lindo até fantasiado de morto, o que a fez sorrir de canto. Se aproximou dele e o abraçou.
— Não estou... — cheirou o se pescoço, oh céus como aquele aroma dele a enlouquecia.
— Ah é? Não parece. — Apertou a ruiva contra si. — Já disse que seus olhos são lindos?
— Já sim. Mas não me canso de ouvir. — Sorriu e o encarou cerrando os olhos propositalmente. — E eu já te disse o quanto sou louca por você?
— Eu sei que sou irresistível, Dearing. Acho que podíamos ir ali fora....
Ela revirou os olhos e sorriu, adorando a ideia.
— Concordo... Vamos?
— Será que é um local seguro?
— Depende... o que quer fazer? — sorriu de canto.
O loiro a levou até o lado de fora, na parte restrita de um jardim que dava para a floresta.
— Você acaba de ser raptada, vai fazer o que eu quiser... ouviu ruiva?
Claire gargalhou, amava esses momentos de loucura com ele.
— Amor, não dá para fazer nada com essa roupa é muito apertada...E tem câmera em todos os cantos. — murmurou o acompanhando.
— Quem deixou usar essa roupinha apertada? Hein Dearing? Vou dar um jeito nisso...
— Ah é? E o que vai fazer senhor Grady? — o encarou com um sorriso de canto, o provocando.
O loiro resolveu agir, não respondeu. A levou para trás de algumas árvores e a apoiou em uma delas, deixando-a de forma que ficasse de costas para ele enquanto suas mãos assumiam o árduo trabalho de se desfazer da roupa dela.
Claire sentia um certo receio, não queria que fossem pegos. Mas aquela mistura de sensações era incrível, logo ela estava só de calcinha. A ruiva virou para ele cobrindo os seios com as mãos, estava levemente corada e deu um sorriso tímido.
— Não ruiva... fica de costas para mim, você se apoia na árvore assim... — Disse demonstrando para ela como se fazia, a virando gentilmente. O loiro não se lembrava se já haviam feito em pé, por isso teve que ensiná-la. Claire nunca tinha feito daquela forma e virou de costas.
— Vai ter que me ensinar amor... — sussurrou com um sorriso malicioso.
Owen a posicionou e não demorou muito para estar dentro dela, indo e voltando com certa brutalidade.
— Owen! — gemeu enquanto ele a penetrava, era rápido e intenso. Ela se segurava na árvore, de todas as loucuras que eles já fizeram, aquela foi a menos prazerosa para ela. Temia que fossem vistos por algum funcionário, o que a deixou tensa.
Os minutos se transcorriam e o loiro intensificou já sentindo uma grossa gota de suor lhe escorrer no rosto.
Não demorou muito e ambos chegaram ao ápice juntos. Claire virou rapidamente para ele e o abraçou, selando seus lábios.
— Te amo... — sussurrou entre seus lábios. — Me ajuda a colocar meu vestido?
O loiro arqueou a sobrancelha a fitando com uma expressão curiosa.
— Você não gostou né?
Claire o encarou por alguns segundos em silêncio.
— Olha amor... Já tivemos momentos melhores. Mas não me refiro ao que fizemos, mas o local... Não foi prazeroso fazer aqui e desse jeito, fiquei tensa...
— Então você fingiu...
— Não amor... — segurou seu rosto com as duas mãos. — Jamais faria isso, por favor não pense assim.
— Se não foi prazeroso então você fingiu Claire! — Ele agora se dava ao trabalho de por as calças no lugar e pegar o vestido dela.
— Para de distorcer o que eu disse... falei que foi "menos prazeroso" se for pensar nas outras loucuras que fizemos! — terminou de arrumar seu vestido. — Eu jamais fingiria Owen! Eu sempre tenho orgasmos com você!
Owen não responde e após terminar de arrumar o vestido no lugar, volta com ela para festa que já estava no final.
— Owen, vou indo para casa... Estou indisposta, não esquece as crianças. — Ela se sentia mal, odiava quando Owen duvidava de sua palavra.
— Vai me esperar, vamos juntos. Só vou pegar as crianças.
— Prefiro ir só! Vou arrumando a cama para os gêmeos. Devem estar cansados.
Ele não se opôs e deu-lhe as costas indo pegar os meninos. Claire bufou e foi para casa, tomou um longo banho e colocou um pijama. Arrumou o colchão na sala para as crianças, que dormiram lá a semana toda e se deitou na mesma os esperando. Pouco depois, Owen chega com Sophie dormindo no colo e Sam atrás dele com cara de sono. Com cuidado, a colocou na cama feita para eles e logo após, Sam também.
— Amanhã a tarde vou levá-los para o aeroporto. As coisas deles estão arrumadas?
— Sim. — respondeu sem olhá-lo, enquanto tirava as fantasias sem acordá-los colocando os pijamas. — Vou sentir falta deles aqui...
— Também vou... — Ele observava como a ruiva era cuidadosa com os pequenos. Instintivamente, sorriu.
Ela o olhou por um momento encantada com aquele lindo sorriso, e desviou o olhar os cobrindo.
— Vou dormir com eles hoje...
— O que foi agora?
— Você ainda pergunta? Quando vai acreditar no que falo?
— E quando eu disse que não acredito?
— Deixa Owen... — suspirou. — Vá dormir também, deve estar cansado. Precisa descansar...
— Vem comigo. Desculpa?
Ela o olhou e deu um longo suspiro. De alívio. Levantou e o abraçou forte.
— Me desculpa você amor... Não soube me expressar...- sussurrou para não acordar às crianças.
— Nada, eu que sou um estúpido. — A carregou para cama e deitaram juntos. Adormeceram juntos. No dia seguinte Owen acordou a ruiva com cócegas e preparou o café dela e das crianças. Foi um dia de risadas e despedidas. Certamente a vida do casal pós aquela experiência não seria mais a mesma.
*
As semanas seguintes no Jurassic World foram prósperas. Tanto como na satisfação dos visitantes, quanto nos ganhos diários. Owen nunca pensou que fosse conseguir liderar aquele resort, com a ajuda da esposa, claro. Afinal ela possuía anos de experiência e cada dia ao lado dela, seja na forma que mandava seus emails, comandava as reuniões. Tudo Owen anotava mentalmente como se portar, embora ela ainda fosse superior a ele em tudo. E isso era uma das qualidades da ruiva que Owen achava admirável.
Certa quarta-feira, Owen recebeu alguns currículos para discutir com Claire sobre novos candidatos para área administrativa do resort. Owen selecionou minuciosamente apenas 15 deles e incinerou os outros 200. Ao chegar em casa no final da tarde, Owen encontrou a esposa dormindo, para variar. Com cautela, aproximou-se do sofá em que ela se encontrava e retirou o pote de sorvete vazio de perto dela, jogando no lixo. Ele pretendia sentar-se com ela e selecionar entre os 15 para uma entrevista daqui 2 dias, mas o loiro não quis atrapalhar o sono dela. Após tomar um banho e aquecer uma pizza do dia anterior, Owen fechou-se no escritório.
— Adam McCartney, 45 anos, advogado do ramo empresarial. Mais de 20 anos de experiência no institute of technology of Los Angeles... hmm... Jared Richardson, experiencia de 50 anos na parte administrativa em Orlando... Disney? — O loiro riu pelo nariz com a breve comparação que fez mentalmente. — Lauren Graham, 10 anos de experiência...
Owen nunca pensou que analisar currículos pudesse ser tão chato. Ao final, escolheu apenas 9 dos candidatos após uma pesquisa sobre cada um deles. Precisavam de um diretor administrativo na área de finanças urgentemente. Dessa vez, Owen queria mostrar a Claire que era responsável para escolher um. Deixou o restante do trabalho com o pessoal do RH para o dia seguinte.
*
— Vivian, quantos visitantes temos hoje?
— 26.139, Owen.
— E temos capacidade para isso tudo?
— Claro que temos, Owen. Parece até um amador falando. — Lowery intrometeu-se, levando um soco de brincadeira no ombro do amigo.
— Tem pouco tempo que assumi isso aqui, não tenho experiência, seu imbecil.
— Onde está a patroa?
— Quis trabalhar em casa hoje, ela não está muito bem.
— Sorte nossa, fica tudo mais leve sem a fera de cabelo vermelh... — Lowery calou-se ao notar o olhar fulminante de Owen.
— Presta atenção como fala da minha ruiva. No final do dia eu te pego na saída e já sabe. — Disse em tom brincalhão.
Lowery ia responder, mas deteve-se a olhar para uma loira com um belo par de pernas adentrando o Centro de Controle. Ela usava um coque alto nos cabelos, roupas escuras e elegantes. Praticamente todos os funcionários a encaravam em espanto. Vivian, deu um chute em Lowery por baixo da mesa e ele entendeu o recado. Voltou ao serviço todo atrapalhado.
— Owen Grady? Posso falar com você? — O loiro não viu nada demais na jovem mulher, era apenas uma como qualquer outra. Talvez o fato dela ser nova havia intrigado o pessoal.
— Sou eu... perdão, nos conhecemos?
— Perdoe-me minha grosseria senhor Grady. Permita-me apresentar. Sou Lauren Graham, a mais nova contratada para cuidar da parte administrativa do parque. Tem uma semana que comecei.
— Ah sim, muito bem-vinda, senhorita Graham. O que está achando?
— Ah, o serviço é ótimo. É o emprego dos meus sonhos.
— Me referi ao parque. Já havia visto algum dinossauro ao vivo e em cores?
A mulher ruborizou-se.
— Ah, não... eu... eu não tive muito tempo para ver isso. Na verdade, vim a procura do senhor para pegar alguns relatórios do antigo administrador. Me disseram que o senhor tem acesso aos arquivos...
— Oh, claro. Me acompanhe por favor.
Owen e a nova contratada passaram boa parte do final da manhã na sala de arquivos.
— Aparentemente o pessoal do RH anteriormente era uma negação no quesito organização. Não estão nessa prateleira... devem ter se perdido durante o incidente...
— Oh, eu acompanhei os noticiários. Foi uma tragédia.
— Pois é... então, eu posso tentar pedir para o pessoal do setor de pessoal tentar puxar algum arquivo no computador. Tem muita coisa a ser posta no lugar ainda, até mesmo esses papéis podem estar em qualquer lugar...
A loira de pouco mais de 29 anos estava encantada com a atenção e cordialidade que estava recebendo dele.
— Obrigada senhor Grady. Não tem problema, eu vou atrás disso. Não precisa se incomodar. — Disse timidamente pegando sua pasta.
— Imagina. Bem-vinda ao Jurassic World. — Disse cordialmente a cumprimentando e fazendo menção de acompanhá-la até a saída. Owen trancou a porta logo após ela sair, mas ela não se afastou. O loiro guardou as chaves no bolso. — Bom trabalho, senhorita.
— Obrigada. É, eu... — Lauren calou-se quando percebeu que Owen já havia de afastado o suficiente para descer as escadas.
*
— Lowery, o que está rolando entre você e a Vivian? — Barry perguntou-lhe na saída do paddock dos raptores.
— Já sabemos que eles estão de rolo. Só não assumem. — Owen comenta, de olhos fixos na Blue.
— Estamos saindo, mas ela ainda não quis nem me dar um beijo... — O amigo confessou, arrancando gargalhadas dos dois amigos.
— Deve ser por causa do seu bafo. — Barry provoca.
— Eu não tenho bafo, idiota...
— Com licença, vocês podem me ajudar?
Uma voz feminina soou de repente e os três se sobressaltaram. Lauren Graham, de novo.
— Oh sim, pois não...
— É que eu acabei me perdendo, onde fica o centro de inovações? Preciso pegar umas planilhas. — Ela sorriu timidamente para Owen, e os dois amigos perceberam.
— Fica ao lado sul do parque... deveria ter o mapa dos locais da ilha, moça.
— É que sou muito desastrada... não sei ler mapas... — Riu sem graça.
Owen ia se pronunciar para Barry levá-la até lá, mas foi tarde.
— Senhor Grady? Pode me levar lá? — Perguntou esperançosa.
Barry revirou os olhos e afastou-se.
— Tenho que voltar para o Centro de Controle, se quiser ir comigo, te mostro o camin... -Lowery ofereceu, mas acabou sendo interrompido.
— Não será preciso! O senhor Grady conhece a ilha toda, tenho certeza que ele pode aproveitar e me mostrar os outros pontos.
— Ok... — Lowery percebeu e tratou de sumir dali.
Owen teve que fingir entusiasmo, assim o fez. Ele e a loira andaram por todo o parque, no próprio carro dele. Durante o trajeto de volta, Lauren percebeu algo no banco em que estava sentada. Disfarçadamente retirou um batom do assento.
"Um batom no carro do Owen? Hum."
Ela pensou em perguntar, mas notou o quão valioso o objeto era. Era um batom caríssimo e logo ao perceber que era de marca, enfiou-o na bolsa. Owen nem notou.
"Por que ele tem um batom no carro? Ele é um homem bonito, com certeza deve sair com várias mulheres nesse carro."
Ao final do passeio, o loiro a deixou no Centro de Inovações como ela queria.
— Muito obrigada, senhor Grady! Estou apaixonada nesse lugar, definitivamente!
— Fico feliz que tenha gostado. Tenho que ir, até depois. — Mais uma vez foi cordial, o que Lauren detestou. Com certo desapontamento observou o loiro charmoso afastar-se.
*
No final do expediente, Owen resolveu ligar para esposa. Pretendia levá-la para jantar a sós no novo restaurante quase a beira mar. Estava com saudade de conversar com a barriga dela que já estava visível sem as roupas que ela insistia em colocar para esconder. Sem excluir o fato de estar animado que daqui 3 dias descobriria o sexo do seu filho.
Para ele seria apenas uma confirmação. Ele jurava de pés juntos que era um garotão. Já havia até planejado toda a decoração do quarto: Tanques de guerra.
— Senhor Grady? — Owen saiu de seus devaneios familiares ao escutar uma voz conhecida.
— Lauren! — Responde fingindo emoção.
— Nossa, parece que é até o destino. Estamos sempre nos esbarrando.
Estava sendo assim nas últimas semanas. Ele e Lauren sempre se encontravam, e isso estava se tornando estranho.
— Que coisa. Eu estava indo tomar um café antes de ir para cas...
— Nossa! Eu também! Que coincidência né? Aqui em Nublar tem o melhor cappuccino, já tomou?
Sem vontade, acompanhou a administradora até o café. Foi mais um ato de cavalherismo. Lowery e Barry não estavam distantes dali. Tinham que tirar o amigo daquela armadilha.
— É só a fera da chefe ficar uns dias fora... a mulherada cai de cima.
— Tá com inveja, Barry? — Lowery brinca.
— Não seja idiota. Será que ela sabe que ele é casado?
— Conheço o tipo dela, aposto que sabe sim. O Owen que é idiota e gosta de ser cavalheiro com as damas. Não é atoa que se apaixonam...
— Vamos lá tirar o Owen dessa.
— Como?
— Você joga charme para cima da loira gostosa e... ela sai da cola do Owen.
— Por que não faz isso você?
— A Vivian me mata, está louco?
— Ok, ok... vamos lá.
*
Claire finalmente havia terminado de responder seus emails. Já estava anoitecendo, quando recebeu uma ligação da Vivian.
— Claire... tudo bem?
— Oi querida, estou ótima...
— Será que podemos conversar?
— Claro! — a ruiva respondeu com uma certa preocupação.
— Vamos até o café? O que acha? Assim você sai um pouco desse quarto. — Claire revirou os olhos, mas aceitou. Ela tinha razão, passar o dia trancada também não ajudaria a melhores seus constantes mal-estar.
Não demorou muito e ela já estava pronta. Com um vestido rodado, saltos, maquiagem sutil e seus lindos cabelos acobreados longos.
Encontrou Vivian na porta do hotel e caminharam até o Starbucks, conversavam e riam até que Claire avistou Owen sentado tomando café com uma loira. Ela sabia que o marido havia contratado um novo gerente de administração, mas não sabia de quem se tratava.
Claire sentiu seu coração disparar ao vê-lo ali. Caminhou rapidamente até onde eles estavam, Vivian sem entender nada a acompanhou.
— Owen? — parou um pouco atrás dele encarando a loira a sua frente. " Quem é essa mulher? " pensou.
Não deu nem tempo de os amigos do ex-marinheiro o salvá-lo, a ruiva foi mais rápida. Owen praticamente cuspiu a rosquinha de banana que comia naquele momento.
— Amor?
A loira sobressaltou-se com aquela cena. Claire o encarou tão intensamente, que ele poderia saber o que a esposa estava pensando. Ela respirou fundo e forçou um sorriso.
— O que faz aqui, Amor?
Owen se levantou, automaticamente a loira fez o mesmo.
— Vim tomar um café no fim do trabalho, daí esbarrei com senhorita Graham. A nova contratada, devo ter comentando com você. Lauren, essa é a Claire Dearing Grady, minha esposa. — Esperou por alguma reação das duas.
— Olá senhorita Graham. Comentou sim... — Claire a cumprimentou sem muita gentileza cerrando os olhos para ela.
A loira fez o mesmo, envergonhada, tentando disfarçar o desapontamento.
— Quer comer alguma coisa? Como estão os enjoos?
Claire o encarou rapidamente.
— Que enjoos?... Estou ótima! – sorri forçada. — Vim tomar um café com a Vivian, e tive uma surpresa...
— Por que não sentamos todos e nos conhecemos? — Tentou amenizar a situação. Afinal a culpa era dele. Em parte. — Que tal aquela torta de abacaxi que você tanta ama, ruiva? Hoje eu deixo você comer.
Lauren permitiu-se reparar o quanto ele era cuidadoso e atencioso com a esposa. Uma pontada de inveja lhe atingiu, afinal ela não havia tido e mesma sorte com o pai do filho que ela estava esperando. Sim, ela estava grávida. Mas não achou necessário contar a ninguém. Observa Owen puxar a cadeira para Claire, e ela percebeu os olhares desagradáveis.
— Então... sua esposa é bem bonita, senhor Grady. — Tentou parecer amigável.
— Eu vou aceitar a torta... — suspirou. Sentou-se ao lado do marido e insistiu que Vivian os fizesse companhia. Ao ouvir a loira falar, a ruiva a encarou forçando um sorriso. — Muito obrigada!... e o que está achando do parque?
— Aqui sem dúvidas é um lugar mágico sabe... eu estou amando.
Enquanto conversavam, o loiro mandou trazer a torta.
— Uhmm... — " Espero que esteja amando só o lugar e o trabalho" pensou se remoendo por dentro.
Logo a ruiva estava se deliciando com a torta que tanto amava, evitava comê-la devido o ácido do abacaxi não ser muito bom na gestação. Vivian foi embora e disse para a ruiva que depois conversavam.
— Vamos embora ruivinha? — Sugeriu após ela comer o último pedaço.
— Vamos... — disse já se levantando, o que mais queria era ir embora dali.
Owen se despediu da loira, nada contente na mesa e voltou de carro com a esposa até o hotel. Claire passou o caminho todo até a casa em silêncio. Não via a hora de chegar em casa e tirar aquele sapato que estava a incomodando, seus pés estavam um pouco inchados.
— Está brava comigo? — Perguntou depois de um tempo que chegaram. Ela estava muito calada e não passou despercebido. — Claire?
— O que acha? — respirou fundo e sentou -se no sofá. — Devia ter me dito que a nova gerente era uma mulher e que sairia com ela... — estava nitidamente com ciúmes.
— Não "saí com ela". Ela só quis que eu a acompanhasse no café. Nada de mais. — sentou-se na outra ponta do sofá, pegando ela pelos pezinhos para uma massagem. — Não fica assim não, meu anjo. — Beijou o peito do pé dela enquanto apertava a parte de trás, descendo pelos calcanhares.
Claire estremeceu com os toques maravilhosos do marido, aquilo era muito bom.
— Ela "quis que você a acompanhasse no café" e você foi... — sorri irônica. — Tudo bem Owen... — olhou para o relógio. — Se eu não tivesse aparecido, talvez estaria com ela até agora. Ia me contar sobre esse café?
— Claro que eu ia! Pára de ser ciumenta. Puramente profissional, meu amor. Estava com saudades da minha branquinha... — A puxou pelo pé até que ela estivesse perto o suficiente para receber beijos no ombro e pescoço.
Claire sorriu e o olhou nos olhos.
— Eu também estava com muita saudade... — Faz um carinho em sua barba e o puxa para um beijo calmo e cheio de ternura. — Eu te amo... Vou sempre sentir ciúmes de você, meu marinheiro... — sussurrou entre seus lábios.
— Ciúme da Lauren? Por favor, Claire. — Owen notou pela primeira vez o quanto ela estava mudando. Aparentemente os quadris estavam mais largos que o normal. A barriga cada vez mais visível, os seios quase saltando para fora do decote. Sem falar nos pés. — Claire... pára de usar salto alto com essa barriga. Vai ficar pior se continuar, sabia? — A beijou um par de vezes nos lábios matando a saudade.
Ela interrompeu o beijo apenas para respondê-lo.
— Amor não me pede isso, sabe que não abro mão dos meus saltos... — pensou um pouco lembrando do desconforto que começava a sentir com eles. — Por enquanto... e eu não foi com a cara daquela loira, não gostei dela... — O abraçou forte.
— Hmmm, ah é? — Envolveu a ruiva em seus braços fortemente. — Esquece aquela mulher, por favor?
— Já esqueci, Amor... Só você é a nossa filha são importantes para mim... — O beijou no pescoço, mordendo levemente o lóbulo de sua orelha.
— Ainda insiste nisso é? Menina? Já planejei o quarto dele. Vai ser marrom e azul. — Disse tocando o ventre da esposa com carinho.
— Ah é? — começou a rir colocando a mão sobre a dele. — Em três dias finalmente saberemos, se será princesa ou marinheiro...
— Marinheiro de água salgada ou uma sereia de água doce?
— Sereia de água doce... — O puxou para mais um beijo, mas dessa vez foi com intensidade.
O loiro a beijava na mesma medida, explorando a boca dela com a língua, enquanto apertava o quadril da ruiva contra si.
Claire colou seu corpo no dele e aos poucos foi descendo a mão, acariciando seu abdômen até chegar em seu membro, fazendo um carinho por cima de calça.
— Danada... — Apertou a mão dela por cima, estimulando-a a continuar.
— Uhmmm... — murmurou entre seus lábios e mordeu o lábio inferior dele. — Vou te fazer relaxar... — inverteu a posição com ele fazendo-o deitar-se no sofá e ficando sobre ele. — Daqui uns meses não vai mais me aguentar... — brincou.
— Não vou aguentar? Qual é? Tá me tirando, senhorita Dearing? — Ele ficou a mercê dela, apenas observando seus gestos e expressões atentamente.
Ela gargalhou e o encarou intensamente repousando seu corpo sobre o dele.
— Senhora Grady, sou muito bem casada. — sussurrou ao seu ouvido e em seguida lambeu o lóbulo da orelha do loiro. Voltou a atenção aos lábios dele explorando cada canto de sua boca.
— Senhora Grady... — A mão boba logo começou a agir, chegando à calcinha dela, tocando por baixo do tecido.
Claire gemeu ao toque do marido, mas não era o momento ainda por mais que o quisesse agora. Ela cessou o beijo e o olhou sorrindo.
— Ainda não... — retirou a mão dele e foi descendo sobre seu corpo até chegar na barra da calça dele. Lentamente abriu o zíper e tirou seu cinto. Não pode deixar de sorrir ao tocar o membro dele já ereto. Ela o retirou de dentro da cueca boxe, abaixando um pouco o tecido para melhor acesso ao desejado pênis. Começou a fazer movimentos de vai e vem com a mão, sem perder o contato visual com o ex-treinador.
O loiro arfou com o toque, acabou por estremecer embaixo dela deixando-se relaxar-se de olhos fechados. Claire o observou encantada por um tempo, então se debruçou e começou a lamber em volta de sua virilha, lentamente até começar a estimular o membro com a língua, cada canto, cada extremidade, fazendo movimentos circulares e por fim o coloca na boca fazendo movimentos de vai e vem e estimulando com a mão. Intercalando a intensidade.
O loiro gemeu. Acariciou os cabelos de Claire enquanto sentia aquele oral fantástico que ela fazia nele, sentia-se endurecer, enquanto a linguinha delicada roçava em seu pênis fazendo-o delirar.
— Oh... — ele gemeu enquanto tirava a camisa apressado. — Isso meu amor... — acariciando os cabelos ruivos. – Assim gatinha...
Ela fazia com maestria. Owen sorriu sozinho, a ruiva tinha a boquinha mais deliciosa que existia, não somente os beijos, mas o oral que ela fazia era o melhor que podia existir. Claire sorriu ao ver o marido tão entregue, ela parou por um momento.
— Assim amor?... — voltou a fazer os movimentos com a mão e a boca, aumentando a pressão. Ela se dedicava para satisfazê-lo de todas as formas possíveis, assim como ele sempre faz por ela. O insano prazer sempre é recíproco e vê-lo daquela forma, só aumentava o dela. Claire foi aumentando o ritmo, conforme o sentia mais duro. Queria saborear o seu prazer ao máximo. — Goza para mim, Amor... — com uma voz sexy, sussurrou entre os movimentos.
— Não Claire... vem aqui... — tentou puxá-la de volta para cima, mas estava sendo impossível.
Ela não pararia até conseguir satisfazê-lo. Aumentou ainda mais o ritmo. Um calor incomum tomou conta do loiro, ele grunhiu alto, agarrando-a pelos cabelos, socando o membro na boquinha da ruiva, espargindo todo o líquido quente na garganta dela. Claire se sentiu vitoriosa por ter conseguido o que queria, satisfazer seu marido. Após ele ter se esvaziado, a ruiva o encarou com um sorriso de canto. Sabia que ele precisaria de um tempo para se recuperar. Então deslizou seu corpo sobre o dele e beijou seu pescoço.
— Gosto de te ver assim... bem relaxado, sabia?
Owen se recuperou daquele orgasmo e quando se deu conta do que ela havia feito, a observou curioso.
— Você engoliu?
— Sim... — começou a rir.
— Hmmm... — Owen começa a despir a ruiva em cima dele, começando pela parte de cima.
Claire sorriu o ajudando a retirar o vestido, ficando apenas de roupas íntimas. Seu corpo já estava mudando, e no fundo isso já estava incomodando. Claire que ficou um pouco envergonhada. O que a ruiva não sabia, era que estava ainda mais linda do que ela mesma imaginara. Assim que terminou de despi-la, Owen apreciou o corpo de curvas delicadas e pele pálida, fascinado com a pureza que cintilava em seus olhos verdes.
— Você é perfeita. Não precisa ter vergonha.
O fato dela não conseguir fitá-lo nos olhos era prova de sua timidez, da vergonha que sentia por estar nua em seus braços. Que tipo de homem a teria iniciado na arte de amar? Teria sido cauteloso, atencioso, compreensivo?
— Claire. Você não está gorda como diz todos os dias. Está grávida. Do nosso bebê. E é linda. Doce, delicada, pura... Ok, não tão pura assim. — Sorriu maliciosamente.
Ela sorriu, ao ficar corada suas sardas se destacavam e levou as mãos até a barba dele a acariciando e finalmente o olhando nos olhos.
— Obrigada por ser tão compreensível, meu amor... — sorriu de canto. — Estou muito, muito feliz com essa gravidez foi o melhor presente que poderíamos ter, mas preciso confessar... é difícil, muito difícil passar por toda essa transformação, meu corpo está mudando, estou instável emocionante e... — suspirou. — Eu vou ser mãe e estou apavorada... — seus olhos ficaram marejados.
— Eu entendo. Mas quero por nessa cabecinha sua, você não está sozinha nisso. Eu estou aqui com você, meu amor. Eu sei que está assustada, mas ainda é o começo. Logo vai se acostumar com isso tanto quanto eu. – E beijou-a, acariciando seu corpo para provar que a considerava atraente.
Era difícil compreender como Claire não percebia o poder que exercia sobre ele. Uma mulher mais experiente já teria notado seu grau de excitação e até tirado proveito dele, mas ela punha em dúvida sua capacidade de atraí-lo. A inocência com que se entregava era mais erótica que toda a técnica a que fora submetido por certas profissionais do sexo. E o desejo de Claire, evidente na facilidade com que ela o aceitava em seu corpo, era mais um combustível no encontro explosivo. A experiência foi devastadora. Completa. Inebriante. Nada podia ser mais doce ou prazeroso que aquilo. Que ela.
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