História After You -

10 Capítulo - Boy or Girl?


Notas iniciais
OwenGrady

Owen secou gentilmente as teimosas lágrimas. Só ela mesmo para começar a chorar logo naquele instante, mas o loiro não achou ruim.

— Isso tudo vai passar, vai ver que vai ter valido a pena quando segurar nosso pequeno no colo...

— Vai né... — sorriu largamente. — Você é o melhor homem que eu conheci, Owen... e sei que estaremos sempre juntos, porque o nosso amor é eterno... — Após o desabafo, Claire se sentiu melhor, mais leve. — Nunca duvide do quanto eu te amo e sou feliz ao seu lado. Logo teremos nossa pequena aqui com a gente... Obrigada meu amor. — O beijou lentamente.

Owen mordeu levemente o lábio inferior da ruiva, antes de posicioná-la no centro da cama. Jamais experimentara um prazer tão intenso com outra mulher, uma necessidade tão grande de satisfazer a alguém antes dele mesmo, e queria brindá-la com todas as sensações que um homem podia gerar em um corpo feminino.

Viu a paixão crescendo em seu rosto, sentiu a tensão aumentando em torno de seu membro, o movimento quase desesperado dos quadris contra sua pélvis, e soube que ela estava prestes a dar o passo final. Com um gemido rouco, invadiu sua feminilidade e manteve a pressão enquanto ela explodia, massageando seu sexo com os movimentos involuntários.

— Owen... — sussurrou gemendo seu nome ao chegar no ápice do prazer, sentiu seu corpo inteiro pulsar enquanto suas pernas estavam envolvidas na cintura dele. O beijou no ombro abraçando-o forte enquanto ele também chega ao ápice. Sempre intensos e cheios de amor. Owen caiu ao lado dela exausto, sem dizer nenhuma palavra a mais, até que recuperou o fôlego.

— Claire?

— Oi meu amor... — respondeu com um sorriso, levantando a cabeça para olhá-lo.

— Você está bem?

— Estou ótima! Por que?

— Só para garantir que não fiz besteira...

Ela sorriu achando aquilo a coisa mais fofa da parte dele e se aproxima o abraçando.

— A única besteira que você fez, foi suas cantadas ridículas quando nos conhecemos... — brincou. — Você é incrível, meu amor. Não se preocupe. — deu-lhe um selinho demorado.

— Cantadas ridículas? Você adorava!

— Era engraçado, que criatividade... Só de lembrar começo a rir...

— A melhor cantada era o do porta jóias, confessa ruiva...

— Não lembro dessa, como era?

— Você estava averiguando alguns dados no Centro de Controle, eu cheguei e disse que você não usava calcinha e sim um porta jóias. Ganhei de brinde um olhar fatal de incredulidade, depois ganhei um fora...

Claire gargalhou até ficar sem ar ao lembrar daquela terrível cantada.

— Você era muito sem noção. Falar isso para sua Gestora... — Voltou a rir. — Merecia uma demissão, sua sorte era que já gostava de você. — confessou.

— Gostava tanto a ponto de dar o fora nesse marinheiro que tanto te queria...

— Uhmmm queria tanto assim é? Não ia ser fácil, tinha medo de ser só mais uma...

— E o que me diz agora? É só mais uma?

— Não... — sorriu e subiu sobre ele. — Sou sua esposa, grávida de um filho seu e a mulher mais feliz desse mundo... a melhor escolha que fiz, foi quando aceitei sair com você...

— Bom que sabe. — O loiro sorriu convencido a alisando as costas, até chegar no bumbum onde deu um tapa.

— OWEN... — sorriu mordendo o ombro dele. — Vamos tomar um banho... vou fazer o nosso jantar. O que quer comer? — começou a espalhar vários beijos pelo seu rosto, finalizando com um selinho demorado.

— Um prato bastante peculiar e raro. Disponível apenas para paladares mais refinados. Claire Dearing Grady, já comeu?

— Não... deve ser muito especial. — gargalhou. — Mas posso preparar esse banquete para você...

Owen desceu os beijos de seu pescoço para os fartos seios, beijando e sugando um, enquanto apertava um pouco forte demais o outro, revezando em seguida. Descendo mais, o loiro chupou com força perto do seu umbigo, fazendo uma mancha roxa aparecer instantaneamente.

— Owen! Tenho consulta em 3 dias e vou estar com essa marca! — resmungou, mas logo calou-se sentindo seu corpo queimar de desejos só com os beijos dele.

— O que tem? Nada demais... e se eu fizer mais embaixo?

— Eu vou gritar, mas de prazer. — Sorri sedutoramente o incentivando a continuar.

O loiro afastou as pernas dela com as mãos e a medida em que os minutos foram se passando, ele deixou marcas visíveis arroxeadas nas coxas e virilha da ruiva, para então começar a chupá-la ferozmente e invadir sua entrada com a língua.

— Aí meu Deus... — O prazer que ele a proporcionou naquele momento era insano. Claire entrelaçou os dedos nos cabelos loiros dele abrindo ainda mais as pernas e mexendo o quadril. — Isso, amor... — jogou a cabeça para trás.

Owen, cheio de experiência, a ergueu fazendo sua feminilidade ficar na altura do rosto dele, penetrou-a com um dedo e começou a sugar fortemente o local dela.

As súplicas dela o fizeram ter o prazer de continuar. Owen tirou os dedos e enfiou parte de sua língua dentro da ruiva. Claire se contorcia com tamanho prazer, a agilidade do marido era incrível. Ela não conseguia mais segurar e chegou ao ápice, sentindo seu corpo pulsar. Fecha os olhos, agarrando com força os lençóis da cama. Owen queria mais, juntando a "pouca" ousadia que tinha, subiu a boca até os seios fartos da esposa e enfiou um na boca; chupou, lambeu, mordeu, fez tudo que seus instintos mandavam.

Com uma mão apertou o outro seio e com a outra a penetrou com 3 dedos, movimentando intensamente os dedos, causando um enorme prazer enquanto ela ainda se contorcia devido ao orgasmo.

— OWEN... — gritou de prazer, sua sensibilidade e os estímulos do marido, a fez tremer. Ela o agarrou, puxando-o para um beijo intenso, era quase selvagem. — Eu... quero.... você dentro de mim... — diz entre os lábios dele.

Sem mais delongas, o marinheiro se posicionou de joelhos e puxou o corpo quente da esposa para junto dele, induzindo-a a abrir as pernas, para então se encaixar nela lentamente indo até seu fim. Usou o quadril para impulsionar-se contra ela usando o mínimo de força possível. Foi tão bom senti-lo daquela forma quando ela já estava sensível, que amoleceu nos braços de dele. Se permitindo ser preenchida e amada. Cruzou as pernas na cintura dele e o abraçou.

Todos os 19 centímetros foram enterrados nela, duro, grosso, e a ruiva o acolheu inteiro enquanto seu desejo parecia explodir. Owen meteu nela, uma vez atrás da outra, desejo se espalhando pelo corpo dela, desde os pés à cabeça, enquanto o tórax dele ia de encontro a ela. As veias em seu pescoço saltando à medida que ele impalava a esposa com seu mastro.

Claire já estava delirando insanamente de prazer, esse que Owen era mestre. Após mais algumas investidas precisas do marido, Claire teve um forte orgasmo. Não tinha nem força para dizer nada, apenas sorriu esperando seu amado também chegar ao ápice. O marinheiro podia sentir a pressão quase explodir dentro dele, após a ruiva gozar, estremecendo, apertando seu pênis.

—Oh Deus. — Owen gemeu, sentido-se quase lá.

Ele moveu sua pélvis, fazendo-a segurar mais enquanto a mantinha no colchão, penetrando-a cada vez mais rápido e fundo, cavalgando até o orgasmo. Então o loiro gozou, jorrando dentro dela, estremecendo com o clímax. Cinco minutos depois, ele se retirou de uma Claire trêmula e ofegante.

Aproveitou o fato dela estar de olhos fechados para observar seu sexo inchado, as coxas e virilhas com nítidas marcas de chupões. Vários deles. Owen arregalou os olhos e deitou-se ao lado dela, a puxando para o peito. Mais cedo ou mais tarde ela veria o que ele fez, provavelmente seria xingado até o ano que vem.

Claire o abraçou permitindo-se sentir as batidas aceleradas e a respiração do marido em seu rosto, uma das melhores sensações do mundo. Ela permaneceu por alguns minutos de olhos fechados, até finalemente abri-los fitando o lindo homem ao seu lado.

— Eu te amo tanto... — beijou seu peitoral com um lindo sorriso.

— Eu também te amo. Amo vocês dois... — Disse afagando o ventre da ruiva.

— Ela também ama você papai... — diz com uma voz manhosa.

— Ela?

— Sim... eu sinto que é uma menina... — suspirou. — Meus pais diziam que como Karen os deram dois netos, eu daria uma neta. — sorriu com a lembrança.

Pensativo, Owen carregou a ruiva para o banheiro, onde preparou a banheira com bastante sabonete líquido.

— Não é possível que vou ter que mudar toda decoração do quarto que eu fiz na mente... tanques de guerra, dinossauros, metralhadoras e granadas...

— Vamos esperar até termos certeza... — sorri. Ainda em pé, ao se olhar Claire viu as marcas em seu corpo. — OWENNN... — gritou nervosa. — Olha o que você fez! Eu não acredito, sabe que vou ter consulta e isso demora dias para sumir...

O loiro fechou os olhos com o grito.

— Me desculpe... sabe que perco a cabeça nessas horas. Qual é a doutora não vai te deixar pelada. Ou vai?

— AAAAAAH GRADY... que saco. Não nessa consulta, mas olha essa enorme na minha barriga. — apontou.

— Ah, pára de escândalo e entra aqui. — Estendeu a mão para ela já imerso na água.

— NÃO É ESCANDALOOOOO... — bufou e segurou sua mão e se acomodando na água. — Precisamos falar sobre uma coisa... importante.

— Precisamos sim, onde vai ser o quarto do bebê? precisamos ir na minha mãe. Precisamos comprar as coisas para ele. Não quero que falte absolutamente nada ao meu filho.

— Eu sei, assim que soubermos o sexo do bebê começamos a comprar tudo... mas não é isso. É sobre quando ele nascer. — respirou fundo.

— O que tem? — Arqueou a sobrancelha curioso.

— Primeiro que vai ser parto normal... E a outra parte é que assim que nosso bebê nascer, não podemos voltar imediatamente para Nublar.

— Parto normal? Não, Claire. Não quero que sinta dor além do necessário. E sobre não voltar para Nublar, eu concordo, mas por qual motivo?

— Amor, parto normal é a melhor opção. A recuperação é rápida e vou poder cuidar do nosso bebê. Eles não podem viajar assim que nascem, se for de avião é só depois de 3 meses de vida. Quando formos na consulta vou pedir para doutora explicar melhor...

— Ok? Três meses presos na américa? Quem vai ficar aqui?

— Você!

— Eu? Eu volto para Nublar somente com vocês dois!

Claire tentou segurar ao máximo uma risada. E começou a rir.

— Estou brincando meu amor... você não vai sair do nosso lado!

— Ainda bem que estava brincando, senhora Grady. Seria totalmente fora de cogitação. Vamos para casa da minha mãe quando ele nascer.

Claire parou de rir ficando com uma expressão séria.

— Owen... Eu... queria ficar na Karen.

— Por que se podemos ficar na minha mãe? Ela sabe como ninguém cuidar de um bebê.

— Karen também sabe, eu queria ter a minha irmã ao meu lado nesse momento.

— Tudo bem. Como quiser. — Pegou uma esponja molhada e começa a passar nas pernas dela.

Claire o encarava, tentando decifrar seu olhar.

— Amor...nós dois temos que estar de acordo. Quando pudermos viajar de carro, vamos para sua mãe. O que acha?

— Só não quero ficar na casa dela por 3 meses...

— Eu sei meu... vai ser só no começo.

— Tá bem. Onde você se sentir bem, ficaremos. — Concluiu.

— Owen... onde nós nos sentirmos bem, nós meu amor. Como você se sente é o que importa para mim. — sorriu. — Temos tanta coisa para planejar... — fechou os olhos e suspirou com a carícia dele.

— Sei disso. Vai dar certo, não quero que se preocupe antes do tempo, ruiva. — Usou o melhor tom de voz carinhoso que tinha a fazendo encostar em seu peito, enquanto prosseguia esfregando a pele dela com a esponja.

Claire sorriu, Owen era o melhor marido que poderia imaginar. Após alguns minutos trocando carícias e aproveitando o banho justos, eles terminam e foram se vestir. As camisolas da dela que antes ficavam soltas em seu corpo, agora marcavam bem a sua barriguinha.

— O que quer jantar? — diz empolgada, queria caprichar no jantar. Após a sessão de amor com o loiro, ela estava se sentindo ótima. O mal-estar que sentiu durante o dia todo, havia passado.

— Nada disso, eu que vou preparar o jantar. — Ergueu a ruiva nos braços a deixando em cima do balcão de mármore, e depositando um beijo no ventre dela. — Que tal começarmos pelo o que você gosta? Lasanha? Com bastante queijo e presunto. — Disse afastando-se, checando os ingredientes no armário.

— Eu vou amar... — balança os pés. — Deixa eu ajudar, eu estou ótima.

— Não, fica aí. — Respondeu e começou a preparar. Logo estavam jantando na varanda, na pequena mesa que o loiro havia mandado por. A vista ali durante a noite era um espetáculo. — Acho que podemos mandar por um vidro enorme aqui, caso nosso filho seja um escalador de móveis. Ou uma tela protetora.

Claire o olhou com um brilho nos olhos ao ouvi-lo, ele era extremamente cuidadoso e atencioso. E após aquela briga idiota que tiveram, ela se sentia realizada ao ver o marido tão empolgado com o bebê.

— Sim amor, tem razão. É melhor vidro, vai que ele ou ela é aventureiro igual o pai... vai nos deixar de cabelos brancos antes da hora.

— Anotado. Mas as janelas vão receber um reforço logo, logo.

— Sim... que sorte eu ter um especialista em segurança em casa. Temos que ver as quinas dos móveis, comprar protetor...

— Ah, não exagera também ruiva... sabe que quando eu era bebê eu era um colecionador de cicatrizes? Vai ter a quem puxar. — Sorriu vitorioso.

— Ata, se for uma menina eu duvido que vá continuar pensando assim... — sorri de canto, continuando a saborear a melhor lasanha do mundo, a do Owen.

— Ah é?

— Simmm, papai babão...

— Falou a mamãe derretida... — levantou-se para pegar mais lasanha na cozinha quando o celular dele toca em cima da mesa. Era Lauren. — Amor? Atende aí por favor!

Claire estica o braço para pegá-lo e antes de atender olha quem é. Na hora seu bom humor desapareceu e atendeu sem pensar duas vezes.

— Posso saber o que quer a essa hora com o meu marido?

— Oi? É... é, senhora Grady? Eu-eu queria saber se-se o relatório dos raptores como estavam...é... — Aquela não era a função dela, mas Lauren pensou que Claire não desconfiasse.

— Olha aqui Lauren, acho que você ainda não sabe quem eu sou, mas ficará sabendo. Aprende primeiro qual é a sua função como gerente de administração, e se gosta tanto do seu emprego. Fica longe do meu marido! — desligou o celular na cara da loira. Levou uma das mãos a testa e começou a andar de um lado para o outro. Claire era esperta e já soube o que ela queria, Owen.

O loiro retorna pouco depois, tinha aproveitado para ir ao banheiro e encontra uma ruiva com os nervos à flor da pele.

— Ruivinha? Termina seu prato, vai esfriar. Quem era?

— Eu não quero mais comer, Owen. — O encarou. — Por que a Lauren te ligou? A ESSA HORA OWEN?

— Han? Ela nem tem meu número. — Defendeu-se.

— Ah ela não tem? — pegou o celular dele e o mostrou a ligação. — Ainda vem com o papinho que queria saber sobre os relatórios dos raptores, por favor... — Sentou-se, estava trêmula.

— Amor, se acalma. Céus. — Preocupou-se ao ve-la daquela forma. — Respira fundo. Isso faz mal, sabia? Não sei como ela conseguiu meu número, deve ser um assunto de trabalho qualquer. Relaxa. Voce está fantasiando coisas nessa cabecinha...

— Ah é? — o encarou. — Se põe no meu lugar Owen, se fosse um novo funcionário, e eu tivesse ido tomar café com ele e tivesse me ligado na hora do jantar, com uma desculpa idiota. Me diz, como se sentiria?

Owen trincou os dentes e cerrou os punhos só de imaginar.

— Certo. Amanhã falo com ela. Deve ser um mal entendido, ela sabe que sou casado. Não tem porque ficar assim, você é a mulher que eu amo e divido a cama todas as noites. E não só a cama... seus medos, seus sonhos, até um espaço no chuveiro. — Brincou. — Claire...

Ela sorriu de canto e o olhou nos olhos.

— Eu também te amo. O problema é ela amor... — suspirou. — Você é incrível, qualquer mulher fica louca por você. — encostou a testa na dele.

— E o que disse para ela? — De joelhos, abraçou a cintura da ruiva.

— Quer mesmo saber?

— Xingou ela, amor? — Segurou o riso.

— Não... — começou a rir. — Disse que ela não sabia quem eu era, mais ia me conhecer. Para aprender qual é a função do cargo dela e que se amasse tanto o trabalho, para ficar longe de você. — desviou o olhar do dele, abaixando a cabeça. Digamos que não se orgulhava de sentir tanto ciúmes e perder o controle, mas não conseguia controlar.

Owen achou uma graça, apesar de achar errado ameaçar as pessoas. Mas não iria contrariá-la. Após limpar a mesa e cozinha, ambos escovarem os dentes juntos e foram se deitar.

— Acho que dá para gente aumentar aquele quartinho de bagunça quebrando a parede e fazer um super quartinho para o neném...

— Eu acho uma ótima ideia, é grande e bem arejado. Vamos reformar e vai ficar lindo... — Se aconchega em seus braços. — Eu também já tenho algumas ideias... Estou ansiosa para quinta-feira. Saber do nosso bebezinho... — sorri.

— Idéias? Quais são?

— Aaaah logo saberá, não é nada demais...

— Está bem. Vai trabalhar amanhã comigo? — Começa um carinho nas costas dela, para fazê-la dormir.

Agora que Claire ficou sabendo sobre essa Lauren, não deixaria de ir nem um dia.

— Vou sim meu amor... — suspirou. — Já liguei o despertador...

— O bom é que agora você vai entrar no quarto mês e os enjoos vão acabar de vez...

— Ainda bem... Não aguento mais. E não terei mais roupas... e sabe o que mais? — levantou a cabeça para olhá-lo.

— Vamos no shopping providenciar meu amor. Vou até tomar calmante no dia, assim você pode ficar o dia inteiro no provador da loja e eu sem surtar contigo. – sorriu. — O que mais?

Ela revirou os olhos pelo comentário.

— Calado. Logo, logo nosso bebê vai começar a mexer... Vamos sentir ele amor... — sorri empolgada.

— Com quatro meses? — Arregalou os olhos.

— Simmm...Eu acho. — balançou a cabeça. — Estava no livro que eu li.

— Anda lendo bastante... — Beijou a testa dela carinhosamente.

— Estou amor, que aprender ao máximo. Pelo menos na teoria... — volta a repousar a cabeça em seu peitoral. — Quero ser uma boa mãe... igual a minha foi e a sua é...

— Tenho certeza que vai ser sim. — Owen afagava os cabelos da esposa, até ela adormecer. Ele fez o mesmo logo em seguida.

*

Os dias seguintes foram de trabalho moderado. Lauren queria uma brecha para falar com Owen, mas ele sempre estava ocupado, ou com a esposa grudada no braço dele. No dia da consulta, Lauren encontrou Claire no refeitório e se sentou ao lado dela. Resolveu fingir simpatia.

— Oi.

— Olá. — a encara cerrando os olhos e volta a comer sua salada de frutas.

— Claire, não quero que pense que eu estou afim de roubar seu marido. Longe disso.

— Ah é? O que quer então? — a encara friamente.

— Nada demais. Meus interesses com o Owen são estritamente profissionais. Saiba disso.

— Na verdade, não são não. Sabe o porquê? A parte de administração do parque é responsabilidade minha...Eu cuido dos números deste resort. Ou seja, você deve satisfação para mim, não para o meu marido. Entendeu?

— Achei que tivessem o mesmo cargo. — Mentiu. — Afinal é seu marido... — A loira percebeu a pequena barriga dela e desconfiou do óbvio.

— Deixa de ser cínica, eu sei muito bem o que quer. Você não é paga parar achar nada. — seu tom de voz começou a se alterar.

Lauren ia abrir a boca para rebater, mas Owen chegou de terno e gravata com um sanduíche de pernil na mão, se juntando a esposa.

— Claire, que cara é essa?

— Nada importante, amor... Já estou pronta. — sorriu para o marido, ignorando por completo a loira ao lado.

— Olá Lauren. Vejo que as duas estão se dando bem.

A loira sorriu timidamente com o cumprimento de Owen, mas não respondeu. O olhar da ruiva era como se a fuzilasse.

— Como estão meus amores? — O loiro a tocou na barriga e Lauren pode sentir uma pontada no coração.

— Estamos muito bem, papai. E muito ansiosos... Vamos amor? Não podemos nos atrasar.

— O helicóptero sai daqui duas horas. Quer ficar lá em cima tomando sol?

— Vocês vão ter um filho? — A loira interrompeu.

— Vamos sim... — Claire sorriu acariciando a barriga.

— Que legal... eu... eu também estou grávida. — Owen não pareceu importar muito com a notícia, estava abraçado na ruiva fazendo Lauren se decepcionar ainda mais.

— Nossa isso é bom... — Claire ficou feliz em saber daquilo. Assim ela ficaria ainda mais longe. — E seu marido, está feliz? — acariciava os braços do marido.

— Eu... sou divorciada. — Responde.

— Mas ele é presente na sua gravidez, não é? — Owen pergunta.

— Não... ele quer que eu aborte. Não quer assumir o bebê.

Owen sentiu pena da colega e olhou para Claire. A ruiva ficou chocada com o que acabara de ouvir e olhou para Owen. Sabia exatamente o que ela estava sentindo. Sem saber muito o que dizer, ela tenta ser gentil.

— Então acho que foi a melhor coisa que fez, se separar desse canalha. Que bom que não deu ouvidos a ele, isso é um absurdo, um crime.

— Eu me viro bem sozinha.

A verdade era que Lauren se corroía de inveja por dentro toda vez que via a forma como Owen falava com a esposa. A forma como tocava a barriga dela, como cuidava dela. Ela desejava ter aquilo tudo, mas sempre foi o contrário. O ex-marido sempre foi frio em relação a ela, piorou após ela contar que estava grávida. Praticamente foi jogada na rua, mas teve muita sorte em ser chamada para ir trabalhar no Jurassic World.

— Imagino que sim! — ficou incomodada com aquela situação. — Amor, vamos para a minha sala. Preciso falar com você.

— Vamos. Mas só depois de terminar de comer tudo.

Claire o encarou cerrando os olhos e comeu. Assim que terminou, puxou o marido até a sua sala.

— O que acho? — disse assim que adentraram o local.

— Achei do que? — Perguntou fechando a porta atrás de si.

— Do que a Lauren disse...

— Ah, triste não é? O cara deve ser um canalha mesmo. — Comentou sem estender onde ela queria chegar.

— É sim... Mas está na cara. Eu sabia... — Sentou. — Ela tem inveja!

— Claire, pára com isso. — Por ser homem não observava as coisas assim como ela. — Ela é só uma funcionária qualquer com seus problemas.

— Amor, você é tão ingênuo as vezes. Como não percebeu a forma que ela te olha, como muda quando você está perto... Owen, o sonho de qualquer mulher é ter um homem como você!

— E isso importa? Eu sou casado contigo, ela pode querer o que quiser. — Owen aproximou-se da ruiva tirando uma mecha de cabelo dela do rosto. — Vamos?

A ruiva sorriu para ele, ela não o respondeu, mas para ela importava sim.

— Vamos, amor! — ela estava ansiosa, finalmente saberiam o sexo do bebê.

Eles vão até o estacionamento e entram no carro de Owen para irem até o centro de controle. A ruiva se olha no espelho, estava um pouco pálida mesmo com a maquiagem.

— Owen, onde está o meu batom que fica aqui no suporte da porta? — diz enquanto procurava e o olha.

A estrada estava péssima por conta das chuvas, Owen fazia altas manobras no volante por conta da lama.

— Não sei, deve estar por aí. E coloca o cinto agora mesmo.

— Amor não está aqui... — abriu o porta luvas. — Não acredito, estava aqui semana passada. Mandou lavar o carro? — colocou o cinto. — Eu gosto tanto daquele batom.

— Eu o vi rolando por aqui. E você sabe muito bem que eu mesmo lavo o carro. Eu compro outro para você.

— Desde quando você sabe comprar batom? — sorri e o encara. — Deu carona para alguém?

— E tem que saber? Só chegar na loja e comprar qualquer um. — Comenta. — São todos iguais. E dei carona para Lauren a alguns dias. Queria visitar o resort todo.

— O que? Deu carona para ela e ainda apresentou o resort... todo? — o olhou incrédula.

— Sim baby. Ela insistiu...

Claire continuou o encarando, sem saber o que dizer. Para Owen era a coisa mais normal, jamais entenderia a não ser se fosse com ele. Sentindo a raiva tomar conta de si.

— Você não tem noção mesmo. Deixa Grady, quando um funcionário novo entrar, eu mesma irei apresentar o parque no meu carro. Irei tomar café com ele, olha que legal! — alterou o tom da voz.

— Pára ruiva, meu Deus. O que eu poderia falar? NÃO?

— Tivesse pedido para outra pessoa acompanha-lá, já que é tão gentil e não sabe falar um "Não". Mas Okay, Owen. Não falo mais um "A" sobre esse assunto. E você está bem ciente que eu não gosto nada diss e nem dela!

— Amor, pára com isso. Eu agora sei disso. Não vai mais acontecer ok? — O loiro parou o veículo na estrada e pegou dois pacotes no banco de trás. Sorrindo, ele percebeu pequenas mamadeiras e chupetas nos papéis dos embrulhos, Owen pegou o primeiro e começou a abrir.

— Chegaram algumas surpresas de longe para gente...

— O que é isso? — sorriu. Esperando o marido abrir, assim que ele abriu a ruiva se emocionou. — Amor que lindos... — pegou da mão dele. — Quem mandou?

A empolgação na voz dela fez Owen sorrir ainda mais, ele pegou o outro embrulho e viu um pequeno papel cair dele.

—Esse é da Karen. — Ele apontou para o que estava em suas mãos. -Esse é da minha mãe. -Ele disse quando percebeu que estava escrito no canto do papel. Owen segurava um vestido todo rosa em mãos, era tão minúsculo que fez os olhos dele lagrimejarem de emoção. — Olhe esse. — O sorriso que ele estava dando ia em contraste com as lágrimas em seus olhos também.

— Aí meu Deus meu amor... — Claire sorriu ainda mais ao ver o vestidinho. E olhou para o rosto do marido, ao vê-lo emocionado as lágrimas escorregam por seu rosto. — Aaaah meu amor, vem cá... — O puxou para um beijo calmo.

Ver aquelas coisas de bebê, ver o marido tão emocionado quanto ela a fez transbordar de alegria. Owen a beijou diversas vezes, mas logo se afasta para continuar a abrir o restante. Agora, ele segurava um conjunto de calça e camisa azuis, tinha até um chapéuzinho. Procurando no seu embrulho, Owen viu que o vestido tinha vindo com uma linda fita para colocar o cabelo e sapatinhos lilás que combinavam perfeitamente com a roupa.

— É tão pequeno, Claire... — Comentou. — Sabe, ainda não sabemos o sexo do bebê, mas... bem.. as apostas ainda estão em alta. — Owen comenta, esperando ser questionado sobre "as apostas".

Ela agora segurava os sapatinhos, tão lindinhos. E ao ouvi-lo o olhou curiosa.

— Que aposta?

O olhar que ela estava lhe dando indicou ao loiro que ele poderia ficar bem encrencado.

— Fizeram apostas sobre qual vai ser o sexo do bebê. — Owen disse rápido, ele se sentiu como uma criança pego pela mãe em alguma travessura. — Tem muita gente apostando em menino... deixa eu lembrar... Tem Barry, Harry, Zach e Grey, meus tios, Sam... e eu! — Disse a última palavra convicto.

Ela começou a rir desacreditada.

— Você gosta de aposta, não é Grady? Mas apostar sobre o sexo do nosso filho... é ridículo!... — respirou fundo. — Sinto em dizer que vai perder feio, vai ser uma menina! — voltou a dar atenção para os pequenos pacotes. Ela pegou um que tinha vários laços de cabelo, de todos os tamanhos e cores, eram presentes da Vivian. — Olha isso bobão... — brincou. — Nossa menina vai ficar uma princesa.

Owen não pode deixar de revirar os olhos.

— Grupo de torcida para menina está você, Vivian, minha mãe, Karen, Jess, Sophie, Lowery... vão perder dinheiro todas vocês. Garanto. — a encarou bobo por um momento, ela estava ainda mais linda. Os olhos dela tinham ficado impossivelmente mais verdes e ela tinha um brilho que o deixava tonto. A barriga dela estava crescendo, mas a ruiva ainda conseguia disfarçar com o casaco e blusas mais soltas. Entretanto isso não conseguia esconder o sorriso brilhante que ela carregava no rosto. — Creio que vai ter que doar esses lacinhos para Sophie usar, se não meu GAROTÃO vai ficar parecendo um maricas...

Claire observou o olhar dele para ela, instantaneamente fica corada e tenta disfarçar colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Acho que são vocês é que vão perder feio. E se prepara Grady... quero muito abrir tudo, mas precisamos ir logo. Quando chegar em casa terminamos de abri-los e já saberemos o sexo do nosso lindo bebê... — havia uma ternura na voz da ruiva, que nem ela mesmo poderia imaginar.

*

Claire e Owen chegaram ao consultório ansiosos, a última ultrassom revelou que o bebê estava muito bem, o peso ideal e o desenvolvimento de todos os órgãos normais. Porém, o sexo ainda não puderam descobrir sempre tinha alguma coisa na frente.

— Bom dia, Claire. — Dra. Jones falou sorrindo. — Owen, que bom que veio.

A médica tinha virado amiga do casal na segunda consulta, Owen estava preocupado com algumas questões do bebê e Claire também. Na primeira vez que eles escutaram o som do coraçãozinho batendo levou Claire as lágrimas e a imagem de Owen a consolando e também chorando derreteu o coração da obstetra.

Depois de alguns minutos conversando sobre os últimos dias desde a última consulta.

— Dra... será que podemos ir logo para a ultrassom? — a ruiva vai direto ao ponto ansiosa, o que fez a Dra sorrir.

Eles caminham até a sala da ultrassonografia, Claire segurou a mão do amado nervosa, suava frio. Mas era de felicidade.

— Vamos ver se dessa vez saberemos se será menino ou menina. — Dra. Jones falou prestando atenção nas máquinas. — Vocês têm alguma preferência?

— Bom.... — sorri. — Eu gostaria que fosse uma menina e meu marido um menino. Não é amor?

— É sim.

— Uau.. estão bem decididos. — A médica ficou um pouco surpresa, a maioria dos pais que apareciam ali sempre se esquivavam dessa pergunta com medo de machucar seu parceiro, mas aqueles dois pareciam estar numa competição.

— Na verdade, estamos numa aposta. — Falou o loiro envergonhado, como se lesse o pensamento da médica. -Nossa família e amigos fizeram uma aposta, resolvemos entrar. — Até agora o grupo "menino" está na frente. — Comentou vitorioso.

— Sim, é bem ridículo isso... Mas também entramos no embalo. — a ruiva comenta rindo.

A doutora começou a rir, enquanto os ouvia preparava o equipamento e pediu para Claire erguer a blusa, que logo o fez. Ela passou o gel em sua barriga e começou a passar o aparelho. O casal estavam ansiosos, o coração de Claire disparado, a mão entrelaçada com a do marido.

A dra. Jones observou a dupla com admiração e espanto. Eles eram apaixonados um pelo outro isso era bem visível para alguém de fora, mas o convívio como parceiros de trabalho os fizeram amigos em primeiro lugar. Essa mistura não era vista por aí e isso provou a médica que não importava o sexo do bebê, ele seria amado incondicionalmente.

Assim que colocou o aparelho na barriga de Claire eles ouviram o coração do bebê bater rápido e forte tirando um sorriso dos pais, em seguida ela tentou pegar a imagem que eles esperavam ansiosos. Após alguns ajustes ela viu e sorriu vitoriosa, eles saberiam, finalmente.

— Olhem para cá. — Ela disse e apontou para a tela. — Essa é a garotinha de vocês.

Ao ver a imagem que mal conseguiam entender e ouvir a doutora, Claire sentiu uma alegria que jamais imaginaria. Ela sentiria igual se fosse um menino sem dúvidas. A emoção tomou conta do seu ser a fazendo chorar de emoção.

— É uma menina? — sorriu. — Eu... vou... ser mãe de uma princesinha... — olhou para Owen.

Owen prendeu a respiração por um instante e a médica viu a cena de meses atrás se repetir. Owen encarou Claire com os olhos marejados. Ele se aproximou dela e a beijou suavemente na testa e depois nos lábios.

— Obrigado, meu amor. — Ele sussurrou emocionado. — Muito obrigado.

Ela chorou ainda mais ao ouvi-lo.

— Eu que agradeço, meu amor... foi o melhor presente que me deu... — O deu um selinho demorado. Ela não via a hora de sair dali e comemorar.

— Sabe o que isso quer dizer? — A voz dele ainda estava rouca de emoção. — Eu perdi... — Owen fez uma cara emburrada, mas não por muito tempo. A médica já tinha limpado o gel de sua barriga e sorria divertida. O loiro se aproximou do ventre dela e deu um beijou carinhoso.

— O papai está ansioso para conhecer você. — A médica saiu de fininho da sala para dar privacidade para o casal, entretanto ainda pode ouvir o pai conversando com a bebê.

Claire sorriu ao ouvi-lo e acariciou a barba dele.

— Seu bobo... pelo ao contrário, ganhamos! — o observou minuciosamente enquanto ainda chorava de emoção e pegou a mão dele segurando em sua barriga. Ficou ainda mais apaixonada pelo marido a partir dali, coisa que ela achava impossível. Mas o amor que tinham um pelo outro, fariam de tudo para transmitir para sua filha. Claire ficou calada enquanto o papai coruja falava com a princesinha ainda em sua barriga.

Notas finais
OwenGrady