Histórias sem fim
1 Duas irmãs
Notas iniciais
Eram sete horas da manhã. Dia ensolarado, de muito calor. Fui dormir tarde ontem, minha irmã foi capturada primeiro dessa vez... Logo ela, cuja especialidade é fugir.
Consegui escapar de meus captores, mas sei que estão a minha procura. Estou escondida, pulei um muro sumi entre uma pilha de tijolos e mato. Esperava dormir tranquilamente, sem interrupção, mas já estão a chamar meu nome, aos gritos. O quê será que querem dessa vez?
Subo no muro e com dificuldade, passo para o outro lado... O arame farpado dificulta, mas consigo chegar ao meu objetivo. Quando olho o que está acontecendo, vejo minha irmã correndo desesperada, de um lado para o outro, até subir em uma árvore. A humana está atirando coisas no ar. Corro para pegar uma, depois duas e três. Fui capturada novamente. Minha dona me pegou no colo, fez carinho na minha cabeça e disse:
—Você é uma gatinha muito arteira, Berthe!
A felicidade está nos detalhes da nossa vida cotidiana. Basta prestar um pouco de atenção, para perceber!
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