Histórias de uma Semideusa nada normal
1 Acontecimentos estranhos em um dia comum
Notas iniciais
Olá, sou Catherine Blanke, mas pode me chamar de Cat. Você que está lendo este texto e não conhece a história dos meios-sangues, feche esta janela agora. Já se voceê sabe e presencia alguma coisa sobrenatural ou estranha à sua volta, eu te entendo. Tenho 15 anos, cabelos castanhos com as pontas coloridas e olhos marrons. Antes que me pergunte, não, eu não pintei o cabelo. Ele é natural assim.
Mas agora que foram feitas as apresentações, vamos direto ao ponto. A meu atual presente.
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Eu nunca entendi essa matéria. Ficar sentada ouvindo o professor Mark falar com aquela voz arrastada e fina dele — que combina exatamente com seu estilo hippie e corpo magro. — era um inferno, pois os minutos se passavam como horas. Mas isso é só resultado do défcit de atenção.
Os números negativos e positivos dançavam à minha volta por causa da dislexia. Sempre me pegava cantando músicas para as letras. E sempre corava quando as pessoas ao meu redor também percebiam.
Finalmente o sinal tocou. Finalmente sairia daquela prisão chamada de escola.
Meu amigo Nichollas havia me pedido para esperá-lo no portão. E aqui estou eu, no muro com o brasão da escola pintado em vermelho vivo.
Nicholas é o típico bad boy. Anda sempre de óculos de sol e jaqueta de couro. Mas por alguma razão ele é meu amigo.
Estou encostada no muro da escola quando os populares e as patricinhas me cercaram. Comecei a ver escamas saindo nas pernas das líderes de torcida e os cabelos dos meninos se tornaram chifres enormes.
"Dracaenaes e Minotauros" pensei.
Sem que pudesse reagir, três dracaenaes pularam em cima de mim arrancando meus cabelos e apertando meu braço com força para que eu ficasse imóvel e os Minotauros pudessemINVESTIR
.
Fechei meus olhos esperando a morte. Me senti tão fraca e covarde quanto um bezerro. Afinal, estava me entregando à inconsciencia eterna sem sequer pestanejar.
Mas antes que eu sentisse as fincadas dolorosas dos chifres, nada aconteceu. Abri meus olhos e vi uma faca no peito do minotauro à minha frente. Fiquei aliviada ao ver Nic, mas olhando mais em baixo, não haviam pernas com suas costumeiras calças jeans e ali stars pretos. E sim cascos. Cascos de bode, para ser mais precisa.
– O que... — fiz uma cara de WTF para N ichollas, o menino-bode que sorria sem graça.
Ao seu lado estava outro menino bode, com cabelos cacheados, pele bronzeada e um pequeno cavanhaque.
– Cat, este é Grover. — fala Nic correndo até mim e me apresentando a seu amigo.
Como continuei sem falar nada com uma cara de interrogação, eles explicaram tudo o que vivem. Ainda não entendia o que a mitologia grega tinha a ver comigo, nem os filhos de deuses, nem o porque dessa tal névoa. Mas a maioria das coisas eu entendi.
– Catherine Blanke, voce é uma semideusa!
– O que?????????!

– Não se preocupe — disse Grover. — Voce estará segura no Acampamento Meio Sangue.
O. K., era muita informação para um dia. Então aquelas dracaenaes e os Minotauros queria comer minhas entranhas??????
Sem falar nada, Meu melhor amigo e o tal Grover me entregaram uma mala, jogaram meu celular no Rio ( Meu Zapzap!!!!!! ) e fomos os tres para Nova York, para o acampamento meio sangue.
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