Histórias de uma Semideusa nada normal
2 Filho de peixe, peixinho é.
Notas iniciais
Não lembro como nem quando, mas acho que havia dormido no caminho para o acampamento, porque me encontrei em outro lugar que não era o avião, nem mesmo uma cidade. Eu estava em uma espécie de enfermaria. Havia algumas macas com cobertas e lençóis brancos e alguns carrinhos com medicamentos e curativos.
De repente chegou uma menina loira de olhos azuis acinzentados. Devia ser uma meio sangue, pois usava equipamentos de batalha em um cinto preso a uma blusa com os dizeres Camp Half Blood. Com minhas experiencias com ingles, traduzi para acampamento meio sangue. Então estava no lugar que Nic havia me falado. A menina colocou uma colher com alguma coisa bege dentro em minha boca. Quase que imediatamente senti uma mistura do gosto da cheesecake de morango de minha mãe com o gosto da gelatina de uva de minha avó. Logo depois ela me deu um copo com um líquido roxo e me deu para tomar. Senti o sabor do Mick shake do BoBs com a calda de chocolate do Mc Donald's.
Fiquei com uma cara de confusa para ela e, como se ela lesse meus pensamentos, falou:
– Néctar e Ambrósia. — Fala sem tirar os olhos do pote e do copo. — Mortais para os humanos, revigorante para os semideuses.
Eu ia falar algo, quando fui interrompida pela voz de Nic.
Me virei na esperança de que ele estivesse vindo, e não apenas gritando dando a parecer que estava se aproximando.
Felizmente, minha intuição estava certa. Entraram ele e Grover, seguidos de um menino de mais ou menos a minha idade. Tinha cabelos pretos com uma franja caindo levemente pela testa e lindos olhos verdes. Talvez um pouco mais velho. Ele parecia surpreso. Sua expressão não estava das melhores.
Ele me encarou e encarei de volta. Ficamos nesse jogo de silencio até que Grover resolveu falar.
– Percy, Catherine. Catherine, Percy. — Essa é a nova meio sangue? — falou o tal Percy.
– Foi o que disse a profecia.
– Mas Quíron não estava tão certo disso.
– Talvez o senhor D. Saiba.
Eles haviam ignorado minha presença.
Tudo bem qua eu não era das melhores ouvintes, mas não precisava me excluir por completo.
– É... Gente, alguém tem que levar a Nine ao Sr. D. — Falou Nic usando o apelido de sempre.
O Moreno se ofereceu para me levar ao tal Sr. D. E ficamos em um silencio bem constrangedor.
– Voce é um meio sangue? — perguntei apenas para puxar assunto. Ele assentiu com a cabeça. — filho de quem? — Poseidon.
Fiquei com uma cara pensativa por algum tempo.
– Ahá!!! — Ele tomou um susto. — Já sei do que te chamarei.
– Deixa eu adivinhar:Nemo, Cabeça de Alga, Ariel...?
– Não, Bolha de Sabão. Para resumir o apelido, Bolha.

– Hahaha. — Ele fez uma cara de paisagem e falou. — Vou esperar seu pai ou mãe Deus te assumir como filha, aí arranjo um apelido. Não pense que vai ficar assim.
– Sabe, gostei de voce, Bolha. Talvez sejamos amigos.
– Também acho, Rosinha.
– Hahaha que engraçado...
Ele meteu a língua e meti de volta. Parecíamos duas crianças juntos
Fale com o autor