Histórias Cruzadas
24 ✶✫ 23. — Os portões do céu e do inferno — MinSung.
Notas iniciais
“— Certo, vocês já ouviram falar nos portões do céu e do inferno?”
Todos na sala da casa do Changbin se olhavam em total silêncio.
Estava óbvio que os seres de luz e trevas ali sabiam sobre os portões, era quanto aos irmãos que todos queriam saber as respostas.
— Eu já ouvi falar, tem na bíblia, não é? — o caçador tentava buscar na memória. — Livro de Mateus capítulo dezesseis do versículo dezoito ao vinte se não me engano fala dos portões do inferno, já os do céu fala o tempo todo, mas me lembro bem de uma passagem em Segunda Pedro capítulo um versículo onze e Apocalipse capítulo vinte e um, tem umas doze portas lá.
— Caramba, você é cristão ou algo do tipo? — O Minho falou interrompendo o caçador com um largo sorriso no rosto — Que específico Changbin, quem ainda perde tempo lendo o livro sagrado que de sagrado não tem nada? — O demônio da ira se encolheu com os olhares recebido do anjo da guarda e do anjo da virtude. — Hey, se acalmem... — ele engoliu seco e o Lúcifer sorriu por ver seu querido demônio em apuros. — Me desculpem tá legal, mas nada de sagrado pode vir de algo que foi tocado pelos humanos e nisso vocês precisam concordar comigo.
— Não acredito em nada, sou um caçador, eu lido com o que aparece e pronto, só isso demônio, e o fato de eu ser tão específico é porque tenho uma boa memória, e é só.
Ele falou simplista e o demônio sorriu para ele.
— Minho, esse não é o caso, não estamos aqui para discutir sobre o que é ou não é sagrado.
— Desculpe meu guardinha.
— Pare com isso Minho, não sou seu!
— É sim... — o anjo lhe lançou um olhar irado. — E é por isso que eu o adoro Jisung, um anjo cheio de ira, é perfeito não acha Lúcifer?
— Acho sim, e vocês ficam lindos juntos.
— Também acho — o Yang falou sorrindo e o Minho adorou aquilo.
Já o Jisung revirou seus olhos.
— Já vi que nada produtivo sairá dessa conversa. — O Seungmin falou enfim. — Se me permitem dizer, eu já estudei um pouco sobre os portões, mas agora o que quero saber mesmo é o que meu irmão e eu temos em haver com eles...
— Esse irmão aí é mais sem graça, se eu o tocar ele pode ficar mais interessante...
— Você não vai encostar no meu Seung. — O Yang falou encarando o Minho.
— Oh, não, que anjo fofo defendendo seu humano, — o Minho levou as mãos ao rosto do anjo que não vacilou diante ao toque simples do demônio, fazendo o Minho adorar o anjo em sua frente. — Eu não tocarei nele querido, prometi ao guardinha e eu cumpro minha palavra, então não se preocupe está bem? Eu só sou falastrão assim mesmo.
O Jisung desistiu de ralhar com o demônio e se voltou aos irmãos.
— Vocês são as chaves, são os únicos que podem trancar os portões, esse é o propósito de vocês, o Changbin está destinado a trancar o inferno e o Seungmin trancará o céu.
— E por que estou começando a achar que isso é algo que eu vá me arrepender de ouvir se você continuar falando Jisung? — O Christopher disse já entendendo do que se tratava.
— Exatamente Lúcifer...
— Christopher, ou Chris por favor…
— Que seja, — O Han falou um tanto impaciente. — Eles são as chaves, e vocês dois — O anjo da guarda apontou para o Chris e para o Yang. — As fechaduras que eles terão que trancar, e para tal feito, o Changbin precisará matar o Lúcifer e por o amar isso se tornará o sacrifício necessário para trancar de vez o seu reino para sempre, e o Seungmin...
— Terei que sacrificar o meu amor para trancar as portas do céu... — Ele falava olhando para o anjo dono de seu coração. — Terei que matar o Yang...
— Isso mesmo, — O Han falou entristecido. — E quando vocês os matarem, vocês também morrerão, — ele fez uma pequena pausa, respirou fundo e continuou. — É o sangue humano sendo derramado junto ao sangue profano ou divino que cumprirá o seu verdadeiro propósito.
O Changbin estava nitidamente transtornado, irado e mal conseguia pensar direito.
— Mas é só não matar ué, quem vai nos obrigar a cumprir essa merda toda?
O Lúcifer conhecendo como as coisas funcionavam colocou sua mão no ombro de seu amado que assim que o sentiu olhou para ele como quem pedia socorro.
— Se esse é o plano meu amor, pode acreditar que eles nos encurralarão para que não consigamos escapar de cumpri-lo.
— Mas que MERDA! — Até o demônio da ira se compadeceu em ver o estado do Changbin. — É matar e morrer, ou matar e morrer? Não tenho opção? Sem um plano B? É isso anjo da guarda? E você não vai nos guardar dessa porra toda?
— Estou trabalhando nisso a muito tempo Changbin, mas não acredito que quando chegar a hora eu consiga estar ao lado de vocês, — o Anjo estava genuinamente triste. — Talvez haja algo que envolva o Gabriel e o Belfegor, mas eu ainda não descobri o que possa ser.
— Mas você acha que temos alguma chance, mesmo que mínima de fazer algo a respeito Jisung?
O anjo da guarda os encarava imóvel, era difícil decifrar se ele revelaria algo ou não.
— Para ser bem sincero eu não sei bem, mas só aqui nessa sala temos dois seres das trevas poderosíssimos e dois seres de luz igualmente poderosos, temos um caçador que é um excelente estrategista, e um letrado que também é um excelente estudioso e executor, fora que eu também pedi ajuda para o Wang que nesse momento está buscando algo que sirva para nem que seja, nos dar uma vantagem, ou um tempo extra para termos mais tempo de nos prepararmos.
— Então teremos uma chance? Mesmo que pequena... PORRA eu sempre odiei essa droga toda de céu e inferno e olha só onde estou? Minha sala é praticamente um pedaço de cada um deles, eu tô puto e se vamos fazer algo que seja começando agora mesmo ou eu juro que vou sair matando geral.
O Seungmin abraçou seu irmão e aquilo foi o acalmando, por um momento eles se esqueceram do restante dos seres ali com eles.
— Vamos achar um jeito Binnie, eu sei que vamos, e vamos salvar os nossos amores, eu prometo a você.
— E quem é o mais velho deles mesmo? — O Minho perguntou sorrindo e os outros três encararam ele com olhares cortantes. — Mas que caralho de asa a ira aqui sou eu, porra, relaxem está bem, ou assim não sairemos nunca do lugar.
— Tá e o que você sugere ira?
— Sugiro irmos atrás do Belfegor e do Gabriel, para começar, o gostosão do Wang certamente está buscando por alguma magia, um artefato sei lá, conheço um pouco da cabecilha doentia daquele ser, ele é muito esperto e vai nos achar uma válvula de escape tenho certeza.
— Certo Minho, vou para o inferno começar a procurar o Belfegor, de lá é mais fácil pegar o rastro daquele verme.
— Vou com você, Channie. — O Changbin ficou ao lado do seu namorado.
— Binnie, não precisa amor.
— Não perguntei se precisa, eu vou! — O caçador pegou na mão do seu namorado — Se tem alguém bom de rastreamento nessa sala, esse sou eu, então não discuta amor, irei com você.
— Agora entendo porque o Chris caiu de amores, ele é tão mandão quanto você papai Lu. — O Minho sorria e o Chris deu um selar nos lábios do seu caçador.
— E nós podemos ir para casa Seung, vamos evocar o Gabriel, dá para fazer usando um pouco do meu sangue.
— Sim, amor, perfeito, sangue chama pelo sangue... — O Seungmin falou simplista. — E eu conheço bem o encantamento, vai funcionar.
— E o casal açúcar até fala parecido, me sinto lendo um livro adolescente olhando para eles e os ouvindo falar.
— Minho cala a boca! — Todos falaram e o demônio da ira gargalhou, ele adorava atiçar os nervos alheios, aquilo para ele era satisfatório.
— Certo, vão para fazer o que precisam — O Jisung falou pontual — Mas por hora apenas os rastreiem espere o meu comando para os evocar entenderam? É importante que esperem.
— Por mim tudo bem, enquanto isso apresentarei o inferno ao Binnie, e se ele ainda me amar depois do que vir digo que me casarei com ele.
Eles sorriram fraco.
— Por mim bem também, e enquanto esperamos vou pensar em formas de não precisarmos cumprir esse propósito idiota.
— Certo, Seung faça isso.
— E vocês dois? O que farão? — O Yang perguntou curioso e para a surpresa de todos quem respondeu foi o Minho.
— O guardinha aqui e eu, vamos atrás das algemas, afinal, quando o Belfegor e o Gabriel forem evocados teremos que prendê-los e essas algemas especificas nem os letrados possuem.
— Certo, então vamos?
Todos acenaram que sim e uma a uma as duplas foram sumindo da sala do caçador.
[...]
*MinSung*
O demônio da ira olhou confuso por ter sido levado pelo anjo da guarda de volta para sua própria casa.
— O que fazemos aqui guardinha fofo?
— Preciso de um tempo. — Foi só o que o anjo disse.
— Sua ferida está bem?
— Está sim, mas não sei porque tenho me sentido enfraquecido.
O demônio o encarou curioso, e logo veio a ele uma ideia.
— Quando o maldito do Belfegor o atingiu, a lâmina estava inteira? Quero dizer, você a quebrou em algum momento?
— Sim, eu a quebrei quando ele me atingiu, mas como sabe disso Minho?
O semblante dele escureceu.
— Deve ter algum fragmento da lâmina envenenada em você Jisung... — o demônio o pegou no colo. — Vem, se tiver algo aí dentro, vou extraí-lo agora mesmo.
Ele levou o Jisung para o seu quarto e deitou o anjo que o olhava um pouco assustado.
— Você acha mesmo quê?...
— Fique quieto querido, vou resolver isso agora mesmo.
O demônio o encarou, estava muito preocupado de o veneno ter se espalhado demais pelo corpo do anjo e antes de começar de fato o que faria ele o encarou.
— Vou ter que tocar o local em que você foi atingido, meu guardinha.
O Jisung apenas acenou que sim, dessa vez ele não se opôs ao demônio dizendo não pertencer a ele e o Minho não deixou esse detalhe passar.
Ele colocou a mão na cintura do anjo e o segurou firme ali, fechou os olhos para se concentrar na busca por vestígios da lâmina e do veneno até que abriu seus olhos encarando novamente o anjo om tanto triste.
— Como deixamos isso passar, que inferno! Me desculpe guardinha, a culpa foi minha...
— Você achou?
— Sim querido.
— Então tire de uma vez, preciso estar com a minha força total logo.
— Claro, farei isso, mas Jisung...?
— Oi?
— Vai doer...
— Faça de uma vez Minho.
O demônio colocou as pontas de seus dedos no local do antigo ferimento e começou a os introduzir para dentro da carne do anjo, atravessando a pele e o invadindo e o anjo tentou se segurar ao máximo, sem gritar, até que a mão do demônio já estava quase toda dentro do corpo do anjo.
— AAAARRGHH! — O Jisung gritou em agonia. — Merda! MERDA!
Não demorou muito, mas o tanto que doeu no anjo doeu também no demônio, e quando o Minho avisou que puxaria o fragmento ele sentou o anjo deixando o corpo dele bem próximo ao seu.
— Peguei Ji, vou tirar, — ele o olhou nos olhos. — Se abrace a mim anjo, agora vai doer ainda mais.
O Jisung relutou, ele estava com dor, mas a proximidade ao demônio o fez titubear em seus sentimentos.
— Faça de uma vez Minho, por favor.
— Está bem, vou tirar em três, dois...
O demônio puxou com tudo para ser rápido e o anjo o agarrou com força.
— E o um, Minho? Você pulou o UM!
Ele se agarrava ao corpo do demônio, o fragmento não era tão pequeno e saiu o rasgando um pouco, o que o queimava por dentro.
— Isso doeu muito... muito mesmo...
O demônio o abraçou de volta e devolveu o aperto, dando também um selar no ombro do anjo.
— Está tudo bem guardinha, vai ficar tudo bem e logo você estará cem por cento outra vez.
Aquilo doeu no Minho, pois ele acredita que o anjo ficando recuperado ele sairá de perto dele.
— Obrigado por cuidar de mim de novo Minho.
Ele se separou do abraço e o encarou levando em seguida sua mão ao rosto do demônio e deixando um carinho ali, isso fez o demônio fechar os olhos e deitar seu rosto em sua mão e por um momento o Jisung o comparou a um gatinho manhoso.
O demônio era lindo, e o anjo não conseguia mais negar sua atração por ele.
— Minho...
— Hum? — ele respondeu sem abrir os olhos.
O anjo segurou com sua outra mão no rosto do demônio o aprumando, o que fez finalmente o Minho abrir os olhos, o encarando receoso.
— Não quero mais isso...
— Não quer mais o que guardinha fofo?
— Não quero mais te afastar de mim.
O demônio mal se aguentou, aquilo era mesmo real? Finalmente, depois de tantos séculos, o Jisung o enxergou como ele o enxergava? O anjo da guarda descobriu enfim que também gostava dele como ele gostava do anjo?
E o melhor, ele estava assumindo isso?
Aquilo estava mais que perfeito para o Minho.
— Então não me afaste mais Jisung, vamos enfrentar tudo isso juntos, vamos ficar juntos.
— Mas isso é errado Minho, quando tudo isso dos irmãos acabar, não teríamos como continuar trabalhando juntos, o seu propósito é corromper em ira as almas que devo proteger. — O anjo estava tão angustiado que o demônio lamentou profundamente. — Proteger de você, a ira.
O demônio o encarou, tirou as mãos dele do seu rosto e as segurou com firmeza.
— Jisung, não posso negar minha natureza demoníaca, sou um demônio maior, um dos filhos mais antigos do Lúcifer, e eu sei que você não pode negar sua natureza angelical, e eu nem iria querer algo assim, pois eu gosto de você justamente por ser como e quem é.
— E como ficar juntos poderia dar certo para nós?
— Teríamos que aprender, que nos aceitar, e continuar como somos, minha pergunta é uma só, você consegue me aceitar Ji?
O anjo pensou, apesar de toda sua trajetória lutando contra ira, o anjo da guarda sempre o admirou, sempre o achou forte e poderoso, um inconsequente às vezes, mas na realidade esse seu traço era um charme do demônio que ultimamente não saía da cabeça do anjo.
Mas o aceitar já era demais, não? Vê-lo corromper almas, as condenar ao inferno quando o seu trabalho era as levar ao céu...
Aí o anjo se lembrou.
O livre arbítrio.
Mesmo irados, todo o mal que os tentava apenas os colocava diante as suas escolhas, no final eram os próprios humanos que se condenavam, por não serem fortes o suficiente para resistirem, logo o trabalho de um anjo da guarda era tentar proteger os humanos apenas para que não fossem tentados, pois os proteger de si era quase impossível.
E isso o anjo conseguiria aceitar.
— Sim Minho, pode ser estranho no começo e eu lhe garanto que ainda farei o meu trabalho, mas consigo aceitar o seu trabalho também, consigo até entender um pouco, afinal tentações existem e foi o próprio pai que as permitiu para ver como seus filhos sem asas agiriam a elas.
— Então, depois de muito pensar, você decidiu que podemos ficar juntos? Você será meu Jisung?
— Só se você também for meu Minho.
O demônio não esperava essa resposta e sorriu tão largamente que mal se aguentava, aquela noite parecia ser a melhor de sua existência, e olha que ele existe desde os primórdios.
— Serei seu pelo tempo que me quiser.
— Somos eternos Minho, e eu não costumo deixar de querer o que me pertence.
— Um anjinho irado, e possessivo? Está querendo me deixar caidinho por você, não é?
— Não sei... estou pensando ainda sobre isso, mas até onde vejo você já é caidinho por mim Minho, ou será que me enganei?
O Minho fez uma careta ao invés de o responder e como sabem, o silêncio vale mais que mil palavras então entendendo ser verdade o que disse e o Jisung sorriu, ele gargalhou, na verdade, e o demônio não se aguentou e se entregou ao riso junto a ele, e para o anjo o sorriso do demônio era a coisa mais linda que já viu e para o demônio o anjo ficava ainda mais belo quando sorria e o Minho desejou que aquele momento entre eles não acabasse nunca.
— Jisung, eu vou te beijar agora. O Minho falou sem conseguir mais resistir.
— E por acaso você está esperando um convite formal? Isso aqui serve como um?
O anjo avançou nos lábios do demônio e foi mais uma deliciosa surpresa para ira, que logo o tomou em um beijo repleto de sentimentos e sensações gostosas, ambos estavam entregues, e o toque de suas peles os faziam se desejar ainda mais...
❤️
Eles ardiam em desejo, as mãos habilidosas do Minho percorriam pelo corpo perfeito do seu anjo e a cada toque o Jisung estava mais entregue, ele queria mais, seu corpo pedia por mais do demônio e ele mal conseguia organizar seus pensamentos.
— Minho, me tome para você...
— Tem certeza disso, Jisung? Eu posso esperar por você.
— Tenho certeza, eu o quero e não vou mais mentir para mim mesmo, eu preciso de você Minho.
O demônio não negaria nenhum tipo de pedido vindo do anjo e aquele pedido feito de forma tão entregue, tão manhosa... O Minho quase enlouqueceu.
— Vou te dar tudo de mim, meu anjo lindo, do jeitinho que me quiser.
Eles começaram a se despir simultaneamente e não demorou ambos se tocavam com todo o desejo e o Minho encontrou com seus lábios um dos mamilos do Jisung e logo foi dar atenção ali e o anjo se contorcia por sentir seu desejo aumentando.
— Aaah, isso é tão bom.
Nesse momento ocorreu ao demônio que provavelmente o anjo nunca tivesse feito aquilo.
— Anjo...
— Huum…?
— Essa é a sua primeira vez?
— É sim... então me ensine como é amar e ser amado assim meu demônio.
— Você é uma delícia anjinho, não se preocupe, eu não irei machucá-lo.
Eles voltavam aos toques e carícias e o Minho deitou o corpo do anjo e desceu por sua cintura, apertando por ali com vontade e se demorando nela com selares, lambidas, mordias e chupões e o Jisung sentia seu membro endurecer, o prazer o estava tomando insanamente a cada toque do demônio em si, e ele tentava o retribuir, apertando seus ombros, acarinhando seus cabelos e chamando pelo seu nome em meio a gemidos sôfregos.
— Minho... aaah... tão bom... tão gostoso...
O demônio encarou o semblante perdido de prazer do seu anjo, e o pensamento que o tomou foi o de que ele morreria por aquele ser, isso nunca o ocorreu antes, ele nunca desejou tanto alguém que sentia que poderia morrer se não o tivesse mais em sua vida.
O demônio estava amando ao anjo que gemia tão deliciosamente seu nome.
A boca do Minho seguiu descendo pelo corpo do Jisung que se permitia sentir cada toque com intensidade, e ao chegar próximo ao membro do anjo já irremediavelmente endurecido ele começou a lamber e chupar sua glande inchada e babada fazendo o jisung se contorcer em suas mãos, e em uma dessas contorcidas uma mão do demônio foi até a nádega do anjo, a apertando com vontade enquanto sua boca abocanhava por inteiro o pau alheio.
— Porra... — o anjo falou em um tom perdido e o demônio adorou o ouvir tão entregue assim. — Você é uma perfeita perdição, amor.
Amor... foi a primeira vez que o Jisung o chamou assim, e o Minho estava em puro êxtase, ele não era o único amando ali, e isso era perfeito.
O membro angelical deslizava pela boca do demônio e ambos deliravam com as sensações daquilo, então o Minho saiu um pouco dali, apenas para umedecer seu próprio dedo e voltou em seguida ao trabalho no membro do anjo levando agora seu indicador a entrada do ser que estava tão entregue a si, e calmamente foi o massageando, estimulando sua entrada e com isso ele via, melhor ainda, ele sentia o tanto que o Jisung estava amando tudo aquilo.
— Minho, já chega, entra em mim agora, por favor.
Os olhos do demônio se arregalaram em surpresa.
— Me deixa preparar você, Jisung.
— Não, eu quero que você também tenha prazer comigo e quero beijá-lo enquanto nos entregamos um ao outro.
O demônio mal pode se conter, seu anjo era tudo que ele adorava.
— Como disse te darei tudo como quiser, meu mandão lindo.
Ele subiu voltando a ficar cara a cara com o anjo e seus membros rijos se roçaram algumas vezes e o demônio fazia aquilo propositalmente por notar que o anjo estava amando a sensação, mas não se demorou muito nisso, afinal não era bem o que seu anjo queria.
O anjo estava todo aberto para ele e o Minho sorriu por notar sua entrega, então ele colocou seu próprio membro na entrada do Jisung e começou a se empurrar para dentro e nisso foi tomado pelo anjo em um beijo ardente.
Os estalos estavam uma delícia de ouvir, mas assim que estava todo dentro do anjo o demônio pôde ouvir os gemidos dele aumentarem.
Estava tão deliciosamente torturante ser invadido pelo demônio, que o Jisung mal conseguia se encontrar no beijo novamente, ele estava uma bagunça e o Minho não estava nada diferente.
— Caralho, meu guardinha, tão apertadinho assim, vai me enlouquecer.
— Mais forte Minho, por favor, mais...
— Assim amor?
O demônio foi mais forte e ainda mais fundo, encontrando com facilidade o ponto doce do anjo que arqueou suas costas em resposta gemendo ainda mais intensamente.
— Isso Minho, assim, continua assim...
As estocadas ficaram mais intensas ainda e o anjo se agarrou nas costas largas do demônio, apertando ali e o trazendo para ainda mais junto ao seu corpo.
Eles estavam colados, e gemiam desejosos e o demônio percebendo que o ápice de ambos era eminente, começou a bombear o membro do anjo no mesmo ritmo de suas estocadas.
O Jisung o agarrou, ele queria desesperadamente beijar os lindos lábios do seu demônio e assim o fez e ambos juraram sentir um formigamento delicioso em seus lábios enquanto suas línguas se roçavam com vontade.
Mais gemidos saíam deles, estavam abafados em meio aquele beijo ardente e ambos gozaram juntos tão intensamente que o corpo do Jisung se contorcia e se apertava contra o corpo do Minho que se ajoelhou na cama trazendo o seu anjo ainda encaixado nele e estando colados se abraçaram, e nesse momento as asas de ambos se abriram, elas eram imensas, a asa branca do Jisung em contraste com a asa preta do Minho formaram uma lindíssima pintura no meio da cama do demônio e seus corpos desnudos ainda grudados não pareciam querer interromper nada daquilo.
❤️
— Isso foi perfeito, eu te amo Minho.
— Você é perfeito, meu anjo lindo, e eu também amo você.
O anjo da guarda beijou novamente o demônio da ira que se entregou a ele com paixão, e nesse momento tendo o dono do seu coração o amando com todo o seu ser, não havia mais nenhum pouco de ira nele, pelo contrário, bem agora o Minho se encontrava na mais perfeita paz.
✶✫⊶⊷ ⊱⊰ ✧✦꒰✟꒱✧✦ ⊱⊰ ⊶⊷✫✶
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