História After You
42 Capítulo - Sob a luz das Estrelas
Notas iniciais
Logo mais no meio do caminho Claire para o carro e fica pensativa por alguns instantes. Começa a rir ao se lembrar da imagem dele na porta. Sim, ela não sabia viver sem aquele homem. Fez o retorno com o carro e voltou para o bangalô. Ao chegar começa a buzinar sem parar.
— GRADY? GRADY! — grita de dentro do carro.
Owen havia sentando no sofá e ligado a TV quando escutou os gritos, de imediato correu para o lado de fora alarmado e com o primeiro pedaço de pau que achou na frente.
— O QUE? O QUE HOUVE?
Ela sorriu com a atitude dele e saiu correndo do carro e o abraçou pulando em seu colo.
— Eu te amo, te amo!
Owen a encarou por um tempo, confuso. Mas a segurou, soltando o pedaço de pau.
— Achei que tinha alguém atrás de você... quer me ver infartado uma hora, Dearing? — Brincou a abraçando com força contra si. — Eu te amo, Claire.
Ela sorriu e o apertou, como se fizessem anos que não se viam.
— Estou com tanta saudade de você, meu amor. Aaaah Grady... Vamos casar o quanto antes, não posso mais ficar sem você. Esses dias distantes, só me fez ter mais certeza disso. Assim que o parque inaugurar, casamos.
— Vamos planejar isso, ok? — Owen a levou para dentro do bangalô e bateu a porta. Se Claire reparasse, a única "melhoria" que ele havia colocado no quarto era um freezer novo para suas bebidas.
— Tive uma ideia... já venho. Se quiser trocar de roupa, tem algumas coisas suas no meu quarto... no lugar de sempre. — Owen a colocou no chão e juntou algumas coisas. Travesseiros, cobertores. Levou tudo para fora sem dizer nada.
Claire foi até o guarda roupa pegar uma roupa e se surpreendeu, pois estava organizado. Ela sorriu e ao invés de pegar uma de suas roupas, pegou uma camiseta de Owen. Ao olhar para o lado no canto, viu o freezer e sorriu.
— Hey... amor? — Após um tempo ele retornou.
— Oi... e então, qual foi a ideia?
— Vem comigo ali fora que eu vou lhe mostrar...
Claire o encara cerrando os olhos e o acompanha.
Owen havia arrumado uma cama para eles na parte de trás de sua caminhonete.
— Já fez amor olhando as estrelas? — A questionou após ergue-la, colocando em cima do veículo e subindo logo após.
Claire o olhou admirada e deu um sorriso iluminado.
— Não. Fazer amor? Aqui? — deitou-se olhando para o céu. — Isso é incrível, Owen. — Esticou a mão para que ele deitasse também.
— Sim. — A noite estava apropriada para os planos de Owen. Estava muito quente, ficar dentro do bangalô era quase como ficar dentro de uma sauna. — Eu estava com essa ideia a muito tempo, sabe... — disse em um tom sedutor no ouvido dela após se deitar ao lado da noiva. A mão pesada alisava as coxas dela quando ele pediu permissão para beijá-la.
Ela o olhava intensamente nos olhos, o desejo já havia tomado conta dela completamente.
— É uma ótima ideia...- sussurrou e selou seus lábios os dele carinhosamente enquanto uma das mãos lhe segura o rosto. Ah que saudade ela estava de ficar assim com ele, era tanta que muitas vezes chorava. E agora estavam juntos, bem ali em baixo do lindo céu estrelado.
Owen desceu os beijos pelo pescoço da noiva, deixando-o vermelho e molhado. Agora sua boca já se encontrava no colo dela, beijando-a sensualmente enquanto sua mão encontrava o seio, por baixo da camisa emprestada. Mordeu-lhe o queixo, começando a tirar a blusa dela. Ele levantou um pouco seu corpo e Claire levantou os braços, deixando-o tirar sua blusa. Ele jogou aquela peça longe e voltou a colar seus corpos, fazendo ela gemer ao sentir seus seios em contato com o peitoral dele.
Ele se ajeitou entre as pernas dela e voltou a beijá-la na boca, novamente descendo os lábios pelo corpo da amada. Ao encontrar o seio dela, ele passou a língua em seu mamilo, fazendo Claire arquear um pouco a cabeça para trás e gemer baixo. Ele sorriu e começou a lamber todo o seio dela, fazendo-a agarrar os cabelos do amado e continuar gemendo. Enquanto acariciava um com a boca, acariciava o outro com a mão, apertando-o e massageando-o. Owen usava a palma da mão e os dedos para brincar com o mamilo dela. Ele trocou de seio e mordeu-lhe o mamilo, arrancando de Claire um gemido manhoso.
A ruiva já ansiava por tê-lo dentro de si, estava completamente molhada devido às carícias de Owen. A saudade que sentia de ficar com ele daquela forma, a deixou mais sensível. Não sabia como aguentou ficar tanto tempo sem senti-lo. Owen apertava cada vez mais seus seios e Claire gemia e puxava seus cabelos loiros com a mesma intensidade, como se estivesse suplicando para possui-la logo.
O grunhido que saiu pela garganta de Owen foi animalesco, um rascunho do animal que crescia em seu ser ao ver o corpo deleitoso e nu da amada noiva embaixo de si. Um palavrão saiu por seus lábios antes que pudesse conter, escapando ao autocontrole tênue que tinha para não abrir de forma brusca as pernas de Claire e subjugá-la até que esta, o implorasse para possuí-la. Ela capturou suas mãos e as levou aos seios fartos, inclinando-se embaixo dele. Owen podia sentir o coração dela disparando contra seus dedos.
— Claire, estou ficando louco... — Ele murmurou sem pensar, engolindo em seco ao ouvir a voz sinuosa contra seu pescoço. — Tenho que cuidar de quem sentiu minha falta... — Os olhos verdes do ex-marinheiro vidraram nos claros e brilhantes de luxúria de Claire. Tinha certeza que o seu carregava a mesma paixão. — Eu quero você, Claire, e quero agora! — Confessou beijando-a com volúpia e sendo correspondido com a mesma intensidade.
Satisfeito que ela não repeliu seu beijo, segurou a cintura feminina com uma mão e ergueu a outra até o seio macio, acariciando-o. Pode ouvir a ruiva gemer outra vez, as costas se arqueando e os quadris se remexendo embaixo do homem, que soltou um rugido contra seus lábios.
— Diga que também me quer... — ele suplicou deslizando os lábios pelo pescoço perfumado. — Que me deseja dentro de você.
Claire já estava muito desesperada para que ele a penetra-se logo e ao ouvi-lo dizer aquelas palavras em seu ouvido, de forma tão sexy. Não podia mais esperar nem um segundo.
— Eu quero...- sussurrou quase sem fôlego. — Quero você dentro de mim, Owen. — o puxou pela nuca lhe dando outro beijo intenso. Suas línguas se esfregavam desesperadas como se quisessem se tornar uma só. Até que o ar se fez necessário. — Quero você agora! — era quase como uma ordem. Segurou-lhe o rosto com as duas mãos para que pudesse encara-la. — Eu sou sua, Owen Grady. De corpo e alma. E preciso de você agora! — suplicou olhando em seus olhos.
Ela não podia mais esperar, sua intimidade latejava de desejo e de necessidade em senti-lo dentro de si. Abriu ainda mais as pernas para recebe-lo.
Os olhos do homem capturaram as expressões dela, sem fôlego, as bochechas cobertas pelo rubor e os olhos ardentes de desejo. Ele mal a havia tocado ainda.
— E vai ter, amor. Tudo. — Owen prometeu removendo alguns fios de suas madeixas vermelhas do rosto de porcelana da amada, colocando-os atrás da orelha. Então, o ex-marinheiro colocou um joelho entre as pernas roliças, os lábios famintos sobre os dela, depois descendo pelo pescoço, colo até os seios inspirando profundamente ao olhar a curvatura alva com aréolas eriçadas. A cabeça da noiva afundou no travesseiro ao ter um mamilo abocanhado por Owen, mais uma vez, que o sugou e lambeu enquanto os dedos afagavam o outro bico enrijecido. Calor invadiu seu âmago quando a outra mão masculina acariciou a curva de sua barriga, descendo por seu baixo ventre, os dedos se movendo pela parte interna de suas coxas, subindo novamente para entrar em sua calcinha, aproveitando ela ter aberto as pernas. A tocou, esfregando o polegar no ponto que clamava pelo toque dele, fazendo-a soltar um pequeno grito de choque e prazer. — Você gosta? — Ele perguntou rouco.
— Sim...sim! — sussurrou em forma de gemido. Fechou os olhos para apenas sentir o prazer tomar conta de si. Conforme Owen começou a estimular rapidamente sua intimidade, Claire cravou as unhas em seus ombros largos descendo para as costas. — Aí meu Deus... Owen...por favor...
— Mostre-me quanto gosta... — Ele pediu inclinando a cabeça e apertando o lóbulo de sua orelha entre os dentes enquanto o nó de prazer crescia. — Não se contenha e goze para mim, amor.
Owen percebeu como resposta, o quadril da noiva instintivamente se mexer contra a mão masculina, seguindo o ritmo imposto por ele enquanto as suas se moviam na carne macia e firme dele. Seus corpos seguiam o mesmo ritmo, a tensão subindo e se espalhando. Owen deslizou outro dedo dentro dela, entrando e saindo suavemente enquanto continuava a pressionar os nervos que enviavam ondas de prazer e arrancavam gemidos doces da amada.
Sempre que Owen a pedia com aquele jeitinho, a ruiva não conseguia segurar. É como um estímulo para ela. O aumento de estímulos dele em sua intimidade a fez sentir uma onda de prazer percorrer o seu corpo, enfim acaba gozando. Seu corpo estremeceu, mas ainda não era o suficiente, precisava dele.
— Owen... — sussurra. Apesar de estar sensível, queria ele dentro dela.
Owen subitamente, ficou de joelhos. Com o corpo ainda trêmulo, Claire o observou retirar apressado a camisa e fazer o mesmo com a calça e a cueca, sua excitação erguendo-se imperiosa, fazendo o coração dela bater mais forte.
Ele retornou para o leito improvisado, plantando um beijo abaixo de seu umbigo, deslizando mais para baixo, os dedos envolvendo os lados de sua calcinha, descendo a peça junto dos lábios que plantavam beijos lascivos na parte interna de suas coxas, distribuindo mordidas e lambidas por suas pernas até livrá-la do pano rendado. As mãos dele deslizaram por baixo dela, espalmando nas costas femininas, erguendo-a para levá-la para o meio da cama, encaixando o corpo forte entre as pernas macias. Owen a ouviu suspirar ao sentir a pontinha do membro escorregando em meio à sua umidade. Um tremor percorreu o corpo dele, ou talvez fosse o dela gerando isso nele, porque ela também tremia. Um beijo diferente, mais profundo e impactante. Sua boca trabalhou na dela até que ambos estivessem implorando por ar. Os nervos da ruiva se acalmaram enquanto os lábios dele se moviam pelos dela, viajando pelo pescoço e sobre a linha da clavícula em uma série de pequenos e quentes beijos, mordidas suaves e passadas de língua. Seus olhos se encontraram por um momento, pupilas dilatadas, intensos, então ele avançou. O primeiro ponto de pressão roubou seu ar e a fez tremer, sentindo seu núcleo se esticando pouco a pouco para recebê-lo. Owen moveu o quadril, um leve movimento que o levou mais profundamente.
Claire estava extremamente sensível devido o último orgasmo. E ao ser penetrada sentiu um prazer insano, o membro grosso dele passava lentamente em suas paredes. Deixando a ruiva louca de prazer.
— Owen...- gritava seu nome. — Isso...isso, amor. — implorava por mais.
Os lábios masculinos acariciaram os dela, ganhando território até entreabri-los, permitindo que ele deslizasse a língua, provando, dominando e arrancando deleitosos sons da garganta feminina.
No momento em que a sentiu relaxar em seus braços, quando tornou-se insustentável permanecer contido, ele investir para frente, introduzindo-se profundamente. Continuando a beijá-la, começou a se mover, vagarosamente se retirando até a metade e voltando a investir até o fim. A sensação do membro a penetrando e esticando era... Diferente. Era algo mais intenso. Toda vez que ele se retirava e investia novamente mantendo um ritmo lento, a sentia em seu corpo todo, vibrando através da junção de seus sexos, cobrindo suas peles de suor e êxtase crescente. A sentia em sua alma e coração. Com uma pequena onda de prazer reagindo e se alastrando conforme Owen se movimentava, ele gemeu deslizando os lábios para a orelha da ruiva.
— Calma ruiva... — avisou enrouquecido, quase arfante, continuando a mover-se de encontro a ela, criando uma bola crescente de sensações. Ele pousou a testa contra a dela. — Você é minha! — ele disse contra seus lábios, pousando um beijo delicado na ponta de seu nariz ao anunciar confiante. — Minha!
Ela passou os braços em volta do pescoço dele. Pode sentir a respiração quente do noivo em seu rosto. Com uma das mãos alisou sua barba, olhando dentro de seus olhos.
— Sim, sou sua! Eu sempre serei Owen. — o deu um selinho demorado. — Nós fomos feitos um para o outro. Você é meu encaixe perfeito. — sussurrou entre seus lábios quentes e macios.
Os beijos dele tornaram-se ferozes, a língua investindo no mesmo ritmo que o quadril, soltando gemidos altos conforme as unhas da amada arranhavam ao longo de sua coluna, acelerando gradativamente as estocadas. Seus corpos moviam-se em sincronia, a pressão entre as pernas dela tornando-se intensa, palpitante. Os movimentos ficaram frenéticos.
Owen sentia a respiração apressada, o corpo a beira de algo maior e poderoso conforme seu quadril batia contra o dela, aumentando a fricção de seus sexos. Sussurrou o nome dela, intensificando ainda mais as estocadas. Prazer intenso, profundo e concentrado, como sempre sentiam quando estavam juntos, se formou. Com o controle perdido, Owen tombou a cabeça no espaço entre o ombro e o pescoço dela, gemendo o seu nome contra a pele eriçada, investindo profundamente, parando por um momento e encontrando a própria liberação antes de desabar esgotado sobre ela.
Claire chega ao ápice junto ao noivo. Seu corpo estava trêmulo após o segundo orgasmo. Owen deitou ao lado dela e a ruiva puxou uma das cobertas para cima deles, repousando a cabeça no peitoral do treinador. As respirações já estavam normalizadas e em silêncio, ambos observavam as estrelas. Que foram testemunhas do ato de amor do casal. Claire sorri, estava imensamente feliz de estar ali com ele. E perdida em seus pensamentos, lembrou de algo que ainda não havia informado ao noivo, por falta de oportunidade. E pensava em alguma forma de dizer.
Owen, com os olhos fechados e o corpo ainda carregado pelas sensações que Claire lhe causava, respirando profundamente. A cabeça dela repousada em seu peitoral não o incomodou, era bom e quente. Tornava aquele momento mais idílico.
— Você não faz ideia da saudade que estava de você, amor...- suspira e ergue a cabeça para encara-lo. — Dormi mal todas essas noites sem você ao meu lado.
Owen beijou seu pescoço e levantou a cabeça, uma mão acariciando seu rosto e afastando a franja suada de sua testa.
— Esquece o que passou... vamos nos casar, Claire. Vai se enjoar de mim logo, logo... — Um meio sorriso moldou-se nos lábios masculinos.
— Não é verdade. — fica séria. — É mais fácil você cansar de mim, não sou uma pessoa muito boa para conviver... — Respirou fundo e se sentou. — Vou ficar uns dias fora da ilha. Preciso ir para a Masrani Global resolver assuntos da empresa. — sua voz sai trêmula.
Owen mudou de expressão bruscamente com aquela informação.
— Quando isso?
— Amanhã à tarde. Faz uma semana que tento te contar, mas não conseguia. — suspira, definitivamente não queria sair da ilha e deixar o noivo, além de ter muito trabalho.
— Tudo bem, olha... eu vou cuidar de tudo por aqui. Mas deveria ter me contado antes, Claire. Nem que fosse por mensagem.
— Eu tentei, mas você sempre me cortava e falava de trabalho. Eu sei que vai cuidar, afinal é sua vida agora. Não me preocupo com a ilha. — Owen não entendia que ela não queria ir por ele. Não queria deixá-lo.
— E vai ser por quantos dias isso?
— Uma semana, mas possa ser que demore mais. Depende do assunto que vou tratar. — volta a deitar, mas ao lado dele. Estava começando a se arrepender de ter aceitado ser uma das herdeiras de Simon.
— Vai dar tudo certo... que tal se eu te dar um banho para esfriar essa cabecinha?
A ruiva olha para o lado o encarando e dá um sorriso fraco. Levando a mão até a barba dele.
— Obrigada amor, mas prefiro ficar aqui do jeito que estamos. Podemos dormir aqui?
Owen não a respondeu, quando Claire deu por si, seu corpo estava sendo içado da cama.
— Não terminei com você ainda, ruiva. — Ele proferiu com um lascivo sorriso de canto.
A carregou para o banheiro em direção a porta que não existia, agora coberto por uma fina neblina de vapor quente, só então a desceu, as mãos deslizando até seus quadris e a guiando para debaixo da água aquecida. Segurando seu delicado rosto com ambas às mãos, Owen inclinou-se, pegando seu lábio inferior entre os dentes, sugando-o.
Claire sentiu seu corpo estremecer e deixou ser guiada pelo amado e o beijou lentamente. Seria a última noite deles juntos por uns dias, e Claire queria senti-lo e ama-lo lentamente. Passou os braços em seu pescoço o puxando para mais junto dela.
— Vou sentir sua falta... — Sussurrou entre seus lábios macios.
— Eu também vou. Temos responsabilidades agora, meu amor. Temos que nos acostumar com isso. Com o tempo tudo vai se ajeitar. Contrataremos pessoas para cuidar disso. Administrar. Depois que o parque abrir no mês que vem vai tudo entrar nos eixos outra vez.
Owen pegou o sabonete líquido e a esponja azul no suporte da parede, e espalhou uma porção considerável na bucha antes de desliza-la suavemente pelo corpo dela. Em toda a sua existência, não imaginou como poderia ter um momento tão íntimo e delicado como aquele com uma mulher. Era estranho, mas ela se deixou banhar. Ele cuidava dela, meticulosamente assegurando que todas as partes de seu corpo fossem devidamente limpas e exploradas pela espuma de sabão e suas mãos. Ela submeteu-se ronronante ao prazer que ele transmitia com seu toque. Quando ele achou que era suficiente, desligou o chuveiro e a secou com o mesmo zelo, envolvendo uma branca toalha felpuda ao redor dos próprios quadris e outra ao envolta dos seios dela antes de pousar um beijo cálido em sua testa e a abraça-la com força, deixando-a com as pernas bambas. Felizmente, não necessitou dos membros moles, pois, novamente, ele a tomou nos braços para retornar ao quarto. Depois de retirar as toalhas úmidas, deixando as duas sobre uma cadeira no canto do quarto, Owen a levou para fora novamente e depositou-a no leito sob as estrelas se juntando a ela. Como de costume, ele a puxou de encontro ao corpo, aninhando-a contra si e entrelaçando suas pernas e braços.
Aquele momento único fez a ruiva chorar, mas com cuidado para que ele não a visse daquela forma. Ela nunca havia se sentido tão cuidada, amada e protegida. E por mais que soubesse que iriam enfrentar muito problemas ainda, por conta do parque. Ela estava feliz, sabia que ele sempre estaria ali para ela assim como ela para ele. O silêncio tomou conta do local, a não ser pelo barulho de grilos por perto.
— Obrigada por isso, amor. Foi o melhor banho.
— É assim que pretendo cuidar de você pelo resto da vida. — Disse deslizando os dedos pelos fios molhados de sua amada. Ele notou ela erguendo um sorriso lento. Por um segundo ele apreciou o sorriso sonhador. Após algum tempo desfrutando o momento e ouvindo apenas os sons que a noite os proporcionava, Owen notou uma ruiva sonolenta, aconchegando a face contra o peito forte, fechando os olhos instantaneamente. — Já tenho uma ideia para a festa de casamento... adivinha?
Quando o silêncio se estendeu mais que o esperado, ele a chamou e, ao não obter resposta, se moveu para olha-la não se surpreendendo ao descobrir que adormecera. Respirou fundo, beijando o topo dos fios acobreados como fogo. O grande dia estava chegando, ele e ela mais do que ninguém tinham grandes responsabilidades tanto no resort quanto no futuro conjugal. A parte da festa de casamento estava o deixando realmente nervoso. Haveria muito a ser feito e posto em planilhas, a viagem que Claire faria no dia seguinte viera em uma hora bastante errada. Owen inspirou fundo, se inebriando com o cheiro natural dos cabelos de Claire. Beijou a lateral da face dela e a apertou em seus braços, acompanhando-a no sono. Por hora, mesmo com ela longe por algumas semanas, o título de líder estava dividido e ele podia lidar muito bem com isso.
*
Quando a luz do sol que acabara de nascer, estava sobre o casal que dormia ao ar livre foi um sinal para que despertassem. Não acostumada com tanta claridade pela manhã, Claire começa a despertar. O sol em seu rosto dificultou um pouco a ruiva abrir os olhos, e após um tempo lutando contra o sono, ela desperta. Ainda estava abraçada com o noivo, a melhor forma de acordar era ao lado dele e por um momento apenas o observou, estava com saudade de ficar assim com ele. Owen dormia tranquilamente e Claire sorriu, até dormindo ele era atraente, ela era uma mulher de muita sorte em tê-lo e sabia disso. A ruiva estava cheia de ideias para o casamento, adiantaria algumas coisas na viagem, mas precisava de algumas coisas de Owen. Ela estava empolgada, se tudo andar conforme o planejado, em um mês se tornaria a esposa de Owen. Ela já tinha a planilha com todo o orçamento do casamento e precisava mostra-la ao noivo adormecido. O dia seria longo, então começou a despertar o amado. Beijou-lhe o pescoço e nada de Owen abrir os olhos.
— Amor... — sussurrou. — Acorda, está na hora. — sem resposta alguma. A ruiva subiu sobre ele e distribuiu diversos beijos em seu rosto e pescoço. — Owen...acorda, meu amor.
Owen acordou com o cheiro de baunilha e o toque suave em sua face após diversos beijos que o fizeram despertar. Abriu os olhos devagar, acostumando-se a claridade, e se surpreendeu ao ver Claire sobre ele, olhando-o com um sorriso leve que ele amava.
— Oi... bom dia...
Ela o encarava com um olhar apaixonado.
— Dormiu bem? Vamos entrar, vou fazer nosso café da manhã. — sorri.
— Vai fazer o que para esse marinheiro de água salgada? — Trocou de posição a protegendo do sol. — Ruiva à milanesa... seria uma delícia...
Ela sorriu mordendo o lábio. Owen era extremamente protetor e Claire adorava isso.
— É uma boa opção para começarmos o dia, a ruiva aqui vai adorar. — o dá um selinho. — Faço o que quiser, precisamos também conversar sobre o casamento, amor. — faz um carinho em sua barba.
— Então vamos lá para cozinha. — Owen a carregou para cozinha ignorando o fato de ainda estarem nus e começou a ajudá-la com o café. — Vamos começar pelos convidados...
Claire sorri com o gesto do noivo, ele realmente estava recompensado o tempo de ficaram distantes.
— Bom, os meus são pouquíssimos. Só a Karen e os meninos e talvez alguns amigos. — diz enquanto faz as panquecas que Owen adorava. — Preciso da sua lista, amor. Me manda por e-mail até amanhã, por favor?... Vou aproveitar a viajem para ir na gráfica encomendar os convites, ver a parte de decoração e buffet, vou aproveitar a ajuda da Karen e... — o encarou. — Irei ver o meu vestido. — sorri. Estava feliz e empolgada.
— Não posso fazer a lista sem você. Mas de qualquer forma só iria colocar a família. E alguns amigos. Barry, Lowery, Vivian...
— Está bem. Vamos tomar café e fazemos, o que acha? Meu vôo é só a tarde. Podemos resolver esses detalhes agora pela manhã. — vai até o quarto para se vestir.
Owen já havia começado a comer quando lembrou de um pequeno detalhe.
— Amor! E a Barbara?
Ao ouvir aquele nome, Claire respirou fundo e foi até ele.
— Olha, você sabe que não gosto dela e nem ela de mim. De verdade eu não queria ela no nosso casamento, ainda mais pelo passado de vocês. — senta e começa a comer. — Mas tem a sua mãe, ela pode ficar chateada se não convidarmos toda a família.
— Pelo que conheço dela... acho que nem faria questão de vir. — Deu de ombros indo lavar a louça.
— Seria um favor. — sussurrou e continuou comendo. — Vamos fazer a lista? Daqui a pouco tenho que ir. — Respirou fundo sem muito ânimo de ter que ir embora.
O homem terminou de lavar a louça e sentou ao lado dela com papel e caneta em mão. Ficaram discutindo sobre por longas horas até que finalizaram. Owen havia se trocado, levaria a ruiva no aeroporto.
— Está pronta?
— Sim. — eles foram até o carro dela, antes passariam no hotel para que ela pudesse se arrumar e pegar suas malas. — Vou tomar um banho rápido, não demoro. — disse assim que adentraram o quarto da ruiva.
— "Não demoro"... significa que vai ficar dois dias no banho. — fechou a cara e ficou encostado na porta do banheiro, olhando-a minuciosamente.
Ela estava concentrada tentando ser rápida, até ver o loiro a encarando. Sentiu um friozinho na barriga, aquele olhar do noivo a deixava de pernas bambas. Oh céus como ela queria ele ali debaixo da água junto a ela e ama-lo mais uma vez. Mas já estava atrasada para pegar o helicóptero, sorriu para ele e continuou com o que fazia, tentando ignora-lo. O que era impossível.
Owen continuou de braços cruzados na porta visivelmente se segurando, porém o volume em sua calça já denunciava a excitação.
— Já tem 10 minutos enrolada...
— Já terminei. — desliga o chuveiro. — Droga, esqueci a toalha em cima da cama. Pega para mim por favor?
— Não. — Continuou na porta, dessa vez bloqueando a passagem.
Claire o encarou cerrando os olhos.
— Okay, eu pego. — caminha até ele. — Licença por favor. — Já estava visivelmente nervosa.
— Não vai sair enquanto não resolver esse problema aqui embaixo, Dearing...
— A culpa é sua por ter ficado aqui. Estou atrasada Owen, não faz isso comigo. — diz manhosa. Ela queria tanto quanto ele.
Ele limitou-se a olha-la e em instantes, Owen já havia a tomado em seus braços, sentando-a em seu colo iniciando um beijo quente e voluptuoso. O ex-marinheiro percebeu a ruiva que estava tão entregue a ele, se encontrava mole nos braços do mesmo, quando ele colocou as mãos grandes em suas coxas, para logo acariciar-lhe sua região mais intima. Apertou com seus dedos, sua feminilidade que estava quente e úmida, e o noivo, parecia gostar de abafar os gemidos da noiva com seus beijos, assim fazendo de tudo para que cada vez os gemidos saíssem mais e mais, abafando-os enquanto ele ficava cada vez mais ereto. Owen a penetrou com dois dedos.
— E então sua manhosa? Eu sei que é isso que você queria...
Owen sabia muito bem como lidar com Claire, e sabia exatamente o que ela precisa. Não pensou em nenhum momento de negar que a tomasse em seus braços másculos, era o que ela queria.
— Sim... era sim. — sussurrou com certa dificuldade devido ao prazer que sentia. Pode sentir o grande membro do noivo ereto, dentro da calça e aumentou ainda mais seu tesão. — Eu...eu quero, você dentro de mim. Agora, rápido! — ordenou enquanto descia a mão até o zíper da calça dele. Conseguiu abri-lo com uma mão só, enquanto a outra agarrava sua nuca. Ao toca-lo e senti-lo sorriu entre os lábios do treinador e o colocou para fora da calça, começou a massageá-lo intensamente. Não podiam perder muito tempo.
Ele permitiu-se desfrutar daquele estímulo da ruiva, mas não demorou muito e a levantou em seu colo e a jogou brutalmente em cima da cama, fazendo suas costas baterem num plano e frio colchão. Que logo estaria quente. Ele foi para cima dela e aproveitou que o busto de noiva estava nu, Owen a encarou e olhou aqueles seios fartos com mamilos durinhos que subiam e desciam assim como a respiração da mulher, não demorou e ele caiu de boca naqueles seios e os sugou fortemente. E prontamente ele a obedeceu. Owen a penetrou devagar, deleitando-se do gemido manhoso da amada e logo em seguida, ele aumentou a pressão. Ambos gemiam, gritavam suficientemente alto para quem passasse no corredor ouvisse.
— Ôh céus, Owen! Isso...- gritava, estava delirando com as estocadas do noivo. Prendeu-lhe com força com as pernas que estavam entrelaçadas a cintura dele e o puxou para mais um beijo apaixonada, era a despedida deles pelos dias que ficariam distantes. Claire pode sentir a onda de prazer percorrer todo seu corpo, enquanto suas virilhas se encontravam com mais força.
Ele entrava, então, vigorosamente, sentindo-a expandir sob sua rigidez.
— Tão apertadinha… — Ele disse. Afastou os cabelos ruivos dela do pescoço e beijou a pele extremamente branca que ficou exposta. Começou então os movimentos cadenciados. — Você quer mais? — a desafiou.
Claire o encarou cerrando os olhos, olhou rapidamente para o relógio no criado mudo e respirou fundo.
— Vou perder meu vôo. — o olhou e deu um sorriso largo. — Não importa, porque eu quero Sim! Quero você!
— Você... é a Claire Dearing, manda a companhia aérea atrasar... meia hora! — Segurou os quadris dela com as duas mãos fazendo com que penetrasse cada vez mais fundo. Owen mexia os próprios quadris e sentia que ela tentava fazer o mesmo. Aumentava a velocidade e depois dava uma estocada funda e lenta. Ela vibrava e choramingava embaixo dele.
— Eu...dou um jeito. — respondeu em forma de gemidos e sorriu. O que Owen fazia era maravilhoso, queria adiar a viagem e ficar o resto do dia ali com ele. Se amando. A ruiva cravou as unhas nas costas dele e o arranhava não muito forte, mas o suficiente para ele saber o quanto estava bom.
Owen aumentou o ritmo, seu quadril batendo com força no dela, seu dedo estimulava seu ponto sensível. Precisava ser rápido. Milhares de sensações percorriam seu corpo, quando sentiu o sexo dela começar a se contrair. Owen fechou os olhos, não conseguia mais racionalizar nada.
— Céus, Claire...
Isso não ajudou muito. Dessa vez ele sentiu suas paredes se fecharam como se tivessem medo que ele escapasse e ela gozou. Um orgasmo avassalador que a fez gritar e consequentemente Owen também gritou ao se sentir apertado pelo sexo dela. Em seguida seu sêmen a invadia, quente e abundante.
Após certo tempo, Owen parou de se mover e delicadamente a puxou de volta, a colocando no colo. Afastou alguns cabelos do rosto de porcelana e beijou-a na bochecha.
— Acho que alguém precisa pegar um vôo...
A ruiva mal conseguia pensar, sorriu para ele e retribuiu o carinho em sua barba. O olha dentro dos olhos.
— Preciso né... — suspira o dando um selinho demorado. E o abraça. — Foi incrível, como sempre. — sussurrou. — Vou me vestir. — levanta apressada coloca a langieri e um vestido básico, em 5 minutos já estava pronta para irem. — Vamos?
— Vamos. — Owen já havia colocado as calças no lugar e pegado a mala de viagem dela. A levou até o heliporto onde rumaram para a Costa Rica.
Quando finalmente chegaram, foram pegos de surpresa por uma forte chuva. Owen retirou a jaqueta e colocou na cabeça da noiva a levando em segurança para o interior do aeroporto.
Claire tinha ido fazer o check-in e logo retorna com a expressão mais brava possível.
— Faltam quantos minutos meu amor?
— Não sei. — senta ao lado dele. — Acredita que todos os vôos foram cancelados por causa da chuva? — bufou.
— Ah é? — colocou as mãos nos bolsos sem saber o que fazer. — O que pretende? Posso esperar com você o tempo que for. — Owen fuzilou um velho com o olhar ao perceber que ele estava reparando demais em sua mulher.
— Bom...- suspirou. — Eu vou esperar, não tenho muita opção. E ficaria muito feliz de ter você ao meu lado, podemos falar sobre o casamento. — Sorri e percebe a expressão de Owen. — O que foi amor?
— Nada. Vou te levar para almoçar. — segurou a mão da noiva e com os dedos entrelaçados foram em direção a um dos restaurantes.
— Minha mãe me ligou ontem, disse que é para eu esperar ela chegar para escolher meu smoking. Eu disse que já tenho um, o que costumo ir para as reuniões. — Disse despreocupadamente. — Ela gritou no meu ouvido e disse que se eu me casar com o terno velho ela ia me bater no meio da cerimônia.
Ao ouvi-lo a ruiva para de andar o encarando.
— Está de brincadeira, não é Grady? No dia do nosso casamento quer usar um terno velho que ia para as reuniões? É piada, não é?
Owen arregalou os olhos com a reação dela. Na mente dos homens, normalmente todos os ternos eram iguais. Ele tenta se defender.
— Qual é amor... claro que não é... e-eu só achei que não precisava de outro...
Ela continua o encarando e sorri de lado.
— Você não existe, Owen. — continua andando de mãos dadas com ele. — Você precisa resolver isso, e comprar seu smoking... Como eu amo a minha sogra.
— Nós vamos. — a levou para o restaurante mais caro, escolheram os assentos e puxou a cadeira para a noiva se sentar. — Que tal costeletas de porco?
Owen era um verdadeiro cavalheiro e Claire sabia a grande sorte que tinha em ser esposa dele.
— Esquece, agora mais que nunca estou de dieta. Já faz uns dias. Eu vou querer salada e água. E sobre sua roupa, eu não posso ir com você. Vai dar azar, seria como você ir comigo comprar o meu vestido.
— Pode até comer seus matos e ervas, Dearing, mas eu ainda estou de olho em você.
O homem dessa vez não relutou em fazer o que ela pediu, para ele pediu as costeletas de porco com batata frita e molho, para ela a salada, purê de batatas e uma pequena torta de legumes na parte vegana do cardápio.
— Como assim azar? Eu tenho que ver se o vestido é bonito, Claire.
— Esquece, vai me ver só na hora do casamento. — sorri. A comida de ambos chega e começam a comer. — Irei passar uns dias na Karen, ela vai comigo comprar o vestido e ver o buffet, decoração. Ela entende bem disso.
— Ainda bem, essas coisas parecem ser bem chatas.
Ela apenas o olhou e sorriu.
— Estou empolgada para isso, vai ser um dia único. Um dos melhores dias da minha vida e está chegando.
— E não vai ser só o seu... — notou uma mancha de molho no cantinho da boca da ruiva, e gentilmente limpou com um guardanapo. — Como pode... chegar assim na vida desse marinheiro e mudar tanta coisa? Nunca pensei que me casaria depois do que... aconteceu.
A ruiva ficou sem reação. Segurou-lhe gentilmente a mão e com a outra alisou sua barba.
— Tem coisas que não tem explicação, mas precisavam acontecer. Talvez nunca tivéssemos nos conhecidos... — Respirou fundo. — Nós estávamos destinados um para o outro. Você... foi a melhor coisa que me aconteceu. Me mudou completamente, sou grata por te ter ao meu lado. E eu também, jamais imaginei que casaria um dia. Até que você apareceu e mudou tudo. — sorriu docemente.
Owen retribuiu o sorriso e a puxou para um beijo carinhoso. Depois de um tempo terminam de comer e voltaram para a sala de espera, o vôo demorou mais de 3 horas e o noivo ficou o tempo todo ao seu lado. Até que chegou a hora de Claire ir e os dois se despediram com um beijo apaixonado e um longo abraço.
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