História After You

43 Capítulo - Matando a Saudade


Notas iniciais
Boa tarde CLAWEN's Capítulo novo!

Logo a ruiva chega em seu destino e foi direto para o hotel ao lado da Masrani Global Corporation. Durante aqueles dias, Claire passou por um treinamento para ter todo o conhecimento de suas novas empresas. E foi assim por 6 dias, durante o dia ficava na corporação e a noite trabalhava em seu computador resolvendo coisas do Jurassic World, Vivian passava tudo para a ruiva resolver e se manter informada assim como a havia pedido. Mas não deixou de falar um dia sequer com Owen, a saudade já era enorme. Desde que se reconciliaram depois do incidente com a Indominus, não tinham ficado tanto tempo sem se ver.

Ao término daqueles dias, Claire prolongou sua viagem para passar uns dias na casa da Karen. Não voltaria para Nublar enquanto não resolvesse os preparativos do casamento. Três dias passou com a família matando a saudade, Karen a ajudou em tudo, com os convites, contratar os serviços de decoração e buffet e o mais importante, escolher o vestido de noiva.

Após 10 dias fora da ilha, a herdeira de Masrani estava de volta. O dia estava cheio para todos e Owen não pode ir buscá-la no aeroporto, estava muito ocupado. Então a ruiva retornou sozinha e foi direto para o centro de Inovação, Vivian precisava dela urgente para assinar muitos documentos e Claire não hesitou de resolver logo todas as pendências, por mais cansada que estivesse. Afinal era seu dever.

*

Enquanto isso, Owen precisava controlar a ansiedade e esperar até a noite para vê-la, sentia um vazio enorme dentro do peito por saber que estava tão perto e que, ao mesmo tempo, não poderia senti-la... abraçá-la. Estava com saudades das caretas que a ruiva fazia com as comidas exóticas dele, das risadas, dos carinhos e até mesmo das birras quando era contrariada. A expectativa de poder sentir seu perfume e o calor do seu corpo junto ao seu estava o levando à loucura. Owen mal podia esperar para ver seu sorriso e ouvir sua voz novamente. Em meio aos seus devaneios, se lembrou da despedida no aeroporto há duas semanas...

"Owen olhava para ela com o rosto triste. Ele sabia que ela ia partir, mesmo que por pouco tempo. Não estava mais acostumado a ficar com ela tão distante.

— Eu amo você, meu amor! Vou sentir a sua falta.

— Ficaremos separados por pouco tempo. – Ela disse acariciando o rosto do noivo.

Owen franziu o cenho confuso e ela sorriu.

— Promete? — O marinheiro pediu abrindo um imenso sorriso.

— Prometo! — Ela respondeu o dando um selinho.

— Eu vou ficar esperando por você. — Owen sorriu com o coração batendo forte no peito.

Claire o olhou pela última vez e enquanto uma brisa fresca acariciava seu rosto ela caminhou em direção à luz levando nas mãos os três botões de rosas vermelhas que Owen havia levado para ela."

Uma batida brusca na porta do laboratório tirou o loiro de seus devaneios. Era Henry Wu.

— Senhor Grady? O que faz aqui? Não pode entrar sem suas cred...

— Na verdade eu posso sim, eu tenho um aval para isso, inclusive aquele novo protótipo ali faz parte da minha nova pesquisa.

— Não me diga. — Disse sem interesse em tom de desdém.

— Sim. Inclusive, só para te lembrar. Você não é dono do laboratório, Wu.

O asiático bufou e ia revidar com alguma resposta, mas Owen virou as costas e seguiu seu trabalho do outro lado da sala.

*

Ao final da tarde, Claire estava extremamente cansada e foi para seu quarto tomar um banho e se arrumar. Tudo o que mais precisava era encontrar Owen, não aguentava mais a saudade do noivo. Colocou um vestido azul marinho, saltos e a maquiagem que realçava sua beleza, além do perfume de sempre com seus cabelos que já estavam compridos, ondulados.

O ex-treinador ainda estava em sua sala trabalhando sem horário para ir embora. Então Claire resolveu fazer uma surpresa de ir até ele, não aguentaria esperar até o dia seguinte para vê-lo. Passou no restaurante japonês recém reformado e comprou o jantar dos dois. Era quase oito horas da noite, quando a ruiva bate em sua porta. A ansiedade a fazia tremer e sentir borboletas em seu estômago. Respirou fundo várias vezes na tentativa de se acalmar, enquanto o esperava abrir a porta.

Um Owen de aparência mal-humorado e cansado abriu a porta alguns segundos depois, com a camisa amarrotada e gravata fora de lugar. Porém, não demorou muito tempo para sua expressão se transformar com um imenso sorriso de satisfação.

— Claire...? Porque não me ligou??? — Ele gentilmente retirou a pequena caixa que continha a refeição das mãos dela para abraça-la tão apertado, tirando os pezinhos dela do chão.

A ruiva retribuiu o abraço forte aproveitando para inalar o aroma dele que tanto amava. Respirou fundo sentindo seu coração disparar. E após alguns minutos abraçados ela se afasta e sorri um pouco sem graça, talvez ele estivesse ocupado demais.

— Desculpe, se estiver atrapalhando nos vemos depois. Você parece estar muito ocupado e cansado... — o encara e suspira, viu um homem totalmente diferente do treinador que conhecera há anos atrás. — Como você está?

— Não está atrapalhando nada. Vem. — Owen a colocou para dentro e fechou a porta. — Estou bem... exausto.

— Eu imagino... trouxe nosso jantar. — Pega as coisas e leva até a mesa. — Vem Grady, precisa comer.

— Eu já ia perguntar o que era. Seja o que for, está com um cheiro ótimo. — Seguiu a ruiva até a mesa, retirando os papéis e notebook do caminho.

Ela abre e o cheiro maravilhoso do yakisoba tomou conta do lugar. Ela o serviu e também começou o a comer o encarando minuciosamente, ele estava distante. Comeu calada apenas o observando comer rapidamente.

— E como estão as coisas por aqui? — esticou o braço e segurou-lhe a mão. — Eu voltei para você, como havia prometido. — sorriu docemente.

Owen já havia acabado com a refeição, depois de devora-la feito um ogro.

— Foi bem pesado. Prefiro não detalhar agora...

Claire o encara por um tempo. Talvez ele preferisse ficar sozinho.

— Owen olha para mim. — segurou novamente sua mão chamando sua atenção. — Você quer que eu vá embora?

— Não meu amor. Me perdoa. — a colocou no colo abraçando. — Prefiro desestressar apenas...

A ruiva o abraçou forte. Ela se via nele naquele momento, parecia com ela há meses atrás e aquilo partiu seu coração. Sabia exatamente o que o noivo sentia.

— Owen... Eu sei o que está sentindo, e estou aqui para você. Pra qualquer coisa, assim como sempre esteve ao meu lado. — Sussurrou calmamente em seu ouvido. — Já sei o que posso... uma massagem, o que acha? Para começar... — O encarou sorrindo.

— Sei disso... — Acariciou o rosto dela com carinho. — Não vou dispensar não... — Owen a puxou para um beijo calmo, cheio de saudades enquanto a mão deslizava de cima a baixo pelas costas dela.

Ela retribuiu o beijo tão desejado depois de tanto tempo sem sentir o gosto de seus lábios. Enquanto as línguas se acariciavam, Claire passou a mão em sua barba macia que estava na hora de ser feita. Nos cabelos loiros e depois sua nuca. O beijo foi demorado e calmo.

— Senti tanta saudade... — sussurrou entre seus lábios e finalizou encostando sua testa na dele. Sentindo a respiração do amado em seu rosto. — Te amo tanto...

— Eu também te amo... se quiser começar a massagem dona Grady...

Claire sorriu e o deu mais um selinho. Levanta indo para trás da cadeira onde ele estava sentado. E começou a massagear as costas largas e musculosas do noivo. O empurrou para frente para que apoiasse a cabeça nos braços sobre a mesa, enquanto ela descia até sua lombar. Owen estava extremamente tenso, ela fez o melhor que podia para tentar amenizar toda aquela tensão.

— Uau... — Ele se permitiu relaxar ao sentir as mãozinhas pequenas o apertarem nos músculos mais doloridos. — Céus... mais para cima amor. Bem aí... parece que levei uma pancada...

— Está bem tenso, amor... relaxa. — Apertou onde ele a pediu. Foi assim por quase meia hora, até que Claire notou o noivo um pouco mais relaxado. — E agora, melhorou um pouco? — deu a volta e sentou novamente em seu colo, erguendo um pouco o vestido e colocando uma perna de cada lado. Segurou-lhe o rosto com as duas mãos olhando dentro de seus olhos verdes. Sorriu dando um suspiro apaixonado. — Você é um gato senhor Grady... — os olhos de Claire tinha um brilho, estes que só apareciam quando estava com Owen.

— Eu sei. Sou o galã dessa ilha... — Respondeu convencido, reparando nas coxas grossas da ruiva entreabertas. — Mas o que é isso hein?

— Pois é, Galã de Nublar... — sorri envergonhada.

— Acho que agora quero matar a saudade da minha mulher... — Escorregou as mãos pelas coxas dela.

— Aé? — Sorri de canto. — E como pretende fazer isso?

O loiro já sabia o que viria. Foi até a porta a carregando e trancou-a, ficando encostada nela enquanto mordia o lábio inferior. Colocou as mãos na cintura fina e mergulhou o rosto no pescoço delicado.

— O seu perfume ficou ainda melhor… — O som de sua voz saiu abafado.

Claire sentou um arrepio percorrer seu corpo e o segurou pelo cabelo da nuca.

— É... — sussurrou ofegante. — Que bom, porque é o mesmo que sempre usei. — sorri o beijando no pescoço deixando um chupão no local.

Owen fez um caminho até o lábio inferior onde mordiscou e chupou até beijá-la de verdade, até que interrompeu para beijá-la e chupa-la no pescoço como retribuição.

— Owen! Repreende balançando a cabeça. – Amor, faz em um lugar que eu consiga esconder... — sussurra de olhos fechados sentindo seus beijos, Owen sabia que Claire não gostava de marcas em seu pescoço. Mas ele nunca ligou.

— Está bem. — a carregou para mesa, gentilmente a deitando no centro. Primeiro teve o trabalho de lhe retirar os sapatos, em seguida o vestido, ficando maravilhado ao constatar que ela estava com um corset. Era preto, valorizada suas curvas. Owen escorregou as mãos pelo quadril dela e não acreditou no que viu. Ela estava muito sexy. Uma liga estava por baixo do corset prendendo a meia calça. Tudo preto, do jeito que ele amava.

— O que achou? — Pergunta um tanto curiosa pela expressão dele, estava a encarando estático. — Comprei algumas coisinhas na viagem. — sorri sedutoramente e o puxa pela gravata o encaixando no meio de suas pernas. — Quero agradar meu futuro marido...

— Eu preciso responder? Lembra da última vez que vestiu uma lingerie, eu perdi o controle...

— Lembro exatamente disso, mas eu confio em você. Aquilo é passado... E não vou me limitar por isso, muito menos nos privar por conta de um incidente. A não ser que você não queria.

— Vem cá... — a trouxe para si e beijaram-se de forma selvagem e ele aproveitou para retirar a calça.

Ele jogou algumas coisas para o lado sentando-a na mesa e se sentando na cadeira de frente para ela em seguida. Retirou a calcinha preta e colocou os pés dela em volta de si mesmo deixando-a aberta.

A ruiva o encarou cerrando os olhos, sem entender. Era castigo demais.

— Por que parou?

— Parei o que? — Fingiu-se desentendido enquanto que com o dedo indicador e o dedão, abriu a fenda rosada entre as pernas dela e acariciou lentamente o botão rijo logo acima.

Claire gemeu com o toque, fechou os olhos apoiando- se sobre os cotovelos e inclinando a cabeça para trás. Aquilo era muito bom.

Então, ele aproximou a cadeira da mesa fazendo-a sentir a respiração no centro de sua intimidade. Ele lambeu e em seguida brincou com a língua ali, penetrando-a no calor úmido dela ou dando batidinhas. Um dedo permanecia acariciando o ponto de prazer dela e o outro se esgueirou até penetrá-la. Owen a sentiu arfar.

— Geme para mim… — Owen pediu com uma voz rouca de excitação.

Claire não hesitou de fazer o que o noivo pedira e gemeu, várias e várias vezes. Principalmente o nome dele. O prazer que sentia após de tantos dias, era insano. Seu corpo se contorcia sobre a mesa do escritório, sua respiração já completamente ofegante. Então acaba deitando, repousando sua coluna sobre a mesa erguendo o quadril sempre que uma onda de prazer percorria todo seu corpo.

O marinheiro se deliciava dos gemidos da amada, pode sentir o membro pulsar. Trabalhava com afinco, usando a língua e os dedos. Penetrou mais dois dedos e os mexia dentro dela, sentindo que seus músculos se moldavam conforme ele mexia. Ele não movimentava os dedos para frente e para trás, mas fazia uma espécie de gancho com os dedos, excitando-a ainda mais. Retirou-os e passou o líquido que sobrou por toda a extensão de seu sexo.

Claire já estava em pleno êxtase de prazer, Owen a satisfazia de várias formas possíveis. Ela queria gritar com as investidas dele, mas era melhor não fazer. Pois estavam no ambiente de trabalho e algum segurança ou alguém poderia ouvir. E quando ele finalizou os movimentos, a ruiva ergueu a cabeça para olha-lo.

— Amor... eu quero você... — sussurrou ofegante com um tom suplicante e sexy ao mesmo tempo.

— Você pedindo assim é difícil negar, sabia? — a fez descer da mesa, a colocando de costas para ele. O homem levantou uma das pernas dela e colocou-a em cima da mesa, deixando-a totalmente aberta. Passou a mão novamente em seu sexo e espalhou sua lubrificação. Segurou seu membro, esfregando-o nela, provocando. Nunca haviam experimentado aquela posição antes.

Claire apoiou sobre a mesa, aquela posição era nova para o casal e ela confiava plenamente no noivo, deixou ser guiada sentindo seu corpo pulsar e as pernas tremerem. Owen era ótimo, a levava ao delírio com as provocações. A ruiva jogou levemente a cabeça para trás enquanto se apoiava na mesa, na espera insaciável de ser penetrada por seu amado.

Com uma mão no quadril da ruiva, Owen usou a outra para guiar sua ereção em direção a ela. Encaixou a cabeça sem pressa e ele entrou, vagarosamente, sentindo-a expandir sob sua rigidez. Owen afastou os cabelos dela do pescoço e beijou a pele que ficou exposta.

Aquela posição nova era prazerosa, porém Claire precisava sentir também o corpo do amado colado no seu. Ergueu-se colando suas costas no peitoral e abdômen dele, enquanto ele aumentava a velocidade das investidas. Claire levou a mão para trás o segurando a nuca. Precisava beija-lo.

— Owen...- gemia ofegante.

— Hmm? — Começou com movimentos cadenciados, segurando firme nos quadris com as duas mãos fazendo com que penetrasse cada vez mais fundo. Ele mexia os próprios quadris e sentia que ela tentava fazer o mesmo. Intensificou a velocidade e depois dava uma estocada funda e forte.

Na última estocada a ruiva sente a onda de prazer percorrer seu corpo, chegando ao ápice. E nesse momento seu corpo amoleceu nos braços de Owen.

Owen ia pedir para que ela virasse, mas ao percebeu chegar no ápice e a segurou. Tão logo ele a virou de frente e tornou a passar as pernas dela em volta dele, a penetrando novamente, dessa vez mais rápido, pois ela estava mais lubrificada e mais fácil de penetrar. Owen suava, ofegava, gemia. Ele abriu, habilidosamente cada um dos fechos de metal do corset dela, sendo observado pelos olhos atentos da ruiva. Tirou o tecido rijo da pele clara dela e segurou os seios redondos com as mãos. Sem parar de penetrá-la, ele abocanhou cada um dos seios, mordendo, chupando e lambendo um enquanto massageava o outro.

Claire o agarrou com força, o prazer que sentia era descomunal ainda mais agora que já havia tido um orgasmo. Os gemidos se intensificaram, após os toques intensos de Owen em seus seios. A ruiva segurou em seus braços fortes, beijando seu pescoço e ombro. Ficaram naquele ritmo por vários minutos até que a fez gozar novamente a acompanhando logo em seguida.

Porém, Owen ainda não aparentava estar disposto a dar uma trégua tão cedo. Ele penetrou mais devagar, olhando desafiadoramente para ela.

— Que tal irmos para o chão agora? Quero te colocar de quatro. — Revelou seu desejo todo desinibido.

— Quer o que? — a ruiva sorriu sem acreditar no que ouvia. Owen com certeza estava insaciável, a saudade era tanta dele que Claire não hesitou em realizar os fetiches do amado. Era algo que ambos precisavam. — Amor... Eu nunca fiquei de "quarto". — o encara e se separa dele indo até o grande tapete do centro da sala, se posiciona ficando da forma que ele queria.

— Não, vem cá. — Owen a levantou e trouxe para o sofá. Suspirou enquanto retirava os cabelos molhados do rosto ruborizado da amada que o olhava sem entender. Claire não era qualquer mulher, por isso magoá-la ou coloca-la de uma forma constrangedora era fora de cogitação. — Deixa pra lá. Está cansada. Ainda tenho que terminar umas coisas... — depositou um pequeno beijo no narizinho dela.

— O que foi, amor? Fiz alguma coisa errada? — o olhou tentando entender o porque de ele ter mudado de ideia.

— Não. Só não e adequado pra você...

Ela sorriu o deu um selinho demorado. Owen era encantador.

— Sinto falta de dormir ao seu lado. Vamos para casa?

— Eu vou sim. Só espera eu me recompor. — Owen riu e se jogou de costas no sofá, pela primeira vez reparando na câmera instalada no alto. — Claire...

— Hmm? — o olhou sorrindo.

— Aquela câmera ali está funcionando? — Apontou para mesma do alto.

Ela olhou rapidamente para cima ao ouvir a palavra “câmera”.

— AÍ MEU DEUS, OWEN! — pulou do sofá indo pegar seu vestido. — Todas as câmeras aqui funcionam. Como pude me esquecer disso...Não acredito...Não acredito...- começa a tremer com tamanho constrangimento.

Owen levantou-se então, colocando as roupas em seu devido lugar tentando manter a calma. Só de pensar no quanto estariam encrencados se alguém da segurança os tivessem visto. Ele a ajudou a se vestir com pressa.

— Calma amor. Vamos no centro de vigilância. Tem funcionário nesse horário?

— Tem sim. Tem gente lá 24 horas por dia. — passou a mão no rosto. — Eles nos viram Owen, nos viram nus e fazendo amor! Isso é vergonhoso. — pegou suas coisas. — Vamos...

— Claire, vamos ver isso. Não fala assim. — Os dois pegaram o elevador para o andar de segurança. Quando chegaram, se depararam em um corredor escuro e sombrio. Nenhuma movimentação exceto pelo vento quente batendo na janela de vidro. Owen pegou a mão da amada e procurou a sala. Bateu uma vez. Nenhuma resposta. Duas vezes. Nada.

Claire sem muita paciência para esperar, abre a porta da sala e se deparam com o vigia noturno dormindo. O que os fizeram por um lado, respirar aliviados.

— E agora o que fazemos? — sussurrou para que o mesmo não acordasse. — Precisamos de um plano.

— Eu apago a gravação. Você olha se ele acordar, ok? — Sussurrou no mesmo tom que ela.

— Ok! — se aproximaram cuidadosamente para não fazer nenhum tipo de barulho. Enquanto Owen mexia nas gravações, Claire observava o vigia e sentia vontade de derruba-lo da cadeira. Dava graças a deus por ele não ter visto nada, mas ele não deveria estar dormindo. Era pago para garantir a segurança noturna do parque. — E então? — sussurrou ao se aproximar do noivo.

Após alguns longos segundos de tentativas, Owen deletou as cenas e fez um sinal positivo para ela.

Claire sorriu aliviada e mandou um beijo para ele. Voltando sua atenção para o vigia, não deixaria aquilo passar. Então foi até a porta e a bateu com força, fazendo com o coitado quase caísse da cadeira.

— Posso saber o por que o Senhor não está trabalhando? — com o tom autoritário que costumava usar antigamente. Deixando o vigia em pânico ao ver os chefes e donos do parque ali.

— S...Srta...Dearing... Sr...Grady...- gaguejou e começou a tremer. — O que fazem por aqui? Aconteceu alguma coisa.

Owen arregalou os olhos, mas manteve os braços cruzados na melhor pose de mandão. Agora era também o dono, tinha que colocar moral e respeito.

— Essas horas extras serão descontadas no seu salário, senhor Wayans. Não aconteceu nada, só viemos ver como estava o serviço. Que decepção.

— Sr. Grady....Eu...Eu...posso explicar...

— Claro que pode! Espero o Senhor amanhã na minha para conversarmos sobre esse incidente. Agora, pode voltar ao trabalho, Boa noite! — saiu acompanhada de Owen, o vig

Owen Grady, hoje às 14:53

ia ficou certamente mais atento depois do susto. E sem entender nada.

Os dois caminham em silêncio pelo corredor, até entrarem no elevador. Ao fechar a porta, Claire caiu na gargalhada.

— Aí meu Deus... que loucura...- ria compulsivamente com a situação e ao mesmo tempo de alívio por ter dado tudo certo.

— Por pouco não tivemos um vídeo pornográfico nosso na internet... — Owen acompanhou a risada deliciosa da noiva a abraçando por trás. — Sua danadinha...

Ela riu ainda mais com seu comentário. E segurou seus braços fortes que a envolviam.

— Ainda bem que deu tudo certo. Acho que merecemos ir para casa agora... — sorri e vira para ele selando seus lábios nos dele.

O homem assentiu e assim o fez. Logo que chegaram em casa tomaram um longo banho de banheira, e foram se deitar.

*

Os dias que se seguiram foram tão rápidos que quando o ex-marinheiro se deu conta já era o dia em que ambas as famílias desembarcariam em Nublar. Claire e Owen se certificaram de deixarem uma ala do hotel somente destinado a hospedagem dos familiares, com tudo incluso. O jantar seria no salão de festas, na cobertura do hotel. A vista para o mar durante a noite era um dos diferenciais do local.

Tão logo o jantar passou a ser servido, Owen sentou ao lado de Claire e mesmo ele estando nervoso, tentou esquecer dele naquele momento, pois a noiva aparentava estar muito feliz com a presença da família toda. Owen podia ver o sorriso dela de orelha a orelha e isso o deixava mais que satisfeito em como estava sua vida com ela.

— Gente... — Owen bateu com a colher em uma taça de vinho branco, chamando a atenção de todos. — Quero agradecer a todos que estão presentes aqui hoje, que vieram prestigiar esse momento. Esse dia da minha vida. Daqui a uma semana estarei casado com a mulher mais linda que existe nesse mundo, estarei feliz, muito feliz. Pois a amo imensamente e isso não é novidade. Quero oferecer esse brinde... — Estendeu a taça. — Ao amor. A todos nós. Família. Amigos. Muito obrigado por estarem aqui.

Lowery soltou algo como "Daqui a uma semana é um homem preso", mas Vivian o chutou por baixo da mesa fazendo-o se calar constrangido.

A senhora Grady secou as lágrimas que caiam sobre sua face, enquanto todos os amigos e familiares ali presentes aplaudiram. Vivian e Lowery se olharam e sorriram, Barry observava de canto.

Claire estava extremamente feliz, ao lado do amor de sua vida, sua família e nova família e amigos. Após ouvir as palavras do noivo, seus olhos estavam marejados e assim como ele, precisava se pronunciar. Assim que a ruiva levantou todos a olharam, o que a deixou corada.

— Bom... — sorri respirando fundo. — Assim como Owen, eu quero agradecer a todos por estarem ao nosso lado no momento mais feliz da nossa vida. — o olha e sorri genuinamente. — Daqui uma semana me casarei, com o melhor homem que poderia conhecer, o homem que amo e que faz meus dias mais felizes ao seu lado. — olha ao redor. — Acho que vou parar de falar, se não falarei meus votos de casamento. — brinca e todos começam a rir. Olha para o noivo e pisca para Ele, voltando a sentar ao seu lado.

Karen chorava emocionada, estava muito feliz pela irmã mais nova. Seus sobrinhos conversavam com o irmão de Owen. E ouviam as risadas das crianças correndo em volta da mesa. Aquele era sem dúvidas um momento perfeito. Ao fundo havia música, escolhida pelo casal. Claire por um momento segurou a mão do amado e sussurrou um "Eu te Amo".

Como resposta, Owen apertou-lhe a mão carinhosamente e levou até os lábios a beijando.

As crianças mais novas da família Grady, estavam agitados em cima de suas respectivas cadeiras, rindo e enchendo a boca de doces o tanto quanto podiam.

— Sophie e Sam, desçam da mesa agora mesmo! — A mais velha os repreendeu e logo foi obedecida em meio a risadinhas infantis.

A mesa farta, combinava com a decoração que Claire havia escolhido com carinho. Orquídeas brancas e rosas vermelhas. Após o brinde, os comes e bebes se seguiram.

Claire levantou e o puxou para uma dança. Mesmo sabendo que ele não era muito de dançar, o ignorou levando-o até a área livre do salão. O olhou nos olhos e pode ver todo um brilho intenso, eram lindos e hipnotizante.

— Uma semana, amor... uma semana seremos oficialmente marido e mulher. — sorri.

— Sim. Passou rápido não foi? — Owen a guiava pelo salão, agora sem medo de errar e pisar no pé dela e vice-versa. As aulas que recebia da noiva durante a noite, na varanda do hotel deram resultados. Afinal eles iriam dançar na festa após o casamento. — Espero que tenha comido direito, não quero carregar uma ruivinha desmaiada para casa...

— Comi sim senhor Grady. E então, decidiu se vai dormir esses dias comigo aqui no hotel? Owen sua família está aqui, precisa ficar perto deles...

— Vou sim, meu amor. Mas se quiser me dispensar, fico com o Harry. Já que a esposa dele não veio.

— Não...jamais te dispensaria. Quero que fique comigo... e eu tive uma ideia que conto depois, porque alguém pode escutar... — aproxima o rosto do dele o dando um selinho.

— Que ideia, Dearing? — Arqueou a sobrancelha.

— Tem haver com a nossa última noite de amor, como solteiros...- sorri maliciosamente.

— Ah é? — Esboçou um sorriso igualmente malicioso. — Quer provocar a fera aqui? — Owen aproximou do pescocinho dela na intenção de beija-lo, mas foi interrompido por um dos seguranças.

— Com licença, Senhor Grady. Tem um homem muito insistente querendo entrar no salão dizendo que tem acesso VIP. Mas já expliquei que é uma festa privada...

— Quem é?

— Braddy Cooper, disse que são amigos de longa data.

Owen torceu o nariz em desgosto e seus olhos encontraram os da ruiva. Claire arqueou as sobrancelhas surpresa. Ela o detestava.

— O que esse homem faz aqui?

— Não faço ideia. Deixo ele entrar?

— Não sei... você decide.

Owen olhou para o segurança rapidamente.

— Não, não pode. E por favor, não me interrompa mais.

— Sim, Senhor Grady. Me desculpe.

O funcionário afastou-se e Owen ergueu o braço a girando de uma vez durante a dança e trazendo ela de volta logo em seguida lhe arrancando uma gargalhada. Claire estava completamente feliz, não poderia ser mais perfeito. Ela e o amado ficaram por um tempo ali, aproveitando o momento que era só deles. Até que foram interrompidos por Sophie e Sam.

— Tia Claire, tio Owen. — diz Sophie eufórica e o casal os deu total atenção.

— Oi meus amores...- Claire sorri, abaixando para ficar na altura deles.

— Vocês vão nos levar para ver os dinossauros? — Sam estava ansioso.

— Mas é claro, eu e o tio Owen vamos levar vocês amanhã junto com os meus sobrinhos. Não é amor? — olha para o noivo sorridente.

— É sim. A ilha é bem grande, vamos ver muita coisa interessante. Vocês vão gostar.

— Que legal tio...

— Tia, os seus sobrinhos são o que nosso. — Sophie pergunta curiosa.

— São os primos de vocês. — Claire sorri.

— E quando você vai ter um bebê para brincar com a gente?

A ruiva ficou sem saber o que responder, o assunto de filhos era muito delicado e sabia que sempre abalava Owen.

— Bom, meu amor... eu não sei.

— Tio, queremos um priminho para brincar. — Sam olha para Owen.

Claire olha rapidamente para ele.

— Ah... bom... — Owen coçou a cabeça sem resposta. — Quem sabe na próxima reencarnação.

O pequeno continuou olhando-o sem entender.

— O que eu quis dizer é que... a cegonha não gosta muito de mim e não pretende trazer bebês... — Inventou a primeira coisa que veio na cabeça.

Claire sente um aperto no coração ao ouvi-lo. Mas tenta disfarçar.

— Não entendi tio...

— Ele quis dizer que não sabe meu amor. Vão lá brincar, vão. — os pequenos sorriram e saíram correndo.

A ruiva se levantou e dá um sorriso triste tentando disfarçar.

— Eu vou pegar uma bebida, vai querer? — Por mais que soubesse o quanto aquilo tivesse doído nela, Owen resolveu fingir que não percebeu.

Seus olhos por um momento perderam o brilho.

— Não amor, não precisa. Vou ficar um pouco com as garotas, conhece a Karen e a sua mãe... daqui a pouco me gritam. — se aproxima o dando um selinho e vai se juntar com elas.

— Vai lá... — Owen bebeu pouco com os tios e irmãos. O único que não pode beber foi o Senhor Grady, que apesar do câncer lhe proibir muita coisa, ainda mantinha a animação no rosto em ver seu filho quase se casando.

As horas foram se estendendo. Todos estavam aproveitando a festa, já estava tarde e alguns familiares começaram a se retirar para ir descansar. Claire vai até a irmã sorridente.

— E então, deu tudo certo?

— Sim irmã, os convites encaminhei para todos os outros estão comigo, o seu vestido está no meu quarto. Precisa provar mais uma vez. — a loira cochicha.

— Ótimo, amanhã de manhã passo no seu quarto. — Sorri.

— Combinado! Mana vou dormir. — diz dando-lhe um beijo em sua bochecha e um abraço forte. — Estou muito feliz por você, vocês serão muito felizes.

— Obrigada mana. — a abraça ainda mais forte e a loira sai.

Owen surgiu atrás da ruiva, levemente alterado com uma garrafa de whisky na mão.

— Oi boneca.

Claire sorriu e virou para ele retirando a garrafa da mão dele.

— Olá, estou vendo que alguém passou um pouco da conta. Vamos para o nosso quarto? — coloca a garrafa na mesa.

— Eu quero beber mais... já tomou essa? White Horse... experimenta. — Tenta pegar de volta.

— Não, não tomei. — pegou novamente a garrafa e o puxa. — Vem, você termina de beber no quarto.

Owen não pestanejou, mas e seguiu a ruiva um pouco cambaleante. Logo já estavam no quarto.

— Amor, vai tomar um banho para dormir. Te faço uma massagem depois...

Owen pegou a garrafa e se jogou no sofá dela enquanto ligava a TV.

— Pode fazer agora enquanto assisto UFC.

— Não, vou tomar banho. — Claire estava cansada e queria logo sua cama. Tomou um banho rápido, colocou a camisola e foi se deitar. — Amor, vem deitar...

— Deita aqui, gatinha. Vem ver a luta. — Bateu com a destra no estofado do sofá. — Vou derramar whisky em você toda...

— Prefiro ficar limpa. Vou ficar por aqui... – sorriu.

Owen não insistiu e continuou com os olhos vidrados na TV.

Claire ficou o observando, estava bem empolgado com a luta o que a fez sorrir várias vezes. Estava extremamente feliz, não demorou muito para ela ficar sonolenta e acabar cochilando.

Para o ódio do homem, a energia caiu temporariamente. Tudo ficou escuro exceto pela luz natural da lua que iluminada o tapete, até onde Claire estava adormecida. Com cautela ele aproximou-se da cama observando-a minuciosamente. A luz da lua dava um aspecto ainda mais claro na pele da ruiva, como uma porcelana. Parecia macia. Owen senta na cama após mais um gole de álcool, os olhos fixos nas pernas descobertas.

Claire estava com o sono leve. Pode sentir o cheiro de álcool o que a fez acordar. Abriu lentamente os olhos e viu o noivo.

— Oi... — sussurrou com um sorriso.

— Oi ruiva... uma pena ter acordado. — Bebeu mais uma vez, acabando com quase metade da garrafa

— Uma pena é? Logo durmo novamente. Deita aqui comigo...

— É porque eu ia te acordar de outras formas. — coloca a garrafa na cômoda, retira os sapatos e deita perto dela.

— Aé? — Sorri. — O que não vai faltar são oportunidades para me acordar de várias formas... — sussurra, começa a alisar a barba dele e os traços perfeitos de seu rosto, que a luz da lua realçava.

— Pode ter certeza. Nossas últimas noites como senhor Grady e senhorita Dearing... hmmm — Fez a observação de olhos fechados, apreciando o carinho.

— Sim... Logo seremos, Senhor e Senhora Grady...- sorri e deposita um beijo em sua bochecha. — Vou trocar a sua roupa...posso?

— Trocar pelo que? Só se for tirar essa daí...

— Pela sua que tem aqui...Mas já que está calor, vou só tirar essa para você dormir melhor.

— Eu to benzão assim, Claire.

— Shh... — a ruiva levantou e retirou a calça, meia e por último a camisa social que ele vestia. — Agora sim, meu marinheiro já pode dormir...

— A energia acabou, vamos dormir sem ar condicionado... — Resmungou ainda meio bêbado.

A ruiva sorriu e foi até a grande porta de vidro que dava acesso a varanda e a abriu.

— Pronto, amor. Agora está entrando ar fresco... — deita ao lado dele. Não encostou muito nele por causa do calor, mas fez um carinho em seus cabelos loiros.

Owen aproximou-se e deitou mais perto a abraçando pela cintura. Claire sorriu e o abraçou, depositando um beijo em seu peitoral se aconchegando em seus braços. Ambos adormeceram rapidamente, tinha sido um dia cansativo.

Notas finais
Aaaah mais um capítulo escrito com muito amor para vocês, esperamos que estejam gostando. Deixem seus comentários, vamos amar saber o que estão achando. Isso nos deixa imensamente felizes :)