História After You
44 Capítulo- O Jantar de Noivado
Notas iniciais
Faltavam apenas três dias para o grande dia. O vestido de noiva estava levando os últimos retoques, e claro, o vestido de dama de honra para a Sophie que estava radiante com a ideia de levar as alianças dos tios. O senhor Grady, Owen, Zach, Gray, Harry e Sam foram juntos experimentar pela última vez seus respectivos ternos.
— Olha o tio Owen, está parecendo um pinguim! — Sam disse entre risadas. Owen estava fazendo a última prova do smoking em frente a um grande espelho em uma sala reservada onde haviam deixado exclusivamente para os alfaiates trabalharem. Claire optou por tudo ser feito e mão, dos noivos aos padrinhos todas as roupas eram sob medida, encomendadas e exclusivas. Um exagero, no pensamento do ex-marinheiro.
— Eu discordo com o Sam, está parecendo mais um empresário engomadinho. — Harry brincou.
— Obrigado irmão! Agora estou com menos vontade de casar com essa roupa ridícula.
— Pois eu acho que você deveria usar seu uniforme da marinha no casamento. — O pai completou.
— A Claire vai me matar se eu entrar com aquilo na cerimônia...
— É seu traje de honra, Owen. Serviu a marinha por anos, nada mais justo que usá-lo nessa ocasião.
— Vou pensar. Mas sem dúvidas é melhor que essa porcaria...
— Verdade, tio Owen. — O pequeno concordou e os três mais velhos caíram na gargalhada.
*
Claire faria a última prova do vestido a tarde. Então aproveitou para mostrar o parque para Karen pela manhã.
— Nossa Claire, agora entendo muita coisa... seu amor por este lugar, é mágico.
— Sim... é mágico. — Claire sorriu enquanto as duas caminhavam pelo resort.
— Estou tão orgulhosa de você, se tornou uma mulher incrível e agora vai casar...
Elas pararam na praça e sentam- se em um dos bancos. Era um momento que Claire precisava.
— Eu jamais imaginei que um dia me casaria, muito menos com Owen. — Sorriu. — Quando eu o conheci ele foi tão abusado, mas assim que o vi senti algo diferente...
— Amor à primeira vista?
— Talvez... — as duas sorriem. — Desde o início brigamos muito, além das várias tentativas e investidas dele para sair comigo... e agora vou me tornar a Senhora Grady. Isso é incrível.
— Isso é destino, Claire. Vocês foram feitos um para o outro, são como se fosse um quebra cabeça que se encaixam perfeitamente. Mana, o amor de vocês é intenso e único. Quem os vê juntos, sabe disso. — os olhos de Claire estavam marejados de emoção.
— Você tem razão...
— Mamãe e papai estão orgulhosos de você, assim como eu!
Ao ouvir aquelas palavras da irmã, a ruiva não pode mais segurar as lágrimas. A saudade que sentia dos pais não cabia no peito.
— Você acha isso?
— Aaaah meu amor, eu tenho certeza! Vem cá... — a loira abraçou a irmã mais nova a confortado.
— Eu sinto tanta falta deles...
— Eu também... — Karen começou a chorar junto a irmã.
— Queria que eles estivem aqui.
— Eles vão estar, Claire. Eles sempre estão com a gente. E logo você terá um filho, vai ajudar a amenizar essa dor...eu te garanto. — a ruiva cessou o abraço.
— Não vou não.
— Claro que vai.
— Owen não quer filhos...
— Ele ainda pensa assim?
— Sim. E não vai mudar de ideia. — Enxuga as lágrimas que teimavam escorrer.
— Claire, ele vai sim... vai por mim. E será o momento mais feliz da vida dos dois, você vai se sentir completa como jamais antes. — sorri ajudando a irmã a secar o rosto e a mesma retribuiu o sorriso. Estava extremamente feliz, com o amor de sua vida, o casamento e o momento de irmãs.
*
— Mãe! — Owen sorriu ao vê-la vindo em sua direção.
— Filho! — Tereza Grady sorriu o abraçando.
— Estou tão feliz, mãe... — Disse o loiro ainda abraçado a ela.
— Estaremos com você filho...não se preocupe! — Disse Tereza. — Ensaiamos as entradas ontem, não precisamos revisar tudo novamente. Eu espero.
— Garanto que não. Eu só tenho que ficar parado e esperar a Claire chegar n...
— ...No primeiro degrau, o Zach vai te entregar ela. Você a ajuda a subir e tenta não ficar nervoso. — A mais velha completou.
— Céus, nunca vi meu filho suar frio como ontem. — John Grady apareceu logo atrás com um sorriso no rosto.
— Sim, querido. Tenho que concordar. — A senhora riu.
— Não tem graça. Vou ter que tomar uns remédios para minha pressão não baixar na hora...
— Para de bobagens, Owen. Cadê meu filho durão? Marinheiro? Combatente de guerra?
— Esse marinheiro quando vê uma certa ruiva, baixa toda essa guarda aí, pai. — Owen percebeu logo depois o que havia acabado de falar e ficou ruborizado. A senhora Grady se emocionou, e o pai aproveitou a ocasião para lhe aconselhar.
— Antes de tudo, quero te dar um conselho, filho. E sei que irá segui-lo. Acima de tudo seja muito feliz. O destino se encarregará do resto. A vida não é fácil, e casado será ainda mais difícil. A inveja tentará separá-lo de quem você ama. O egoísmo fará com que vocês sofram. O ódio a fará infeliz. Mas lembre-se, o amor é mais forte do que tudo isso... então ame a Claire com toda sua alma e passará por todos obstáculos e no final conhecerá a verdadeira felicidade. Esteja preparado para lutar por sua família, por seu amor.
Aquelas palavras de sabedoria do velho pai, sem dúvidas mexeram com o homem que o abraçou logo após ele finalizar.
— Obrigado pai. Nunca vou me esquecer disso.
O senhor sorriu e deu um tapinha amistoso nas costas do filho.
— Sei disso, Owen. Você é nosso orgulho.
Após a pequena reunião com os pais, Owen foi tomar banho e se aprontar-se para o jantar em família, dessa vez no restaurante da ilha.
*
Claire já havia provado o vestido e tinha passado no escritório para assinar uns papéis que Vivian precisava. Estava tarde e precisava se arrumar para o jantar, caminhava apressada em direção ao hotel.
— Claire Dearing... — a ruiva parou ao ouvir aquela voz e quando se virou, revirou os olhos.
— Brad Cooper, o "amigo" do meu noivo. O que faz aqui?
— Ué... vim o conhecer os dinossauros. — com o tom de deboche.
— Bom passeio... — vira para continuar andando, quando ele a segura pelo braço.
— Espera... — a ruiva o olhou rapidamente puxando o braço.
— Me solta... Quem pensa que é pra tocar em mim? — altera a voz.
— Perdão... — respira fundo. — Você está mais linda do que a última vez que lhe vi.
Brad Cooper tinha uma meta desde sempre, tomar tudo de Owen. E ao ficar sabendo que o amigo da faculdade ficou milionário dono do maior parque temático do mundo, e ia se casar. Ele precisava fazer algo para atrapalha-lo.
Ao ouvir aquilo Claire queria agredi-lo, mas saiu o deixando falar sozinho. O que o deixou chocado, nenhuma mulher faz isso com ele. Mas o que ele não sabia era que Claire Dearing, estava longe de ser igual as outras mulheres.
A ruiva foi rapidamente para o quarto e ao chegar, escuta o chuveiro ligado. Era Owen, Claire sorriu e foi até a porta. Por um instante o observou admirada com a visão.
— Olá... — Disse da porta e com os braços cruzados.
— Claire? — Owen virou-se de frente para ela, exibindo toda sua virilidade. Estava de olhos parcialmente fechados com os cabelos estava cheio de espuma. Ela suspira e morde os lábios, que visão maravilhosa.
— Sim amor... Vou esperar você terminar para ir tomar o meu banho. — ela não o tinha visto o dia todo e já estava com saudade, mas já estavam atrasados para o jantar.
Owen enxaguou-se e saiu todo molhado pelo quarto. Havia se esquecido das recomendações da noiva.
— Vai lá, se demorar não vou te esperar. Estamos atrasados.
Ela o encara cerrando os olhos.
— Qual é o seu problema Owen?! Para de sair molhando tudo. — bufou. — E se quiser ir na frente, pode ir... — resmungou tirando a roupa e entra em baixo do chuveiro.
— Meu problema é a falta de toalha, Dearing. — Resmungou entrando no closet dela.
Ela o ignorou, a toalha estava pendurada no banheiro como sempre, mas ele parecia cego. Terminou o banho e foi para o closet, escolher a sua roupa. Aí vê-lo molhando todo o local, ela engoliu as palavras e fingiu que ele não estava lá. Owen pegou uma toalha limpa, secou-se e guardou na gaveta novamente antes de vestir seu jeans surrado, camisa polo vermelha e tênis. Olhou de canto para a ruiva se trocando.
Claire vestiu uma lingerie preta, vestido da mesma cor e saltos. Foi para o banheiro se maquiar após passar seu perfume.
O marinheiro tinha planos para aquela noite, mas aquela lingerie preta só fez sua imaginação aflorar enquanto a aguardava na porta com as mãos nos bolsos.
— CLAIRE????!!!! FOI FABRICAR A MAQUIAGEM?!
A ruiva já estava pronta e não o respondeu, os olhos estavam mais destacados que de costume. O encarou na porta e passou por ele indo até o elevador.
Owen seguiu a ruiva como um cachorrinho após trancar a porta. Quando o elevador chegou no andar, estava bastante cheio. Ele resolveu usar aquilo em seu favor. Aquela noite iriam jogar o jogo dele. Assim, a levou para o fundo do elevador, a prensando na parede com seu próprio corpo. A destra correu da cintura até o bumbum dela, onde apertou.
— Se me permite dizer, está linda essa noite, senhorita. — Sussurrou com a voz grave no ouvido dela.
Claire se arrepiou por completo. Aquela voz sexy do amado ao seu ouvido, o toque intenso a levou a loucura.
— Senhor... não provoque está pobre senhorita. — colocou as duas mãos em seu peitoral. — Sou sensível ao toque de marinheiro... — sorri.
— Vamos jogar hoje. Quero ver o quanto aguenta. Considere-se desafiada. — Owen agora segurava a calcinha dela fazendo menção de abaixá-la ali mesmo.
Claire respirou fundo já ofegante, sentiu um calor infernal percorrer seu corpo.
— Aceito o desafio. Vamos ver até onde você aguenta. — a ruiva tirou a mão dele e chegam ao térreo. Todos saem e o casal sai por último. Claire segura a mão do noivo e caminham em direção ao restaurante. — Amor, adivinha quem encontrei hoje na hora que estava indo para o hotel?
— Quem?
— Braddy Cooper.
Owen se lembrou da festa de noivado, e xingou-o mentalmente.
— Ele... ele falou com você?
— Sim... ele é um completo idiota. — Não quis entrar em detalhes para não irritar o noivo.
— O que ele disse? — Owen mudou a postura repentinamente.
— Perguntei o que ele veio fazer aqui, disse que veio ver os dinossauros. — revirou os olhos ao lembrar. — E... que eu estava mais bonita. — contou-lhe logo.
Se Claire pudesse reparar, poderia ver os olhos de do noivo faiscarem de raiva. Metaforicamente.
— Escuta aqui, eu não quero você dando papo para aquele cara, tá ouvindo bem? — Percebeu o tom grosseiro e corrigiu-se. — Não... não... se ele aparecer quero que ignore.
Claire o encarava assustada com a reação dele e soltou sua mão.
— Okay....
— Claire, é sério. — Tentou pegar a mão dela de volta.
— Owen, você não confia em mim?
— Eu não confio NELE! Entendeu?????
— Para de gritar comigo! — respira fundo tentando manter a calma. — Olha... Amor, eu sei de todos os problemas que tem com ele. Esse cara é um babaca e você vai ser o meu marido. — Segura a mão dele. — Se acalma...
— Eu não estou gritando com você, Claire Dearing. Eu estou... ah. Esquece. Me perdoa...
— Não imagina... — faz uma careta e o abraça. — Não tenho nada para perdoar...
— Fui grosseiro. Ogro, estúpido. — Disse a abraçando de volta.
— Shhh... — sorri. — Foi sim, mas já está perdoado amorzinho...
— Obrigado. — Beijou o topo da cabeça dela a levando para o restaurante. A mesa redonda que reservaram estava cheia e alegre, apenas dois lugares vagos reservados ao casal. Após puxar a cadeira para a noiva se sentar, Owen juntou-se também a mesa e já começou se servindo como um faminto, prestando atenção nas conversas paralelas.
Claire também se serviu, mas pegou pouca comida. Não estava conseguindo comer nada naquela última semana, de tanta ansiedade. Enquanto comia conversava com Karen e a senhora Grady que estavam próximas a ela. Quando estava satisfeito, Owen aproveitou a distração da ruiva com as conversas para escorregar a mão áspera por dentro do vestido dela, a alisando por cima da calcinha.
Claire naquele mesmo instante bebia o suco quando inesperadamente sentiu o toque do noivo, o que a fez engasgar e tossir.
— Claire, tudo bem? — a irmã pergunta assustada.
— Sim...Sim... tudo ótimo. — sorriu tentando disfarçar e o encara, sua intimidade estremeceu com o toque.
Owen agiu naturalmente, porém retirou a mão dali para dar uns tapinhas nas costas dela afim de desengasga-la.
— Falei para comer devagar, não me escuta.
— Que feio tia Claire, tem que comer sem pressa sabia? — Sophie a repreendeu inocentemente com as mãos na cintura.
— Ouviu sua sobrinha, ruiva? — Owen manteve o sorriso mais sacana possível no rosto.
Claire gargalhou tanto com a hipocrisia do amado quanto com a fofura da sobrinha.
— Você tem razão Sophie, desculpa a tia. Vou comer devagar... — Sorri para a menina enquanto apertava com força a coxa do loiro.
Owen não hesitou em volta-la a tocar ali, fazendo um carinho.
— Termina de comer. Não desperdiça.
Ela estava em um beco sem saída ali, quando foi beber mais um gole de suco na tentativa de disfarçar, e nessa viu Braddy entrar no restaurante e engasgou novamente.
— Tia Claire, de novo. — Sophie a repreende novamente.
Owen seguiu o olhar dela e o viu, em desgosto. Porém, queria a atenção dela em outra coisa.
— Então, a tia hoje está passando dos limites.
Ele intensificou o estímulo dessa vez após afastar o pano fino de renda e tocar-lhe diretamente.
Claire se contorcia para o lado, passando disfarçadamente a mão no rosto. Então, segurou a mão dele por baixo da mesa.
— Preciso ir ao banheiro... — O encarou tirando sua mão dali. Ao levantar e ir em direção ao banheiro é parada por Braddy.
— Claire... — sorri descaradamente e isso a irritou, lembrou do que Owen havia pedido.
Owen limpou a boca com o guardanapo e foi atrás da ruiva.
— Braddy. — Rosnou aparecendo logo atrás dela a puxando para si protetoramente.
—Owen, que prazer revê-lo.
— O que faz aqui?
— Vim ver o parque de vocês. Gostei. Achei mediano.
— Ah é? A expectativa dos turistas costumam ser melhores.
— Sei. — Braddy riu-se. — Também vim porque fiquei sabendo do casamento. Quem diria hein? Nem me convidou...
— A lista de convidados é privativa.
— Não temos motivo algum para te convidar para o nosso casamento. Não é familiar, muito menos amigo. — ela não tinha motivo algum para ser gentil com ele.
Claire temia com aquela situação e tenta puxar Owen para voltar à mesa. Porém, o mesmo nem saiu do lugar com os puxões dela.
— Não quero saber de você conversando com a minha mulher, tá legal? Fica longe dela.
Braddy levantou as mãos com a cara mais cínica possível.
— Não disse nada demais para ela, Owen. Qual é, somos amigos. — A verdade era que ver Owen em uma mesa cheia de familiares o deixou com inveja, afinal ele não tinha família.
— Hey, vamos parar com isso. Amor, vamos voltar para a mesa. — Segurou a mão de noivo. — E você Braddy, não é bem-vindo aqui. Mas já que está, fique longe de nós. A sua inveja já está passando dos limites. Aceita que Owen é um homem muito melhor que você em todos os sentidos. Vá viver a sua vida vazia e nos deixe em paz. — Claire já estava alterada, sabia de tudo o que ele já havia feito com o noivo. E sentia desprezo por ele.
Owen já tinha fechado o punho, sinal de que estava prestes a acerta-lo. Os dois se encaravam cinicamente.
Claire o puxou para fora do restaurante, antes que a situação piorasse. Braddy ficou para os encarando sair do local.
— Hey...Hey... — Segurou seu rosto do noivo. — Se acalma...
— Não... — Suspira com ódio, ainda de punho fechado. — Vou arrebentar ele.
— Não, não vai...- o abraçou. — Nossa família está aqui, não vai fazer isso... Amor, por favor... — O beijou no pescoço várias vezes.
— Ele é um cretino...
— É sim amor... ele é. Por isso ele não tem ninguém. Esquece esse babaca, Hmm? — o olhou nos olhos. — Vamos curtir a nossa noite...
— Ok. Vamos voltar para mesa.
— Vamos sim...- segurou-lhe a mão e voltaram para a mesa. Claire estava tensa, não queria que nada os atrapalhasse.
Owen sentou-se de volta no lugar e não voltou a tocá-la nem mesmo comer da sobremesa que acabara de ser servida.
Claire estava desconfortável, o clima entre o casal estava tenso. Já o resto da família conversavam e riam. Então a ruiva decidiu voltar para o quarto. Avisou para Karen que estava ao lado e se aproximou de Owen.
— Vou para o quarto, estou indisposta...- sussurrou ao seu ouvido e levantou indo em direção ao hotel.
Owen ia impedir que ela fosse, mas quando deu por si ela já tinha saído, o que o deixou ainda mais furioso.
— Onde ela vai, filho?
— Para o hotel. Indisposição.
— E não vai atrás dela?
— Não.
— Owen!
— Quero ficar aqui mesmo.
*
Ao chegar no hotel, a ruiva bate à porta de raiva. As coisas estavam fora do controle, Braddy só veio atrapalhar e ela estava começando a odiá-lo. Foi tomar um banho rápido, estava uma noite quente. E ao terminar colocou sua camisola e se deitou. Estava furiosa consigo mesma.
*
O restante do jantar não demorou a acabar, mas Owen ficou por último. Pediu para a moça embrulhar a sobremesa favorita da ruiva, que ele iria levar.
Por volta da meia noite, Braddy encontrou o loiro sentado sozinho e resolveu sentar-se com ele, para sua fúria.
— Braddy, o que você quer?
— Nada irmãozinho. Como disse, vim visitar a ilha apenas. — Respondeu com desdém. Braddy fez um gesto e chamou o garçom, pedindo uma boa garrafa de vodka.
— Não quero. Vou indo.
— Pelos velhos tempos, cara! Fique.
— Você tentou beijar minha mulher em Miami, da em cima dela aqui na ilha, e quer que eu beba contigo como se nada tivesse acontecido? Sinceramente, você é o rei do cinismo!
— Eu me enganei, Owen. Achei que ela fosse como as outras. Peço perdão. Não vai mais acontecer.
— Acha que eu acredito no que diz?
A garrafa foi trazida da adega e eles foram servidos em pequenas doses pelo barman.
*
Claire ainda estava acordada, esperava por Owen e já estava aflita por ele ainda não ter chegado. Foi para varanda se sentar no sofá que havia lá. Estava impaciente e não conseguiria dormir, mas depois de tanto tempo esperando o cansaço falou mais alto.
Por volta das duas e meia da manhã, Owen chega no hotel caindo de bêbado e com um pequeno embrulho nas mãos, cantando alto. Fechou a porta e quase caiu, seus reflexos estavam péssimos.
— AAAAAAND IF... THERE A SPELL ON YOUU THAT I COULD TAKE AWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY... I WOULD DO THE DEEEEEED... YEAAAH AND BY THE WAAY...
Claire acordou assustada com os gritos dele e correu para dentro do quarto. E ao vê-lo naquele estado, se decepcionou.
— Onde estava?
— HERE'S TO HEAVEEEEN KNOOOWS AS THE CIRCLE GOES IT... Oi Claire. Trouxe seu bombom belga... olha... aqui... — Owen deixou o embrulho cair e tentou abaixar para pegar, mas em vão. — Droga...
Ela o olhou e não se moveu para ajudá-lo.
— Eu não acredito que estava preocupada com você, enquanto estava se divertindo por ai. Boa noite, Owen. — Foi para cama, sentando-se de costas para ele. As lágrimas já escorriam pelo rosto.
— Eu não... eu estava na igreja, eu juro. — Começou a rir pela piada e pegou o embrulho finalmente, e a ofereceu. — Olha o que o Grady trouxe!
— Não quero e me faz um favor, Owen. Me deixa dormir... — sua voz estava trêmula e não o olhou.
— Tá bem... eu guardo pra você comer depois. — Vai até a cozinha.
Claire não deu atenção, estava decepcionada com o noivo. Não queria prolongar mais aquilo.
Enquanto isso, Braddy em seu quarto se divertia em pensar em todas as reações da ruiva ao ver Owen chegando no quarto bêbado. Esse era o plano inicial dele, fazer o marinheiro beber além da conta.
Owen, apesar da falta consciência clara, pensou em ir buscar algumas flores para a amada, talvez ela se acalmasse. Com esse pensamento, saiu do quarto sem que ela vesse.
Após alguns minutos, a ruiva percebeu o silêncio e que Owen não estava no quarto. Sem pensar colocou o roupão e saiu atrás dele, ao chegar no térreo e ir para fora do hotel, o viu caminha para longe e correu atrás dele.
— OWEN...- gritou. Até finalmente alcança-lo e o puxa pelo braço. — Onde você vai? — Ele se encontrava falando sozinho e nem percebeu a ruiva falando com ele. — Owen... — Segurou seu rosto com as duas mãos. — Qual é o seu problema?
— Claire? Oi. Eu esqueci o que ia fazer, eu acho...
— Vem...vamos para casa. — praticamente o arrastou até chegarem no quarto. Claire tentava segurar as lágrimas e o deitou no sofá. — Dorme aí.
Nem precisou ela falar duas vezes, Owen já estava praticamente morto no sofá, dormindo profundamente. Claire estava exausta e assim que deitou na cama, adormeceu. Mas algo era fato, eles teriam uma conversa sério no dia seguinte.
*
Claire Dearing acordou cedo e foi direto para o banho. Owen dormia esparramado no sofá, assim que terminou foi de toalha mesmo preparar o café. Estava com uma enorme enxaqueca, precisava comer logo.
O sofá era muito pequeno de fato, o loiro acabou caindo dali, acordando assustado quando sentiu o cheiro do café. Foi até a cozinha todo amarrotado.
— Oi...
Claire estava sentada na mesa da cozinha tomando café, quando ele chegou. Ela o olhou por alguns instantes e desviou o olhar para comida.
— Bom dia. — Disse seca.
— Bom dia amor. — percebeu o tom de voz e tentou assimilar a noite anterior. Aproximou-se com o forte cheiro de álcool e sentou-se na mesa.
Ela o encarou tomando o último gole de café. Se levantou passando por ele e foi para o closet se vestir. Mentalmente contava até três várias vezes, para manter a calma. Coisa que para ela era difícil, mas estava tentando. Owen tomou seu café sem açúcar e foi atrás dela.
— O que aconteceu ontem? Porque eu dormi no sofá?
— Por que estava bêbado... — continuou sem olha-lo. — Curtiu a noitada por aí, chegou de madrugada. Então, dormiu no sofá.
— Eu bebi só uma dose de vodka, porque o Braddy apareceu e tentou se desculpar... mas depois não me lembro de nada. E me diga, porque saiu do jantar em família e me deixou lá sozinho?
— Que diferença isso faz se eu estava ou não lá, Owen? Você ficou estranho depois do que aconteceu com o seu "amigo". E depois de tudo aquilo você ainda ficou para beber com ele? Juro que não te entendo. — estava visivelmente chateada.
— Isso não foi combinado, ele apareceu pedindo desculpas e comprou a bebida!
— Tudo bem, Owen. — Parou o que estava fazendo para finamente olha-lo. — É sempre assim, você faz as coisas, fica bêbado no outro dia não lembra de nada e vem me perguntar o que aconteceu. Espero que saia com seu "amigo" imbecil hoje de novo... — bufou.
— Eu vou voltar para o meu bangalô. Nos vemos depois de amanhã na cerimônia, Dearing. — Owen lhe deu as costas e começou a juntar as coisas.
— Hey, eu não quero que vá embora. — O segurou pela mão. — Amor, eu quero que entenda o meu lado que fico chateada com isso. Por favor...Não gosto de te ver naquela situação. Corta meu coração.
— Não foi porque eu quis. Na verdade, desde a hora que você levantou e foi embora meus planos para NOSSA noite acabaram. — Ele se desvencilha da mão dela e vai até a porta. — Avisa minha mãe que não vou almoçar com vocês, vou ficar no escritório.
— Não senhor. — corre até a porta pegando a chave. — Você não vai embora, nem vai ir trabalhar... vamos casar daqui a dois dias. Vai ficar aqui comigo. Pára com isso. Vamos conversar... precisamos disso. — O suplicou com o olhar.
— Eu não quero conversar, o que tínhamos para conversar já foi dito. Abre a porta por favor, Claire.
— Eu não vou abrir Owen. Será que é difícil me entender? Você pode ficar chateado por eu ter ido embora, e eu não posso ficar chateada por você chegar tarde e bêbado?
Owen suspirou e tentou pegar a chave dela.
— Dá aqui, por favor.
— Não vou te dar. — Se afastou dele indo até a cama e se senta. — Nós... Não podemos ficar assim, brigados... eu só... queria que fosse perfeito. — abaixa a cabeça enquanto as lágrimas escorrem. — Seja lá o que o Braddy queria, ele conseguiu...
— Sabe que se eu tentar pegar a força eu posso machucar você, né? Anda Claire. Eu só quero sair. — Evitou olha-la chorando, aquilo sem dúvidas era o seu ponto fraco. — Claire...
— Eu não quero que vá... — gaguejou.
Owen sentou ao lado dela, abriu a mão da ruiva e retirou a chave.
— Vai embora? Vai me deixar? Perto do nosso casamento. — O encarou com os olhos já vermelhos.
— Nos vemos no dia da cerimônia, não estou te deixando.
— Não Owen...e a nossa última noite de solteiros? Eu planejei coisas para hoje...
— Amanhã é.
— Tudo bem Owen... se não quer ficar. Não vou insistir. Isso prova o quanto se importa.
Owen suspirou, aproximou-se da ruiva e a abraçou com força.
— Você é chantagista, Dearing.
Ela retribuiu o abraço enquanto senta em seu colo o apertando com força.
— Não sou... só não quero que nada atrapalhe nossa felicidade. — O beijou no pescoço. — Acho que alguém precisa de um banho...- sorriu contra a pele dele.
— Está querendo dizer que eu estou fedorento é? — Fez cócegas nela.
— Não.... — começa a rir se contorcendo. — Só que ainda está com cheiro de álcool...
— Vou tomar. Depois vamos sair para almoçar...
— Okay... Só preciso fazer uma coisa antes... — sorriu se aproximando de seu rosto, lentamente selou os lábios nos dele, um beijo cheio de ternura.
— Hmmmm... — Owen apertou a cintura da ruiva em seu colo, a beijando com carinho.
O beijo foi longo e repleto de ternura. Até que finalizaram.
— Eu te amo... nunca se esqueça isso — sorri.
— Ama? Eu quero provar meu amor por você de outras formas... — afastou a franja do rosto dela, a ergueu carregando-a para o banheiro.
— Aé?... — sussurrou já ansiosa para o que viria logo a seguir. — Vamos continuar o que começamos ontem? — Disse com um tom sexy e morde o lóbulo de sua orelha.
— Queria, na verdade eu ia te levar para os fundos do restaurante depois daquilo e... hmmm...
— Shhh... vamos esquecer a noite passada...Tenho uma surpresa hoje para você...- Eles chegam ao banheiro e Claire desde de seu colo. Tira a roupa que acabara de vestir e vai ligar o chuveiro. O chama com o dedo indicador.
Owen se despiu rapidamente e foi atrás dela, a puxando pela cintura.
— Uhmmm...- sorriu e o beijou intensamente, um beijo de pura paixão e desejo. Em um ato rápido, pulou em seu colo o prendendo com as pernas em volta de sua cintura.
Os lábios se movimentavam contra os da ruiva com ferocidade, e ele não pareceu se preocupar em intensificar antes da hora. Suas mãos correram pelas costas e uma delas pousou na bunda, bem na curva dos quadris.
Eles não tinham tempo a perder, o desejo que sentiam já era da noite anterior que começou com as provocações. Claire estremeceu com os toques de Owen. O beijo foi se intensificando assim como as carícias. Sem tempo a perder, a ruiva segurou firme o membro do noivo e levou para dentro de si, o que a fez gemer alto.
Agora eles estavam juntos e conectados como ambos queriam há dias. Como ambos desejavam e mereciam estar. Owen segurou as mãos de Claire e as levantou em cima da cabeça e ditava o ritmo da paixão entre eles, vagarosa no começo mais que ia aumentando de velocidade na medida em que os beijos e gemidos iam ficando mais constantes e quentes.
Em pouco tempo, os sons vindos dos dois sobrepujavam o som da água caindo e era tudo que se podia ouvir vindo da suíte de hotel. O corpo deles estava mais quente que a água que caia do chuveiro. Talvez eles fossem o casal mais quente da Ilha Nublar neste momento e finalmente não havia mais ninguém que se colocasse no meio dos dois.
O casal ficou por um longo tempo se amando debaixo do chuveiro. Os corpos se moviam na melhor sintonia, o prazer aumentava a medida que as virilhas se cochavam na intensidade que Owen investia. Ambos já estavam chegando ao ápice, aproveitavam cada minuto.
Não demorou muito tempo para que os dois chegassem ao clímax e os movimentos diminuíssem lentamente até cessarem por completo, com a cabeça de Owen caindo para repousar na de Claire. Após alguns segundos recuperando o fôlego, eles se beijaram novamente e Owen desligou o chuveiro, pegando uma toalha e entregando-a para ruiva, que se enxugou e enrolou seu corpo com ela. O loiro pegou uma para si e igualmente se cobriu, voltando seu rosto para a amada, que lhe deu um sorriso meio tímido.
— Que tal irmos naquele restaurante mais afastado do centro? Esqueci o nome... — Comentou enquanto se vestia. — O japonês que fomos no nosso primeiro encontro.
— Eu acho uma ótima ideia... — sorriu e logo estava vestida com calça jeans de cintura alta, blusa social azul clara e saltos. — Depois do almoço preciso ir no salão para ver como anda os preparativos do buffet e decoração. Acertar alguns detalhes...em dois dias serei a senhora Grady... — suspira. — Não poderia estar mais feliz. — sorri para o noivo.
Owen já estava pronto para sair também.
— Depois de amanhã, senhorita Dearing. — Aproximou-se para tomar a mão dela e beijá-la.
Com a outra não a ruiva alisou sua barba macia.
— Vamos, amor...
*
O dia passou rápido. A noite estava quente e o céu estrelado enfeitava a Ilha Nublar. Como ainda era véspera de fim de semana, as famílias aproveitavam para sair e se divertir e as ruas estavam repletas de turistas, e isso fez o casal sorrir. Aparentemente tudo voltou ao normal em Jurassic World.
— Boa noite. – Owen se aproximou com Claire perto da atendente, uma morena parada no balcão do restaurante. — Eu tenho uma reserva para oito horas, Owen Grady.
— Oh, sim. – A morena teve que fechar a boca e parar de olhar para Owen com cara de enfeitiçada e checar na folha a sua frente. — Sim, claro. Está reservado. — A mulher guardou o papel enquanto Owen sorria, educadamente.
Claire observou a moça que o olhava e sorriu. Ela faria o mesmo, não tinha como não ficar de boca aberta com o atraente e lindo noivo. Esta noite os dois jantariam sozinhos, sem os familiares. Eles caminharam até a mesa, Owen gentilmente puxou a cadeira para a noiva e após se sentarem, fizeram o pedido da comida e um vinho para acompanhar, a atendente se retirou deixando os dois a sós. Claire tinha um lindo sorriso estampado em seu rosto.
— O Senhor está muito bonito está noite, senhor Grady... — O olhava intensamente.
— E o que dizer dessa bela ruiva sentada comigo a mesa? Posso afirmar que sou o mais sortudo da Costa Rica. — Também flertava com os olhos.
A ruiva sorri ficando levemente corada.
— E eu a mulher mais sortuda do mundo! — as trocas de olhares, diziam tudo o que eles não falavam com palavras. O brilho a cor intensa do verde esmeralda dela e do verde oceano dele. O silêncio foi interrompido quando a atendente chegou com o vinho.
— Pode deixar que eu sirvo, obrigado. — A atendente afastou-se envergonhada e Owen passou a servir as taças.
— Eu te amo a cada dia mais, Claire.
O coração da ruiva errou uma batida ao ouvir a declaração do amado. Seu sorriso genuíno. Quem os via, podia ver o amor envolvido entre os dois. Claire respirou fundo ainda o olhando intensamente e agora com um brilho a mais no olhar.
— Eu também, Owen. Antes de te conhecer, não acreditava no amor... você mudou não só a minha vida, como a mim. Me ensinou a compartilhar minha vida, quando não fazia isso nem com a minha própria irmã, e me ensinou o que é o amor. Com você soube que ele existe e o quão puro e incrível é. Eu serei eternamente apaixonada por você, a cada dia me apaixono por uma coisa diferente em você...- passou a mão carinhosamente em sua barba. — Estava destinada a amar você meu marinheiro... não vou aguentar ficar o dia inteiro sem te ver.
— Acha que esse marinheiro aqui vai suportar ficar um dia inteiro sem ver a ruiva dele? — Aproveitou para acariciar a delicada mão macia como veludo. — Eu escolhi nossa viagem de lua de mel, mas é surpresa.
Claire sorriu com a observação dele.
— Amor, conta vai. Preciso saber para poder fazer minhas malas amanhã.
— Leva bastante protetor solar, biquíni e coisas de praia. Só posso falar isso.
— Ahhh então vamos para alguma praia... gostei. — pegou a taça com o vinho. — Vamos brindar, a nós...A família que temos ...ao nosso futuro e ao nosso amor...
Owen ergueu a taça de vinho, assim como Claire e juntos fizeram um brinde, ambos mantendo o contato visual. Enquanto ela bebia o líquido, Owen aproveitou para colocar a mão na coxa dela por baixo da mesa.
A ruiva deu mais um gole segurando-se para não o atacar ali mesmo. Se aproximou o puxando pela gola da camisa social.
— Vem cá... — O deu um selinho longo.
Owen retribuiu, subindo com a mão, mas se conteve. Ela não estava de vestido para seu desapontamento.
— Vou te punir por vir de calça... — Brincou, se separando dos lábios dela para dar atenção a comida no prato.
— Desculpe... Mas acho que vou gostar da punição... — sorri e pisca para ele. Ainda o olhava quando começou a comer, encantada com o seu parceiro. Então também começou a saborear o prato. Foi um longo jantar, cheio de troca de olhares, carícias, conversas e risadas.
Após pagar a conta, Owen a levou para fora, com o braço ao redor da cintura da noiva.
— Depois de amanhã, nesse mesmo horário estaremos casados. Aguentando minha mãe chorando na festa toda...
— E a Karen... — começa a rir só de imaginar. — Eu... — O encara. — Estou tão feliz que quando te ver de smoking, vou ter uma parada cardíaca. — brinca.
— É... talvez. — Owen não revelou que iria de marinheiro. Em seu íntimo, pretendia fazer uma surpresa. — Ainda dá tempo de mudar de ideia, Claire. Porque depois que eu segurar sua mão naquele altar, eu não solto nunca mais. — A encostou na grade de ferro, ignorando a água azul do mar e fitando apenas os olhos claros da ruiva.
— Eu jamais mudaria de ideia. É isso o que eu quero desde quando me beijou a primeira vez... — sussurrou e também o encarou, perdida na intensidade do seu olhar e envolvida por ele. — Você foi a minha melhor falta de controle, Simon estava completamente certo.
— Ah, agora você concorda com o Simon?
— Completamente... ele era um homem muito sábio. — sorriu.
Owen tomou os lábios dela para si na mesma hora em que ela terminou de falar, sugando o lábio inferior e finalizando com diversos selinhos barulhentos.
— Aí Deus... como eu te amo. — suspirou entre os selinhos. — Depois de amanhã, seremos marido e mulher. Vai ser oficialmente o meu homem... — mordeu levemente o lábio inferior dele.
— Quer ir pra casa, amor? — Apertou os braços ao redor dela.
— Quero...- sussurrou. — Quero te amar uma última vez como apenas Claire Dearing solteira...
Dito isso, eles caminharam de volta para o hotel. Seria a última noite juntos, logo cedo ele teria que deixar o quarto dela e ficar com a família dele até vê-la novamente na cerimônia.
Ao adentrarem o quarto, Claire trancou a porta e parou ali mesmo encostando nela e encarando Owen.
— Sabe que vou morrer de saudade de você, nesse um dia e meio sem te ver... — Suspirou.
— Vai passar rápido. Só um instante... — Owen afastou para ir ao banheiro e logo retornou a tomando nos braços e a deitando no centro da cama.
— Uhmmm... — gemeu baixinho. — Me faz sua mulher mais uma vez... — aquela noite seria a despedida de solteiro dos dois.
Os dedos do marinheiro assumiram o trabalho de se desfazerem da calça jeans da amada antes de tudo. Assim, ele pensou em se curvar por cima dela, não sem antes admirá-la um ínfimo de segundo. Como se admirasse uma das mais belas obras de arte já vistas em toda sua vida.
Claire o observava em cada um de seu gesto e nesse momento sentiu suas bochechas arderem, sabia que havia ficado corada. Enquanto o noivo a observa, a ruiva em movimentos precisos e lentos ficou de joelhos sobre a cama de frente para ele. Respirou fundo e sorriu levando as mãos até seu ombro indo de encontro aos botões da camisa social do amado. Sem pressa e sem perder o contato visual com ele, começou a desabotoar a camisa.
Owen auxiliou a ruiva a despi-lo por completo, e fez o mesmo com ela, começando a beijá-la nas coxas, virilhas, parte íntima, barriga, seios e finalizando com um chupão leve no pescoço da ruiva. Claire se arrepiou com os beijos do noivo e ao finalizar ela foi de encontro aos lábios dele o dando um beijo apaixonado e intenso. Entrelaçou as pernas na cintura dele o trazendo para junto de si. Estava como amava estar, corpo a corpo e lábios selados a Owen. Enquanto suas mãos percorriam pelas costas largas do treinador.
Em um movimento preciso, Owen a penetrou devagar sem interromper o beijo. Ia até seu fim depois voltava, segurando firme nas mãos da ruiva as prendendo no colchão. Claire arfava entre os lábios do noivo com as investidas que ele dava. Eles podiam fazer amor várias e várias vezes, mas todas eram únicas. Ela estava totalmente dominada por ele e queria isso para o resto de sua vida. Pelo contrário das vezes anteriores, Owen preferiu fazer com calma, olhando nos olhos dela que insistiam em se fechar a todo momento. Claire encostou sua testa na dele o olhando fixamente. Ficaram por um bom tempo assim, os corpos já estavam suados, as respirações ofegantes. Claire sentia um calor descomunal tomar conta de si, poderia ficar até amanhecer o amando lentamente.
Os minutos se estendiam, um calor infernal se fazia presente e intensificava a medida que seus sexos se friccionavam, arrancando suspiros sôfregos do homem em cima dela. Dessa vez ele preferiu soltá-la e permitir que ela o abraça-se e o arranhasse como quisesse. E assim ela o fez. Por sorte dele, as unhas da amada estavam curtas e não o machucaria. O que ele não sabia era que ela preferia mantê-las sempre curtas para não o machucar e também por ser mais higiênico. E o abraçou forte, podia sentir as batidas do coração do dele acelerado assim como o dela, enquanto o prazer foi ficando cada vez maior.
Em um movimento rápido, ele estocou fundo e forte dentro dela querendo acabar logo com aquele calor e prazer crescentes. Assim como os movimentos, as carícias se tornaram mais ousadas e precisas. Owen tocou o seio direito dela com a mão, enquanto chupava o outro. Claire pode sentir o corpo estremeceu por completo e pode sentir o prazer tomar conta de si, chegando ao ápice. Em seguida Owen veio junto dela, a preenchendo com o líquido quente e viscoso. Quando teve certeza que acabou, ele se retirou de dentro dela devagar, deitando-se ao lado dela.
— Hey... vem cá. — Aninhou a ruiva com carinho contra o peito suado.
Claire o abraçou forte se aconchegado nos braços dele. Deu um longo suspiro enquanto o alisava no peitoral e abdômen, adorava dormir assim. Ela sempre acariciava a cicatriz do tiro que Owen levou de Justin. A fazia lembrar o quanto Owen a ama e fez de tudo por ela, não poderia se sentir mais amada e protegida. Além de também sentir culpa por aquilo.
— O Senhor sabia que eu te amo? — sussurrou.
— A senhorita sabe que eu a amo muito mais? — Deposita um beijo na testa dela, puxando o cobertor a protegendo do vento que adentrou o cômodo. A fez dormir rápido, pois no dia seguinte seria exaustivo para ambos. Pensar que ficaria tanto tento sem vê-la estava lhe tirando o sono, então Owen demorou um pouco mais para dormir, a admirando até pegar no sono.
Fale com o autor