História After You
46 Capítulo - Lua de Mel - Parte I
Notas iniciais
Após se despedirem de todos, Owen e Claire partem para o hotel, pegam as malas e retornam. Ao adentrarem no elevador, a ruiva segurou a mão do loiro. Estava tão feliz de finalmente terem se casado e de como a festa tinha sido perfeita, que agora só queria sair logo de Nublar e ficar dias só aproveitando o seu marido.
— Para onde vamos, amor? — Tenta mais uma vez descobrir.
— Quando chegarmos lá, você saberá. — A porta do elevador abriu-se e Owen pegou a jovem esposa nos braços, a carregando até o jatinho que os levariam para seus destinos. Claire não pode deixar de sorrir com o gesto do marido. Nunca se imaginaria sendo carregada após o casamento, até se casar com Owen Grady. Ao ver o jatinho particular que o marido havia comprado, fica sem reação de tão surpresa. — Comprei para gente. Foi em um leilão virtual, não te contei porque... considere isso mais uma surpresa. — O marinheiro se referia ao jato enquanto a colocava no chão.
— Owen... — sorri. — Ele é... lindo! Uau... nossa...
— Sabia que iria gostar. — sentaram-se em seus lugares e apertaram os cintos como foi pedido. O jato não demorou a embarcar. — Finalmente, não aguentava mais. — Owen se referia a festa que foi bastante cansativa tanto para ele quanto para ela. O vôo duraria poucas horas, enquanto isso Owen fazia uma massagem nos pézinhos da ruiva com um gel especial. Ficar de saltos por uma noite inteira, não era para qualquer mulher. Mas Claire Dearing não era qualquer mulher. — Já tem alguma ideia onde estamos indo? — Fez pressão com os dedos no calcanhar e no centro do pé.
A ruiva estava adorando a massagem do marido, estava mais relaxada.
— Eu também não estava mais aguentando. Bom... pelas roupas que me disse para trazer, acho que é praia. — Claire aproxima o rosto do marido. — Sabe o que eu quero? Um beijo do meu marido... — sussurra mordendo o lábio inferior. — E depois uma massagem no corpo todo, podemos revezar. Faço em você também... — O provoca com uma voz sexy.
Owen acatou a ideia dela, usando as mãos para subir pelas panturrilhas, prosseguindo com a massagem nas pernas dela.
— Só me dizer onde dói, meu amor...
— Está bem... — sussurrou inclinando o corpo para trás, encostando na poltrona. As mãos grandes de Owen eram maravilhosas. — Isso é tão bom... continua... — fecha os olhos.
A pedido da ruiva, prosseguiu com movimentos circulares e leve pressão sobre a pele dela, subindo até as coxas por baixo do vestido e voltando.
Ao sentir o toque do amado, Claire se arrepiou por completo e abre os olhos com um lindo sorriso.
— Senhor Grady... ainda é massagem ou é provocação?
— Só estou fazendo a massagem como foi pedido... — As mãos subiram novamente parando nas coxas apertando-as. — Se tiver ruim eu paro agora mesmo...
— Não, claro que não está ruim... Pode continuar... – sorriu de canto e voltou a fechar os olhos.
— Como quiser... mais em cima ou mais embaixo? — Pressiona as coxas dela mais uma vez, a fazendo abrir as pernas sutilmente.
— Mais em cima... — sussurrou.
Owen tocou-a por cima da calcinha suavemente fazendo um carinho com os dedos. Claire suspirou apertando com as mãos os dois braços da poltrona.
— Owen... — gemeu baixinho mordendo os lábios.
— O que? A massagem está ruim? — Fez pressão com os dedos, de cima para baixo.
— Não... está... ótimo. — a respiração dela já estava ofegante.
Owen afastou o tecido da calcinha e o toque foi mais preciso dessa vez. Nem mesmo quando a comissária de bordo particular passou, ele interrompeu o que fazia. Ela não havia percebido, mas Owen intensificou até deixa-la encharcada o suficiente.
— Senhor Grady, Senhora Grady. Desejam algo?
— Acho que minha esposa deseja algo sim. — A olhou com a cara mais sacana do mundo.
A ruiva tentou disfarçar ficando corada. E pigarrou.
— Não...Não quero nada obrigada. — O encara de volta. — Acha muito engraçado não é senhor Grady?... Vamos resolver isso assim que chegarmos no hotel. — aproximou o rosto do dele e o deu um selinho e passou a língua em seus lábios o provocando.
— Acho bastante.... — Com aquela provocação, Owen aproveitou para penetra-la com dois dedos, a torturando. — Mal posso esperar...
— Eu também... – sorriu e o encarou ao sentir aquele prazer. O puxou para um beijo apaixonado e ao mesmo tempo cheio de afeto, pediu passagem com a língua para explorar sua doce boca.
Ele permitiu que ela aprofundasse com a língua, quando a comissária de bordo retornou para avisa-los de que já haviam chegado e precisavam pousar. Owen havia se distraído tanto que já havia puxado uma das pernas dela para o colo dele enquanto seus dedos vigorosamente a penetravam. Claire quase pulou da cadeira com o susto e constrangimento e tira imediatamente as pernas do colo do marido.
— Céus... desculpem. — A mulher exclamou envergonhada, e Owen parou imediatamente.
— Senhora Sánchez, eu disse para me avisar quando viesse. — Disse rispidamente.
— Me-me desculpa senhor Grady, e-eu não. Eu- eu... — Tentava se consertar toda atrapalhada.
— Okay, Senhora Sánchez... o que quer? – Claire disse com o tom de voz firme, mas sem olha-la, tamanha era a vergonha.
— Os senhores precisam colocar os cintos, vamos pousar... me desculpem. — sai envergonhada.
— Que vergonha meu Deus... – a ruiva leva as mãos ao rosto e começa a rir sentindo seu rosto arder.
Owen se deu o trabalho de prender bem o cinto dela e logo após o dele, colocando a roupa dela no lugar. Não pode deixar de achar uma graça as bochechas coradas dela.
— Relaxa... nem tirei sua roupa. — Disse todo desinibido.
Ela o olha e sorriu balançando a cabeça negativamente, segura firme a mão do amado. Não gostava de voar. E após alguns minutos, finalmente pousaram. Por ainda estar de madrugada, não dava para ver onde estavam mesmo a ruiva tentando decifrar o local.
Owen Grady colocou os pés em Soufrière em Santa Lúcia, uma das ilhas no Caribe, carregando Claire nos braços. Alguns empregados do hotel onde iriam ficar, o Sugar Beach, vieram busca-los na pista de decolagem, de carro. Após os devidos cumprimentos, e o transporte das bagagens pelos funcionários do resort, seguiram pela ilha. A localização era incrível entre os Pitons, na bela Praia do Açúcar. Havia uma segunda praia para adultos separada por uma montanha Grande. Owen limitou-se a contar a ela apenas isso durante o curto trajeto de carro na áspera estrada até de frente o hotel, que era todo branco.
As malas foram levadas para o respectivo quarto do casal, e Owen seguiu os funcionários, atravessando o grande hall de entrada carregando a esposa, até enfim ficarem sozinhos.
— Enfim sós. — Revirou os olhos pela fase clichê sem colocá-la no chão. — O que achou? — A decoração romântica era ressaltada por diversas almofadas brancas combinando com uma grande cama com dossel da mesma cor.
A bela praia de areia branca era visível por todos cômodos do quarto. Tudo ali era minimalista, elegante e principalmente branco, incluía uma piscina privada, um telefone exclusivo para mordomos e serviço de quarto 24 horas. Owen fez questão de mostrar tudo a ela nos mínimos detalhes, pois sabia que a esposa apreciava aquilo.
Claire estava literalmente de queixo caído, foi uma surpresa inesperada. A ruiva sentiu-se deslumbrada com tamanha beleza.
— Owen... meu amor... é incrível! Não há palavras suficientes que me façam expressar o quanto eu amei tudo! — Sorria. — Enfim meu amor... enfim só eu e você. — O olha intensamente com um brilho nos olhos. — Acho que já pode me colocar no chão, vai ficar com dor na coluna. — brinca.
— Para com isso. Você é leve como um travesseiro. — a coloca no chão indo até o banheiro.
Claire sorri com o comentário e enquanto o espera, anda pelo quarto vendo cada detalhe do lugar. Era lindo. E assim como o marido, ela também precisava usar o banheiro.
Owen voltou pouco depois com as mãos molhadas.
— Tem uma hidromassagem enorme nos esperando, Senhora Grady.
Ela o olhou surpresa.
— Aé? — sorriu e pensou em deixar a surpresa para depois. Se aproximou dele lentamente e começa a desabotoar sua camisa. — Estava ansiosa para nossa noite, Amor. Não faz ideia o quanto...
— Não sabe o quanto eu esperei por isso também. — Sem pensar duas vezes, Owen levantou o corpo da esposa mais uma vez, pegando- a no colo, colocando-a sobre a bancada de mármore da pia do banheiro. Retirou seus sapatos, vestido, e roupas íntimas, fazendo o mesmo consigo mesmo. O homem a pegou pela mão e a ajudou a subir os pequenos degraus da escada da banheira. Claire entrou na água calmamente deixando seu corpo se acostumar com a temperatura da água. Assim que ela se senta, Owen se afasta. — Já volto, ruivinha.
— O que? Onde vai?...- O confusa, enquanto se afastava. A ruiva olha fixamente na direção em que ele saiu aproveitando a maravilhosa água.
Owen foi até o quarto fechar todas as cortinas deixando o ambiente escuro. Em seguida acendeu apenas um pequeno abajur que havia sobre a mesinha de canto próxima à porta do banheiro. Ele também apagou as luzes do banheiro, deixando apenas as do espelho acesas. E assim, com quase tudo às escuras entra na banheira e abraça a ruiva pela cintura.
— Gostou? — Disse acariciando os lábios da amada, que já estavam um pouco inchados devido a tantos beijos e mordidas que trocaram antes.
— Amor... está tudo tão perfeito... — a essa altura os olhos da ruiva estavam marejados, e algumas lágrimas rolaram pelo seu rosto de tanta emoção. — Eu te amo tanto... — fez um carinho na barba do marido e sorri. — Vem cá... — O puxou carinhosamente para mais um beijo, um beijo quente e cheio de amor.
Ele estava nu assim como ela. Claire era capaz de sentir o quanto ele a desejava, se avolumando a medida que ele a explora com suas mãos ávidas cada pedaço do corpo dela, como a confirmar sua propriedade.
— Agora você é minha, só minha e oficialmente. – Diz com uma voz grave em que o desejo se misturava com a certeza.
Ele afasta os cabelos molhados da nuca da esposa e começa a beijá-la, enquanto uma de suas mãos passeia livremente pelas costas dela até se depositar em seu bumbum, passando a apertá-lo com vontade.
Claire soltou um leve gemido com o aperto e suspirou. Estava sentada em seu colo com uma perna de cada lado, podia sentir a ereção do amado que estava encostado em sua intimidade, que já latejava de desejo.
— Sou sua desde a primeira vez que te vi... — sussurra já ofegante em meio às carícias do marido. Enquanto a ruiva entrelaça os dedos nos cabelos loiros dele.
— Jura? Você faltava me bater nos corredores do resort... — Owen se aproxima dela e começa a ensaboá-la lentamente, passando de forma erótica o pequeno sabonete perfumado por todo o corpo dela, demorando principalmente em seus seios. O movimento circular era ainda mais estimulado com sua outra mão que ajudava espalhar a espuma, apertando de leve sua carne macia, numa verdadeira massagem provocativa.
Ele fita com interesse sua face, prestando atenção em cada mudança que assumia e demonstração de prazer dependendo da parte do corpo dela que ele tocava. Owen já havia descoberto cada pedaço secreto, cada ponto sensível de prazer que ela tinha.
Quando julgou suficiente, ele descartou o sabonete e com suas fortes mãos a puxou para baixo da água quente e começou a dissolver a espuma. Ela não oferecia qualquer resistência. Não tinha como. Sua pele parecia em brasas com o toque dele. Todos seus sentidos estavam despertos, como se cada gota de água que tocasse seu corpo fosse sentida.
Ele cola seu corpo no dela enquanto enxágua os longos cabelos ruivos de Claire, de forma cuidadosa, trazendo-os ao rosto para cheirá-los. Como seu perfume era inebriante. Suas mãos escorregam pelas costas dela, apertando-a junto a si. Ela sente o desejo forte dele encostando em seu ventre. Ele a almejava tão ardentemente quanto o corpo dela clamava pela posse física. Mas ele não a satisfaz, separando-se dela, sem a soltar, apenas o suficiente para sair da banheira.
O loiro a tira da água e pega a toalha do gancho, passando a secar seu corpo. Como no banho, assim que acabou, ele começou a secar o corpo de Claire. Primeiro tinha sido a maciez do toque dele, massageando-a, agora era o leve arranhar do tecido da toalha passeando por seu corpo a deixá-la arrepiada. Era uma verdadeira tortura sexual.
Claire já estava a flor a pele de tanto desejo. Após tantos gestos de amor, carinho, proteção e provocações a ruiva queria tê-lo junto de si, como eram agora, marido e mulher. O tecido era passado tão lentamente e gentilmente em cada parte de seu corpo, que a senhora Grady se sentia uma boneca de porcelana sendo cuidada por seu dono. Assim que o marido terminou, a ruiva fez o mesmo com ele. Cuidadosamente, começou pelo pescoço e ombros largos. Admirando cada parte do corpo escultural de seu homem, Claire sabia cada marca e cicatriz que o amado tinha em seu corpo. Amava acariciar cada uma, pois fazia parte da história dele. Enquanto o secava distribuía beijos por seu corpo. Apesar da pouca luz no cômodo, podia ver as expressões que o loiro fazia.
Assim que ela termina, Owen simplesmente joga a toalha ao chão e a pega no colo, seguindo para o quarto com ela, enquanto toma, finalmente, seus lábios para si. A língua do homem pede passagem e a ruiva responde o beijo de forma intensa, quase selvagem, mordendo o lábio inferior dele e sugando sua língua. Em resposta ele aperta ainda mais o corpo dela para si até que a deposita na cama, para se deitar por cima. Apesar das provocações dela, ele se controla. Ele não tinha pressa. Tinham a noite toda para se amarem e se descobrirem ainda mais. Não precisavam dormir, teriam a vida para isso. Aquele momento era deles, era o testemunhar do sentimento que um nutria pelo outro. Era um momento mágico. Antes tinha sido paixão, desejo carnal desenfreado, corpos se amando de forma intensa. Agora era amor, ternura, uma verdadeira adoração. Era compartilhar. Um dar prazer acima de ter e, assim, alcançar a verdadeira plenitude. Naquele instante, Claire Dearing teve certeza que realmente era amada. Palavras ou juras não eram necessárias. Bastava o brilho de como ele a olhava, o modo como ele a tocava, a verdadeira poesia que eles escreviam com seus corpos para confirmar essa verdade. Eles se conheceram totalmente. Agora sob a luz de velas acesas, Owen explorava cada partezinha dela, conferiu cada pintinha, cada marquinha, depositando um beijo no local. No final, ao fitá-la por completo, deixou escapar um leve murmúrio que Claire foi capaz de ouvir e corar de contentamento.
— Como é linda!
Lógico que já a tinha visto mais de uma vez nua e já tinham se amado diversas vezes. Mas nunca ele tinha a fitado por completo, sob a luz oscilante de velas perfumadas, sob o olhar dela, apenas acompanhando o que ele fazia. Ele passeia pela barriga e chega a linha da cintura e a olha para ver a reação. Os verdes orbes dele estavam completamente diferentes. Da dureza ou grosseria costumeira, lia-se amor e satisfação. Nos lábios rosados da amada, um leve sorriso de lado se desenhava, como que se o encorajando. Aquilo foi o suficiente para torná-lo mais ousado e Owen sobe sobre o corpo de sua amada e a beija de forma ousada, acariciando de leve a pele dela enquanto passeia com seus dedos.
Com a língua, ele foi percorrendo cada pedacinho do corpo de Claire, desde o ponto que ela gemia de prazer até onde ela sentia cócegas. E quem diria, Claire Dearing sentia cócegas no pescoço!
Mas a prazerosa tarefa terminou quando ele foi se aproximando de sua feminilidade. Um suspiro suave foi audível quando ele a tocou. Sua temperatura estava alta, já em toda sua plenitude. Primeiramente ele passou lentamente sua mão até resolver experimentá-la, tomando-a em sua boca. Começou de forma lenta, rodeando o seu ponto de prazer com sua língua e dando pequenas mordidinhas, até que passou a chupá-la de forma mais rápida e intensa, sendo parado pela ruiva, que estava a ponto de perder o controle, e que decidiu que era hora de acabar com as preliminares. Como resposta, Owen a puxou para si e tomou seus lábios num longo e quente beijo, até que a posicionou e a penetrou totalmente. Por alguns poucos segundos eles permaneceram imóveis, apreciando a vontade de novamente serem um, até que iniciaram os movimentos lentos de quadril que foram ganhando velocidade e ritmo. O coração começou a bater cada vez mais rápido e a respiração se tornava cada vez mais curta e cadenciada. Gemidos eram ouvidos. Os dois estavam se entregando de corpo e alma naquele momento até que o clímax chegou e os dois foram capazes juntos de alcançarem as estrelas.
Aquele momento único de amor e devoção, durou horas, corpos suados, colados e respiração ofegante. Após chegar ao clímax como jamais haviam chegado antes, ambos estavam muito relaxados, Owen deita sobre a cama puxando a amada para seus braços. Depois de uma semana tão corrida e o dia cansativo, puderam se amar com perfeição.
Claire estava muito satisfeita com o rumo que sua vida tomou, lhe dando o melhor homem que ela poderia conhecer. O marido a fazia se sentir muito amada e única e a melhor decisão de sua vida, foi casar com o ex-marinheiro. Ela levanta a cabeça para olha-lo. Os olhos verdes de ambos estavam mais brilhantes que o céu estrelado. Sorri genuinamente para ele, procurando palavras que pudessem expressar o quão feliz estava, enquanto uma das mãos alisava sua barba.
Owen beijou a pele que estava arrepiada pelas gotas de suor que estavam esfriando. Ele ainda sentia, apenas o fogo que corre por suas veias do desejo de toma-la para si, mais uma vez. Com afeição, beijou a mão dela um par de vezes. Os minutos que se seguiram foram em completo silêncio. Até quando ele a virou gentilmente de costas para ele.
— Vou fazer diferente agora, se me permitir...
Claire o observava minuciosamente permitindo ser guiada pelo marido e sorri.
— Mas é claro, meu amor...
Uma urgência quase incomum o toma e ele não é capaz de esperar muito mais. Ele precisava tê-la, fazê-la sua logo novamente. A imagem do que tinha passado no casamento não tinha deixado sua mente por toda à noite. Não era mais possível esperar e ele a penetra, fazendo-a gemer. Mais tarde eles teriam tempo para mais carícias. Se fosse por seu desejo, a noite seria longa e não acabaria só naquela cama.
A ruiva sentiu o corpo estremecer com o prazer que ele lhe a proporcionou, com uma mão segurou com força seu braço que estava em volta de sua cintura, enquanto a outra agarrava o lançou da cama. Os gemidos eram inevitáveis.
Por um momento ele fica parado, apenas aproveitando a sensação de estar dentro dela, de sentir o calor úmido de sua cavidade que o recepcionava tão bem. No desejo, ele agarra os sedosos cabelos dela, fazendo-a arquear ainda mais para si, enquanto começa a se mexer vagarosamente dentro dela, retirando seu membro e recolocando com força.
Com o quadril encaixado na virilha do amado, a ruiva se contorcia e gemia em seus braços.
— Owen... — sussurrava seu nome em meio aos gemidos, que aumentaram conforme o marido intensificava os movimentos.
— Claire... ah...
O vigor de suas estocadas estava a deixando louca, estimulando ao máximo seu ponto de prazer pelo forte roçar do membro do marido. Como ela gostava quando ele demonstrava a força de sua virilidade e a subjugava. Ela nunca seria capaz de desejá-lo tanto, de amá-lo tanto se ele não fosse poderoso em todos os sentidos.
Claire sentiu uma onda de prazer percorrer todo seu corpo, estava quase no ápice. Senti-lo dentro de si era um prazer descomunal, como se tivesse sido feito especialmente para ela.
Nos braços dele, a ruiva, se tornava cativa, presa pelas amarras invisíveis do amor.
Os movimentos se tornam cada vez mais rápidos, até que os dois não são capazes de ouvir mais nada, nem os gemidos que saem de suas bocas entrecortados pela respiração ofegante, acompanhando as fortes batidas de seus corações. Os dois chegam ao clímax e ele despeja, mais uma vez, uma parte de si nela, enquanto ela geme alto de prazer.
A tempestade de amor passa e os dois começam a escorregar devagarzinho para o lado do outro. Owen acaba por se encostar no travesseiro e a puxa para si, acomodando-a em seu corpo. Prontamente, Claire se enrosca nele, passando levemente a mão pelos fortes músculos de seu braço, enquanto encosta a cabeça em seu tórax, de olhos fechados, sendo embalada pelo som das batidas do coração do marido.
Não existia mais tempo ou algo ao redor. Não existiam problemas, obrigações ou escolhas. Apenas os dois, abraçados, compartilhando o verdadeiro amor. E assim, nos braços de seu amado, cujo toque quente parecia fazer sua carne derreter de desejo, ela adormeceu.
Logo Owen também adormeceu, foi um sono tranquilo o do casal. Após o grande dia do casamento e uma longa noite de amor, eles precisavam descansar. Teriam vários dias para aproveitar o local e a vida inteira para se amarem.
*
Já havia amanhecido, a claridade do dia tomou conta do quarto do casal. Era por volta das nove horas da manhã. Claire vai despertando lentamente nos braços do marido. Não se moveram durante o sono. A ruiva sorri ao vê-lo dormindo tão tranquilamente, não queria acorda-lo. Então, fica por um tempo o admirando dormir, enquanto acariciava seu rosto que parecia ter sido desenhado, de tão perfeito que era.
Owen demorou acordar, haviam dormido muito tarde. Relutante, virou para o outro lado da cama com o travesseiro na cabeça.
A ruiva sorriu m e o deixa dormir mais um pouco. Ela levanta indo até o banheiro, enquanto fazia suas higienes matinais e tomava um maravilhoso banho de chuveiro. Observava todo os detalhes do lugar, Owen tinha um ótimo gosto. Após terminar, vai até suas malas pegando a roupa que vestiria. Um biquíni preto, da cor que o amado gostava e um vestido básico por cima.
Logo já estava pronta e para por um momento, o fitando minuciosamente. Estava completamente nu, era a visão do paraíso. Sorri mordendo o lábio inferior e com cautela se senta ao seu lado na cama. Passou a mão carinhosamente nos cabelos loiros dele.
— Amor... acorda, está na hora. — com o tom suave, abaixou aproximando seu rosto ao dele, depositando um beijo em sua bochecha e um selinho em seus lábios macios.
— Que horas são?... — Perguntou sem nem mesmo abrir os olhos em seu tom resmungão matinal.
— Nove e meia, Amor... — sorriu.
— Está muito cedo. — Virou para o outro lado a trazendo consigo. — Só mais meia hora.... shh...
— Não, Owen... — sorriu o abraçando e distribuindo vários beijos pelo seu rosto. — Vamos tomar café, estou com fome...
— Quer tomar aqui ou lá no refeitório?
— Vamos no refeitório, conhecer... os outros dias podemos pedir e tomar aqui. — O beijou várias vezes novamente. — Vai denguinho, levanta...
— Chama o guincho para me levantar... — Cruzou os braços em reluta.
Ela revirou os olhos e sorriu com tamanha manha. Levantou.
— Anda logo, Owen!!! — tentou puxa-lo pelos pés.
— Não vai dar conta de me tirar daqui. — Respondeu imóvel, sem fazer menção de levantar.
— Que saco Grady! — bufou se dando por vencida. Vai até o telefone do quarto e liga para a recepção, solicitando o café no quarto e com todas as variedades do cardápio. Após desligar o encara, vai até a cama e deita sobre ele. — Feliz?
— Meu Deus, já acordou impaciente? Pode cancelar amor, vou tomar banho e descemos. — levantou-se ainda nu a colocando de lado na cama.
— Não preciso cancelar, não liguei de verdade era um truque para você levantar. – confessou rindo.
— Aé? — Aproximou fingindo-se de bravo. — Como é, Senhora Grady? Como ousa despertar esse ogro adormecido de seus aposentos? — Começou a fazer cócegas nos pézinhos dela.
Claire começa a rir compulsivamente tentando esconder os pés, mas era em vão.
— OWEN...NÃO...- diz com dificuldade de tanto rir.
Após várias gargalhadas e beijos, Owen foi tomar seu banho frio e se aprontou para descer. O saguão principal não estava movimentado, então ele aproveitou para abraça-la pela cintura e beija-la no pescoço aguardando um empregado os encaminhar para uma mesa especial.
Apesar de ainda ser manhã, a sol da ilha esquentava cada vez mais sem dó.
— Quer comer o que? — Perguntou de olhos fixos no cardápio onde dispunha apenas refeições típicas caribenhas e a segunda parte, francesa. — Que tal...lesmas com hortelã? — Perguntou em tom de brincadeira. Owen odiava comida francesa.
— Melhor não...- sorriu olhando o cardápio. — Vou querer algo leve... frutas e suco de laranja. E você? — voltou a atenção para o marido, segurando- lhe a mão. — É nosso primeiro café depois de casados... — sorri.
— É sim, ruiva. Acho que vou pedir algo mais calórico que você. Café e... ovos com bacon. Esses músculos aqui precisam de energia. — Bateu no bíceps esquerdo convencido, que nem mesmo percebeu quando a atendente caribenha aproximou-se. Ela possuía longos cabelos negros, combinando com seu par de olhos escuros. Os mesmos se encontravam admirando o braço do marinheiro.
— Buenos días, señor...
Claire estava rindo com as brincadeiras do amado. Até a morena chegar e a ruiva a fitou deixando claro que não gostou da forma que olhava para seu marido. A observou com uma expressão séria e a interrompeu.
— Buenos días! — começou a fazer o pedido, sem permitir que ela tivesse tempo de olhar novamente para Owen. — ¿lo anotó todo?
— Si, señora.
— Entonces, gracias! — Claire não precisou ser sutil, a linda morena entendeu que era para se retirar logo dali.
Owen até então preferiu assistir a cena calado, fingindo seriedade. A nativa sumiu em passos apressados para o interior do restaurante.
— Ora ora se não é a velha Claire Dearing com seus foras sensacionais...
Claire sorriu de canto ficando levemente corada.
— Sou a mesma de sempre, mas agora... muito bem casada. Então o Senhor Grady, gosta dos meus foras?
— Sempre gostei. Considerava as mulheres difíceis um desafio.
Claire o encarou boquiaberta com aquele comentário e sentiu definitivamente seu rosto queimar.
— Ah... sempre te tratei mal.
— O que foi? — Estranhou a reação dela, enquanto agradecia outro atendente pelo café da manhã sendo servido.
Ela sorriu e respirou fundo ao lembrar do passado.
— Eu sempre fui arrogante com você, mas nunca desistiu. E ao ouvir isso... eu... fico feliz. — segurou a mão dele. — Obrigada, por não ter desistido de mim.
Owen desvencilhou-se da mão dela apenas para retirar uma das flores tropicais que estavam imponentes no arranjo ao centro da mesa. Escolheu uma branca com detalhes em amarelo e colocou cuidadosamente nos cabelos ruivos da esposa.
— E obrigado por ter me dado uma chance.
— Te daria várias se fosse necessário. Eu te Amo! — sorriu genuinamente. — Você é a melhor parte da minha vida... — aproximou a cadeira do marido e o beijo carinhosamente.
O beijo foi rápido, Owen a fez comer o bastante e ele fez o mesmo. Mais tarde, caminharam de mãos dadas pela areia branca da ilha, conversando e rindo ao relembrar os acontecimentos de suas vidas anteriormente.
— Mentira Claire, a verdade era que eu teria sim te beijado na Sala de Controle, se não fosse o Hoskins aparecer com aquela merda de pesquisa... ia arriscar levar um tapa na cara...
— Você não era louco de fazer isso Owen...- começou a rir. — Mas preciso confessar, que estava morrendo de vontade de te beijar. Hoskins sempre foi um idiota mesmo. — Eles param perto de um coqueiro e sentam na fresca sombra, enquanto riam com o passado.
— Nunca te contei isso... Uma vez o Lowery me perguntou o porque não saia logo com você, me deixou tão constrangida que acabei o advertindo.
— Você o que? Nossa Claire! Não tinha necessidade...
— Claro que tinha, ele era um intrometido. Minha vida pessoal só dizia respeito a mim... Mas não adiantou. Continua sendo intrometido. — começa a rir.
— Lowery é o Lowery né? Cadê seu protetor?
— Não trouxe... — fez uma careta ao lembrar.
— Então não vai entrar no mar comigo. — Owen retirou a camisa e em seguida o vestido da ruiva. — Uau, olha essa sereia gostosa que temos aqui...
— Gostou? — deu uma volta. — Sereia Grady, prazer... — sorriu. — Vou entrar na água Sim!
— Vai entrar sim, de noite. — a puxou para sentar em seu colo, a abraçando pela cintura.
— Amor, deixei na minha mala. Depois eu corro lá e pego. — fez um carinho nos braços do amado, enquanto admiravam o mar cristalino e suas ondas. — Nunca me imaginei casada, até te conhecer...de qual mundo mágico você veio? — inclinou para o lado, para olha-lo.
— Mundo mágico dos ogros. E você? Das madames da realeza? Oh sim, claro. — Sorriu entre os cabelos vermelhos dela, depositando um beijo ali e em seus ombros marcados por pintinhas que Owen contava incansavelmente uma a uma.
— Palhaço...- sorriu com a respostas e carícias do marido. Owen era tão cuidadoso e a fazia se sentir única. Ela então sentou entre as pernas do ex-marinheiro, inclinando para encostas em seu peitoral, aconchegando-se nos seus braços musculosos e protetores.
— Poderia ficar assim para o resto da vida... tudo o que preciso está comigo... — a brisa das ondas do mar refrescava o casal em meio ao calor do Caribe.
De olhos fixos no mar azul, Owen continuou abraçado a esposa, até que ele solicitou por telefone para que o mordomo trouxesse dois sucos com gelo. A medida em que o dia avançava, eles começavam a suar, e Owen ofereceu para fazer uma trança no cabelo dela.
— O que achou?
— Owen...- passou a mão nos cabelos e o olha admirada. — Não acredito que você sabe fazer trança, amor... ficou incrível. Você é cheio de surpresas Grady. — sorriu de canto. — Vou pedir para fazer essa trança todo dia. — Brinca. — Vamos para água?
— Eu faço sempre que pedir. E não vamos não, o sol está quente.
— Está bem... — sorriu de canto e saiu correndo para o mar.
Ela foi tão rápida que nem deu tempo de o marido reagir. Claire já estava longe.
— CLAIRE DEARING GRADY!!!!!! VEM AQUI!!!! — Sabendo que ela não iria lhe dar ouvidos, Owen levantou-se e foi atrás dela. — Claire...
A ruiva olhou para trás sorrindo e não parou de correr.
— Vem me pegar Grady... — entrou dentro do mar dando um mergulho.
Owen limitou-se a observa-la mergulhar, optando apenas por refrescar a cabeça e sentar na parte mais rasa. A ruiva ficou por um bom tempo dentro do mar. A água estava uma delícia, gelada. Claire amava nadar. Após aproveitar, saiu lentamente em direção ao marido. Com um andar sexy e o encarando sedutoramente. Se aproximou de Owen, ajoelhando-se a sua frente.
— Então... vai ficar aí?
— Eu? Eu não. — Owen foi o segundo a cair na água. Brincaram feito duas crianças por vários minutos sob o sol forte da ilha.
Quando Claire se distraiu, dois braços fortes e másculos a abraçaram por trás. Ele a virou de frente para ele e tirou com as duas mãos os cabelos molhados que cobriam seu rosto de porcelana, iniciando um beijo molhado e lento. Suas línguas estavam sincronizadas explorando cada canto um do outro. Estavam num lugar onde passavam o mais sincero desejo de suas carnes. Sem tentar disfarçar a sua ereção, Grady apertou cada vez mais o corpo da mulher contra o seu e a tomou delicadamente em seus braços.
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