História After You
47 Capítulo - Lua de Mel - Final
Notas iniciais
A ruiva sentiu a empolgação do marido, o que a fez sorrir de satisfação. Ela o apertou contra si e pode sentir perfeitamente sua ereção e morde o lábio inferior do amado.
— Quer ir para outro lugar? — sussurrou entre seus lábios macios.
As pequenas ondas calmas do mar passavam suavemente por eles. Não tinham pressa de nada, queriam apenas aproveitar o momento um ao outro, com muito amor. O que de fato, eles tinham de sobra.
— Queria te levar para almoçar, mas temos um pequeno problema com o Owen Júnior. Ou deveria dizer grande problema?
Claire gargalhou e o deu mais um beijo.
— Um grande problema. — sorriu de canto. — Que tal irmos para o quarto tomar um banho, resolver esse delicioso problema... e depois vamos almoçar?
Como vamos chegar no quarto sem ninguém reparar nisso aqui? — A questiona divertido.
Não sei... — sorri mordendo o lábio inferior. — O quarto não é tão longe, podemos ir abraçados. Vou andando na sua frente, o que acha? — sugere.
— Tenho uma ideia melhor. Vamos nos vestir e ir almoçar, logo ele volta ao normal. Quero te levar para o quarto só a noite...tenho uma surpresa.
— Ah é? — sorri. — Está bem, mas se doer podemos achar um lugar e resolver. Então, vamos?
— Ah, pode ter certeza, Senhora Grady. — E assim o casal saiu do mar, e se aprontaram para o almoço que já estava sendo servido.
— Colocou pouca comida, pode por mais.
— Não estou com tanta fome. — revirou os olhos. — Estou é curiosa para saber o que terei a noite... Tenho certeza que deve ser algo bom. — começa a comer lentamente, como de costume.
De boca cheia, Owen retirou um pequeno pedaço de bife do próprio prato e colocou no dela.
— Tem que ter calorias para serem queimadas essa noite, dona minha esposa.
— Não, Owen... — Tentou impedi-lo, mas foi em vão. — Vai sempre pegar no meu pé, por causa da comida? — murmurou.
— Só estou vendo você beliscando esses grãozinhos nesse prato...
— Que exagero, amor... — revirou os olhos, mas comeu o pedaço de bife. — Satisfeito, Senhor Grady?
— Bastante. — Responde finalizando o prato e esperando a boa vontade dela. Sem dúvidas, Owen Grady aprendeu a ter paciência com a convivência com Claire.
Ela o olhou de canto de olho e sorriu.
— Quer parar de me olhar assim, estou me sentindo pressionada... Se eu me engasgar a culpa é sua.
— Engasgar com esse mato aí, é brincadeira. Estou só te esperando. Mas se for muito incômodo... eu olho para aquela morena ali. — Fez um gesto com a cabeça para que ela olhasse. A mesma atendente do café da manhã, de bunda empinada para o lado do Owen, limpando uma das mesas mais próximas.
Claire olha para mulher e volta a olhar para Owen cerrando os olhos. A ruiva já não havia gostado dela, agora muito menos pelo comentário do marido.
— Fique à vontade. — Responde seca e olhando para o prato.
— Sabe que eu não troco até só olhos para você por nada nesse mundo, não sabe? Inclusive, esqueci de te contar um segredo...
— Qual? — o olha.
— Sobre nossas alianças...
O olhar de Claire muda completamente, estava curiosa.
— Sobre as alianças? — Olha para a linda jóia.
— É um tradicional anel irlandês. O anel da Claddagh. Ele é só dado como símbolo de amor ou usado como anel de casamento. Esse é o nosso caso. — Gentilmente, Owen segurou a mão dela sobre a mesa, precisamente de olhos nos pequenos símbolos. — Esse coração representa o amor. As mãos representam a amizade e a coroa a lealdade. São elementos fundamentais de extrema importância em um relacionamento.
Claire ficou boquiaberta com o que acabara de ouvir, quando viu as alianças que tinham sido escolhidas por Owen, as achou lindas e enigmáticas. E após descobrir o significado, sentiu seu coração errar várias batidas.
— Amor... — suspira procurando as palavras. — Tudo isso é verdade e tão perfeito, você é perfeito! Me surpreende a cada minuto. — sorri genuinamente. — Vou contar isso para todo mundo, eu sou esposa do homem mais amoroso, amigo e leal desse mundo. — seus olhos brilhavam de admiração e amor.
— Que bom que gostou. Na verdade, ia te contar isso na nossa primeira noite. Porém acabei me esquecendo... — A atendente caribenha esfregava o pano excessivamente em outra mesa próxima, aparentando estar de ouvidos atentos ao assunto alheio.
— Eu amei, amor... — Claire sorriu para o marido, mas sem deixar de notar a presença demorada da morena, próxima a mesa deles. Pigarrou. — Acho que já podemos ir...
— Como quiser. Que tal irmos jogarmos cartas e tomar a velha tequila mais tarde? — Owen não obteve resposta, recebeu apenas uma cara feia. Ele entendeu o recado. — Ok, vamos no SPA. — Revira os olhos se levantando logo após.
Claire levantou o acompanhando, segurou a mão do marido entrelaçando seus dedos nos dele.
— Vamos para qual? O da casa na árvore? Deve ser bem exótico.
— Sim. Mas nada de massagem corporal com creme frescurentos e etc. Vou só te levar.
— Como assim, sem massagem? — o encara sem entender.
— Eu, Claire. Vou te deixar na massagem e vou tomar tequila.
— Vai o que? — fez um biquinho e cara de coitada. — Tudo bem...- com a voz manhosa.
— Claire... para com isso. Vai querer me ver em uma água cheia de pétalas de rosas e uma moça caribenha de biquíni fazendo massagem nas minhas costas?
— Claro que não quero. Mas também não quero ficar longe do meu denguinho, nem um minuto... — ainda com a voz manhosa.
— Tudo bem. Já entendi dengosa... — Owen a levou pelo pequeno caminho na floresta feito de madeira. O local era bem exótico, com velas e incensos aromáticos, grandes esteiras para os hóspedes receberem massagem e diversas opções. Owen só conseguiu olhar para o confortável sofá e pensar na possibilidade de dormir ali mesmo.
Claire foi diretamente para o banho com pétalas para relaxar, enquanto obviamente Owen ficou estirado no sofá que havia no espaço. Após o banho, Claire foi para uma longa massagem. Já havia se passado mais de duas horas.
Uma das funcionárias aproximou-se do grande homem adormecido no sofá com um sorrisinho no rosto na intenção de acorda-lo, mas percebeu os olhares fulminantes da esposa e disfarçou. Claire se aproxima furiosa.
— ¿Puedo saber lo que está haciendo? — murmurou assustando a moça.
— Nada señora, perdón... — com a voz falha.
— ¡Perdón nada, se aleja de mi marido! — disse rispidamente fazendo a moça desaparecer em um segundo.
— Owen, acorda... — sussurrou se aproximando do ex-marinheiro.
O mesmo já havia despertado com as broncas da esposa em espanhol.
— Que foi agora?
— Nada, vamos embora. — O puxou pela mão o tirando rapidamente dali. — Essas caribenhas são bem atiradas... — comentou por alto.
— Como assim? — Responde-lhe ainda meio tonto pelo sono. — Está bastante cheirosinha... — Aproximou-se com as narinas aspirando o pescoço da ruiva. A noite já havia chegado, e com ela um frio repentino.
— Estou é?... — sorriu de canto e para na frente do amado, passando os braços pelo pescoço dele. — Já podemos voltar para nosso quarto? Me preparei para você...
— Ah é? Podemos sim. Vou pedir nosso jantar lá mesmo. — O casal atravessou o espaço entre spa e hotel, quando chegaram na porta do quarto, Owen a segurou pela cintura a guiando para dentro em meio a beijos audaciosos e carícias pelo seu corpo. A luxuosa suíte era iluminada com a luz da lua devido à parede de vidro que servia como janela e tinha uma visão perfeita do céu estrelado e de uma parte do mar. O clima ficava ainda mais romântico não só pela lua, mas pela fraca iluminação das luzes da persiana que Owen optou por deixar daquela forma. — Andei comprando umas coisas em uma loja erótica... — Sorriu a deitando no meio da cama.
— Comprou amor? — Sorriu de canto, arqueando a sobrancelha surpresa, apoiando-se nos cotovelos para vê-lo melhor. — E o que comprou? Me mostra... — Claire o olhava com intensidade e desejo, como se fizesse dias que não tem Owen junto a si.
— Vai ver só. — Owen riu sacana a deixando sozinha na cama, indo até a mala que estava no canto do quarto, logo retorna com uma sacola preta na mão. — Vamos começar com o mais relaxante... — Sentou-se nos pés da cama colocando a sacola longe dela. — Deita de bruços, ruivinha.
— O que? — riu, mas assim o fez. Owen era uma caixinha de surpresas e ela amava isso.
— Pode ficar só de calcinha por favor, senhora Grady?
— Claro, Senhor Grady! — retirou o roupão que estava do spa e a parte de cima do biquíni. — Prontinho. — sorri de canto.
Assim que a esposa se aconchegou ele tirou sua calcinha, afastou os cabelos das costas os colocando para o lado e logo um cheiro delicioso de frutas vermelhas atingiu o quarto. Algo gelado foi colocado na pele sensível das costas da ruiva que estavam em chamas e logo as duas mãos de Owen espalharam o creme por toda a extensão dela.
— Uhmmm... Owen, isso é tão bom... — sussurrou soltando alguns gemidos, com a maravilhosa sensação que as mãos do marido causavam em seu corpo. Aquilo sem dúvidas a relaxou.
Owen apenas a observava completamente relaxada com a cabeça no travesseiro, fechando os olhos, apenas sentindo o que ele fazia. As mãos dele massageavam seus ombros e depois descia com os polegares pela espinha. O creme parecia gelar a pele causando uma sensação gostosa, como um formigamento que chegava a ser até prazeroso, era difícil de explicar a sensação, mas com toda a certeza aquele não era um creme qualquer.
— Quero fazer em você também... — sussurrou ainda com os olhos fechados. Aquela sensação era algo que nunca havia sentido antes.
— Quietinha. — Owen usava os dedos para brincar com os lados dos seios dela e com toda lateral do corpo. Depois de ter dado a atenção devida ao tronco ele segue para as belas pernas da ruiva, aplicando mais um pouco do creme para massageá-la nas coxas, as apertando com força e as “arranhando” com a ponta dos dedos. Foi a mesma coisa com as panturrilhas e depois fez o mesmo trabalho na perna inteira.
A respiração da ruiva começou a se descontrolar e o coração bater mais acelerado. A intensidade dos toques de Owen junto a sensação do creme erótico, aumentou sua tensão sexual fazendo sua intimidade latejar, toda vez que as grandes mãos do ex-marinheiro se aproximavam dela. A ruiva começou a arfar e ficar um pouco agitada, com a deliciosa massagem.
Owen sabia direitinho o que estava fazendo e ela com certeza não fazia ideia de onde ele tinha aprendido a fazer essas coisas.
— Vire-se, meu amor. — Owen sussurrou a tirando do devaneio.
Ela o olhou com um lindo sorriso, enquanto virava o encarava intensamente e agora poderia ter a melhor visão. Seu marido.
Owen colocou uma boa quantidade do creme na barriga um pouco acima do umbigo e com as duas mãos o passou por todo o corpo. Ali ele não massageou, só espalhou o creme que logo fez efeito na pele dela.
— Então... meu creme está aprovado?
— Aprovadíssimo. Vou querer mais vezes... — sorriu o puxando para deitar por cima dela. — Agora precisa resolver os efeitos que causou em mim... — mordeu o lábio inferior com forma de provocação.
— Mas eu não acabei, sabia?
Owen beijou provocantemente o lábio mordido, retribuindo a forma sexy em que ela o olhava. Retomou a massagem, contornando ao redor dos seios da ruiva e depois com as mãos abertas, subiu os apertando deliciosamente.
— Isso é incrivelmente...bom... — suspirou. Enquanto o loiro a massageava, ela não tirou os olhos em nenhum momento dele o admirando. A forma que a tratava, a tocava, a amava era única. E os lindos olhos verdes esmeraldas da ruiva, tinha um brilho a mais de admiração. Em alguns momentos, arqueava a coluna com a intensidade do prazer que ele proporcionava.
O ex-marinheiro sabia que ela estava arqueando-se implorando por mais toques. Imediatamente foi concedida e Owen fez com seus polegares, brincou com os mamilos os esmagando de leve os transformando em botões ainda mais rígidos do que já estavam, contornou-os e sugou os mamilos um a um.
— Pare de se arquear, preciso continuar com minha massagem... — riu contra o vale entre seus seios. Ele levantou-se e pega mais um pouco de creme para passar nas pernas. Dessa vez, ele separou a coxa inteira ao invés de só a parte da frente, tão logo suas carícias se tornaram mais audaciosas, subindo com as mãos até na virilha afim de provocá-la.
— Owen... — gemeu baixinho, contraindo o quadril. Aquilo sem dúvidas aumentou seu tesão, a vontade era de agarra-lo logo. Mas ainda não era o momento, segurou os lençóis com as duas mãos e fechou os olhos tentando controlar o desejo e a respiração.
Provavelmente ele tinha usado o frasco inteiro aquela noite e no final de tudo, Owen sentia o corpo da ruiva tinha o mesmo peso que uma pena de tão leve e relaxada que ela estava. Owen subiu pelas pernas dela quando voltou a falar malicioso.
— Acho que já podemos usar o outro brinquedinho se não alguém vai cair no sono ou gozando... — Sorriu dobrando-lhe as pernas e as abrindo.
Ela abriu rapidamente os olhos, levantando a cabeça para olha-lo sem entender.
— O que? — sorriu o observando. — Tem outro brinquedinho?
— Adivinha, Dearing...
— Não tenho condições agora para isso... — Brinca com um sorriso de canto. — Mas eu espero que seja, você...
— Sério? Nenhum chute?
— Owen Júnior....
— Quer tanto ele assim, hm? — Subiu por cima dela já com um volume imenso.
— Quero sim... — entrelaçou as pernas em sua cintura o apertando. — Você sabe que é o brinquedo que mais gosto. Vamos brincar? — sussurrou com um tom sexy.
— Você pedindo assim, sabe que é impossível negar... — Owen tomou iniciativa do beijo já montado em cima dela tomando todo controle. Era um beijo ávido, tórrido e sensual. Ele se perdia em seus lábios e podia sentir que Claire estava mais do que excitava com ele. Adorava vê-la se excitar com um simples beijo, com um simples toque.
Enquanto se beijavam, Owen deixou as mãos percorrerem seu corpo nu e quente embaixo do dele. O beijo se intensificava a medida que Owen percorria seu corpo. Eles eram pura química e poderiam explodir a qualquer momento. O membro de Owen dava para ser sentido perfeitamente entre os meios de Claire, mesmo ele ainda estando com roupa. O que a deixava mais louca de desejo, precisava toca-lo, senti-lo. O apertou ainda mais com as pernas, fazendo leves movimentos com o quadril, para provoca-lo. O segurando pelos cabelos da nuca, tentando traze-lo para mais juntos de si. O que já era impossível.
Sem demora, Owen desabotoou seu jeans e o tirou junto com a boxer. Sorriu em meio aos lábios dela, agarrando-lhe a coxa direita se acomodando mais uma vez no meio de suas pernas. Apesar de ainda ansiar por tortura-la, assim que ele se acomodou em cima dela, Owen resolveu pegá-la de surpresa e penetrou seu membro lentamente.
Claire gemeu ao sentir tamanho prazer. Tê-lo dentro de si era uma das melhores sensações, era a junção não só de corpos, mas também de almas. Os movimentos lentos do marido, a fazia ansiar por mais e mais que até sentia arrepios. Como se sua pele estivesse queimando em brasa. Ela cravou as unhas nas costas largas do loiro em meio a abraços e carícias, enquanto sua língua explorava cada canto da doce boca de Owen, em um beijo apaixonado e ao mesmo tempo carinhoso. Owen gemeu alto entre o beijo e quando os dois já estavam completamente encaixados ele começou a se movimentar com fúria, entrando e saindo rápido dela, mas ele queria mais, a penetrou cada vez mais fundo. Claire e Owen gemiam alto e sem medo algum de serem ouvidos pelos hóspedes vizinhos e numa estocada mais funda gozaram ao mesmo tempo.
Ela sentiu o corpo inteiro pulsar, era sempre maravilhoso gozar com Owen. O abraçou com força, antes que ele pudesse sair de cima dela, e o beijou suavemente. Continuaram assim até a respiração dos dois se normalizar. O loiro acariciou o rosto de Claire e a beijou, mas dessa vez de forma mais calma e apaixonada. Ele saiu de dentro do corpo dela, mas permaneceu por cima da ruiva. Claire sorriu entre os lábios dele e sugou o lábio inferior do amado, olhando em seus olhos.
— Eu posso ficar assim para sempre... — sussurrou, o dando vários selinhos nos lábios.
— Eu também não iria achar ruim, sabia? — Respondeu deitando-se sonolento.
— Sabe que vou querer mais massagens dessa, não sabe? — diz com a voz sedutoramente, sorrindo de canto.
— Vou fazer sempre em você. Pode ter certeza. — Mordeu o ombro exposto da esposa já de olhos fechados.
— Uhmmm... — suspirou. — Vou tomar um banho e tirar esse óleo afrodisíaco... — apenas disse, sem coragem de sair dos braços dele.
— Não pode tirar o óleo, tem que ficar com ele!
— Por que?
— Eu passei com tanto carinho e você tira? — Brincou a erguendo no colo, colocando sentada na cômoda.
Ela sorriu o encarando sem saber o que dizer com tamanha fofura.
— Pode passar o creme corporal depois do banho... ficamos na praia o dia todo, fui para o spa... suamos loucamente agora... precisamos de um banho. — brinca.
— Quer tirar meu cheiro de marinheiro trabalhador do seu corpo?
— Deixa disso... — desceu da cômoda ficando em frente a ele. — Seu cheiro está impregnado na minha pele, jamais sairá.
Owen sorriu de canto a levando para o banheiro, onde fizeram amor mais uma vez com ela em cima da pia. Quando terminaram, já estava muito escuro.
O casal entrou debaixo do chuveiro e tomaram um longo banho, enquanto trocavam carícias e palavras de amor. Logo já estavam se secando e vestindo as roupas de dormir.
— Amor... Estou com fome. Vamos pedir serviço de quarto?
— Vamos jantar, depois damos uma volta na praia.
— Volta na praia? — o encarou cerrando os olhos e sorri de canto. — Não era o Senhor que estava morto de cansaço e queria dormir? — brinca.
— Eu? Eu não. Mas como quiser.... vai querer comer o que?
— Aaaaaah... — sorri e se aproxima dele o abraçando. — Claro que quero meu amor... Vamos aproveitar cada minuto da nossa lua de mel... depois que comermos, vamos. Quero salada com um frango grelhado, suco de laranja e pudim de sobremesa. — disparou.
Owen arregalou os olhos, mas não questionou. Pediu o jantar que não demorou a chegar. O casal sentou na mesinha da varanda e começaram a comer. Claire observava Owen comendo e sorriu. Ele era tão incrível, que as vezes nem ela mesma acreditava que tinha se casado com ele.
— Eu te amo!
O loiro sorriu com a declaração repentina e segurou a mão dela por cima da mesa, levou-a até os lábios.
— Eu te amo, ruiva.
Claire sorriu largamente fazendo um carinho em sua mão e voltou a comer, sem deixar de olha-lo. Ela já havia terminado e esperava o amado também terminar, para comerem juntos a sobremesa.
— Sabe amor, pensei tanto nos meus pais nesses últimos dias... — suspirou procurando palavras.
— Seus pais? O que tem? — Apertou levemente a mão delicada após terminar seu prato.
Após ele terminar, ela foi até ele se sentando em seu colo e puxando o pudim para comerem.
— Queria muito que eles estivessem no nosso casamento. Deve achar loucura, mas... — suspirou. — Eu os senti lá comigo... Eles teriam amado você! Eram as melhores pessoas que conheci. — sorri.
— Para terem criado uma mulher dessas, deveriam ter sido bem especiais. Seria uma honra, Claire. — retirou uma mecha de trás da orelha dela, observando ela devorar o pudim.
— Obrigada meu amor... — O deu um selinho e volta a comer. — Meu pai gostava de pescar... igual você. Minha mãe... — sorri. — Não gostava muito, mas sempre o acompanhava. Faziam tudo juntos, era difícil vermos eles brigados. Ela era amável e doce, ele muitas vezes ficava bravo e ela sempre o acalmava... Eles eram incríveis. — Coloca uma colher com pudim na boca dele. — Robert e Clarisse... é engraçado. Na aparência eu parecia com a mamãe, ela era ruiva. E Karen com o papai, mas no gênio... era o oposto. Eu era igual a ele...
O loiro, incrédulo ouvia a história toda. Ela nunca falava dos pais assim. Mas ele no fundo ficou feliz. E enquanto mastigava o pudim, se deu conta de que Claire Dearing havia superado aquela perda. Ele não pode deixar de estar satisfeito.
— Eu e o senhor Dearing seriamos melhores amigos, olha só...
— Seriam sim... mamãe ia te mimar, fazer de tudo para você se sentir bem com eles. — respira fundo ficando pensativa, o sorriso permanecia em seus lábios enquanto ela encara Owen intensamente. Há algum tempo atrás, Claire jamais conseguiria falar dos pais sem cair aos prantos. E hoje ela percebeu que por mais que a dor fosse profunda, Owen a fez superar e amenizar todo o sofrimento. — Acho que foram eles que te colocaram na minha vida... sabiam o quanto você é especial e me faria imensamente feliz. — sorri dando um longo suspiro.
— Você acha que iam aprovar nosso namoro, noivado, casamento? — O marinheiro a abraça carinhosamente. — Esse pobre behaviorista de animais... com a filha metidinha deles. — Brincou, a apertando mais.
Ela sorriu e começou a acariciar sua barba.
— Claro que sim... Você é um homem bom, tem caráter, é incrível! Eles davam muito valor a isso, o que eles queriam era a minha felicidade e você é tudo para mim, o amor da minha vida! Isso já bastaria para os dois... Eles devem estar felizes lá de cima.
— Tomara que sim. Todos essas qualidades a senhora também tem, e muitas outras. Vamos para cama?
— Nãooo... — O deu um selinho. — Vamos para praia! Ainda é oito horas amor...
— Tá bem. Mas só porque está pedindo...
— Ótimo... — sorriu o dando mais um selinho. Ela levantou do seu colo e foi colocar uma roupa adequada. Logo o casal já estavam prontos para o passeio a luz da lua.
*
Bem no centro daquele céu estrelado brilhava uma lua misticamente bela. Derramava seu clarão sobre as estrelas, ofuscando-as e mostrando quem reinava ali. Abaixo dela, um mar que dormia pacificamente, sendo incomodado apenas pelas risadas e mergulhos de um único casal que ainda brincava em suas águas. Um homem radiante erguendo em seus braços uma bela e formosa mulher de cabelos ruivos. A sereia e seu marinheiro. Ela corria pelas ondas, rindo alto enquanto tentava fugir dos abraços e amassos do homem. Quando ele a alcançava, caíam os dois dentro da água, rolavam pela areia entre beijos apaixonados, risadas e carícias. Às vezes a praia ficava silenciosa. As risadas cessavam e davam lugar a sussurros e estalos. Palavras de amor seguidas por mais beijos. Duas pessoas e um único sentimento. Claire e Owen. Amor.
Claire estava estendida na areia com o corpo de Owen praticamente sobre o seu. Ela acariciava seus cabelos enquanto ele deslizava os dedos sobre seus lábios, numa brincadeira terna e quase inocente.
— Acho que já está tarde, marinheiro! É melhor a gente ir para o hotel...
— Ah, mas já? — Esboçou uma cara triste de puro fingimento.
— Estamos aqui desde oito, já são mais de onze da noite! ... Eu estou com soninho...
— Com sono? Eu sou uma companhia tão entediante assim?
Claire tocou os lábios do marido.
— Claro que não, seu bobo. Mas passei o dia todo aqui, estou louca para tirar esse sal do corpo e deitar num lugar que não tenha areia.
— Ok... Vamos deitar em um colchão de verdade... Vem! – Levanta-se e ajuda Claire a se levantar. Abraça sua cintura e eles caminham de volta para o hotel, que ficava muito perto dali.
*
Já trancados no quarto, os beijos e carícias continuaram.
Em alguns minutos já estavam na cama, beijando-se lentamente. As mãos deslizavam pelos corpos, existia desejo, mas não pressa. Não estavam ali para fazer sexo, estavam ali para demonstrar amor, não importava como. E com a ruiva recostada em seu peito, Owen cantou-lhe no ouvido, enquanto acariciava seu cabelo.
"In the blink of an eye.
Just a whisper of smoke.
You could lose everything.
The truth is you never know.
So I'll kiss you longer baby.
Any chance that I get.
I'll make the most of the minutes.
And love with no regrets.
Let's take our time to say what we want
Here's what we got before it's all gone
'Cause no, we're not promised tomorrow."
Claire fita-o transbordando de amor e acaricia seu rosto, dando-lhe um beijo próximo aos lábios.
—Não me deixe perder você...
— Não deixarei... nunca.
— Acha que será capaz de me amar do jeito que eu sou? Com minha metade boa e minha metade ruim?
Owen esboça um leve sorriso e move a cabeça, olhando-a nos olhos.
— Eu já te amo do jeito que você é. Com todas as metades boas e ruins que possa ter... Porque acha que nos casamos? – Claire sorri – e você?
— Eu? Eu estava te esperando há muito tempo... enfim você chegou, meu amor.
Owen a apertou contra si e ela fechou os olhos.
— Hmmm... isso é bom.
— Você é importante demais para mim. — Claire fitou-o com um leve sorriso e esperou que continuasse. — Esta noite, só quero ficar assim. Com você nos meus braços, sentindo o perfume da sua pele e sonhando com a noite maravilhosa que tivemos na praia. Quero apenas estar perto de você.
— Mas hoje eu também não quero nada mais do que isso. Ficar aqui nos seus braços. É o suficiente.
— Então dorme... dorme que eu vou cuidar de você minha ruivinha.
Claire se aconchega mais nos braços dele e fecha os olhos.
— Boa noite, marinheiro.
Owen beija sua testa e fecha os olhos também.
— Boa noite, meu amor.
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