Hisako, the school of death

4 Capítulo 4: Sistema de informação MxM


Notas iniciais
Olá! Uuh ainda lembro quando eu colocava nas notas: "estudandofazendo trabalho", agora que eu formei, estou aqui "tédiosono" uhauhauhauauaha. Enjoy s2.

–---------------- + -------------------- Mello

*Flash Back on*.

É o meu primeiro dia nessa escola imunda, isto aqui está cheio de “ratos” e eu odeio isso. Meu nome é Mihael e até 10 minutos atrás morava com meus pais na capital, agora estou aqui nesse quartinho – parece mais gaiola – e como se já não fosse ruim o suficiente, ainda tenho que dividi-lo! Pelo menos é com o meu “melhor amigo”. ‘A vá que Mihael Keehl ia aceitar outra pessoa.

Meus pais são ausentes, por isso acabei me apegando a minha ama – senhora Miyako – mas até ela concordou em me mandar para esse internato estúpido e tudo o que me restou foi obedecer.

Já deu pra reparar que eu falo tudo na lata mesmo, né? Pois é não sou bom em ficar enrolando.

– Mello... Mello acorde! Estamos atrasados para a primeira aula _um alguém tentava puxar meu cobertor.

– Eu não vou Miya... não! _puxei a coberta para mais perto do meu rosto e virei de lado, sabia que era o Matt, mas adoro brincar com ele.

– Mihael! Vamos levar outra bronca do professor Nagase... acorde por favor!!

– Não quero _mandei um dedo do meio para ele e abri um sorriso.

– ...aaah, vamos lá! Ainda ‘da tempo se você se apressar.

Mail Jeevas, meu empregado... que merda, meu único empregado particular era um menino da minha idade, com medo do escuro e viciado em games – vida de merda. Ele não sai do meu lado, ordens do meu pai e logo se eu não vou para as aulas, ele também não vai. Simples como 2+2.

Eu sou alguém na vida, Matt não e ao contrário de mim ele quer estudar para ter um futuro... coitadinho e eu adoro me aproveitar disto.

– Eu... vou sozinho... sozinho! _repetiu agora num tom de voz mais alto, perguntem se gostei.

– MATT!! _fui mais rápido e segurei seu pulso sem me importar se estava o machucando _você não pode sair do meu lado, é uma ordem.

– Eu quero... _ele encontrou meus olhos, estava realmente furioso e foi o suficiente para fazê-lo abaixar a cabeça _... sim Mello, como quiser.

– Muito bem, agora senta ai _puxei o cobertor para que ele pudesse sentar ao meu lado e Matt obedeceu _escuta, estudar é chato.

– ...mas quero ter um futuro _respondeu com receio ainda sem me encarar.

– Você é meu e eu cuido do que é meu _baguncei os cabelos ruivos dele que estavam penteados até então _eu sou seu futuro _frisei o “eu”.

– Sim Mello.

– Bom cãozinho, agora deita aqui comigo _puxei o ruivinho pela cintura – e que cintura! – ele não gostava de dormir comigo, vocês já sabem né... não sou um cara decente.

Comecei a lamber o pescoço do Matt até ele dar uma relaxada, depois mordi para deixar roxo e comecei a desabotoar sua camisa de linho branco, logo ganhei um gemido – safado, sei que no fundo ele gosta daquilo tudo. Relação entre empregado e patrão, um elo sexual.

Já tinha se passado duas semanas e eu ainda não tinha ido a quase nenhuma aula, depois de ser chamado pelo diretor pela segunda vez decidi dar as caras naquela merda. Eu não estava interessado em conversar com ninguém, nem prestar atenção, muito menos olhar para a cara daquele velho porco imundo, então me concentrei em dormir todo o período. Isso exige muita concentração!

Assim que as provas começaram, todos me deixaram em paz já que consegui bater todas as notas dos outros alunos – há, o galã aqui é um gênio – calei a boca de todo mundo e como eu não tinha uma boa fama – leia-se violento – os invejosos não tiveram coragem de praticar nenhum tipo de bulling. Foi assim até o começo do segundo semestre quando ELE entrou no meu território.

No começo das provas fui até o quadro de notas que ficava no corredor de cada andar para ver meu lindo nome lá no topo, foi então que senti borboletas, ou melhor, mariposas gigantes no meu estomago, alguém tinha passado na minha frente.

– Ei loira, alguém passou na ‘tua frente _um veterano desconhecido estava rindo olhando para as notas no quadro.

– O QUE? _me chamar de “loira” me deixava puto, mas na hora eu estava mais preocupado com outra coisa _ sai! _empurrei o ruivo para o lado e dei uma olhada no quadro _ Nate River.... CREDO isso é nome de gente para começar?! Nerd do caralho! Alias, ele nem deve saber o que é CARALHO pra começar!!

– O que aconteceu Mello?

– Olha isso Matt! Essa tal de NATA passou na minha frente! _meu rosto estava vermelho de tanto desferir palavrões – aqui não citados por justa causa.

– ...esse tal de Nate _me corrigiu na maior calma do mundo.

– Por que ele não vai dar o CU ein?! _soquei o quadro de vidro que rachou.

– Pare com isso Mello, o diretor vai nos dar suspensão! _Matt segurou meu pulso e acabei cedendo, saímos de lá antes que começasse alguma confusão.

Fomos parar no bosque que havia na parte de trás do dormitório, um lugar raramente frequentado pelos alunos e meu centro de paz quando preciso de um descanso da “humanidade”.

– Está mais calmo?

– POR QUE EU ESTARIA?! _respondi dando um belo berro, mas na mesma hora me arrependi ao ver o rosto assustado de Matt _... relaxa, vou superar ele fácil.

– Seu nome é Nate River, está na sala 2A e entrou este semestre.

– Tsc é a mesma turma avançada que a gente...[mesmo no fundamental, os alunos eram separados por nota. A turma 1A era a mais avançada, a turma 2A era igual, mas para os alunos que entraram no meio do ano]_ ei Matt como sabe disso? _de repente me toquei que ELE sabia e EU não – como assim minha gente?!

– Enquanto você dorme, tento ser útil pegando informações de outras pessoas... sabe, para um caso como esse _tentou se explicar.

– ... faz isso com os computadores? _arqueei uma das sobrancelhas, esqueci totalmente do tal Nata.

– Sim, uso a rede de inteligência do Hisako _colocou seus goggles e sorriu _sou um racker e tanto, não acha?

– É... _me surpreendi, não é que ele serve mesmo pra alguma coisa?! _mas ainda sim você ainda se parece mais com um gamer.

– Mello!! _disse com a voz chorosa, não aguentei e comecei a rir.

E foi assim que resolvemos começar a “fuçar” na vida alheia, logo eu arrumei um objetivo: dinheiro fácil. Com o sistema de informações, fomos crescendo cada vez mais até os professores e outros funcionários cederem a nós. Bom, jamais deixaria que alguém nos expulsasse daqui, minha família praticamente financia a escola – não sei muito bem a razão – então sou como o patrão, sacou? Decidi deixar isso em segredo, apesar de que eu ia adorar mandar e desmandar em todos, repito, TODOS, mas optei por não sair contando minha relação com os superiores. Seria um saco aguentar funcionários e alunos no meu pé.

– Matt _ele desviou a atenção de seu psp por um segundo levantando o rosto.

– Se der certo, compro um jogo novo pra você... e um maço de cigarros do Japão.

O ruivo abriu aqueles sorrisos infantis, daqueles bem enormes. Ele sabe que é uma promessa falsa, mas continua sorrindo daquela forma e eu continuo as fazendo; vai saber o motivo disso.

*Flash Back off*

–-------------- + ------------- + --------------------- L

Depois daqueles pequenos acontecimentos – que foram grandes para mim – não aconteceu mais nada. Todos os dias aulas, estudo, almoço e jantar; até o Matt tinha dado uma acalmada e quase não falava comigo mais.

Como qualquer ser humano normal – eu sou normal! – cansei e então resolvi dar uma volta pelo campus depois das aulas. Passei pela quadra de esportes e avistei os meus hum... conhecidos jogando basebol.

Matt e Mello estavam usando roupas bem diferentes das usuais. O loiro mantinha seus cabelos presos, uma regata branca e um shorts preto, o ruivo por sua vez escondia parte de seus cabelos sob um boné dos Giants, uma camisa do time e um shorts igual ao do amigo.

– Oi! _tentei chamar a atenção deles, Mello olhou pra mim, disse alguma coisa para o Matt que então veio correndo em minha direção.

– Lawli! Como você está? Nunca te vi por aqui, quer jogar catch Ball com a gente?

– Catch... ball?_olhei para ele sem entender, nunca ouvi falar de tal esporte.

– É, estamos só matando o tempo... ele joga a bola pra mim e eu pego! _mostrou sua luva, própria do basebol.

– Ah... não obrigado _tentei um sorriso e dei uma tchau com a mão _até o jantar.

– Até mais! Hum... _pensou por um segundo _carne assada hoje! _me deixou em dia com o cardápio como de costume e voltou correndo para perto de Mello.

Sai da quadra e fui até o outro lado onde fica a piscina, o calor é tanto que tive vontade – leia-se necessidade – de colocar os pés na água. Tirei os sapatos e comecei a caminhar descalço sobre o piso quente até me decidir em qual lado sentar.

– Ei, assim vai acabar com bolhas!_ alguns respingos de água acertaram meu rosto.

– Ah sim... Light _fitei o homem sem real interesse.

Yagami Light estava nadando um pouco mais a frente, não pude deixar de notar seu corpo bem definido, a pele clara e os cabelos sedosos brilhando sob o sol daquele final de tarde. Exatamente como seu nome propunha, a lua majestosa diante tanta escuridão naquele internato horrível; e eu fazia parte da noite sombria obviamente.

– Por que não entra um pouco na água? Está muito quente _veio até a borda.

– Não tenho roupas de banho_ não deixava de ser uma verdade, mas é somente uma meia verdade, visto que a timidez pela primeira vez tomou conta de mim.

– Eu te empresto alguma!

– Ah não, estou bem assim... quem sabe um outro dia _dei alguns passos para trás errando no modo de agir, odeio fugir, mas aquela figura me impedia de agir com frieza.

– Tudo bem, senta ai e coloca seus pés na água... faz tempo que eu quero conversar com você.

– ... ah sim _fiz o que ele pediu _o que gostaria?

– Como está indo aqui no Hisako? _ sentou do meu lado com cuidado para não me molhar.

– Tudo bem, estou tendo um bom ano aqui _respondi com toda a sinceridade.

– Entendo... você é uma pessoa inteligente, gostaria de saber se não quer aproveitar... e entrar por essa primeira porta que vou abrir agora _fez uma pausa, como se medisse as palavras _meu pai trabalha na policia japonesa e eu cuido de algumas coisas para ele daqui da Inglaterra, estaria interessado em trabalhar comigo?

– ...detetive? _senti uma onda de calor me invadir _seria de muito bom grado.

– Entendo! _riu, eu queria saber o que é tão engraçado, será que ele me pregou uma peça? _parece que é algo que gostaria muito de fazer.

– Sim _continuei a responder com o mesmo tom de voz apesar da ansiedade crescente.

– Então por que não abre um sorriso? Achei engraçado isso em você, me desculpe por rir assim _desviou o olhar para o nada.

– Ah... era só isso, acho que o meu senso de humor não foi desenvolvido totalmente ainda. No lugar onde morei até então, o contato social foi bem restrito.

– Lawliet! _espirrou água em meu rosto, levei um susto por estar um pouco distraído, esse garoto me faz parecer uma criança assustada, irritadiço _então venha trabalhar comigo!

– Hum, alguma condição?

– Só aquela que você já deve saber _seus olhos tomaram um brilho assustador.

– Trabalhar em segredo _primeira dedução fácil da conversa.

– Sabia que ia gostar de você, por hora vamos focar no Hisako, temos aqui parte de uma investigação.

– ...sobre a fundação ou as pessoas que residem aqui?

– He... a fundação, o terreno foi ligado a praticas ilegais de medicina.

– Medicina... _me lembrei das serpentes desenhadas nos vidros do dormitório, brasão de medicina, agora tudo faz sentido.

– Sim e outra coisa... ah bom, tudo bem acho que por hora só isso é o suficiente.

– Entendo, já tive uma noção do que se trata o Hisako _minha mente começou a funcionar a mil, senti falta de um misero cubo de açúcar que fosse.

– Se acalme, volto a falar com você mais tarde... não deixe de ir bem nas provas _foi um conselho amigável, admito.

– Eu sei.

– Até mais... L _sibilou o apelido na minha orelha, novamente senti aquele cala frio.

Depois desse encontro, não vi Light por cerca de uma semana ele apenas mandava um email ou outro pedindo que eu pesquisasse coisas da fundação em sites normais – quanta ousadia, eu já tinha raqueado até o banco de dados do governo para saber mais – mas deixei que ele tomasse frente das investigações como queria.

Hisako estava realmente ligado a pratica ilegal de experimentos com seres humanos, mas isso somente aconteceu quando ainda estávamos na segunda guerra mundial. O líder era um Alemão conhecido apenas como Waldrich, muitos acreditam que ele era um fugitivo e teve seu sobrenome “perdido”, todos os registros foram apagados na própria Alemanha.

Quando estourou a segunda guerra, Waldrich se infiltrou na Inglaterra e por meio de alguma estratégia ele conseguiu um vasto terreno, protegido da guerra – que hoje é o Hisako – e começou com experiências. O cientista provavelmente traiu seu país de origem e se aliou a alguma facção Inglesa, mas a veracidade esse dado é desconhecido.

– Interessante... muitas coisas ainda estão por vir, qual o objetivo de Light com tudo isso? Por que a policia japonesa está envolvida nisso?...

Foi ai que caiu a ficha, Matt e Mello poderiam até saber de alguma coisa, mas estou com Light sob a condição de sigilo, então foi esse o meio dele de deixar essa investigação longe dos amigos, afinal eles são a inteligência do Hisako, mas por que? Parece que não é apenas uma curiosidade afinal.

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Notas finais
Ty o/