Hisako, the school of death
5 Capítulo 5: Dança das flores
Notas iniciais
–-------------- + -------------------------- + ------------ L
Primavera, as flores de Sakura caem uma a uma dançando no céu límpido. Quantos espetáculos como esse ignoramos durante a vida? Peguei uma pétala ainda no ar, era tão delicada que ao menor toque já rasgara. Frágil, como a vida se um ser humano...
Dos vários jardins que havia no terreno, um deles chamou a minha atenção. Cerca de quatro pés de cerejeira japonesa estavam plantados lá, apesar do belo período de floração, não havia bancos de cimento como nos outros lugares, a grama era um pouco mais alta do que a da entrada e o caminho de pedras azuis que se estendia por todo o campus não chegava até o local. Fico pensando o porque de um lugar tão bonito assim estar abandonado... ou melhor, menos cuidado do que os outros.
– L! _alguém chamou a minha atenção ao longe _L! O que faz no jardim dos pesares?! Sai daí!!
– ...pesares? _dei um sinal para Matt vir até onde eu estava _do que está falando?
– Bom... dizem que aqui é mal assombrado _o ruivo sentou ao meu lado _mas enfim, você vai estar ocupado mais tarde?
– Mais tarde quando?
– Eeh você gosta desse livro?! _puxou o “pequeno príncipe” que eu tentei esconder atrás de mim _Mello tentou ler uma vez, mas acabou jogando fora... ele é um idiota.
– Ah sim... _fiquei um pouco sem jeito, não soube exatamente o que dizer eu ainda não estou acostumado com o jeito espontâneo dele.
– Mas então, mais tarde tipo agora _tirou seu celular do bolso e mandou um sms – como um alguém digita tão rápido naquele mini (mini ini ini!) teclado? _Mello e eu vamos abrir uma garrafa de vodka.
– Não obrig...
– SABIA QUE VOCÊ IA ACEITAR! _bagunçou meu cabelo todo _vai ser divertido, por favor!
– ...
– Porra Matt!! _agora era um Mello que não me deixava escapatória _vamos beber logo essa bagaça! E ai Lawliet?! _apesar de estar a menos de 3 metros da gente, ele gritava em plenos pulmões. E como são fortes seus pulmões.
– Ah a gente bebeu algumas cervejas, mas não fique triste Lawli _me deu um tapinha no ombro.
– Realmente tenho que ir _me levantei, mas fui puxado por Matt novamente _fica! Por favor.
– Ow senta ai panda, vamos beber uns bons drinks _Mello chegou até nós e sentou em frente ao Matt.
Não consegui – ou talvez eu não quisesse mesmo – sair de perto dos dois, fiquei ali os ouvindo contarem sobre os alunos no Hisako, suas desventuras e as brigas com o diretor. Nunca cheguei perto de pessoas assim, o padrão considerado normal para a sociedade, é claro que de certa forma nunca tive interesse algum em ser um modelo de pessoa, mas a experiência de encontrar pessoas assim pode me fazer amadurecer mais. Preciso de contato social para como falar com elas, entender o que é o sentimento de preocupação, alegria, raiva, tristeza... mesmo que eu não aplique isso para a minha vida, outros não pensam assim. Vítimas e bandidos não são o L.
– Vamos batizar você então! _Mello me passou a garrafa de vodka já pela metade _de uns goles bem grandes!!
– ... _só o cheiro já me fez arrepender amargamente de não ter saído dali.
– Vai Lawli! É quase tão bom quanto games e chocolates!
– Matt passa esse energético ai, vodka com energético vai ser melhor pra um mirim _e misturou os 40% de álcool com aquele liquido amarelo suspeito. Lindo.
Dei uma bebericada, duas, três e o doce da bebida me fez virar o copo todo – interessante, pode chegar a ser meu novo vicio quem sabe. Depois de algum tempo eu estava tonto e sorrindo, por que caralhos estou sorrindo? Por que diabos estou pensando palavrões?... ih! Imagina o que eu devo estar falando então...
Ew...
–------------ + ----------------------- + ---------- Mello
– Mais um nerd que vamos tirar da linha?! _Matt deu risada com o meu comentário, Lawliet estava rindo sozinho e parecia falar com ele mesmo e eu? ‘Dahora estou sóbrio – ow! Andar com um bando de mirins não é fácil.
Antes de vir pra cá tive uma vida de rei – ok, ainda tenho na medida do possível – saia todas as noites com inúmeros caras, baladas, carros importados – mesmo não tendo idade pra isso – dinheiro né, o mundo é um lixo corrupto. Minha família é dona de muita coisa, herança de um passado que nem mesmo eu sei, pode até ter sido algo ilegal, mas e daí? Foda-se.
Meus pais querendo ou não tinham que tomar conta de uma criança prodígio (diga-se de passagem, hehe) e como o Matt já estava em minhas mãos, eles resolveram nos trancar nesse colégio imbecil. Só tem nerds aqui e adoro estragar a vida de todos, ofereço maconha, bebida, transo com todas as meninas e o mais importante, estou pouco me fodendo para o que os outros pensam. Ninguém é capaz de me entender mesmo, até o Matt tem repulsa por mim.
Digamos que, de uma forma bem simples, não suporto hipocrisia. Logo, faço o que sinto vontade mesmo. E depois, o Mello delicia aqui pode.
– Ei L, de onde você veio? _tentei tirá-lo de seu conflito interno
– Hum... de um orfanato a algumas horas daqui _seu sorriso bobo desapareceu.
– Entendo, tenho pais ausentes e ele foi doado _apontei para um Matt agora adormecido no meu colo.
– Adotado... órfão! _chegou a sua brilhante conclusão.
– Não, eu disse doado mesmo! Ele tem pais... mas trabalha pra mim, é minha propriedade _abri um sorriso maldoso.
– Isso é ilegal.
– Nada no mundo é ilegal quando se é um Keehl... _ele me olhou com ameaça, será que vou ter mesmo que comer essa bunda magrela ele pra ficar bonzinho? _ei, ei... o Matt está crescendo bem, não está bom assim?
– Ele parece feliz, você é feliz?
Se eu sou o que? Ah, olhem para a minha vida! Tsc,tsc...
– Tem uma coisa que eu preciso te dizer, mesmo que esteja meio groge... o Matt gostou muito de você, só por isso está aqui com a gente agora, então faça o favor de tratá-lo melhor. Entendeu cara de panda?!
– Eu não entendo os sentimentos das pessoas ainda... as vezes eu preciso ler algum livro para isso, mas vou tentar sorrir mais _e abriu outro sorriso bobo.
– Tsc, que azar... _pegou Matt no colo _vamos para os nossos quartos antes que apareça alguém.
– ... _concordou com um gesto e tentou se levantar indo quase de cara com a árvore, ótimo agora tenho que carregar um em coma e ajudar o outro a não bater com a cara por ai – estou muito mudado.
–-------------- + -------------------- + -------------- L
Acordei no meu quarto algum tempo depois e... e o que mesmo?– nota mental: uma das consequências do álcool, principalmente vodka, é a amnésia.
Olhei no relógio que ficava na minha escrivaninha, perdi o jantar justo hoje que não almocei direito. Tomei um banho demorado, minha cabeça está começando a doer, talvez dar uma volta ao ar livre me faça bem.
Coloquei uma bermuda – leia-se calça jeans velha cortada na altura do joelho – e uma camiseta habitual, sai descalço para o corredor, irei até a varanda do térreo para tomar um ar fresco.
O vento forte bagunçou meu cabelo, pesadas nuvens de chuva estavam se formando ao longe, logo tive a nostalgia dos sinos... fiquei perdido em pensamentos por alguns segundos até que alguém me chamou.
– Então você está ai _ a voz grave de Light me assustou.
– Light-kun!
– Aceita um pedaço de bolo? _ele estendeu um generoso pedaço de bolo de amora que aceitei de prontidão.
– Obrigado, estava me procurando?
– Sim, passei no seu quarto agora pouco... está tudo bem? _sentou ao meu lado.
– Perfeitamente... _dei a primeira garfada com prazer.
– Tenho um pedido para te fazer.
– ... _então o bolo era um agrado?
– Como parte das investigações, preciso saber sobre o poder dos Keehl.
– Keehl... _aquele sobrenome... Mello, por que ele quer saber sobre a família dele? _ por que não fez isso ainda? Tenho certeza que tem capacidade para tal.
– A família dele tem muito poder, eles controlam toda a rede de informação se é que me entende... talvez o próprio Mihael não tenha noção de onde vem tanto dinheiro e influencia, mas qualquer coisa que ele disser irá ajudar.
– Tsc, se aproveitar dos outros não faz o meu estilo.
– A policia depende disso ás vezes, achei que sua ambição era ser um bom detetive.
– ...polícia é? _murmurei.
– Oi? Não entendi o que disse.
– Não é nada, farei o possível _terminei o bolo de uma vez e sai deixando Light sozinho.
Eu definitivamente preciso pensar sobre isso agora!
A curiosidade me levou a pesquisar sobre a família Keehl, não encontrei muita coisa assim como Light disse – interessante – mas agora minha duvida é outra: quem é Yagami Light? Bom isso não faz parte do nosso acordo, então irei pedir informações ao Matt. Fechei meu computador e sai para o corredor, assim que abri a porta quase acertei alguém.
– Me desculpe! Ah... Near, Mello.
– Olá _me responderam em conjunto.
– Eu estava indo... _meus olhos encontraram algo que não fez sentido na hora, eles estavam de mãos dadas e sem pensar duas vezes, acabei perguntando _Ah... espera então você e Matt não são um casal?
– Nunca fomos! _se apressou em responder _é que...
– Brigamos _o baixinho respondeu no lugar de Mello.
– É... ficamos uns 2 meses sem nos falarmos, mas agora está tudo bem.
– Entendo... Matt está no quarto? Preciso de uma informação _de repente me lembrei do assunto que tanto me preocupava.
– Vai lá, acho que ‘tá sim.
– Temos que ir, bons estudos _Near nos cortou e puxou o loiro consigo. Meu cérebro ficou sem rumo por um segundo, Near na verdade tem a idade do Mello, apesar de ser um professor do ensino médio; não posso me esquecer de detalhes assim.
– Até mais _me despedi deles ainda descrente com essa nova informação; o loiro estava até mais gentil.
Esse mundo não é mesmo uma mentira?!
Subi as escadas lentamente, meus pensamentos foram tomados por Light novamente... aquele sorriso sinistro, o pedido repentino, algo não estava certo. Comecei a ficar ansioso a medida que me aproximava do quarto, bati na porta com força.
– Sim? _o ruivo abriu a porta sem delongas _Entre Lawli _abriu um sorriso tímido, algo estava errado, de novo!
– ...acho que não cheguei em boa hora.
– Tudo bem, este é o meu dever... _ao dizer tais palavras, engoliu seco _ precisa de que informação?
– Yagami Light, seu passado antes de entrar no Hisako.
– Ah... nós ainda não temos isso, eu sinto... muito... _sua expressão se tornou fúnebre, tentou esconder o rosto com os goggles e se desculpou.
– Eu já estou sabendo... Matt, então me de outra informação: O laço de Mello e Near.
–-------------- + ------------------ + ------- Mello
*Flash Back on*
Em geral eu pego o Matt, quase todas as noites a gente se diverte na cama – se é que me entendem – quando enjoo eu parto para algumas meninas do nosso dormitório, não me condenem, sou popular com as mulheres, elas parecem gostar muito do tipo “bad boy”.
Como nunca liguei para o fato do Matt estar livre para pegar outr(o)s não me sento mal em sair por ai puteando, na real mesmo que ele se importasse acho que eu não ia estar nem ai.
Foi nessas muitas noitadas que acabei conhecendo o tal do Nate – mais conhecido como Near – e apesar da minha rivalidade, ele se mostrou um cara legal para conversar, foi a primeira pessoa que conheci que conseguia acompanhar meu raciocínio lógico. Nós passávamos muito tempo juntos, cheguei a dormir vários dias no seu dormitório no qual ele não divide com ninguém.
Near é um cara calmo, gosta de sorrir quando esta comigo, não diz coisas inúteis e nem reclama da vida como a maioria dos estudantes ali; e indo assim de mansinho nós acabamos nos aproximando o suficiente para os sentimentos evoluírem, até que quando percebi, estávamos namorando – namorando! Parei de sair comendo todo mundo, aleluia irmão! Como eu sempre digo, esse mundo é insano.
Começamos a trabalhar os três – Matt, Near e eu – na rede de informações, foi a época que mais ganhamos dinheiro. Com a influencia de Near como professor e seu QI surpreendente, nós dominamos de vez todo o Hisako... foi também a época mais feliz da minha vida, até aquele momento é claro.
– ... Mello, consegui entrar no sistema de cadastro dos alunos novamente, parece que a nova chave deles é algo falho... _Matt anunciou sem muita animação de sua cama, seguido por um longo bocejo.
– Que bom... _eu estava sonolento, tinha me aconchegado nos braços de Near e ele fazia carinho do meu cabelo _mais tarde a gente monta as fichas que pediram.
– Sim _concordou e se voltou para seu game boy ficando de costas para nós.
– Mel... _senti um arrepio quando Near chegou perto do meu ouvido, sua mão abandonou meu cabelo e percorreu todo o meu peito _não durma ainda...
– Sa-fa-do _disse apenas mexendo os lábios para que Matt não escutasse, alcancei seus lábios em seguida.
Começamos com as safadezas ali mesmo do lado do Matt, quando vi que ele ainda estava acordado resolvi parar, Near fez uma cara de quem não gostou.
...adolescentes.
– Que saco... _se virou para o lado ficando de costas pra mim.
– Vamos jantar, vem amor _baguncei seus cabelos e o puxei para fora do quarto, saímos de mãos dadas _Matt VEM LOGO! _gritei para ele quando vi que o ruivo não nos seguia.
– ... estou sem fome! _respondeu de volta.
– Vou trazer um pedaço de bolo pra você então!
–----------- + ---------------- + ------------- Matt
Mello... todos os dias você, sorrindo ou gritando era sempre você e agora... bom, você cresceu afinal eu já sabia que isso ia acabar acontecendo.
Senti uma lágrima escorrer, depois mais outra e outra, meu coração começou a bater rápido quando ele fechou a porta do quarto e saiu de mãos dadas com o namorado – o namorado que deveria ser Mail Jeevas.
Eu sempre achava que vê-lo indo pra cama com os outros meninos e meninas era demasiado ruim, mas vê-lo sorrindo para um alguém que ele ama de verdade é ainda pior... sinto meu coração falhar a cada vez que ele fala o nome do Near, tudo que sobrou foi apenas um grande vazio.
Estou errado em chorar? Mesmo assim eu não posso cair, é o meu destino servir um Keehl pelo resto de minha vida independente do que aconteça... um Jeevas não pode ter sentimentos. Essa é a vida que foi dada a mim.
Reuni todas as minhas forças para não continuar chorando e fechei os olhos, logo cai no sono – por que na real, essa é a minha habilidade top, dormir em qualquer situação. E dormir pra sempre!
Era quase 4 da manhã, por causa de um pesadelo acabei despertando, virei para o lado para continuar a noite de sono e foi ai que eu vi... ou melhor ouvi Mello e Near transando – legal, ser um empregado do Mello equivale a ser um cachorro ou até menos que isso – ouvir Mello gemendo, imaginar quantas noites nós já passamos juntos e quantas loucuras fizemos me fez ficar excitado... que vergonha, ficar animado por ele enquanto está transando com OUTRO do meu lado... Matt você tem mais orgulho do que isso, por favor.
Coloquei meus fones de ouvido e aumentei o volume no máximo, não consegui dormir por um longo tempo, fiquei observando o dia clarear lentamente... mas pelo menos não ouvia mais nada.
Mesmo assim esse sentimento de amargura e tristeza me torturou durante horas, horas que realmente pareceram horas. Nunca odiei tanto um nascer do sol.
– Ei Matt, estou indo pra aula _senti Mello me cutucar, foi então que eu percebi que o meu pm3 tinha acabado a bateria _você vai ou não?
– Hum... uhum _respondi ainda sonolento, provavelmente tinha pegado no sono não fazia muito tempo.
– Então anda logo, estou te esperando.
Levantei apressado e tomei um banho, para o meu desgosto havia a toalha de Near lá também, senti uma pontada de ciúmes absurda – filho da puta – o xinguei com todas as letras. Passamos o resto do dia juntos, eu quase não disse uma palavra e Mello pareceu não se importar com isso também.
E foi assim que o Hisako se transformou no meu maior pesadelo.
No final do semestre, depois de meio ano juntos aconteceu um episódio que eu achei que mudaria as coisas. Tínhamos ganhado uma garrafa de Tekila de um dos alunos – como pagamento pelas informações – e então resolvemos abri-la. Eu ainda estava chateado com a situação e inventei estar passando mal para ficar longe deles, me dirigi até a enfermaria... eu ia ser a pessoal mais legal do universo e deixaria o casal sozinho como eles queriam. Fala sério, mereço ir para o jardim do Éden.
De madrugada eu ainda não queria dormir, fiquei me alimentando do vicio dos games até altas horas. De repente alguém abriu a porta do quarto.
– Matt... MATT!
– Mello, o que está fazendo aqui?! _me assustei ao ver o loiro caindo de bêbado no meu quarto.
– Pf... aquele rato me deixou só na vontade e dormiu! _esbravejou _filho de uma puta paga!!
– ...volte para o quarto, por favor.
– NÃO MANDE EM MIM! Jeevas... _disse meu nome com certo desprezo.
– Mihael, Near ficará bravo com você se não voltar _tentei persuadi-lo, sabia que aquela visita só significava uma coisa.
– Ah cala a boca! Viadinho _segurou meus cabelos me puxando para perto dele, tentei me soltar e chamar por alguém, mas ele tapou minha boca _está maluco?! Um Jeevas tentando pedir ajuda contra um Keehl!!!
– ... Mihael... _eu estava com medo, aquele não era o Mihael que eu conhecia, aquele que apesar de gritar ainda era gentil comigo, não, sob o efeito do álcool ele não estava pensando em nada.
Por fim Mello acabou me forçando a transar com ele, sim eu não queria e palmas para quem entendeu, foi com certeza um estupro. Meu corpo amanheceu cheio de marcas as mais aparentes eram um roxo perto do olho direito e arranhões no pescoço e braços.
*Flash Back off*
–---- + ---------------------------------- + ---- Matt
– Near ficou sabendo e eles brigaram, foi nessa época que você chegou ao Hisako. Eles fizeram as pazes ontem _e concluiu sua longa história parecendo mais calmo afinal.
– Entendo... não posso te ajudar, mas fique com isso _entreguei algumas balas japonesas que tinha no bolso _açúcar ajuda acalmar.
– Obrigado.
– Estou saindo _me levantei e girei os calcanhares, não queria olhar para os olhos de Matt de novo, aqueles olhos tristes traziam um sentimento ruim. Com certeza não combinavam com o menino alegre que sempre cumprimentava a todos logo pela manhã.
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