Hikikomori?
17 Sentimentos e desejos
Parte 1
O quarto onde estávamos era duas vezes maior que o meu de onde eu vivia. Ao contrário do lado de fora aqui tinha móveis limpos e confortáveis.
Estávamos no terceiro andar do castelo e eu me senti enganado com a magia de ilusão que foi usado contra mim. Eu tenho um nível baixo e cair na armadilha criada por Angra, infelizmente foi só eu a cai. O chão de madeira, a temperatura gelada, tudo foi causado por uma ilusão, mas me perguntava o que íamos fazer aqui. Elas conversavam sobre coisa aleatórias, me senti excluído. Naquela situação me fez lembrar que na antiga terra não era diferente da situação atual. Foi graça a essas “diferenças” que me fizeram um Hikikomori. Abaixei a cabeça e fiquei pensando em coisas aleatórias e nisso me fez perceber que eu estava a meses sem ver meus pais. Aos poucos fui compreendendo que não podia viver o tempo todo ali, eu tinha uma família e uma casa para onde eu queria voltar. Apesar disso, enquanto eu me perdia nos meus pensamentos, sem perceber, elas estavam me chamando.
Enquanto eu voltava a se, demorei a entender o que elas me perguntaram.
A Angra estava centímetros do meu rosto, deu para sentir sua respiração, e ver seu lindo rosto de perto. Seus olhos me hipnotizavam aos poucos. Com aqueles cabelos prateados inclinou a cabeça para o lado em reação a pergunta que ela me fez, mas eu não sei qual foi. Meus batimentos aceleraram por causa dela, ela estava perto demais e isso nunca tinha acontecido comigo. Seus peitos eram 3 centímetros maior do que a da sacerdotisa que, com isso, caiu muito bem em seu vestido gótico. Aquilo estava me deixando nervoso.
“Você esta bem? Você parece melancólico com alguma coisa...” Mais uma vez perguntou.
“Não foi nada.”
“Seu rosto este vermelho, sabia?”
“Não é nada.” Olhei para baixo, mas meu olhar e direcionada a um novo local “involuntariamente.” Acabei que olhei fixamente para os peitos da bruxa.
“Não me diga que esta se excitado em me ver?” Ao falar isso seus olhos brilhavam.
“E-Errado. Fo-foi sem querer.” Desviei o olhar para a parede.
“Bobinho, todo homem é assim mesmo. Ou ele se atrai por peitos ou por bundas, qual você prefere? Pelo o seu estado não resta dúvida que seja peitos.” A bruxa falou atrevidamente enquanto me provocava. Ela fez uma pergunta retórica.
“Eu trouxe o que você pediu, agora você ira me ajudar.” Yoko falou enquanto demonstrava desinteresse a situação atual.
“Você é tão amarga, Yokozinha.” Ela tentava agarra-la mas leva um cascudo. Logo ela continuou.
“Deixe-me mergulhar nesses peitos pequenos que demonstrar uma grande sensação de concretização.” Ela tentou abraça-la forçadamente.
Yoko parecia esta começando a ficar com raiva, mas eu gostava do que estava vendo. Eu olhei para minha mão e movi como se estivesse apalpando algo. Me perguntava a sensação...
Reparei em algo que não deveria ser reparado. Preferi evitar olhar o que estava vendo. A bruxa tem os peitos maiores dos que as outras duas, entretanto, os peitos das outras são quais do mesmo tamanho. A diferença das duas é o modo de se vestir. Yoko usa uma roupa que não destaca muito seus seios, mas que caia muito bem com seu modo de vestir. A elfa usa um tecido esverdeado que pressiona seus seios o fazendo parecer maior. Quando olhei a bruxa de perto me fez perceber que ela não usava enchimento, então ela tinha os seios maior. Eu estava em um quarto em um castelo “abandonado” com três lindas garotas, sabe o que isso significa? Nada. Eu contínuo um fracasso como humano.
“Quero lhe pedir um algo, Angra.”
A atmosfera mudou para tensa.
“Eu já trouxe o que você me pediu, agora é hora da retribuição. ” A sacerdotisa de gelo seriamente falava.
“No mundo hoje existe várias religiões e vários deuses, entretanto, nesse mesmo mundo reina o conflito. Nós bruxas já fomos caçadas por religiosos alegando que fôssemos do demônio. Realizaram chacina em nome da fé, mas quem cometeram o atos de barbaridades foram eles. Apesar de ter passado séculos, os humanos não aprenderam a respeitar as diferenças entre os povos e com isso massacres ainda continuam sendo feitos.”
A bruxa mudou totalmente de comportamento. Sentando no sofá começou a falar.
“Hoje não é difícil achar uma igreja no império. Até mesmo na cidade onde você mora tem várias estátuas de deuses diferente, não é? Agora, você já imaginou a blasfêmia que é uma sacerdotisa ser amiga de uma bruxa como eu? Mesmo na atualidade as bruxas são representadas como malignas e temida por suas habilidades.
As magias que vocês chamam de bênçãos é o retrato do desejo e inveja humana em busca de poder. As fadas, dragões, elfos, bruxas, todos nós nascemos com poder e isso era algo que não poderia ser aturado entre os humanos. Movidos por orgulhos quiseram realizar um contrato com os seres místicos. Esse foi o primeiro contrato criado pela humanidade. Infelizmente o contrato não foi algo que pode ser seguido entre os dois lados, um quis ser superior ao outro que gerou destruição sobre destruição. ” Angra fez um gesto com suas mãos enquanto falava.
A sacerdotisa ficou ranzinza.
“Não sou igual aos demais. Se nossa amizade for uma blasfêmia para eles, para mim não é. Meu nome é Fuyuki Yoko, a sacerdotisa de gelo, aquela que fez um contrato com a rainha das fadas, aquela que tem poder de congelar florestas. Ela sempre acreditou em um mundo que não existisse conflitos e é por isso que acredito em nossa amizade. Se alguém desafiar em machuca-la, esse alguém estará cometendo um grande pecado imperdoável. ”
“Por quanto tempo isso vai durar? Quando tempo demorará para ser traída?” Falou ranzinza e mal-humorada.
“Nunca irei lhe trairá! confiem em mim!”
Um curto suspiro veio por parte da bruxa.
Naquele momento percebe que não era só eu que era movido por desejos. Naquele momento percebe que a sacerdotisa também lutava por algo. A expressão facial dela quando falou aquelas palavras era totalmente diferente de quando recusou meu pedido. Não sabia como descreve-la, mas uma certeza eu tive...
Coloquei um pequeno sorriso no rosto por saber que aquelas palavras não eram vazias.

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