Hikikomori?
18 Conflitos internos.
Parte 1
O tempo ficou pesado dentro do quarto.
Os punhos da sacerdotisa estava fechado, seus olhos demonstravam raiva do que Angra tinha falado. A bruxa evitava olha nos olhos.
“Não briguem!” Uma voz suave foi ouvida. Não era da Angra, não era da sacerdotisa, era da Gardênia. Ela levantou-se e caminhou ate as duas. Essa foi a primeira vez que tinha ouvido a voz dela. Uma voz doce. Com a intromissão de Gardênia, as coisas voltaram a ficar calmos.
A sacerdotisa anda até a janela e olha para a paisagem a fora. Seu cabelos foram levado pela leve brisa que veio da janela. Ela estava linda... Meu coração acelerou ao ver aquela cena.
“Nesse momento você é a única que tem o poder de me ajudar, Angra” A sacerdotisa falou solidamente.
“...”
Vendo que em resposta todos ficaram em silêncio continuou a falar.
“Sua habilidade é voltada a ilusões, mas não é só isso, você tem um grande conhecimento por já ter vivido bastante e ter lido vários livros sobre magia. ”
Eu não sabia o que ela estava planejando.
“Então eu imploro, pode ajudarmos?”
“O que quer que eu faça?” Falou depois de um suspiro.
“Tem algum jeito de saber que tipo de problema esta se passando para o brasão não ter aparecido?”
A bruxa pensou.
Dependendo da resposta o meu mundo poderia mudar. Estava ansioso para a reposta, cruzei os dedos para dar sorte e então...
“Existe! Esse meio é pergunta para o próprio contratante.”
Eu não entendo o que ela quis dizer. Fiquei na dúvida se aquilo fosse uma metáfora ou uma parábola.
“E como podemos fazer isso?”
“Eu posso ate contar, entretanto, eu não recomendaria.” A bruxa pareceu tentar recuar em certos momentos. Ela olhou com cara de pena ou medo do que poderia acontecer comigo.
Tinha um mal pressentimento sobre o que poderia vim. Logo ela continuou.
“... Realizando uma magia pré-morte permitira você por alguns minutos conversar pessoalmente com a manifestação do contratante em sua mente. Quando é realizado uma magia pré-morte, muitas vezes a pessoa morre...” A bruxa falou tensa.
Parte 2
Eu estava em um dos quartos do castelo. Sem apetite, estava encolhido no canto do quarto olhando as estrelas pela janela. A resposta cabia a mim decido. Eu deveria tentar ou contínua do mesmo jeito? Eu estava na dúvida. Eu não queria morrer aqui, também não queria que as coisas continuassem desse jeito. Se continuasse como estava, eu seria um fardo, um fracassado. Queria ter aproveitado minha vida de um outro jeito antes de tentar... Talvez eu pudesse seguir em frente e tentar... Mas caso eu tentasse e morresse não poderia dizer “estou de volta” com um sorriso no rosto para minha família. Minhas memórias eram algo precioso que juntos com meus desejos transformava em força para seguir em frente, mas eu não estava preparado para enfrentar a morte. Eu cheguei tão longe, será que desiste aqui e querer ir para casa é errado?
Coloquei a cabeça entre minhas pernas encolhi mais no canto, nesse momento eu queria ver minha irmã, meu pai e minha mãe. Talvez eles pudessem me dizer o que fazer. Eu estava com medo de seguir a escolha errado. Eu estava com medo de fracassar. Apesar de ter passado tanto tempo nesse mundo, contínuo sendo um hipócrita que pensa que as coisas vão sair do meu jeito.
Despercebidas lágrimas desciam pelo o meu rosto, lágrimas de incapacidade. Como eu poderia mudar um império se eu mal posso me ajudar? O sentimento de exclusão e baixa auto-estima se torna infelicidade e a pessoa procura em um quarto o que não achou no mundo. É por isso que pessoas como eu tornamos hikikomori, não é algo que pode ser mudado da noite por dia. Eu sabia disso e mesmo assim eu ainda tentava. Sussurrei palavras para mim mesmo. Eu queria uma resposta do que deveria fazer. Meu coração doía muito...
Parte 3
O clima estava melancólico no quarto onde Fuyuki Yoko, Angra e Gardênia estavam.
“Yoko, você não vai vê-lo?” A bruxa perguntou desanimada com a situação. Ela estava sentada em uma cadeira olhada para Yoko que estava olhando pela janela. A elfa estava sentada no sofá comendo maçãs e observava a conversa.
“Por que eu deveria?” falou desinteressada.
“Hm... Então Yokozinha, eu vou ajuda-lo, já que não se importa. ” ela caminhou ate a porta derrubada.
“Eu apenas não sei o que devo fazer. ”
“..?”
A Angra parou ali mesmo.
“Como pensei...” Sussurrou para se mesmo e logo contínuo olhando para a sacerdotisa.
“As pessoas estão a cada dia mudando, mesmo que seja aos poucos. Ela no início não sabe a importância dessas pequenas mudanças, mas quando se acumula com o tempo as pequenas mudanças que você fez faz uma grande diferença. Com você não foi diferente. Mesmo que você não consiga dizer nada, só esta ao lado já dar uma grande força a pessoa. Você pode pensar que não faz diferença, mas verá no futuro o que isso lhe dará. ” Ela sentou na cama perto da janela onde Yoko estava. Yoko olhava para as estrelas que iluminava o céu.
“Você precisa ir. Nesse momento você precisa como amiga, sacerdotisa, como líder e como humana.”
Parte 4
O barulho da maçaneta foi girada, alguém tinha entrado no quarto, com a cabeça baixa eu não sabia quem era. Apenas continuei na posição que eu tava sem ergue a cabeça para olhar. Tinha parado de chorar, mas ainda restava dúvidas e saudades. Alguém sentou-se próximo de mim e se manteve calado. Lentamente foi colocando o braço sobre meus ombros, me abraçava sem dizer nada.
“Sacerdotisa!?” Sussurrei ao vê-la.
O que ela estava fazendo? Isso foi o ápice para as lágrimas descerem novamente. Coloquei minha cabeça em seus ombros e sussurrei para ela pedindo desculpa por desaponta-la. Ela apenas me abraçou mais forte em resposta.
“Você não me deve nenhuma desculpa. Eu preciso lhe agradecer, pois eu já estava perdendo a esperança em todos, no império, nos cidadãos e em mim mesmo. Aos poucos estava me corrompendo e perdendo as esperanças. Se você não tivesse aparecido eu...”
Ela sussurrou em meus ouvidos. Uma grande ardência tomou conta de todo o meu corpo, na minha mente me veio os sussurros dela no final da luta e nesse momento eu me lembrei o que ela tinha realmente me dito! O por que eu sorri involuntariamente naquele momento.
No final de tantas coisas ditas naquele momento, ela me deu um “muito obrigado” me fizeram sorrir!
Não era só eu, ela também tinha conflitos, desejos e estava se corrompendo em um mar de duvidas. A nossa luta serviu para ela saber qual passo deveria tomar.
Naquele momento, enquanto ela me abraçava eu soube o que tinha que fazer!
Meus conflitos internos naquele momento passou a não existir.
Aos poucos a ardência que eu sentia passou para dormência e não só minha essência como minha existência passou mudar.
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