Hikikomori?
10 Pedido- Encontro entre a Sacerdotisa e Satomi.
Parte 1
Enquanto estava distraído, algo em minha mente me incomodava. Minha vida sempre foi dentro de um quarto, mas esta diferente agora. Olhando a cidade pela janela me perguntava: se eu voltar, continuarei como antes? Em um mundo com pessoas vazias que não se importam com os outros... Enquanto eu estiver aqui, farei um novo começo.
Mesmo aqui, eu não costumo sair. Apesar disso, eu treino todos os dias no mesmo local. Em um pequeno bosque, um pouco ao leste da cidade. Um lugar verde que posso me livrar de pensamentos negativos. A cidade é cercada por um grande muro, existindo só uma entrada e uma saída. De qualquer lugar da cidade da pra ver uma grande montanha como vizinho. A assembléia fica ao norte e a cem metro dela fica a tesouraria. A principal fonte de renda da cidade vem dos viajantes que ver a cidade como um ponto de encontro. Claro que não posso tirar os méritos do artesanato. Localizado no centro da cidade morar o principal "administrador" da cidade, seria um general entre outros impostos pelo rei. Poucas pessoas viram o seu rosto. Entretanto, ele é um dos poucos que pode falar diretamente com o rei e isso o torna mais interessante. Com o tempo fui sabendo mais coisas sobre como funciona a magia.
Santas, Conjurador, Celestial, espadachim, Sacerdotisa, especialista (mago), Exorcista, tudo isso podem considerar-se bênçãos. Todos eles têm suas vantagens e desvantagens.
17:00 horas.
Chego do meu treinamento cansado. O meu suor pingava, fui direto para o banheiro. Para evitar confusão a igreja tinha banheiros masculinos e femininos. Depois de um longo tempo no banheiro vou para o quarto. (No banheiro já tinha algumas roupas reservas.) Usando a roupa adequada do local, dobro a maçaneta e então me deparo com uma garota?
Fico sem reação ao vê-la. Quem seria ela?
Ela estava com uma toalha, cabelos molhados como se tivesse acabo de sair do banheiro. Orelhas pontudas, que lembravam a de um elfo, com peitos do tamanho médio, que podia caber na palma da mão sem dificuldade. Ela olha para mim, mas não demonstra nenhuma reação como se importasse de eu esta ali ou não, logo depois disso não me lembro de mais nada. Fui atingido por alguma coisa e vejo o mundo girando. Fiquei inconsciente...
Me acordando, olhava para o teto com a visão embasada. Minha cabeça doía como se fosse explodir. Quando mais tentava me lembrar o que me atingiu, menos conseguia. Logo, entrando no meu campo de visão, a garota que estava no meu quarto. Ela olhava para mim, de perto, com seus olhos esverdeados que me deixava de boca aberta e sem reação.
"Q-qu" comecei a falar mas fui interrompido. Uma voz feminina foi ouvida, não era da garota loira. Uma voz familiar que já tinha escutado antes. Por algum motivo não conseguia lembrar.
"O que deu em você por invadir o quando de uma garota que esta se trocando? " A voz familiar falou.
Eu olho na direção da voz e recebo um susto com um impacto de um míssil.
A garota de vestido azul-turquesa estava sentada com as pernas e as mãos cruzadas. Seu cabelos azul não era diferente do seu vestido e quando ela olha em me direção, eu tive a certeza de onde me lembrava daquela voz. Ela foi o motivo dos delinqüentes terem fugido. Se não fosse por ela, nada poderia fazer para salvar a Marry. Entretanto, não sabia o que ela estava fazendo ali.
"Você..."
Ela me olhou como não se lembra-se de mim. Pelo jeito, não lembrava mesmo. E era claro que ela não se lembraria de mim. Abaixei a cabeça em desânimo e suspirei. O local onde eu estava era um dos quartos da igreja. Estava deitado no sofá. Como eu fui para lá, eu não sei.
"Ei garoto! Esta me ouvindo?"
Apenas mexo minha cabeça verticalmente.
"Então, por que invadiu o quarto de uma garota?"
Eu franzi a testa sem entender o que ela quis dizer com aquilo.
"Não sei o que você quer dizer com isso, mas ali é meu quarto."
Ela fica em pé. Mim deu um frio na espinha.
"Então só a uma resposta..."
Fiquei com medo de pergunta o que seria, mas seus punhos fechados demonstrava que ela estava com raiva.
"Aquele velho imbecil sempre fazendo essas loucuras! Dessa vez não o perdoarei!"
"Ela caminhou com sede de sangue, fazendo meu corpo tremer. Naquele momento entendia que a igreja precisaria de um novo padre.
Parte 2
A garota loira estava sentada em uma cadeira perto de mim. Tento ficar de pé, minha perna treme e eu me sento. Parecia que tinha recebido um ataque em cheio. A elfa acompanhava minhas ações sem intervir nelas. Eu estava sozinha com ela e não sabia sobre o que falar. Seus olhos demonstravam que estava curiosa em minha relação. Coloco um sorriso forçado no rosto e pergunto o nome dela, mas ela não me responde.
Me sinto desconfortável.
Entrando no quarto a garota de cabelos azuis puxava o padre pela orelha, quando mais olhava, menos entendia o que acontecia.
A expressão de dor do padre era clara.
"Eu posso explicar. Eu posso explicar." Ele falava.
Ela parou, sentou e esperou a explicação dele.
"Satomi..."
Ele cita meu nome.
"Essa é Fuyuki Yoki, a pessoa que você queria conhecer."
"Que?" Meu olhar é voltado para ela, com os braços cruzado não sabia o que estava acontecendo.
"O que você esta falando?" Ela perguntou.
—__
O mal-entendido foi resolvido. O padre sofreu pela as mãos da sacerdotisa. Logo me vejo em uma situação não muito deferente da antiga. Dessa vez eu estava de frente para a Fuyuki Yoki, a Sacerdotisa que eu queria conhecer. Estávamos na sala de administração da igreja. Com a mão no queixo esperava alguma ação minha. Não podia evitar o nervosismo.
"Meu nome é S-Shintaro Satomi."
"..."
"Tenho algo para lhe pedir."
Me curvo diante dela, esperando alguma resposta.
"..."
"O que seria? "
Aquelas palavras demonstravam que ela queria saber. Entretanto, a hora da verdade estava chegando. Com isso o meu nervosismo só piorava.
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