- Takashi-Kun, você estava nos dizendo ontem que... o rapaz que ajudou a te salvar era um mendigo, certo? – Logo de manhã, todos faziam parte de uma reunião para decidirem o rumo da jornada de todos, liderados por Miyamoto, todos ali se mantinham tensos e indecisos, mas Takashi, ao lado de Rei, parecia um pouco distraído.

- Bom... foi isso mesmo. Tudo foi bem estranho, sabe.

Noite em que Takashi foi salvo

- Merda, merda do caralho, merda! – Takashi se via emboscado por cinco zumbis em sua volta, ele estava a poucos metros de virar a esquina e poder voltar para a mansão onde seus amigos estavam, mas ao ver os dentes sedentos por sangue dos comedores em sua frente, suas esperanças diminuíam, era a primeira vez que Takashi sentia que estava no bico do corvo e vendo sua própria morte como algo esperado e se conformando com isso.

- Ei garoto. Você sobreviveu até aqui pra virar a bunda pra esses bichas? – Atrás dos cinco zumbis, um rapaz aparecia meio a água que jorrava do hidrante quebrado no chão. Ele estava vestido com alguns farrapos e sua aparência era das piores possíveis, tinha a barba grande, uma touca suja em sua cabeça, suas mãos estavam duras pela sujeira misturada com sangue, parecia um andarilho sem vida, mas em sua mão direita havia algo curioso, um pequeno cajado com sua ponta coberta por pregos e cacos de vidro.

- É melhor sair daqui, ou nós dois vamos virar comida desses ‘bichas’. – Os zumbis partiram para cima do garoto sem piedade, seus gritos pareciam gritar a vitória pela carne fresca, mas antes que pudesse dar a primeira mordida, o andarilho, com um único golpe, arranca a cabeça de dois deles, e logo em seguida, enfiava a parte traseira do seu cajado no estômago de um dos mortos-vivos, e em um outro, ele dava um forte chute certeiro em seu queixo, fazendo com que seu pescoço se deslocasse. Com apenas um indo para cima de Takashi, o rapaz, com um soco desajeitado e seus olhos fechados mandava a criatura para o chão. Sem poder agradecer o mendigo e só pensando em voltar para ‘casa’, ele apenas virava a esquina e mirava os portões da fortaleza que o aguardava. Ele esperou pelo andarilho naquela noite, mas o rapaz não havia aparecido.

-

- Parece então que ele morreu, não é mesmo? – Saeko se sentava de frente para Takashi, ela parecia estranhamente inquieta naquele dia, seus olhos pareciam vermelhos e havia certas olheiras em seu rosto frio e indecifrável.

- Bom, duvido que ele tenha sobrevivido, caso contrário, ele estaria aqui com a gente. Mas, o mais importante, e aquele cara hein? – Takashi apontava para o rapaz que chegara naquela mesma noite alegando que havia visto zumbis mais fortes.

- Ah, ele? O nome dele é Jouchi Kiyama, ele era professor de química, digo, ainda é na teoria mas... – Um dos homens do grupo de Miyamoto respondia a pergunta de Takashi. Jouchi Kiyama era um homem assustado, olhava para todos os cantos o tempo todo, seus olhos quase saltando de sua face deixavam todos ali inquietos, ele estava pálido e parecia suar frio o tempo todo, mesmo ‘seguro’ com todos por ali.

- Ele só fica olhando para todo mundo porra! Pelo que ele disse, há monstros lá fora ainda mais fortes, se isso for verdade, acha que conseguiremos chegar até o ‘navio’ que a senhora prometeu, mãe? – Rei parecia estressada naquele momento, pensava que aquele rapaz só fosse um esquizofrénico que estava em abstinência por conta dos seus remédios.

- Não importa qual seja o nosso obstáculo, nós temos que conseguir. – Depois das palavras da mãe de Rei Jouchi finalmente falava.

- Loucos! Vocês são um bando de loucos! Eu não vou pra lugar algum, prefiro ficar aqui e morrer de fome ou sede, mas não pensem que sairei outra vez lá fora, o que eu vi não foi um simples apocalipse, foi o auge do maldito apocalipse, as feras negras do fundo do inferno vieram pra terminar o extermínio.

Naquele momento, todos na sala se agitavam, o homem realmente aparentava ter problemas mentais, mas por um lado, suas palavras transmitiam medo a todos ali.

- Se o que ele diz é verdade, precisaremos estar preparados. – Kouta parecia empolgado naquele momento, ele previa que precisariam usar seus melhores armamentos, e como já sabia, naquela mansão, a mãe de Rei e os outros policiais haviam estocado um grande arsenal de armas, e o garoto estava ansioso para experimentá-las.

- Que merda de barulho foi esse!? – Um dos policiais amigo de Miyamoto interrompia a conversa quando todos ali ouviram o estrondo de algo se chocando contra o quintal dos fundos.

- A barreira foi destruída? Todos em posição, fiquem atentos, peguem suas armas! – Miyamoto logo tomara uma atitude. – Vocês jovens vão até a frente, nós cuidaremos do fundo, alguns fiquem aqui dentro pra proteger as armas e a comida.

O grupo de Takashi se moveu rapidamente até a frente da casa, já Miyamoto, junto de Uryu, Makane, Jirou, Fuyuki e Yume foram até os fundos, local de onde supostamente havia vindo o estrondo.

- Não tem ninguém aqui? – O primeiro a chegar no local era Makane, um ex-soldado que portava uma hk e várias facas em sua cintura.

- Ora ora, mas que falta de modos, receberem um convidado dessa maneira, com todas essas armas assustadoras! – Ao olhar para trás, Makane se deparava com um homem que batia com a descrição feita por Takashi mais cedo; O mendigo que havia lhe ajudado.

- Você é o cara que ajudou Takashi!? – O grupo de Miyamoto já havia chegado ao fundo e todos apontavam suas armas para o homem desconhecido.

- O cara? Poxa, amigo, por mais que eu pareça um vagabundo eu ainda tenho nome sabe, mas olha, com tudo isso acontecendo, ele não importa mais. Por isso me deram certo apelido, e prefiro que vocês o usem. – Por mais que ele parecesse um mendigo, seu vocabulário era perfeito, falava até melhor do que um juiz, o que Miyamoto achara bem estranho.

- O que quer aqui? Por quê não veio pra cá aquela noite?

- Meu Deus, como você é apressada! Eu mal pude me apresentar, não vai querer saber o meu apelido primeiro? – O rapaz se sentava na pequena banqueta do jardim dos fundos, totalmente despreocupado.

- E qual é o seu apelido? – Makane mirava sua HK47 no centro da cabeça do rapaz, preparado para espalhar sangue e miolos.

- Bom, meus amigos costumam me chamar de Lúcifer, mas sabe, eu acho que Satan cairiam bem melhor em mim. Aliás, meus amigos querem se apresentar também! – O homem apontava o seu dedo indicador para cima, e naquele momento, as cabeças de Makane, Yume, Uryu e Jirou eram todas atingidas por tiros certeiros vindos de um prédio a algumas ruas dali.

- Poxa vida, eu até disse pra eles não serem rudes, mas sabe como é senhorita, o Beelzebu não consegue se conter quando vê peitos iguais aos seus, não o culpe por favor. Os quatro do grupo de Miyamoto, todos ex policiais ou soldados, tinham suas cabeças espatifadas pelo quintal dos fundos, e no mesmo instante em que Miyamoto se ajoelhava no chão junto de Fuyuki, dois outros homens pulavam o muro da casa como se não fosse nada.

- Mas que demora porra. Você fica sempre com essa ladainha de merda, você deixou de ser vendedor a um bom tempo, Lúcifer. – Um dos homens portava uma katana em sua cintura, ele estava vestido com um kimono e tinha várias cicatrizes em seu rosto.

- Eu apenas não sou apressadinho como vocês e o Beelzebu. O filho da mãe acabou com os 4 aqui em 3 segundos, acredita?

- Acho que temos um novo recorde. — O outro homem fumava um charuto e tinha uma aparência monstruosa, ele era enorme, seu corpo moreno e seus músculos o deixavam parecido com um zumbi overpower.

- Vocês... quem são vocês!? – Miyamoto não conseguia se mexer, mas naquele momento, Saeko, Takashi e Kouta chegaram junto de três homens para ajudarem.

- Parece que a coisa tá feia por aqui. – Saeko sentia seu coração pulsar bem mais depressa, finalmente poderia descontar a raiva que sentiu na noite passava, sem antes perguntar nada, a garota ia em direção ao mendigo portando o cajado, mas antes que enfiasse sua katana no pescoço do mesmo, o homem que portava outra katana a parava, bloqueando sua espada com uma mão somente.

- Então você é a famosa Busujima, né? Que saco, e eu pensando que você seria mais digna de ser perfurada por minha espada. – Depois de esboçar um leve sorriso, o rapaz, com um único movimento fazia um rasgo com sua katana na barriga de Saeko, que se esquivava evitando um ferimento mais grave. Takashi a pegava nos braços, o sangue escorria da barriga da garota que não se conformava com aquilo.

- A Saeko... perdeu com um único golpe!? – Kouta começou a tremer naquele instante, o rifle em sua mão parecia mais pesado, Takashi olhava para o rapaz que havia o salvado no dia anterior e o questionava:

- Que porra é essa? Você não me salvou antes!?

- Hã? Ah, sobre aquilo? Não não, eu não salvei ninguém poxa! Eu só estava entediado pois havia feito uma varredura nesse bairro aqui, aqueles cinco eram os únicos que restavam, não me entenda errado, você acabou com minha diversão sabe, e agora, eu vim aqui para você pagar. Eu sou Lúcifer, o mongol de katana ali é o Satan, e o grandalhão é o Asmodeus. Naquele prédio lá em cima o Beelzebu tá pronto pra estourar miolos, mas não sem o meu sinal. Então, caras, acho melhor que todos nós entremos amigavelmente, certo? Quero uma discussão saudável pois esse cheiro de cérebro esmagado desses caras tira o meu apetite.

Minutos depois, todos estavam reunidos na sala que estavam anteriormente, todos reféns do homem que se intitulava Lúcifer. O grandalhão tinha uma doze apontada para todos ali, que além do grupo de Takashi, Jouchi e Miyamoto, apenas Fuyuki e Haneda permaneciam vivos.

- Muito obrigado a todos. Devido a gentileza que tiveram em me receber aqui, serei paciente e explicarei tudo sem confusão alguma. Nós somos os anjos do apocalipse, estamos aqui apenas pra limpar a porra que restou do Japão. Nosso trabalho é totalmente voluntário sabe, já limpamos várias áreas aqui perto, mas a diversão havia acabado. Ultimamente esses comedores tem migrado pro sul, e eu não to com saco pra ir a pé até lá, sabe. Então quando eu vi esse garoto encurralado eu meio que tive um espasmo de alegria. Depois de várias noites na seca parecia que a diversão tinha voltado. Eu voltei e contei pro Asmodeus, o cara até gozou! Mas porra, é uma surpresa realmente! Não esperávamos que ainda teriam 11 pessoas aqui, pensei que no máximo teriam dois gatos pingados pra passar a noite, mas com tudo isso acho que até o final do dia da pra suar um pouco, não acha Satan? – O rapaz girava o seu cajado em suas mãos grossas e olhava em direção a seu amigo que apenas gargalhava ansioso.

- Hahahaha, eu já escolhi os meus porra! Eu quero aquela baixinha ali, a peituda ruiva e o careca, esses vão ser o aperitivo.

- Mas o que diabos vão fazer? Vocês são malucos? Não estamos todos juntos nessa? – Saya se levantava, ela não aguentava mais ouvir toda aquela maluquice e ter de suportar calada.

- A riquinha aí é corajosa chefe, posso ficar com ele? – Beelzebub apontava a doze para a mesma com um olhar sádico.

- Esqueceu da nossa ordem? Você fica em segundo dessa vez! Foi o penúltimo a brincar na noite anterior, o último foi o Satan, então ele começa. – Lúcifer se sentava em um sofá de couro enquanto pegava uma garrafa de whisky e a bebia.

- Por favor... tenham piedade, nós temos comida, bebida, armas, tudo que quiserem! Só nos deixe ir, por favor... – Fuyuki, uma ex tenente de polícia, amiga de Miyamoto, caía aos prantos com a ameaça dos rapazes. O grupo de Takashi nada podia fazer, todos estavam sentados temendo que o grandalhão atirasse, o que ele realmente faria. Aqueles indivíduos não eram simples loucos, eram loucos que não tinham medo da morte, nem de nada.

- Chefe, isso é imperdoável, não é? Ela pediu por favor, cara! Hahahaha, por favor! Você não sabia? Estamos no apocalipse! – Satan, sem que ninguém pudesse nota-lo, se aproximava de Fuyuki e cortava sua cabeça com um rápido golpe, fazendo-a voar até o colo de Alice que gritava desesperada enquanto Shizuka a agarrava.

- Isso é doentio! Não vou deixar que façam nada com ela. – Shizuka olhava furiosa para Satan, mas o mesmo nem ligava para suas palavras.

- Poxa Satan, eu disse pra você não começar sem agradecer a Deus antes! Essa sua falta de educação me deixa com náuseas. – Lúcifer se levantava, caminhava em direção a Takashi e o pegava pelo colarinho da camisa o jogando no chão.

- Takashi-Kun!? – Rei se levantava mas era repreendida por um tiro de Beelzebu que acertava de raspão em sua coxa esquerda.

- Todos calados caralho! Vamos matar um por um, e eu garanto, vai demorar muito.

- Ora ora, Satan, você se lembra a última vez que o Beelzebu ficou tão empolgado? Acho que ele tá excitado com a ruiva, não acha? – Enquanto dizia, Lúcifer chutava Takashi sem parar enquanto o mesmo estava caído no chão.

- Hahahaha, ele nem bebeu hoje, eu to até com medo do que ele vai aprontar. – Satana dizia enquanto furava a cabeça de Fuyuki que estava no chão, a jogava para cima e a cortava em 5 pedaços, deixando o sangue se espalhar para cima de Shizuka que abraçava Alice fortemente.

- FILHO DA PUTA DE MERDA! – Subindo rapidamente em cima da mesa, Saeko corria em direção ao rapaz mas novamente, era golpeado pelo mesmo, dessa vez, recebia um golpe pelo lado sem corte da katana em sua nuca, deixando-a imobilizado no chão.

- Essa daí não tem nem graça, aposto que o gordo com o olhar furioso ali tem mais a me oferecer. – Naquele momento Saeko se sentia humilhada, ela nunca havia perdido, não daquela maneira, preferiria estar morta. Kouta não podia mais se segurar, ao ver o rosto alegre de Satan, ele se levantava, Lúcifer continuava a chutar o rosto de Takashi que tentava se levantar mas seu esforço era em vão, Saya apenas chorava pensando no que poderia fazer, Miyamoto olhava para sua filha sem forças para ajuda-la, Jouchi babava olhando para o teto, todos ali não tinham outro caminho a não ser morrerem lentamente pela mão daqueles homens que se rotulavam anjos do apocalipse.

- Ah Satan, vai tomar no seu cu, eu cansei de ver você com cu doce, eu vou é furar aquele porco! – Beelzebub, sem pedir permissão a seu chefe, mirava sua doze para Kouta mas antes que pudesse atirar, um carro blindado invadia aquela sala deixando o local todo sujo e com poeira levantada.

- Mas hein? Caralho Beelzebu, abaixa logo! – Os gritos eram de Satan, duas pessoas haviam saído da van blindada portando metralhadoras em suas mãos, as duas miravam no grandalhão com a doze e atiravam sem parar. Em poucos segundos, o homem estava mais furado que queijo suíço.

- Temos convidados de honra aqui, Satan. É hora da retirada, achamos brinquedos melhores pra mais tarde. – Antes que as duas pessoas armadas pudesse mirar no andarilho, o mesmo, usando seu cajado, jogava a mesa para cima e junto de Satan, corria pela porta. Kouta, pegando seu rifle no chão até tentava atirar nos mesmos, mas já era tarde, eles haviam fugido.

- Hunf, você da mesmo trabalho onde quer que esteja, hein Shizuka? – Uma das pessoas que havia saído da van e estava atirando rapidamente tirava o seu capacete. Se tratava de Rika, grande amigava de Shizuka, e junto dela, o capitão Howard, piloto de navio e ex fuzileiro naval.

- Rika-San! – Todos ali ficaram surpresos com a aparição da mulher, na verdade, estavam aliviados, haviam escapado da morte, e pela primeira vez, Takashi e seu grupo ficou em uma situação na qual não podiam revidar.

Rika havia aparecido com três carros, duas van e um jipe, todos vindos da ilha Katsushima 2, uma segunda ilha que ficara ao lado de Katsushima, local onde Miyamoto pretendia se refugiar com seu grupo que já não mais existia. Minutos se passaram, enquanto Miyamoto junto de Shizuka conversavam com Rika e Howard, o grupo de estudantes se reunia no fundo da mansão, prontos para partirem.

- Aquilo foi... – Rei parecia não ter voz para falar, ela conseguia apenas olhar para o chão, ainda estava com medo.

- Fomos massacrados. Não vamos contar com a sorte uma segunda vez, eu fui uma inútil e não pude proteger ninguém, não vou aceitar isso. – Saeko segurava seu pulso fortemente, ainda não havia esquecido sua humilhação e nem o fato que ocorrera noite passada. Takashi estava próximo de Rei, ele colocava a mão em suas costas tentando acalmar a garota.

- Não pensem assim! Aqueles caras nos pegaram desprevenidos, foi só isso!

- Você sabe que não porra! – Kouta parecia nervoso, ele jogava uma enorme pedra contra a parede, também inconformado. – Nós sobrevivemos sozinhos até agora mas, contra quem lutamos? Com inimigos que mal podem correr ou pensar! Mas já pensaram em qual é a verdadeira ameaça desse mundo em chamas? – Alice parecia chorar ao ver Kouta daquela maneira, no mesmo instante o garoto se acalmava e tentava alegrar a menina.

- Calma Alice-Chan! Eu eu... só fiquei um pouco nervoso e....

- O gordo está certo. Temos que estar mais preparados. Eu não pude fazer nada, nada! Apenas fiquei chorando tentando pensar em alguma coisa, se não fosse a Rika, sabe-se lá o que teria acontecido. Não podemos dar vacilo na próxima vez. – Saya parecia determinada com seu julgamento.

- E não vamos dar vacilo na próxima vez, isso eu garanto. – Takashi olhava para todos ali. Rika havia reunido todos na parte de fora, e logo comunicara;

- Todos vocês, estaremos partindo agora pra Katsushima 2, o local onde será nosso abrigo temporário, vim até aqui porque Miyamoto havia comunicado ao Howard, encontrar Shizuka e vocês jovens aqui foi uma surpresa, mas, agora nossa viagem pode ser a última, então escutem, nós não temos muito tempo, a viagem até a ilha é de 2 horas, vocês, jovens, vão com o Howard naquela van. Eu vou com Miyamoto e o velhote ali no jipe, Shizuka, a garotinha e mais aqueles três rapazes vão na outra van. E mais uma coisa, quando eu disse que não tínhamos tempo eu falei a verdade, Tóquio será dizimada em apenas 16 horas, acho que é realmente o adeus pra nossa terra natal.