Highschool Of The Dead
1 O Início
Notas iniciais
Espero que gostem *-*
- Takashi! Você vai se atrasar para a escola! – Gritou a minha mãe que estava na cozinha preparando meu café da manhã que provavelmente não irei tomar.
Lá estava eu, no meu quarto, em um dia normal com a rotina chata de sempre, me arrumando para ir para a escola e encontrar com meus amigos, a Rei e o Hisashi.
A Rei é minha amiga desde quando éramos pequenos, fazíamos tudo juntos e gostava muito dela, quer dizer ainda gosto, antes ela também gostava muito de mim também, até prometeu que seria minha esposa quando crescêssemos, mas tudo mudou na quarta série, que foi quando a gente conheceu o Hisashi. Ele passou a fazer parte do nosso grupinho, eu, a Rei e ele. O Hisashi começou a fazer tudo com a gente e a Rei começou a se interessar por ele, por causa de suas atitudes ousadas, não que as minhas atitudes não sejam ousadas, mas é que o Hisashi não ligava para as conseqüências e eu sim. Mas hoje eu vejo que estava certo em agir daquela forma. Agora estou no segundo colegial, infelizmente, só eu estou no segundo colegial, a Rei é uma aluna exemplar, não sei por que ela quis repetir o ano, quer dizer eu sei sim, por causa do Hisashi, ele também repetiu o ano, embora eu odeie admitir a Rei agora gosta dele e provavelmente esqueceu daquela promessa que me fez quando éramos crianças.
- Takashi! Não vou te chamar outra vez! – Gritou minha mãe, agora em um tom extremamente nervosa por eu me atrasar para a escola.
- E já vou caramba! – Falo gritando, mas me arrependendo depois que vejo no relógio que já são 07h00min e que estou extremamente atrasado.
Desço correndo escada abaixo. Dou um beijo de despedida na minha mãe e vou em direção a porta quando ela fala:
- Comporte-se bem Takashi.
- Eu sempre me comporto bem na escola mãe. – Digo abrindo a porta.
- Eu não estou falando na escola, estou falando de como você fala com a sua mãe – Diz ela em um tom irônico.
- Desculpe! Achei que você estava exagerando...
Ela me olha com aquele olhar de “eu sei que estava certa e você estava errado”.
- Te amo demais mãe – Digo com a voz melosa e antes que ela diga alguma coisa eu saio e fecho a porta.
Saio correndo em direção à escola. Estudo em uma das melhores escolas de Tóquio, na Escola do Norte, é um nome simples, mas é uma ótima escola.
Tive sorte, cheguei antes de o sinal tocar. Tive aula de matemática, física, ciências e química antes de tocar o sinal para o intervalo.
Fui para a cobertura da escola, eu gosto de lá por que da para ver a escola inteira de lá de cima. Sempre fico lá, é meio solitário ver todas as pessoas se divertindo na parte de trás do colégio, inclusive a Rei e o Hisashi, menos eu. Hoje, para não me sentir tão solitário, fiquei observando a parte da frente do colégio, onde tinha aquele grande portão com grades enfeitadas. Depois de uns cinco minutos vi um homem se aproximando do portão, ele estava muito sujo, com roupas rasgadas e pés descalços, parecia um mendigo, o inspetor se aproximava do portão, provavelmente para atender aquele homem, mas não sei o que acontece, o inspetor entra em pânico e chama o coordenador. Quando o coordenador chega, o inspetor empurra o homem que está no portão, mas o homem morde o braço do inspetor e depois de alguns segundos o inspetor fica estranho, ele fica tentando morder o coordenador que sai correndo, provavelmente para contar a diretora. E eu me pergunto que merda foi essa que acabou de acontecer?
- Boo! – Tomo um susto, mas quando olho para trás eu vejo apenas a Saya.
A Saya é uma menina muito inteligente e muito rica, seu pai é um político importante, e embora seus pais tenham se casado por conveniência, ela não liga muito pra isso.
- O que você está fazendo aqui sozinho? – Diz ela em um tom de ironia, como se ela não soubesse que e sempre venho para cá no intervalo.
- Nada, só estou observando a escola. Acho que hoje vai acontecer alguma coisa.
- Sim, vai acontecer a prova de português.
- Hã? Prova de português? – Digo surpreso, pois a professora não tinha fala sobre nenhuma prova.
- Sim, vai haver uma prova surpresa de português. – Diz ela confiante.
- Se a prova é surpresa, como você sabe sobre ela? – Perguntei curioso em saber a resposta.
- Eu tenho meus informantes... Brincadeirinha! Ela deixou escapar quando falava comigo sobre os assuntos que ela daria hoje.
- Hum... Entendi.
Toca o sinal para voltarmos à sala de aula.
Tivemos aula de história, mas como estou atualizado no assunto, sentei lá no fundo para estudar um pouco português. Tocou o sinal para a próxima aula e me senti preparado para fazer a prova. A professora de português já chegou à sala dizendo:
- Todos os alunos, guardem seus materiais e deixem sobre a mesa somente a caneta preta ou azul. – Ela falou com toda a certeza de que iríamos reprovar.
Quando estávamos fazendo a prova eu já sabia todas as respostas, portanto terminei rapidinho, no mesmo tempo que a Saya. Quando fomos entregar a prova, ela me mandou uma piscada como se estivesse falando “tivemos sorte de descobrir antes”, e realmente tivemos mesmo, pois as perguntas estavam bem difíceis para quem não estudou. Enquanto os outros alunos faziam à prova, soou o alarme de emergência, e logo após o alarme a diretora anunciava no radio da escola:
- Atenção todos os alunos! Atenção todos os alunos! Saiam imediatamente da escola, estamos de ante de um apo... AH! – Após o grito o rádio só ficou chiando.
A escola entrou em pânico total, todos os alunos correndo loucamente para a porta de saída. Imagine mais de trinta e seis mil alunos correndo loucamente para apenas três portas de saída, isso se tornou uma confusão. É lógico que não fiquei ali parado, fui atrás dos meus amigos, a Rei e o Hisashi. Por sorte os encontrei descendo as escadas.
- Rei, Hisashi, vamos para a cobertura! – Gritei o mais alto que pude para ser ouvido no meio daquela gritaria.
Eles concordaram com a cabeça.
Quando só faltava mais uma escada para a cobertura, havia um homem ali, o mesmo homem de mais cedo, o mesmo homem que mordeu o inspetor. Ele apareceu bem de surpresa e mordeu o Hisashi, mas não foi tão grave quanto a mordida que ele deu no inspetor, pois ele não estava com todos os dentes.
- AH! – Gritou Hisashi.
- Já sei! Vamos pegar alguns equipamentos como armas na sala de esporte! – Gritou Rei.
Eu e ela entramos na sala de esporte e pegamos a primeira coisa que vimos, eu peguei um bastão de beisebol e a Rei uma lança, o Hisashi era faixa preta em caratê, por isso ele nem se preocupou em pegar alguma arma.
Quando fomos em direção à escada, o Hisashi deu um chute na cabeça do homem, e falou:
- Já descobri o que aconteceu! É como acontece nos filmes, houve um apocalipse zombie aqui na escola!
Não acreditei no começo, pensei que fosse uma brincadeira de péssima hora, afinal isso só acontece em filmes não é? Mas se você associar as coisas, até pode ser.
Quando chegamos na cobertura tinha mais uns cinco, eu e a Rei matávamos todos enquanto o Hisashi montava uma barreira na escada para impedir que os zombies entrem na cobertura. Quando o Hisashi acabou, fomos olhar para frente da escola e vimos uma coisa horrível, todos os alunos tinham se transformados em malditos zombies. Ficamos em estado de choque, só saímos desse estado quando ouvimos um grito.
- Tem alguém vivo! – Gritei enquanto corríamos para a barreira.
- Esperem! Deve ter mais dessas coisas na escada, peguem à mangueira de incêndio. –Gritou Rei.
Eu e o Hisashi miramos a mangueira em direção a barreira e gritamos:
- Manda ver Rei!
A Rei abriu a água e nós mandamos ver na barreira e naqueles desgraçados. Corremos escada abaixo em direção ao grito, e conforme foi chegando mais perto, já sabíamos que o grito era da Saya e vinha da sala de xérox.
Entramos com tudo e vimos a Saya matando um zombie com um grampeador, mas também tinha mais gente na sala, tinha o Kouta, a Saeko e a Senhora Shizuka.
O Kouta é um gênio, ele também é um especialista em armas, conhece todas as melhores e piores armas, sendo o melhor atirador entre nós. A Saeko é ótima com armas brancas, ela carrega uma espada junto de si, e pratica uma luta chamada kendô. A Senhorita Shizuka não luta, mas é a enfermeira da escola, e tem uns, ahn, uns... PEITÕES.
Quando Saeko viu a mordida no braço do Hisashi, ela retirou sua espada e falou:
- Quem fez isso com você?
- Ahn, isso não foi nada, só foi um maldito zombie que me mordeu de surpresa na escada. – Hisashi falou com um tom envergonhado, por ser o único que se machucou.
- Você sabe o que acontece quando uma daquelas coisas te morde né?
Hisashi fica mudo, pois ele já sabe o que acontece.
- Então para manter sua honra, vou matá-lo. – Diz Saeko.
- Você não vai fazer nada com ele! – Grita Rei enquanto fica abraçada com Hisashi.
- Rei, por favor, deixe-me morrer sabendo que ainda sou um humano, deixe-me morrer sabendo que ainda tenho consciência. – Diz Hisashi com a voz baixa, porque está na cara que ele não está nada bem.
- NÃO! – Grita Rei.
- Saia da frente, ele está se transformando! – Grita Saeko andando em direção ao Hisashi.
Quando vejo que o Hisashi revirou os olhos, sabia que ele não era mais humano, então empurrei a Rei para fora dos braços do Hisashi e fiquei abraçado tampando os olhos dela.
Quando o Hisashi atacou a Saeko, ela cortou a cabeça dele com sua espada.
- Pronto! Vamos embora daqui! – Gritei assim que a Rei parou de chorar.
- Antes eu tenho um plano. Os zombies não tem o sentido do tato e nem do olfato, mas sua audição é ótima. Portanto, temos que sair daqui sem fazer barulho e evitar a luta, se nos lutarmos ira fazer barulho, fazendo barulho ira atrair zombies, atraindo zombies ficaremos encurralados. Os zombies podem ser lentos, mas são fortes, quando você é pego por um, é difícil se soltar. Então o plano é, ir em direção aos ônibus escolares sem fazer barulho e evitar as lutas. Todos de acordo? – Disse Saya com firmeza de que seu plano iria dar certo.
Todos concordaram com a cabeça.
Bem quando íamos sair, a Srta. Shizuka tropeçou e atraiu um zombie, eu bati com o bastão de beisebol na barriga dele, e o desgraçado não morreu nem ao menos caiu, mas quando Saeko cortou a cabeça dele, ele caiu sem demonstrar sinal de vida.
- Esqueci de falar, eles só morrem quando atiram, batem ou cortam a cabeça. – Disse Saya envergonhada por ter esquecido desse fato importante.
Corremos escadas abaixo, evitando os zombies e fazendo o máximo de silencio possível.
Quando chegamos lá em baixo, vimos crianças, acho que da oitava série correndo em direção à nós e gritando socorro. Fazíamos todo tipo de sinal pedindo silencio, mas eles nem ligavam, só queriam saber de chegar até nós. É claro que toda aquela barulheira de pedidos de socorro atraiu todos os zombies da escola.
Saya e a Srta. Shizuka levavam as crianças em direção ao ônibus enquanto eu, a Saeko, a Rei e o Kouta matávamos aqueles malditos zombies.
Quando elas terminaram de levar todas as crianças em “segurança” até o ônibus, todo mundo foi recuando em direção ao ônibus também.
Quando eu ia fechar a porta, vi meu professor do ano passado, o meu professor Shidou, o professor que a Rei odiava.
- Não espere por ele! – Gritou Rei.
- Por que não? – Digo curioso em saber o porquê daquele ódio.
- Porque... Porque não! Por favor, você vai se arrepender se coloca-lo aqui dentro. – Disse Rei, indecisa pra saber se falava ou não falava.
- Ok, um zombie a mais não faz diferença. – Eu disse um pouco arrependido de ter deixado alguém para morrer e um pouco orgulhoso em saber que ajudei a aliviar alguma coisa da minha... Amiga.
Fecho a porta do ônibus e faço um “vai se ferrar” para o professor Shidou. A Rei riu alto.
- Todos sentados, vamos para a casa da minha amiga Drika. – Disse a Srta. Shizuka.
Após todos se sentarem, a Srta. Shizuka deu partida no ônibus escolar e fomos em direção à casa da Drika.
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