Highschool Of The Dead
2 A Casa da Drika
Notas iniciais
A Drika é uma policial das Forças Armadas do Japão, e provavelmente, deve estar tentando descobrir o motivo desse apocalipse zombie e tentando achar uma solução. Na casa dela provavelmente deve ter muitas armas e munições, precisamos disso urgentemente. O mais importante é que lá, temos onde dormir tranquilos, pois a casa dela é completamente segura e alta, precisa subir pelo elevador, e como todo mundo sabe, os zombies não conseguem fazer isso.
– Quanto tempo vai demorar para chegarmos lá, Srta. Shizuka? — Perguntou Saeko ansiosa para chegar lá.
– Não vai demorar muito, o problema vai ser o trânsito. — Diz Srta. Shizuka com um tom de preocupação quando vê vários zombies à frente.
– Não se preocupe. Eles não vão conseguir entrar aqui. — Diz Saeko confiante de que está certa.
Quando entrei no ônibus, fiz questão de sentar perto da Rei, não porque eu gosto dela, mas sim para descobrir por que ela sente tanta raiva do professor Shidou.
– Rei, por que você... hum... — Falo meio sem graça ao perguntar isso.
– Fala logo Takashi! -Diz Rei ansiosa para saber o que eu tenho pra perguntar.
– Por que você sente tanta raiva do professor Shidou?
– Vou te contar, já ta na hora de você saber. Quem sabe assim, você para de achar que eu repeti de ano por causa do... Hisashi. — Sinto um tom de tristeza na voz dela quando fala no nome do Hisashi.
– Se você não quiser, não precisa falar. — Digo isso mesmo estando muito curioso.
– Eu vou te contar e pronto! Takashi, eu não repeti de ano porque eu quis, eu fui reprovada por aquele professor idiota!
– Mas você sempre tirou notas boas, sempre foi uma aluna exemplar! Por que ele fez isso?
– Meu pai, como você sabe, ele é um policial e o professor Shidou estava fazendo alguns negócios meio que... fora da lei. Como foi o meu pai que interferiu nos seus negócios, o professor Shidou quis se vingar dele, e para isso, me fez repetir o ano.
– Mas que merda ele fez? Isso é totalmente fora de cogitação! Como um professor conseguiu fazer isso com uma aluna?
– Lembra que meu boletim sempre chegava com notas vermelhas, mesmo minhas provas estarem perfeitas?
– Sim, mesmo suas provas estarem perfeitas, seu boletim sempre vinha abaixo da média.
– Isso acontecia porque o Shidou tinha um caso com a moça que ficava encarregada de corrigir as provas. Ela colocava errado, mesmo a questão estando correta. Isso me deixava louca! Mas meu pai, no meio do ano descobriu isso, mas já era tarde, não tinha como eu recuperar e a direto não acreditava que o Shidou tivesse feito isso. O Shidou sempre foi e sempre vai ser um manipulador.
– Por isso que você repetiu de ano! — Dou um murro no banco da frente. — Eu sempre pensei que você tivesse repetido de ano de propósito, só para ficar com o Hisashi.
– Eu não seria tão burra a esse ponto Takashi! Você acha que eu arruinaria meu desempenho só por causa de um garoto? Mesmo eu amando ele?
Fico em silêncio.
– Eu nunca faria isso!
Ela só percebeu meu silêncio depois que ela termina de falar, e ela já sabe o porquê do meu silêncio, a Rei falou que amava o Hisashi.
Quando a Rei ia me falar algo, a Saeko gritou:
– Takashi! Vem aqui rápido!
Quando eu levantei do banco e corri para a direção da Saeko ela apontou o dedo pra frente e eu vi, não sei quantos eram, mas sei que eram muitos, mais de mil zombies, eles estavam na ponte onde teríamos que atravessar para chegar na casa da Drika. Como ponte estava interditada pela polícia, o pior aconteceu, os zombies estavam virando para nossa direção.
– Srta. Shizuka, vire para a direita, agora! — Eu gritei.
– O.K.! — Grita a Srta. Shizuka enquanto vira bruscamente o ônibus. — Mas Takashi, a casa da minha amiga não é por aqui.
– Vamos fazer um desvio, vire para a esquerda, agora!
– O.K.! — Grita a Srta. Shizuka enquanto vira bruscamente o ônibus.
Quando a Srta. Shizuka virou para a esquerda, nós conseguimos ver a ponte, e foi uma visão horrível. Com o barulho que os policias faziam quando atiravam, fez com que os zombies escutassem e destruírem a barreira feita. Os policiais foram massacrados pelos malditos zombies. E isso só aumentou nossa raiva contra eles.
– E agora Takashi, para onde eu viro? — Pergunta a Srta. Shizuka com a intenção de nos fazer olhar para outro lugar.
– Vire a esquerda daqui a três ruas. Vou voltar para o fundo.
Volto para meu lugar ao lado da Rei e ela fala:
– O que aconteceu Takashi, por que nós mudamos o percurso?
– A ponte estava interditada por policiais e também estava cheia de zombies.
– Será que meu pai está bem? — Ela pergunta com um tom de tristeza na voz.
– Não sei, mas tomara que nossas famílias estejam bem. — Eu não falo com firmeza, pois sei que minha mãe poderia ter sido atacada, e o pai da Rei também.
– Quer dormir um pouco? — Pergunta Rei fazendo um gesto para que eu deite no ombro dela.
– Obrigado... — Quero falar que gosto muito dela, mas não consigo.
Ela fica mexendo no meu cabelo, e isso me faz dormir um pouco.
Quando acordo vejo que a Rei também adormeceu e nossas posições estão invertidas, agora ela está deitada no meu ombro.
– Vocês precisam acordar agora. — Diz Saeko tanto pra mim e para a Rei quanto para as crianças que também adormeceram no caminho.
– Chegamos pessoal! — Diz a Srta. Shizuka com um tom de felicidade enquanto estaciona o ônibus.
– Srta. Shizuka, não se alegre muito, talvez sua amiga Drika nem esteja em casa. — Diz Saeko.
– Não é por isso que estou feliz, — Ela ri. — eu estou feliz porque finalmente viu poder tomar um banho! Não que eu não queira ver minha amiga Drika, mas eu sei que ela deve estar ocupada.
Enquanto todos saem do ônibus eu, o Kouta, a Saeko e a Rei ficamos de guarda para que nenhum zombie nos atacasse. A Srta. Shizuka e a Saya levam as crianças para dentro.
– Fiquem de olhos abertos pessoal! — Diz Saeko.
– Calados! — Sussurra Kouta.
Logo depois que ele fala isso, aparece um zombie do outro lado da rua, não sei como ele apareceu, deve ter sido por causa do barulho que o ônibus fez quando a Srta. Shizuka estava estacionando.
Quando eu ia atrás do zombie, Kouta colocou a mão na minha frente e pegou uma pistola no bolso dele, ele mirou e atirou bem na cabeça do zombie.
– Como você conseguiu essa pistola? -Perguntei.
– Eu peguei no bolso de um guardinha antes de entrar no ônibus. Ele não ia mais precisar mesmo. — Ele da um sorriso de canto de boca.
– O.K. Pessoal! — Diz Saeko — Vamos entrar!
Quando entramos na casa fiquei maravilhado com toda aquela mobília linda. Os móveis era todos de madeira esculpida e a casa tinha um tema rústico. Logo após eu e o Kouta sentarmos naquele lindo e macio sofá, já queríamos dormir ali mesmo, mas a Srta. Shizuka falou:
– Meninos! Vocês não vão dormir sem tomar um banho, mas primeiro, serão todas as meninas. — O.K.! Vocês ouviram a Srta. Shizuka, vão todas para o banheiro! — Disse Saya apontando para cada uma das crianças, e todas concordando com a cabeça e se dirigindo ao banheiro.
Quando as meninas estavam lá dentro eu, o Kouta ficamos sozinhos, pois todas as crianças que salvamos na escola, eram meninas.
– Você quer dar uma espiadinha? — Disse Kouta com um olhar pervertido.
– Obvio que não Kouta! Você está maluco? — Disse eu gritando e muito envergonhado, pois lá no fundo, eu tinha certeza que queria espiar.
–O.K.! Então vamos fazer o que?
– Tem um armário ali, por que não tentamos abrir? — Disse apontando para o armário.
– Vai ser fácil!
Eu e o Kouta estávamos tentando abrir o armário enquanto ouvíamos as meninas no banheiro.
– Caramba! Srta. Shizuka, como são grandes! — Disse a Rei.
Logo após ela dizer isso, eu e o Kouta trocamos olhares e fomos direto para a fechadura da porta para conseguirmos espiar.
Não dava para ver direito, estava com muita fumaça por causa da água quente.
– Não Kouta! Vamos continuar a tentar a abrir o armário. — Digo sussurrando.
– Está muito difícil Takashi!
Vamos em direção ao armário e escutamos mais uma vez:
– Não mecha tanto assim neles, isso faz cócegas! — Diz a Srta. Shizuka e depois ri alto.
– Meninas atacar! — Falam todas juntas.
Depois disso ficamos ouvindo gritinhos e risadas de todas as garotas.
Eu e Kouta trocamos olhares novamente, mas dessa vez eu digo:
– Não Kouta, lembre-se, temos que abrir o armário.
– O.K.! Abrir o armário, abrir o armário. — Diz Kouta.
Após muitas tentativas, nós conseguimos abrir o armário. O Kouta ficou impressionado com tantas armas, e eu também.
– Esse foi o banho mais relaxante que eu tive até agora. — Disse a rei logo após um suspiro.
– Verdade. — Ri Saeko. — Meninos podem ir tomar banho.
Após todas as meninas saírem do banheiro eu e o Kouta entramos lá dentro e começamos nosso banho naquela deliciosa banheira gigante.
Quando terminamos o banho as garotas estavam somente de calcinha e sutiã na sala de estar. Eu e o Kouta estávamos vermelhos.
- Ahn... Vocês não vão colocar, ahn, uma r-roupa? — Perguntei gaguejando pois estava muito envergonhado.
Ela riem.
- Olha quem fala! — Elas riem de novo, e percebo que eu e o Kouta estamos só de toalha. — Mas nós confiamos em vocês! — Diz Rei enquanto faz um sinal positivo para mim.
- O.K.! Eu e o Takashi vamos nos trocar, nos encontramos lá na cozinha para comermos algo. — Diz Kouta enquanto me arrasta com ele lá pra cima.
- Meninas, vamos preparar a janta e arrumar a cozinha. — Diz a Srta. Shizuka antes de fecharmos a porta do quarto.
Na casa da Drika, são apenas dois quartos, então provavelmente, eu irei dormir no mesmo quarto do Kouta e as meninas irão dormir no outro.
O quarto onde estávamos, acho que era do irmão da Drika pois tinha várias roupas do estilo masculino.
- Será que podemos pegar as roupas que estão aqui Takashi?
- Acho que sim, não vou querer ficar só de cueca na frente das meninas.
- Você tudo bem, mas eu? — Diz Kouta mexendo na sua barriga.
- Então vamos pegar um pijama.
Após nos vestirmos, fomos até a cozinha e as meninas estavam começando a se servir. Elas tinham preparado um belo ramem com carne e legumes.
- Desculpem, não tinha muita coisa para preparar. — Disse a Srta. Shizuka.
- Não tem problema! — Disse eu e o Kouta a mesmo tempo enquanto nós nos sentávamos.
- Estou com água na boca! — Disse Alice, uma das menininhas.
- Obrigado pela comida! — Todos disseram e começaram a comer.
Enquanto comíamos, a Srta. Shizuka disse:
- Kouta e Takashi, vocês não irão dormir no quarto do irmão da Drika.
- Por que? — Perguntei.
- Ele, ahn, morreu. E eu tenho certeza de que a Drika não iria gostar de vocês dois dormindo lá no quarto dele.
- O.K.! Sem problemas nós vamos dormir no sofá, ele é muito confortável. — Eu disse.
- Mas é lógico que não, vocês irão dormir no mesmo quarto que a gente! — A Srta. Shizuka dá um sorriso.
- Obrigado! — Disse Kouta.
Quando acabamos de comer, todos começaram a arrumar a cozinha. Quando terminamos fomos direto para o quarto, mas antes que eu entrasse, a Rei segurou minha mão, me abraçou e sussurrou no meu ouvido:
- Estou com medo Takashi.
A Saya fechou a porta, mas eu consegui ouvir o Kouta falando:
- O Takashi e a Rei estão lá fora!
- Cale a boca Kouta! — Diz Saya enquanto da um murro na cabeça do Kouta — Deixe eles conversarem!
- M-me d-desculpe Saya! — Diz Kouta resmungando de dor.
Eu e a Rei fomos para a sala de estar e começamos a conversar.
- Rei, por que você está com medo? Quer dizer, eu sei que estamos no meio de um apocalipse zombie, mas você não precisa ter medo disso.
- Não estou com medo disso Takashi, estou com medo de perder você! — Ela me abraça.
Eu fico surpreso, não sabia que a Rei se importava tanto assim comigo.
- Você gosta de mim, Takashi? — Ela fala ainda abraçada comigo.
Eu me solto do abraço e olho nos olhos dela.
- Eu não gosto de você Rei, eu te amo! Eu sempre te amei, desde que éramos pequenos, bem antes de você gostar de mim.
- Takashi...
Antes que ela falasse eu a interrompo:
- Você que não gosta de mim, você sempre falava do Hisashi! Você sempre elogiava ele e me deixava de lado, você parou de gostar de mim desde que conhecemos o Hisashi, você até esqueceu da promessa que me fez. — Digo decepcionado.
- Takashi, eu te amo! Eu nunca gostei do Hisashi igual eu sempre gostei de você! Eu sei, que eu não demonstrava isso, mas eu sempre te amei Takashi!
- Isso é verdade Rei?
- Mas é lógico que sim Takashi!
Nós nos olhamos e nos abraçamos. Eu nunca tinha abraçado a Rei daquele jeito, acho que foi o melhor abraço que tivemos.
- Takashi... Eu te amo. — Ela diz com a voz baixinha ainda me abraçando.
- Eu também te amo Rei.
Me solto do abraço e dou um beijo nela, foi o meu primeiro beijo, aos dezesseis anos, mas foi um primeiro beijo com a garota que eu amo.
Quando acabou o demorado beijo, nós fomos para o quarto e dormimos abraçados.
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