Highschool Of The Dead
10 Momento Doloroso
Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo para vocês!
Acho que não demorei tanto dessa vez.
Aqui vai um agradecimento especial para Milly Major Malfoy, pelos reviews e por favoritar minha Fic *--*
Obrigada mesmo!
Sem mais delongas...
Boa leitura!
- Tchau meninos! Tenham uma boa viajem, mesmo achando isso impossível . — O Senhor Aburame diz e todos riem.
- Saya, eu agradeceria se a gente fosse mais rápido... — Disse enquanto atirava na cabeça de um zombie.
- Desculpa! — Saya da um sorriso sem graça — Obrigada por nos receber em sua humilde vila! — Agradece Saya e descemos as escadas correndo com nossas coisas, enquanto eu, a Rei, a Saeko e o Kouta dávamos cobertura até o ônibus.
- Cara! Não acredito que ele ainda está aqui. — Disse Kouta.
- Nem eu... — Completou Rei — Mas acho que não vai durar muito tempo. Precisamos abastecer.
- Primeiro vamos entrar... — Disse Kouta após matar outro zombie — Isso aqui ta ficando complicado.
Todos assentiram e entraram no ônibus.
- Droga! Estamos com menos da metade de gasolina.
- É, precisamos achar um lugar próximo, se não vamos ter que ir à pé. — Disse Saeko.
- Nem pensar! — Disse Alice com cara de medo e Zeke latiu.
- Vamos logo, estamos falando muito e pensando pouco. — Disse Rei.
- Um plano, um plano, um plano... — Falava Saya repetidas vezes andando de um lado para o outro com uma expressão pensativa.
- Saya... — Disse interrompendo seus pensamentos.
- Droga! Como você quer que eu pense?! — Ela gritou me encarando e eu engoli em seco.
- E-eu... — Respirei antes de continuar, para evitar gaguejar. A Saya as vezes dava medo — Só queria avisar que tem um posto aqui por perto.
- Valeu Takashi! — Ela deu um sorriso — Srta. Shizuka, vamos por ali, temos que passar pelo posto e depois voltar pelo caminho da escola, para depois irmos até a casa do Takashi e com sorte, encontrarmos a mãe dele.
Todos concordaram e a Srta. Shizuka pisou fundo no acelerador, fez uma manobra de retorno, e foi em direção ao posto passando por cima de qualquer zombie que entrasse no caminho.
Chegando lá, antes que saíssemos do ônibus a Saya abriu a saída de emergência que fica na parte de cima do ônibus o Kouta subiu lá e ficou atirando com uma silenciadora (para evitar o barulho) na cabeça de cada zombie ali presente.
- Boa Kouta! Agora temos que ser rápidos. — Saya falou com o dedo na boca pensando — Takashi nos dê cobertura lá fora também, acho que se aparecer mais zombies só o Kouta não vai dar conta, você fica com a Rei e abastecem o ônibus, a Saeko vai comigo na ali na loja de conveniência para pegarmos comida, bebida e algumas outras coisas que prestem.
- O.K., agora vamos! — Disse Saeko e todos saltaram do ônibus.
Eu vi a Saya e a Saeko entrando na loja de conveniência e Saeko matando alguns zombies que estavam lá, depois desviei minha visão para a Rei que estava pegando algumas garrafas vazias.
- Por que essas garrafas? — Perguntei indo em direção à bomba de gasolina para abastecer o ônibus.
- Como não teremos tempo para sempre pararmos em um posto para abastecer, vou levar algumas dessas garrafas com a gente. — Rei respondeu enchendo começando a encher cada uma daquelas dez garrafas de três litros.
- Boa ideia!
Estava abastecendo o ônibus quando vi a Saya e a Saeko saindo a loja com algumas sacolas cheias de mantimentos, provavelmente.
- E ai? — Perguntou Saya colocando as sacolas dentro do ônibus.
- Só mais alguns minutos... — Disse tentando apressar o processo, mas era uma tentativa inútil — Droga! Isso aqui ta parecendo horas!
- Quando queremos que vai logo, não vai. — Disse Kouta atirando em um zombie.
- Saya, Saeko! Me ajudem a guardar essas garrafas, eu sei que 30 litros não é nada pra um ônibus, mas já ajuda.
- Legal Rei, isso ai com certeza é bem melhor do que ficar sem gasolina. — Falou Saeko.
- Verdade! — Concordou Saya.
Elas estavam terminando de colocar as garrafas na bagagem do ônibus quando eu finalmente terminei de abastecer.
- Agora vamos logo! O ritmo desses malditos aumentou e a minha munição já acabou. — Disse Kouta entrando no ônibus e fechando a saída de emergência.
Entramos no ônibus o mais rápido possível. Já estavam chegando muitos Zombies devido ao barulho que estávamos fazendo ao abastecer o ônibus.
- Conseguimos! — Comemorou Rei.
- Somos fodas! — Disse Kouta se gabando.
- Idiota! — Murmurou Saya dando um peteleco na cabeça de Kouta e todos riram.
- Ai! Saya, você me ama né? — Perguntou Kouta passando a mão no lugar machucado.
- Você não imagina o quanto... — Saya respondeu ironicamente.
- Tomara que sua mãe esteja bem... — Disse Srta. Shizuka.
- É, tomara mesmo. — Concordei.
Todos se sentaram e eu fiquei vendo janela afora, o quanto o número de zombies aumentou. Todos nós ficamos pasmos com aquilo, quem iria imaginar um fim desses? A Srta. Shizuka pisou fundo no acelerador e fomos em direção à escola, para assim, chegarmos a minha casa.
Mãe aguente firme, estamos indo! – Pensei confiante de que ela estaria bem.
No caminho, apenas ignoramos os malditos à frente, a Srta. Shizuka passava por cima de todos que ousavam interromper nosso caminho.
- Bem feito seus monstros! Quem mandou destruir minha cidade? – Murmurou Srta. Shizuka, mas foi alto o suficiente para que eu pudesse ouvir e dar um sorriso de canto.
Continuamos o percurso e eu apenas observava janela afora o quanto à cidade perfeita de Tóquio havia sido destruída por esses desgraçados! Mas eles vão ver.
- Saya, com certeza a policia, os cientistas ou qualquer outra profissão que seja, estão fazendo algo, certo? – Pergunto curioso em saber.
- Obviamente sim. Mas pelo visto... – Ela da uma pausa na fala e aponta para a janela nos fazendo ver milhares de Zombies passarem pela mesma ponte que evitamos a passar quando fomos para a Vila – Não estão tendo muito sucesso com isso.
-Eu estou com uma séria duvida de que o governo conseguirá uma cura para essa epidemia. – Disse Saeko com a voz triste.
- Eu também. – Concordou Kouta.
- Todos nós estamos. E todos nós queremos a mesma coisa: acabar com essa droga! – Disse Rei apertando os punhos.
Todos nós ficamos em silêncio apenas observando o percurso infestado de Zombies.
Passadas três horas, chegamos na Escola do Norte. Estávamos simplesmente de queixo caído com aquele cenário na nossa frente.
Estava tudo destruído. E quando eu digo destruído, é destruído mesmo! Toda a escola quebrada, o céu estava simplesmente cinza e todo o resto estava... Morto.
Eu praticamente entrei em choque absoluto.
Meu Deus! Por favor, que minha mãe esteja bem. Eu imploro! – Pensei desesperado, depois de ver nossa vizinhança nesse estado, não estava com muitas esperanças de achar minha mãe ali, e acho que meus amigos perceberam isso.
- Rápido Srta. Shizuka! Vamos para a casa do Takashi! Ainda temos uma chance Takashi, por favor, se acalme. – Disse Saya apontando na direção da rua onde eu moro. A Srta. Shizuka concordou com a cabeça e acelerou o ônibus ainda mais.
Estávamos chegando na minha casa, só faltava virar a rua.
Só mais um pouquinho mãe! – Penso ainda desesperado, mas eu sinto uma dor imensa quando viramos a rua e eu acho a minha casa totalmente aberta.
Não consigo segurar o choro. Sinto a Rei me abraçando em forma de consolo, mas depois da dor eu sinto uma raiva extremamente e absolutamente grande crescer dentro de mim. Assim, me solto do abraço da Rei e saio de dentro do ônibus correndo e vou para a minha casa.
- Takashi! Não! – Meus amigos gritam atrás de mim, mas eu apenas ignoro.
- Pessoal vamos lá! – Grita Rei e eles correm atrás de mim.
Eu sabia que estava sendo uma criança, eu sabia que estava arriscando a vida de todos, mas... Puta que pariu! Era a minha mãe! A única pessoa que cuidou de mim nessa vida, que estava presente em todos os momentos, que continuou firme e forte mesmo depois que meu pai morreu, que sempre esteve do meu lado. Pelo menos, ela morreu sabendo que minhas últimas palavras para ela, foram “Te amo demais mãe”.
Entrei na minha casa e ela estava infestada de Zombies.
- Malditos! Desgraçados! – Gritava enquanto batia com toda a minha força em cada zombie que eu via pela frente.
Mas eu estava chorando e gritando muito. Ou seja, estava atraindo Zombies e quando você é pego por um zombie, depois fica quase impossível se soltar. E essa era a minha situação no momento, eu estava ficando encurralado pelos Zombies, quando (pra minha sorte) eu vi meus amigos entrando pela porta de minha casa batendo e atirando em cada zombie ali presente.
Eu não conseguia mais me aguentar em pé, portanto eu me abaixei e fiquei ainda chorando. Eu sei, sou um menino chorão. Mas eu nunca amei ninguém nessa vida o quanto eu amei minha mãe.
Depois de alguns minutos, a situação começou a fugir do controle. Estavam chegando mais Zombies e se a gente não saísse de lá, provavelmente iríamos ficar encurralados.
Me levantei, enxuguei minhas lágrimas e parti para cima dos Zombies novamente. Precisamos sair daqui.
- Pessoal! Venham aqui, tem uma porta nos fundos! – Gritei e fiz um gesto para que o pessoal me seguisse.
Fomos para o fundo da casa e chegamos na cozinha, tinha apenas um zombie, eu estava prestes a matá-lo quando ele se virou pra mim e o tempo parou, não era ele, mas sim ela: minha mãe.
A tristeza que já havia ido embora, voltou com mais intensidade. E eu apenas fiquei parado, não conseguia me mexer.
Mas não é porque eu estaria em choque que o zombie também estaria, portanto se não fosse a Rei naquele momento, eu não estaria vivo. O zombie tentou me morder, mas a Rei entrou na frente e o estava segurando, depois em um rápido golpe a Saeko tentou matar o zombie, mas eu a impedi.
-Takashi, qual é o problema? Solta ela! – Disse Kouta.
- É minha mãe!
- Desculpe lhe informar Takashi, mas esse maldito deixou de ser sua mãe faz tempo! Agora se você não me soltar você vai perder duas pessoas importantes na sua vida, a Rei e a sua mãe! – Disse Saeko tentando se soltar.
- Takashi! – Gritava Rei enquanto ela segurava o zombie para impedi-lo de mordê-la.
Eu ainda estava prendendo a Saeko, não conseguia deixá-la a matar minha mãe.
Aff! Eu sou um idiota mesmo! Ela não é minha mãe! Não é! – Pensei quando retomei a consciência e percebi que aquele monstro não é minha mãe.
Enquanto fecho os olhos, solto a Saeko, que em um movimento rápido corta a cabeça do zombie. Eu ainda permanecia de olhos fechados quando me senti ser puxado para fora de casa.
Só abri os olhos de novo quando estávamos dentro do ônibus e a primeira coisa que fiz foi abraçar a Rei apertado.
- Desculpe Rei... – Falei com algumas lágrimas nos olhos – Eu fui um idiota eu sei, só não sei o que eu faria se você morresse por culpa minha e da minha idiotice.
- Tudo bem Takashi, o que importa é que todos nós estamos bem e vivos. – Disse Rei em forma de consolo.
Nós saímos do abraço e enxuguei minhas lágrimas, depois dei um sorriso para todos ali.
- Obrigado pessoal! Não sei o que teria acontecido se não fosse pela ajuda de vocês.
- Somos a partir de hoje, uma família O.K.? – Disse Saya e todos concordaram com a cabeça e sorriram.
- Próxima parada... Minha casa! – Disse Saeko e todos bateram continência.
- Sim senhora. – Disse Srta. Shizuka pisando no acelerador e todos riram.
Notas finais
Beijos!
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