Highschool Of The Dead
8 Chegada na Vila - Parte II
Notas iniciais
Queria agradecer a todos os meus poucos leitores e principalmente para ChocolateLover e Amanda Stewart Lovato por favoritarem minha humilde Fic.
Este capítulo vai para vocês *-*
Eram mais ou menos dez horas da manhã quando fui acordado por Rei, que para isso, me deu um longo selinho.
- Bom dia! – Ela disse enquanto acariciava meu rosto.
- Bom dia! – Eu falei enquanto me espreguiçava – O que aconteceu com o despertador? – Perguntei apontando para relógio digital que ficava no criado mudo ao lado da cama.
- Não sei, eu também estranhei já que era para ter despertado às oito horas, tomara que a Saya não fique brava – A Rei fala e depois morde seu lábio inferior demonstrando preocupação, não pude evitar de lhe dar um abraço.
Ficamos abraçados em silêncio por alguns segundos quando a Rei decidiu quebrar o silêncio:
- Takashi... – Ela se afastou do abraço e me olhou nos olhos – É melhor a gente se arrumar.
Eu apenas concordo com a cabeça tentando evitar com que eu fique corado novamente após perceber que a Rei ainda estava apenas de lingerie desde ontem, ou seja, ela dormiu comigo assim e eu nem percebi direito, afinal não queria saber de mais nada a não ser confortá-la.
Nós dois nos levantamos a Rei foi para o banheiro, eu arrumei a cama e depois fiquei torcendo para que a Saya tivesse um novo plano.
Depois de cinco minutos a Rei sai do banheiro com uma toalha cobrindo o corpo, dessa vez eu não consegui evitar e fiquei corado novamente, mas por sorte ela não viu, eu acho que ela também deveria estar com vergonha de ter que sair assim, então eu fui rápido, peguei minha toalha e minhas roupas que tinha separado e entrei no banheiro, tomei um banho rápido e escovei os dentes, me troquei ali mesmo para evitar constrangimentos, coloquei uma calça jeans e uma blusa preta. Sai do banheiro e a Rei já estava vestida com um short preto e uma blusa regata branca.
Finalmente saímos do quarto e encontramos a Saya na porta do nosso quarto com os braços cruzados batendo os pés, o típico sinal de quem está estressado por alguém estar atrasado.
- Estão atrasados! – Diz ela bufando.
- D-desculpe. – Eu falo gaguejando enquanto a Rei fazia aquele olhar de “Não me mate por favor”.
- O.K.! Não precisam ficar desse jeito pessoal! – A Saya diz soltando uma gargalhada por ver a gente nesse estado.
- Você me da medo, Saya. – Diz Rei enquanto ri também eu permaneço calado vendo as duas morrerem de rir
- Vamos pessoal, depois vocês contam pra gente o que vocês estavam fazendo para demorar tanto. – Diz Saya com um sorriso e olhar malicioso.
- N-não é isso q-que você está pensando! – Digo gaguejando com as bochechas queimando de vergonha.
A Saya apenas ri e sai andando, eu e a Rei nos olhamos e percebemos que ambos estávamos corados, mas depois apenas rimos e seguimos a Saya.
A Saya foi em direção ao pequeno restaurante da pousada, quando entramos, todos já estavam sentados rindo e conversando, eu podia jurar que nós não estávamos em um apocalipse zombie diante de toda aquela felicidade, acho que quando entramos nessa vila fizemos uma boa escolha, aquele foi o primeiro dia normal que estávamos tendo desde que tudo aconteceu.
- Venham aqui vocês três, eu estou com fome, quero pedir logo. – Disse Kouta.
- Idiota! – Murmurou Saya alto o suficiente para que eu conseguisse ouvir e soltar um riso.
- O que foi? – Perguntou Kouta.
- Nada! – Eu disse.
Eu, Saya e Rei, nos sentamos com nossos amigos e ficamos conversando até finalmente um homem chegar na nossa mesa.
- Peço desculpas por nossas luzes não estarem funcionando, ainda não sabemos direito o que aconteceu.
- Não tem problema. – Diz Srta. Shizuka – Afinal, ainda está cedo e a claridade do Sol nos ajuda.
O homem sorri e a Srta. Shizuka retribui o sorriso.
- E então, o que vão querer? – Pergunta o homem.
- Por favor, vou querer algumas panquecas com calda de chocolate. – Disse Kouta.
- Eu também! – Disse Alice sorrindo.
- O.K.! Então vamos todos comer panquecas? – Perguntou a Srta. Shizuka.
Todos concordaram com a cabeça.
- Então vão ser seis pratos de panquecas. – Dizia o homem enquanto anotava em uma caderneta – Mas, o que o cachorro irá comer?
- Será que vocês teriam alguma sobra? – Perguntou Saeko.
- Bem, como não recebemos muitas pessoas... – O homem falava com a mão no queixo com a expressão pensativa – Não sei se irão ter muitas sobras, mas eu vou ver o que posso fazer.
- Muito obrigada! – Agradeceu Saeko e a Srta. Shizuka.
Depois de algum tempo, o homem voltou com os pratos de panquecas e uma tigela com sobras de carne e alguns ossos, ele nos serviu e colocou a tigela no chão para o Zeke, que lambeu sua mão e soltou um latido amigável.
- Obrigado pela comida! – Todos falaram e começaram a comer.
Assim que terminamos, o homem veio e pegou todos os pratos e também a tigela. A Saya pagou pela comida e fomos para o andar de cima, onde ficavam os quartos.
- Ei, todos para o meu quarto agora! – Disse Saya.
Todos nós entramos no quarto dela e de Saeko.
- Sentem-se. – Disse Saya apontando para a cama.
Todos nós sentamos.
- Hoje aconteceu uma coisa estranha – Saya falava andando de um lado para o outro pensativa – Eu e a Saeko não conseguimos acordar no horário certo porque nosso despertador não funcionou.
- Aconteceu a mesma coisa comigo e com a Alice – Disse a Srta. Shizuka – Nós acordamos cedo, mas não por causa do despertador, mas sim por causa da lambida do Zeke – A Srta. Shizuka disse a última parte acariciando a cabeça do Zeke enquanto ele lábia a sua mão.
- E também com aquela imensa claridade Srta. Shizuka – Disse Alice e a Srta. Shizuka concordou com a cabeça.
- Muito estranho. – Falou Saeko pensativa.
- Eu acordei cedo porque eu já estou acostumado. – Disse Kouta.
- E vocês dois? – Disse Saya apontando para mim e para Rei.
- Saya, nós também nos atrasamos por causa do despertador – Disse Rei e eu apenas concordei com a cabeça.
- Esperem um pouco.
Saya foi até o guarda-roupa, pegou uma arma que continha a mira a laser e jogou na direção do Kouta, que quase deixou cair no chão, pois não estava preparado para pegar, afinal a Saya não falou nada, nem ao menos um “Pensa rápido!”.
- Kouta, tente atirar. – Disse Saya – Não! Atirar não, mas sim mirar.
Kouta concordou com a cabeça e mirou em direção a Saya, que ao mesmo tempo se assustou e deu um passo para o lado, ficando longe da mira.
- E então? Consegue ver o laser? – Perguntou Saya.
- Não, que estranho. – Repondeu Kouta.
- Srta. Shizuka, tente ligar seu celular. – Disse Saeko já entendendo onde a Saya queria chegar.
- Ah! – Gritou a Srta. Shizuka ao tentar ligar seu celular que entrou em curto dando-lhe um choque de leve.
- Você está bem Srta. Shizuka? – Perguntou Alice preocupada.
- Estou sim querida, não foi nada. – A Srta. Shizuka respondeu em meio a um sorriso que foi retribuído por Alice.
- Já sei o que aconteceu. – Disse Saya com uma cara preocupada.
- E pelo visto não foi coisa boa. – Digo percebendo a sua preocupação.
- Não foi mesmo. – Disse Saeko que provavelmente também tinha entendido.
- Falem logo! – Disse Kouta.
- Com a luz branca forte que a Alice viu, as luzes não estarem funcionando e a falha da arma e dos despertadores, aconteceu uma coisa péssima, que eu poderia ficar gastando minha saliva tentando explicar tudo, mas eu vou apenas resumir, não podemos usar nada eletrônico.
- O que?! – Todos dizem juntos, menos a Saeko e a Saya.
- To vendo que eu vou ter que explicar. – Fala Saya esfregando seus dedos na testa – Vou falar de uma maneira bem resumida para ser fácil de entender, é o simples fato de que os cientistas, provavelmente, perceberam a situação em que o mundo está, então decidiram explodir algumas bombas, e ao explodir essas bombas, não mediram as conseqüências. Essas bombas explodiram em uma distancia muito grande da Terra, então o magnetismo dessa bomba, atingiu uma grande parte da Terra, portanto, como estamos dentro dessa parte, não teremos como usar qualquer objeto eletrônico.
Porra! Estamos fudidos! – Pensei
- Que droga! – Falou a Rei.
- É, isso com certeza é uma grande merda! – Disse Kouta.
- Continuando... – Disse Saya esperando que todos nós parássemos de reclamar – Ficaremos mais um dia nessa Vila, e podem aproveitar o dia, pois hoje a noite, vocês virão como será escura.
Depois da conversa todos nós saímos da pousada e fomos conhecer a Vila, o resto do dia foi extremamente normal, compramos mais comida enlatada e embalada, queríamos que nosso estoque ficasse cheio, para depois não precisarmos nos preocupar com isso tão cedo, também compramos mais munições e outras armas, que não foi fácil, tivemos que explicar para o vendedor e para um policial nossa situação, isso demorou bastante até o policial permitir essa venda, mas ele acabou “caindo na real” e percebeu que precisávamos muito daquilo. Depois que deixamos nosso estoque de armas, munições, comidas e algumas roupas cheio, fomos terminar de conhecer a Vila e acabamos se divertindo muito. Isso foi estranho. Do portão da Vila para dentro, era tudo uma maravilha, se eu não soubesse o que tinha do portão da Vila para fora, eu poderia jurar que estávamos em um mundo normal, sem malditos monstros canibais. Foi o dia mais legal que já tive desde que começou essa merda, aproveitamos bastante, pois como a Saya disse, essa noite seria muito escura.
Era mais ou menos umas seis horas quando começou a escurecer, então decidimos voltar para a pousada. Nós comemos e cada um foi para o seu quarto, eu e a Rei tomamos um banho rápido e fomos deitar, ficamos abraçados enquanto eu mexia em seus cabelos e ela fazia cafunés na minha nuca, o silêncio dominava o quarto quando finalmente a Rei quebrou esse silêncio:
- Takashi... – Ela fechava os olhos apreciando o carinho que eu fazia em seus cabelos e depois comecei acariciar o seu rosto – Estou feliz em estar aqui com você.
- Eu também Rei. – Falei também fechando os olhos apreciando os cafunés – Eu te amo.
Ambos abrimos os olhos e ficamos nos encarando.
- Eu também te amo Takashi. – A Rei falou enquanto dava um sorriso e eu retribuo.
O resto da noite nós ficamos em meio a carícias até que acabamos por adormecer.
Notas finais
Por favor deixem seus reviews... *-*
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